30.1.09
[não estou bem a ver porquê...]
dizem que este anúncio, com Kilie Minogue, foi considerado o mais popular de sempre, entre os que passaram nas salas de cinema britânicas...
27.1.09
24.1.09
[diário de reportagem]
Alexandra Lucas Coelho conhece um pouco de Israel e da Palestina. Tem amigos dos dois lados e acompanhou de perto os últimos anos deste conflito.
Desde o início desta ofensiva Israelita na faixa de Gaza, há mais de um mês, que se pressentia, nas entrelinhas dos seus textos, uma indomável vontade de deixar Lisboa e ir ver com os próprios olhos aquilo que lhe iam dizendo por telefone ou chat.
Já lá está, testemunhando e cumprindo o seu ofício de relatar - não deixem de a ler.
#1
[não me venham cá dizer "ah e tal e os rockets..."]
A melhor escola no chão
Alexandra Lucas Coelho, Público, 24.01.2009
É como se um meteorito gigante tivesse caído e esmagado a Escola Americana Internacional de Gaza. Com investimento palestiniano e curriculum americano, era a melhor escola do território, e agora professores e alunos andam entre as ruínas em estado de choque.
Uma mulher encontra um livro de Ciência e agarra-o contra o peito. É Alia, a bibliotecária. Fatin, uma das professoras, abraça Zena, de nove anos, ambas voltadas para os destroços. "Isto aconteceu no dia 3 de Janeiro." Porquê aqui, se à volta não há nada? "Pergunte-lhes", sugere Fatin. "O corpo do guarda foi encontrado em partes, uma metade aqui na frente, outra metade nas traseiras."
Quantos alunos tem a escola? "230", responde logo, num óptimo inglês, a pequena Zena, que mora em Gaza, e até hoje não tem vidro nas janelas. O que fazem para não ter frio? "Vestimos mais roupas."
"Agora não sabemos o que fazer aos estudantes", diz Fatin.
Duas delas estão ao cimo das escadas a discutir. Nur, que tem rabo-de-cavalo e 14 anos, está indignada. "Usam as casas para disparar rockets e se as pessoas não querem têm que deixar a sua casa!" Depois conta que uma das suas melhores amigas morreu na guerra, até que a voz lhe falta, ela baixa a cabeça para se controlar, e começam a pingar lágrimas do nariz.
Fatin, a professora, corre a abraçá-la, e então Nur chora convulsivamente. Quando recupera, diz: "Estou muito zangada com o Hamas. Acho que isto tudo aconteceu por causa dos rockets".
À volta, as colegas contestam. "Não é por causa dos rockets que Israel tem o direito de destruir uma escola destas", clama Habir, de 16 anos. "Eles querem destruir tudo o que é novo, histórico, educacional. Isto é um crime." Dana, de 16 anos com muito acne, concorda, e Habir continua, apaixonadamente. "Se isto é contra o Hamas, porque é que tantos mortos não são do Hamas? E dizem que se estão a defender! Defendem-se de uns rockets que são uma desculpa, só causam um buraco no chão."
Esta discussão sobre o papel do Hamas é geral? "Estamos a discutir desde o princípio da guerra. É difícil não questionar quando não podemos dormir e ir a qualquer lado, e estão a usar armas do céu, da terra e do mar contra nós."
O que querem agora?
"Queremos um governo de unidade nacional", diz Habir. "Só queremos continuar a estudar nesta escola", acrescenta um rapaz, Adam, que veio com os colegas ver a destruição. "Trabalhámos tanto para isto acabar assim."
Yunis, de 18 anos, aparece de chinelos numa pilha de entulho. É irmão do guarda morto. Conta que o pai teve um primeiro filho Salim, que foi morto há anos, e um segundo filho Salim, que morreu - e o terceiro filho Salim era o guarda que foi desfeito em pedaços aqui.
Israel alega que estavam a ser disparados tiros do interior. "Mas a escola estava vazia, e se estivesse aqui alguém o guarda tinha-nos dito", contrapõe Lucy, outra professora. "Eu acordei às três da manhã com o primeiro míssil e antes não ouvi nada", acrescenta o irmão do guarda. "O meu irmão sentia-se seguro, porque era uma escola americana. Antes de morrer, telefonou à família e disse: 'Se sentirem perigo, venham para aqui'.
22.1.09
É já no domingo. Apesar dos primeiros 11km serem (quase) sempre a trepar, é das corridas mais bonitas conheço. Começa bem perto do sitio onde nasci (e quase à porta de casa), atravessa a Serra onde cresci e termina no fim da Europa.
20.1.09
#2
[Get on your boots]
Future needs a big kiss
Winds blow with a twist
Never seen a move like this
Can you see it too
Night is falling everywhere
Rockets hit the funfair
Satan loves a bomb scare
But it won’t scare you
Chorus
Yeah sexy boots
Get on your boots yeah
Free me from the dark dream
Candy bars, ice cream
All the kids are screaming but the ghosts aren’t real
Here’s what you gotta be
Love and community
Laughter is eternity if the joy is real
You don’t know how beautiful (2x)
You are
You don’t know
You get it do you
You don’t know
How beautiful you are
If someone’s into blowing up
We’re into growing up
Women are the future
All the big revelations
I’ve gotta submarine, you’ve got gasoline
I don’t wanna talk about wars between nations
Not right now
Sexy boots yeah (no no no)
Get on your boots yeah (Not right now)
Foxy boots
You don’t know how beautiful (2x)
You are
You don’t know
You get it do you
You don’t know
How beautiful you are
Sexy boots
I don’t wanna talk about wars between nations
Let me in the sound (3x)
Sound
Let me in the sound sound
Let me in the sound
anekatips.com
My God I’m going down
I don’t wanna drown now
Let me in the sound
Let me in the sound (3x)
Sound
Let me in the sound sound
Let me in the sound
Get on your boots
Get on your boots
Get on your boots
Yea yeaah
Get on your boots
Get on your boots
Get on your boots
U2
[U2]
O novo disco, No line on the horizon, está prometido para dia 2 de Março.
Mas o primeiro som - Get on your boots - já está disponível aqui (abrir em internet explorer e esperar um minuto).
é uma grande malha!
19.1.09
14.1.09
[...]
Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, coo hei-de, em certas ocasiões, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra.
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
13.1.09
12.1.09
11.1.09
8.1.09
[Praying with Polly Jean]
I can't believe life's so complex
When I just wanna' sit here and watch you undress
* This is love that I'm feeling
Does it have to be a life full of dread?
I wanna' chase you round the table, I wanna' touch your head
* This is love that I'm feeling
I can't believe that the axis turns on suffering
When you taste so good
I can't believe that the axis turns on suffering
While my head burns
* This is love that I'm feeling
Even in the summer, even in the spring
You can never get too much of a wonderful thing
(...)
PJHarvey, this is love
4.1.09
[ainda a Valsa]
Escondida por detrás de um filme de animação, a Valsa com Bashir é uma dura viagem, feita a uma distância de 25 anos, às profundezas da existência de um rapaz enviado para uma guerra que não sabe explicar e que depressa procurou esquecer.
E é também um relato do massacre de Sabra e Chatila, a matança que Ariel Sharon, na altura ministro da defesa de Israel, não quis evitar e a que os soldados Israelitas assistiram sem reagir, ficando no ar a dúvida se não terá existido apoio logístico à intervenção dos falangista.
Com esta viagem ao (seu) passado, conduzida pelas recordações dos companheiros de guerra, Folman não tentou expiar a culpa nem aliviar a responsabilidade daquilo a que assistiu no Libano. Procurou, isso sim, reconstruir episódios que tinha deixado de fora do seu sistema emocional.
Num momento em que a violência e a brutalidade do Tsall se abate novamente sobre os Palestinianos, este filme é cheio de actualidade, mostrando bem como poderá acabar a agressão em curso a Gaza.
Por outro lado, deixa claro que a procura da solução para o problema palestiano não teve grandes cambiantes em três décadas, bem como a grande falta de memória dos líderes Israelitas que conduzem mais esta guerra: esqueceram-se das vítimas, de todas as vítimas, e da forma como o seu povo foi tratado no passado.

Site do filme
Entrevista do realizador Ari Folman ao Ipsilon
Uma noite, num bar, o israelita Ari Folman encontra um amigo que lhe conta como um pesadelo recorrente o atormenta cada vez mais. No sonho, o amigo de Ari é perseguido por uma matilha de 26 cães enraivecidos. 26, exactamente o mesmo número de pessoas que matou durante a guerra com o Líbano, no início dos anos 80. No dia seguinte, Ari sente uma necessidade vital de relembrar e descobrir a verdade sobre esse período da sua vida. Decide então entrevistar velhos amigos e camaradas. E quanto mais Ari mergulha no interior da sua memória, mais imagens esquecidas e perturbadoras vêm à tona. Realizado por Ari Folman, "A Valsa com Bashir" é um filme de animação autobiográfico.
31.12.08
[um ano em imagens*]

Dezembro - Just Thinking

Novembro - Sleeping

Outubro- There's many li(f)es for an envelope

Setembro - Linha Azul

Agosto - Ray Ban

Julho - Bottari

Junho - the match

Maio - Lazy Bird

Abril - Wash & Dry

Março - Um Mar de Profes

Fevereiro - Margens

*Para a C, que, quando não foi modelo, esteve a meu lado ou partilhou o entusiasmo destas fotos. Apesar de tudo, foi um ano cheio de coisas boas
30.12.08
[ainda bem...]
(...)
A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho "olá",
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"
(...)
Sérgio Godinho

