#3
[vagueando]
na semana que passou andei longe deste espaço. por estar em regime de descanso, por não ter acesso à net com tanta facilidade e, vistas as coisas, por não saber muito bem o que escrever.
Andei de bicicleta, limpei a casa, fotografei, fui ao cinema, cocei a barriga, cozinhei, e pensei muito... durante esta (merecido) dolce fare niente, esteva uma pregunta sempre a latejar-me no espírito: que fiz eu às ideias?
28.2.05
#2
[o embuste]
A partilha da venda dos bilhetes para o concerto dos U2 entre uma gasolineira, uma agencia, os terminais de multibanco e a fnac provocou a inacessibilidade aos mesmos. Foi uma loucura ver a malta a dormir à porta, ver (e estar!) nas filas que se geraram, desesperar e não conseguir obter uma entrada.
Nesta altura do campeonato, ao que parece, faltam ainda vender 22 mil bilhetes, mas parece-me que só estarão à disposição de quem dormir na dita gasolineira ou tiver uma boa cunha. Fala-se da possibilidade de um segundo concerto, a loucura será a mesma.
já não bastava a imoralidade dos preços (53 euros para um país onde a média salarial anda à roda dos 600 e onde há uma crise instalada)...
[o embuste]
A partilha da venda dos bilhetes para o concerto dos U2 entre uma gasolineira, uma agencia, os terminais de multibanco e a fnac provocou a inacessibilidade aos mesmos. Foi uma loucura ver a malta a dormir à porta, ver (e estar!) nas filas que se geraram, desesperar e não conseguir obter uma entrada.
Nesta altura do campeonato, ao que parece, faltam ainda vender 22 mil bilhetes, mas parece-me que só estarão à disposição de quem dormir na dita gasolineira ou tiver uma boa cunha. Fala-se da possibilidade de um segundo concerto, a loucura será a mesma.
já não bastava a imoralidade dos preços (53 euros para um país onde a média salarial anda à roda dos 600 e onde há uma crise instalada)...
#1
[esta noite]
andei de electrico por Roma.

Foi uma viagem de sonho, pela linha 14, que liga as Viale Palmiro Togliatti e Giovanni Amendola, que atravessa a via Prenestina (uma das estrada que dava entrada na RomaImperial), passando, entre outros locais, pela aqua bullicante, pelo limiar do bairro de S. Lorenzo (quartieri rosso!), pela estação central de Roma e pela piazza vittor Emanuelle II.
[esta noite]
andei de electrico por Roma.

Foi uma viagem de sonho, pela linha 14, que liga as Viale Palmiro Togliatti e Giovanni Amendola, que atravessa a via Prenestina (uma das estrada que dava entrada na RomaImperial), passando, entre outros locais, pela aqua bullicante, pelo limiar do bairro de S. Lorenzo (quartieri rosso!), pela estação central de Roma e pela piazza vittor Emanuelle II.
25.2.05
#2
[post de dizer]
que estou ainda de molho, com saudades de Itália, de florença, do sul, de comer um gelado de chocolate, passear na beira do Arno, perder-me nas livrarias,
beijar doces lábios com demoras... de me perder, de encontrar palavras e trabalha-las, de me emocionar com pequenas coisas, de dormir até à exaustão, de ver o mundo a correr para lá do vidro do comboio, de enrolar a lingua noutras linguas, de mergulhar no mar, do calor e de pouca roupa.
...
[post de dizer]
que estou ainda de molho, com saudades de Itália, de florença, do sul, de comer um gelado de chocolate, passear na beira do Arno, perder-me nas livrarias,
beijar doces lábios com demoras... de me perder, de encontrar palavras e trabalha-las, de me emocionar com pequenas coisas, de dormir até à exaustão, de ver o mundo a correr para lá do vidro do comboio, de enrolar a lingua noutras linguas, de mergulhar no mar, do calor e de pouca roupa.
...
24.2.05
22.2.05
21.2.05
#1
[o primeiro dia]
Ontem foi um dia de grandes emoções. O investimento e a aposta de anos de trabalho - 6 para para tant@s, 10 para mim, 30 ou mais para muit@s-, foi posto à prova. com muito sucesso, por sinal.
Algo em mim parou quando, pela festa fora, Sérgio Godinho afinou o primeiro dia. Ao meu redor muita gente dizia que não voltaremos a ter uma noite assim, naquele momento, eu, que sou um optimista céptico, tive a certeza que voltaremos a festejar grandes vitórias. Porque somos gente de projecto, de ideia, de convicção e, sobretudo, somos gente decente. E não pude deixar de me lembrar das pessoas que marcaram este mês e meio de loucura que vivi. D@s amig@s que, no meu cansaço e na minha ausência, estando longe ou perto, olharam por mim e fizeram a ponte com uma certa normalidade; D@s companheir@s de estrada que, para lá de tudo, me incentivaram sempre e ensinaram tanta coisa a cada dia; da minha avó, da escritora, do professor, do enfermeiro, da palhaça e da controler financeiro favorit@s... e de ti.
Hoje acordei feliz e aliviado. com poucas palavras, em quase extase. Há uma nova esperança, apesar do risco que a maioria absoluta do socrates encerra em si. há a certeza de este ser o primeiro dia.
[o primeiro dia]
Ontem foi um dia de grandes emoções. O investimento e a aposta de anos de trabalho - 6 para para tant@s, 10 para mim, 30 ou mais para muit@s-, foi posto à prova. com muito sucesso, por sinal.
Algo em mim parou quando, pela festa fora, Sérgio Godinho afinou o primeiro dia. Ao meu redor muita gente dizia que não voltaremos a ter uma noite assim, naquele momento, eu, que sou um optimista céptico, tive a certeza que voltaremos a festejar grandes vitórias. Porque somos gente de projecto, de ideia, de convicção e, sobretudo, somos gente decente. E não pude deixar de me lembrar das pessoas que marcaram este mês e meio de loucura que vivi. D@s amig@s que, no meu cansaço e na minha ausência, estando longe ou perto, olharam por mim e fizeram a ponte com uma certa normalidade; D@s companheir@s de estrada que, para lá de tudo, me incentivaram sempre e ensinaram tanta coisa a cada dia; da minha avó, da escritora, do professor, do enfermeiro, da palhaça e da controler financeiro favorit@s... e de ti.
Hoje acordei feliz e aliviado. com poucas palavras, em quase extase. Há uma nova esperança, apesar do risco que a maioria absoluta do socrates encerra em si. há a certeza de este ser o primeiro dia.
20.2.05
19.2.05
18.2.05
17.2.05
15.2.05
#1
[post de passagem]
algumas coisas que voces precisam de saber deste bloguista
1- ando a trabalhar que nem um doido, não tenho tempo para pensar.
2- não estou chocado nem de luto pela morte da ultima espectadora do primeiro ciclo de cinema experimental da cova da iria.
3- não festejei o dia d@s namorad@s.
4- adoro estes dias de sol
[post de passagem]
algumas coisas que voces precisam de saber deste bloguista
1- ando a trabalhar que nem um doido, não tenho tempo para pensar.
2- não estou chocado nem de luto pela morte da ultima espectadora do primeiro ciclo de cinema experimental da cova da iria.
3- não festejei o dia d@s namorad@s.
4- adoro estes dias de sol
10.2.05
#1
[Eu cá acho...]
que esta história do Cavaco acreditar na maioria absoluta do PS, não só é um boato, como tem em Santana e naquele brasuca intrujão que o acompanha os seus mentores.
E das duas três: ou o sr. Silva se define ou fica, cada vez mais, fora de jogo.
Isto porque, para Santana, nesta política de terra queimada, dá igual perder por cem ou por mil.
[Eu cá acho...]
que esta história do Cavaco acreditar na maioria absoluta do PS, não só é um boato, como tem em Santana e naquele brasuca intrujão que o acompanha os seus mentores.
E das duas três: ou o sr. Silva se define ou fica, cada vez mais, fora de jogo.
Isto porque, para Santana, nesta política de terra queimada, dá igual perder por cem ou por mil.
7.2.05
#1
[post de dizer...]
que há coisas que nunca são em excesso
Se eu pudesse iluminar por dentro as palavras de todos os dias
para te dizer, com a simplicidade do bater do coração,
que afinal ao pé de ti apenas sinto as mãos mais frias
e esta ternura dos olhos que se dão.
Nem asas, nem estrelas, nem flores sem chão
- mas o desejo de ser a noite que me guia
e baixinho ao bafo da tua respiração
contar-te todas as minhas covardias.
Ao pé de ti não me apetece ser herói
mas abrir-te mais o abismo que me dói
nos cardos deste sol de morte viva.
Ser como sou e ver-te como és:
dois bichos de suor com sombra aos pés.
Complicações de luas e saliva
José Gomes Ferreira
[post de dizer...]
que há coisas que nunca são em excesso
Se eu pudesse iluminar por dentro as palavras de todos os dias
para te dizer, com a simplicidade do bater do coração,
que afinal ao pé de ti apenas sinto as mãos mais frias
e esta ternura dos olhos que se dão.
Nem asas, nem estrelas, nem flores sem chão
- mas o desejo de ser a noite que me guia
e baixinho ao bafo da tua respiração
contar-te todas as minhas covardias.
Ao pé de ti não me apetece ser herói
mas abrir-te mais o abismo que me dói
nos cardos deste sol de morte viva.
Ser como sou e ver-te como és:
dois bichos de suor com sombra aos pés.
Complicações de luas e saliva
José Gomes Ferreira
5.2.05
4.2.05
A cena inicial é fantástica. um plano em movimento de dois estranhos que se filam entre uma multidão que avança... e abrem-se as portas para um filme perturbante, onde os (des)encontros são a tónica e onde se sublinha que a vida é feita de escolhas, assim as queiramos fazer.
ficam as palavras do cinecartaz do público
É a história de quatro estranhos - Anna, Dan, Alice e Larry -, dos seus encontros, atracções fatais e traições, num perigoso jogo de sedução de que ninguém sairá incólume. Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida que, após o seu divórcio, se envolve com Dan, que se torna seu amante mesmo depois de Anna se voltar a casar com Larry. Dan (Jude Law) é um aspirante a escritor que ganha a vida a escrever obituários. Alice (Natalie Portman) é uma jovem que encontra Dan e lhe conta que não tem família, só tem a roupa que traz vestida e que chegou a Londres fugida da América e de um namorado demasiado possessivo. Larry é um dermatologista que começa a jogar à defensiva depois de lhe partirem o coração, magoando todos à sua volta. "Perto de Mais" foi realizado por Mike Nichols, realizador da premiada série "Anjos na América", recentemente exibida na televisão portuguesa.
#2
[karma surrealista]
e é preciso correr é preciso ligar é preciso sorrir
é preciso suor
é preciso ser livre é preciso ser fácil é preciso a roda
o fogo de artifício
é preciso o demónio ainda corpolento
é preciso a rosa sob o cavalinho
é preciso o revólver de um só tiro na boca
é preciso o amor de repente de graça
é preciso a relva de bichos ignotos
e o lago é preciso digam que é preciso
é preciso comprar movimentar comércio
é preciso ter feira nas vértebras todas
é preciso o fato é preciso a vida
da mulher cadáver até de manhã
é preciso um risco na boca do pobre
para averiguar de como é que eles entram
é preciso a máquina a quatro mil vóltios
é preciso a ponte rolante no espaço
é preciso o porco é preciso a valsa
o estrídulo o roxo o palavrão de costas
é preciso uma vista para ver sem perfume
e outra menos vista para olhar em silêncio
é preciso o logro a infância depressa
o peso de um homem é demais aqui
é preciso a faca é preciso o touro
é preciso o miúdo despenhado no túnel
é preciso forças para a hemoptise
é preciso a mosca um por cento doméstica
é preciso o braço coberto de espuma
a luz o grito o grande olho gelado
E é preciso gente para a debandada
é preciso o raio a cabeça o trovão
a rua a memória a panóplia das árvores
é preciso a chuva para correres ainda
é preciso ainda que caias de borco
na cama no choro no rogo na treva
é precisa a treva para ficar um verme
roendo cidades de trapo sem pernas
Mário Cesariny
"Discurso sobre a reabilitação do real quotidiano"
Manual de prestidigitação, Assírio & Alvim, 1981.
[karma surrealista]
e é preciso correr é preciso ligar é preciso sorrir
é preciso suor
é preciso ser livre é preciso ser fácil é preciso a roda
o fogo de artifício
é preciso o demónio ainda corpolento
é preciso a rosa sob o cavalinho
é preciso o revólver de um só tiro na boca
é preciso o amor de repente de graça
é preciso a relva de bichos ignotos
e o lago é preciso digam que é preciso
é preciso comprar movimentar comércio
é preciso ter feira nas vértebras todas
é preciso o fato é preciso a vida
da mulher cadáver até de manhã
é preciso um risco na boca do pobre
para averiguar de como é que eles entram
é preciso a máquina a quatro mil vóltios
é preciso a ponte rolante no espaço
é preciso o porco é preciso a valsa
o estrídulo o roxo o palavrão de costas
é preciso uma vista para ver sem perfume
e outra menos vista para olhar em silêncio
é preciso o logro a infância depressa
o peso de um homem é demais aqui
é preciso a faca é preciso o touro
é preciso o miúdo despenhado no túnel
é preciso forças para a hemoptise
é preciso a mosca um por cento doméstica
é preciso o braço coberto de espuma
a luz o grito o grande olho gelado
E é preciso gente para a debandada
é preciso o raio a cabeça o trovão
a rua a memória a panóplia das árvores
é preciso a chuva para correres ainda
é preciso ainda que caias de borco
na cama no choro no rogo na treva
é precisa a treva para ficar um verme
roendo cidades de trapo sem pernas
Mário Cesariny
"Discurso sobre a reabilitação do real quotidiano"
Manual de prestidigitação, Assírio & Alvim, 1981.
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