#2
[de crime inqualificável a filme premiado]
"ERA UMA VEZ UM ARRASTÃO" GANHA MENÇÃO HONROSA
in Esquerda
Diana Andringa, realizadora do vídeo "Era Uma Vez um Arrastão", recebeu uma menção honrosa na Primeira Edição do Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos, Tolerância e Luta contra a Discriminação na Comunicação Social", promovido pela Comissão Nacional da UNESCO e pelo Instituto de Comunicação Social. O vídeo foi divulgado exclusivamente pela Internet, com o objectivo de denunciar a farsa montada em torno de um crime, um "arrastão" no dia 10 de Junho na Praia de Carcavelos, que na verdade nunca existiu. E também expor a atitude dos média perante uma história explosiva e as consequências políticas e sociais de uma notícia falsa. Mesmo depois de ter ficado amplamente reconhecido que o arrastão realmente nunca existiu, este vídeo nunca foi exibido nas televisões. Mas ainda pode ser visto aqui.
O Prémio teve dois vencedores ex-aequo: Bernardo Ferrão, pela peça "A um salto", apresentada na SIC, e Jaime Cravo, pela peça "Meio de Fuga" apresentada na Sport TV.
Além da menção honrosa a Diana Andringa, o júri, constituído por Guilherme d'Oliveira Martins e pelos jornalistas Ana Sousa Dias e José Solano de Almeida, decidiu atribuir menções honrosas a Anabela Saint Maurice, pela peça "Agora Existo", apresentada na RTP1 e a Luís Miguel Loureiro, pela peça "Flutuantes", apresentada na RTP1.
15.11.06
#1
[ode ao meu burocrático carimbo]
O Guardador de Rebanhos
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
[ode ao meu burocrático carimbo]
O Guardador de Rebanhos
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
(...)
Alberto Caeiro
filho de um guarda livros.
13.11.06
#2
[Keith Jarrett]
Não há dúvida, o gajo é bom.
Os avozinhos que o acompanham (Gary Peacock no contrabaixo e Jack de DeJohnette na bateria) não lhe ficam atrás.
Estiveram à altura das expectativas, percebe-se porque é que a sala esgotou num ápice e houve muita gente triste por não ter um lugarzinho. Mas... um concerto de jazz onde a tosse tem de ser engolida e as palmas após um solo são repridas, não tem o mesmo sabor.
[Keith Jarrett]
Não há dúvida, o gajo é bom.
Os avozinhos que o acompanham (Gary Peacock no contrabaixo e Jack de DeJohnette na bateria) não lhe ficam atrás.
Estiveram à altura das expectativas, percebe-se porque é que a sala esgotou num ápice e houve muita gente triste por não ter um lugarzinho. Mas... um concerto de jazz onde a tosse tem de ser engolida e as palmas após um solo são repridas, não tem o mesmo sabor.
7.11.06
#1
[revisionismo*]
Não percebo se a intenção da JSD é exigir a revogação do código do trabalho tendencialmente precarizante que os governos Durão/Portas/Bagão/Santana deixaram de herança ao país ou se os laranjit@s pretendem apenas fazer esquecer que o PSD é o pai (e o PS a mãe) dos recibos verdes que atormentam esta geração...
Não me admiro que, com o agravar da situação de desespero ideológico em que se encontra, Marques Mendes ainda venha a defender o mesmo...
*ou Estes gajos andaram a fumar umas de má qualidade
6.11.06
#2
[mitos urbanos]
Alguma vez perdeu um órgão numa loja chinesa?
Elsa Costa e Silva e Paula Ferreira, in DN 29 Outubro de 2006 (mais notícias aqui e aqui)
Já quase todos ouviram a história: o pai deixou a filha à porta de uma loja chinesa e aguardou no estacionamento. Após uma longa espera, procurou-a no interior da casa comercial, mas ninguém a tinha visto. Num gesto de desespero, chamou a polícia, que, ajudada por cães treinados, conseguiu detectar a jovem. Estava escondida numa zona obscura, de acesso por alçapão, e em várias partes do seu corpo havia marcas enigmáticas. A jovem é libertada... pouco antes de ser "morta para tráfico de órgãos".
A mensagem navegou na Internet, reenviada de amigo para amigo, daqui para um conhecido, e não tardou a correr de boca em boca por cidades e aldeias. Como qualquer boato, muitas vezes repetido, torna-se em "verdade". Uma verdade construída, ampliada pelo medo.
E o que há, afinal, de verdade nesta história? Nada. Estamos perante um mito urbano, sustentado num rumor. Neste relato de tráfico de órgãos até entra a polícia, uma técnica usada para dar credibilidade. Contactadas pelo DN, as forças de segurança desmentem ter sido chamadas a qualquer loja chinesa. No departamento de relações públicas da GNR conhecem a mensagem, mas na sua área de jurisdição nunca foi solicitada a presença em casas comerciais de asiáticos. "Até à data não temos qualquer registo", esclarece o major Damião Ferreira, do Comando do Carmo da GNR, que cobre toda a região norte. Da Polícia Judiciária, resposta no mesmo sentido: "Não há qualquer investigação ou processo de investigação sobre essa matéria."
(...)
[mitos urbanos]
Alguma vez perdeu um órgão numa loja chinesa?
Elsa Costa e Silva e Paula Ferreira, in DN 29 Outubro de 2006 (mais notícias aqui e aqui)
Já quase todos ouviram a história: o pai deixou a filha à porta de uma loja chinesa e aguardou no estacionamento. Após uma longa espera, procurou-a no interior da casa comercial, mas ninguém a tinha visto. Num gesto de desespero, chamou a polícia, que, ajudada por cães treinados, conseguiu detectar a jovem. Estava escondida numa zona obscura, de acesso por alçapão, e em várias partes do seu corpo havia marcas enigmáticas. A jovem é libertada... pouco antes de ser "morta para tráfico de órgãos".
A mensagem navegou na Internet, reenviada de amigo para amigo, daqui para um conhecido, e não tardou a correr de boca em boca por cidades e aldeias. Como qualquer boato, muitas vezes repetido, torna-se em "verdade". Uma verdade construída, ampliada pelo medo.
E o que há, afinal, de verdade nesta história? Nada. Estamos perante um mito urbano, sustentado num rumor. Neste relato de tráfico de órgãos até entra a polícia, uma técnica usada para dar credibilidade. Contactadas pelo DN, as forças de segurança desmentem ter sido chamadas a qualquer loja chinesa. No departamento de relações públicas da GNR conhecem a mensagem, mas na sua área de jurisdição nunca foi solicitada a presença em casas comerciais de asiáticos. "Até à data não temos qualquer registo", esclarece o major Damião Ferreira, do Comando do Carmo da GNR, que cobre toda a região norte. Da Polícia Judiciária, resposta no mesmo sentido: "Não há qualquer investigação ou processo de investigação sobre essa matéria."
(...)
#1
[Outra coisa não seria de esperar...]
Ao comentar a condenação à morte de Saddam Hussein, George W Bush considerou este julgamento como "uma grande conquista para a jovem democracia Iraquiana e o seu governo constitucional".
No editorial do Público de hoje, o seu acólito José Manuel Fernandes subscreve totalmente esta opinião.
Um bárbaro diz mata, o outro bate palmas e diz esfola.
[Outra coisa não seria de esperar...]
Ao comentar a condenação à morte de Saddam Hussein, George W Bush considerou este julgamento como "uma grande conquista para a jovem democracia Iraquiana e o seu governo constitucional".
No editorial do Público de hoje, o seu acólito José Manuel Fernandes subscreve totalmente esta opinião.
Um bárbaro diz mata, o outro bate palmas e diz esfola.
5.11.06
1.11.06
#1 [dura realidade]
Alpinismo: morreu português integrado na expedição de João Garcia ao Tibete
01.11.2006 - 18h34 Lusa
Bruno Carvalho, um dos portugueses que integrava a expedição de João Garcia à montanha Shisha Pangma, no Tibete, morreu ontem à tarde na sequência de uma queda, avançou a SIC-Notícias.
O acidente deu-se quando o alpinista, de 31 anos, descia do cume de oito mil metros, que tinha alcançado horas antes, na companhia de outros dois portugueses.
Foi encontrado já sem vida pelos companheiros de escalada, na sequência de uma queda, por razões ainda desconhecidas.
Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades disse que já foram accionados os serviços diplomáticos para "tentar entrar em contacto com a expedição, no sentido de disponibilizar o apoio necessário".
Bruno Carvalho era um dos valores confirmados do alpinismo português e participava numa iniciativa patrocinada pelo "Millenium bcp" que consiste na conquista do topo das 14 montanhas com mais de oito mil metros de altitude para inscrever o nome de Portugal no clube restrito que já alcançou este feito.
A equipa, liderada pelo alpinista João Garcia, é exclusivamente portuguesa e composta pelos alpinistas Hélder Santos, Rui Rosado, Bruno Carvalho e Ana Santos Silva.
A expedição à montanha Shisha Pangma, entre 16 de Setembro e 18 de Novembro, é também acompanhada pelo jornalista da SIC, Aurélio Faria.
A escalada da montanha com 8046 metros de altitude, também conhecida como Trono dos Deuses, insere-se no projecto "À conquista dos Picos do Mundo", que decorrerá até 2010.
Alpinismo: morreu português integrado na expedição de João Garcia ao Tibete
01.11.2006 - 18h34 Lusa
Bruno Carvalho, um dos portugueses que integrava a expedição de João Garcia à montanha Shisha Pangma, no Tibete, morreu ontem à tarde na sequência de uma queda, avançou a SIC-Notícias.
O acidente deu-se quando o alpinista, de 31 anos, descia do cume de oito mil metros, que tinha alcançado horas antes, na companhia de outros dois portugueses.
Foi encontrado já sem vida pelos companheiros de escalada, na sequência de uma queda, por razões ainda desconhecidas.
Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades disse que já foram accionados os serviços diplomáticos para "tentar entrar em contacto com a expedição, no sentido de disponibilizar o apoio necessário".
Bruno Carvalho era um dos valores confirmados do alpinismo português e participava numa iniciativa patrocinada pelo "Millenium bcp" que consiste na conquista do topo das 14 montanhas com mais de oito mil metros de altitude para inscrever o nome de Portugal no clube restrito que já alcançou este feito.
A equipa, liderada pelo alpinista João Garcia, é exclusivamente portuguesa e composta pelos alpinistas Hélder Santos, Rui Rosado, Bruno Carvalho e Ana Santos Silva.
A expedição à montanha Shisha Pangma, entre 16 de Setembro e 18 de Novembro, é também acompanhada pelo jornalista da SIC, Aurélio Faria.
A escalada da montanha com 8046 metros de altitude, também conhecida como Trono dos Deuses, insere-se no projecto "À conquista dos Picos do Mundo", que decorrerá até 2010.
31.10.06
#2 [verdade incoveniente II]
Foi ontem apresentado em Londres um estudo sobre a Economia das Alterações Climáticas, da responsabilidade do economista britânico Nicholas Stern, um ex-responsável do Banco Mundial, A verificarem-se as previsões avançadas, o impacto das alterações climáticas na economia mundial poderá ser superior ao das grandes guerras mundiais ou ao da Grande Depressão - custos na ordem dos 5,5 biliões (milhões de milhões) de euros.
Ficam as principais conclusões do dito relatório e algumas pistas para a sua inversão.
***********************************************
Principais pontos do relatório Stern
- As alterações climáticas são uma realidade, comprovada em centenas de relatórios científicos que calculam que, se nada se fizer, as temperaturas globais aumentarão entre dois a três graus nos próximos 50 anos
- Provocarão grandes impactos sobre a vida humana e o ambiente. Todos os países serão afectados. Os mais vulneráveis serão os primeiros a sofrer consequências
- Se nada for feito, os custos globais das alterações climáticas ascenderão a cinco por cento da riqueza gerada no planeta anualmente, podendo atingir 20 por cento do PIB, enquanto a adopção de medidas para as combater custará um por cento desta riqueza. Adiar estas acções levará a uma subida dos custos
- É essencial promover a adaptação às consequências deste fenómeno, o que custará muitos milhões de dólares. Nesse sentido, é fundamental que os países desenvolvidos aumentem a ajuda às nações em desenvolvimento
- Os riscos podem ser reduzidos substancialmente, se a concentração dos gases de efeito de estufa na atmosfera estabilizar entre os 450-550 partes por milhão (antes da era industrial: 280 ppm). Isto significa reduzir as emissões em 25 por cento até 2050
- O sector energético mundial terá de ficar, pelo menos, 60 por cento descarbonizado em 2050 e o sector dos transportes terá de reduzir a sua contribuição para o problema
- Os combustíveis fósseis continuarão a representar mais de metade da oferta energética em 2050. O carvão terá uma importância crescente, sobretudo nas economias emergentes, pelo que é fundamental desenvolver as técnicas de captura e armazenamento do carbono
- É essencial reduzir a desflorestação e modificar algumas práticas agrícolas e industriais que contribuem para as emissões
- Os custos para estabilizar o clima são importantes, mas não incomportáveis. A luta contra as alterações climáticas está a gerar grandes oportunidades de negócio
- Para uma resposta efectiva, há que pôr em prática um mercado global do carbono, apoiar a inovação e o desenvolvimento de tecnologias com baixas emissões e remover as barreiras à eficiência energética, enquanto se sensibiliza a opinião pública
in Público, 31 Outubro de 2006
Foi ontem apresentado em Londres um estudo sobre a Economia das Alterações Climáticas, da responsabilidade do economista britânico Nicholas Stern, um ex-responsável do Banco Mundial, A verificarem-se as previsões avançadas, o impacto das alterações climáticas na economia mundial poderá ser superior ao das grandes guerras mundiais ou ao da Grande Depressão - custos na ordem dos 5,5 biliões (milhões de milhões) de euros.
Ficam as principais conclusões do dito relatório e algumas pistas para a sua inversão.
***********************************************
Principais pontos do relatório Stern
- As alterações climáticas são uma realidade, comprovada em centenas de relatórios científicos que calculam que, se nada se fizer, as temperaturas globais aumentarão entre dois a três graus nos próximos 50 anos
- Provocarão grandes impactos sobre a vida humana e o ambiente. Todos os países serão afectados. Os mais vulneráveis serão os primeiros a sofrer consequências
- Se nada for feito, os custos globais das alterações climáticas ascenderão a cinco por cento da riqueza gerada no planeta anualmente, podendo atingir 20 por cento do PIB, enquanto a adopção de medidas para as combater custará um por cento desta riqueza. Adiar estas acções levará a uma subida dos custos
- É essencial promover a adaptação às consequências deste fenómeno, o que custará muitos milhões de dólares. Nesse sentido, é fundamental que os países desenvolvidos aumentem a ajuda às nações em desenvolvimento
- Os riscos podem ser reduzidos substancialmente, se a concentração dos gases de efeito de estufa na atmosfera estabilizar entre os 450-550 partes por milhão (antes da era industrial: 280 ppm). Isto significa reduzir as emissões em 25 por cento até 2050
- O sector energético mundial terá de ficar, pelo menos, 60 por cento descarbonizado em 2050 e o sector dos transportes terá de reduzir a sua contribuição para o problema
- Os combustíveis fósseis continuarão a representar mais de metade da oferta energética em 2050. O carvão terá uma importância crescente, sobretudo nas economias emergentes, pelo que é fundamental desenvolver as técnicas de captura e armazenamento do carbono
- É essencial reduzir a desflorestação e modificar algumas práticas agrícolas e industriais que contribuem para as emissões
- Os custos para estabilizar o clima são importantes, mas não incomportáveis. A luta contra as alterações climáticas está a gerar grandes oportunidades de negócio
- Para uma resposta efectiva, há que pôr em prática um mercado global do carbono, apoiar a inovação e o desenvolvimento de tecnologias com baixas emissões e remover as barreiras à eficiência energética, enquanto se sensibiliza a opinião pública
in Público, 31 Outubro de 2006
# [1] verdade incoviniente I
Fui ver Uma Verdade Incoveniente, filme/documentáriode Davis Guggenheim que nos mostra a cruzada de Al Gore (o tal que, apesar de mais votada, ninca chegou a presidente dos USA) contra o aquecimento global.
Pese o o gap cultural - é claro que, embora comprometido, o esquema de raciocinio de Gore esbarra num patriotismo americano a meu ver desnecessário - este filme é um interessante documento de reflexão, que mostra a necessidade de uma política global de combate às emissões de carbono e ao aquecimento global. Estamos perante um alerta que convem não ignorar.
Este documentário tem um carácter auto-promocional muito marcado - não sabemos se Gore pretende relançar a sua corrida À casa Branca ou apenas garantir que o seu nome fica na história por motivos bem mais nobres do que as "derrotas" de 1988 e 2000 contra o clã Bush. No entanto, conhecendo ós interesses da industria do petróleo dentro da administração de GW Bush, ficamos com a nitida sensação que, caso tivesse sido empossado em 2000, o mundo poderia ser hoje diferente.
Esperemos que daqui a 50 anos este filme seja um marco que dá inicio à viragem.
Fui ver Uma Verdade Incoveniente, filme/documentáriode Davis Guggenheim que nos mostra a cruzada de Al Gore (o tal que, apesar de mais votada, ninca chegou a presidente dos USA) contra o aquecimento global.
Pese o o gap cultural - é claro que, embora comprometido, o esquema de raciocinio de Gore esbarra num patriotismo americano a meu ver desnecessário - este filme é um interessante documento de reflexão, que mostra a necessidade de uma política global de combate às emissões de carbono e ao aquecimento global. Estamos perante um alerta que convem não ignorar.
Este documentário tem um carácter auto-promocional muito marcado - não sabemos se Gore pretende relançar a sua corrida À casa Branca ou apenas garantir que o seu nome fica na história por motivos bem mais nobres do que as "derrotas" de 1988 e 2000 contra o clã Bush. No entanto, conhecendo ós interesses da industria do petróleo dentro da administração de GW Bush, ficamos com a nitida sensação que, caso tivesse sido empossado em 2000, o mundo poderia ser hoje diferente.
Esperemos que daqui a 50 anos este filme seja um marco que dá inicio à viragem.
29.10.06
#1[2 ao quadrado]
no tasco mais cooll cá do bairro faz-se serviço público: wireless à pala.
Armado do meu Horácio Pimpinelo (vénias, vénias) divirto-me a navegar fora de expediente em vez de estudar.
Parece-me que este moleskine virtual e o laboratório digital vão ganhar outro ritmo...
no tasco mais cooll cá do bairro faz-se serviço público: wireless à pala.
Armado do meu Horácio Pimpinelo (vénias, vénias) divirto-me a navegar fora de expediente em vez de estudar.
Parece-me que este moleskine virtual e o laboratório digital vão ganhar outro ritmo...
26.10.06
#1
[fazer pela vida]
[fazer pela vida]
Barbara Kruger
talvez fosse boa ideia fazer um cartaz destes com fotos de alguns ditos defensires da vida da nossa praça. por estes dia, quando se aproxima uma nova e ardua discussão sobre a IVG, haverá muito "pró-vida" por aí a tentar esquecer-se que apoiou as guerras no Iraque e Afeganistão.
25.10.06
#2
[Eh, faz favor, mais uma bica e um pastel de nata...*]
o Artigo que abaixo se apresenta trouxe-me à memória um dos momentos mais intensos da carreira musical daquele que é um dos nossos mais valorosos cantautores.
São 25 minutos de poesia e realidade numa catarse que hoje, quase 30 anos depois, ainda é tão actual...
Uma voltita pela net trouxe-me a letra e o som desta epopeia trágica. Não percam.
* José Mário Branco in FMI
[Eh, faz favor, mais uma bica e um pastel de nata...*]
o Artigo que abaixo se apresenta trouxe-me à memória um dos momentos mais intensos da carreira musical daquele que é um dos nossos mais valorosos cantautores.
São 25 minutos de poesia e realidade numa catarse que hoje, quase 30 anos depois, ainda é tão actual...
Uma voltita pela net trouxe-me a letra e o som desta epopeia trágica. Não percam.
* José Mário Branco in FMI
#1
[Dida didadi dadi dadi da didi]
O FMI gosta de Nós
Francisco Louçã, in Esquerda
Foi ontem divulgado um relatório do FMI sobre o futuro da economia portuguesa, coincidindo com o dia em que o ministro das finanças estava no Parlamento a apresentar o Orçamento para 2007. O relatório elogia as medidas que o governo está a tomar para reduzir o emprego na função pública e para diminuir as pensões, embora suspeite de que os efeitos destas medidas serão distantes no tempo e que a recuperação da economia para um ritmo de aproximação à média europeia esteja atrasado. É portanto pessimista, embora reafirme o apoio ao governo, que vai no bom caminho como toda a gente sabe. O FMI gosta de nós e está contente com o que se passa neste recanto.
O mesmo têm dito os empresários: este é o governo que mais os satisfaz, mas ainda é pouco. Sugere o FMI que continuem os ajustamentos na função pública. Propõe o Compromisso Portugal que sejam despedidos 200 mil funcionários. Argumenta o embaixador dos Estados Unidos - só o Bloco comentou este facto espantoso - que a lei laboral portuguesa devia ser flexibilizada para facilitar os despedimentos. Tudo vai bem, mas devia ir mais depressa.
O governo ouve os conselhos. Mais uma tranche da GALP foi privatizada, depois vem o resto da EDP, grande parte da Rede Eléctrica Nacional, outra parte da EDP. Aumentam os preços da electricidade porque assim se fazem pagar os custos sociais pelos consumidores e, já agora, porque é a condição para as empresas espanholas, como a Iberdrola de Pina Moura, poderem entrar no mercado da electricidade com lucros elevados e garantidos. Como é que o FMI não havia de gostar de nós?
Entretanto, foi-se sabendo que o governo tinha decidido criar mais uma isenção fiscal, mais uma vez para os bancos. A história conta-se em poucas palavras: os bancos têm a obrigação de deduzir 20% de IRS ou IRC às pessoas ou empresas a quem pagam juros, mas não o fizeram quando os juros se deviam a obrigações emitidas por sucursais instaladas em offshores. O governo não só aceitou a isenção, como a prolongou até ao final do ano, convidando assim os bancos a criarem novas obrigações cujos juros ficam isentos de impostos desde que sejam operações fantasma, feitas por sucursais fantasma e para clientes fantasma. Na verdade, os bancos portugueses não têm agências nas Ilhas Cayman, apenas fingem que têm, para que alguns clientes possam fingir que fizeram aí as suas operações, para que o fisco possa fingir que não viu nada.
Porque é que o FMI não havia de gostar de nós?
[Dida didadi dadi dadi da didi]
O FMI gosta de Nós
Francisco Louçã, in Esquerda
Foi ontem divulgado um relatório do FMI sobre o futuro da economia portuguesa, coincidindo com o dia em que o ministro das finanças estava no Parlamento a apresentar o Orçamento para 2007. O relatório elogia as medidas que o governo está a tomar para reduzir o emprego na função pública e para diminuir as pensões, embora suspeite de que os efeitos destas medidas serão distantes no tempo e que a recuperação da economia para um ritmo de aproximação à média europeia esteja atrasado. É portanto pessimista, embora reafirme o apoio ao governo, que vai no bom caminho como toda a gente sabe. O FMI gosta de nós e está contente com o que se passa neste recanto.
O mesmo têm dito os empresários: este é o governo que mais os satisfaz, mas ainda é pouco. Sugere o FMI que continuem os ajustamentos na função pública. Propõe o Compromisso Portugal que sejam despedidos 200 mil funcionários. Argumenta o embaixador dos Estados Unidos - só o Bloco comentou este facto espantoso - que a lei laboral portuguesa devia ser flexibilizada para facilitar os despedimentos. Tudo vai bem, mas devia ir mais depressa.
O governo ouve os conselhos. Mais uma tranche da GALP foi privatizada, depois vem o resto da EDP, grande parte da Rede Eléctrica Nacional, outra parte da EDP. Aumentam os preços da electricidade porque assim se fazem pagar os custos sociais pelos consumidores e, já agora, porque é a condição para as empresas espanholas, como a Iberdrola de Pina Moura, poderem entrar no mercado da electricidade com lucros elevados e garantidos. Como é que o FMI não havia de gostar de nós?
Entretanto, foi-se sabendo que o governo tinha decidido criar mais uma isenção fiscal, mais uma vez para os bancos. A história conta-se em poucas palavras: os bancos têm a obrigação de deduzir 20% de IRS ou IRC às pessoas ou empresas a quem pagam juros, mas não o fizeram quando os juros se deviam a obrigações emitidas por sucursais instaladas em offshores. O governo não só aceitou a isenção, como a prolongou até ao final do ano, convidando assim os bancos a criarem novas obrigações cujos juros ficam isentos de impostos desde que sejam operações fantasma, feitas por sucursais fantasma e para clientes fantasma. Na verdade, os bancos portugueses não têm agências nas Ilhas Cayman, apenas fingem que têm, para que alguns clientes possam fingir que fizeram aí as suas operações, para que o fisco possa fingir que não viu nada.
Porque é que o FMI não havia de gostar de nós?
17.10.06
#1
[notícias da frente norte*]
companheiros,
prossegue a ocupação do rivoli, contra a privatização de um equipamento que deve estar ao serviço dos cidadãos, da cultura, da diversidade da criação e da formação de públicos.
É uma luta pela dignidade da nossa cidade contra quem quer tudo mercadorizar. É a resistência de quem não aceita a prepotência do Rui Rio e a sua visão contabilística sobre a cultura.
Todos são precisos. alguns de nós vão hoje passar lá a noite. Estaremos muito cansados de manhã. precisamos de vocês. sobretudo a partir do meio da tarde, é indispensável que estejamos lá centenas.
Se for preciso, ocuparemos de novo. Até que alguém vá lá.
Está tudo nas nossas mãos. nas tuas.
até já.
Z.
*recebido por e-mail.
[notícias da frente norte*]
companheiros,
prossegue a ocupação do rivoli, contra a privatização de um equipamento que deve estar ao serviço dos cidadãos, da cultura, da diversidade da criação e da formação de públicos.
É uma luta pela dignidade da nossa cidade contra quem quer tudo mercadorizar. É a resistência de quem não aceita a prepotência do Rui Rio e a sua visão contabilística sobre a cultura.
Todos são precisos. alguns de nós vão hoje passar lá a noite. Estaremos muito cansados de manhã. precisamos de vocês. sobretudo a partir do meio da tarde, é indispensável que estejamos lá centenas.
Se for preciso, ocuparemos de novo. Até que alguém vá lá.
Está tudo nas nossas mãos. nas tuas.
até já.
Z.
*recebido por e-mail.
3.10.06
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