[diz que é uma espécie de fusão]
Do grafismo desapareceu aquela estranha (!!???) imagem do Daniel a fazer castelos na praia.

O Governo Regional da Madeira vai passar a definir os preços máximos dos combustíveis na Região a partir de sexta-feira por considerar que a liberalização dos preços é ineficaz e devido à "instabilidade dos mercados", anunciou fonte oficial.
(Lusa 31 de Julho)
Ora ora…
Sendo o IVA e o ISP mais baixos na Madeira, temos a prova concreta de que a sua baixa, defendida pelo CDS, pelas gasolineiras e pelos revendedores, não é solução…
O Público de hoje traz uma peça sobre o camaleónico percurso pessoal e político de Berlusconi.Mas, neste artigo, aquilo que melhor define Berlusconi não está escrito. A imagem da capa do suplemento é o melhor enquadramento da vida Sílvio, conjugando a sua faceta pública, o seu amor por Itália (com as cores nacionais em destaque) e a omnipresença do crime organizado: P2 é a designação mais comum para a Loja Maçónica italiana Propaganda Due (Propaganda Dois), organização ilegalizada por suspeita de actividade ilícita e com a qual Berlusconi terá tido relações de proximidade.
Brilhante!
Marinha proíbe massagens nas praias algarvias pois 'todos sabem como começam mas ninguém sabe como acabam'
Qualquer gesto que possa ser interpretado como uma "situação mais íntima" nas praias algarvias está proibido, por ordem do Comando Marítimo do Sul (CMS). Pedir ajuda para espalhar protector solar nas costas, ainda vá que não vá, mas se o movimento deslizar para uma prática que possa ser interpretada como massagem, a Polícia Marítima avança para aplicar uma coima, não vá algum turista queixar-se de atentado ao pudor.
(...)

Duas catástrofes, duas respostas muito diferentes
Fernando Sousa, Público, 15.05.
Sismo na China, ciclone na Birmânia. Duas catástrofes naturais, e vizinhas, com poucos dias de diferença e milhares de mortos e desaparecidos, mas com respostas muito diferentes. As autoridades chinesas correram para as vítimas e abriram-se à ajuda internacional, as birmanesas, suas aliadas, mostraram displicência.
Para acorrer ao terramoto que arrasou cidades, matou e sepultou milhares de pessoas em Sichuan e regiões limítrofes, o Governo de Pequim mobilizou recursos cujo nível diz tanto da tragédia como da vontade
Quando o silêncio em Wenchuan, epicentro do terramoto, sem comunicações, se tornou insuportável, fez chegar, a pé, 200 polícias, que prestaram os primeiros socorros. Mandou para a zona uma equipa de 1300 médicos e enfermeiros militares. Abasteceu de alimentos por pára-quedas populações isoladas. Enviou cem mil militares para o terreno, onde se calcula que dezenas de milhares de pessoas agonizem sob os escombros de casas, escolas ou fábricas. A terra tremeu às14h30 de um dia de trabalho.
Só ontem as autoridades chinesas promoveram a maior operação de transporte aéreo de socorros num só dia. Voos: 79. Soldados enviados: 11.500. Ainda assim, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, que dirige as operações em Dujiangyan, uma das cidades feridas, estava impaciente com a "lentidão" das coisas, escreveu a AFP.
Às ofertas de auxílio do mundo, Pequim continuou a dizer que sim. O Presidente Hu Jintao, contactado por telefone pelo homólogo norte-americano, George W. Bush, aproveitou para dizer que o Tibete é uma questão "interna" do país, mas não recusou os seus 500 mil dólares de ajuda. E está à espera de um avião francês, entre outros, cheio de alimentos e medicamentos.
Na Birmânia, que viu metade do país arrasado pelo ciclone Nargis, catástrofe em que 62 mil pessoas morreram ou desapareceram e dois milhões estão sem nada, e que a própria China pediu que se abrisse aos socorros, a atitude é a contrária. Os socorros demoram e a solidariedade é recusada.
Em resposta às ofertas internacionais, a junta militar no poder desde 1962 barrou a entrada a peritos com experiência na gestão de catástrofes. O embaixador britânico nas Nações Unidas, John Sawers, considerou "admirável" a prontidão da resposta governamental na China, e "muito, muito diferente" a da Birmânia.
1. Untitled, 2. noventa graus, 3. Give piss a chance!, 4. la Unione, 5. Pela tarde, 6. Janela de Alfama, 7. Retrato do Artista Enquanto Jovem, 8. Roma
[Agora sim, terminou a guerra fria]
fria. Tudo foi diferente, depois dessa noite de Novembro de 89. O mundo tornou-se unipolar, o projecto capitalista, que procurava ser alternativo ao soviético, transformou-se num desígnio imperialista, onde, mais do que os estados nação, são as grandes multinacionais (e os seus interesses) que ditam as regras.
O colapso do bloco vermelho era por demais evidente. O fim do pacto de Varsóvia e a debandada dos Estados que estavam por detrás da cortina era uma questão de tempo. Sobravam poucos focos desse mundo que ombreou com a velha Europa e a América durante oito décadas.
Sobravam os regimes ditos comunistas na Ásia, que foram lentamente convertidos ao capitalismo de estado, Cuba, que, como então e apesar das dificuldades, foi mantida em isolamento, e um estado que, no coração da Europa, não entrara na onda Soviética e, talvez por isso, não se arriscava a ser arraso pelo fim da sua história.
Nesses dias do início da década de 90 era a Jugoslávia que importava começar a desmantelar. Foi um trabalho moroso e com vários episódios dramáticos.
As circunstâncias da história fizeram com que a Sérvia se tenha transformado no último bastião dessa ideia desalinhada que Tito criou e sabiamente geriu, tornando-se no inimigo público número um para meio mundo. É verdade que os seus dirigentes fizeram por merecer a fama, mas, e isso é que é sempre escamoteado, a violência e o cinismo não foram um exclusivo de Belgrado. Alias, esta é a história dos Balcãs desde os tempos mais remotos.
Durante os últimos 19 anos a Jugoslávia foi laboriosamente desarticulada. Contra a intolerância, pela liberdade, contra o nacionalismo e o fundamentalismo, foi-se alimentando uma política de interesses dos Estados Unidos da América, de diferentes Estados Europeus e de velhas famílias e oligarquias, baseada, precisamente, na intolerância, no extremismo religioso e no nacionalismo.
O último destes episódios é o Kosovo, território que hoje declarou a sua independência. Fazendo um paralelo, com as devidas distâncias, para o povo Sérvio a independência deste território tem o mesmo peso que teria para os portugueses uma secessão de Guimarães ou de Aljubarrota. A Sérvia foi hoje amputada do berço da sua nação.
Contrariamente ao que acontecia com os restantes territórios da Jugoslávia, o Kosovo nunca teve o estatuto de República. Nem podia ter tido, como já se percebeu. Mas o território, e a sua população maioritariamente Albanesa, sempre tiveram um tratamento de excepção, com um nível de autonomia e um peso muito grandes no quadro da Federação. A alteração desse relacionamento deu-se quando os Estados começam a abandonar a Federação e o nacionalismo Albanês começa a ganhar peso e a fazer-se ouvir pela voz de um braço armado que não era mais que uma guerrilha ligada ao tráfico de droga, de armas e de seres humanos, engrossado por criminosos das guerras da Croácia e da Bósnia – o primeiro Ministro Kosovar é um deles.
A loucura de Milosevic e da sua clique, em conjunto com a loucura dos líderes Kosovares radicais e a irresponsabilidade de quem os apoiou, tornaram intolerável e irresolúvel a tensão no território.
Hoje a Sérvia foi derrotada, fechando-se um dos últimos capítulos da guerra fria. Vejamos que consequências terá esta derrota.
Nos últimos dias várias têm sido as teorias dos comentaristas da nossa praça para explicar os bons resultados obtidos por Barak Obama, em contraste com a derrota de Clinton, no Caucus do Iowa: simpatia, franqueza, empenho, questões meteorológicas ou capacidade de mobilização são frequentemente apontados como tendo sido determinantes para um desfecho que é encarado com surpresa.
Este não é o meu campeonato, mas não deixa de ser interessante acompanhá-lo de perto.
O naipe de candidatos do Partido Democrático é completamente atípico. Os quatro primeiros classificados no Caucus são tudo aquilo que nunca esteve no currículo de um potencial ganhador das presidenciais: Uma mulher, casada com quem se sabe e com a fama de, em tempos, ter proposto à América um sistema de Saúde apelidado por muitos como socialista (!!??); um jovem negro filho de um imigrante e com raízes muçulmanas; um esquerdista, dentro do padrão; e um hispânico, cuja comunidade de origem, apesar de só ter eleitos a um nível mais secundário, constitui uma percentagem larga da população americana e tem bastante peso eleitoral (determinante na eleição de W. Bush).
O resultado de Obama foi, a todos os níveis, espantoso, até porque falamos de um estado interior, agrícola e com uma população 95% branca. Mas só surpreende quem não percebeu os sinais da onda que se tem vindo a levantar em torno deste homem, que, com a sinceridade e a coerência demonstradas em temas como a Guerra do Iraque, tem conseguido mobilizar a opinião pública de uma forma que muitos não julgavam possível.
No Final de Março de 2007 estive
Vejamos o que acontece no New Hampshire no próximo dia 8.
Fonte: Latinobarometro,
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny