[Projecto Março #3]


O programa "Os Cantos da Casa" surgiu na Rádio Nova, no Porto, desde a abertura daquela estação, em 1989 e ali se manteve até 1992. Ainda neste mesmo ano, prosseguiu uma efémera existência na Rádio Press, também do Porto. Trata-se de um programa de (e sobre) música portuguesa, nas vertentes da sua divulgação e da sua crítica, partindo do pressuposto de que existe, em todos os géneros, música portuguesa de qualidade. E mesmo em quantidade mais do que suficiente para preencher a maior parte do tempo das emissões de rádio nacionais.O projecto que enforma "Os Cantos da Casa" foi para o ar pela primeira vez em 1987,na Rádio Cultural de Ermesinde, com o título "Viagens na minha Terra". Daí transitou para o Rádio Clube do Porto (dirigido por Rui Lima Jorge, recentemente desaparecido), mudando de nome para " O nosso Canto".Após catorze anos de letargia, "Os Cantos da Casa" habitam, a partir de agora, o Esquerda.Rádio.
3 dias depois da mudança, algumas notas sobre o novo público.
Gosto do novo arranjo gráfico e, sobretudo, do tipo de letra com que é escrito (a anterior causava-me vertigem).
Faz falta o velho logo desenhado por Henrique Caiate. Assumo o meu conservadorismo estético nesta matéria. o P só tem a vantagem de ser vermelho, embora o jornal se mostre cada vez menos canhoto.
A organização do Jornal torna-o mais apetecivel, no entanto o Bartoon e o Calvin estão mal arrumados na P2, uma vez que são elementos fundamentais do jornal. Por outro lado, a publicidade no caderno principal é um estorvo.
Gosto da ideia da opinião estar nas últimas páginas, para quem lê o jornal ao contrário (uma vez li que é uma herança da cultura muçulmana). Parece-me que o painel de cronistas é menos plural, apesar do Rui Tavares etr direito a duas crónicas semanais.
Gosto da ideia da fotografia a cores, mas penso que o preto e branco, enquanto forma de transmissão de mensagem e de arte, deveria ter espaço no jornal.
Sobre a linha editorial e a P2 não me vou pronunciar ainda.

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[guerra suja]
Depois de muito provocados, os mentores deste estudo publicam a ficha técnica da sua "sondagem".
Olhando para a ficha técnica, encontram-se algumas debilidades que convem sublinhar... vejamos apenas 3
1- Universo
O universo consistiu nos residentes (portugueses) no continente português com 18 ou mais anos.
Mas a primeira pergunta que apresentam é dirigida apenas a mulheres :
Se estivesse Gravida e atravessasse um mau momento (...)
2- A Amostra
1. Foram obtidos 1880 inquéritos válidos.
2. Foram definidos 36 pontos de amostragem, correspondentes a outras tantas freguesias.
3. As freguesias foram seleccionadas aleatoriamente em cada região do Continente.
Mas não se diz como foram seleccionados @s respondentes aos inquéritos. foi aleatoriamente? foi à porta da Igreja? foi no centro de saúde, no lar da terceira idade, na sede local da ajuda de berço ou do CDS?....
3 - O instrumento de recolha de dados
O instrumento de recolha da informação foi constituído por um inquérito estruturado, com perguntas fechadas.
para lá da parcialidade das questões, continuamos sem saber a quem foram colocadas e como foram colocadas. Por telefone? em papel, garantindo-se anonimato?
Enfim... se o estudo já parecia feito de encomenda, a ficha técnica ainda reforça mais esta opinião.
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[a pergunta que se impõe]
O Puto sabia o que estava a fazer ou foi um momento "portugal no seu melhor"?
Barbara Kruger
talvez fosse boa ideia fazer um cartaz destes com fotos de alguns ditos defensires da vida da nossa praça. por estes dia, quando se aproxima uma nova e ardua discussão sobre a IVG, haverá muito "pró-vida" por aí a tentar esquecer-se que apoiou as guerras no Iraque e Afeganistão.
