#1
[razões pelo sim]
O texto está cheio de alçapões, mas não deixa de ser, na minha óptica, completamente favorável ao SIM.
É escrito por um Padre, Anselmo Borges, que também é professor de Filosofia. Vale a pena ler.
21.1.07
19.1.07
#1 [Quanto a mim...]
esta é mais uma razão para votar sim...
"Os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas", garante o cónego Tarcísio Alves, pároco há cinco anos em Castelo de Vide (Portalegre). A excomunhão automática atinge ainda "todos os intervenientes na execução do crime, como, por exemplo, médicos e enfermeiros", sublinha, enquanto consulta página a página o Código Canónico." (...)
in DN, 19 de Janeiro de 2006
esta é mais uma razão para votar sim...
"Os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas", garante o cónego Tarcísio Alves, pároco há cinco anos em Castelo de Vide (Portalegre). A excomunhão automática atinge ainda "todos os intervenientes na execução do crime, como, por exemplo, médicos e enfermeiros", sublinha, enquanto consulta página a página o Código Canónico." (...)
in DN, 19 de Janeiro de 2006
18.1.07
#1
Razões pelo Sim
retirado de www.votosim.blogspot.com
Cumprem-se hoje 5 anos sobre a leitura da sentença do Julgamento da Maia.A quem, no campo do Não, usa como argumento que a lei que temos não levou nenhuma condenação, recomenda-se a leitura da reportagem sobre o processo, assinada por Ana Cristina Pereira e em destaque na edição de hoje do Público.Para lá dos factos, temos algumas histórias, contadas por quem as viveu.São dramas na primeira pessoa, relatos impressionantes da clandestinidade, da mágoa e da dúvida das mulheres que decidiram recorrer ao Aborto. E também da vergonha, da devassa e da violência com que foram tratadas pelo Estado, ao abrigo da mais injusta das leis.Para que não se repitam estas e outras histórias, há que mudar a Lei.No dia 11 de Fevereiro é preciso votar SIM.
Julgamento da Maia recuperou discussão sobre a despenalização do aborto
"Sentia-me tão pequena"
"Cresci sem pai e sei quanto isso custa"
"OU AS AJUDAVA OU IAM METER AGULHAS EM CASA DA VIZINHA"
Alguns dos julgamentos dos últimos anos
Razões pelo Sim
retirado de www.votosim.blogspot.com
Cumprem-se hoje 5 anos sobre a leitura da sentença do Julgamento da Maia.A quem, no campo do Não, usa como argumento que a lei que temos não levou nenhuma condenação, recomenda-se a leitura da reportagem sobre o processo, assinada por Ana Cristina Pereira e em destaque na edição de hoje do Público.Para lá dos factos, temos algumas histórias, contadas por quem as viveu.São dramas na primeira pessoa, relatos impressionantes da clandestinidade, da mágoa e da dúvida das mulheres que decidiram recorrer ao Aborto. E também da vergonha, da devassa e da violência com que foram tratadas pelo Estado, ao abrigo da mais injusta das leis.Para que não se repitam estas e outras histórias, há que mudar a Lei.No dia 11 de Fevereiro é preciso votar SIM.
Julgamento da Maia recuperou discussão sobre a despenalização do aborto
"Sentia-me tão pequena"
"Cresci sem pai e sei quanto isso custa"
"OU AS AJUDAVA OU IAM METER AGULHAS EM CASA DA VIZINHA"
Alguns dos julgamentos dos últimos anos
17.1.07
#1 [Ella's stamp]
Os serviços postais dos USA editaram recentenmente um novo selo, em memória de Ella Fitzgerald, um vulto incontornável da cultura Norte Americana e daquilo que, por lá, é definido como o património negro.
Este é um encanto que o e-mail não tem.
Aplausos!
16.1.07
#1
[Clareza nos argumentos]
Os ditos defensores da vida têm vindo a transformar os debates em que participam numa cruzada moral pela vida e pela economia do SNS. E não se envergonham de usar toda a espécie de argumentos para atordoar quem os ouve, numa verdadeira estratégia de Choque e Pavor.
O primeiro argumento usado costuma andar à volta da expressão interrupção Voluntária da Gravidez.
Dizem-nos que interrupção não é, porque uma interrupção supõe um recomeço e o aborto não permite recomeçar. Aproveitam a deixa para dizer que o que o SIM quer é liberalizar o Aborto.
Esta conversa andava a acender uma luz dentro da minha cabeça. há neste argumento um grau de imprecisão que importa observar.
Hoje sentei-me com o Dicionário da Lingua Portuguesa Comtemporânea, Academia das Ciências de Lisboa, da Editora Verbo (2001) e li, na página 2142, Tomo II. A minha suspeita não era infundada:
Interromper: (...) 3. Impedir, cortar a continuação, a continuidade de alguma coisa. (...)
Interrompido:(...) 1. Que foi suspenso ou parado (...) 2. Que está impedido, obstruído.
Interrupção: (...) 3. Acção de cortar, de impedir a continuidade de alguma coisa. Interrupção Voluntária da Gravidez. (...) 5. Aquilo que faz parar, que faz cessar uma acção ou estado. (...)
[Clareza nos argumentos]
Os ditos defensores da vida têm vindo a transformar os debates em que participam numa cruzada moral pela vida e pela economia do SNS. E não se envergonham de usar toda a espécie de argumentos para atordoar quem os ouve, numa verdadeira estratégia de Choque e Pavor.
O primeiro argumento usado costuma andar à volta da expressão interrupção Voluntária da Gravidez.
Dizem-nos que interrupção não é, porque uma interrupção supõe um recomeço e o aborto não permite recomeçar. Aproveitam a deixa para dizer que o que o SIM quer é liberalizar o Aborto.
Esta conversa andava a acender uma luz dentro da minha cabeça. há neste argumento um grau de imprecisão que importa observar.
Hoje sentei-me com o Dicionário da Lingua Portuguesa Comtemporânea, Academia das Ciências de Lisboa, da Editora Verbo (2001) e li, na página 2142, Tomo II. A minha suspeita não era infundada:
Interromper: (...) 3. Impedir, cortar a continuação, a continuidade de alguma coisa. (...)
Interrompido:(...) 1. Que foi suspenso ou parado (...) 2. Que está impedido, obstruído.
Interrupção: (...) 3. Acção de cortar, de impedir a continuidade de alguma coisa. Interrupção Voluntária da Gravidez. (...) 5. Aquilo que faz parar, que faz cessar uma acção ou estado. (...)
13.1.07
#1
[sapos radioactivos que temos de engolir...]
"É injusto dizer que quem defende o SIM é apologista de uma cultura de morte, pois isso cria o equivoco de que se vai promover a prática do aborto"
Teresa Caeiro, Deputada do CDS/PP
in Expresso, 13 de Janeiro de 2007
Laborinho Lúcio rompe o silêncio, em declarações ao DN, para revelar o seu sentido de voto no referendo à interrupção voluntária da gravidez do próximo dia 11: vai optar pelo "sim". Ex-ministro da Justiça no último dos governos liderados pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva, Laborinho defende a despenalização do aborto por considerar que a actual moldura legal gera "situações injustas para as mulheres", uma vez que "na prática só estão impedidas de fazer o aborto aquelas que não têm condições económicas para interromperem a gravidez num país estrangeiro".
in DN, 13 de Janeiro de 2007
[sapos radioactivos que temos de engolir...]
"É injusto dizer que quem defende o SIM é apologista de uma cultura de morte, pois isso cria o equivoco de que se vai promover a prática do aborto"
Teresa Caeiro, Deputada do CDS/PP
in Expresso, 13 de Janeiro de 2007
Laborinho Lúcio rompe o silêncio, em declarações ao DN, para revelar o seu sentido de voto no referendo à interrupção voluntária da gravidez do próximo dia 11: vai optar pelo "sim". Ex-ministro da Justiça no último dos governos liderados pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva, Laborinho defende a despenalização do aborto por considerar que a actual moldura legal gera "situações injustas para as mulheres", uma vez que "na prática só estão impedidas de fazer o aborto aquelas que não têm condições económicas para interromperem a gravidez num país estrangeiro".
in DN, 13 de Janeiro de 2007
11.1.07
8.1.07
#1
[007 - Ano Bond]
Não cheguei atrasado a 2007, mas umas curtas férias mantiveram-me um pouco desligado do mundo virtual onde me costumo mover.
Entre a ressaca das festas, as passas, uma boda e diversas vagas invasoras (o guest book lá de casa ganhou mais umas entradas), ainda aproveitei para uma menage à trois com a bio-estatistica e a Epidemiologia - duas gajas tramadas, quando se juntam tornam-se dificeis de acompanhar.
Para 2007 algumas palavras que me acendem o desejo: SIM, boas notas, fotografia, exposição, Viagem, Nova Iorque, palavras, paz.
a ver vamos.
[007 - Ano Bond]
Não cheguei atrasado a 2007, mas umas curtas férias mantiveram-me um pouco desligado do mundo virtual onde me costumo mover.
Entre a ressaca das festas, as passas, uma boda e diversas vagas invasoras (o guest book lá de casa ganhou mais umas entradas), ainda aproveitei para uma menage à trois com a bio-estatistica e a Epidemiologia - duas gajas tramadas, quando se juntam tornam-se dificeis de acompanhar.
Para 2007 algumas palavras que me acendem o desejo: SIM, boas notas, fotografia, exposição, Viagem, Nova Iorque, palavras, paz.
a ver vamos.
29.12.06
#3
[Memória]
A perda de memória(s) e da noção do tempo, do que se foi passando, da forma como as coisas se ligam entre si - apesar da compreensão de algumas ligações ser demorada ou nunca acontecer - é um dos piores cenários que posso imaginar. De facto, a perda da memória é um medo que, não paralizando, está lá e ocupa um lugar cimeiro na galeria das emoções.
Talvez por isso goste tanto de ler, de cinema, da fotografia. Talvez por isso tenha um dia decidido escrever um blogue, este blogue. Para dar espaço à memória, para a conseguir alargar.
com as mudanças de servidor, parte desta memória digital ficou retida algures. não os posts - acho que estão todos em arquivo, mas outras pequenas coisas que também fazem parte desta construção. A ver vamos se as consigo recuperar.
[Memória]
A perda de memória(s) e da noção do tempo, do que se foi passando, da forma como as coisas se ligam entre si - apesar da compreensão de algumas ligações ser demorada ou nunca acontecer - é um dos piores cenários que posso imaginar. De facto, a perda da memória é um medo que, não paralizando, está lá e ocupa um lugar cimeiro na galeria das emoções.
Talvez por isso goste tanto de ler, de cinema, da fotografia. Talvez por isso tenha um dia decidido escrever um blogue, este blogue. Para dar espaço à memória, para a conseguir alargar.
com as mudanças de servidor, parte desta memória digital ficou retida algures. não os posts - acho que estão todos em arquivo, mas outras pequenas coisas que também fazem parte desta construção. A ver vamos se as consigo recuperar.
#2 [razões do Sim]
Curioso é ver o silêncio dos ditos defensores da vida quando os argumentos são estes.
É para que o acompanhamento médico das mulheres seja uma realidade que votarei sim e é também por isso, mas não só, que faço campanha activamente.
*****************
Medicamento com efeito abortivo já matou em Portugal
in Público, 29 de Dezembro de 2006
A utilização do medicamento para o estômago misoprostol, com efeitos abortivos, sem supervisão médica é "muito perigosa", pois estes fármacos podem ser fatais, existindo já alguns casos mortais em Portugal, disse à Lusa um especialista.
Luís Graça, presidente do colégio da especialidade de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos, falava a propósito da detenção, na quarta-feira, de duas pessoas em Madrid por venda do misoprostol através da Internet. De acordo com as autoridades espanholas, os detidos venderam doses deste medicamento para várias cidades espanholas e para outros países, incluindo Portugal.
Em Portugal, este medicamento só pode ser vendido em farmácias e mediante receita médica. É indicado para o tratamento da úlcera péptica e prevenção de lesões gastroduodenais, embora seja usado na indução do trabalho de parto ou no aborto terapêutico. Uma das suas reacções adversas é o risco de provocar aborto, sendo, por isso, utilizado para a interrupção voluntária da gravidez.
Luís Graça lembrou um caso recente em que uma jovem de 14 anos foi hospitalizada e acabou por morrer, depois de ingerir, sem qualquer acompanhamento médico, 60 comprimidos de misoprostol.
com LUSA
Curioso é ver o silêncio dos ditos defensores da vida quando os argumentos são estes.
É para que o acompanhamento médico das mulheres seja uma realidade que votarei sim e é também por isso, mas não só, que faço campanha activamente.
*****************
Medicamento com efeito abortivo já matou em Portugal
in Público, 29 de Dezembro de 2006
A utilização do medicamento para o estômago misoprostol, com efeitos abortivos, sem supervisão médica é "muito perigosa", pois estes fármacos podem ser fatais, existindo já alguns casos mortais em Portugal, disse à Lusa um especialista.
Luís Graça, presidente do colégio da especialidade de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos, falava a propósito da detenção, na quarta-feira, de duas pessoas em Madrid por venda do misoprostol através da Internet. De acordo com as autoridades espanholas, os detidos venderam doses deste medicamento para várias cidades espanholas e para outros países, incluindo Portugal.
Em Portugal, este medicamento só pode ser vendido em farmácias e mediante receita médica. É indicado para o tratamento da úlcera péptica e prevenção de lesões gastroduodenais, embora seja usado na indução do trabalho de parto ou no aborto terapêutico. Uma das suas reacções adversas é o risco de provocar aborto, sendo, por isso, utilizado para a interrupção voluntária da gravidez.
Luís Graça lembrou um caso recente em que uma jovem de 14 anos foi hospitalizada e acabou por morrer, depois de ingerir, sem qualquer acompanhamento médico, 60 comprimidos de misoprostol.
com LUSA
27.12.06
26.12.06
24.12.06
21.12.06
#1 [e para prevenir o aborto... ]
Fidelidade e abstinência contra a sida
Uma vez casados, fiéis. E antes do casamento, a abstinência. São estas as armas para combater a sida, de acordo com o cardeal Javier Lozano Barragan, que preparou um estudo sobre o uso do preservativo feito a pedido do Papa Bento XVI.
O responsável pelo Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde não sabe se o Vaticano vai emitir um documento sobre o uso do preservativo depois de analisar o seu trabalho. Mas sublinhou, à margem de uma conferência sobre sida, em Roma, que o facto de Bento XVI ter solicitado o estudo mostra que é seu desejo combater a doença. O estudo aborda apenas a possibilidade de dentro do casal um dos parceiros poder ficar infectado com o HIV - a Igreja opõe-se à utilização de preservativo.
Ontem, na conferência, Karen Stanecki, da agência das Nações Unidas para a sida (Unaids), aplaudiu o facto de o Papa estar a falar mais sobre a doença. Depois, lembrou que nalguns países, como o Gana, a sida está a aumentar entre as mulheres casadas ao ponto de estas correrem três vezes mais risco de ser infectadas do que as solteiras.
Fidelidade e abstinência contra a sida
in Público, 21 de Dezembro de 2006
Uma vez casados, fiéis. E antes do casamento, a abstinência. São estas as armas para combater a sida, de acordo com o cardeal Javier Lozano Barragan, que preparou um estudo sobre o uso do preservativo feito a pedido do Papa Bento XVI.
O responsável pelo Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde não sabe se o Vaticano vai emitir um documento sobre o uso do preservativo depois de analisar o seu trabalho. Mas sublinhou, à margem de uma conferência sobre sida, em Roma, que o facto de Bento XVI ter solicitado o estudo mostra que é seu desejo combater a doença. O estudo aborda apenas a possibilidade de dentro do casal um dos parceiros poder ficar infectado com o HIV - a Igreja opõe-se à utilização de preservativo.
Ontem, na conferência, Karen Stanecki, da agência das Nações Unidas para a sida (Unaids), aplaudiu o facto de o Papa estar a falar mais sobre a doença. Depois, lembrou que nalguns países, como o Gana, a sida está a aumentar entre as mulheres casadas ao ponto de estas correrem três vezes mais risco de ser infectadas do que as solteiras.
20.12.06
18.12.06
#2 [digno de registo]
Catlunha: Casas devolutas podem ser expropriadas
in Público, 18 de Dezembro de 2006
O governo regional da Catalunha aprovou uma lei que obriga o proprietário a arrendar os seus apartamentos sempre que estejam vazios há mais de dois anos. Caso se recusem a fazê-lo poderão, em casos extremos, ser temporariamente expropriados, passando as autoridades a deter o poder de pôr os imóveis devolutos no mercado de arrendamento por um período até seis anos. Combater a especulação e regular o mercado imobiliário são os objectivos da medida, intitulada lei do direito à habitação. Os proprietários poderão receber um subsídio do governo regional como incentivo à reabilitação das suas casas. Em contrapartida, se se provar que assediaram os inquilinos - uma prática muito comum em Espanha, destinada a fazer com que os ocupantes se vão embora - arriscam-se a multas que podem chegar aos 900 mil euros.
Catlunha: Casas devolutas podem ser expropriadas
in Público, 18 de Dezembro de 2006
O governo regional da Catalunha aprovou uma lei que obriga o proprietário a arrendar os seus apartamentos sempre que estejam vazios há mais de dois anos. Caso se recusem a fazê-lo poderão, em casos extremos, ser temporariamente expropriados, passando as autoridades a deter o poder de pôr os imóveis devolutos no mercado de arrendamento por um período até seis anos. Combater a especulação e regular o mercado imobiliário são os objectivos da medida, intitulada lei do direito à habitação. Os proprietários poderão receber um subsídio do governo regional como incentivo à reabilitação das suas casas. Em contrapartida, se se provar que assediaram os inquilinos - uma prática muito comum em Espanha, destinada a fazer com que os ocupantes se vão embora - arriscam-se a multas que podem chegar aos 900 mil euros.
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