[Bir Sokak, mais uma vez...]
Exposição
Por não saber
contar
os ritmos
dessa tarde
Desenhei,
com luz,
a sua
amplitude
20 de Julho de 2011


O post de ontem foi de corrida.
Hoje, já em casa e depois de ver as fotografias das fotografias, escrevo com mais tempo.
Fica a história, em episódios, do segundo round, para mais tarde recordar.
#2
[Second round]
Depois de um mês pelo Agito, onde as visitas foram muitas e as reacções positivas, hoje Bir Sokak/Uma Rua transfere-se para o Alinhavar, em Leiria.
Três notas, horas antes de abrir portas:
Apesar dos contratempos, há sempre quem esteja disponível para ajudar. Não há palavras para a gratidão.
Desta vez, a montagem da exposição ficou a cargo do dono do bar. Mesmo que o quisesse ter feito, acho que não me tinha safado. Deixei-o fazer o que quis e limitei-me a fotografar o processo. É giro ver as coisas a ganharem outras leituras.
Estou contente com mais este passo.

BIR SOKAK/UMA RUA
Até 1 de Maio no Café Saudade, Sintra
(Rua que desce da estação para a Câmara Municipal)Esta é a história de uma rua.
Sei apenas três ou quatro palavras em turco, as suficientes para quebrar a barreira invisível que se impõe entre desconhecidos. Durante uma tarde, conversei com os homens no largo da mesquita, com o padeiro, com o dono da loja de café, com o marinheiro e com o barbeiro que lhe aparava a beleza. Comi do seu pão, bebi a água e o chá que me ofereceram, partilhei o narguilé. E ouvi.
Esta não é a história de uma rua. É um pouco da vida de um bairro popular de Izmir, onde o acaso me levou.