30.4.04

#2

este post deve ser lido ao som dos sofá surfers



a imagem é da autoria do Luis Branco e foi repescada no blog da attac
#1

We'll allways have Paris

29.4.04

#2

por falar em telemóveis... recebi este sugestivo email:

Protesto contra as três operadoras de telecomunicações portuguesas.
Devido às constantes subidas de preços dos tarifários das três
operadoras de telecomunicações do país, seja por causa do aumento do
IVA, da inflação ou por vontade própria, organizamos um protesto para
forçar a Vodafone, Optimus e TMN a baixarem os preços dos seus serviços
para lhes mostrar que SÃO ELES QUE PRECISAM DE NÓS! Este tipo de
protesto já ocorreu em alguns países e com sucesso, sendo as companhias
obrigadas a baixar os preços. Isto porque a união faz a força!

Portanto, dia 1 de Maio, Sábado, POR FAVOR DESLIGA O TEU TELEMÓVEL!

Não esqueças esta data. E se eventualmente necessitares de fazer uma
chamada muito urgente, faz a chamada mas depois desliga imediatamente o
telemóvel.
#1

DR Strange fone
cada vez me sinto mais aliviado por não ter conseguido entrar no curso de medicina. bem vistas as coisas, @s gaj@s andam 6 anos a estudar dia e noite, muit@s vivem com complexos de serem elite e, ainda por cima, andam sempre delegad@s de propaganda médica ou outros introjões a tentar oferecer-lhes viajens e telemóveis a troco de pequenos negócios onde os utentes são moeda de troca...

28.4.04

#4



Alguém me explica como é que se faz um shot com isto? é que, mesmo depois de ler a receita, fiquei completamente à nora...

PASTEL DE NATA
por Maria de Lourdes Modesto

para a massa folhada:
500g de farinha; 500g de manteiga; 2 a 3 dl de água; sal.

para o creme:
5 dl de natas; 8 gemas; 2 colheres de chá de farinha; 200g de açucar; casca de limão.

fazer massa folhada pode ser um verdadeiro desafio. para quem não se quiser aventurar, pode optar-se por comprar a massa já feita, e seguir a receita em tudo o restante. será substancialmente mais fácil, mas não será tão saboroso.
derrete-se o sal na água morna e divide-se a manteiga em três partes iguais. coloca-se a farinha sobre uma base de trabalho, faz-se uma cova ao meio e deita-se a água. amassa-se a mistura até que fique consistente e deixa-se descansar 20 minutos. de seguida estende-se a massa em forma de quadrado. amassa-se um pouco a gordura de modo a ficar com a consistência da massa. barra-se com uma terça parte da margarina toda a massa, deixando por barrar uma tira com a largura de um dedo, em toda a volta do quadrado. dobra-se a massa de baixo para cima e da esquerda para a direita, tendo como principal cuidado a perfeição do ajustamento das pontas e dos lados. estende-se a massa com um rolo até formar novamente um quadrado. barra-se de novo com o segundo terço de gordura e procede-se do mesmo modo. repete-se esta operação com a restante gordura. finalmente, estende-se a massa o mais fina possível, corta-se em tiras e enrolam-se de modo a obterem-se rolos compridos. cortam-se em bocados com 2 a 3 cm. coloca-se ao alto cada bocado de massa nas forminhas de pastéis e, com a ajuda do dedo polegar, ligeiramente molhado em água, esmaga-se a massa forrando as forminhas. entretanto, prepara-se o creme misturando todos os ingredientes indicados. leva-se a mistura ao lume até levantar fervura. retira-se do calor e, quando estiver morno, deita-se nas caixas de massa. levam-se a cozer em forno muito quente (250 a 300ºC). as formas usadas para os pastéis de nata são as formas de queques. serve-se polvilhado com açucar e canela.
#3
a voz e as palavras de beth orton dão cabo de mim.

Running down to a central reservation
In last night's red dress
And I can still smell you on my fingers
And taste you on my breath
Stepping through brilliant shades
Of the color you bring
But this time, this time, this time
Is whatever I want it to mean

(...)

Beth Orton, in Central Reservation
#2
hoje o público noticía a primeira condenação à morte e execussão de um cidadão pelas autoridades do afeganistão.
depois de ler a notícia ocorreu-me a ideia de que esta "nova democracia" afegã, imposta pelo governo americano para combater o obscurantismo talibã, já começa a dar os seus frutos.
#1




fui ver És a nossa fé, um documentário dirigido por Edgar Pêra sobre crom@s da bola, d@s que vivem o futebol como a última das coisas na face da terra.
neste trabalho, filmado em super 8, Pêra e sus muchach@s observam a bola de uma perspectiva sociológico-irónica bastante reveladora, promovendo uma reflexão sobre esse mundo paralelo que, tantas vezes, parece querer sobrepor-se ao mundo real.
esta é uma daquelas idas ao cinema que se recomenda a toda a gente: a quem gosta de futebol, a quem o detesta e a quem lhe consegue ser indiferente.



27.4.04

#1

Quatro não-haikus

Rente ao desejo
há o evocar
do secreto nome das coisas.

II

Talvez um dia te diga
que todo o poeta
é um ladrão.

III

Oferecer-te um verso
da mesma forma que teu olhar
me oferece o relâmpago.

IV

És o principio e o fim
o sol a pique
sobre o poema.

Manuel A. Domingos
DnJovem, 27 de Abril, 2004

25.4.04

#2

O FRUTO MADURO
*
Imagina
Que rumamos sem limites para a Utopia
onde sonhos e pessoas se confundem
com a doçura do silêncio
onde as mãos e a paz se constroem
misturadas que estão nas telas que pintam.
Imagina
A liberdade individual colectivamente sentida
sem símbolos opressores
nem oprimidos
Sem ideias estanques
nem o dogma da sobre vivência
Imagina ...
Este será o fruto maduro
da mais triunfante das revoluções

André, 1999, nos 25 anos de Abril


* Publicado no DNJovem em 6 de Outubro de 2001
#1

São Vidas

nasce um dia claro. talvez aliviado, como aquele de Sophia de Mello Breyner.
nasce o dia e eu chego a casa. os pássaros cantam o inicio da primavera. talvez sejam também eles mais livres hoje do que há 30 anos.
ainda não prendi um cravo ao peito, para assinalar a esperança e incerteza dessa outra madrugada de abril.
Vi, até há poucos minutos atrás, pessoas na rua, de cravo e sorrisos rasgados. muit@s cantavam velhas e novas canções. as comemorações estenderam-se.
chego a casa e o corpo fraqueja. mas há tempo ainda para as palavras, para a poesia - se não fosse a poesia o que seria? -, para lembrar uma noite cheia, entre gente alegre, homens e mulheres que, como eu, não eram nascidos, mas vivem o sonho e sabem que neste país há um governo a tentar lavar a história. não passarão!
há tempo para recordar que a luta continua, que o R é um trabalho a fazer, que devemos isso não só aos que o fizeram até hoje como ao futuro. só assim Abril não se transformará num um refrão gasto ou na memória esbatida de Maia e da sua soldadesca.
Abril é esta manhã que se abre e os olhos com que a queremos (e podemos) ver abrir.
São vidas que se estendem pela estrada fora, que se tocam e se afastam, que olham para trás e que cerram o punho na alegria da luta.
são vidas, as nossas vidas.

23.4.04

#2

Valsa Quase Antidepressiva

dança comigo a primeira valsa da primavera:
dança sem sonhos, esquece as promessas, ninguém nos espera.
já enchi os dias de lutas vazias:
estou gasto, cansado e dormente.
E a um pouco de sexo ou muita poesia,
ainda não fico indiferente.

Fala comigo na palavra falsa da fantasia:
chovem amigos na festa da praça do meio dia.
é certo que as flores parecem maiores
que toda a virtude do mundo:
com um pouco de sexo ou muita poesia
ainda me sinto profundo.

se este mundo fosse feito para ser doce
eu seria doce fosse eu quem fosse.
foge comigo na última volta da maratona,
nada comigo num lago de metadona.
já deixei as asas na cave e as chaves no fundo do mar:
com um pouco de sexo ou muita poesia
ainda nos vamos casar.

JP Simões in Exilio, Quinteto TATI


#1

" chegará o dia em que remeteremos para a história um preâmbulo que já faz parte da história (...)"
telmo correia, deputado do cds, no inico do debate da revisão constitucional

o cds tem um odio de morte à cosntituição de 76 e, enquanto o destilava, este senhor quase rebentava as costuras do casaco de tão inflamado.
aquele que foi considerado um dos textos mais modernos do mundo ainda deixa irritada muita gente, especialmente essa direita rasteirinha e saudosista que se põe em bicos de pés, enebriada que está com o poder.
deixo aqui outra afirmação do mesmo deputado do cds, quando aludia à constituição desejada por este partido.
para que fique presente o que eles querem e que espero nunca chegar a ver:
"(...)alguns dizem que esse dia chegará no ia em que a maioria qeu agorea governa Portugal tiver dois terços para fazer a revisão da Constituição. Sei que é ambicioso, mas não é impossivel e nós somos muito ambiciosos"
fica o preêmbulo da constituição, que, apesar dos ataques cerrados, se manteve inalterado.

Preâmbulo
A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do País.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o estado de direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país livre, mais justo e mais fraterno.
(…)

21.4.04

#2

LETRA
#1

parece que esta senhora faz 25 anos hoje.



PARABÉNS CARLA (remember my promess?...)


20.4.04

#6

uma mensagem da amnistia internacional


Vigília nas imediações da Embaixada de Israel
Quarta-feira, dia 21 de Abril, pelas 18:30
Comemoração da libertação de Mordechai Vanunu



O Grupo Local Portugal 19 - Sintra da Amnistia Internacional realiza na quarta-feira, dia 21 de Abril, pelas 18:30, uma vigília nas imediações da Embaixada de Israel, na Rua António Enes, em Lisboa, para comemorar a libertação de Mordechai Vanunu, cidadão israelita preso há 18 anos (12 dos quais em solitária) por denunciar a produção de armas nucleares por Israel.

Apesar de ser libertado, Vanunu será proibido de viajar para fora de Israel, de contactar com cidadãos estrangeiros e de falar para a imprensa. O Grupo 19 da Amnistia Internacional considera que a justificação oficial apresentada pelas autoridades israelitas - a possibilidade de Vanunu revelar mais segredos - é desprovida de sentido, dado que já se passaram 18 anos sobre a sua detenção e tudo o que pudesse saber se encontra desactualizado. Na realidade, Israel pretende impedir que Vanunu revele pormenores sobre o seu rapto pela Mossad em Itália e o seu julgamento secreto em Israel em 1986.

Por conseguinte, o Grupo 19 da Amnistia Internacional irá também reclamar o levantamento das restrições aos direitos fundamentais de Vanunu, tal como nas vigílias nas demais cidades do mundo inteiro (Washington, Detroit, São Francisco, Londres, Toronto, Roma e Dublin, entre outras).
#5
a ida a banhos de saramago com durão barroso, na semana passada, trouxe-me à memória um dos refrões que jorge palma melhor escreveu. desde que acabei de ler o último ensaio daquele escritor, tenho andado a matutar com mais frequência no dito refrão, e com a prisão de valentim loureiro, saboreei, novamente, a profundidade e ironia do estribilho.
lá diz o cantor boémio que o sistema é antigo e não poupa ninguém.

#4
"toda a gente tem de ficar preocupada com esta situação..."
enquanto falava pausadamente aos jornalistas sobre o caso loureiro, gilberto madail devia estar a tentar lembrar-se onde deixou a escova de dentes e o bilhetinho de reserva para as ilhas caimão...

forCa portugal
#3

não sei se cante o such a perfect day de lou reed ou o irreal social dos ban...
será que, no conforto da prisão, o major valentim se arma em valentão e grita: quantos são?? eu não tenho medo de ninguém!!!
espero bem que o sistema não lhe ofereça uma pulseira electrónica.
#2

Telejornal à Queluz de Baixo
Tiago Videira, DNJovem, 20 de Abril, 2004



Ingredientes:
Uma apresentadora sorridente, mordaz e com boca desmesurada
Um cenário piroso
Staff a gosto

Modo de fazer:

1. Atentado terrorista em Israel/Espanha/Irlanda/EUA (riscar o que não interessa) hoje causou __ vítimas mortais e feriu outras ___. O atentado já foi reivindicado pelo Hamas/ETA/IRA/Al-Qaeda (riscar o que não interessa) e condenado fortemente pela ONU. O presidente Jorge Sampaio já exprimiu o seu pesar.

2. Mais um caso de abuso sexual de menores. Um rapaz de __ anos foi molestado por um indivíduo de __ anos de idade. A população local está revoltada. O suspeito foi detido e encontra-se em prisão preventiva a aguardar julgamento.

3. Desastre na A_ envolvendo __ automóveis. __ pessoas morreram e __ ficaram feridas, algumas com gravidade, tendo já sido transportadas para o hospital mais próximo. Pensa-se que a causa do acidente terá sido excesso de velocidade/álcool (Riscar o que não interessa). A circulação só ficou normalizada ao fim da tarde.

4. No Desporto, o Porto segue imparável na conquista do seu __º campeonato, indo já com __ vitórias consecutivas. Desta vez os pupilos de José Mourinho derrotaram o seu adversário por __ bolas a 0. O treinador vencido tem fortes queixas da arbitragem.

Preencher os espaços em branco com números confortáveis e a gosto do cozinheiro. Servir todos os dias bem quente e à hora do jantar.

Dá para quatro milhões de pessoas.



19.4.04

#1

se há coisa que me deixa chateado é acabar um livro e ficar sem saber qual vou ler de seguida, sobretudo quando as hipoteses de escolha são muitas.
#2

apresento-vos o corrector ortográfico Revolução, próprio para emendar lavagens de memória colectiva levadas a cabo por certos governos.

Abril é Revolução


18.4.04

#1

acabo de preencher a papelada do IRS.
estou aliviado por me saber longe dessas formalidades durante um ano inteirinho.
enquanto fazia contas às despesas e aos ganhos pensava cá para comigo:
não sei ao que me custa mais sobreviver, se ao natal se ao IRS...
#1

histórias do despertar

encontro-me perante um emaranhado de ideias, de sonhos e de pensamentos que parecem não se ter ordenado com o sono. levanto-me e deambulo pela casa como se estivesse a passear numa realidade desconhecida. as palavras estão enroladas num novelo sem pontas, o novelo do sentido que as une.
esta foi a sensação de acordar no domingo cinzento que hoje se pôs.
a casa silênciosa, o jornal da manhã com notícias sem novidade, o pequeno almoço e um café justo com açucar mascavado devolvem-me, pouco a pouco, a um sentir mais terra a terra.
debruço-me sobre as últimas páginas da pretensa lucidez de saramago, e eis que, pela página 290, encontro uma passagem que me faz sorrir e andar umas horas para trás, regressando ao despertar:

" Não dormiu bem, sonhou com uma nuvem de palavras que fugiam e se dispersavem enquanto ele as ia perseguindo com uma rede de caçar borboletas e lhes rogava Detenham-se, por favor, não se mexam, esperem aí por mim. Então, de repente, as palavras pararam e juntaram-se, amontoaram-se umas sobre as outras como um enxame de abelhas à espera de uma colmeia onde se deixassem cair, e ele, com uma exclamação de alegria, lançou a rede. (...)"

José Saramago, in Ensaio sobre a lucidez

16.4.04

#2
ouvi a nova música dos xutos.
a guitarra e o sax são irreprimiveis, a bateria no seu melhor.
a poesia mantem-se desgraçadamente má.
25 anos depois do baile nos alunos da apolo, a chama está viva e aquece.
#1

saborear de novo,
na curva segura
dos teus lábios,
as últimas nêsperas

André, 2004

15.4.04

#2
tentei novamente instalar o windows 98 neste máquina de calcular gigante que aqui tenho.
depois de mais este gigantesco falhanço so me resta uma de duas soluções:
1- fundar um clube de utilizadores de clássicos
2- passar-me o mais depressa possível para o linux

life's hard...
#1

Belleville Rendez-vous





um filme a não perder de vista, uma pincelada alegre a lembrar uma versão desenhada e colorida de tatti, uma lição imperdivel sobre máfia, avós, psicologia canina e fugas intempestivas.

14.4.04

#5

aprendi, finalmente, a gamar imagens noutras páginas...
agora é que ninguém me agarra.
#4


exemplo a seguir




imagem gamada no grão de areia
#3

o metrografismos associa-se ao barnabé nesta campanha

assinem e divulguem!

Petição: Zé Manel para o Iraque

José Manuel Fernandes, director do Público e brilhante sacristão do neoconservadorismo português, criticou hoje a retirada dos civis no Iraque, sob risco de se transmitir «sinais de fraqueza» perante a crescente resistência do povo iraquiano à ocupação imperialista.

A esquerda está atenta e lançou um movimento nacional para enviarmos JMF para o Iraque, servindo como escudo humano. Assinem a petição e divulguem-na. Parodiem o extremismo desta direita e combatam a ocupação. Se formos bem sucedidos, Pacheco Pereira está na calha.


#2

esta anda a latejar-me na cabeça desde que acordei:

hey bobbY marley
sing something god to me
this world goo crazy
it's an emergency!

manu chao

13.4.04

#1

pedaço do sublime:

nocturno em Mi bemol maior opus 9 nº2, Fréderic Chopin

todo o prazer, sem calorias
#2

se fosse um caracol, estaria, certamente, longe dos horrores da especulação imobiliária.
como a natureza não me fez gastropode - ou seja o meu estomago não serve para a locomoção e o meu ranho só dá para uns miseros pacotes de klinex p+or semana - tenho de me contentar com a sorte de não acabar entre oregãos, malaguetas e bejecas.
a luta continua, a casa é um direito.
ufff.
#1

Contra o Terror

Por MAHOMED YIOSSUF MOHAMED ADAMGY *
Público, 12 de Abril de 2004

"Quem matar uma pessoa, sem que esta tenha cometido homicídio ou semeado a corrupção na terra, será considerado como se tivesse morto todo o género humano: e quem a salvar será considerado como se tivesse salvo todo o género humano".

(Alcorão, 5:32).

A AL FURQÁN, na sua qualidade de humilde Voz Portuguesa do Islão, CONDENA veementemente os atentados terroristas de 11 de Março, em Madrid, como condena os assassinatos e os massacres de inocentes na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, no Burundi, na Thetchénia, etc., considerando-os actos de guerra contra humanidade. O terror e a guerra alimentam-se um do outro.

É lamentável termos que assistir a humanidade deixando valores divinos de lado para poder reunir mais poder ou riquezas em troca de vidas inocentes, invasões arbitrárias de países, humilhação de povos, colocação de ditaduras com o rótulo de democracias, etc.

Mesmo supondo que os autores sejam professos da Religião Islâmica, isso não pode e não deve significar que a culpa seja de todos os adeptos do Islão, assim como não podemos culpar todos os cristãos pelas Cruzadas que massacraram centenas de milhares de inocentes muçulmanos, judeus, inclusive próprios cristãos, nem condenar todos os judeus pelos massacres que todos os dias são praticados pelo Governo de Ariel Sharon contra os palestinianos.

Um ano depois do início da guerra contra o Iraque, a promessa de uma melhoria dos direitos humanos para os iraquianos está longe de se cumprir, conforme revelou a Amnistia Internacional nesta quinta-feira, num relatório que denuncia as "flagrantes violações" dos direitos humanos, e constatando que mais de 10.000 civis iraquianos morreram desde o início da guerra anglo-americana no Iraque, sobretudo devido a um uso excessivo da força por parte das tropas americanas ou em circunstâncias duvidosas"

Hoje sabe-se que os factos que serviram de justificação para a guerra, invasão e ocupação do Iraque junto da opinião pública internacional foram exagerados, ou mesmo inventados. E ao invés do que prometeram os senhores da guerra o Médio Oriente (e mesmo o mundo) não é hoje um lugar mais seguro. Com a agravante de ter não só aumentando a espiral da violência como, também, ter proporcionado a construção do Muro da Maior Vergonha de Israel.

Actualmente, a Europa está preocupada com as organizações que usam o terror sob a aparência do Islão, e esta preocupação não está mal colocada. É óbvio que aqueles que levam a cabo o terror e os seus apoiantes devem ser punidos de acordo com o critério judicial internacional, que tenha um peso e uma medida. Contudo, um ponto mais importante a considerar são as estratégias correctas que têm que ser prosseguidas, para encontrar soluções viáveis para estes problemas, no sentido de, finalmente, alcançar a tão almejada paz no mundo.

A Europa assumirá, seguramente, medidas mais dissuasivas para responder ao terror e tem o direito de o fazer. Contudo, tem que ficar explicitamente estabelecido que esta não é uma guerra contra o Islão e contra os Muçulmanos mas, pelo contrário, uma medida que serve os melhores interesses de Paz e do Islão. O "Confronto das Civilizações", como muito bem afirmou há dias o Sr. Presidente da República Portuguesa, deve, a todo o custo, ser evitado. Deve ser proporcionada ajuda para a expansão do "Verdadeiro Islão" - o qual é uma religião de amor, amizade, paz e fraternidade - e para a sua verdadeira compreensão pelas sociedades Islâmicas.

A solução para as facções radicais nos países Islâmicos não deve ser a "secularização forçada". Pelo contrário, uma tal política incitaria mais a reacções das massas e alimentaria o radicalismo. A solução é a disseminação do verdadeiro Islão e de um papel modelo de um Muçulmano que abraça os valores humanitários do Alcorão, tais como direitos humanos, democracia, liberdade, bons princípios morais, ciência e estética, e que oferece felicidade e glória à humanidade.

A fonte do terrorismo é a ignorância e o fanatismo, sendo que a solução é a educação. Aos círculos que simpatizam com o terror, deve ser dito que o terror está completamente contra o Islão, que o terror apenas prejudica o Islão, os Muçulmanos e a Humanidade de uma forma geral. Além disso, a estas pessoas deve ser proporcionada educação de modo a serem purificadas desta barbaridade. O apoio da Europa para uma tal política educativa produziria resultados muito positivos.

* Director da Revista Islâmica Portuguesa Al Furqán

12.4.04

#1

quiseste mudar o mundo a ferro e fogo, e agora tens de pedir permissão...

Sara para Giulia, in A Melhor Juventude

Aqui posto de Comando, transmito:
esta é uma observação que se adequa aos/às que caiem na cantiga de que abril é só evolução, e para ser fixada pel@s que acreditam n@ R.

8.4.04

#3

História

Fiz sempre de casa verso um caminho para longe
uma fuga, um pranto, uma despedida,
construí sempre,
com os dilacerantes materiais uma
dolorosa arte,
uma casa na penumbra,
nos vales esquecidos.
Ninguém me visita,
ninguém sobe a minha colina,
nestes dias de inverno,
neste país do medo onde uma magoada mãe
edificou o ninho nos altos ramos da tempestade.
Ninguém reconhece, nos traços leves de cada ruga,
as aterradoras inscrições de uma vida,
as lâminas doces que atravessaram os
pulsos do sonhador.

José Agostinho Baptista
#2
parece que a sofia está, pedacinho a pedacinho, a regressar à blogosfera.
porque esta é uma realidade feita de pedaços, resta-me saudar, por inteiro, esse regresso.
#1

fui dar uso ao cartão medeia.
pela quarta vez este ano senti o envolvente prazer do escuro do cinema, o silêncio da tela onde correm vidas e onde passam tempos irreais.
quando andava na faculdade era costume baldar-me às aulas à 6ª à tarde para ir às estreias do king. adorava ir lá e ter a sala só para mim, ou então encontrar estranhas personagens que, de uma forma ou de outra, me alimentavam o imaginário com as histórias que contavam ou pareciam contar.
também ia noutros dias da semana, a sala vazia e os filmes vindos de sabe-se lá onde sempre foram optima companhia. muitas vezes nem sabia ao que ia, o que deu direito a grandes surpresas, como por exemplo a vida sonahda dos anjos ou funny games, e a grandes desilusões (se bem que poucas), como o rio.
hoje fui ver a primeira parte de a melhor juventude, de Marco Tulia Giordana.
3 horas non stop, senza fermata, perdido na história de uma itália convulsa dos anos 60 e 70. a trama é ligeira, fácil de acompanhar. as referências são muitas e a fotografias é muito boa. o modo como a luz é filmada traz-me recordações exactas, faz-me divagar.
espero ansiosamente pela segunda parte, conto ve-la ainda esta semana.
fica o apontamento do público.

--XX--XX--XX

É a história de uma família italiana do fim dos anos 60 até aos nossos dias. No centro da história, dois irmãos: Nicola e Matteo. No início, partilham os mesmos sonhos, as mesmas esperanças, leituras, amizades. Até ao dia em que o encontro com uma jovem rapariga com problemas psíquicos ditará o destino de cada um e separará os seus caminhos: Nicola decide estudar psiquiatria e Matteo abandona os estudos e entra na polícia. Para além dos dois irmãos, a família é ainda composta por duas irmãs, Giovanna e Francesca, o pai e a mãe, os amigos, as companheiras, os filhos... Todos eles vão fazer reviver acontecimentos e lugares que tiveram um papel crucial na história de Itália: das cheias de Florença à luta contra a Máfia, dos grandes jogos de futebol contra a Coreia e a Alemanha às canções que marcaram gerações, da cidade de Turin dos anos 70 à Milão dos anos 80, dos movimentos estudantis ao terrorismo, da crise dos anos 90 à tentativa de inovação e construção de um país moderno. As personagens perseguem os seus sonhos atravessando a História: crescem, magoam-se, criam novas ilusões em que apostam todas as suas energias. "La Meglio Gioventù - A Melhor Juventude" - título de uma recolha de poemas de Pasolini mas também uma velha canção dos caçadores dos alpes italianos - é o fresco de uma geração que, apesar de todas as suas contradições, ingenuidade ou até mesmo violência deslocada, se esforçou por tornar o mundo em algo um pouco melhor. (O filme, com duração aproximada de seis horas, é exibido em duas partes.)

6.4.04

#3

Crucifixo

À noite
ela desfila com o catecismo
e contornos que apelam ao pecado
apetece tocar-lhe no crucifixo
e saltar do trapézio
para lugares genuínos

Firmino Bernarno, in Dn Jovem, 6/4/004
#2

dez anos depois

(...)
and i swear that i don't have a gun
no, i don't have a gun
no i don't have a gun
(...)

kurt Cobain, Nirvana, in nevermind
#1

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

(...)

Chico Buarque


4.4.04

#1

o cherne deveria saber: quem vai à guerra, dá e leva.
cá por mim não teriam existido razões para os gnr's terem apanhado este susto em nassiria.
regresso da gnr já!

2.4.04

#1
apesar de serem duas da manhã e de estar morto de cansaço (ainda não cheiro a podre), obriguei-me a vir ao blog e postar este esclarecimento:
o post de ontem, que anunciava o fim do blog, foi uma divagação de primeiro de abril.
a quem se mostrou preocupado com o (falso) anuncio da minha blogodesistência, os meus agradecimentos.
vou dormir.
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

1.4.04

#2

vou acabar com isto!
#1

depois da derrota de ontem de scolari e seus muchachos, sempre quero ver como é que o governo se vai desculpar da prevista pessima participação da seleção de futebol no euro 2004.... andam a prometer vitórias, mas nem a feijões a coisa resulta.
forca portugal!