19.4.18

#1 [Massacre de Lisboa - 512 anos depois]

uma das poucas imagens de época do Massacre de Lisboa
Entre 19 e 21 de Abril de 1506 Lisboa assistiu a uma violenta perseguição e massacre de judeus, e cristãos novos. Terão sido 4000 as vítimas da intolerância religiosa.
Com base em relatos da época que encontrou em Istambul, Richard Zimler conta a história deste episódio negro em "O Último Cabalista de Lisboa", o seu romance de estreia (1996). Vale a pena ler.

31.3.18

#1 [O país do Carnaval]

Este é o primeiro romance de Jorge Amado, escrito quando ele tinha apenas dezoito anos. Publicado em 1931, faz um retrato crítico da imagem festiva e contraditória do Brasil, a partir do olhar do personagem Paulo Rigger, um brasileiro atormentado pela inquietação existencial que, após sete anos em Paris, regressa a um país com o qual não se identifica. Bem recebido pela crítica e pelo público, o livro aborda as questões de uma juventude plena de inquietude, numa ansiosa e mesmo angustiada busca de verdades e do sentido da vida. Trata-se, em suma, de um retrato geracional - tecido a partir das rondas de Paulo Rigger pelos círculos boémios e literários da cidade da Bahia, em inícios do século XX. No final, insatisfeito e desencantado, marcado por uma renúncia preconceituosa ao amor, que inesperadamente encontrara, e aturdido pelas contradições que o rodeiam, Rigger embarca, no porto do Rio de Janeiro, com destino à Europa. Leva consigo as suas dores, deixando para trás uma cidade alucinada pelos ritmos e brilhos do Carnaval.

15.1.18

#1 [romance de cordel]

Escrita a metro, redonda, previsível, encharcado em patriotismo e colonialismo.
Veio por engano, li-o por curiosidade sobre o estilo e serviu como vacina.

31.12.17

#1 [a fechar o ano, a Austrália]



A curiosidade, primeiro, e a teimosia, depois, agarram-me às páginas de Na Terra dos Cangurus, uma longa viagem pela Austrália do final dos anos 90, guiada pela mão e pelos olhos de Bill Bryson.
Ao longo de quase 400 páginas, Bryson – um jornalista americano com tiques britânicos e fama de especialista instantâneo em quase tudo - apresenta-nos pequenas curiosidades, estatísticas e pormenores quotidianos do “país continente” dos antípodas. 
Cheguei ao fim cansado do livro, mas com vontade…

27.12.17

#1 [dançar é sempre boa ideia]

"Vocês devia fazer outras coisas. Devia dançar. Dançar faz bem para a cabeça"

Rubem Fonseca, Agosto

22.12.17

#1 [Poder ao Povo – a esquerda italiana (de novo) em movimento]

No passado dia 17 de dezembro foi apresentada em Roma a plataforma Potere al Popolo, que agrega sectores da esquerda social e política que não se revêem nas duas vias da social democracia em presença.
Um texto e uma tradução que fiz para o esquerda.net

2.12.17

#1 [O Fim da História ]



Ao contrário de Fukuyama, neste fim da história Sepúlveda não nos vende o fim das ideologias nem uma vitória do bem sobre o mal. Explora, aliás, as contradições que esse final, que tantos iludiu, trazia em si.
Aqui, neste fim de história, voltamos a encontrar Belmonte, o tal que tem nome de toureiro, mais velho mas, como ele próprio conclui, com o faro bem apurado. A poesia e os velhos laços não perdem validade.

24.11.17

#1 [Voltar onde nos sentimos bem: Luís Sepúlveda]



Reli, com gosto, a história, a história de Juan Belmonte, personagem de fino humor que, dizem-lhe frequentemente, tem nome de toureiro. Como da primeira vez, não deixei de me surpreender com a narrativa do exilio e da transição entre um mundo com dois pólos para este, sem jeito nenhum, em que agora vivemos.

10.11.17

#1 [O Homem que Perseguia a sua Sombra]

O quinto livro da serie millenium confirma as debilidades que o quarto já evidenciava.
Falta-lhe suspense, aventura e substrato. E também lhe falta Lizbeth Salander, que perde força e protagonismo no enredo.
Seria mais correcto se se chamasse " O homem perseguido pela sombra", título ideal para descrever a forma como a memória de Stieg Larsson é espremida por quem decidiu fazer da sua obra uma fonte de rendimento inesgotável.

2.11.17

#1 [um livro inesperado]

"(...) o "herói" deste livro é uma figura inesquecível, Nick Corey, um xerife psicopata, cuja acção se desenvolve no meio da maior corrupção e dos mais odiosos crimes, aos quais o nosso xerife não é de forma alguma alheio."