14.5.15
28.4.15
#1 [Gérald Bloncourt]
Grande, espadaúdo e, considerando os seus 89 anos, animado por uma energia insuspeita, Gérald Bloncourt parece Lenine e sorri como um miúdo.
A sua mão gentil e decidida, de dedos compridos e fortes, abre o espaço perfeito para a máquina fotográfica.
As suas imagens são um mito. O seu olhar é, será sempre, comprometido.
13.4.15
9.4.15
1.4.15
24.3.15
#1 [da arte de ver cometas *]
Haverá sempre mais um gesto,
um beijo, desejo por cumprir,
mesmo quando o silêncio fere
e a estrada simula distância.
Na luz oblíqua entrando
pela janela por dizer,
a ideia de uma lápide que,
só de nome, não encerra a torrente.
A poesia reunida é um livro
espesso, transparente,
que afinal não encerra
todas as palavras.
24 de Março de 2015
*Em memória de Herberto Hélder
23.3.15
27.2.15
25.2.15
23.2.15
#1 [O crescimento de Renzi resistirá à Líbia?]
Itália é um país que sempre
teve uma vocação exportadora e por isso soube aproveitar-se da baixa do
euro. Pensar, no entanto, que se pode apostar tudo nisso poderá revelar-
como um autogolo.
Artigo de Jornalista italiano Salvatore Cannavò, que traduzi para o esquerda.net
17.1.15
8.1.15
7.1.15
#1 [Por uma política das lutas: Syriza, Podemos e nós]
Toni Negri e Sandro Mezzadra
defendem que está aberta a oportunidade de quebrar o
domínio do pensamento único e o “extremismo do centro” que representa a
moldura política da gestão da crise na Europa destes anos.
Artigo de Sandro Mezzadra e Toni Negri que traduzi para o esquerda.net
2.1.15
#1 [103 livros...]
A avaliar pelos registos, em 4 anos li 103 livros.
Cerca de um livro a cada duas semanas. Alguns pela primeira vez, outros pelo prazer do reencontro.
Não sendo brilhante, é uma média interessante. E das estatísticas não fazem parte aqueles que nunca acabei ou o que li em contexto de trabalho....
A ver se chego aos 250 antes do fim da década.
Cerca de um livro a cada duas semanas. Alguns pela primeira vez, outros pelo prazer do reencontro.
Não sendo brilhante, é uma média interessante. E das estatísticas não fazem parte aqueles que nunca acabei ou o que li em contexto de trabalho....
A ver se chego aos 250 antes do fim da década.
28.12.14
#1 [uma questão de escala?]
O texto transpira os dias que passam, pejada de
presente e de coisa efémeras, assente num substrato riquíssimo, que permite
diferentes leituras e que projecta o Amante para lá do domingo e para lá desse
2014 em que se situa.
Até aqui vai tudo
bem, o importante é como aterramos. Mas, enquanto avançava em direcção a Carnide,
dei comigo a desenhar um paralelo entre este Amante
e a Pornopopeia de Reinaldo Moraes.
Com
uma clara diferença de escala – talvez
pelo tamanho do livro ou pela pequenez do eixo Lisboa/Alentejo quando comparado
com S. Paulo -, a comparação impôs-se-me em jeito de inquietação. A coincidência está não só no fio condutor, que tresanda a sacanagem, e na linguagem coloquial
e no tratar o sexo na primeira pessoa (ou na variante nasalada de Cascais), mas
também na forma da história dentro da história, nas marcas de contemporaneidade
e de existencialismo apimentadas com literatura e clássicos, no confronto geracional
das ideias e dos corpos.
E está nos percursos de Zeca e da Cinquentona Cool: Ele alimentado a coca, procura escrever um
comercial perfeito enquanto desenrola o script da sua existência, ao passo que ela,
movida a ressentimento, entra pelo romance procurando destilar o ódio. Para
ambos, o prazer impõe-se como caminho da redenção.
Embora habituado (e rendido) ao estilo
poético jornalístico de ALC, confesso-me, ao
mesmo tempo, surpreendido e desconcertado com o Amante, sem saber ao certo do que mais gostei.
22.12.14
#1 [odeio as manhãs]
Às vezes pergunto-me como será isso de estar preso. Um,
dois, três, sete, dez, vinte anos… Por mais voltas à cabeça, não consigo
imaginar o que será isso de uma vida de claustrofobia, de privação, de falta de
contacto com a realidade, sem direito a gestos e pequenos prazeres que fazem parte
dos dias.
As prisões dão-nos algum conforto emocional mas devem ser
questionadas. No seu “Odeio as Manhãs” Jean Marc Rouillan ajuda–nos nessa
tarefa, mostrando que, mais do que uma ferramenta necessária à regulação da
sociedade, estas instituições são instrumento
da violência de Estado, garantem o seu funcionamento e, de certa forma, o perpetuar
os poderes instituídos.
Militante comprometido com uma transformação da sociedade
por via da violência, Rouillan (n. 1952), passou mais tempo da sua vida em
reclusão carcerária. O seu testemunho fala-nos das arbitrariedades, da teia burocrática, das
diferenças de tratamento consoante a classe e da vingança exercída por quem ousou questionar, dos inocentes e daqueles que, por
iliteracia ou qualquer outra razão, ficam enleados nas malhas da rede sem se
conseguirem soltar.
No fim da leitura, a mesma inquietação, a mesma sede insasiável, a mesma pergunta sem
resposta: liberdade, onde estás?
Ler mais sobre "Odeio as Manhãs"
1.12.14
#1 [Quando os homens se entenderem…]
![]() |
Quando os homens se entenderem...
Foi com este verso, repetido dezenas de vezes, que Filipe
Mukenga tentou, tal como Tom Jobim tentara, fazer avançar as cerimónias do 10 de
Junho que, nessa quente noite de 9 de junho de 1993, estavam a arrancar em Sintra. Mas a fúria
de milhares de pessoas, maior parte jovens suburbanos, não esmoreceu.
Para a história fica uma imagem de gente mal educada que não
soube apreciar a mestria do mestre Jobim e de Filipe Mukenga – há até quem
os recorde como "saloiada turba". Eu, que fiz parte desse grupo de saloios,
sei que o que se passou nessa noite foi muito mais do que um desacato ou manifestação da famosa tacanhez de quem habita o arrabalde de Lisboa.
30.11.14
#2 [efemérires II]
Li hoje que
um dos grandes discos da música portuguesa já leva 25 anos a tocar.
Sobre a efeméride, o Blitz apontava que “… em março de 1989, Bairro
do Amor é muito bem recebido pela crítica e pelo público, sendo albergue de
canções que, desde então, se tornaram referências do repertório do músico
lisboeta, à época com 38 anos - é o caso de "Frágil", "Dá-me
Lume", "Só" ou do tema-título ”.
De facto, é uma obra obra repleta de temas mágicos, daqueles que, ainda hoje, me fazem viajar.
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