"(...) o "herói" deste livro é uma figura inesquecível,
Nick Corey, um xerife psicopata, cuja acção se
desenvolve no meio da maior corrupção e dos mais
odiosos crimes, aos quais o nosso xerife não é de
forma alguma alheio."
2.11.17
29.10.17
#1 [Ferrante, IV]
Para mim, a história da segunda metade do século XX
italiano, das mobilizações e das contradições de m dos laboratórios políticos
mais intensos e apaixonantes que pode existir, tinha duas referências incontornáveis, Il
faciocomunista, que inspirou o filme “O meu irmão é filho único” e “A
melhor juventude”. Nas mais de 1600 páginas da tetralogia de Nápoles de Elena
Ferrante encontrei um terceiro pilar.
20.10.17
#1 [Ferrante, tomo 3]
Elena e Lila, as duas amigas que os leitores já conhecem de A Amiga Genial e História do Novo Nome, tornaram-se mulheres. E isso aconteceu muito depressa.
Navegam agora ao ritmo agitado a que Elena Ferrante nos habituou, no mar alto dos anos 70, num cenário de esperança e incerteza, tensões e desafios até então impensáveis, unidas sempre com um vínculo fortíssimo, ambivalente, umas vezes subterrâneo, outras visível, com episódios violentos e reencontros que abrem perspetivas inesperadas.
Navegam agora ao ritmo agitado a que Elena Ferrante nos habituou, no mar alto dos anos 70, num cenário de esperança e incerteza, tensões e desafios até então impensáveis, unidas sempre com um vínculo fortíssimo, ambivalente, umas vezes subterrâneo, outras visível, com episódios violentos e reencontros que abrem perspetivas inesperadas.
2.10.17
#1 [quando a ficção se aproxima da realidade...]
“Mas porque é que foste”, Perguntou a minha mãe, “se sabias
que ficarias transtornado desta maneira?” ”Fui porque todos os dias faço a mim
próprio a mesma pergunta: Como pode uma coisa destas estar a acontecer na
América? Como podem pessoas destas governar o nosso país? Se não tivesse visto
com os meus próprios olhos, pensaria que estava a ter alucinações.”
Philip Roth in
A Conspiração Contra a América
25.8.17
#2 [Policiais, a melhor forma de desenferrujar a leitura]
Um grupo de caçadores mata um urso nos bosques perto de Kiruna. Quando
abrem a barriga do animal, encontram restos humanos entre as vísceras.
Uns meses mais tarde, encontram uma mulher assassinada em sua casa.
Agrediram-na brutalmente com uma forquilha e Marcus, o neto de sete anos
desapareceu. Rebecka Martinsson, que no princípio foi destacada para a
investigação é retirada do caso.
Mas há poucas coisas que causem mais indignação que a violência contra uma criança, e Rebecka fica obcecada com o desaparecimento do menino. Por sua conta e risco começa a indagar o assassino da mulher: a morte parece perseguir esta família, e Rebecka não está disposta a permitir que o seu último membro tenha o mesmo destino.
Sacrifício a Moloc, de Asa Larsson
Mas há poucas coisas que causem mais indignação que a violência contra uma criança, e Rebecka fica obcecada com o desaparecimento do menino. Por sua conta e risco começa a indagar o assassino da mulher: a morte parece perseguir esta família, e Rebecka não está disposta a permitir que o seu último membro tenha o mesmo destino.
Sacrifício a Moloc, de Asa Larsson
7.8.17
#1 [diz que é uma espécie de dialética]
“O Camarada K.N. M Pillai nunca contestou Chacko
abertamente. Sempre que se referia a ele nos seus discursos, tinha o cuidado de
o despir de quaisquer atributos humanos e de o apresentar antes como uma
entidade abstracta inserida num esquema mais vasto. Uma construção teórica. Um
peão na monstruosa conspiração burguesa para subverter a Revolução. Nunca se
lhe referia pelo nome mas sempre como «a Gerência». Como se Chacko fosse muitas
pessoas. Além de ser o procedimento tacticamente correcto, esta disjunção entre
o homem e o cargo ajudava o Camarada Pillai a manter a consciência limpa acerca
dos seus negócios privados com Chacko. O seu contrato para imprimir os rótulos
da Pickles Paraíso constituía uma fonte de rendimento da qual não podia
prescindir. Dizia-se que Chacko-o –Cliente e Chacko-o-Gerente eram duas pessoas
diferentes. Distintas, claro, de Chacko-o-Camarada.”
Arundhati Roy in O
Deus das Pequenas Coisas
13.7.17
#1 [anatomia dos policiais suecos]
Li Aurora Boreal, de Asa Larson. Não sendo um volume incontornável do género policial, a história apresenta-se bem construída e contada.
Durante a leitura dei comigo a tropeçar num conjunto de elementos que já tinha encontrado na obra de Stieg Larson e Camilla Lackberg:
- a temática da religião
- a violência de género
- a pedofilia
- a força das personagens femininas
- a agressividade da imprensa de escândalos
- as constantes referências a marcas (fico sempre com a dúvida se não será publicidade paga...)
Será este um conjunto de elementos distintivos e muito ligados à cultura sueca ou trata-se apenas de uma tentativa de imitar a formula vencedora da trilogia milleniun?
Durante a leitura dei comigo a tropeçar num conjunto de elementos que já tinha encontrado na obra de Stieg Larson e Camilla Lackberg:
- a temática da religião
- a violência de género
- a pedofilia
- a força das personagens femininas
- a agressividade da imprensa de escândalos
- as constantes referências a marcas (fico sempre com a dúvida se não será publicidade paga...)
Será este um conjunto de elementos distintivos e muito ligados à cultura sueca ou trata-se apenas de uma tentativa de imitar a formula vencedora da trilogia milleniun?
6.7.17
#1 [das perguntas e das respostas]
Tudo no mundo está dando respostas, o que demora é o tempo das perguntas.
José Saramago In Memorial do Convento
José Saramago In Memorial do Convento
22.5.17
#1 [O elogio da transgressão]
![]() |
| Um Sábado Qualquer, Carlos Ruas |
Etiquetas:
Carlos Ruas,
Livros 2017,
O Evangelho Segundo Jesus Cristo,
Saramago
23.4.17
#1 [do bestiário de Cardoso Pires]
"Caguei para a enciclopédia, diz o Corvo. E para comprovar alça a cauda e, zás, despede um esguicho de caca esbranquiçada. Caca esbranquiçada numa criatura tão negra é que ninguém esperava"
José Cardoso Pires
in A República dos Corvos
José Cardoso Pires
in A República dos Corvos
12.4.17
#1 [matinal]
Poderíamos construir outro corpo a partir
Do pensamento com imagens e emoções de
Menor engano. Inscrever na química que
Nos vai lembrando memórias de um corpo
Onde não estejamos biologicamente tanto.
Lembrar à fantasia que tudo o que não sou
É eu. Salpicá-lo de respiração conjunta com
As árvores. Pedir ao mito que os livros não
Se enredem nas silvas por destino. Saber que
Luar é este que vem de fora, ir procurando.
Desenhar, porque não?, o seu centro num
Ponto que pronto se desloca. Poderíamos.
Maria Gabriela Llansol in
O Começo de Um Livro É Precioso
Do pensamento com imagens e emoções de
Menor engano. Inscrever na química que
Nos vai lembrando memórias de um corpo
Onde não estejamos biologicamente tanto.
Lembrar à fantasia que tudo o que não sou
É eu. Salpicá-lo de respiração conjunta com
As árvores. Pedir ao mito que os livros não
Se enredem nas silvas por destino. Saber que
Luar é este que vem de fora, ir procurando.
Desenhar, porque não?, o seu centro num
Ponto que pronto se desloca. Poderíamos.
Maria Gabriela Llansol in
O Começo de Um Livro É Precioso
7.4.17
#2 [Ferrante, II]
Há momentos em que recorremos a palavras insensatas e fazemos exigências para esconder sentimentos lineares.
Elena Ferrante In História do Novo Nome
Elena Ferrante In História do Novo Nome
#1 [guerra fria]
O último tomo da trilogia do século, de Ken Follet, é dedicado à Guerra Fria.
Não deve ser fácil condensar 50 anos de história em 900 páginas de romance, passado em 3 planos distintos. Ainda assim, não se compreende que não se fale de temas incontornáveis deste período, como Chernobyl, Afeganistão, conquista espacial, disputas e ingerências na América do sul ou dos jogos olímpicos....
Não deve ser fácil condensar 50 anos de história em 900 páginas de romance, passado em 3 planos distintos. Ainda assim, não se compreende que não se fale de temas incontornáveis deste período, como Chernobyl, Afeganistão, conquista espacial, disputas e ingerências na América do sul ou dos jogos olímpicos....
26.3.17
#2 [...]
O ritmo alucinante da prosa e a intensa loquacidade das personagens
(muitas das quais não estranharíamos ver num filme de Almodóvar) podem
sugerir uma ligeireza que é só aparente. Por trás da farsa, está a
realidade em todo o seu esplendor, em toda a sua miséria. E Mendoza não
se coíbe de nos mostrar o estado do mundo.
José Mário Silva sobre O segredo da Modelo Perdida de Eduardo Mendoza
José Mário Silva sobre O segredo da Modelo Perdida de Eduardo Mendoza
5.3.17
27.2.17
#1 [triologia do século]
Na noite de 27 de Fevereiro de 1933, faz hoje 84 anos, o partido Nazi incendiou o Reishtag, acusando os comunistas do sucedido e dando início à sua perseguição. É neste ponto que começa o segundo volume da trilogia do século de Ken Follet, que atravessa as décadas mais negras da história da europa no séc. XX.
Tal como no primeiro volume, o estilo e a trama têm um registo soft e a abordagem histórica apresentada fragilidades e parcialidade, mas a viagem não deixa de ser impressionante.
24.2.17
#1 [que orgulho ter-te visto passar por mim como quem voa...]
Um abraço à Analice
Sem medos percorreste o duro asfalto
Sem medos percorreste o duro asfalto
Em léguas infinitas, decidida;
Por lama, pedra, areia desmedida…
Muito passaste tu, sem sobressalto.
A íngreme ladeira, o planalto,
A vista deslumbrante aparecida,
O respirar, o exaltar a vida,
O domínio do Mundo, lá do alto.
Cá em baixo, porém, o que se via
É que a tua irradiante simpatia
Criou milhares de amigos no pelotão
Nunca faltou quem, a correr te visse
E te gritasse “Força, ANALICE”
E te passasse a ter no coração.
Fernando Andrade, aka Cidadão de Corrida
Fevereiro de 2017
20.2.17
#1 [Hidden Figures]
![]() |
| Katherine G. Johnson e Taraji P. Henson, que interpreta o papel de K no filme Hidden Figures |
Faz hoje 55 anos que John Glenn se tornou no primeiro Americano a fazer a órbita da Terra. Parte do seu sucesso é devido a Katherine G. Johnson e às suas geniais colegas do West Computing group que, apesar das barreiras que a política segregacionista lhes impunha, mostraram ser as melhores entre as melhores.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




