11.4.11

#1
[got it?]

And love is not the easy thing
The only baggage you can bring...
And love is not the easy thing....
The only baggage you can bring
Is all that you can't leave behind

9.4.11

#1
[das catástrofes naturais]

Dou comigo a pensar em como é incrível que, tendo passado já dois anos, as feridas abertas pelo sismo de Áquila ainda estejam tão latejantes.

8.4.11

#1

[orvil]

Corrijo o comentário que fiz ontem, en passant, ao romance Última Paragem, Massamá: não se trata de um anti livro mas sim de um livro ao contrário.

Ao contrário porque o autor o vai desconstruindo à medida que escreve, dando umas no cravo e outras na ferradura, trocando as voltas ao leitor e virando-o do avesso.

É verdade que, vindo de quem vem, não seria de esperar outra coisa.

É uma estreia auspiciosa, embora um pouco marcado com uma certa arrogância intelectual sobre o que é isso de viver nos subúrbios. É que essa gente triste e à deriva, marcada por ritmos duros e vidas fodidas, está em todo o lado.

4.4.11

#1
[e é tão difícil ouvir sem sentir...]

A primeira volta completa a explode, o novo dos The Gift, parece confirmar o que as audições parcelares (e a própria imagem da capa) já anunciavam: aquela que foi uma das mais criativas bandas nacionais é hoje, no regresso de um longo período de hibernação, uma caricatura de si mesmo.
O som, as letras, os elementos de continuidade e os sinais de inovação não ultrapassam o patamar da banalidade. E é pena.

2.4.11

#2
[o vidro é no vidrão...]

Dei comigo, em plena rua, a ter de explicar a duas miúdas de vinte e poucos anos algo que a minha sobrinha de cinco já está fartinha de saber e que eu próprio aprendi quando tinha a idade dela.
É em momentos como este que, a pouco e pouco, um tipo vai perdendo a esperança no futuro.
#1
[Bir Sokak, Take 3]

Maria Almira Medina
Originally uploaded by André Beja

Depois de ter andado por Lisboa e Leiria, é tempo do fotógrafo regressar a casa.
Sem mentiras e com uma referência na agenda cultural, Bir Sokak/Uma Rua teve ontem a sua estreia no café Saudade, em Sintra.
Além de alguns quase meia centena de amigos, amigas e desconehcid@s que por lá passaram, a inauguração foi também abrilhantada pela presença da Maria Almira Medina e do José Fanha.
Uma tarde cheia de coisas boas. Obrigado a tod@s.

28.3.11

#1
[uma música que me veio com a chuva]

You talk to me
as if from a distance
And I reply
With impressions chosen from another time, time, time,
From another time.


25.3.11

#1

[...]

Os hábitos de luta a contra-corrente podem virar para o sectarismo. A desproporção entre a actividade teórica e a possibilidade de verificação prática levam a um exacerbar das disputas doutrinais e ao fetichismo dogmático da letra. Assim como existe um povo do livro, há de facto um comunismo do livro para o qual as divergências tácticas surgem como questão de vida ou de morte. Muitas vezes sem fundamento; às vezes com razão. Não o verificamos senão depois, quando o pássaro de Minerva iniciou o seu voo crepuscular.

Daniel Bensaïd,

in Trotskismos


24.3.11

#1

[escrito em 1993...]

É esta a questão central. É quem quer a mudança que decide que mudança. A Direita muda o que entende convir-lhe, e já vimos o que é, ou aquilo a que se vê politicamente forçada – até ver. As mudanças que a Esquerda propõe ou exige, só a ela cabe decidi-las ou julgá-las. Sendo certo que “só mudará tudo, se não ficar tudo na mesma”. Isto é, terão que mudar coisas essenciais.

João Martins Pereira,

in As voltas que o capitalismo (não) deu

23.3.11

#1
[algumas notas soltas]

Em dez anos este é o quarto governo que termina funções antes de tempo. Tinha-lhe tanta afinidade e estima como aos outros três (nenhuma, esclareça-se), mas parece que desta vez o crash foi diferente.
Não é fácil o exercício de encontrar palavras certeiras para idealizar o que pode ser uma vida, a minha por sinal, nos próximos anos.
Há discos que marcam uma época e uma condição meteorológica. Para mim, Adore será sempre um disco primaveril, para uma noite como esta, de ar fresco e flores.
A busca do verbo trouxe-me uma memória que escolheu ficar lá atrás.

20.3.11

#2
[sentado na minha bicicleta]

o calor a morder, as flores das ameixeiras e dos alfinheiros, as primeiras folhas das figueiras, o canto preguiçoso da passarada, os lagartos a tomar banhos de sol, o verde das ervas cortado pelo amarelo das azedas, as cercas e os muros de pedras a afastarem os restos do inverno, o mar ao longe, a areia, a caruma... a velocidade e o esforço para chegar ao cimo da colina, o prazer de estar vivo e ter toda uma estrada pela frente.
#1
[Mister DJ]


Sempre achei que partilhar música é uma óptima ajuda a tecer cumplicidades. É bom ver que algumas sugestões, apesar de terem sido ignoradas (tantas vezes...), acabam por chegar a bom porto.

17.3.11

#1
[auguri]


cruzamento
Originally uploaded by André Beja

Hoje comemoram-se, oficialmente, os 150 anos da unificação que deu origem a Itália.
Não sei do que gosto mais naquela bota, se da alegria com que se vive, se da volúpia com que se come e bebe, se da simpatia daquela gente ou das suas contradições.
Tenho grandes e doces memórias deste país onde vivi grandes dias (e noites também). São elas que me motivam a assinalar efeméride.

16.3.11

#1
[só me resta a linha do Equador]

se no Japão está tudo em fusão e por cá, ao que parece, não nos livramos da implosão...

14.3.11

#2
[por vezes]
é preciso caminhar muito para andar poucos metros.

#1

[A Educação Sentimental]

O que chamar a um programa de rádio onde, dia após dia, um psiquiatra aborda assuntos do interesse geral, de cada um e cada uma, de um ponto de vista técnico e, sobretudo, vivido, e com uma conversa ao alcance de todos? Serviço Público de qualidade.

Posso não estar sempre de acordo com Júlio Machado Vaz, mas a verdade é que, sem saber, ele me tem dado uma ajuda preciosa para lidar com os dias que passam e a cimentar ideias, nem que seja por me estimular o exercício do contraditório ou por recordar coisas que já sei.

Recomendo a audição, especialmente para militantes do cepticismo...

13.3.11

#1

[foi o povo pá!]


e o povo pá?
Originally uploaded by André Beja


Ainda estou a digerir tudo o que de maravilhoso se passou ontem em Lisboa e em todo o país.

Foi a poesia que voltou à rua e trouxe consigo a imaginação, a indignação, a raiva e a alegria de quem não consegue ficar calado perante tanta injustiça.

Não foram só os jovens. Foi todo um povo, com os seus sonhos por cumprir e as memórias de tantas lutas, com a sua força e as suas contradições, que se quis fazer ouvir.

Hoje, amanhã, depois e depois, a luta continua.

11.3.11

#1
[um abraço ao povo Japonês]

日本人にポルトガルからの抱擁

10.3.11

#2
[e para sobremesa]

Gelado, jardim e sol.
(nem sei mesmo se Lisboa não partiu para parte incerta)
#1
[Estarei a tornar-me repetitivo?]
...
You do it to yourself, you do
And that's what really hurts
Is that you do it to yourself
Just you and no-one else
You do it to yourself
You do it to yourself
...

Radiohead, Just

8.3.11

#2
[Foi o Povo Pá!]

A atitude humorista e caricatural d’Os Homens da Luta irrita muita gente e até alguma esquerda.

Artigo publicado no Esquerda.net

#1
[dilemas da obesidade]


Se não compreendes, faço-te um desenho.

7.3.11

#1
[Acho que percebi]
O Discurso do Rei

porque ficou emocionada a rainha de Inglaterra

6.3.11

#4
[a vida insiste em fluir (lá fora)]

A tua ausência
a encher-se de dunas.

Aquele bater de vidraças
na orla da praia.

O silêncio a insistir
a recusar-se ao rumor.

E a vida a fluir,
lá fora.

Eduardo Pitta
Desobediência - Poemas Escolhidos
#3
[pobres dos mercados]
Se já andavam tão instáveis, depois desta já não vão conseguir ter sossego...
Homens da luta ganham Festival da Canção
#2
[...]
#1
[Nem conseguem forjar novos argumentos...]

É incrível como é que, passados 12 anos da formação do Bloco de Esquerda, a direcção do PCP continua tão enleada no seu sectarismo...

O secretário-geral comunista afastou hoje qualquer possibilidade de convergência com o Bloco de Esquerda, questionando qual é a ideologia do partido liderado por Francisco Louçã, e afirmou que o PCP "é a esquerda verdadeira" - LUSA, 05 mar

5.3.11

#1
[ma non troppo...]

Eppur si muove
Originally uploaded by André Beja

4.3.11

#2

[é só fazer algumas adaptações]

“Ora, basta um mínimo de atenção e de reflexão para nos convencermos de que existem os meios de combater a catástrofe e a fome, de que as meias são absolutamente claras e simples, perfeitamente realizáveis, inteiramente à medida das forças do povo e de que se estas medidas não são tomadas é única e exclusivamente porque a sua aplicação traria prejuízo aos lucros exorbitantes dum punhado de grandes proprietários rurais e de capitalistas”

V. I. Lenine

in A Catástrofe Iminente e os Meios de a Conjurar

#1
[dos tempos]

Não consegui disfarçar o sorriso quando, num monte de livros usados e a preço de saldo, dei com a A Era da Turbulência de Alan Greenspan...
Optei por comprar A Catástrofe Iminente de Lenine.

3.3.11

#2

Razões para uma censura

Ao garantir a sobrevivência do governo, PSD, CDS e os seus comentadores mostraram que, apesar da gritaria com que se costumam tratar, estão com a política da crise e com os interesses que a precipitam. É tempo de lhes dizer basta.

Artigo publicado no Correio de Sintra, 2 de Março de 2011

#1
[a não esquecer]

Há muito que aprendi que não custa muito cair em tentação. Mais difícil é, quando tudo parece ruir, ser coerente com essa escolha.

2.3.11

#1
[Second Round, a Crónica]


para servir à mesa
Originally uploaded by André Beja

O post de ontem foi de corrida.

Hoje, já em casa e depois de ver as fotografias das fotografias, escrevo com mais tempo.

Fica a história, em episódios, do segundo round, para mais tarde recordar.

28.2.11

#2

[Second round]

Depois de um mês pelo Agito, onde as visitas foram muitas e as reacções positivas, hoje Bir Sokak/Uma Rua transfere-se para o Alinhavar, em Leiria.

Três notas, horas antes de abrir portas:

Apesar dos contratempos, há sempre quem esteja disponível para ajudar. Não há palavras para a gratidão.

Desta vez, a montagem da exposição ficou a cargo do dono do bar. Mesmo que o quisesse ter feito, acho que não me tinha safado. Deixei-o fazer o que quis e limitei-me a fotografar o processo. É giro ver as coisas a ganharem outras leituras.

Estou contente com mais este passo.

#1
[Crónica de fim de tarde]
Uma espera longa e fria.

27.2.11

#1
[just like honey]
Lost in Translation

26.2.11

#1
[Albertina Dias]

Acabei de ler e assinar esta petição online: «Albertina Dias»

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N7218

Esta petição apela, a quem de direito, para que sejam tomadas medidas de apoio a esta atleta medalhada em várias competições internacionais, de modo a que ultrapasse a delicada situação em que se encontra e que a levou a pôr à vendas as suas mais importantes medalhas.

Porque estas medalhas também são nossas e porque este país insiste em maltratar quem tanto lhe deu e ainda dá, convido-vos a assinar a petição.

Podem saber algo mais sobre o assunto aqui

Passem a palavra

24.2.11

#2
[A explicação dos pássaros]

E pudesse eu pagar de outra forma
#1
[segundo segredo]


Segundo Segredo
Originally uploaded by André Beja

21.2.11

#1
[é pena]

Que algumas pessoas só cheguem a brilhantes conclusões quando já é demasiado tarde...

18.2.11

#1
[assino por baixo e aplaudo]

Eu sei que ainda vamos a meio de Fevereiro mas... está quase (ou não... mas eu convenço-me que sim).

17.2.11

#1
[like bread and butter]

16.2.11

#1
[dos dias que passam]

Definitivamente, não há muito a fazer para contrariar os argumentos de alguém decide que quer ter o complicómetro ligado.

10.2.11

#2
[teletransporte]

Hoje, à hora de almoço, fui surpreendido por um bando de papagaios que sobrevoava os céus de Lisboa.
E fui atirado, por breves segundos, para a doce memória de uma tarde na Patagónia.
#1
[é isto mesmo...]
A minha estação de metro chama-se Patriotismo. Também há estações chamadas Niños Heroes, ou Constitución de 1917, além, claro, das que têm o nome de algum figurão desde os aztecas (Cuauhtémoc, Guerrero, Hidalgo, Juárez, Piño Suaáez...) os nomes mexicanos de ruas, cidades ou estações são, em si, patrióticos. E depois as estações como esta têm bancas de fritos e índios de chinelos.

Então desço as escadas, como se descesse ao submundo dos aztecas de agora, os incontáveis milhões que percorrem todos os dias as entranhas da cidade e, quando a corrente espessa me apanha, deixo-me ir, sem pé. Um místico chamaria a isto o êxtase da dissolução. A humanidade a convergir debaixo da terra, pele com pele.

Aqui faz calor e a religião não tapa. Os mexicanos têm muito corpo, sempre a sobrar.

E há ventoinhas que nos borrifam com água. Os letreiros são dos anos 70, descomunais. As bichas para os bilhetes desfazem-se num ápice. Cada viagem custou 18 cêntimos, e é porque aumentou este ano. O cais reluz de limpo, parece interminável e em menos de dois minutos fica repleto.

Nunca me senti tão alta entre tantas cabeças escuras, índios ou misturados de índios: os pobres. Só tenho uma palavra, e repito-a atónita, porque não me lembro de ter sido levada assim de enxurrada por um país. Comovente. O México é comovente. Se alguém falar comigo agora desato a chorar.

Alexandra Lucas Coelho, in Viva México

9.2.11

#1
[canção para começar o dia]

Por incrível que pareça
Por incrível que pareça
Não há nada, não há nada
Que não nos aconteça
Oh sorte malvada
Que vida desgraçada
Ai ai ai ai
Ai ai ai ai

São só coisas esquisitas
São só coisas complicadas
Infinitas trapalhadas

Por incrível que pareça
Por incrível que pareça
Não há nada, não há nada
Que não nos aconteça
Oh sorte malvada
Que vida desgraçada
Ai ai ai ai
Ai ai ai ai

podem ouvi-la aqui, ao minuto 1:15

4.2.11

#1
[Uma fábrica de sons]

Imprescindível para compreender a cena punk

3.2.11

#1
[...]

Sofro o desejo de uma droga cuja flor ardeu. Não existe mais, não há substitutos. Resta-me tremer.

Vasco Gato
in Rusga

1.2.11

#1
[ 1() ]

Constatei que Janeiro foi o mês mais produtivo deste blog em muitos anos. É preciso recuar ao início de 2005 para ter um número aproximado ou superior de posts. Dá que pensar.
Já a fotografia, apesar da exposição, estagnou um pouco.
Tal facto não resulta de qualquer decisão de ano novo, nem significa um regresso à escrita (o que quer que isso queira dizer). É um acaso, mas não deixa de ser interessante.
Pergunto: haverá alguém que se interesse por isto?

30.1.11

#1

[...]

Nicola ensinou-me o mar sem dizer: faz-se assim. Fazia o assim e o assim estava certo, não apenas preciso mas também belo de ver, nunca à toa. O assim de Nicola tinha o jeito das ondas, os gestos tinham uma rima que eu ia aprendendo a entender. Cortava as potas em bocados do tamanho de unhas: um corte e a seguir passava as costas da faca para os afastar para o lado, seguindo um ritmo seu, absorto, igual. (…). Ele podia olhar para outro lado, o longe, ou nada; os olhos deixavam as mãos fazer tudo sem ajuda. O trabalho era aquilo, o que se via, enquanto o resto do corpo era apenas um arrimo de paciência.

Erri de Luca

in Tu, Meu

29.1.11

#2
[Eu, tu e todos os que conhecemos]

Simplesmente delicioso
#1
[just because]

Caí no silêncio há vários dias. Quero falar-te das horas incandescentes que antecedem a noite e não sei como fazê-lo. Às vezes penso que vou encontra-te na rua mais improvável, que nos sentamos diante do rio e ficamos a trocar pedaços de coisas subitamente importantes: a tua solidão, por exemplo. Mas depois, virando a esquina, todas as esquinas de todos os dias, esperam-me apenas as aves que ninguém sabe de onde partiram.

Vasco Gato, in Rusga

28.1.11

#2
[o imperativo de ser solidário]

Um conjunto de músicos, homens e mulheres que recusam virar a cara, deu voz e arte a uma canção de apoio a Cesare Batisti. Vale a pena passar por aqui para ouvi-la.
#1 [...]

TRAVESSA DA ESPERA REVISITADA

pois que as circunstâncias
(um coração partido não é de somenos)
me trouxeram a esta página
a estes versos

onde adiciono tempo à demora
e pouco mais acrescento

Miguel-Manso
in Santo Súbito

27.1.11


A estreia
Foto de Magda Gonçalves

A estreia, num ambiente simpático

#1
[...]

"Numa destas tardes, dentro dos meus sapatos mágicos, que me levam também às vezes a sítios de acaso, desci a Rua da Rosa, e eis que de repente entro na Bir Sokak, no bairro de Izmir, no meio de retratos de coisas que insinuam pessoas e da voz de um almuadem, que diz a penúltima oração do dia. Sou um apaixonado pelos instantâneos dos viajantes, neste caso pelos que o André Beja trouxe da zona do Egeu, aonde o “acaso” o levou há poucos meses. Estão no Agito. Fica aqui um deles."

por Fernando Sousa, in Delito de Opinião

26.1.11

#1
[para memória futura]

A festa e abertura da exposição correu muito bem.
Demorei tempo até encontrar as razões que me levassem a concretizar este velho projecto. Sobretudo porque precisava de encontrar um sentido para.
Mas, mesmo que a espera seja um factor de desgaste, quando se acredita profundamente em algo, as coisas acabam por se alinhar. Valeu a pena não ter tido pressa.
Passaram cerca de 65 pessoas pelo Agito, entre familiares, amig@s, gente com quem me dou no mundo virtual e até desconhecid@s. A tod@s um grande obrigado. Espero que a noite vos tenha agradado.
Quem não pode aparecer (e quem quiser rever com mais calma), terá oportunidades várias. Aproveitem a ocasião para me desafiar para um café ou um copo.
A

24.1.11

#1
[planos a longo prazo]


Pelo menos em termos musicais, esta semana está garantida. :)

22.1.11

#1

[dia de reflexão é dia de non sense*]

Um país inteiro que confia as suas decisões num presidente da República, mesmo sendo o melhor, como é o meu caso, parece-me uma manada de naifs, e é preferível irem fazer, aos magotes, exposições de pintura para o Casino do Estoril!

(…)

Mas nós acreditamos nas opiniões sensatas, mesmo sábias, de cada cidadão. Cada cidadão é de facto uma imensa minoria, mais ou menos tagarelante e mais ou menos silenciosa, uma alternativa viável, ao governo que, regra geral, é a melhor forma de oposição a si mesmo.

Manuel João Vieira, In

Livro Rosé de sua santidade o Camarada Presidente Vieira


* Este momento de descontracção não é um apelo à abstenção ou à anulação do voto. Ao olhar o boletim, e passando o primeiro embate, feito de desconforto e desalento, teremos uma mão cheia hipóteses para escolher. Em nome da memória, em nome do futuro.

21.1.11

#1
[ainda as presidenciais]

Da primeira à última linha, eis a música que Cavaco deveria ter escolhido para seu hino.

20.1.11

#1

[Haja alegria...]

De vez em quando temos de fazer coisas de que, no fundo, não temos vontade.

Mas, como diria alguém de forma lacónica, é melhor assim.

19.1.11

#2

[coisas que me acontecem]

Desafiando todas as probabilidades, na noite de fim de ano, apaixonei-me por uma canadiana.

Ia a passar para os lados da Praça da Figueira quando tudo aconteceu. Ao primeiro olhar fiquei logo caidinho por aquele azul intenso, pelo charme discreto.

Foi um instante apenas, poucos segundos em que tudo à volta se transformou em silêncio, mas a minha imaginação já só navegava pelas curvas e alinhamentos que se adivinhavam.

Desse encontro casual cresceu em mim, ao longo das últimas semanas, um imenso desejo. Procurei distrair-me com outras coisas...

Fui olhando para a concorrência, procurei alternativas. Não a consegui esquecer.

(bolas, quem me conhece sabe que uma canadiana vai contra todas as lógicas!)

Hoje voltámos a cruzar-nos no mesmo sítio. Desta vez não me escapou. :)

#1
Até 1 de Maio

BIR SOKAK/UMA RUA

Até 1 de Maio no Café Saudade, Sintra

(Rua que desce da estação para a Câmara Municipal)
--

Esta é a história de uma rua.

Sei apenas três ou quatro palavras em turco, as suficientes para quebrar a barreira invisível que se impõe entre desconhecidos. Durante uma tarde, conversei com os homens no largo da mesquita, com o padeiro, com o dono da loja de café, com o marinheiro e com o barbeiro que lhe aparava a beleza. Comi do seu pão, bebi a água e o chá que me ofereceram, partilhei o narguilé. E ouvi.

Esta não é a história de uma rua. É um pouco da vida de um bairro popular de Izmir, onde o acaso me levou.

18.1.11

O meu candidato presidencial

16.1.11

#1
[hoje, enquanto corria
]



Porra, que tenho de comprar bilhete para o concerto...

15.1.11

14.1.11

#1
[fotografias com histórias]Carlos Paredes, por Eduardo Gageiro

'Retratos com Histórias' é um conjunto de fotografias que, nos anos 60 /70,
Eduardo Gageiro tirou a figuras Carlos Paredes, Amália, Sylvie Vartan, Sophia de Mello Breyner ou Orson Welles.
À hora do almoço dei um salto à Kgaleria para espreitar a exposição e não me cruzei com o autor por minutos...

13.1.11

#2
[sigh...]

Etna entrou novamente em erupção...

#1

[a viagem continua, ainda em Paris]

Canto IV, 22

Lembra-se bem, Bloom, que certos fracassos

foram, para alguns dos seus familiares,

uma rápida educação da coragem.

Mas para outros existiu sempre a confusão

entre dois conceitos simétricos: fracassar e terminar.

Um fracasso Excelente produz inumeráveis formas

de um homem se levantar.


In Uma Viagem à Índia,
Gonçalo M Tavares

12.1.11

#2
[dos dias que passam]
Vá-se lá perceber isso das alterações climáticas
#1
[há coisas que não se esquecem]

Vigílias

Quando aqui não estás
o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas
um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz
quero morrer
com uma overdose de beleza
e num sussurro o corpo apaziguado
perscruta esse coração
esse
solitário caçador

Al Berto

Foi ontem, mas aqui ficam os parabéns para ti

11.1.11

#2
[as tais das cinco nuvens negras... ]

"Assim é o mau humor: um signo grosseiro, uma chantagem vergonhosa. Existem, porém, nuvens mais subtis; todas as leves sombras, de causa rápida, incerta, que passam sob a relação, alteram a luz, o relevo; é subitamente uma outra paisagem, uma ligeira embriaguês negra. A nuvem não é então mais do que isto: algo me faz falta."

Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes

onde roubei? no sítio do costume
#1
[qual de nós faltou hoje ao rendez-vous ]

há quem corra sem ter braços
para os braços que os aceitam
e seus braços juntos crescem
e entrelaçados se deitam
e a manhã traz outros braços
também juntos de outra forma
de quem luta e ao lutar
a si mesmo se transforma

10.1.11

#1
[oh my heart]

8.1.11

#2
[no greader este blog dá assim]

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#1 [...]

Canto II, 47

Por vezes receberás ameaças, caro Bloom:
não saias de casa antes das nove, não saias depois das nove.
Mas nunca fiques aqui, avança.
Não adormeças no caminho, Bloom,
e não te deixes perturbar. Encosta o ouvido
a uma canção decisiva: encontrarás o ânimo.
Seriamos animais se não existissem certas canções.

In Uma Viagem à Índia,
Gonçalo M Tavares

7.1.11

#1

[tem a sua lógica...*]

"Os paraísos fiscais só existem porque os países ricos querem. E se querem é para que as grandes empresas possam, com toda a impunidade, roubar os cidadãos. É esse o papel do Estado: fazer com que os ricos se tornem mais ricos.

Assim, se essas empresas podem roubar os cidadãos pelo facto de terem refúgios off shore e não pagarem impostos, por que diabo os iriam impedir?"

Noam Chomsky, in Duas Horas de Lucidez

*lembrei-me disto durante o debate quinzenal com o Primeiro Ministro, que aconteceu hoje na AR

6.1.11

#2
[pois é... ]

E se o professor Cavaco Silva pudesse nascer duas vezes?

Ana Sá Lopes, I, 6 de Janeiro de 2011

O mito cavaquista, enquanto fenómeno popular, é umas das coisas mais bem-sucedidas que o Portugal democrático produziu - como Salazar foi a coisa mais bem-sucedida do Portugal da ditadura.


Já agora, leiam também este do Carlos Carujo

#1
[Senhor Crocodilo]


Uma história simples, cheia de cor.

5.1.11

#3
[priceless]

#2
[Ratatui]

Há que olhar o mundo com olhos de cozinheiro. Saímos para a rua e devemos estar atentos a tudo: aos novos produtos, mas também às campanhas publicitárias que os promovem. Em relação aos novos produtos, interrogarmo-nos: "O que poderei ou não fazer com isto na cozinha?" Devemos ter capacidade de assombro! Capacidade de nos espantarmos. Para se ser grande na cozinha há uma coisa imprescindível: pensar como uma criança. As crianças são pura imaginação. Nunca fazem uma coisa da mesma maneira. Há que ter espírito de criança. A cozinha é liberdade. Se não gostas do que alguém faz, deixa-o sossegado. Não te metas com ele. Não manifestes publicamente a tua discordância. Olha outra vez para o que ele faz e pode ser que aprendas. Tem que se ser humilde. Eu sei de cozinha, mas não sou um deus. Sou é muito curioso e muito perguntador. E não tenho dúvidas em perguntar tudo."

Juan Mari Arzak,
o Grande Chef da cozinha Basca, na P2
#1
[ora aí está....]

3.1.11

#1 [...]

Canto I, 70

Bloom procurava o insólito que não
sendo acontecimento mudo ou ruído, sendo
sítio, obriga a caminhar. Se o que procuro
chegasse à minha cadeira,
para que me serviriam os sapatos? Mas é já
um conhecimento clássico: acontecimentos novos
existem em espaços novos, e não em antigos.
Não deixes que a tua cadeira confortável prejudique
a tua curiosidade.

In Uma Viagem à Índia,
Gonçalo M Tavares

1.1.11


tradition says
Originally uploaded by André Beja

Tradition says...

Que é nos grandes momentos, sozinho ou (muito bem) acompanhado, que o copo vermelho se ergue.

31.12.10

#1
[resoluções de ano novo*]
Já que não fui à Índia com estes três maganos, vou ler uma epopeia.

*este post contou com a colaboração do eficiente serviço de "vendas quase on-line" da Livraria Trama.

29.12.10

12 Meses, 12 Fotos +1
Com Dezembro a chegar ao fim, e como já vem sendo hábito, apresento-vos as doze fotos que ilustram o meu ano.
Foi uma escolha difícil, porque os dias são muitos e as fotos também – publiquei no flickr 557 tiradas em 2010, o que deve corresponder a umas 5 mil imagens em arquivo…
Não consegui cumprir o desafio da fotografia diária, percebi que a disciplina e obrigação de fazê-lo podem ser muito bons ou péssimos para o trabalho criativo. Houve momentos em que a máquina não parou.
Ainda não dobrei as duas mil imagens on-line nem me atrevi a imprimir ou a pendurar na parece qualquer trabalho meu, mas conto resolver o assunto já em Janeiro.
As fotos escolhidas podem não ser as melhores que fiz, mas têm um significado especial que as valoriza. Pela partilha, pelo momento, pelo contexto, pelas ideias que me passaram na mente quando carreguei no obturador.
Há, no entanto, uma que se destaca, talvez pelas múltiplas leituras que desperta: a desgraça, a descoberta, a revelação daquilo de que somos feitos, a perda, o sentido de humor, a criatividade, o non sense, a impotência perante os factos, a beleza que tudo encerra…
Em vez de inclui-la na escolha final, ocupando o espaço destinado ao mês de Julho, decidi dar-lhe uma menção honrosa. É a foto do ano.

Dezembro


by the book(s)
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Novembro


até que a voz me doa
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Outubro


Human Evolution
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Setembro


este é o meu corpo
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Agosto


como o tio
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Julho


bon voyage
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Junho

Maio


i'll fly away
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Abril


^
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Março


Tiago
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Fevereiro


Margarita
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Janeiro


Lavra
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28.12.10

me too



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Esta ganhou título já depois de estar on-line.

25.12.10

#1
[...]
And you hunger for the time
Time to heal, 'desire' time
And your earth moves beneath your own dream landscape.

On borderland we run.
I'll be there, I'll be there tonight
A high-road, a high-road out from here.

(...)