22.7.08
18.7.08
10.7.08
2.7.08
[Directiva da Vergonha]
Se a Europa não servir para defender os direitos humanos, não serve para nada.
artigo completo
José Vitor Malheiros
Público, 2 de Julho de 2008
13.6.08
[Irish Times]
Num universo de 495 milhões de cidadãs e cidadãs, só aos irlandeses e Irlandesas é que não foi sonegado o direito de votar a aceitação do tratado de Lisboa.
Eles e elas, com melhores ou piores argumentos - a democracia também é feita disso -, falaram pelas muitas pessoas da União que não se revêem na primazia do mercado, do militarismo e numa visão de funcionamento distorcido das instituições, traves mestras de um tratado que tem o nome de uma cidade linda mas que, em tempos, teve o nome de constituição.
Grande galo...
12.6.08
[cromos da bola]
Descobri que o melhor de ir à bola (...??...) é olhar para tudo menos para o jogo.
Um tratado de sociologia...
6.6.08
[so proud...]
Filomena Marona Beja vence Prémio Romance e Novela APE 2007
06 de Junho de 2008, Lisboa, 06 Jun (Lusa)

FOTO DE AUTOR
A escritora Filomena Marona Beja venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) de 2007 pela obra "A cova do lagarto", anunciou hoje o júri do galardão.
De acordo com o júri, "A Cova do Lagarto" foi escolhido por unanimidade, de entre os 117 romances e novelas editados em 2007 e apresentados a concurso, um número recorde nesta edição do prémio, com o valor de 15 mil euros.
"A cova do lagarto", romance biográfico sobre Duarte Pacheco editado em 2007 pela Sextante Editora, é a quinta obra literária de Filomena Marona Beja, juntando-se a "A Duração dos Crepúsculos" (2006), "A Sopa" (2004), "Betânia" (2000) e "As Cidadãs" (1998).
Filomena Marona Beja, que completa 64 anos no dia 09 de Junho, é natural de Lisboa. O júri foi presidido por José Correia Tavares e incluiu Annabela Rita, Fernando Martinho, José Luís Peixoto, Júlio Moreira e Serafina Martins.
O Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB é atribuído desde 1982, premiando autores como Agustina Bessa-Luís, António Lobo Antunes e Maria Gabriela Llansol, recentemente falecida. As 117 obras a concurso, a maioria de autores masculinos, foram apresentadas por um total de 51 editoras, também aqui um recorde absoluto em 26 edições consecutivas do prémio.
28.5.08
[o culpado não era o preço do Barril?]
Apesar do preço do barril de petróleo ter registado uma diminuição, a GALP e a Repsol voltaram a aumentar, à meia-noite desta quarta-feira, o preço dos combustíveis. Esta é a vigésima primeira subida do preço dos combustíveis desde o início do ano e o litro de gasolina já ultrapassou os 1,5 euros nas bombas da GALP. Por cá e no resto da Europa sucedem-se os protestos.
22.5.08
[eu não fui...]
Para quem gosta de efemérides, fiquem sabendo que faz hoje dez anos que abriu a expo 98. O tempo passa.
Devo ter sido das poucas pessoas que não foi à Expo por opção (por falta de dinheiro houve muitos de certeza). Desagradavam-me as desigualdades em que assentava o evento e que iam contra a filosofia - os desalojados que, anos depois, ainda viviam em condições miseráveis, a cultura a preço exorbitante, a oportunidade de enriquecimento fácil, a operação de especulação imobiliária que se preparava... Em resumo, a histeria em torno dessa obra do regime afrontava-me.
Uns dias antes da abertura, no ensaio geral, os telejornais abriam com Jorge Coelho e António Vitorino abraçados dizendo que "somos um grande país". Era o tempo das vacas gordas. Todas Guterristas, claro está.
Olhar o país, dez anos depois e com os herdeiros do Guterrismo no poder, é um exercício interessante.
O atraso estrutural não foi ultrapassado.
A riqueza continua mal dividida e os negociatas continuam a fazer-se.
A privatização do ensino, denunciada pel@s estudantes à porta da exposição no dia da abertura, avança a todo o vapor.
O trabalho precário, que nesse verão foi pago a peso de ouro, é agora mal pago e regra.
A cultura do país, ou melhor, de Lisboa, ganhou outro animo, mas nunca mais teve a pujança desse verão.
O recinto do certame é uma das zonas mais aprazíveis de Lisboa, com uma arquitectura fascinante e uma relação privilegiada com o rio. No entanto, a especulação imobiliária continua.
Há uma grande cidade dentro da cidade, sendo a falta de equipamentos um dos grandes problemas que enfrenta.
Os espaços de estacionamento estão, progressivamente a ser substituidos por torres cuja sombra priva de sol muitos metros de rua.
O Pavilhão do futuro, suprema ironia, virou casino e o espólio de muitos outros foi perdido.
Enfim... Não fui e não me arrependo.
18.5.08

15.5.08
Duas catástrofes, duas respostas muito diferentes
Fernando Sousa, Público, 15.05.
Sismo na China, ciclone na Birmânia. Duas catástrofes naturais, e vizinhas, com poucos dias de diferença e milhares de mortos e desaparecidos, mas com respostas muito diferentes. As autoridades chinesas correram para as vítimas e abriram-se à ajuda internacional, as birmanesas, suas aliadas, mostraram displicência.
Para acorrer ao terramoto que arrasou cidades, matou e sepultou milhares de pessoas em Sichuan e regiões limítrofes, o Governo de Pequim mobilizou recursos cujo nível diz tanto da tragédia como da vontade
Quando o silêncio em Wenchuan, epicentro do terramoto, sem comunicações, se tornou insuportável, fez chegar, a pé, 200 polícias, que prestaram os primeiros socorros. Mandou para a zona uma equipa de 1300 médicos e enfermeiros militares. Abasteceu de alimentos por pára-quedas populações isoladas. Enviou cem mil militares para o terreno, onde se calcula que dezenas de milhares de pessoas agonizem sob os escombros de casas, escolas ou fábricas. A terra tremeu às14h30 de um dia de trabalho.
Só ontem as autoridades chinesas promoveram a maior operação de transporte aéreo de socorros num só dia. Voos: 79. Soldados enviados: 11.500. Ainda assim, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, que dirige as operações em Dujiangyan, uma das cidades feridas, estava impaciente com a "lentidão" das coisas, escreveu a AFP.
Às ofertas de auxílio do mundo, Pequim continuou a dizer que sim. O Presidente Hu Jintao, contactado por telefone pelo homólogo norte-americano, George W. Bush, aproveitou para dizer que o Tibete é uma questão "interna" do país, mas não recusou os seus 500 mil dólares de ajuda. E está à espera de um avião francês, entre outros, cheio de alimentos e medicamentos.
Na Birmânia, que viu metade do país arrasado pelo ciclone Nargis, catástrofe em que 62 mil pessoas morreram ou desapareceram e dois milhões estão sem nada, e que a própria China pediu que se abrisse aos socorros, a atitude é a contrária. Os socorros demoram e a solidariedade é recusada.
Em resposta às ofertas internacionais, a junta militar no poder desde 1962 barrou a entrada a peritos com experiência na gestão de catástrofes. O embaixador britânico nas Nações Unidas, John Sawers, considerou "admirável" a prontidão da resposta governamental na China, e "muito, muito diferente" a da Birmânia.
28.4.08
Digo-vos: não há nada mais belo e poético que o empedrado das ruas de san Lorenzo, essa passadeira que liga todos os recantos do quartiere rosso. Quem se atreve a percorre-la entra na Itália profunda dos centros sociais e das pizzarias familiares, paredes meias com os apartamentos de estudantes, a velha sede do PCI ou as lojas freaks. Ali, as fachadas ainda guardam memória ( eo buraco das balas) da batalha de Roma e dos partingiani que ali cairam pela liberdade....
Recordo tudo isto com um misto de nostalgia e mágoa, ao saber que, nos próximos anos, o Município de Roma vai ser governado por um fascista.
