9.7.16

#2 [Camilla Läckberg]

O nome de Camilla Lackberg é demasiadas vezes associado ao de Stieg Larsson.
Ambos escritores, ambos suecos, caíram nas bocas do mundo na mesma época. Ele primeiro, ao tempo da sua morte, ela um pouco mais tarde, beneficiando do impulso que Larsson deu ao romance policial sueco.
Depois de alguns anos a resistir, li o primeiro livro de Lackberg, A Princesa de Gelo. As comparações são sempre más e não me entusiasmaram. 
E confesso que, mesmo desconfiado, esperava mais de alguém que ganhou o prémio de escritora do ano de 2004 e 2005 e tem uma carreira de sucesso... Apesar de algumas fragilidades, a trama está bem montada, mas a narrativa é pueril, pouco arrebatadora.
Talvez volte a pegar num dos seus livros. esperando que a maturidade e a experiência lhe tenham permitido evoluir para uma escrita mais convincente, mas estou certo que irá demorar tempo até voltar a ter coragem.
 

#1 [tão bom...]

13.6.16

#1 [Tu es bicho*]

Vieira da Silva, Biblioteca em Fogo, óleo sobre tela, 1974

*Recordar Viera da Silva nos 108 anos do seu nascimento

1.6.16

#1 [Espera...]

Uma foto publicada por André Beja (@metrografista) a

21.5.16

#1 [Vladimir Tostoff, compositor imaginário]



Impelido pelo filme, 12 anos depois regressei a O Grande Gatsby
É, de facto, um livro extraordinário.

18.5.16

#1 [as prioridades do Vitória]


 
Apesar da consagração, ainda não me convenci de que Rui Vitória seja o homem certo para o lugar.
Estimo-lhe o carácter, a honestidade, o lowprofile e a clareza discursiva, mas tudo isto somado ao primeiro lugar no pódio, à aposta em gente jovem e capaz, aos 88 golos e ao recorde pontual, não apaga a ansiedade causada pelos erros da equipa, algumas escolhas para o 11, o modelo de jogo muito caótico e com dificuldades elementares, o aborrecimento durante parte dos jogos ou alguns golos sofridos de forma quase amadora.
Ainda assim, folgo em saber que o mister tem fairplay com este crítico e que me coloca bem acima de JJ no ranking das suas prioridades... :)

http://asprioridadesdovitoria.com/

10.5.16

#1 [...]

"Esta é a história de uma amizade que começa em 1987, quando o narrador, um jovem aspirante a romancista, parte para uma universidade do Midwest norte-americano e conhece Rodney Falk, um veterano do Vietname, intratável, ferozmente lúcido e corroído pelo seu passado (...)"

sobre A Velocidade da Luz, de Javier Cercas

26.4.16

#1 [...]

220
...................284
Não sei por que razão os números estavam assim desalinhados.

Yoko Ogawa
in A Magia dos Números

21.4.16

#1 [é isto]

(...)
U don't have to be cool to rule my world
Ain't no particular sign I'm more compatible with
I just want your extra time and your . . . . . kiss
(...)

Prince :(

11.4.16

#1[Os horóscopos, os signos e ascendentes]


mais a vida da outra sussurrada entre dentes

4.4.16

#1 [uma saída que, por vezes, parece não existir]

A literatura contemporânea japonesa não é só Murakami, já o sabia. Aqui está uma boa alternativa ao eterno candidato a nobel. 
Há quem fale de um cruzamento entre Thelma e Louise e Crime e Castigo. Não sei se não será uma comparação demasiado redutora, mas, ao longo de 530 páginas, Kirino conta-nos uma história intensa e negra com tópicos que que também encontramos nas obras apontadas: a condição (e libertação) da mulher, o tradicionalismo de uma sociedade e o sub mundo que com ela se move.

22.3.16

#[o bom inverno]

Uma foto publicada por André Beja (@metrografista) a

9.3.16

#1 [tão bonito que até dói....]

Eu tinha voz que sossega
O dom da verdade entrega
Mas durava apenas um serão
Pode um amor tão incerto
Fazer florir o deserto?
Quer viver na solidão

3.3.16

#1 [do you feel loved?]

A obra incompreendido, o disco mal amado, o som fora do baralho, por vezes renegado... Pop é um dos meus favoritos.
Comprei-o no dia do lançamento, passam hoje 19 anos, e ouvi-o vezes sem conta. Acompanhou-me em dias dias e noites intensas por esse mundo fora.
O seu som traz-me sempre a memória dessa(s) primavera(s), o cheiro de um certo perfume de morango que me marcou o fim da adolescência, a vertigem da estrada...

2.3.16

#1 [desencontros...]



"Nesse mesmo instante, a quinhentos quilómetros dali, Vera também falava no seu nome, escolhendo com prudência as palavras com que o desenhava diante das amigas. Mas, embora o seu discurso fosse outro, pensava na calma dele, nos seus olhos bondosos e como seria bom se ele fosse outro e ela fosse outra para caberem os dois na mesma cidade."

Possidónio Cachapa
In Rio da Glória

29.2.16

#1 [Juntos]


Os dois no palco, a cantar algumas das melhores músicas que já foram ouvidas à face da terra. Reinventando-as, dando-lhes novos tons e texturas, realçando a sua eterna juventude e intemporalidade. 
Sérgio gingão e sempre aprendiz. Palma sóbrio, com uma voz cada vez mais clara. 
Que emoção, meus senhores e minhas senhoras, que emoção!

15.2.16

12.2.16

#1 [Sérgio Albert Godinho Einstein]


Confirmada teoria das ondas postulada por Einstein

Não vás tomar à letra aquilo que te disse
quando te disse que o amor é relativo
se o relativo fosse coisa que se visse
não era amor o porque morro e o porque vivo

2.2.16

#[O Pianista]

https://filmescultuados.files.wordpress.com/2013/06/pianist-2.jpg
Cena do filme O Pianista
 
A 27 de Janeiro assinalou-se mais um aniversário da libertação dos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, na Polónia.Tempo de ler O Pianista. Escrito na primeira pessoa, o autor deste livro extraordinário (o pianista polaco Władysław Szpilman) relata a sua vida durante a ocupação de Varsóvia e como sobreviveu ao Gueto e ao extermínio dos judeus. 
Polanski dirigiu a adaptação deste livro ao cinema. Vi-o no velho cinema Ávila um dia depois de ter sido galardoado com 3 Oscars
Talvez seja tempo de o rever agora que, passados 71 anos, os sinais de alarme voltam a soar. O confisco de bens aos refugiados da África e da Ásia ocidental que, por estes dias, foi aprovado na Dinamarca e está a ser equacionado noutros pontos da Europa, reacende a centelha do ódio e da intolerância que alimentou a barbárie. 

29.1.16

#1 [Perdoai-lhes senhor... ]

Pelo que vi e ouvi na campanha, arrisco-me a dizer que o problema da candidatura de Edgar Silva não foi a graça do candidato (apesar do péssimo tratamento de imagem) ou a falta de mediatismo, mas sim a rigidez com que se apresentou e a cassete que repetiu à exaustão, que anularam o seu potencial e revelaram que, na forma, Edgar se transformou num típico quadro de uma certa escola partidária, daqueles que não têm idade.