#1
[Sem Comentários]
O PCP mantém relações com países não-democráticos?
[Pausa] O entendimento do que é democrático ou não dava-nos matéria para outra entrevista... De que é que fala? De países onde não há eleições ou pluripartidarismo?
Por exemplo...
Nós procuramos manter relações com partidos progressistas e democráticos de todo o mundo. Nessas relações, nós afirmamos, com muita clareza, que a sociedade por que nos batemos em Portugal diferencia-se de qualquer outra, seja de Cuba, seja da China, seja do Brasil. Temos um projecto próprio. Isto não invalida que acompanhemos os esforços de tal ou tal partido, para a defesa do seu povo. Mas não copiamos modelos, não temos um modelo de referência.
há dias um jovem chinês foi condenado a 12 anos de prisao pelo que escreveu , na Internet. Acha isto tolerável?
[Pausa] Eu já estive na China algumas vezes e fico mpressionado porque nós, os chamados ocidentais, temos valores e formas de estar totalmente diferentes dos chineses. Tratar com ligeireza este ou aquele aspecto pontual, positivo ou negativo, e não estou a fazer qualquer apreciação, é um erro. Aquela é outra cultura.
Jerónimo de Sousa in Visão, 24 Novembro de 2005
25.11.05
17.11.05
#2
[redução de riscos]
33.965.851 - numero de recolhidas nas farmácias entre 1993 e 31 de maio de 2005 ao abrigo do programa "diz não a uma seringa em segunda mão"
8 milhões de euros de investimento, que evitaram que 7 em cada 10 utilizadores fossem infectados, calculando-se um beneficio potencial de 1700 milhões de euros.
dados da Associação Nacional de Farmácias
[redução de riscos]
33.965.851 - numero de recolhidas nas farmácias entre 1993 e 31 de maio de 2005 ao abrigo do programa "diz não a uma seringa em segunda mão"
8 milhões de euros de investimento, que evitaram que 7 em cada 10 utilizadores fossem infectados, calculando-se um beneficio potencial de 1700 milhões de euros.
dados da Associação Nacional de Farmácias
16.11.05
#3
[para variar, um post pessoal]
há muito tempo que decretei o fim do natal
a coisa não tem piada, é chata, é um hino ao consumismo, irritam-me as luzes, as cores, a amizade e compaixão de pacote, a generosidade obrigada para com aqueles a que andamos a desdenhar durante todo o ano... enfim, a banalidade.
mas este ano há algo diferente. depois de um pequeno desvio ideológico no ano passado, fruto de uma fotografia bem tirada e melhor ampliada, este ano espero o natal como há muito não acontecia.
como fui um menino bem comportado, sei que terei uma prenda, só para mim, vinda do frio. :)
[para variar, um post pessoal]
há muito tempo que decretei o fim do natal
a coisa não tem piada, é chata, é um hino ao consumismo, irritam-me as luzes, as cores, a amizade e compaixão de pacote, a generosidade obrigada para com aqueles a que andamos a desdenhar durante todo o ano... enfim, a banalidade.
mas este ano há algo diferente. depois de um pequeno desvio ideológico no ano passado, fruto de uma fotografia bem tirada e melhor ampliada, este ano espero o natal como há muito não acontecia.
como fui um menino bem comportado, sei que terei uma prenda, só para mim, vinda do frio. :)
#2
[trago notícias da guerra...]
- Rumsfeld admitiu que a smoking gun de Collin Powell era uma mentira. Dizem as más linguas que foram os serviços secretos italianos que criaram o embuste, Berlusconi nega.
- O Exercito Americano admite ter usado fósforo branco em Fallujah, negando te-lo aplicado em civis. Diz o guardian e a RAI que os civis não foram poupados.
- A CIA fretou aviões para transporte de prisioneiros para prisões secretas, situadas em diversas partes do mundo, onde a convenção de genebra e os direitos humanos... diz a revista focus de hoje que esses aviões terão feito escala em território nacional.
[trago notícias da guerra...]
- Rumsfeld admitiu que a smoking gun de Collin Powell era uma mentira. Dizem as más linguas que foram os serviços secretos italianos que criaram o embuste, Berlusconi nega.
- O Exercito Americano admite ter usado fósforo branco em Fallujah, negando te-lo aplicado em civis. Diz o guardian e a RAI que os civis não foram poupados.
- A CIA fretou aviões para transporte de prisioneiros para prisões secretas, situadas em diversas partes do mundo, onde a convenção de genebra e os direitos humanos... diz a revista focus de hoje que esses aviões terão feito escala em território nacional.
14.11.05
#1
[um país de privilegiados...]
alguns números que mostram o quanto o nosso país está desenvolvido:
- 385 mil pessoas ganham o salário mínimo nacional - cerca de 380 euros, enquanto o salário médio ronda os 700 euros
- 620 mil desempregados
- 2,4 milhões de pensionistas, dos quais metade recebe menos de 300 euros mensais - a pensão média em Portugal ronda os 280 euros.
ou seja, por alto, mais de 1/4 da população portuguesa vive no limiar da pobreza.
pensemos então em quem nos governou nos últimos 30 anos?
o PS de Mário Soares, Guterres e Sócrates - sempre apoiados pelo deputado/poeta Manuel Alegre...
O PSD dos desejados Sá Carneiro e Cavaco Silva, e dos erros de casting Durão e Santana ...
O PP de Portas e Bagão...
[um país de privilegiados...]
alguns números que mostram o quanto o nosso país está desenvolvido:
- 385 mil pessoas ganham o salário mínimo nacional - cerca de 380 euros, enquanto o salário médio ronda os 700 euros
- 620 mil desempregados
- 2,4 milhões de pensionistas, dos quais metade recebe menos de 300 euros mensais - a pensão média em Portugal ronda os 280 euros.
ou seja, por alto, mais de 1/4 da população portuguesa vive no limiar da pobreza.
pensemos então em quem nos governou nos últimos 30 anos?
o PS de Mário Soares, Guterres e Sócrates - sempre apoiados pelo deputado/poeta Manuel Alegre...
O PSD dos desejados Sá Carneiro e Cavaco Silva, e dos erros de casting Durão e Santana ...
O PP de Portas e Bagão...
11.11.05
#1
[educação sexual II*]
Na semana passada faleceu, em Viseu, uma prostituta que, entre colegas de profissão e muitos homens, era conhecida por prestar serviços sem preservativo, como o papa manda e os machos de verdade gostam.
o grande problema é que a senhora estaria infectada por VIH, tendo falecido de uma patologia associada. Parece que em viseu há muito homem (desses que são machos de verdade) que anda enrascado...
*ou: não consigo deixar de me espantar com estas coisas...
ou ainda: como 50 anos de deus pátria e familia, 10 anos de novo riquismo cavaquista e muita conservadorismo são responsáveis pelo atraso intelectual de uma população...
[educação sexual II*]
Na semana passada faleceu, em Viseu, uma prostituta que, entre colegas de profissão e muitos homens, era conhecida por prestar serviços sem preservativo, como o papa manda e os machos de verdade gostam.
o grande problema é que a senhora estaria infectada por VIH, tendo falecido de uma patologia associada. Parece que em viseu há muito homem (desses que são machos de verdade) que anda enrascado...
*ou: não consigo deixar de me espantar com estas coisas...
ou ainda: como 50 anos de deus pátria e familia, 10 anos de novo riquismo cavaquista e muita conservadorismo são responsáveis pelo atraso intelectual de uma população...
9.11.05
#1
[educação sexual]
"se queres ser lésbica, és das portas da minha escola para fora, não admito esse tipo de comportamentos aqui".
dito a uma Aluna de 17 pela vice-presidente do Conselho Executivo da Escola António Sérgio, em Gaia, in DN, 9 de Novembro de 2005
[educação sexual]
"se queres ser lésbica, és das portas da minha escola para fora, não admito esse tipo de comportamentos aqui".
dito a uma Aluna de 17 pela vice-presidente do Conselho Executivo da Escola António Sérgio, em Gaia, in DN, 9 de Novembro de 2005
31.10.05
#2
[(in)discreto charme da burguesia* ...]
Cavaco vai ganhar e vai ser um excelente Presidente, para trabalhar com um excelente primeiro ministro.
Belmiro de Azevedo, in Público, 31 de Outubro de 2005
* ou mais elementos para sustentar a teoria que a direcção do PS se empenha na vitória do seu verdadeiro candidato:
[(in)discreto charme da burguesia* ...]
Cavaco vai ganhar e vai ser um excelente Presidente, para trabalhar com um excelente primeiro ministro.
Belmiro de Azevedo, in Público, 31 de Outubro de 2005
* ou mais elementos para sustentar a teoria que a direcção do PS se empenha na vitória do seu verdadeiro candidato:
#1
[diplomacia]
O Governo da Republica Federal da Servia e Montenegro nomeou, recentemente, Dusan Kovacevic como seu embaixador em Lisboa.
Até aqui tudo bem, são procedimentos normais.
O pormenor curioso (e divertido) de tudo isto é que Kovacevic não é diplomata de carreira, mas sim escritor, tendo sido autor, no inicio da década de 90, do guião de Underground, era uma vez um país, filme que pôs Emir Kusturica nas bocas do mundo.
cheira-me que, depois de uma temporada neste cantinho à beira mar plantado, Kusturica terá argumentos para acrescentar ao seu naipe de surrealidades.
[diplomacia]
O Governo da Republica Federal da Servia e Montenegro nomeou, recentemente, Dusan Kovacevic como seu embaixador em Lisboa.
Até aqui tudo bem, são procedimentos normais.
O pormenor curioso (e divertido) de tudo isto é que Kovacevic não é diplomata de carreira, mas sim escritor, tendo sido autor, no inicio da década de 90, do guião de Underground, era uma vez um país, filme que pôs Emir Kusturica nas bocas do mundo.
cheira-me que, depois de uma temporada neste cantinho à beira mar plantado, Kusturica terá argumentos para acrescentar ao seu naipe de surrealidades.
27.10.05
26.10.05
13.10.05
10.10.05
#1
[chuva]
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa, Cancioneiro
[chuva]
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa, Cancioneiro
6.10.05
#1
[ponto de ordem à mesa]
trabalho e mais trabalho. não tenho feito mais do que isso.
há momentos (raros) em me esqueço do frenesim, e julgo apreciar este verão que se prolonga por Outubro dentro. faz-me lembrar dias de infância.
mas volta o turbilhão, não me deixando aperciar devidamente o cheiro das flores de nespereira ou a desgarrada dos passaros ao final do dia.
está a acabar. u Esta etapa, pelo menos, porque depois haverá mais trabalho, muito mais.
Cada vez percebo melhor os motivos que levam Xanana Gusmão a querer deixar a vida e dedicar-se à agricultura. o descanso é uma ilusão.
Sinto o corpo a chamar-me para a estrada. desejo ardentemente desligar o telefone e cortar o cordão umbilical com a realidade. Na semana que vem parto... ainda saberei como ler um mapa? ainda conseguirei adivinhar o tempo pelo vento, ainda existirão estrelas a indicar o norte?
o meu desejo é tão grande que não há palavras que o possam abarcar.
[ponto de ordem à mesa]
trabalho e mais trabalho. não tenho feito mais do que isso.
há momentos (raros) em me esqueço do frenesim, e julgo apreciar este verão que se prolonga por Outubro dentro. faz-me lembrar dias de infância.
mas volta o turbilhão, não me deixando aperciar devidamente o cheiro das flores de nespereira ou a desgarrada dos passaros ao final do dia.
está a acabar. u Esta etapa, pelo menos, porque depois haverá mais trabalho, muito mais.
Cada vez percebo melhor os motivos que levam Xanana Gusmão a querer deixar a vida e dedicar-se à agricultura. o descanso é uma ilusão.
Sinto o corpo a chamar-me para a estrada. desejo ardentemente desligar o telefone e cortar o cordão umbilical com a realidade. Na semana que vem parto... ainda saberei como ler um mapa? ainda conseguirei adivinhar o tempo pelo vento, ainda existirão estrelas a indicar o norte?
o meu desejo é tão grande que não há palavras que o possam abarcar.
28.9.05
26.9.05
22.9.05
#1
[descomprimir]
hoje tinha uma lista de tarefas. prioridades urgentes que necessitavam de resposta. tudo anotado numa folha.
o telefone começou a tocar cedo, mau sinal.
apareceu uma tarefa de ultima hora que se adiantou às prioridades definidas. E depois outra e mais outra.
comboios daqui para ali, entregas e procuras. matemáticas bicudas e gestão romboédrica das semsibilidades. e o telefone sempre a tocar.
mais coisas para fazer. a adrenalina a voar nas veias. o ruido maquinal da cidade a atravessar-me os olhos.
às 18h ligo o computador. começo a pensar na tão distante lista de prioridadesurgentes ainda por responder. o corpo começa a ceder, o silêncio assalta-me.
onde estou? o que andei a fazer este tempo todo longe de mim? que sentimento é este que tão depressa é de confiança e plenitude como de impotência e angustia? que respostas procuro e que perguntas tenho para fazer?
apercebo-me do silêncio e que o verão acabou enquanto eu corria. não sei quem correu mais nestes três meses, se o verão se eu. ainda o ouço morrer ao longe, lá para os lados do tejo.
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hoje tinha uma lista de tarefas. prioridades urgentes que necessitavam de resposta. tudo anotado numa folha.
o telefone começou a tocar cedo, mau sinal.
apareceu uma tarefa de ultima hora que se adiantou às prioridades definidas. E depois outra e mais outra.
comboios daqui para ali, entregas e procuras. matemáticas bicudas e gestão romboédrica das semsibilidades. e o telefone sempre a tocar.
mais coisas para fazer. a adrenalina a voar nas veias. o ruido maquinal da cidade a atravessar-me os olhos.
às 18h ligo o computador. começo a pensar na tão distante lista de prioridadesurgentes ainda por responder. o corpo começa a ceder, o silêncio assalta-me.
onde estou? o que andei a fazer este tempo todo longe de mim? que sentimento é este que tão depressa é de confiança e plenitude como de impotência e angustia? que respostas procuro e que perguntas tenho para fazer?
apercebo-me do silêncio e que o verão acabou enquanto eu corria. não sei quem correu mais nestes três meses, se o verão se eu. ainda o ouço morrer ao longe, lá para os lados do tejo.
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