5.9.08
3.9.08

Ricardo Quaresma é de origem cigana. Tem orgulho na sua gente e na sua cultura.
Vai jogar para Itália, tem contrato milionário para alinhar na equipa treinada por Mourinho.
Pergunto-me: será que as autoridades italianas, cada vez mais intolerantes, lhe vão impor as medidas especiais que levaram, nos últimos meses, ao cadastramento dos ciganos naquele país?...
1.9.08
[contraditório]
Muito se tem dito sobre a escalada do conflito entre a Rússia e o resto do mundo.
Estava no Báltico quando a coisa estalou. A pouca informação a que tive acesso na altura era muito influência pelo medo daquilo que os Russos poderiam vir a fazer.
Quando voltei percebi mais algumas coisas, e não me espantei ao constatar que, também por cá, o tom do discurso é, quase sempre, de ataque aos russos.
Não estando de acordo com a intervenção na Geórgia, penso que é útil ouvir o que Moscovo tem para dizer...
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A Geórgia foi a gota de água para a Rússia
Público, 01.09.2008,
Oleg Shchedrov, Moscovo
Uma sensação aguda de que o Ocidente enganou Moscovo em relação a melhores laços depois da guerra fria explica por que é que a Rússia, recuperada do colapso pós-soviético, não ignorou a acção da Geórgia e exigiu ser ouvida.
"Podia ter sido a Geórgia ou outra coisa, mas qualquer espécie de gota de água estava aí para vir", comentou um responsável do Kremlin. "Não podemos retirar sempre com um sorriso."
A resposta militar da Rússia à tentativa da Geórgia de retomar as suas províncias separatistas, apoiadas por Moscovo, da Ossétia do Sul e da Abkházia - e agora o reconhecimento da sua independência - aumentou a especulação no Ocidente de um contra-ataque de um ressurgido império soviético. Mas, vista de Moscovo, a situação parece completamente diferente. A Rússia está frustrada com o que vê como sendo o falhanço do Ocidente em cumprir a promessa de pôr as suas relações em planos iguais e com as suas tentativas de cercar a Rússia com um novo "cordão sanitário".
A amargura vem já da década de 1990, quando o Presidente soviético Mikhail Gorbatchov, ansioso por lançar uma nova era nas relações com o Ocidente, concordou com a retirada de tropas da Alemanha de Leste e em dar luz verde à unificação da Alemanha. A Rússia diz que a NATO renegou uma promessa crucial. "A única condição de Moscovo era que a NATO não colocasse tropas na Alemanha de Leste", diz um diplomata russo envolvido nas negociações. "A promessa foi feita, mas logo foi esquecida." Alguns responsáveis da NATO negam esta afirmação.
Nos anos seguintes, as relações com o Ocidente foram levadas a um ponto ainda mais tenso, quando a NATO integrou os países satélites da época soviética do Leste europeu e as antigas repúblicas soviéticas do Báltico - Estónia, Letónia e Lituânia. A Polónia e os Estados bálticos tornaram-se críticos da Rússia dentro da aliança.
Em 1999 a Rússia protestou contra os bombardeamentos da NATO em Belgrado numa campanha militar que acabou por levar, em última análise, a que o Ocidente reconhecesse a independência da província separatista sérvia do Kosovo em Fevereiro deste ano.
Altos responsáveis russos queixaram-se de que a cooperação de Moscovo com o Ocidente em questões fulcrais como a luta contra o terrorismo, o Afeganistão, o Irão e a Coreia do Norte não se têm traduzido numa melhoria das relações. "Há uma sensação de que o Ocidente trata a Rússia apenas como o perdedor da guerra fria, que tem de seguir as regras dos vencedores", disse uma vez Vladimir Putin.
Nos anos 1990, quando a economia russa estava em ruínas, Moscovo escondeu o seu orgulho. Mas o boom dos últimos oito anos permitiu que a Rússia tivesse um papel mais assertivo na economia global e diplomacia internacional. Moscovo decidiu usar um tom diferente. O Ocidente não notou a diferença.
Putin e o seu sucessor Medvedev pediram ao Ocidente que tratasse a Rússia como um parceiro igual num contexto europeu alargado e revisse os acordos de segurança para ter em conta os seus interesses. Mas os protestos russos foram ignorados mais uma vez, diz Moscovo, quando Washington decidiu estacionar elementos do seu escudo antimíssil na Europa de Leste. A acção foi vista por Moscovo como uma ameaça directa à sua segurança, apesar da insistência dos EUA de que serve para repelir um potencial ataque do Irão e não é uma ameaça à Rússia.
Os EUA também pressionaram muito para a integração na NATO da Geórgia e Ucrânia - algo a que Moscovo se opõe fortemente pelos seus profundos laços históricos com estes países.
A Rússia enviou sinais de que a paciência estava a esgotar-se, mas o Ocidente desvalorizou-os, tomando como retórica um discurso duro de Putin em Munique em 2007. De modo semelhante, o Ocidente não reagiu a outros "tiros de aviso" de Moscovo, como voltar a fazer voar bombardeiros sobre o Atlântico e suspender as obrigações da Rússia num pacto sobre armas convencionais na Europa. A intervenção na Geórgia mostra que a Rússia tinha estabelecido um limite.
"A 'entente cordiale' não funcionou", disse o embaixador da Rússia à NATO, Dmitri Rogozin. "As relações devem agora ser pragmáticas", afirmou. "A boa prestação do nosso Exército na Ossétia deixou uma impressão nos nossos parceiros", acrescentou. "Devemos fazer tudo para manter esta impressão e terminar de uma vez por todas com qualquer tentação de os nossos parceiros resolverem os problemas pela força."
26.8.08
[Para Marco Fortes]
Finalmente está disponível o excelente texto do Rui Tavares que vinha no público de ontem.
É sobre o alvoroço que os desportistas de sofá fizeram em torno do insucesso (!!??) da delegação portuguesa em Pequim.
Não podia estar mais de acordo.
25.8.08
1.8.08
31.7.08
[Contradições do Capitalismo: caso prático]
O Governo Regional da Madeira vai passar a definir os preços máximos dos combustíveis na Região a partir de sexta-feira por considerar que a liberalização dos preços é ineficaz e devido à "instabilidade dos mercados", anunciou fonte oficial.
(Lusa 31 de Julho)
Ora ora…
Sendo o IVA e o ISP mais baixos na Madeira, temos a prova concreta de que a sua baixa, defendida pelo CDS, pelas gasolineiras e pelos revendedores, não é solução…
30.7.08
O Público de hoje traz uma peça sobre o camaleónico percurso pessoal e político de Berlusconi.Mas, neste artigo, aquilo que melhor define Berlusconi não está escrito. A imagem da capa do suplemento é o melhor enquadramento da vida Sílvio, conjugando a sua faceta pública, o seu amor por Itália (com as cores nacionais em destaque) e a omnipresença do crime organizado: P2 é a designação mais comum para a Loja Maçónica italiana Propaganda Due (Propaganda Dois), organização ilegalizada por suspeita de actividade ilícita e com a qual Berlusconi terá tido relações de proximidade.
Brilhante!
[inimigo Público rules]
Marinha proíbe massagens nas praias algarvias pois 'todos sabem como começam mas ninguém sabe como acabam'
Qualquer gesto que possa ser interpretado como uma "situação mais íntima" nas praias algarvias está proibido, por ordem do Comando Marítimo do Sul (CMS). Pedir ajuda para espalhar protector solar nas costas, ainda vá que não vá, mas se o movimento deslizar para uma prática que possa ser interpretada como massagem, a Polícia Marítima avança para aplicar uma coima, não vá algum turista queixar-se de atentado ao pudor.
(...)In Público, 30.07.2008
28.7.08
26.7.08
[em contra mão]
José Sócrates assinou hoje um protocolo para construir 2 fábricas de produção de peças para aviões, considerando o momento como "um salto, um pulo"na produção tecnológica do nosso país. Isto numa altura em que o terceiro choque pretolifero, aquele que estamos a atravessar, mostra bem da necessidade de mudança deste paradigma de consumo energético que faz andar os aviões...
22.7.08
18.7.08
10.7.08
2.7.08
[Directiva da Vergonha]
Se a Europa não servir para defender os direitos humanos, não serve para nada.
artigo completo
José Vitor Malheiros
Público, 2 de Julho de 2008
13.6.08
[Irish Times]
Num universo de 495 milhões de cidadãs e cidadãs, só aos irlandeses e Irlandesas é que não foi sonegado o direito de votar a aceitação do tratado de Lisboa.
Eles e elas, com melhores ou piores argumentos - a democracia também é feita disso -, falaram pelas muitas pessoas da União que não se revêem na primazia do mercado, do militarismo e numa visão de funcionamento distorcido das instituições, traves mestras de um tratado que tem o nome de uma cidade linda mas que, em tempos, teve o nome de constituição.
Grande galo...
12.6.08
[cromos da bola]
Descobri que o melhor de ir à bola (...??...) é olhar para tudo menos para o jogo.
Um tratado de sociologia...
6.6.08
[so proud...]
Filomena Marona Beja vence Prémio Romance e Novela APE 2007
06 de Junho de 2008, Lisboa, 06 Jun (Lusa)

FOTO DE AUTOR
A escritora Filomena Marona Beja venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) de 2007 pela obra "A cova do lagarto", anunciou hoje o júri do galardão.
De acordo com o júri, "A Cova do Lagarto" foi escolhido por unanimidade, de entre os 117 romances e novelas editados em 2007 e apresentados a concurso, um número recorde nesta edição do prémio, com o valor de 15 mil euros.
"A cova do lagarto", romance biográfico sobre Duarte Pacheco editado em 2007 pela Sextante Editora, é a quinta obra literária de Filomena Marona Beja, juntando-se a "A Duração dos Crepúsculos" (2006), "A Sopa" (2004), "Betânia" (2000) e "As Cidadãs" (1998).
Filomena Marona Beja, que completa 64 anos no dia 09 de Junho, é natural de Lisboa. O júri foi presidido por José Correia Tavares e incluiu Annabela Rita, Fernando Martinho, José Luís Peixoto, Júlio Moreira e Serafina Martins.
O Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB é atribuído desde 1982, premiando autores como Agustina Bessa-Luís, António Lobo Antunes e Maria Gabriela Llansol, recentemente falecida. As 117 obras a concurso, a maioria de autores masculinos, foram apresentadas por um total de 51 editoras, também aqui um recorde absoluto em 26 edições consecutivas do prémio.
