4.3.11

#2

[é só fazer algumas adaptações]

“Ora, basta um mínimo de atenção e de reflexão para nos convencermos de que existem os meios de combater a catástrofe e a fome, de que as meias são absolutamente claras e simples, perfeitamente realizáveis, inteiramente à medida das forças do povo e de que se estas medidas não são tomadas é única e exclusivamente porque a sua aplicação traria prejuízo aos lucros exorbitantes dum punhado de grandes proprietários rurais e de capitalistas”

V. I. Lenine

in A Catástrofe Iminente e os Meios de a Conjurar

#1
[dos tempos]

Não consegui disfarçar o sorriso quando, num monte de livros usados e a preço de saldo, dei com a A Era da Turbulência de Alan Greenspan...
Optei por comprar A Catástrofe Iminente de Lenine.

3.3.11

#2

Razões para uma censura

Ao garantir a sobrevivência do governo, PSD, CDS e os seus comentadores mostraram que, apesar da gritaria com que se costumam tratar, estão com a política da crise e com os interesses que a precipitam. É tempo de lhes dizer basta.

Artigo publicado no Correio de Sintra, 2 de Março de 2011

#1
[a não esquecer]

Há muito que aprendi que não custa muito cair em tentação. Mais difícil é, quando tudo parece ruir, ser coerente com essa escolha.

2.3.11

#1
[Second Round, a Crónica]


para servir à mesa
Originally uploaded by André Beja

O post de ontem foi de corrida.

Hoje, já em casa e depois de ver as fotografias das fotografias, escrevo com mais tempo.

Fica a história, em episódios, do segundo round, para mais tarde recordar.

28.2.11

#2

[Second round]

Depois de um mês pelo Agito, onde as visitas foram muitas e as reacções positivas, hoje Bir Sokak/Uma Rua transfere-se para o Alinhavar, em Leiria.

Três notas, horas antes de abrir portas:

Apesar dos contratempos, há sempre quem esteja disponível para ajudar. Não há palavras para a gratidão.

Desta vez, a montagem da exposição ficou a cargo do dono do bar. Mesmo que o quisesse ter feito, acho que não me tinha safado. Deixei-o fazer o que quis e limitei-me a fotografar o processo. É giro ver as coisas a ganharem outras leituras.

Estou contente com mais este passo.

#1
[Crónica de fim de tarde]
Uma espera longa e fria.

27.2.11

#1
[just like honey]
Lost in Translation

26.2.11

#1
[Albertina Dias]

Acabei de ler e assinar esta petição online: «Albertina Dias»

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N7218

Esta petição apela, a quem de direito, para que sejam tomadas medidas de apoio a esta atleta medalhada em várias competições internacionais, de modo a que ultrapasse a delicada situação em que se encontra e que a levou a pôr à vendas as suas mais importantes medalhas.

Porque estas medalhas também são nossas e porque este país insiste em maltratar quem tanto lhe deu e ainda dá, convido-vos a assinar a petição.

Podem saber algo mais sobre o assunto aqui

Passem a palavra

24.2.11

#2
[A explicação dos pássaros]

E pudesse eu pagar de outra forma
#1
[segundo segredo]


Segundo Segredo
Originally uploaded by André Beja

21.2.11

#1
[é pena]

Que algumas pessoas só cheguem a brilhantes conclusões quando já é demasiado tarde...

18.2.11

#1
[assino por baixo e aplaudo]

Eu sei que ainda vamos a meio de Fevereiro mas... está quase (ou não... mas eu convenço-me que sim).

17.2.11

#1
[like bread and butter]

16.2.11

#1
[dos dias que passam]

Definitivamente, não há muito a fazer para contrariar os argumentos de alguém decide que quer ter o complicómetro ligado.

10.2.11

#2
[teletransporte]

Hoje, à hora de almoço, fui surpreendido por um bando de papagaios que sobrevoava os céus de Lisboa.
E fui atirado, por breves segundos, para a doce memória de uma tarde na Patagónia.
#1
[é isto mesmo...]
A minha estação de metro chama-se Patriotismo. Também há estações chamadas Niños Heroes, ou Constitución de 1917, além, claro, das que têm o nome de algum figurão desde os aztecas (Cuauhtémoc, Guerrero, Hidalgo, Juárez, Piño Suaáez...) os nomes mexicanos de ruas, cidades ou estações são, em si, patrióticos. E depois as estações como esta têm bancas de fritos e índios de chinelos.

Então desço as escadas, como se descesse ao submundo dos aztecas de agora, os incontáveis milhões que percorrem todos os dias as entranhas da cidade e, quando a corrente espessa me apanha, deixo-me ir, sem pé. Um místico chamaria a isto o êxtase da dissolução. A humanidade a convergir debaixo da terra, pele com pele.

Aqui faz calor e a religião não tapa. Os mexicanos têm muito corpo, sempre a sobrar.

E há ventoinhas que nos borrifam com água. Os letreiros são dos anos 70, descomunais. As bichas para os bilhetes desfazem-se num ápice. Cada viagem custou 18 cêntimos, e é porque aumentou este ano. O cais reluz de limpo, parece interminável e em menos de dois minutos fica repleto.

Nunca me senti tão alta entre tantas cabeças escuras, índios ou misturados de índios: os pobres. Só tenho uma palavra, e repito-a atónita, porque não me lembro de ter sido levada assim de enxurrada por um país. Comovente. O México é comovente. Se alguém falar comigo agora desato a chorar.

Alexandra Lucas Coelho, in Viva México

9.2.11

#1
[canção para começar o dia]

Por incrível que pareça
Por incrível que pareça
Não há nada, não há nada
Que não nos aconteça
Oh sorte malvada
Que vida desgraçada
Ai ai ai ai
Ai ai ai ai

São só coisas esquisitas
São só coisas complicadas
Infinitas trapalhadas

Por incrível que pareça
Por incrível que pareça
Não há nada, não há nada
Que não nos aconteça
Oh sorte malvada
Que vida desgraçada
Ai ai ai ai
Ai ai ai ai

podem ouvi-la aqui, ao minuto 1:15

4.2.11

#1
[Uma fábrica de sons]

Imprescindível para compreender a cena punk

3.2.11

#1
[...]

Sofro o desejo de uma droga cuja flor ardeu. Não existe mais, não há substitutos. Resta-me tremer.

Vasco Gato
in Rusga

1.2.11

#1
[ 1() ]

Constatei que Janeiro foi o mês mais produtivo deste blog em muitos anos. É preciso recuar ao início de 2005 para ter um número aproximado ou superior de posts. Dá que pensar.
Já a fotografia, apesar da exposição, estagnou um pouco.
Tal facto não resulta de qualquer decisão de ano novo, nem significa um regresso à escrita (o que quer que isso queira dizer). É um acaso, mas não deixa de ser interessante.
Pergunto: haverá alguém que se interesse por isto?

30.1.11

#1

[...]

Nicola ensinou-me o mar sem dizer: faz-se assim. Fazia o assim e o assim estava certo, não apenas preciso mas também belo de ver, nunca à toa. O assim de Nicola tinha o jeito das ondas, os gestos tinham uma rima que eu ia aprendendo a entender. Cortava as potas em bocados do tamanho de unhas: um corte e a seguir passava as costas da faca para os afastar para o lado, seguindo um ritmo seu, absorto, igual. (…). Ele podia olhar para outro lado, o longe, ou nada; os olhos deixavam as mãos fazer tudo sem ajuda. O trabalho era aquilo, o que se via, enquanto o resto do corpo era apenas um arrimo de paciência.

Erri de Luca

in Tu, Meu

29.1.11

#2
[Eu, tu e todos os que conhecemos]

Simplesmente delicioso
#1
[just because]

Caí no silêncio há vários dias. Quero falar-te das horas incandescentes que antecedem a noite e não sei como fazê-lo. Às vezes penso que vou encontra-te na rua mais improvável, que nos sentamos diante do rio e ficamos a trocar pedaços de coisas subitamente importantes: a tua solidão, por exemplo. Mas depois, virando a esquina, todas as esquinas de todos os dias, esperam-me apenas as aves que ninguém sabe de onde partiram.

Vasco Gato, in Rusga

28.1.11

#2
[o imperativo de ser solidário]

Um conjunto de músicos, homens e mulheres que recusam virar a cara, deu voz e arte a uma canção de apoio a Cesare Batisti. Vale a pena passar por aqui para ouvi-la.
#1 [...]

TRAVESSA DA ESPERA REVISITADA

pois que as circunstâncias
(um coração partido não é de somenos)
me trouxeram a esta página
a estes versos

onde adiciono tempo à demora
e pouco mais acrescento

Miguel-Manso
in Santo Súbito

27.1.11


A estreia
Foto de Magda Gonçalves

A estreia, num ambiente simpático

#1
[...]

"Numa destas tardes, dentro dos meus sapatos mágicos, que me levam também às vezes a sítios de acaso, desci a Rua da Rosa, e eis que de repente entro na Bir Sokak, no bairro de Izmir, no meio de retratos de coisas que insinuam pessoas e da voz de um almuadem, que diz a penúltima oração do dia. Sou um apaixonado pelos instantâneos dos viajantes, neste caso pelos que o André Beja trouxe da zona do Egeu, aonde o “acaso” o levou há poucos meses. Estão no Agito. Fica aqui um deles."

por Fernando Sousa, in Delito de Opinião

26.1.11

#1
[para memória futura]

A festa e abertura da exposição correu muito bem.
Demorei tempo até encontrar as razões que me levassem a concretizar este velho projecto. Sobretudo porque precisava de encontrar um sentido para.
Mas, mesmo que a espera seja um factor de desgaste, quando se acredita profundamente em algo, as coisas acabam por se alinhar. Valeu a pena não ter tido pressa.
Passaram cerca de 65 pessoas pelo Agito, entre familiares, amig@s, gente com quem me dou no mundo virtual e até desconhecid@s. A tod@s um grande obrigado. Espero que a noite vos tenha agradado.
Quem não pode aparecer (e quem quiser rever com mais calma), terá oportunidades várias. Aproveitem a ocasião para me desafiar para um café ou um copo.
A

24.1.11

#1
[planos a longo prazo]


Pelo menos em termos musicais, esta semana está garantida. :)

22.1.11

#1

[dia de reflexão é dia de non sense*]

Um país inteiro que confia as suas decisões num presidente da República, mesmo sendo o melhor, como é o meu caso, parece-me uma manada de naifs, e é preferível irem fazer, aos magotes, exposições de pintura para o Casino do Estoril!

(…)

Mas nós acreditamos nas opiniões sensatas, mesmo sábias, de cada cidadão. Cada cidadão é de facto uma imensa minoria, mais ou menos tagarelante e mais ou menos silenciosa, uma alternativa viável, ao governo que, regra geral, é a melhor forma de oposição a si mesmo.

Manuel João Vieira, In

Livro Rosé de sua santidade o Camarada Presidente Vieira


* Este momento de descontracção não é um apelo à abstenção ou à anulação do voto. Ao olhar o boletim, e passando o primeiro embate, feito de desconforto e desalento, teremos uma mão cheia hipóteses para escolher. Em nome da memória, em nome do futuro.

21.1.11

#1
[ainda as presidenciais]

Da primeira à última linha, eis a música que Cavaco deveria ter escolhido para seu hino.

20.1.11

#1

[Haja alegria...]

De vez em quando temos de fazer coisas de que, no fundo, não temos vontade.

Mas, como diria alguém de forma lacónica, é melhor assim.

19.1.11

#2

[coisas que me acontecem]

Desafiando todas as probabilidades, na noite de fim de ano, apaixonei-me por uma canadiana.

Ia a passar para os lados da Praça da Figueira quando tudo aconteceu. Ao primeiro olhar fiquei logo caidinho por aquele azul intenso, pelo charme discreto.

Foi um instante apenas, poucos segundos em que tudo à volta se transformou em silêncio, mas a minha imaginação já só navegava pelas curvas e alinhamentos que se adivinhavam.

Desse encontro casual cresceu em mim, ao longo das últimas semanas, um imenso desejo. Procurei distrair-me com outras coisas...

Fui olhando para a concorrência, procurei alternativas. Não a consegui esquecer.

(bolas, quem me conhece sabe que uma canadiana vai contra todas as lógicas!)

Hoje voltámos a cruzar-nos no mesmo sítio. Desta vez não me escapou. :)

#1
Até 1 de Maio

BIR SOKAK/UMA RUA

Até 1 de Maio no Café Saudade, Sintra

(Rua que desce da estação para a Câmara Municipal)
--

Esta é a história de uma rua.

Sei apenas três ou quatro palavras em turco, as suficientes para quebrar a barreira invisível que se impõe entre desconhecidos. Durante uma tarde, conversei com os homens no largo da mesquita, com o padeiro, com o dono da loja de café, com o marinheiro e com o barbeiro que lhe aparava a beleza. Comi do seu pão, bebi a água e o chá que me ofereceram, partilhei o narguilé. E ouvi.

Esta não é a história de uma rua. É um pouco da vida de um bairro popular de Izmir, onde o acaso me levou.

18.1.11

O meu candidato presidencial

16.1.11

#1
[hoje, enquanto corria
]



Porra, que tenho de comprar bilhete para o concerto...

15.1.11

14.1.11

#1
[fotografias com histórias]Carlos Paredes, por Eduardo Gageiro

'Retratos com Histórias' é um conjunto de fotografias que, nos anos 60 /70,
Eduardo Gageiro tirou a figuras Carlos Paredes, Amália, Sylvie Vartan, Sophia de Mello Breyner ou Orson Welles.
À hora do almoço dei um salto à Kgaleria para espreitar a exposição e não me cruzei com o autor por minutos...

13.1.11

#2
[sigh...]

Etna entrou novamente em erupção...

#1

[a viagem continua, ainda em Paris]

Canto IV, 22

Lembra-se bem, Bloom, que certos fracassos

foram, para alguns dos seus familiares,

uma rápida educação da coragem.

Mas para outros existiu sempre a confusão

entre dois conceitos simétricos: fracassar e terminar.

Um fracasso Excelente produz inumeráveis formas

de um homem se levantar.


In Uma Viagem à Índia,
Gonçalo M Tavares

12.1.11

#2
[dos dias que passam]
Vá-se lá perceber isso das alterações climáticas
#1
[há coisas que não se esquecem]

Vigílias

Quando aqui não estás
o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas
um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz
quero morrer
com uma overdose de beleza
e num sussurro o corpo apaziguado
perscruta esse coração
esse
solitário caçador

Al Berto

Foi ontem, mas aqui ficam os parabéns para ti

11.1.11

#2
[as tais das cinco nuvens negras... ]

"Assim é o mau humor: um signo grosseiro, uma chantagem vergonhosa. Existem, porém, nuvens mais subtis; todas as leves sombras, de causa rápida, incerta, que passam sob a relação, alteram a luz, o relevo; é subitamente uma outra paisagem, uma ligeira embriaguês negra. A nuvem não é então mais do que isto: algo me faz falta."

Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes

onde roubei? no sítio do costume
#1
[qual de nós faltou hoje ao rendez-vous ]

há quem corra sem ter braços
para os braços que os aceitam
e seus braços juntos crescem
e entrelaçados se deitam
e a manhã traz outros braços
também juntos de outra forma
de quem luta e ao lutar
a si mesmo se transforma

10.1.11

#1
[oh my heart]

8.1.11

#2
[no greader este blog dá assim]

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#1 [...]

Canto II, 47

Por vezes receberás ameaças, caro Bloom:
não saias de casa antes das nove, não saias depois das nove.
Mas nunca fiques aqui, avança.
Não adormeças no caminho, Bloom,
e não te deixes perturbar. Encosta o ouvido
a uma canção decisiva: encontrarás o ânimo.
Seriamos animais se não existissem certas canções.

In Uma Viagem à Índia,
Gonçalo M Tavares

7.1.11

#1

[tem a sua lógica...*]

"Os paraísos fiscais só existem porque os países ricos querem. E se querem é para que as grandes empresas possam, com toda a impunidade, roubar os cidadãos. É esse o papel do Estado: fazer com que os ricos se tornem mais ricos.

Assim, se essas empresas podem roubar os cidadãos pelo facto de terem refúgios off shore e não pagarem impostos, por que diabo os iriam impedir?"

Noam Chomsky, in Duas Horas de Lucidez

*lembrei-me disto durante o debate quinzenal com o Primeiro Ministro, que aconteceu hoje na AR

6.1.11

#2
[pois é... ]

E se o professor Cavaco Silva pudesse nascer duas vezes?

Ana Sá Lopes, I, 6 de Janeiro de 2011

O mito cavaquista, enquanto fenómeno popular, é umas das coisas mais bem-sucedidas que o Portugal democrático produziu - como Salazar foi a coisa mais bem-sucedida do Portugal da ditadura.


Já agora, leiam também este do Carlos Carujo

#1
[Senhor Crocodilo]


Uma história simples, cheia de cor.

5.1.11

#3
[priceless]

#2
[Ratatui]

Há que olhar o mundo com olhos de cozinheiro. Saímos para a rua e devemos estar atentos a tudo: aos novos produtos, mas também às campanhas publicitárias que os promovem. Em relação aos novos produtos, interrogarmo-nos: "O que poderei ou não fazer com isto na cozinha?" Devemos ter capacidade de assombro! Capacidade de nos espantarmos. Para se ser grande na cozinha há uma coisa imprescindível: pensar como uma criança. As crianças são pura imaginação. Nunca fazem uma coisa da mesma maneira. Há que ter espírito de criança. A cozinha é liberdade. Se não gostas do que alguém faz, deixa-o sossegado. Não te metas com ele. Não manifestes publicamente a tua discordância. Olha outra vez para o que ele faz e pode ser que aprendas. Tem que se ser humilde. Eu sei de cozinha, mas não sou um deus. Sou é muito curioso e muito perguntador. E não tenho dúvidas em perguntar tudo."

Juan Mari Arzak,
o Grande Chef da cozinha Basca, na P2
#1
[ora aí está....]

3.1.11

#1 [...]

Canto I, 70

Bloom procurava o insólito que não
sendo acontecimento mudo ou ruído, sendo
sítio, obriga a caminhar. Se o que procuro
chegasse à minha cadeira,
para que me serviriam os sapatos? Mas é já
um conhecimento clássico: acontecimentos novos
existem em espaços novos, e não em antigos.
Não deixes que a tua cadeira confortável prejudique
a tua curiosidade.

In Uma Viagem à Índia,
Gonçalo M Tavares

1.1.11


tradition says
Originally uploaded by André Beja

Tradition says...

Que é nos grandes momentos, sozinho ou (muito bem) acompanhado, que o copo vermelho se ergue.

31.12.10

#1
[resoluções de ano novo*]
Já que não fui à Índia com estes três maganos, vou ler uma epopeia.

*este post contou com a colaboração do eficiente serviço de "vendas quase on-line" da Livraria Trama.

29.12.10

12 Meses, 12 Fotos +1
Com Dezembro a chegar ao fim, e como já vem sendo hábito, apresento-vos as doze fotos que ilustram o meu ano.
Foi uma escolha difícil, porque os dias são muitos e as fotos também – publiquei no flickr 557 tiradas em 2010, o que deve corresponder a umas 5 mil imagens em arquivo…
Não consegui cumprir o desafio da fotografia diária, percebi que a disciplina e obrigação de fazê-lo podem ser muito bons ou péssimos para o trabalho criativo. Houve momentos em que a máquina não parou.
Ainda não dobrei as duas mil imagens on-line nem me atrevi a imprimir ou a pendurar na parece qualquer trabalho meu, mas conto resolver o assunto já em Janeiro.
As fotos escolhidas podem não ser as melhores que fiz, mas têm um significado especial que as valoriza. Pela partilha, pelo momento, pelo contexto, pelas ideias que me passaram na mente quando carreguei no obturador.
Há, no entanto, uma que se destaca, talvez pelas múltiplas leituras que desperta: a desgraça, a descoberta, a revelação daquilo de que somos feitos, a perda, o sentido de humor, a criatividade, o non sense, a impotência perante os factos, a beleza que tudo encerra…
Em vez de inclui-la na escolha final, ocupando o espaço destinado ao mês de Julho, decidi dar-lhe uma menção honrosa. É a foto do ano.

Dezembro


by the book(s)
Originally uploaded by André Beja

Novembro


até que a voz me doa
Originally uploaded by André Beja

Outubro


Human Evolution
Originally uploaded by André Beja

Setembro


este é o meu corpo
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Agosto


como o tio
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Julho


bon voyage
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Junho

Maio


i'll fly away
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Abril


^
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Março


Tiago
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Fevereiro


Margarita
Originally uploaded by André Beja

Janeiro


Lavra
Originally uploaded by André Beja

28.12.10

me too



Originally uploaded by André Beja

Esta ganhou título já depois de estar on-line.

25.12.10

#1
[...]
And you hunger for the time
Time to heal, 'desire' time
And your earth moves beneath your own dream landscape.

On borderland we run.
I'll be there, I'll be there tonight
A high-road, a high-road out from here.

(...)

20.12.10


Garrano
Originally uploaded by André Beja

Hoje o Garrano recebeu-me inquieto e choroso. Rapidamente adivinhei que me estava a dizer que o Willy nos tinha deixado.
Não sei o que me tocou mais, se o destino (expectável) de um amigo de 15 anos, cão de nome composto, pêlo cor de mel, olhos doces e luvas brancas, se a tristeza com que este puto estovado me deu a notícia.

16.12.10

#1
[But you....]


you speak my language

15.12.10

#1 [boas notícias]

The National e PJ Harvey vão estar em Lisboa em Maio.

7.12.10

#3
[centro de recursos poéticos]

Além de poeta e corredor, o José Mário Silva é crítico atento e um excelente divulgador.
Por tudo o que, ao longo dos últimos meses, tenho respigado no seu recanto, só tenho uma palavra: obrigado.

#2

[it's a secret desire]

O Instituto Cultural Romeno em Lisboa, em parceria com a Igreja Ortodoxa Romena em Portugal, apresenta entre 9 e 13 de Dezembro quatro concertos executados pelo Coral da Faculdade de Teologia Ortodoxa de Sibiu.

As obras apresentadas nesta série de concertos exploram as raízes da música ortodoxa romena e da música tradicional.

O Coral Teológico de Sibiu, formado por padres, diáconos, professores e estudantes, é regido pelo P. Sorin Dobre, professor daquela Faculdade.

mais info

#1
[para memória futura]

E lá completei a segunda maratona, com um fantástico tempo de 4h25m e uns pós (diz que fiquei no lugar 816 da geral).
Foi mais dura e exigente que a primeira - relevo mais acentuado, menos treino, mais cansaço acumulado, uma dor residual no pé, muito vento e pouco apoio nas ruas - mas a satisfação de fazê-la com um sorriso e partilhar a alegria de chegar com quem estava ao nosso lado nesse momento (seja quem for) compensa.
Os meus companheiros de treino também se saíram bem, apesar de alguns percalços e desarranjos ;).
A próxima ainda não está marcada no mapa, mas, por via das dúvidas, é melhor começar já a treinar.

4.12.10

#2

[Breve inventário da tralha pousada nos 1,35 m2 do tampo da minha secretária]

Bilhetes de avião, viagens várias

Passaporte (o meu...)

Súmula das intervenções

Lenços de papel

Cabos USB de calibre diverso

Canetas para todos os gostos

Medalha da minha primeira (e até agora única) maratona corrida

Dorsais

Recibos e facturas

Cadernos

Livros e manuais de instruções

Fichas de adesão

CDs (o esse é minúsculo para indicar plural)

Post its

Rascunhos de poemas

Fotografias

Autocolantes

Mapas

Alfinetes de ama

Uma caixa de musica (a internacional)

Pioneses (ou lá como é que isso se escreve)

O computador onde estou a trabalhar

Um GPS

Peças de maquina fotográfica

Candeeiro

Crachás

Impressora

...

#1

[9ª Mostra de Documentários sobre Direitos Humanos da AI Sintra]

A Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19, em colaboração com o Centro Cultural Olga Cadaval, promove a realização, entre os dias 10 e 12 de Dezembro, da IX Mostra de Documentários sobre Direitos Humanos, com o objectivo de sensibilizar a comunidade para a necessidade de promoção e defesa dos Direitos Humanos.

O certame inclui seis filmes, incluindo uma antestreia, Hortas Di Pobreza, de Sara De Sousa Correia, e seis debates, um a seguir a cada projecção, com a presença de convidados e de representantes da Amnistia Internacional.

VER Mais informações e programa

1.12.10

#1

[...]

ULISSES

Na minha juventude naveguei
ao longo das costas da Dalmácia. Ilhéus
à flor das ondas emergiam, onde raro
uma ave buscava a sua presa,
cobertos de algas, escorregadios, ao sol
belos como esmeraldas. Quando a noite
e a maré alta os ocultavam, as velas
sob o vento o largo demandavam,
para fugir da cilada. Hoje o meu reino
é essa terra de ninguém. No porto
acendem-se as luzes para outros; a mim para o alto mar
me leva ainda o não domado espírito,
e da vida o doloroso amor.

Umberto Saba

29.11.10

Madrid me mata


no patxaran!
Originally uploaded by André Beja

caminhar caminhar caminhar.
frio, sol, frio.
Cores, muitas cores,
o charme de Lavapies.
A multidao e os seus rostos.
Fiesta, copos, tapas, risos abertos.
Digerir memorias. Fazer planos.
Caminhar, caminhar, caminhar.
E correr um pouco
Frio, muito frio, neve,
:)

26.11.10

#1
[pequenos prazeres que só eu sei]

Andar pela cidade de noite, ao frio, acompanhado de una vera pizza al taglio.

(suspiro...)

25.11.10

#1
[a Deolinda continua a somar pontos]


Porque fez esta versão do fungagá da bicharada :)

e quando a espingarda se virou foi para esta força que apontou

22.11.10

#1
[gota d'água]


16.11.10

#1
Uma casa, um lenhador]

Gostaria de ir ao teu encontro,
Procurar-te na vila, entre as pessoas,
Ou debaixo da magnólia do jardim.
A cascata corre & tu sentas-te a ouvir
Ao acaso as folhas que o vento espalha.
No teu rosto já só vejo o ar frio da serra,
As sombras dos que te abrem o caminho
Para que a cor do dia entre no jardim.
Faz com que a angústia nas palavras que usamos
Seja um bom presságio à nossa volta.
Tudo o que é divino é transitório,
Mas não o é em vão.

M.S. Lourenço, Nada Brahma, Assírio&Alvim, 1991
roubado aqui

15.11.10

#1

[Casablanca]

Lembrava-me pouco do filme de Michael Curtiz, mas a viagem que fiz no mês passado à cidade que lhe dá nome abriu-me o apetite para o rever. E fiz bem.

Além do enredo e da sonora memorável (play it again Sam!), há ali pormenores de realização, jogos de luz e sombra, trocadilhos e preciosismos de linguagem, que encantam e ajudam a ir atrás, tomar balanço, encher o peito e dar um salto. Porque o fundamental para um bom salto, é conseguir ver mais longe, antecipando a queda.

12.11.10

#1

[A Batalha do Chile]

No domingo passado fui conhecer a Casa das Histórias de Paula Rego.

Andava para lá ir quase há um ano, para conhecer o que as fotografias que fui vendo anunciavam. Não me desiludi.

Além de duas interessantes exposições sobre a obra da anfitriã e de Victor Willing (o seu falecido marido), também assisti, no âmbito do Estoril Film Festival, à primeira parte de A Batalha do Chile.

Considerado um dos melhores e mais completos documentários latino-americanos, A Batalha do Chile é o resultado de seis anos de trabalho do cineasta Patrício Guzmán. Dividido em três partes (A insurreição da burguesia, O golpe militar e O poder popular), o filme cobre um dos períodos mais turbulentos da história do Chile, a partir dos esforços do presidente Salvador Allende em implantar um regime socialista (valendo-se da estrutura democrática) até as brutais consequências do golpe de estado que, em 1973, instaurou a ditadura do general Augusto Pinochet.

Saí da sala com um nó no estômago bem apertado. Sem conseguir falar muito do que vi, tenho andado a remoer nas histórias da história que ali se contam.

A insurreição da burguesia, apoiada pelo Estados Unidos, contra a dignidade que os pobres conquistaram nos mil dias da Unidade Popular foi, de facto, impressionante. Mas, como li ontem no novo livro do Luís Sepúlveda, “nunca um líder teve tanto apoio do seu povo como sucedeu com Salvador Allende, e a sua morte no Palácio de La Moneda foi a única maneira de responder dignamente a tanta entrega e generosidade”.

Há que continuar a perseguir o sonho.

11.11.10

#1
[Máximas de vida]


Não esperes pel@s outr@s, faz.

10.11.10

#1
[
Wishlist]

I wish I was the verb 'to trust' and never let you down

8.11.10

#1
[não teremos todos?]

Tenho a cegueira ao contrário, a jusante dos olhos.

in Deixem passar o homem invisível,
Rui Cardoso Martins

7.11.10

#1
[Sempre os livros]

Por mudanças conjunturais, fui obrigado a desmontar e a remontar a estante onde guardo parte significativa da minha biblioteca.
No meio da transumância literária, dei comigo a pensar na quantidade de episódios a que estes silenciosos volumes assistiram, acumulando na superfície e entre as suas folhas, além do incontornável pó, memórias e vestígios de uma ou várias vidas: um prospecto escrito em catalão, o bilhete do autocarro de uma cidadezita no meio do México (com orações impressas), um arranhão, um postal de uma exposição de fotografia, um livro comprado aqui ou ali e transportados em mochilas várias, uma mancha de café, a receita com que me deliciei e aquelas que ainda estão por experimentar, um caderno com anotações sobre o deserto...
Os livros, estes que me aproximam de um ser recolector, são talvez o meu único sinal exterior de riqueza. O seu valor é impossível de calcular por olhos destreinados ou por gente de coração (de atum) insensível.

2.11.10

#1
[...]

Eu abandono Roma
Os camponeses abandonam a terra
As andorinhas abandonam a minha aldeia
Os fiéis abandonam as igrejas
Os moleiros abandonam os moinhos
Os montanheses abandonam os montes
A graça de Deus abandona os homens
Alguém abandona tudo

Tonino Guerra
O Livro das Igrejas Abandonadas

29.10.10

#1

[Um ano depois, a Dedicação Total já era*]

Se a paixão do presidente da Câmara pela bola não é segredo, uma novidade veio quebrar a monotonia e equilíbrio do triângulo que tem como vértices, além de Seara, Sintra e o Futebol.

Ao admitir disponibilidade para suceder a Gilberto Madaíl na Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Seara fez o favor de esclarecer que a “Dedicação Total” com que a Coligação Mais Sintra se apresentou nas últimas eleições autárquicas era conversa de embalar.

Mas os exemplos de que o dedicado slogan não passava de enganosa propaganda abundam. Vou deter-me apenas em três.

28.10.10

#2
[estava a ouvir o António Borges]

e a pensar (com uma certa raiva, confesso) Ora porra para esta gente que só se queixa de si própria!
#1
[perante a ameaça do FMI]


Só o Bitches Brew me vale

26.10.10

#1
[masoquismo é]


não desligar o rádio mal me apercebo que a voz de quem canta é de stuart staples

24.10.10

#1
[e aos 42.195Km fui recebido assim]


:)

19.10.10

#2
[uma surpresa que me Guia pela tarde]




O rapaz que canta chama-se António Zambujo