30.11.14

#2 [efemérires II]

  
Li hoje que um dos grandes discos da música portuguesa já leva 25 anos a tocar. 
Sobre a efeméride, o Blitz apontava que  “… em março de 1989, Bairro do Amor é muito bem recebido pela crítica e pelo público, sendo albergue de canções que, desde então, se tornaram referências do repertório do músico lisboeta, à época com 38 anos - é o caso de "Frágil", "Dá-me Lume", "Só" ou do tema-título ”.
De facto, é uma obra obra repleta de temas mágicos, daqueles que, ainda hoje, me fazem viajar

#1 [Efemérides I ]


Santana caiu há dez anos. Livrámo-nos do primeiro ministro mais pandego e incompetente da história da nossa democracia, mas não se pode dizer que a vida lhe tenha sido madrasta desde então.

27.11.14

24.10.14

#1 [sem mais palavras... ]

(...)
This thing that we do
Louder than words
It way it unfurls
It's louder than words
The sum of our parts
The beat of our hearts 
Is louder than words.
(...) 

Louder than words
Pink Floyd 
(Ouvir aqui, até ver)

18.10.14

#1 [hoje não é de caça, mas a coutada continua...]

"(...) A serra é coutada. A nós, sintrenses, era tal caça vedada, a não ser que algum caçador mais ousado a praticar quisesse. Para tal bastava escapar à vigilância dos monteiros. Coisa estranha, contudo. Nós que ali morávamos, que da serra suportávamos a humidade, abençoando-a quando nos dá água e pedra e madeira, não podíamos saborear-lhe os frutos (…).”

Sérgio Luís de Carvalho 
in Anno Domini 1348

29.9.14

#1 [Uma Outra Voz]

Há sempre uma outra voz que nos desafia...

"(…) E só tarde demais compreendemos que no silêncio cabem, afinal, todas as vozes que 
 não ousámos erguer. (…)"
Gabriela Ruivo Trindade In Uma Outra Voz

24.9.14

#1[Walk the line]

I keep a close watch on this heart of mine
I keep my eyes wide open all the time
I keep the ends out for the tie that binds  
Because you're mine, I walk the line

22.9.14

#1 [asas]

Asas
Asas

17.9.14

#1 [sorrisos de salão]



(…)
Depois de cumprimentar o comandante da praça, Fermina Daza pareceu vacilar diante da mão estendida de Florentino Ariza. O militar, disposto a apresentá-los, perguntou-lhe a ela se não se conheciam. Ela não disse nem que sim nem que não, mas estendeu a mão a Florentino Ariza com um sorriso de salão. Aquilo tinha acontecido por duas vezes no passado e iria acontecer mais vezes, mas Florentino Ariza assimilou-o sempre como um comportamento próprio do carácter de Fermina Daza. Porém, naquela tarde, perguntou-se com a sua infinita capacidade de ilusão, se uma indiferença tão encarniçada não seria um subterfúgio para disfarçar um sofrimento de amor.
(…)

Gabriel García Marquez in 
O Amor Nos Tempos de Cólera

12.9.14

#[...]

 Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada que se queda na árvore do meu sangue
Pergunta-me se o vento não traz nada se o vento tudo arrasta se na quietude do lago repousaram a fúria e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me se te voltei a encontrar de todas as vezes que me detive junto das pontes enevoadas e se eras tu quem eu via na infinita dispersão do meu ser se eras tu que reunias pedaços do meu poema reconstruindo a folha rasgada na minha mão descrente
Qualquer coisa pergunta-me qualquer coisa uma tolice um mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba que queres ainda saber para que mesmo sem te responder saibas o que te quero dizer

 
Mia Couto, in 'Raiz de Orvalho'

7.9.14

#1 [...]

Mar de setembro/ September sea


Mar de Setembro
Tudo era claro:
céu, lábios, areias.
O mar estava perto,
Fremente de espumas.
Corpos ou ondas:
iam, vinham, iam,
dóceis, leves, só
alma e brancura.
Felizes, cantam;
serenos, dormem;
despertos, amam,
exaltam o silêncio.
Tudo era claro,
jovem, alado.
O mar estava perto,
puríssimo, doirado.

Eugénio de Andrade

3.9.14

#1 [...]

Artigo fechado, artigo enviado.
Aguardam-se cenas dos próximos episódios.

28.8.14

[Museu Abel Manta - uma pérola escondida]


Último Auto-Retrato. Abel Manta, 1975

Foi com grande surpresa que, numa tarde inclemente de verão do interior de Portugal, dei comigo diante aguarelas, pinturas, gravuras e ilustrações daquela que foi a coleção particular do pintor Abel Manta e que  inclui de muitos dos meus favoritos e favoritas, com grande destaque para os surrealistas do KWY.  E sem pagar bilhete,porque a educação para a arte e cultura faz-se, a par da promoção do turismo e da economia, de opções como esta.
Quem anda (ou vai) para os lados de Gouveia não deve esquecer de pôr na agenda uma visita ao museu municipal Abel Manta, instalado no Solar dos Condes de Vinhó e Almedina, no centro coração do centro histórico daquela cidade do sopé da Serra da Estrela.  
Além de obras do autor gouveense e do seu filho João Abel Manta, a exposição permanente do museu inclui mais 70 autores do último século português, amigos e contemporâneos de Manta
Entre outras, é possível apreciar obras de Árpád Szenes, Bartolomeu Cid, Clementina Carneiro de Moura, João Vieira, Júlio Pomar, Júlio Resende, Lourdes de Castro, Menez, Marcelino Vespeira, Nair Afonso, Paula Rego, René Bertholo ou Vieira da Silva. 


A descobrir.

27.8.14

#1 [mais uma para a banda sonora do verão...]



A vida continua...

26.8.14

#2 [O hino deste verão... ]

#1 [livros inesperados]



Passado na Catalunha rural do início dos anos sessenta do século XX, Cânfora é uma história de amores e desamores, de ciúmes e invejas, de ternura e sofrimento, que convoca os fantasmas do passado, as luz e o conforto que chegam, os ares e os ecos da cidade de Barcelona e os sonhos de uma vida melhor.