12.4.17

#1 [matinal]

Poderíamos construir outro corpo a partir
Do pensamento com imagens e emoções de
Menor engano. Inscrever na química que
Nos vai lembrando memórias de um corpo
Onde não estejamos biologicamente tanto.
Lembrar à fantasia que tudo o que não sou
É eu. Salpicá-lo de respiração conjunta com
As árvores. Pedir ao mito que os livros não
Se enredem nas silvas por destino. Saber que
Luar é este que vem de fora, ir procurando.
Desenhar, porque não?, o seu centro num
Ponto que pronto se desloca. Poderíamos.

Maria Gabriela Llansol in
O Começo de Um Livro É Precioso

7.4.17

#2 [Ferrante, II]

Há momentos em que recorremos a palavras insensatas e fazemos exigências para esconder sentimentos lineares.

Elena Ferrante In História do Novo Nome

#1 [guerra fria]

O último tomo da trilogia do século, de Ken Follet, é dedicado à Guerra Fria.
Não deve ser fácil condensar 50 anos de história em 900 páginas de romance, passado em 3 planos distintos. Ainda assim, não se compreende que não se fale de temas incontornáveis deste período, como Chernobyl, Afeganistão, conquista espacial, disputas e ingerências na América do sul ou dos jogos olímpicos....


26.3.17

#2 [...]

O ritmo alucinante da prosa e a intensa loquacidade das personagens (muitas das quais não estranharíamos ver num filme de Almodóvar) podem sugerir uma ligeireza que é só aparente. Por trás da farsa, está a realidade em todo o seu esplendor, em toda a sua miséria. E Mendoza não se coíbe de nos mostrar o estado do mundo.

José Mário Silva sobre O segredo da Modelo Perdida de Eduardo Mendoza

#1 [...]

Arquitectar um livro

5.3.17

#1 [nem todas as baleias voam]

Uma publicação partilhada por André Beja (@metrografista) a
Afonso Cruz a fazer lembrar Boris Vian... 


27.2.17

#1 [triologia do século]



Na noite de 27 de Fevereiro de 1933, faz hoje 84 anos, o partido Nazi incendiou o Reishtag, acusando os comunistas do sucedido e dando início à sua perseguição. É neste ponto que começa o segundo volume da trilogia do século de Ken Follet, que atravessa as décadas mais negras da história da europa no séc. XX.
Tal como no primeiro volume, o estilo e a trama têm um registo soft e a abordagem histórica apresentada fragilidades e parcialidade, mas a viagem não deixa de ser impressionante.

24.2.17

#1 [que orgulho ter-te visto passar por mim como quem voa...]

Um abraço à Analice  
Sem medos percorreste o duro asfalto
Em léguas infinitas, decidida;
Por lama, pedra, areia desmedida…
Muito passaste tu, sem sobressalto.

A íngreme ladeira, o planalto,
A vista deslumbrante aparecida,
O respirar, o exaltar a vida,
O domínio do Mundo, lá do alto.

Cá em baixo, porém, o que se via
É que a tua irradiante simpatia
Criou milhares de amigos no pelotão

Nunca faltou quem, a correr te visse
E te gritasse “Força, ANALICE”
E te passasse a ter no coração.


Fernando Andrade, aka Cidadão de Corrida
Fevereiro de 2017

20.2.17

#1 [Hidden Figures]

Katherine G. Johnson e Taraji P. Henson, que interpreta o papel de K no filme Hidden Figures

Faz hoje 55 anos que John Glenn se tornou no primeiro Americano a fazer a órbita da Terra. Parte do seu sucesso é devido a Katherine G. Johnson e às suas geniais colegas do West Computing group que, apesar das barreiras que a política segregacionista lhes impunha, mostraram ser as melhores entre as melhores. 

14.2.17

#1 [si non è vero è ben trovato]

"Fiquei a pensar nisso.
O obscuro talento do volfrâmio."

Robert Wilson  in 
Último acto em Lisboa

7.2.17

#1 [it's all about...]

Politics is omnipresent. For this reason, understanding the politics of the policy process is arguably as important as understanding how medicine improves health.

Kent Buse, Nicholas Mays and Gill Walt

Making Health Policy

6.2.17

#1 [sambinha bom]

(...) 
Quando o samba começava, você era a mais brilhante
E se a gente se cansava, você só seguia adiante
Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado
Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado
(...)

Quem te viu, Quem te vê
Chico Buarque