#3
[para 2005]
Lá diz o poeta que um fato de marinheiro não chega para se entender o mar. Tenho-me como um navegador e não me conformo com o navegar com a costa à vista. Dai que acredite que o meu destino são as grandes apostas, o mar alto e as tempestades, .
Quando estou envolvido com algo em que acredito, a ideia de abdicar, de não me fazer ao mar, é-me inconcebivel. No entanto, uma das minhas maiores duvidas é se será mais dificil tomar a decisão de pôr o barco no mar ou, depois de o ter feito, segurar a vela na tempestade.
Continuar a navegar, mesmo que contra a maré, mesmo que pareça mais fácil encontrar um porto seguro, é meu voto para dois mil e cinco - esperando que se estenda até dois mil e setenta e cinco.