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[orvil]
Corrijo o comentário que fiz ontem, en passant, ao romance Última Paragem, Massamá: não se trata de um anti livro mas sim de um livro ao contrário.
Ao contrário porque o autor o vai desconstruindo à medida que escreve, dando umas no cravo e outras na ferradura, trocando as voltas ao leitor e virando-o do avesso.
É verdade que, vindo de quem vem, não seria de esperar outra coisa.
É uma estreia auspiciosa, embora um pouco marcado com uma certa arrogância intelectual sobre o que é isso de viver nos subúrbios. É que essa gente triste e à deriva, marcada por ritmos duros e vidas fodidas, está em todo o lado.