26.9.08
22.9.08
[lembrei-me disto...]
Maçã com Bicho
Letra: Sérgio Godinho
Música: Nuno Rafael e João Cardoso
O tempo passa
e lembras com saudade
o saudoso tempo da universidade
foste caloiro
e quintanista
já comes caviar
esquece o alpista
P`ra entrar na universidade
é preciso
prender o humor
na gaiola do riso
ter médias altas
hi-hon, ão-ão
zurrar, ladrar
lamber de quatro o chão
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
Chamar-se a si mesmo
besta anormal
dá sempre atenuante ao tribunal
é formativo
p`ró estudante
que não quer ser popriamente
um ingnorante
Empurrar fósforos com o nariz
tirar à estupidez a bissectriz
eis causas nobres
estruturantes
eis tradição
sem ser o que era dantes
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
Não vou usar
mais exemplos concretos
é rastejando
que se ascende aos tectos?
Então vejamos
preto no branco
as cores da razão
porque a praxe eu desanco
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe"
18.9.08
[o crime compensa...?]
A Autoridade da Concorrência (AdC) acusou sete empresas que fornecem refeições a instituições públicas, nomeadamente a hospitais e a escolas, de concertarem preços nos serviços que prestam, actuação que é ilegal por configurar a prática de cartelização.
(...)
A AdC estima em 172 milhões de euros o prejuízo para o Estado desta actuação ilícita e concertada entre estas sete empresas.
In Público, 19-9-2008
Parece que a multa será de 38 milhões... o crime compensa.
[ainda se fosse sobre o divorcio das gasolineiras com os consumidores...*]
O Presidente da República, Cavaco Silva, escusou-se a comentar a possibilidade de o Estado intervir para fazer baixar os preços dos combustíveis para os consumidores, referindo apenas que a questão é "complexa" e que exige reflexão.
*ou: este gajo não diz nada de nada...
15.9.08
11.9.08
[35 anos depois]
(...)
Trabajadores de mi patria, tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo, donde la traición pretende imponerse. Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, se abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre para construir una sociedad mejor.
¡Viva Chile, viva el pueblo, vivan los trabajadores!
(...)
último discurso de Salvador Allende, antes de ser assassinado
9.9.08
5.9.08
3.9.08

Ricardo Quaresma é de origem cigana. Tem orgulho na sua gente e na sua cultura.
Vai jogar para Itália, tem contrato milionário para alinhar na equipa treinada por Mourinho.
Pergunto-me: será que as autoridades italianas, cada vez mais intolerantes, lhe vão impor as medidas especiais que levaram, nos últimos meses, ao cadastramento dos ciganos naquele país?...
1.9.08
[contraditório]
Muito se tem dito sobre a escalada do conflito entre a Rússia e o resto do mundo.
Estava no Báltico quando a coisa estalou. A pouca informação a que tive acesso na altura era muito influência pelo medo daquilo que os Russos poderiam vir a fazer.
Quando voltei percebi mais algumas coisas, e não me espantei ao constatar que, também por cá, o tom do discurso é, quase sempre, de ataque aos russos.
Não estando de acordo com a intervenção na Geórgia, penso que é útil ouvir o que Moscovo tem para dizer...
***************************
A Geórgia foi a gota de água para a Rússia
Público, 01.09.2008,
Oleg Shchedrov, Moscovo
Uma sensação aguda de que o Ocidente enganou Moscovo em relação a melhores laços depois da guerra fria explica por que é que a Rússia, recuperada do colapso pós-soviético, não ignorou a acção da Geórgia e exigiu ser ouvida.
"Podia ter sido a Geórgia ou outra coisa, mas qualquer espécie de gota de água estava aí para vir", comentou um responsável do Kremlin. "Não podemos retirar sempre com um sorriso."
A resposta militar da Rússia à tentativa da Geórgia de retomar as suas províncias separatistas, apoiadas por Moscovo, da Ossétia do Sul e da Abkházia - e agora o reconhecimento da sua independência - aumentou a especulação no Ocidente de um contra-ataque de um ressurgido império soviético. Mas, vista de Moscovo, a situação parece completamente diferente. A Rússia está frustrada com o que vê como sendo o falhanço do Ocidente em cumprir a promessa de pôr as suas relações em planos iguais e com as suas tentativas de cercar a Rússia com um novo "cordão sanitário".
A amargura vem já da década de 1990, quando o Presidente soviético Mikhail Gorbatchov, ansioso por lançar uma nova era nas relações com o Ocidente, concordou com a retirada de tropas da Alemanha de Leste e em dar luz verde à unificação da Alemanha. A Rússia diz que a NATO renegou uma promessa crucial. "A única condição de Moscovo era que a NATO não colocasse tropas na Alemanha de Leste", diz um diplomata russo envolvido nas negociações. "A promessa foi feita, mas logo foi esquecida." Alguns responsáveis da NATO negam esta afirmação.
Nos anos seguintes, as relações com o Ocidente foram levadas a um ponto ainda mais tenso, quando a NATO integrou os países satélites da época soviética do Leste europeu e as antigas repúblicas soviéticas do Báltico - Estónia, Letónia e Lituânia. A Polónia e os Estados bálticos tornaram-se críticos da Rússia dentro da aliança.
Em 1999 a Rússia protestou contra os bombardeamentos da NATO em Belgrado numa campanha militar que acabou por levar, em última análise, a que o Ocidente reconhecesse a independência da província separatista sérvia do Kosovo em Fevereiro deste ano.
Altos responsáveis russos queixaram-se de que a cooperação de Moscovo com o Ocidente em questões fulcrais como a luta contra o terrorismo, o Afeganistão, o Irão e a Coreia do Norte não se têm traduzido numa melhoria das relações. "Há uma sensação de que o Ocidente trata a Rússia apenas como o perdedor da guerra fria, que tem de seguir as regras dos vencedores", disse uma vez Vladimir Putin.
Nos anos 1990, quando a economia russa estava em ruínas, Moscovo escondeu o seu orgulho. Mas o boom dos últimos oito anos permitiu que a Rússia tivesse um papel mais assertivo na economia global e diplomacia internacional. Moscovo decidiu usar um tom diferente. O Ocidente não notou a diferença.
Putin e o seu sucessor Medvedev pediram ao Ocidente que tratasse a Rússia como um parceiro igual num contexto europeu alargado e revisse os acordos de segurança para ter em conta os seus interesses. Mas os protestos russos foram ignorados mais uma vez, diz Moscovo, quando Washington decidiu estacionar elementos do seu escudo antimíssil na Europa de Leste. A acção foi vista por Moscovo como uma ameaça directa à sua segurança, apesar da insistência dos EUA de que serve para repelir um potencial ataque do Irão e não é uma ameaça à Rússia.
Os EUA também pressionaram muito para a integração na NATO da Geórgia e Ucrânia - algo a que Moscovo se opõe fortemente pelos seus profundos laços históricos com estes países.
A Rússia enviou sinais de que a paciência estava a esgotar-se, mas o Ocidente desvalorizou-os, tomando como retórica um discurso duro de Putin em Munique em 2007. De modo semelhante, o Ocidente não reagiu a outros "tiros de aviso" de Moscovo, como voltar a fazer voar bombardeiros sobre o Atlântico e suspender as obrigações da Rússia num pacto sobre armas convencionais na Europa. A intervenção na Geórgia mostra que a Rússia tinha estabelecido um limite.
"A 'entente cordiale' não funcionou", disse o embaixador da Rússia à NATO, Dmitri Rogozin. "As relações devem agora ser pragmáticas", afirmou. "A boa prestação do nosso Exército na Ossétia deixou uma impressão nos nossos parceiros", acrescentou. "Devemos fazer tudo para manter esta impressão e terminar de uma vez por todas com qualquer tentação de os nossos parceiros resolverem os problemas pela força."
26.8.08
[Para Marco Fortes]
Finalmente está disponível o excelente texto do Rui Tavares que vinha no público de ontem.
É sobre o alvoroço que os desportistas de sofá fizeram em torno do insucesso (!!??) da delegação portuguesa em Pequim.
Não podia estar mais de acordo.
25.8.08
1.8.08
31.7.08
[Contradições do Capitalismo: caso prático]
O Governo Regional da Madeira vai passar a definir os preços máximos dos combustíveis na Região a partir de sexta-feira por considerar que a liberalização dos preços é ineficaz e devido à "instabilidade dos mercados", anunciou fonte oficial.
(Lusa 31 de Julho)
Ora ora…
Sendo o IVA e o ISP mais baixos na Madeira, temos a prova concreta de que a sua baixa, defendida pelo CDS, pelas gasolineiras e pelos revendedores, não é solução…
30.7.08
O Público de hoje traz uma peça sobre o camaleónico percurso pessoal e político de Berlusconi.Mas, neste artigo, aquilo que melhor define Berlusconi não está escrito. A imagem da capa do suplemento é o melhor enquadramento da vida Sílvio, conjugando a sua faceta pública, o seu amor por Itália (com as cores nacionais em destaque) e a omnipresença do crime organizado: P2 é a designação mais comum para a Loja Maçónica italiana Propaganda Due (Propaganda Dois), organização ilegalizada por suspeita de actividade ilícita e com a qual Berlusconi terá tido relações de proximidade.
Brilhante!
[inimigo Público rules]
Marinha proíbe massagens nas praias algarvias pois 'todos sabem como começam mas ninguém sabe como acabam'
Qualquer gesto que possa ser interpretado como uma "situação mais íntima" nas praias algarvias está proibido, por ordem do Comando Marítimo do Sul (CMS). Pedir ajuda para espalhar protector solar nas costas, ainda vá que não vá, mas se o movimento deslizar para uma prática que possa ser interpretada como massagem, a Polícia Marítima avança para aplicar uma coima, não vá algum turista queixar-se de atentado ao pudor.
(...)In Público, 30.07.2008
28.7.08
26.7.08
[em contra mão]
José Sócrates assinou hoje um protocolo para construir 2 fábricas de produção de peças para aviões, considerando o momento como "um salto, um pulo"na produção tecnológica do nosso país. Isto numa altura em que o terceiro choque pretolifero, aquele que estamos a atravessar, mostra bem da necessidade de mudança deste paradigma de consumo energético que faz andar os aviões...
22.7.08
18.7.08
10.7.08
2.7.08
[Directiva da Vergonha]
Se a Europa não servir para defender os direitos humanos, não serve para nada.
artigo completo
José Vitor Malheiros
Público, 2 de Julho de 2008
13.6.08
[Irish Times]
Num universo de 495 milhões de cidadãs e cidadãs, só aos irlandeses e Irlandesas é que não foi sonegado o direito de votar a aceitação do tratado de Lisboa.
Eles e elas, com melhores ou piores argumentos - a democracia também é feita disso -, falaram pelas muitas pessoas da União que não se revêem na primazia do mercado, do militarismo e numa visão de funcionamento distorcido das instituições, traves mestras de um tratado que tem o nome de uma cidade linda mas que, em tempos, teve o nome de constituição.
Grande galo...
12.6.08
[cromos da bola]
Descobri que o melhor de ir à bola (...??...) é olhar para tudo menos para o jogo.
Um tratado de sociologia...
6.6.08
[so proud...]
Filomena Marona Beja vence Prémio Romance e Novela APE 2007
06 de Junho de 2008, Lisboa, 06 Jun (Lusa)

FOTO DE AUTOR
A escritora Filomena Marona Beja venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) de 2007 pela obra "A cova do lagarto", anunciou hoje o júri do galardão.
De acordo com o júri, "A Cova do Lagarto" foi escolhido por unanimidade, de entre os 117 romances e novelas editados em 2007 e apresentados a concurso, um número recorde nesta edição do prémio, com o valor de 15 mil euros.
"A cova do lagarto", romance biográfico sobre Duarte Pacheco editado em 2007 pela Sextante Editora, é a quinta obra literária de Filomena Marona Beja, juntando-se a "A Duração dos Crepúsculos" (2006), "A Sopa" (2004), "Betânia" (2000) e "As Cidadãs" (1998).
Filomena Marona Beja, que completa 64 anos no dia 09 de Junho, é natural de Lisboa. O júri foi presidido por José Correia Tavares e incluiu Annabela Rita, Fernando Martinho, José Luís Peixoto, Júlio Moreira e Serafina Martins.
O Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB é atribuído desde 1982, premiando autores como Agustina Bessa-Luís, António Lobo Antunes e Maria Gabriela Llansol, recentemente falecida. As 117 obras a concurso, a maioria de autores masculinos, foram apresentadas por um total de 51 editoras, também aqui um recorde absoluto em 26 edições consecutivas do prémio.
28.5.08
[o culpado não era o preço do Barril?]
Apesar do preço do barril de petróleo ter registado uma diminuição, a GALP e a Repsol voltaram a aumentar, à meia-noite desta quarta-feira, o preço dos combustíveis. Esta é a vigésima primeira subida do preço dos combustíveis desde o início do ano e o litro de gasolina já ultrapassou os 1,5 euros nas bombas da GALP. Por cá e no resto da Europa sucedem-se os protestos.
22.5.08
[eu não fui...]
Para quem gosta de efemérides, fiquem sabendo que faz hoje dez anos que abriu a expo 98. O tempo passa.
Devo ter sido das poucas pessoas que não foi à Expo por opção (por falta de dinheiro houve muitos de certeza). Desagradavam-me as desigualdades em que assentava o evento e que iam contra a filosofia - os desalojados que, anos depois, ainda viviam em condições miseráveis, a cultura a preço exorbitante, a oportunidade de enriquecimento fácil, a operação de especulação imobiliária que se preparava... Em resumo, a histeria em torno dessa obra do regime afrontava-me.
Uns dias antes da abertura, no ensaio geral, os telejornais abriam com Jorge Coelho e António Vitorino abraçados dizendo que "somos um grande país". Era o tempo das vacas gordas. Todas Guterristas, claro está.
Olhar o país, dez anos depois e com os herdeiros do Guterrismo no poder, é um exercício interessante.
O atraso estrutural não foi ultrapassado.
A riqueza continua mal dividida e os negociatas continuam a fazer-se.
A privatização do ensino, denunciada pel@s estudantes à porta da exposição no dia da abertura, avança a todo o vapor.
O trabalho precário, que nesse verão foi pago a peso de ouro, é agora mal pago e regra.
A cultura do país, ou melhor, de Lisboa, ganhou outro animo, mas nunca mais teve a pujança desse verão.
O recinto do certame é uma das zonas mais aprazíveis de Lisboa, com uma arquitectura fascinante e uma relação privilegiada com o rio. No entanto, a especulação imobiliária continua.
Há uma grande cidade dentro da cidade, sendo a falta de equipamentos um dos grandes problemas que enfrenta.
Os espaços de estacionamento estão, progressivamente a ser substituidos por torres cuja sombra priva de sol muitos metros de rua.
O Pavilhão do futuro, suprema ironia, virou casino e o espólio de muitos outros foi perdido.
Enfim... Não fui e não me arrependo.
18.5.08

15.5.08
Duas catástrofes, duas respostas muito diferentes
Fernando Sousa, Público, 15.05.
Sismo na China, ciclone na Birmânia. Duas catástrofes naturais, e vizinhas, com poucos dias de diferença e milhares de mortos e desaparecidos, mas com respostas muito diferentes. As autoridades chinesas correram para as vítimas e abriram-se à ajuda internacional, as birmanesas, suas aliadas, mostraram displicência.
Para acorrer ao terramoto que arrasou cidades, matou e sepultou milhares de pessoas em Sichuan e regiões limítrofes, o Governo de Pequim mobilizou recursos cujo nível diz tanto da tragédia como da vontade
Quando o silêncio em Wenchuan, epicentro do terramoto, sem comunicações, se tornou insuportável, fez chegar, a pé, 200 polícias, que prestaram os primeiros socorros. Mandou para a zona uma equipa de 1300 médicos e enfermeiros militares. Abasteceu de alimentos por pára-quedas populações isoladas. Enviou cem mil militares para o terreno, onde se calcula que dezenas de milhares de pessoas agonizem sob os escombros de casas, escolas ou fábricas. A terra tremeu às14h30 de um dia de trabalho.
Só ontem as autoridades chinesas promoveram a maior operação de transporte aéreo de socorros num só dia. Voos: 79. Soldados enviados: 11.500. Ainda assim, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, que dirige as operações em Dujiangyan, uma das cidades feridas, estava impaciente com a "lentidão" das coisas, escreveu a AFP.
Às ofertas de auxílio do mundo, Pequim continuou a dizer que sim. O Presidente Hu Jintao, contactado por telefone pelo homólogo norte-americano, George W. Bush, aproveitou para dizer que o Tibete é uma questão "interna" do país, mas não recusou os seus 500 mil dólares de ajuda. E está à espera de um avião francês, entre outros, cheio de alimentos e medicamentos.
Na Birmânia, que viu metade do país arrasado pelo ciclone Nargis, catástrofe em que 62 mil pessoas morreram ou desapareceram e dois milhões estão sem nada, e que a própria China pediu que se abrisse aos socorros, a atitude é a contrária. Os socorros demoram e a solidariedade é recusada.
Em resposta às ofertas internacionais, a junta militar no poder desde 1962 barrou a entrada a peritos com experiência na gestão de catástrofes. O embaixador britânico nas Nações Unidas, John Sawers, considerou "admirável" a prontidão da resposta governamental na China, e "muito, muito diferente" a da Birmânia.
28.4.08
Digo-vos: não há nada mais belo e poético que o empedrado das ruas de san Lorenzo, essa passadeira que liga todos os recantos do quartiere rosso. Quem se atreve a percorre-la entra na Itália profunda dos centros sociais e das pizzarias familiares, paredes meias com os apartamentos de estudantes, a velha sede do PCI ou as lojas freaks. Ali, as fachadas ainda guardam memória ( eo buraco das balas) da batalha de Roma e dos partingiani que ali cairam pela liberdade....
Recordo tudo isto com um misto de nostalgia e mágoa, ao saber que, nos próximos anos, o Município de Roma vai ser governado por um fascista.
26.4.08
20.4.08
18.4.08
11.4.08
[Descubra as diferenças]
Estado poupa 777 milhões com gestão privada na Saúde
Os grupos privados que vão gerir os hospitais de Cascais, Braga, Vila Franca de Xira e Loures garantem que gastarão menos 777 milhões do que o Estado.
(...)
Governo orçamenta PPP na saúde com almofada de 982 milhões de euros
Jornal de Negócios, 11 de Abril de 2008
Os custos que o Estado terá nas quatro parcerias público-privadas (PPP) já lançadas para a construção e gestão de novos hospitais (Cascais, Braga, Vila Franca de Xira e Loures) poderão ser bem mais altos do que o previsto nos concursos.
(...)
8.4.08
[...]
"Este Ricardo Reis não é o poeta, é apenas o hóspede de hotel que, ao sair do quarto , encontra uma folha de papel com verso e meio escritos, quem me terá deixado isto aqui, não foi, de certeza, a criada, não foi Lídia, esta ou a outra, que maçada, agora que está começado vai ser preciso acabá-lo, é como uma fatalidade, E as pessoas nem sonham que quem acaba uma coisa nunca é aquele que a começou, mesmo que ambos tenham um nome igual, que isso só é que se mantém constante, nada mais."
José Saramago,
in O Ano da Morte de Ricardo Reis
7.4.08
29.3.08
27.3.08
[quase Drummond]
Crédito Obras e Pequenas Reparações
Crédito Saúde e Beleza
Crédito Mobiliário e Decoração
Crédito Electrodomésticos
Crédito Informática e Multimédia
Crédito Férias
Crédito Formação
Crédito Festas e Eventos
Crédito Carta de Condução
Crédito Pessoal
Dinheiro Em Conta
Esta é a felicidade, com preço,
ao alcance da sua mão
23.3.08
21.3.08
18.3.08
16.3.08
[sem nexo]
Encontro uma passagem sem nexo, perdida algures nas 20 páginas de fraseologia pouco sólida que gira à frente dos meus olhos.
Pesam-me nas pálpebras, estas palavras.
Tento refazer a teia de raciocínio que as gerou, mas só encontro os buracos.
Não sei que lhes faça. Vontade de rasgá-las.
São desgastantes como um amor daqueles que já foi. Mas que volta de quando em vez.
Talvez guardá-las numa gaveta e perder a chave...
9.3.08
7.3.08
6.3.08
1.3.08
26.2.08
19.2.08
1. Untitled, 2. noventa graus, 3. Give piss a chance!, 4. la Unione, 5. Pela tarde, 6. Janela de Alfama, 7. Retrato do Artista Enquanto Jovem, 8. Roma
17.2.08
[Agora sim, terminou a guerra fria]
fria. Tudo foi diferente, depois dessa noite de Novembro de 89. O mundo tornou-se unipolar, o projecto capitalista, que procurava ser alternativo ao soviético, transformou-se num desígnio imperialista, onde, mais do que os estados nação, são as grandes multinacionais (e os seus interesses) que ditam as regras.
O colapso do bloco vermelho era por demais evidente. O fim do pacto de Varsóvia e a debandada dos Estados que estavam por detrás da cortina era uma questão de tempo. Sobravam poucos focos desse mundo que ombreou com a velha Europa e a América durante oito décadas.
Sobravam os regimes ditos comunistas na Ásia, que foram lentamente convertidos ao capitalismo de estado, Cuba, que, como então e apesar das dificuldades, foi mantida em isolamento, e um estado que, no coração da Europa, não entrara na onda Soviética e, talvez por isso, não se arriscava a ser arraso pelo fim da sua história.
Nesses dias do início da década de 90 era a Jugoslávia que importava começar a desmantelar. Foi um trabalho moroso e com vários episódios dramáticos.
As circunstâncias da história fizeram com que a Sérvia se tenha transformado no último bastião dessa ideia desalinhada que Tito criou e sabiamente geriu, tornando-se no inimigo público número um para meio mundo. É verdade que os seus dirigentes fizeram por merecer a fama, mas, e isso é que é sempre escamoteado, a violência e o cinismo não foram um exclusivo de Belgrado. Alias, esta é a história dos Balcãs desde os tempos mais remotos.
Durante os últimos 19 anos a Jugoslávia foi laboriosamente desarticulada. Contra a intolerância, pela liberdade, contra o nacionalismo e o fundamentalismo, foi-se alimentando uma política de interesses dos Estados Unidos da América, de diferentes Estados Europeus e de velhas famílias e oligarquias, baseada, precisamente, na intolerância, no extremismo religioso e no nacionalismo.
O último destes episódios é o Kosovo, território que hoje declarou a sua independência. Fazendo um paralelo, com as devidas distâncias, para o povo Sérvio a independência deste território tem o mesmo peso que teria para os portugueses uma secessão de Guimarães ou de Aljubarrota. A Sérvia foi hoje amputada do berço da sua nação.
Contrariamente ao que acontecia com os restantes territórios da Jugoslávia, o Kosovo nunca teve o estatuto de República. Nem podia ter tido, como já se percebeu. Mas o território, e a sua população maioritariamente Albanesa, sempre tiveram um tratamento de excepção, com um nível de autonomia e um peso muito grandes no quadro da Federação. A alteração desse relacionamento deu-se quando os Estados começam a abandonar a Federação e o nacionalismo Albanês começa a ganhar peso e a fazer-se ouvir pela voz de um braço armado que não era mais que uma guerrilha ligada ao tráfico de droga, de armas e de seres humanos, engrossado por criminosos das guerras da Croácia e da Bósnia – o primeiro Ministro Kosovar é um deles.
A loucura de Milosevic e da sua clique, em conjunto com a loucura dos líderes Kosovares radicais e a irresponsabilidade de quem os apoiou, tornaram intolerável e irresolúvel a tensão no território.
Hoje a Sérvia foi derrotada, fechando-se um dos últimos capítulos da guerra fria. Vejamos que consequências terá esta derrota.
14.2.08
13.2.08
"Às mães e pais, aos irmãos e irmãs, por termos separado famílias e comunidades, pedimos perdão (...) E pelo atentado à dignidade e a humilhação infligida a um povo orgulhoso de si mesmo e da sua cultura, pedimos perdão"
Kevin Rudd, Primeiro Ministro Australiano, no pedido de desculpa oficial à comunidade Aborígene pelos anos de discriminação
4.2.08
3.2.08
1.2.08
Não comentando o artigo em si, não deixo de me arrepiar com as obras em causa: Mamarrachos de gosto duvidoso que, disfarçados de modernos, descaracterizam a arquitectura e tornam o ambiente urbano mais intolerável.
Revelador...
29.1.08
24.1.08
[PAC: Danos colaterais]
A escassez de produção fez disparar os preços nos últimos meses. Nos Açores, região com forte concentração de produção leiteira, os agricultores reconhecem que não conseguem satisfazer a procura da indústria e que esta acumula o bolo maior dos aumentos sentidos recentemente pelos consumidores.
in Público, 24 de Janeiro de 2008
Durante anos ouvimos falar dos limites à produção impostos pela Politica Agrícola Comum (PAC). Dezenas de explorações foram fechadas e chegámos mesmo a ver os lavradores açorianos, em protesto, a despejar leite pelas ruas. Agora vêem-nos com esta...
15.1.08
8.1.08
[momento delicado]
há uma semana que a lei do tabaco está em vigor. este é um momento delicado para o seu sucesso.
Por um lado há sinais de cedências na polémica dos casinos - o director da ASAE deveria ser demitido pela provocação deliberada de que foi protagonista nos primeiros minutos do ano.
Por outro, os radicais do fumo começam a ficar impacientes com a brincadeira e a argumentar de forma quase descontrolada. No público de ontem Pedro Magalhães pôs esse desespero em evidência.
Entretanto, e em contra mão com as petições que exigem a alteração da lei, há por ai uma sondagem a correr na net, cujos resultados parecem dar razão a quem anda satisfeito por não levar com o fumo d@s outr@s.
[adenda ao post anterior]
Entretanto lembrei-me que: em Março, um dos jornais de Nova Iorque trazia uma comparação de várias sondagem onde se mostrava que Obama era o único candidato que poderia derrotar Giuliani, o Republicano que, nessa altura, estava melhor posicionado para a nomeação.
Quando contei por cá esta história, poucas foram as pessoas que acreditaram que, com o avançar da campanha, tal viesse a ser possível. As sondagens já começaram a virar e as perspectivas de Obama no New Hampshire estão a melhorar desde sexta feira, vejamos o resultado amanhã de manhã.
6.1.08
[outside is America]
Nos últimos dias várias têm sido as teorias dos comentaristas da nossa praça para explicar os bons resultados obtidos por Barak Obama, em contraste com a derrota de Clinton, no Caucus do Iowa: simpatia, franqueza, empenho, questões meteorológicas ou capacidade de mobilização são frequentemente apontados como tendo sido determinantes para um desfecho que é encarado com surpresa.
Este não é o meu campeonato, mas não deixa de ser interessante acompanhá-lo de perto.
O naipe de candidatos do Partido Democrático é completamente atípico. Os quatro primeiros classificados no Caucus são tudo aquilo que nunca esteve no currículo de um potencial ganhador das presidenciais: Uma mulher, casada com quem se sabe e com a fama de, em tempos, ter proposto à América um sistema de Saúde apelidado por muitos como socialista (!!??); um jovem negro filho de um imigrante e com raízes muçulmanas; um esquerdista, dentro do padrão; e um hispânico, cuja comunidade de origem, apesar de só ter eleitos a um nível mais secundário, constitui uma percentagem larga da população americana e tem bastante peso eleitoral (determinante na eleição de W. Bush).
O resultado de Obama foi, a todos os níveis, espantoso, até porque falamos de um estado interior, agrícola e com uma população 95% branca. Mas só surpreende quem não percebeu os sinais da onda que se tem vindo a levantar em torno deste homem, que, com a sinceridade e a coerência demonstradas em temas como a Guerra do Iraque, tem conseguido mobilizar a opinião pública de uma forma que muitos não julgavam possível.
No Final de Março de 2007 estive
Vejamos o que acontece no New Hampshire no próximo dia 8.
5.1.08
[dakar]
Muito se tem chorado pelo cancelamento do Lisboa/Dakar.
Eu estou contente: além de não assistirmos às eternas imagens de contraste entre os ricos que vão exibir a sua ociosidade aos africanos, a ausência de automóveis a circular pelo Sahara, bem como de todo o circo que os acompanha, tem um saldo ambiental muito positivo, poupando-se o consumo de milhares de litros de combustível - não havendo a respectiva a emissão de CO2, evitando-se também a produção de toneladas de lixo, cuja grande parte iria abandonado no percurso...
2.1.08
[nem mais]
(...)
Tenho pena que em Portugal uma lei tão sensata tenha sido implementada por um dos governos mais coerentemente e "espertamente" neo-liberais. Posso estar enganado, mas penso que nesta lei pesaram mais os técnicos do Ministério da Saúde, que o programa do governo PS.
Tenho pena que esta lei não tenha sido imposta pelos sindicatos, como uma das formas mais elementares de protecção dos trabalhadores - sobretudo dos que trabalham na restauração.
Tenho pena que tenha sido uma decisão da tecnocracia. É que é sabido, a tecnocracia, ainda que acerte às vezes, falha muitas outras.
Tenho pena que na esquerda, a liberdade de poluir surja como uma contraponto a outra coisa qualquer sempre apresentada como sendo muito (mas muito!) mais importante - a liberdade de ser informado (tanta gente que deve desconhecer os malefícios do tabaco, não é?), de ser estimulado de mil e uma maneiras a deixar o vício (mas então não somos livres de escolher?), a liberdade de ter tratamentos anti-tabágicos pagos (mas... mas... mas... os maços de tabaco, quem os paga afinal?).
Tenho pena que o meu partido tenha tomado a posição ridícula que tomou.
(...)
Um excelente texto do João Luc no Sem luz Não dá
16.12.07
the solid facts
este é um daqueles posts à Pacheco Pereira: uma imagem bucólica e um cumprimento sonolento...
have a nice day!
15.12.07
[prescrição]
Chiara Civello
Posologia - 2 cd's para usar e abusar
Modo de Utilização - tomar com parcimónia, apreciar com deleite.
Efeitos terapêuticos: potencia o reencontro com a música
Efeitos adversos mais comuns: alguma melancolia, especialmente em tardes solarengas de outono.
Não estão descritos casos de intoxicação aguda.
11.12.07
wathcing me
Clarice Lispector, in Um Sopro de Vida
10.12.07
[petição]
Os cerca de 150 sacos de plástico por pessoa produzidos anualmente acarretam graves consequências para o meio ambiente: para além de a sua produção implicar o consumo de combustíveis fósseis e a emissão de gases poluentes, cerca de 90% destes sacos acabam a sua vida em lixeiras, como lixo ou como contentores de desperdícios.
A distribuição gratuita de sacos de plástico por parte dos estabelecimentos comerciais, que é prática corrente Portugal é sinónimo de atraso em termos de consciência ambiental. Países europeus como a Bélgica, Irlanda e a Dinamarca taxam há anos os sacos de plástico, com benefícios óbvios para o meio-ambiente.
Taxar os sacos de plástico é a forma mais eficaz de incentivar os consumidores a usarem sacos reutilizáveis para as suas compras do dia-a-dia.
Por todas estas razões, os cidadãos abaixo-assinados pedem ao governo que não recue na sua intenção de introduzir uma taxa ecológica sobre os sacos de plástico.
9.12.07
O Vento
O vento sopra contra
As janelas fechadas
Na planície imensa
Na planície absorta,
Na planície que está morta
E os cabelos do ar ondulam loucos
Tão compridos que dão a volta ao mundo
Sento-me ao lado das coisas
E bordo toda a noite da minha vida
Aqueles dias tecidos
Que tinham um ar de fantasia
Quando vieram brincar dentro de mim
E o vento contra as janelas
Faz-me pensar que eu talvez seja um pássaro.
Sophia de Mello Breyner Andressen
In Coral
8.12.07
santinhos
Vou implorar aos apóstolos
mas é pior, que desgosto-os
com tanto pecado junto
não lhes pega nem o unto
Vou recorrer aos meus santos
esses, ao menos, são tantos
que há-de haver um que me acuda
senão ainda tenho o Buda
Maomé vai à montanha
o papa, ninguém o apanha
na Rússia, o rato rói a rolha
venha o diabo e escolha
(...)
Sérgio Godinho, O Elixir da Eterna Juventude
5.12.07
[...]
"Não existem construções fortuitas, erguidas à parte da sociedade humana que as edificou, das suas necessidades, esperanças e entendimentos, assim como na cantaria não se encontram linhas aleatórias nem formas sem sentido. A origem e a existência de qualquer construção grandiosa, bela e útil,bem como a sua relação com o lugar que adorna, carregam muitas vezes em si histórias e dramas complexos e misteriosos. Porém, uma coisa é certa: entre a vida dos habitantes da cidade e a ponte existiu sempre um vinculo íntimo e secular"
Ivo Andric, in A ponte sobre o Drina
4.12.07
2.12.07
28.11.07
[no comments]
Portugal ocupa o 29.º lugar da lista de 70 países que possuem um desenvolvimento humano elevado, lista que começa na Islândia e acaba no Brasil.
(...) no anterior relatório, referente a 2004, o País ficara em 28.º lugar. Agora, registamos um valor global do índice de desenvolvimento de 0,897 (na Islândia, é de 0,968 e, no Brasil, de 0,800). Antes, "tínhamos" 0,904.
(...)
in DN 28 de Novembro de 2007
27.11.07
[mijar contra o vento...]
Frente Comum pede a intervenção de Cavaco Silva
A Frente Comum de Sindicatos da Função Pública pediu ao Presidente da República a fiscalização preventiva do decreto-lei relativo ao sistema de vínculos, carreiras e remunerações da função pública, sustentando que este viola normas e princípios constitucionais.(...)
in Público on-line, 27 de Novembro de 2007
21.11.07
["Eu não sou um libertador, os libertadores não existem. O povo liberta-se a si mesmo." *]
A vossa atenção para o excelente artigo do José Neves, editado no publico de hoje e reproduzido no Zero de Conduta, onde o Zé era, até agora, blogger fantasma.
* Che Guevara
[é caso para dizer...]
que a incompetência era tal que os gajos nem conseguiram evitar a ida a tribunal...
19.11.07
[dá que pensar]
Fonte: Latinobarometro,via Arrastão
de caminho ainda me lembrei de um texto escrito em 2004, quando na Venezuela se fez um referendo à continuação de Chávez, exigido pela oposição e ganho pelo Presidente.
A este texto, só acrescento algo que, quando o escrevi, ainda não se sabia: o clareza do processo foi reconhecida por observadores internacionais dos mais diferentes quadrantes.
Agora, como então, continuo céptico ao populismo do senhor, e não me agradam algumas das suas medidas.
Mas recuso embarcar nessa onda politicamente correcta que o condena e o apelida de ditador, ao mesmo tempo que a grosseria do Rei do Estado Espanhol. Nem que seja pelo programa de cuidados de saúde primários e de formação de profissionais que, desde 1999, tem vindo a ser implementado na Venezuela. Além de interclassista (não é só para os pobres), é reconhecido pela OMS como verdadeiramente extraordinário nas metodologias aplicadas e na perspectiva de futuro que encerra.
16.11.07
[nem Rei nem Presidente, viva Zapata!]
Sem querer defender o Chavez, personagem que me suscita muitas dúvidas, deixo aqui uma opinião um pouco diferente daquela que tem feito feito os debates ...
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou ontem (14) a democracia da Venezuela, reiterou a importância do país tornar-se membro pleno do Mercosul e defendeu o presidente Hugo Chávez no polêmico episódio com o rei Juan Carlos da Espanha. “Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem uma coisa para criticar o Chávez. Agora por falta de democracia na Venezuela não é.", disse Lula.































