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14.2.17

#1 [si non è vero è ben trovato]

"Fiquei a pensar nisso.
O obscuro talento do volfrâmio."

Robert Wilson  in 
Último acto em Lisboa

18.11.15

# [A ignorância do sangue]


Ao quarto tomo, Robert Wilson emenda a mão no que respeita a algumas ideias feitas, ata pontas que deixara soltas e fecha as aventuras de Javier Falcon com chave de ouro.

4.11.15

#2 [ Assassinos escondidos e algumas ideias feitas ]

Ao terceiro tomo da sua “tetralogia Falconiana”, Robert Wilson desviou a rota. Ou então torna um pouco mais clara a sua opinião sobre alguns temas...
O detective é o mesmo: astuto, capaz, intuitivo e romântico. Sevilha continua a revelar-se encantadora, a pedir uma visita ou um regresso. A história está bem montada e, ao lado do enredo principal, vão surgindo alguns traços de actualidade, como a violência de género ou mobilidade que os franquistas reciclados ainda têm na sociedade espanhola, o que torna o livro mais apelativo.
A tal mudança de rota de que falo está na trama principal. A história investigada por Falcon está montada em cima dos acontecimentos de 11 de Março em Madrid e da suposta ameaça de islamização da europa. Consciente ou inconscientemente, Wilson repete lugares comuns e preconceitos sobre o islão e sobre o terrorismo.
Além destas ideias feitas, o autor retoma, de forma sub-reptícia, a ligação da ETA aos atentados de Atocha, teoria que alguma direita mais radical continua a alimentar em nome dos seus interesses…

#1 [As mãos desaparecidas ]



Robert Wilson volta a Sevilha e à personagem de Javier Falcon, que, sob o calor brutal do Verão, inicia uma investigação que nos leva dos meandros da máfia russa à paranóia securitária que o 11 de Setembro desencadeou, aproximando-se também a alguns becos sem saída e buracos demasiado fundos e escuros da condição humana.

20.12.11

#1 [o cego de Sevilha*]

(...)
O Cego de Sevilha é um romance policial que trata de um crime inusitado no qual, o assassino corta as pálpebras das suas vítimas para obrigá-las a ver aquilo que não querem enfrentar. É, então, apelidado pela opinião pública de “o cego de Sevilha”, devido à sua aparente obsessão pela visão perfeita.
(...)

Cláudia de Sousa Dias, aqui

* lido em castelhano