#1
[educação sexual]
"se queres ser lésbica, és das portas da minha escola para fora, não admito esse tipo de comportamentos aqui".
dito a uma Aluna de 17 pela vice-presidente do Conselho Executivo da Escola António Sérgio, em Gaia, in DN, 9 de Novembro de 2005
9.11.05
31.10.05
#2
[(in)discreto charme da burguesia* ...]
Cavaco vai ganhar e vai ser um excelente Presidente, para trabalhar com um excelente primeiro ministro.
Belmiro de Azevedo, in Público, 31 de Outubro de 2005
* ou mais elementos para sustentar a teoria que a direcção do PS se empenha na vitória do seu verdadeiro candidato:
[(in)discreto charme da burguesia* ...]
Cavaco vai ganhar e vai ser um excelente Presidente, para trabalhar com um excelente primeiro ministro.
Belmiro de Azevedo, in Público, 31 de Outubro de 2005
* ou mais elementos para sustentar a teoria que a direcção do PS se empenha na vitória do seu verdadeiro candidato:
#1
[diplomacia]
O Governo da Republica Federal da Servia e Montenegro nomeou, recentemente, Dusan Kovacevic como seu embaixador em Lisboa.
Até aqui tudo bem, são procedimentos normais.
O pormenor curioso (e divertido) de tudo isto é que Kovacevic não é diplomata de carreira, mas sim escritor, tendo sido autor, no inicio da década de 90, do guião de Underground, era uma vez um país, filme que pôs Emir Kusturica nas bocas do mundo.
cheira-me que, depois de uma temporada neste cantinho à beira mar plantado, Kusturica terá argumentos para acrescentar ao seu naipe de surrealidades.
[diplomacia]
O Governo da Republica Federal da Servia e Montenegro nomeou, recentemente, Dusan Kovacevic como seu embaixador em Lisboa.
Até aqui tudo bem, são procedimentos normais.
O pormenor curioso (e divertido) de tudo isto é que Kovacevic não é diplomata de carreira, mas sim escritor, tendo sido autor, no inicio da década de 90, do guião de Underground, era uma vez um país, filme que pôs Emir Kusturica nas bocas do mundo.
cheira-me que, depois de uma temporada neste cantinho à beira mar plantado, Kusturica terá argumentos para acrescentar ao seu naipe de surrealidades.
27.10.05
26.10.05
13.10.05
10.10.05
#1
[chuva]
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa, Cancioneiro
[chuva]
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa, Cancioneiro
6.10.05
#1
[ponto de ordem à mesa]
trabalho e mais trabalho. não tenho feito mais do que isso.
há momentos (raros) em me esqueço do frenesim, e julgo apreciar este verão que se prolonga por Outubro dentro. faz-me lembrar dias de infância.
mas volta o turbilhão, não me deixando aperciar devidamente o cheiro das flores de nespereira ou a desgarrada dos passaros ao final do dia.
está a acabar. u Esta etapa, pelo menos, porque depois haverá mais trabalho, muito mais.
Cada vez percebo melhor os motivos que levam Xanana Gusmão a querer deixar a vida e dedicar-se à agricultura. o descanso é uma ilusão.
Sinto o corpo a chamar-me para a estrada. desejo ardentemente desligar o telefone e cortar o cordão umbilical com a realidade. Na semana que vem parto... ainda saberei como ler um mapa? ainda conseguirei adivinhar o tempo pelo vento, ainda existirão estrelas a indicar o norte?
o meu desejo é tão grande que não há palavras que o possam abarcar.
[ponto de ordem à mesa]
trabalho e mais trabalho. não tenho feito mais do que isso.
há momentos (raros) em me esqueço do frenesim, e julgo apreciar este verão que se prolonga por Outubro dentro. faz-me lembrar dias de infância.
mas volta o turbilhão, não me deixando aperciar devidamente o cheiro das flores de nespereira ou a desgarrada dos passaros ao final do dia.
está a acabar. u Esta etapa, pelo menos, porque depois haverá mais trabalho, muito mais.
Cada vez percebo melhor os motivos que levam Xanana Gusmão a querer deixar a vida e dedicar-se à agricultura. o descanso é uma ilusão.
Sinto o corpo a chamar-me para a estrada. desejo ardentemente desligar o telefone e cortar o cordão umbilical com a realidade. Na semana que vem parto... ainda saberei como ler um mapa? ainda conseguirei adivinhar o tempo pelo vento, ainda existirão estrelas a indicar o norte?
o meu desejo é tão grande que não há palavras que o possam abarcar.
28.9.05
26.9.05
22.9.05
#1
[descomprimir]
hoje tinha uma lista de tarefas. prioridades urgentes que necessitavam de resposta. tudo anotado numa folha.
o telefone começou a tocar cedo, mau sinal.
apareceu uma tarefa de ultima hora que se adiantou às prioridades definidas. E depois outra e mais outra.
comboios daqui para ali, entregas e procuras. matemáticas bicudas e gestão romboédrica das semsibilidades. e o telefone sempre a tocar.
mais coisas para fazer. a adrenalina a voar nas veias. o ruido maquinal da cidade a atravessar-me os olhos.
às 18h ligo o computador. começo a pensar na tão distante lista de prioridadesurgentes ainda por responder. o corpo começa a ceder, o silêncio assalta-me.
onde estou? o que andei a fazer este tempo todo longe de mim? que sentimento é este que tão depressa é de confiança e plenitude como de impotência e angustia? que respostas procuro e que perguntas tenho para fazer?
apercebo-me do silêncio e que o verão acabou enquanto eu corria. não sei quem correu mais nestes três meses, se o verão se eu. ainda o ouço morrer ao longe, lá para os lados do tejo.
[descomprimir]
hoje tinha uma lista de tarefas. prioridades urgentes que necessitavam de resposta. tudo anotado numa folha.
o telefone começou a tocar cedo, mau sinal.
apareceu uma tarefa de ultima hora que se adiantou às prioridades definidas. E depois outra e mais outra.
comboios daqui para ali, entregas e procuras. matemáticas bicudas e gestão romboédrica das semsibilidades. e o telefone sempre a tocar.
mais coisas para fazer. a adrenalina a voar nas veias. o ruido maquinal da cidade a atravessar-me os olhos.
às 18h ligo o computador. começo a pensar na tão distante lista de prioridadesurgentes ainda por responder. o corpo começa a ceder, o silêncio assalta-me.
onde estou? o que andei a fazer este tempo todo longe de mim? que sentimento é este que tão depressa é de confiança e plenitude como de impotência e angustia? que respostas procuro e que perguntas tenho para fazer?
apercebo-me do silêncio e que o verão acabou enquanto eu corria. não sei quem correu mais nestes três meses, se o verão se eu. ainda o ouço morrer ao longe, lá para os lados do tejo.
13.9.05
#1
[out side is américa]
limpeza da secretária. hard work.
entre dicionários, CD's, disquetes, livros vários e papel disperso, encontrei um exemplar do Dn de 31 de Agosto. A chamada da capa fala de uma grande inundação em Nova Orleãe, no coração do império americano... não fosse tão tragico e pareceria ironico.
Passo os olhos pela imprensa, lembo os noticiarios e os comentaristas, e tenho a sensação de que aquilo que fui lendo e ouvindo parece uma história de terror mal contada. tudo parece mentira.
hoje, ao olhar para um jornal perdido na minha secretária, 15 dias depois, volto a ter a mesma dor incrédula: é mau de mais para ser verdade...
mas aconteceu, está a acontecer.
[out side is américa]
limpeza da secretária. hard work.
entre dicionários, CD's, disquetes, livros vários e papel disperso, encontrei um exemplar do Dn de 31 de Agosto. A chamada da capa fala de uma grande inundação em Nova Orleãe, no coração do império americano... não fosse tão tragico e pareceria ironico.
Passo os olhos pela imprensa, lembo os noticiarios e os comentaristas, e tenho a sensação de que aquilo que fui lendo e ouvindo parece uma história de terror mal contada. tudo parece mentira.
hoje, ao olhar para um jornal perdido na minha secretária, 15 dias depois, volto a ter a mesma dor incrédula: é mau de mais para ser verdade...
mas aconteceu, está a acontecer.
9.9.05
[interregno no silência]
9 meses sem chuva e ela chega logo neste fim de semana...
mala vitta!
não ando com vontade de escrever sobre as banalidades do dia a dia, ando demasiado ocupado para ter uma perspectiva existencial da coisa.
regresso à minha imersão de trabalho, escrevo quando me apetecer.
até já.
9 meses sem chuva e ela chega logo neste fim de semana...
mala vitta!
não ando com vontade de escrever sobre as banalidades do dia a dia, ando demasiado ocupado para ter uma perspectiva existencial da coisa.
regresso à minha imersão de trabalho, escrevo quando me apetecer.
até já.
30.8.05
#2
[o nono sense dos outros]
a minha pátria não é a minha língua.
a minha pátria são os meus afectos.
a minha pátria começa nas minhas mãos
e tem nas tuas a única fronteira.
as nossas mãos dadas não precisam de palavras
e por isso escrevem-se do mesma maneira
em qualquer língua. (enganou-se
o poeta. os poetas enganam-se muitas vezes.
mas a poesia é isso mesmo - uma procura
e muitos erros.)
obrigadinho pedro
[o nono sense dos outros]
a minha pátria não é a minha língua.
a minha pátria são os meus afectos.
a minha pátria começa nas minhas mãos
e tem nas tuas a única fronteira.
as nossas mãos dadas não precisam de palavras
e por isso escrevem-se do mesma maneira
em qualquer língua. (enganou-se
o poeta. os poetas enganam-se muitas vezes.
mas a poesia é isso mesmo - uma procura
e muitos erros.)
obrigadinho pedro
#1
[a loucura...]
hoje tive uma surpresa inquietante... o hotmail alargou a capacidade da sua caixa de correio de 2 para 25 megas! doidões! generosos! malukos! beneméritos! visionários!!!!
Aposto que o yahoo e o gmail estão cheios de medo que esta atempada medida, esta jogada de antecipação (!), me faça fechar as contas que ali tenho... obrigadinho bill gates!
[a loucura...]
hoje tive uma surpresa inquietante... o hotmail alargou a capacidade da sua caixa de correio de 2 para 25 megas! doidões! generosos! malukos! beneméritos! visionários!!!!
Aposto que o yahoo e o gmail estão cheios de medo que esta atempada medida, esta jogada de antecipação (!), me faça fechar as contas que ali tenho... obrigadinho bill gates!
29.8.05
26.8.05
25.8.05
#2
[paridos irmãos]
no numero de hoje do avante há referencia aos partidos irmãos do pcp que estarão representados na festa deste ano. Como não podia deixar de ser, entre muitos encontram-se esses mui comunistas e democratas PCChinês e o MPLA.
A novidade é que, na lista, falta um habitué, o PC da Coreia Norte... será que o pcp finalemnete percebeu, ou têm apenas vergonha de admitir que estes progressistas de olho em bico também têm lugar marcado na atalaia?
[paridos irmãos]
no numero de hoje do avante há referencia aos partidos irmãos do pcp que estarão representados na festa deste ano. Como não podia deixar de ser, entre muitos encontram-se esses mui comunistas e democratas PCChinês e o MPLA.
A novidade é que, na lista, falta um habitué, o PC da Coreia Norte... será que o pcp finalemnete percebeu, ou têm apenas vergonha de admitir que estes progressistas de olho em bico também têm lugar marcado na atalaia?
24.8.05
#2
[vistas largas]
Como vão os palestinianos responder à retirada unilateral israelita?
Amos Oz, Escritor israelita
in Público, 24 de Agosto 2005
Os colonos judeus na Faixa de Gaza e na Cisjordânia têm um sonho para o futuro de Israel. Também eu tenho um sonho para o futuro de Israel. Mas o doce sonho deles é o meu pesadelo, enquanto os meus sonhos são, para eles, veneno.
O sonho dos colonos é criar um "Grande Israel" com colonatos judaicos colados uns aos outros. Nesses colonatos só os judeus podem viver e os palestinianos só lá podem trabalhar, empregos modestos com salários baixos. Num Estado assim, a democracia teria de se submeter aos rabis. O Knesset [Parlamento], o Governo, o Supremo Tribunal só seriam autorizados a existir se os rabis aprovassem as suas decisões. Os colonos acreditam que, logo que o Grande Israel se torne numa entidade religiosa e numa "Nação Sagrada", o Messias virá e a total redenção do povo judeu se materializará.
Nesta fantasia dos colonos não há lugar para o povo palestiniano excepto como humildes servos e trabalhadores agradecidos. Mais, na fantasia dos colonos não há lugar para mim, não há lugar para um Israel secular, moderno. Eu e os meus amigos estamos "fora" a não ser que nos arrependamos. Pelo menos não devemos ser obstáculo à construção de mais colonatos nem à expansão dos que já existem. Se nós, israelitas laicos, apagarmos a nossa própria existência, os colonos farão cair sobre nós o seu amor fraterno. Mas se insistirmos que temos uma visão diferente para Israel, imediatamente nos tornaremos traidores, amigos dos árabes, ou até nazis.
No entanto, também nós temos um sonho para Israel, totalmente diferente da fantasia religiosa dos colonos. Queremos viver em paz e em liberdade, mas não sob o poder dos rabis, nem sequer sob o poder do Messias, mas sujeitos a um governo eleito por nós.
Temos um sonho de nos libertarmos da longa ocupação dos territórios palestinianos. Israel e Palestina são, há quase 40 anos, como um carcereiro e um prisioneiro, algemados um ao outro. Depois de tantos anos já quase não há diferença - o carcereiro não é livre e o prisioneiro não é livre. Israel só será uma nação livre quando acabarem a ocupação e os colonatos e a Palestina se tornar um país vizinho independente.
Há 30 anos que os colonos controlam Israel através de vários governos. Eles impuseram a sua visão e esmagaram os nossos sonhos. Eles eram os senhores do país.
O primeiro-ministro Ariel Sharon anda por estes dias a tentar lançar uma espécie de putsch contra o poder dos colonos. Esta é uma tentativa de restaurar a autoridade do governo eleito. Se isto resultar, o sonho dos colonos poderá ser bloqueado e a visão dos israelitas seculares poderá reviver.
A luta em Gaza não é, no essencial, uma luta entre o exército e os colonos, nem sequer entre "falcões" e "pombas". Não. É uma luta entre Igreja e Estado (para ser mais fiel, entre Sinagoga e Estado). Isto é algo por que passaram muitas nações: quais devem ser a posição e a influência da religião e dos clérigos na governação de um país? Alguns países já resolveram isto há séculos. Outras nações andam a tentar resolver isto há tempos infindáveis. O mundo muçulmano, à excepção da Turquia, nem sequer começou.
Nestes últimos dias, em Gaza, testemunhámos o que pode, em retrospectiva, ser a primeira batalha entre a Sinagoga e o Estado em Israel, o primeiro confronto sobre o carácter judaico do único Estado judaico. Somos nós, acima de tudo, uma religião, ou somos nós, acima de tudo, uma nação?
Neste primeiro round parece que o Israel pragmático, racional, secular prevaleceu dolorosamente sobre o Israel fanático. Mas não esqueçamos de que este é apenas o primeiro round. Os colonos e os outros israelitas como nós podem sentir-se orgulhosos com o facto de, ao contrário de muitas guerras sangrentas entre a Igreja e o Estado em vários países, ao longo da História, o primeiro round em Gaza ter sido violento mas não mortífero. Houve muita fúria e ruído mas não massacre. As outras fases serão assim? Será assim quando chegar a altura de desistir da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental em troca da paz com os palestinianos? Estas questões dependem não só dos israelitas, religiosos e laicos, "falcões" e "pombas", da esquerda e da direita.
Estas questões dependem muito da resposta dos palestinianos. Será que os palestinianos olham para tudo isto como um corajoso passo de Israel em direcção a um compromisso histórico com eles? Irão eles retribuir dando passos corajosos em relação aos seus próprios fanáticos? Ou será que eles olham para os confrontos entre judeus e judeus como o primeiro síndroma da desintegração de Israel e vão tentar inflamar a situação interna israelita lançando uma nova vaga de violência e terrorismo?
Diz um velho provérbio árabe que "não se bate palmas só com uma mão". Muito vai depender do modo como os palestinianos interpretarão a luta entre judeus e judeus em Gaza.
[vistas largas]
Como vão os palestinianos responder à retirada unilateral israelita?
Amos Oz, Escritor israelita
in Público, 24 de Agosto 2005
Os colonos judeus na Faixa de Gaza e na Cisjordânia têm um sonho para o futuro de Israel. Também eu tenho um sonho para o futuro de Israel. Mas o doce sonho deles é o meu pesadelo, enquanto os meus sonhos são, para eles, veneno.
O sonho dos colonos é criar um "Grande Israel" com colonatos judaicos colados uns aos outros. Nesses colonatos só os judeus podem viver e os palestinianos só lá podem trabalhar, empregos modestos com salários baixos. Num Estado assim, a democracia teria de se submeter aos rabis. O Knesset [Parlamento], o Governo, o Supremo Tribunal só seriam autorizados a existir se os rabis aprovassem as suas decisões. Os colonos acreditam que, logo que o Grande Israel se torne numa entidade religiosa e numa "Nação Sagrada", o Messias virá e a total redenção do povo judeu se materializará.
Nesta fantasia dos colonos não há lugar para o povo palestiniano excepto como humildes servos e trabalhadores agradecidos. Mais, na fantasia dos colonos não há lugar para mim, não há lugar para um Israel secular, moderno. Eu e os meus amigos estamos "fora" a não ser que nos arrependamos. Pelo menos não devemos ser obstáculo à construção de mais colonatos nem à expansão dos que já existem. Se nós, israelitas laicos, apagarmos a nossa própria existência, os colonos farão cair sobre nós o seu amor fraterno. Mas se insistirmos que temos uma visão diferente para Israel, imediatamente nos tornaremos traidores, amigos dos árabes, ou até nazis.
No entanto, também nós temos um sonho para Israel, totalmente diferente da fantasia religiosa dos colonos. Queremos viver em paz e em liberdade, mas não sob o poder dos rabis, nem sequer sob o poder do Messias, mas sujeitos a um governo eleito por nós.
Temos um sonho de nos libertarmos da longa ocupação dos territórios palestinianos. Israel e Palestina são, há quase 40 anos, como um carcereiro e um prisioneiro, algemados um ao outro. Depois de tantos anos já quase não há diferença - o carcereiro não é livre e o prisioneiro não é livre. Israel só será uma nação livre quando acabarem a ocupação e os colonatos e a Palestina se tornar um país vizinho independente.
Há 30 anos que os colonos controlam Israel através de vários governos. Eles impuseram a sua visão e esmagaram os nossos sonhos. Eles eram os senhores do país.
O primeiro-ministro Ariel Sharon anda por estes dias a tentar lançar uma espécie de putsch contra o poder dos colonos. Esta é uma tentativa de restaurar a autoridade do governo eleito. Se isto resultar, o sonho dos colonos poderá ser bloqueado e a visão dos israelitas seculares poderá reviver.
A luta em Gaza não é, no essencial, uma luta entre o exército e os colonos, nem sequer entre "falcões" e "pombas". Não. É uma luta entre Igreja e Estado (para ser mais fiel, entre Sinagoga e Estado). Isto é algo por que passaram muitas nações: quais devem ser a posição e a influência da religião e dos clérigos na governação de um país? Alguns países já resolveram isto há séculos. Outras nações andam a tentar resolver isto há tempos infindáveis. O mundo muçulmano, à excepção da Turquia, nem sequer começou.
Nestes últimos dias, em Gaza, testemunhámos o que pode, em retrospectiva, ser a primeira batalha entre a Sinagoga e o Estado em Israel, o primeiro confronto sobre o carácter judaico do único Estado judaico. Somos nós, acima de tudo, uma religião, ou somos nós, acima de tudo, uma nação?
Neste primeiro round parece que o Israel pragmático, racional, secular prevaleceu dolorosamente sobre o Israel fanático. Mas não esqueçamos de que este é apenas o primeiro round. Os colonos e os outros israelitas como nós podem sentir-se orgulhosos com o facto de, ao contrário de muitas guerras sangrentas entre a Igreja e o Estado em vários países, ao longo da História, o primeiro round em Gaza ter sido violento mas não mortífero. Houve muita fúria e ruído mas não massacre. As outras fases serão assim? Será assim quando chegar a altura de desistir da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental em troca da paz com os palestinianos? Estas questões dependem não só dos israelitas, religiosos e laicos, "falcões" e "pombas", da esquerda e da direita.
Estas questões dependem muito da resposta dos palestinianos. Será que os palestinianos olham para tudo isto como um corajoso passo de Israel em direcção a um compromisso histórico com eles? Irão eles retribuir dando passos corajosos em relação aos seus próprios fanáticos? Ou será que eles olham para os confrontos entre judeus e judeus como o primeiro síndroma da desintegração de Israel e vão tentar inflamar a situação interna israelita lançando uma nova vaga de violência e terrorismo?
Diz um velho provérbio árabe que "não se bate palmas só com uma mão". Muito vai depender do modo como os palestinianos interpretarão a luta entre judeus e judeus em Gaza.
#1
[copy/paste]
as ideias martelam duras, arestadas e espinhosas, balançando entre formas incontinentes e rumores intangiveis.
as palavras são esparças, são esperanças, são teias que se tecem e destecem e retecem.
burilar a frase que desperte o sentimento colectivo, que vá ao amago, que se torne numa razão, que absorva a causa. imagina-la perdida para sempre, uma certeza na boca das massas anónimas.
é urgente apreendeer a realidade e modelar-lhe o gosto.
há que esventrar o texto, rasga-lo com as tesouras figurativas, abrir-lhe a solução de continuidade que lhe permite libertar-se, faze-lo sangrar a redenção,cambiar os ossos do seu esqueleto, enche-lo de paracetamol linguistico e emagrecer as suas formas sem quebrar as intenções...dar forma ideal ao best seller de estação de comboio. ser agente do pré revisionismo ou do revisionismo que nunca o chega a ser porque é preventivo.
Num acto de contrição, fazer a história acontecer.
[copy/paste]
as ideias martelam duras, arestadas e espinhosas, balançando entre formas incontinentes e rumores intangiveis.
as palavras são esparças, são esperanças, são teias que se tecem e destecem e retecem.
burilar a frase que desperte o sentimento colectivo, que vá ao amago, que se torne numa razão, que absorva a causa. imagina-la perdida para sempre, uma certeza na boca das massas anónimas.
é urgente apreendeer a realidade e modelar-lhe o gosto.
há que esventrar o texto, rasga-lo com as tesouras figurativas, abrir-lhe a solução de continuidade que lhe permite libertar-se, faze-lo sangrar a redenção,cambiar os ossos do seu esqueleto, enche-lo de paracetamol linguistico e emagrecer as suas formas sem quebrar as intenções...dar forma ideal ao best seller de estação de comboio. ser agente do pré revisionismo ou do revisionismo que nunca o chega a ser porque é preventivo.
Num acto de contrição, fazer a história acontecer.
23.8.05
#1
[noticias]
a tita está desde o fim de junho em stromboli, uma ilha vulcanica no meio do mediterraneo, a trabalhar. de vez em quando manda noticias, dando-nos eco dos rugidos do vulcão, das tempestasdes e da dura vida que, até meio de setembro, vai levando...
hoje o, decidi postar-lhe uma resposta, para dizer que por cá vai tudo bem, que lisboa em agosto é o apeadeiro antes do deserto, que a lampada esquerda do 4º candeeiro do meu gabinete pisca insistente e irritantemente, que as noites continuam humidas para os lados do mar, que o seara continua apaixonado por sintra e o joão soares tenta a sua sorte, que o ps já tem candidato a presidente da republica e o cavaco tem soares (...) frios só de pensar, que a bola voltou aos relvados, que a C vai melhor da gripe, que alguém tem ocupado o teu lugar com vista para a tv na hora do jantar, que a tvi vai fazer um novo reality show com o conde, que o pais vai ardendo...
enfim, como podes ver pela amostra, um mundo excitante espera por ti, volta depressa!
[noticias]
a tita está desde o fim de junho em stromboli, uma ilha vulcanica no meio do mediterraneo, a trabalhar. de vez em quando manda noticias, dando-nos eco dos rugidos do vulcão, das tempestasdes e da dura vida que, até meio de setembro, vai levando...
hoje o, decidi postar-lhe uma resposta, para dizer que por cá vai tudo bem, que lisboa em agosto é o apeadeiro antes do deserto, que a lampada esquerda do 4º candeeiro do meu gabinete pisca insistente e irritantemente, que as noites continuam humidas para os lados do mar, que o seara continua apaixonado por sintra e o joão soares tenta a sua sorte, que o ps já tem candidato a presidente da republica e o cavaco tem soares (...) frios só de pensar, que a bola voltou aos relvados, que a C vai melhor da gripe, que alguém tem ocupado o teu lugar com vista para a tv na hora do jantar, que a tvi vai fazer um novo reality show com o conde, que o pais vai ardendo...
enfim, como podes ver pela amostra, um mundo excitante espera por ti, volta depressa!
22.8.05
#1
[gaza, palestina]
Dó de quem?
Alexandra Lucas Coelho, Jerusalém
Publico, 20 de Agosto de 2005
Dó dos colonos.
A mulher a imolar-se pelo fogo, os velhos rabis a correrem com a Tora nos braços, os ortodoxos a rezarem a última oração, as mães a apertarem bebés ao colo, os jovens a serem arrastados por braços e pernas, o soldado a chorar amparado à sua irmã, os tanques, os gritos, as chamas, a guerra.
Dó?
Perguntem a Mohammad.
Quando os seus foram expulsos não ocupavam terra alheia. Não receberam compensações financeiras. Não tiveram caravillas, moshav, kibbutz, cidades que os acolhessem. Não causaram dó em directo. Eram centenas de milhares e não tinham um país seu.
Até agora não têm.
Ou como Mohammad diz: "Tenho 18 anos e ainda não vivi um dia bonito."
Os colonos viveram muitos dias bonitos, nas suas casas bonitas, com jardins bonitos, à beira de praias bonitas. Gush Katif era o paraíso que Deus prometeu, Israel alimentou e os homens fizeram, a partir dos anos 1970. Sharon lá estava, soprando para que crescessem. Seculares e religiosos, funcionários e agricultores, nascidos em Israel ou recém-chegados. Por que não? Se o lugar era tão fértil. Se o clima era tão bom. Se o governo pagava.
Assim foi, em Gaza. Quase 9000 colonos para os dias bonitos. Quase um milhão e meio de palestinianos para os dias feios.
Um dia de Mohammed Abu Adel, por exemplo. "Acordo com os tiros israelitas e durmo com os tiros israelitas." Entre os dois tiroteios, tenta ir às aulas, subindo todos os dias os 40 quilómetros que vão de Rafah, no Sul, onde mora, à Cidade de Gaza, no Norte, onde estuda. Fica preso nos checkpoints, às vezes horas, às vezes dias.
Não sabe o que é um espaço aberto a perder de vista. Porque em Gaza não há espaço e Mohammad nunca saiu de Gaza.
Tudo o que conhece são estes 40 e tantos quilómetros de comprimento por uma dezena de largura onde se apertaram os palestinianos expulsos por Israel em 1948, se voltaram a apertar ainda mais quando Israel ocupou Gaza em 1967, e ainda mais quando os colonos chegaram.
Dó dos colonos?
Não perguntem a Mohammed.
Ele só quer acreditar que a retirada israelita vai mesmo mudar os seus dias. Os tiros de manhã, os tiros à noite, a demolição das casas, a humilhação dos checkpoints, a claustrofobia de quem não pode passar a fronteira e estar no Egipto, passar a fronteira e ir a Jerusalém, à Cisjordânia, aos países árabes, à Europa. "Gostava muito de ir a Paris, a Londres, a qualquer outro país..."
Anda na universidade a estudar Comércio com uma ideia fixa metida na cabeça, entrar na Polícia, para poder circular livremente. Sair daqui.
E não o demovem as palavras do homem que, nesta praça da Cidade de Gaza, em plena retirada israelita, espera como ele que o checkpoint abra para poder descer a Rafah, e se mete na conversa.
- Todos os muçulmanos têm que estar aqui - protesta o homem, inflamado.
- A Palestina será sempre a Palestina nos nossos corações. Mas a situação pede-nos para sair - responde Mohammed.
Mohammed gostava de estar mesmo feliz, mas sabe que "a situação" não acaba aqui. Que o céu por cima da sua cabeça continuará a ser domínio de Israel. Que o mar lá ao fundo continuará a ser patrulhado por Israel. Que tudo o que entra e sai de Gaza continuará a estar nas mãos de Israel. Tudo o que se mexe, tudo o que se come, tudo o que se usa.
Dó de quem?
[gaza, palestina]
Dó de quem?
Alexandra Lucas Coelho, Jerusalém
Publico, 20 de Agosto de 2005
Dó dos colonos.
A mulher a imolar-se pelo fogo, os velhos rabis a correrem com a Tora nos braços, os ortodoxos a rezarem a última oração, as mães a apertarem bebés ao colo, os jovens a serem arrastados por braços e pernas, o soldado a chorar amparado à sua irmã, os tanques, os gritos, as chamas, a guerra.
Dó?
Perguntem a Mohammad.
Quando os seus foram expulsos não ocupavam terra alheia. Não receberam compensações financeiras. Não tiveram caravillas, moshav, kibbutz, cidades que os acolhessem. Não causaram dó em directo. Eram centenas de milhares e não tinham um país seu.
Até agora não têm.
Ou como Mohammad diz: "Tenho 18 anos e ainda não vivi um dia bonito."
Os colonos viveram muitos dias bonitos, nas suas casas bonitas, com jardins bonitos, à beira de praias bonitas. Gush Katif era o paraíso que Deus prometeu, Israel alimentou e os homens fizeram, a partir dos anos 1970. Sharon lá estava, soprando para que crescessem. Seculares e religiosos, funcionários e agricultores, nascidos em Israel ou recém-chegados. Por que não? Se o lugar era tão fértil. Se o clima era tão bom. Se o governo pagava.
Assim foi, em Gaza. Quase 9000 colonos para os dias bonitos. Quase um milhão e meio de palestinianos para os dias feios.
Um dia de Mohammed Abu Adel, por exemplo. "Acordo com os tiros israelitas e durmo com os tiros israelitas." Entre os dois tiroteios, tenta ir às aulas, subindo todos os dias os 40 quilómetros que vão de Rafah, no Sul, onde mora, à Cidade de Gaza, no Norte, onde estuda. Fica preso nos checkpoints, às vezes horas, às vezes dias.
Não sabe o que é um espaço aberto a perder de vista. Porque em Gaza não há espaço e Mohammad nunca saiu de Gaza.
Tudo o que conhece são estes 40 e tantos quilómetros de comprimento por uma dezena de largura onde se apertaram os palestinianos expulsos por Israel em 1948, se voltaram a apertar ainda mais quando Israel ocupou Gaza em 1967, e ainda mais quando os colonos chegaram.
Dó dos colonos?
Não perguntem a Mohammed.
Ele só quer acreditar que a retirada israelita vai mesmo mudar os seus dias. Os tiros de manhã, os tiros à noite, a demolição das casas, a humilhação dos checkpoints, a claustrofobia de quem não pode passar a fronteira e estar no Egipto, passar a fronteira e ir a Jerusalém, à Cisjordânia, aos países árabes, à Europa. "Gostava muito de ir a Paris, a Londres, a qualquer outro país..."
Anda na universidade a estudar Comércio com uma ideia fixa metida na cabeça, entrar na Polícia, para poder circular livremente. Sair daqui.
E não o demovem as palavras do homem que, nesta praça da Cidade de Gaza, em plena retirada israelita, espera como ele que o checkpoint abra para poder descer a Rafah, e se mete na conversa.
- Todos os muçulmanos têm que estar aqui - protesta o homem, inflamado.
- A Palestina será sempre a Palestina nos nossos corações. Mas a situação pede-nos para sair - responde Mohammed.
Mohammed gostava de estar mesmo feliz, mas sabe que "a situação" não acaba aqui. Que o céu por cima da sua cabeça continuará a ser domínio de Israel. Que o mar lá ao fundo continuará a ser patrulhado por Israel. Que tudo o que entra e sai de Gaza continuará a estar nas mãos de Israel. Tudo o que se mexe, tudo o que se come, tudo o que se usa.
Dó de quem?
19.8.05
#1
[direita volver!!]
A Endemol e a TVI querem gravar um reality show onde se simula a vida de um grupo de recrutas durante a instrução militar.
Garantida a presença do Recruta Zero, personificado por Castelo Branco, essa joia de moço, o estado maior do telelixo nacional pediu ao Parque Natural de Sintra Cascais e à Sociedade Monte da Lua, que explora os parques e monumentos da serra de sintra, autorização para montar um quartel na Tapada do Mouco, situada no Parque da Pena.
E, qual não é o espanto, foi dada luz verde, as tropas podem avançar.
Parece que as contrapartidas financeiras e a promessa de pagar um programa de reabilitação do espaço foram suficientes para esquecer o impacto ambiental negativo que esta utilização vai trazer ao local... afinal o que é uma equipa ruidosa a filmar, um grupo de soldados a viver ali e o ruido causado por toda a gente que por lá vai andar, quando comparado com uns milhares de euros que vão entrar nos falidos cofres daquelas duas entidades???
eu cá, chamem-me parvo, sou da opinião que a recuperação da natureza e do património deve ser de responsabilidade Publica e que aos mecenas não deve ser permitido tudo em troca de dinheiro... é certamente a minha miopia esquerdista a distorcer a coisa.
A cereja em cima do bolo é o aval do PCP a toda esta história. Em comunicado, a estrutra de Sitnra realça os beneficios que se proporcionam para a zona, dando assim o perdão ao seu camarada António Abreu por ter autorizado, enquanto admnistrador da Monte da Lua, tamanho disparate.
[direita volver!!]
A Endemol e a TVI querem gravar um reality show onde se simula a vida de um grupo de recrutas durante a instrução militar.
Garantida a presença do Recruta Zero, personificado por Castelo Branco, essa joia de moço, o estado maior do telelixo nacional pediu ao Parque Natural de Sintra Cascais e à Sociedade Monte da Lua, que explora os parques e monumentos da serra de sintra, autorização para montar um quartel na Tapada do Mouco, situada no Parque da Pena.
E, qual não é o espanto, foi dada luz verde, as tropas podem avançar.
Parece que as contrapartidas financeiras e a promessa de pagar um programa de reabilitação do espaço foram suficientes para esquecer o impacto ambiental negativo que esta utilização vai trazer ao local... afinal o que é uma equipa ruidosa a filmar, um grupo de soldados a viver ali e o ruido causado por toda a gente que por lá vai andar, quando comparado com uns milhares de euros que vão entrar nos falidos cofres daquelas duas entidades???
eu cá, chamem-me parvo, sou da opinião que a recuperação da natureza e do património deve ser de responsabilidade Publica e que aos mecenas não deve ser permitido tudo em troca de dinheiro... é certamente a minha miopia esquerdista a distorcer a coisa.
A cereja em cima do bolo é o aval do PCP a toda esta história. Em comunicado, a estrutra de Sitnra realça os beneficios que se proporcionam para a zona, dando assim o perdão ao seu camarada António Abreu por ter autorizado, enquanto admnistrador da Monte da Lua, tamanho disparate.
18.8.05
16.8.05
9.8.05
#1
[ um tipo vai de férias...]
e fazem logo uma festa lá na rua...
Brigada Antiterrorista investiga empresa árabe na área de Sintra
[ um tipo vai de férias...]
e fazem logo uma festa lá na rua...
Brigada Antiterrorista investiga empresa árabe na área de Sintra
8.8.05
#2
[post em atraso]
Rosa de Hiroshima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas,
Pensem nas meninas
Cegas inexatas,
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas,
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas.
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa, da rosa!
Da rosa de Hiroshima,
A rosa hereditária,
A rosa radioativa
Estúpida e inválida,
A rosa com cirrose,
A anti-rosa atômica.
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada.
Vinicius de Moraes
[post em atraso]
Rosa de Hiroshima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas,
Pensem nas meninas
Cegas inexatas,
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas,
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas.
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa, da rosa!
Da rosa de Hiroshima,
A rosa hereditária,
A rosa radioativa
Estúpida e inválida,
A rosa com cirrose,
A anti-rosa atômica.
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada.
Vinicius de Moraes
29.7.05
28.7.05
26.7.05
25.7.05
21.7.05
20.7.05
#4
[que espanto....]
40 dias e muita tinta depois, chega-se à conclusão que não houve mesmo arrastão...
PSP diz que não existiu arrastão em Carcavelos
JN, 20 de Julho de 2005
Não houve arrastão. A conclusão é da PSP que, num relatório final sobre os acontecimentos do dia 10 de Junho, na praia de Carcavelos, Cascais, admite que os jovens que apareciam nas imagens estavam, na realidade, a fugir dos agentes de autoridade e não a provocar uma onda de assaltos, conforme foi divulgado na altura. Confirma-se, assim, a tese defendida por diversos sectores, designadamente o Bloco de Esquerda e a jornalista Diana Andringa, de que houve uma distorção dos factos, com a consequente manipulação da opinião pública. O comandante da PSP de Lisboa já admitira ter sido "pressionado" a falar em cerca de 400 jovens, mas só agora é que a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública e o Governo assumem que o arrastão não passou de uma ficção."Verifica-se que as primeiras informações fornecidas que davam conta de um enorme arrastão a ocorrer na praia de Carcavelos não se confirmaram", refere o relatório que a PSP entregou, no passado dia 12, ao ministro da Administração Interna (MAI) e que foi apresentando, ontem, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias pelo secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna. "A inexistência de denúncias de furtos ou roubos na praia não sustenta a tese do arrastão", conclui o documento que descarta também a possibilidade de se tratar de um grupo organizado. "Não estamos em crer que se tenha tratado de uma acção generalizada previamente concertada."O "efeito visual do arrastão" - patente nas imagens divulgadas pela Comunicação Social - é explicado pela PSP com a existência de "diversos indivíduos" a "correr desenfreadamente " com receio da iminente "intervenção policial", desmentindo, dessa forma, as informações que os jovens estavam a encetar uma onda de assaltos aos banhistas.O documento refere, contudo, que a 10 de Junho, na praia de Carcavelos, se assistiu a "inúmeras incivilidades generalizadas" e "alguns furtos e roubos", o que terá causado "um ambiente de pouca tranquilidade provocado por alguns distúrbios entre indivíduos de origem africana e outros de nacionalidade brasileira e ainda com indivíduos de Leste". Inicialmente, a PSP de Lisboa divulgou a ocorrência de "uma onda de criminalidade", levada a cabo por "cerca de 500 indivíduos negros", recorrendo ao método "conhecido como arrastão".
[que espanto....]
40 dias e muita tinta depois, chega-se à conclusão que não houve mesmo arrastão...
PSP diz que não existiu arrastão em Carcavelos
JN, 20 de Julho de 2005
Não houve arrastão. A conclusão é da PSP que, num relatório final sobre os acontecimentos do dia 10 de Junho, na praia de Carcavelos, Cascais, admite que os jovens que apareciam nas imagens estavam, na realidade, a fugir dos agentes de autoridade e não a provocar uma onda de assaltos, conforme foi divulgado na altura. Confirma-se, assim, a tese defendida por diversos sectores, designadamente o Bloco de Esquerda e a jornalista Diana Andringa, de que houve uma distorção dos factos, com a consequente manipulação da opinião pública. O comandante da PSP de Lisboa já admitira ter sido "pressionado" a falar em cerca de 400 jovens, mas só agora é que a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública e o Governo assumem que o arrastão não passou de uma ficção."Verifica-se que as primeiras informações fornecidas que davam conta de um enorme arrastão a ocorrer na praia de Carcavelos não se confirmaram", refere o relatório que a PSP entregou, no passado dia 12, ao ministro da Administração Interna (MAI) e que foi apresentando, ontem, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias pelo secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna. "A inexistência de denúncias de furtos ou roubos na praia não sustenta a tese do arrastão", conclui o documento que descarta também a possibilidade de se tratar de um grupo organizado. "Não estamos em crer que se tenha tratado de uma acção generalizada previamente concertada."O "efeito visual do arrastão" - patente nas imagens divulgadas pela Comunicação Social - é explicado pela PSP com a existência de "diversos indivíduos" a "correr desenfreadamente " com receio da iminente "intervenção policial", desmentindo, dessa forma, as informações que os jovens estavam a encetar uma onda de assaltos aos banhistas.O documento refere, contudo, que a 10 de Junho, na praia de Carcavelos, se assistiu a "inúmeras incivilidades generalizadas" e "alguns furtos e roubos", o que terá causado "um ambiente de pouca tranquilidade provocado por alguns distúrbios entre indivíduos de origem africana e outros de nacionalidade brasileira e ainda com indivíduos de Leste". Inicialmente, a PSP de Lisboa divulgou a ocorrência de "uma onda de criminalidade", levada a cabo por "cerca de 500 indivíduos negros", recorrendo ao método "conhecido como arrastão".
#3
[pax americana]
Pelo menos 25 mil civis mortos no Iraque desde o início da guerra
Perto de 25 mil civis morreram de forma violenta no Iraque desde o início da guerra, em Março de 2003, mais de um terço dos quais vitimados pela coligação anglo-americana ocupante, refere um estudo ontem divulgado em Londres.
"Em média, 34 cidadãos iraquianos" terão sido mortos diariamente, referiu John Sloboda, director do Oxford Research Group e co-fundador do Iraq Body count (contagem de corpos no Iraque), os dois organismos universitários que conduziram o inquérito, integrados por acaqdémicos e activistas pela paz.
(...)
Esta estimativa é quatro vezes inferior aos 98 mil mortos civis avaliados em outubro de 2004 pela revista médica norte americana the lancet. Este anterior inquérito, elaborado a partir de entrevistas, comparava os períodos anterior e após o início da guerra e projectava um número de "mortos em excesso", não apenas devido a causas violentas, mas também por pobreza, ausência de cuidados médicos e outros factores. Considerava dessa forma que o risco de morte era 2,5 vezes mais elevado após a invasão, uma taxa que era reduzida para 1,5 caso fosse retirado o "caso falllujah", o bastião rebelde sunita alvo de uma ofensiva militar dos EUA em finais de 2004.
in Público, 20 de Julho 2005
[pax americana]
Pelo menos 25 mil civis mortos no Iraque desde o início da guerra
Perto de 25 mil civis morreram de forma violenta no Iraque desde o início da guerra, em Março de 2003, mais de um terço dos quais vitimados pela coligação anglo-americana ocupante, refere um estudo ontem divulgado em Londres.
"Em média, 34 cidadãos iraquianos" terão sido mortos diariamente, referiu John Sloboda, director do Oxford Research Group e co-fundador do Iraq Body count (contagem de corpos no Iraque), os dois organismos universitários que conduziram o inquérito, integrados por acaqdémicos e activistas pela paz.
(...)
Esta estimativa é quatro vezes inferior aos 98 mil mortos civis avaliados em outubro de 2004 pela revista médica norte americana the lancet. Este anterior inquérito, elaborado a partir de entrevistas, comparava os períodos anterior e após o início da guerra e projectava um número de "mortos em excesso", não apenas devido a causas violentas, mas também por pobreza, ausência de cuidados médicos e outros factores. Considerava dessa forma que o risco de morte era 2,5 vezes mais elevado após a invasão, uma taxa que era reduzida para 1,5 caso fosse retirado o "caso falllujah", o bastião rebelde sunita alvo de uma ofensiva militar dos EUA em finais de 2004.
in Público, 20 de Julho 2005
#1
[nem se acredita...]
Grupo católico denuncia Feytor Pinto ao Vaticano
Por António Marujo, In publico, 2005-07-16
Sítio na Internet divulga carta e dá a conhecer endereços aos interessados.
A redacção de um sítio na Internet ligado a um grupo de católicos pôs a circular uma carta sugerindo aos eventuais interessados que "informassem" três organismos do Vaticano das declarações do padre Vítor Feytor Pinto ao PÚBLICO, domingo passado, a propósito do aborto e do preservativo. Na carta, os responsáveis do grupo, identificado como a redacção do sítio Internet www.pensabem.net, dizem que as declarações de Feytor Pinto os deixam "pelo menos, muito perplexos".
Na entrevista, o actual responsável da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde e pároco do Campo Grande, em Lisboa, admitia o uso do preservativo, quando esteja em causa o "não matar", numa referência implícita à luta contra a sida. E admitia, em relação ao aborto que, em casos extremos - como a violação -, se a pessoa "não encontra uma alternativa", deve ser ajudada "ao máximo para que não destrua uma vida". "Mas, se a destruir, compreendemos que o conflito interior foi de tal natureza que não encontrou outra saída. Não vamos dizer que esta pessoa é uma criminosa."
Ontem, em declarações ao PÚBLICO, o padre Feytor Pinto reiterou o conteúdo das suas afirmações na entrevista (ver frases), dizendo que não quer alimentar polémicas. Já o grupo que dinamizou a iniciativa, apesar da tentativa de contacto via correio electrónico, não respondeu à solicitação. Mas, a avaliar pelo conteúdo da página, o grupo aparenta ser católico.
Na carta, assinada pela redacção do Pensar Bem e enviada a um conjunto de pessoas, começa-se por dizer ser "com muita pena" que se envia cópia da entrevista. Tendo em conta o "grande relevo de que goza" o pároco do Campo Grande junto da opinião pública, "é evidente" que as "afirmações controversas podem suscitar confusão em muitas consciências, já bastante confusas, ou até encaminhá-las por sendas gravemente erradas", acrescenta o texto.
É isso que leva os responsáveis do sítio Internet a pensar que seja "oportuno informar deste assunto as autoridades vaticanas competentes". A quem concorde com a iniciativa, dão-se a conhecer os endereços electrónicos e de correio da Congregação para a Doutrina da Fé, do Conselho Pontifício para a Família e do arcebispo Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida.
"Não me preocupa nada"
Curiosamente, não é sugerido o envio da mesma carta ao presidente do Conselho Pontifício da Pastoral da Saúde, cardeal Javier Lozano, que Feytor Pinto citava nas declarações ao PÚBLICO sobre o preservativo.
"Não me preocupa nada o que estão a fazer, sei que sou profundamente fiel à Igreja e à sua doutrina", afirmou. O pároco do Campo Grande acrescenta que, sobre o preservativo, as declarações que citou são do cardeal Lozano. "Há um princípio ético que diz que toda a regra tem excepção quando está em causa o bem da pessoa", acrescenta. E recorda o exemplo da legítima defesa ou da pena de morte, que a doutrina da Igreja admitiu, como excepções, precisamente quando estava em causa o bem comum.
A carta foi enviada pelo grupo logo às 11h32 de domingo passado, pouco antes de se iniciar, no Campo Grande, a missa que assinalava os 50 anos de padre de Vítor Feytor Pinto. Presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, a missa teve também a participação do núncio apostólico (embaixador do Vaticano), que leu uma mensagem do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Angelo Sodano, escrita em nome do Papa, felicitando o homenageado.
Vítor Feytor Pinto foi até Maio último assistente da Federação Internacional de Médicos Católicos, cargo que exerceu durante dez anos. E integra, até fim de 2006, o Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, onde trabalha há 14 anos.
Sobre o preservativo:
(...) [Recentemente], o cardeal-presidente do Conselho Pontifício [para a Saúde] disse à imprensa que estão em questão dois mandamentos: o sexto, [que se relaciona com] os nossos comportamentos sexuais, e o quinto, "não matarás". E que, quando o que está em questão é o não matar, e a única forma de não matar é o uso de um profilático, ele pode justificar-se.
Sobre o aborto:
A pessoa pode dispor da própria vida, não da vida dos outros. Dispor da vida dos outros é egoísmo, oferecer a minha vida pela dos outros é generosidade. [A pessoa] pode ter uma pressão de tal natureza que, em consciência, não é capaz de encontrar outra saída. Não vou dizer que, em teoria, é bem. No caso de uma violação, a pessoa não encontra uma alternativa. Vamos ajudá-la ao máximo para que não destrua uma vida. Mas, se a destruir, compreendemos que o conflito interior foi de tal natureza que não encontrou outra saída. Não
vamos dizer que esta pessoa é uma criminosa. (...)
[nem se acredita...]
Grupo católico denuncia Feytor Pinto ao Vaticano
Por António Marujo, In publico, 2005-07-16
Sítio na Internet divulga carta e dá a conhecer endereços aos interessados.
A redacção de um sítio na Internet ligado a um grupo de católicos pôs a circular uma carta sugerindo aos eventuais interessados que "informassem" três organismos do Vaticano das declarações do padre Vítor Feytor Pinto ao PÚBLICO, domingo passado, a propósito do aborto e do preservativo. Na carta, os responsáveis do grupo, identificado como a redacção do sítio Internet www.pensabem.net, dizem que as declarações de Feytor Pinto os deixam "pelo menos, muito perplexos".
Na entrevista, o actual responsável da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde e pároco do Campo Grande, em Lisboa, admitia o uso do preservativo, quando esteja em causa o "não matar", numa referência implícita à luta contra a sida. E admitia, em relação ao aborto que, em casos extremos - como a violação -, se a pessoa "não encontra uma alternativa", deve ser ajudada "ao máximo para que não destrua uma vida". "Mas, se a destruir, compreendemos que o conflito interior foi de tal natureza que não encontrou outra saída. Não vamos dizer que esta pessoa é uma criminosa."
Ontem, em declarações ao PÚBLICO, o padre Feytor Pinto reiterou o conteúdo das suas afirmações na entrevista (ver frases), dizendo que não quer alimentar polémicas. Já o grupo que dinamizou a iniciativa, apesar da tentativa de contacto via correio electrónico, não respondeu à solicitação. Mas, a avaliar pelo conteúdo da página, o grupo aparenta ser católico.
Na carta, assinada pela redacção do Pensar Bem e enviada a um conjunto de pessoas, começa-se por dizer ser "com muita pena" que se envia cópia da entrevista. Tendo em conta o "grande relevo de que goza" o pároco do Campo Grande junto da opinião pública, "é evidente" que as "afirmações controversas podem suscitar confusão em muitas consciências, já bastante confusas, ou até encaminhá-las por sendas gravemente erradas", acrescenta o texto.
É isso que leva os responsáveis do sítio Internet a pensar que seja "oportuno informar deste assunto as autoridades vaticanas competentes". A quem concorde com a iniciativa, dão-se a conhecer os endereços electrónicos e de correio da Congregação para a Doutrina da Fé, do Conselho Pontifício para a Família e do arcebispo Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida.
"Não me preocupa nada"
Curiosamente, não é sugerido o envio da mesma carta ao presidente do Conselho Pontifício da Pastoral da Saúde, cardeal Javier Lozano, que Feytor Pinto citava nas declarações ao PÚBLICO sobre o preservativo.
"Não me preocupa nada o que estão a fazer, sei que sou profundamente fiel à Igreja e à sua doutrina", afirmou. O pároco do Campo Grande acrescenta que, sobre o preservativo, as declarações que citou são do cardeal Lozano. "Há um princípio ético que diz que toda a regra tem excepção quando está em causa o bem da pessoa", acrescenta. E recorda o exemplo da legítima defesa ou da pena de morte, que a doutrina da Igreja admitiu, como excepções, precisamente quando estava em causa o bem comum.
A carta foi enviada pelo grupo logo às 11h32 de domingo passado, pouco antes de se iniciar, no Campo Grande, a missa que assinalava os 50 anos de padre de Vítor Feytor Pinto. Presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, a missa teve também a participação do núncio apostólico (embaixador do Vaticano), que leu uma mensagem do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Angelo Sodano, escrita em nome do Papa, felicitando o homenageado.
Vítor Feytor Pinto foi até Maio último assistente da Federação Internacional de Médicos Católicos, cargo que exerceu durante dez anos. E integra, até fim de 2006, o Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, onde trabalha há 14 anos.
Sobre o preservativo:
(...) [Recentemente], o cardeal-presidente do Conselho Pontifício [para a Saúde] disse à imprensa que estão em questão dois mandamentos: o sexto, [que se relaciona com] os nossos comportamentos sexuais, e o quinto, "não matarás". E que, quando o que está em questão é o não matar, e a única forma de não matar é o uso de um profilático, ele pode justificar-se.
Sobre o aborto:
A pessoa pode dispor da própria vida, não da vida dos outros. Dispor da vida dos outros é egoísmo, oferecer a minha vida pela dos outros é generosidade. [A pessoa] pode ter uma pressão de tal natureza que, em consciência, não é capaz de encontrar outra saída. Não vou dizer que, em teoria, é bem. No caso de uma violação, a pessoa não encontra uma alternativa. Vamos ajudá-la ao máximo para que não destrua uma vida. Mas, se a destruir, compreendemos que o conflito interior foi de tal natureza que não encontrou outra saída. Não
vamos dizer que esta pessoa é uma criminosa. (...)
19.7.05
12.7.05
8.7.05
7.7.05
#2
[na luta]
Por se encontar numa zona priveligiada, perto da cidade e de vários acessos viários, a Serra da Carregueira é alvo da cobiça dos agentes imobiliários.
É preciso estar atento e salvá-la, antes que seja tarde.
[na luta]
Por se encontar numa zona priveligiada, perto da cidade e de vários acessos viários, a Serra da Carregueira é alvo da cobiça dos agentes imobiliários.
É preciso estar atento e salvá-la, antes que seja tarde.
#1
[londres]
6 explosões, numero de mortos e de feridos indeterminado, pânico.
As razões são desconhecidas, talvez sejam as de sempre.
À barbarie do terrorismo de estado que ocupou o iraque e o afeganistão, que tem o mundo a saque, que se permite fazer caridade e continuar a colonizar o chamado terceiro mundo através da exigência de privatização dos serviços públicos ou da exploração dos recursos, os autores deste atentado respondem com a guerra sem quartel. Injustificável, inaceitável, intolerável.
Estive em Edimburgo por estes dias, participando nas actividades alternativas à cimeira do G8. Fui à grande marcha make poverty history, que juntou 220 mil pessoas nas ruas daquela cidade na exigendia de um mundo gerido por outras regras, e que foi completamente abafada pelo show off mediatico do live aid/8, a caridadezinha que Bono Vox e Bob Geldof promoveram.
Fui à cimeira alternativa. Ouvi, entre outros, a mãe de Carlo Giuliani falar da importância da educação, da maneira como as mães e os professores devem educar as crianças para as escolhas e para a luta, de modo a que não sejam pisados pelos mais fortes.
Estive no grande carnaval contra a precariedade e a miséria promovidas pelas grandes organizações financeiras do mundo, do qual apenas se ouviram ecos de violência - existiu muita, especialmente porque a polícia a provocou.
Fui a Dungavel exigir o encerramento de um centro de detenção de imigrantes. É um lugar lindo, no meio do verde. Mas ali há centro de detenção que, em termos de direitos civis, não está muito longe de guantanamo. manifestei-me ao lado de pacifistas, de anarquistas violentos, de velhinhas amorosas, de imigrantes de todo o mundo, de miúdos de todas as acores, de deputados de vários parlamentos, de gente que quer, apenas, encerrar estes campos de concentração que~são cada vez mais comuns na Europa de Schengen.
Não estive ontem em Glenneagles, mas gostava de ter estado.
O meu cabelo comprido, a barba e tez morena deixam qualquer policia nervoso, pelo que, ao abrigo da secção 60 da lei antiterrorista, fui filmado, fotografado, interrogado e olhado com desconfiança. Não promovi nem promovo a violência gratuita em manifestações, não defendo a luta armada contra civis indefesos, seja em londres ou no iraque, promovida por terroristas ou pelos exercítos das democracias ocidentais. Mas fui violentado por um sistema que só admite dois tipos de gente: os que estão do seu lado e os que, não estando, estão ao lado dos sanguinários que hoje fazem as notícias.
Não estou em nenhum dos lados. Luto com ética por outro mundo, possível e necessário, onde a exploração dos homens e das mulheres pelo sistema e pelos seus iguais não exista, onde a discriminação seja uma miragem, onde a utilização dos recursos seja racional e justa, onde o lucro de alguns não se sobreponha às pessoas e ao colectivo. Luto ao lado de gente séria que não se revê no mundo em que vivemos, que propõe alternativas e se bate por elas. Luto ao lado da Senhora Heidi Giullianni, que fala sempre de voz embargada mas não baixa os olhos.
[londres]
6 explosões, numero de mortos e de feridos indeterminado, pânico.
As razões são desconhecidas, talvez sejam as de sempre.
À barbarie do terrorismo de estado que ocupou o iraque e o afeganistão, que tem o mundo a saque, que se permite fazer caridade e continuar a colonizar o chamado terceiro mundo através da exigência de privatização dos serviços públicos ou da exploração dos recursos, os autores deste atentado respondem com a guerra sem quartel. Injustificável, inaceitável, intolerável.
Estive em Edimburgo por estes dias, participando nas actividades alternativas à cimeira do G8. Fui à grande marcha make poverty history, que juntou 220 mil pessoas nas ruas daquela cidade na exigendia de um mundo gerido por outras regras, e que foi completamente abafada pelo show off mediatico do live aid/8, a caridadezinha que Bono Vox e Bob Geldof promoveram.
Fui à cimeira alternativa. Ouvi, entre outros, a mãe de Carlo Giuliani falar da importância da educação, da maneira como as mães e os professores devem educar as crianças para as escolhas e para a luta, de modo a que não sejam pisados pelos mais fortes.
Estive no grande carnaval contra a precariedade e a miséria promovidas pelas grandes organizações financeiras do mundo, do qual apenas se ouviram ecos de violência - existiu muita, especialmente porque a polícia a provocou.
Fui a Dungavel exigir o encerramento de um centro de detenção de imigrantes. É um lugar lindo, no meio do verde. Mas ali há centro de detenção que, em termos de direitos civis, não está muito longe de guantanamo. manifestei-me ao lado de pacifistas, de anarquistas violentos, de velhinhas amorosas, de imigrantes de todo o mundo, de miúdos de todas as acores, de deputados de vários parlamentos, de gente que quer, apenas, encerrar estes campos de concentração que~são cada vez mais comuns na Europa de Schengen.
Não estive ontem em Glenneagles, mas gostava de ter estado.
O meu cabelo comprido, a barba e tez morena deixam qualquer policia nervoso, pelo que, ao abrigo da secção 60 da lei antiterrorista, fui filmado, fotografado, interrogado e olhado com desconfiança. Não promovi nem promovo a violência gratuita em manifestações, não defendo a luta armada contra civis indefesos, seja em londres ou no iraque, promovida por terroristas ou pelos exercítos das democracias ocidentais. Mas fui violentado por um sistema que só admite dois tipos de gente: os que estão do seu lado e os que, não estando, estão ao lado dos sanguinários que hoje fazem as notícias.
Não estou em nenhum dos lados. Luto com ética por outro mundo, possível e necessário, onde a exploração dos homens e das mulheres pelo sistema e pelos seus iguais não exista, onde a discriminação seja uma miragem, onde a utilização dos recursos seja racional e justa, onde o lucro de alguns não se sobreponha às pessoas e ao colectivo. Luto ao lado de gente séria que não se revê no mundo em que vivemos, que propõe alternativas e se bate por elas. Luto ao lado da Senhora Heidi Giullianni, que fala sempre de voz embargada mas não baixa os olhos.
3.7.05
#2
[barnabe]
O barnabe encerra hoje. Por ser amigo do Daniel Oliveira, durante alguns meses vivi freneticamente a energia que alimentou uma das armas de combate politico mais contundentes e eficazes que o nosso pais conheceu nos ultimos anos, pelo que e uma pena assistir a este fim.
Fica a memoria de um tempo que o pais foi desgovernado por um cherne desalmado, e depois, por um santana descarado, e do combate sem quartel que se lhes fez, a eles e as ideias que os movem.
Longa vida ao Barnabe.
[barnabe]
O barnabe encerra hoje. Por ser amigo do Daniel Oliveira, durante alguns meses vivi freneticamente a energia que alimentou uma das armas de combate politico mais contundentes e eficazes que o nosso pais conheceu nos ultimos anos, pelo que e uma pena assistir a este fim.
Fica a memoria de um tempo que o pais foi desgovernado por um cherne desalmado, e depois, por um santana descarado, e do combate sem quartel que se lhes fez, a eles e as ideias que os movem.
Longa vida ao Barnabe.
#
[...]
em edimburgo, na senda de um outro mundo possivel, a apreciar a tensao de uma chuva que insiste em anunciar-se e nao cair.
Confesso que a imagem do vento a beijar o verde das montanhas, dando a erva um ar de quem se ri, me deixou com vontade de voar.
225 mil pessoas fizeram ontem uma manifestacao (com cedilha, faz favor) sob o lema make poverty history, lema esse que foi transmutado e multiplicado em make capitalism history, make racism history, make stupidity history, make bush&blair history...
culminou nos jardins da universidade, com uma grande festa,lembrand aos senhores do G8 que eles sao 8 e nos seis milhoes.
hoje ha um mar de conferencias, oportunidade de por empratica a mais importatne maxima leninista: aprender, aprender, aprender.
o material falhou, as fotos insistem em nao sair da maquina para o computador... tentarei resolver isto em tempo util. caso nao consiga, terao de esperar ate quinta feira.
ate ja
[...]
em edimburgo, na senda de um outro mundo possivel, a apreciar a tensao de uma chuva que insiste em anunciar-se e nao cair.
Confesso que a imagem do vento a beijar o verde das montanhas, dando a erva um ar de quem se ri, me deixou com vontade de voar.
225 mil pessoas fizeram ontem uma manifestacao (com cedilha, faz favor) sob o lema make poverty history, lema esse que foi transmutado e multiplicado em make capitalism history, make racism history, make stupidity history, make bush&blair history...
culminou nos jardins da universidade, com uma grande festa,lembrand aos senhores do G8 que eles sao 8 e nos seis milhoes.
hoje ha um mar de conferencias, oportunidade de por empratica a mais importatne maxima leninista: aprender, aprender, aprender.
o material falhou, as fotos insistem em nao sair da maquina para o computador... tentarei resolver isto em tempo util. caso nao consiga, terao de esperar ate quinta feira.
ate ja
30.6.05
#2
[as hordas monárquicas aproximam-se...]
Nuno da Câmara Pereira foi eleito presidente do PPM a 5 de Junho, com 61 votos a favor e 31 contra. Os congressistas não chegavam aos cem mas, à falta de ficheiros do partido, não havia forma de comprovar a sua inscrição. "Não se sabia se todos eram militantes e houve muitos militantes que nem souberam que havia congresso", relata Ferreira do Amaral.
Câmara Pereira reconhece que "os ficheiros andam dispersos", por isso não sabe quantos são e quem são os militantes do PPM. Ao DN, explica que lançou um processo de refiliação e já tem "perfeitamente situados" 500 militantes. Mas acredita que, no total, serão "entre 5 mil e 10 mil".
in Dn, 30 de Junho, 2005
[as hordas monárquicas aproximam-se...]
Nuno da Câmara Pereira foi eleito presidente do PPM a 5 de Junho, com 61 votos a favor e 31 contra. Os congressistas não chegavam aos cem mas, à falta de ficheiros do partido, não havia forma de comprovar a sua inscrição. "Não se sabia se todos eram militantes e houve muitos militantes que nem souberam que havia congresso", relata Ferreira do Amaral.
Câmara Pereira reconhece que "os ficheiros andam dispersos", por isso não sabe quantos são e quem são os militantes do PPM. Ao DN, explica que lançou um processo de refiliação e já tem "perfeitamente situados" 500 militantes. Mas acredita que, no total, serão "entre 5 mil e 10 mil".
in Dn, 30 de Junho, 2005
29.6.05
#1
[o mentirão]
ERA UMA VEZ UM ARRASTÃO
Um vídeo de Diana Andringa
Dez de Junho, praia de Carcavelos.
Muitos jovens juntam-se ao sol. Há tensão e insultos. Depois chegará a polícia. Às 20h, as televisões apresentam ao país “o arrastão”, um crime massivo, centenas de assaltantes negros, em pleno Dia de Portugal. O noticiário torna-se narrativa apaixonada de um país de insegurança e “gangs”, terror e vigilância. A maré engole o desmentido policial da primeira versão dos incidentes e vários testemunhos sobre uma inventona. “Era uma vez um arrastão” passa em revista um crime que nunca existiu, a atitude dos media perante uma história explosiva e as consequências políticas e sociais de uma notícia falsa. Antes que esta nova crise de pânico passe ao arquivo morto, é necessário inscrevê-la na história da manipulação de massas em Portugal.
Apresentação pública
Quinta-feira, 30 de Junho, 21:30h
Videoteca Municipal de Lisboa,
Largo do Calvário (Alcântara)
A apresentação será seguida de debate com a presença de:
Miguel Gaspar (jornalista, DN)
Rui Pena Pires (sociólogo, ISCTE)
José Rebelo (jornalista, sociólogo, ISCTE)
Mário Mesquita (jornalista, professor universitário)*
Nuno Guedes (jornalista, A Capital)*
* a confirmar
[o mentirão]
ERA UMA VEZ UM ARRASTÃO
Um vídeo de Diana Andringa
Dez de Junho, praia de Carcavelos.
Muitos jovens juntam-se ao sol. Há tensão e insultos. Depois chegará a polícia. Às 20h, as televisões apresentam ao país “o arrastão”, um crime massivo, centenas de assaltantes negros, em pleno Dia de Portugal. O noticiário torna-se narrativa apaixonada de um país de insegurança e “gangs”, terror e vigilância. A maré engole o desmentido policial da primeira versão dos incidentes e vários testemunhos sobre uma inventona. “Era uma vez um arrastão” passa em revista um crime que nunca existiu, a atitude dos media perante uma história explosiva e as consequências políticas e sociais de uma notícia falsa. Antes que esta nova crise de pânico passe ao arquivo morto, é necessário inscrevê-la na história da manipulação de massas em Portugal.
Apresentação pública
Quinta-feira, 30 de Junho, 21:30h
Videoteca Municipal de Lisboa,
Largo do Calvário (Alcântara)
A apresentação será seguida de debate com a presença de:
Miguel Gaspar (jornalista, DN)
Rui Pena Pires (sociólogo, ISCTE)
José Rebelo (jornalista, sociólogo, ISCTE)
Mário Mesquita (jornalista, professor universitário)*
Nuno Guedes (jornalista, A Capital)*
* a confirmar
28.6.05
#2
[um mundo assim governado é um mundo condenado]
"países do G8 são os responsáveis pela venda de 80% das armas mundiais e continuam a vendê-las, oprimindo as pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo", disse Barbara Stocking, directora da Oxfam - que, juntamente, com a Amnistia Internacional e a Rede Internacional de Acção contra Armas Ligeiras lançaram a CCA. (...) O relatório da CCA põe em causa os países do G8 ao dar exemplos concretos para cada um deles. Por exemplo, para a Alemanha, as organizações não governamentais denunciam a utilização de motores alemães nos veículos militares da junta birmanesa. Já o Canadá é acusado de exportar blindados ligeiros e helicópteros para a Arábia Saudita e armas ligeiras para as Filipinas. Os EUA "apoiaram militarmente países acusados de violar os direitos humanos", como o Paquistão, o Nepal ou Israel. Bombas, granadas, munições e minas são exportadas pela França para países aos quais a União Europeia impõe embargos, como a Birmânia ou o Sudão, revela ainda o relatório. "
in DN, 23 de Junho 2005
[um mundo assim governado é um mundo condenado]
"países do G8 são os responsáveis pela venda de 80% das armas mundiais e continuam a vendê-las, oprimindo as pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo", disse Barbara Stocking, directora da Oxfam - que, juntamente, com a Amnistia Internacional e a Rede Internacional de Acção contra Armas Ligeiras lançaram a CCA. (...) O relatório da CCA põe em causa os países do G8 ao dar exemplos concretos para cada um deles. Por exemplo, para a Alemanha, as organizações não governamentais denunciam a utilização de motores alemães nos veículos militares da junta birmanesa. Já o Canadá é acusado de exportar blindados ligeiros e helicópteros para a Arábia Saudita e armas ligeiras para as Filipinas. Os EUA "apoiaram militarmente países acusados de violar os direitos humanos", como o Paquistão, o Nepal ou Israel. Bombas, granadas, munições e minas são exportadas pela França para países aos quais a União Europeia impõe embargos, como a Birmânia ou o Sudão, revela ainda o relatório. "
in DN, 23 de Junho 2005
26.6.05
23.6.05
22.6.05
#2
[podem chamar-me cão...]
mas preciso de desabafar.
isto não anda nem desanda...
estou cheio de coisas para fazer. não tenho parado, não tenho tempo nem pachorra para escrever. Mas há luz ao fundo do meu túnel...
vou a Edimburgo na semana que vem...
à Galiza no fim do mês...
acampar quatro dias na serra da estrela, à sombra, na beira de um rio
ao Douro Internacional, de burro, no inicio de Agosto
e ao intercéltico de Sendim...
auf auf
beu beu
ao ao
bau bau
[podem chamar-me cão...]
mas preciso de desabafar.
isto não anda nem desanda...
estou cheio de coisas para fazer. não tenho parado, não tenho tempo nem pachorra para escrever. Mas há luz ao fundo do meu túnel...
vou a Edimburgo na semana que vem...
à Galiza no fim do mês...
acampar quatro dias na serra da estrela, à sombra, na beira de um rio
ao Douro Internacional, de burro, no inicio de Agosto
e ao intercéltico de Sendim...
auf auf
beu beu
ao ao
bau bau
20.6.05
#1
[esclarecimento]
...Antes de iniciarem a curta marcha até ao Rossio, os manifestantes - "não só skinheads, deve haver apenas 30 ou 40 no meio de 300 pessoas", dizia Mário Machado* - fizeram um minuto de silêncio "pelos portugueses mortos na África do Sul e pelos portugueses que sofrem na linha de Sintra e que têm medo de sair de casa".
in DN, 19 de Junho de 2005
Sou português, ou seja sou resultado de uma enorme mistura de genes. Ssou rafeiro como tod@s nós, e tenho prazer em ser assim, tão degenerado. Conheço portugueses e portuguesas de todas as cores e credos. A eles e elas, a tod@s @s meus irmãos da raça humana só desejo o melhor, só desejo que possam ter os mesmos direitos que eu, num país onde tod@s cabem.
A minha pele é daquela cor que se convencionou como branca, apesar de ser beje e até já estar um tanto ou quanto morena do sol de verão. No entanto, sou de todas as cores: branco como os suecos, preto como os senegaleses, azul como os berberes, amarelo como os chineses, dourado os são tomenses, verde como os marcianos e vermelho como os comunistas e os indios norte americanos.
Moro na linha de Sintra, sempre morei. E não preciso de minutos de silêncio de gente como este filho da puta assassino que aqui em cima é citado.
*esteve envolvido no espancamento até à morte de Alcino Monteiro, por ser negro, no dia dez de junho de 1995. Ontem, na publica, entre outras barbaridades, louvava hitler e afirmava textualmente não pagar impostos...
[esclarecimento]
...Antes de iniciarem a curta marcha até ao Rossio, os manifestantes - "não só skinheads, deve haver apenas 30 ou 40 no meio de 300 pessoas", dizia Mário Machado* - fizeram um minuto de silêncio "pelos portugueses mortos na África do Sul e pelos portugueses que sofrem na linha de Sintra e que têm medo de sair de casa".
in DN, 19 de Junho de 2005
Sou português, ou seja sou resultado de uma enorme mistura de genes. Ssou rafeiro como tod@s nós, e tenho prazer em ser assim, tão degenerado. Conheço portugueses e portuguesas de todas as cores e credos. A eles e elas, a tod@s @s meus irmãos da raça humana só desejo o melhor, só desejo que possam ter os mesmos direitos que eu, num país onde tod@s cabem.
A minha pele é daquela cor que se convencionou como branca, apesar de ser beje e até já estar um tanto ou quanto morena do sol de verão. No entanto, sou de todas as cores: branco como os suecos, preto como os senegaleses, azul como os berberes, amarelo como os chineses, dourado os são tomenses, verde como os marcianos e vermelho como os comunistas e os indios norte americanos.
Moro na linha de Sintra, sempre morei. E não preciso de minutos de silêncio de gente como este filho da puta assassino que aqui em cima é citado.
*esteve envolvido no espancamento até à morte de Alcino Monteiro, por ser negro, no dia dez de junho de 1995. Ontem, na publica, entre outras barbaridades, louvava hitler e afirmava textualmente não pagar impostos...
16.6.05
15.6.05
#3
[da luta social]
Um conjunto de sindicalistas ligados à função pública esta a organizar uma petição à AR para que esta não aprove as alterações anunciadas pelo Governo ao Estatuto de Aposentação da Administração Pública e revogue a Lei n.º 1/2004, de 15 de Janeiro, recolocando o direito à aposentação com 36 anos de serviço, independentemente da idade, com direito à pensão completa, desde que não haja prejuízos para o serviço e abranja todos os trabalhadores da administração pública.
Podem encontrar aqui mais informação e o formulário da petição (para impressão)
Pede-se colaboração na divulgação desta iniciativa, bem como na recolha de assinaturas .
[da luta social]
Um conjunto de sindicalistas ligados à função pública esta a organizar uma petição à AR para que esta não aprove as alterações anunciadas pelo Governo ao Estatuto de Aposentação da Administração Pública e revogue a Lei n.º 1/2004, de 15 de Janeiro, recolocando o direito à aposentação com 36 anos de serviço, independentemente da idade, com direito à pensão completa, desde que não haja prejuízos para o serviço e abranja todos os trabalhadores da administração pública.
Podem encontrar aqui mais informação e o formulário da petição (para impressão)
Pede-se colaboração na divulgação desta iniciativa, bem como na recolha de assinaturas .
#2
[no dn de hoje]
Quando o criador resolve falar de si sem usar palavras
Ana Marques Gastão
Com Lourdes Castro, René Bertholo foi fundador da revista e do grupo cosmopolita KWY, criados nos finais dos anos 50, em Paris, por meio dos quais os artistas manifestaram a sua irreverência e revolta para com a arte e a política que se faziam em Portugal. Juntaram-se--lhe João Vieira, Costa Pinheiro, José Escada, Gonçalo Duarte, Christo e Jan Voss. O criador de Qui Chasse Qui morreu na sexta-feira, vítima de cancro. Contava 70 anos.
A KWY (as letras que não existiam no alfabeto português) não foi apenas uma publicação experimental em serigrafia, com forte componente poética e, mais tarde, ensaística, que marcou o Portugal desse tempo, nela impôs-se a capacidade inventiva de René Bertholo. A revista (que deu mão a pintores e poetas, já não falando das presenças tutelares de Vieira e Arpad) surge por circunstâncias várias, entre as quais o reconhecimento da impossibilidade de viver da pintura em Portugal. Desde o primeiro número (publicaram-se 12 até 1963) foram, entre outros, princípios do grupo a liberdade criativa, a afirmação da diferença estética, o pluralismo perante a arte do tempo, a solidariedade não coactiva entre artistas-editores e colaboradores, a inventividade coabitando com o divertimento, o jogo.
De formas diferentes, a "lição" do grupo, assumido pela revista, passou para os artistas que nele participaram como Bertholo. Com um longo e coerente percurso estético, iniciado pela investigação na área das técnicas de expressão directa, o artista vem a assumir, sobretudo a partir dos anos 60, uma linguagem neofigurativa na suavidade da sua expressão lírica.
René Bertholo, cuja formação ocorreu na António Arroio, tendo frequentado a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, foi ainda um dos animadores da galeria Pórtico com Lourdes Castro, José Escada, Costa Pinheiro e Teresa de Sousa. Aí, e em mostras várias, afirmou-se uma geração de artistas que maioritariamente optaria pelo exílio.
Aliado a uma herança que remonta a Klee, até pela acumulação de imagens do quotidiano na composição compartimentada, são conhecidas ainda as construções mecânicas de modelos reduzidos de René Bertholo, bem como a sua imagética da infância. Penetrando no território da efabulação, a sua arte dir-se-ia, também, jogo entre a memória e a narrativa misteriosa, o acaso e a confusão, o caos e a harmonia, a cintilação e o ritmo "As coisas são interessantes na medida em que possam ajudar a sonhar de olhos abertos" - disse um dia.
Tudo como se a imagem agisse na dicotomia pormenor/todo ou cada quadro abrangesse uma mundividência surreal, ilusória. Em 1961, René Bertholo realiza os primeiros desenhos e monotipias de acumulação e espalhamento de imagens, associando figuras reconhecidas e abstractas, o que constitui uma contribuição singular no contexto da nova figuração. Uma delas integrou, em 2000, a exposição retrospectiva Making Choices que o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque dedicou ao período 1920-1960 com obras da sua colecção. Participará depois noutras colectivas que marcaram a década de 60, como Mythologies Quotidiennes, no Museu de Arte Moderna de Paris. Os seus objectos com movimento, os "modelos reduzidos", nascem a partir de 1966, interrompendo a pintura sobre tela.
É, no entanto, uma poética do fragmento a sobrevoar toda a obra de René Bertholo - não alheia à influência da banda desenhada -, que joga com perspectivas e ângulos inusuais. Nela se integra também o interesse pelo funcionamento dos objectos, que transportam imagens de paisagens, pelo movimento, pela oscilação entre o real e o artificial, a "verdade" e o onírico. Dividida por diferentes períodos, o tempo anterior à partida para Munique, a permanência parisiense e a produção algarvia, a sua criação tem muito de caligráfico, um quadro saindo de outro quadro "Resolvi começar a falar de mim próprio sem palavras e, no fundo, a minha pintura é isso."
Não pode, aliás, isolar-se o seu trabalho de uma reflexão sobre a passagem do tempo, da ideia de escrita automática, da pintura de sinais e pequenas figuras, da vocação sígnica. Nem tão-pouco pode falar-se de René Bertholo sem lembrar o gosto do artista pelos pequenos engenhos electrónicos - a exemplo de Leonardo -, produtores de som e de luz, algo com muito de artesanal e simultaneamente usando o ruído da vida quotidiana.
Em René Bertholo havia uma certa malícia, a encenação de quem se debruça sobre a realidade com o riso dos lúcidos, brincando com as imagens como uma criança grande. No fundo, lidava com coisas da natureza, mas animando-as. Na aparente desordem, o artista ordenava com minúcia na variação dos elementos repetitivos e, de forma límpida, auto-interrogava-se. Era um intuitivo, consciente de que o rigor é o único condutor da intuição. Pintava de olhos abertos.
[no dn de hoje]
Quando o criador resolve falar de si sem usar palavras
Ana Marques Gastão
Com Lourdes Castro, René Bertholo foi fundador da revista e do grupo cosmopolita KWY, criados nos finais dos anos 50, em Paris, por meio dos quais os artistas manifestaram a sua irreverência e revolta para com a arte e a política que se faziam em Portugal. Juntaram-se--lhe João Vieira, Costa Pinheiro, José Escada, Gonçalo Duarte, Christo e Jan Voss. O criador de Qui Chasse Qui morreu na sexta-feira, vítima de cancro. Contava 70 anos.
A KWY (as letras que não existiam no alfabeto português) não foi apenas uma publicação experimental em serigrafia, com forte componente poética e, mais tarde, ensaística, que marcou o Portugal desse tempo, nela impôs-se a capacidade inventiva de René Bertholo. A revista (que deu mão a pintores e poetas, já não falando das presenças tutelares de Vieira e Arpad) surge por circunstâncias várias, entre as quais o reconhecimento da impossibilidade de viver da pintura em Portugal. Desde o primeiro número (publicaram-se 12 até 1963) foram, entre outros, princípios do grupo a liberdade criativa, a afirmação da diferença estética, o pluralismo perante a arte do tempo, a solidariedade não coactiva entre artistas-editores e colaboradores, a inventividade coabitando com o divertimento, o jogo.
De formas diferentes, a "lição" do grupo, assumido pela revista, passou para os artistas que nele participaram como Bertholo. Com um longo e coerente percurso estético, iniciado pela investigação na área das técnicas de expressão directa, o artista vem a assumir, sobretudo a partir dos anos 60, uma linguagem neofigurativa na suavidade da sua expressão lírica.
René Bertholo, cuja formação ocorreu na António Arroio, tendo frequentado a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, foi ainda um dos animadores da galeria Pórtico com Lourdes Castro, José Escada, Costa Pinheiro e Teresa de Sousa. Aí, e em mostras várias, afirmou-se uma geração de artistas que maioritariamente optaria pelo exílio.
Aliado a uma herança que remonta a Klee, até pela acumulação de imagens do quotidiano na composição compartimentada, são conhecidas ainda as construções mecânicas de modelos reduzidos de René Bertholo, bem como a sua imagética da infância. Penetrando no território da efabulação, a sua arte dir-se-ia, também, jogo entre a memória e a narrativa misteriosa, o acaso e a confusão, o caos e a harmonia, a cintilação e o ritmo "As coisas são interessantes na medida em que possam ajudar a sonhar de olhos abertos" - disse um dia.
Tudo como se a imagem agisse na dicotomia pormenor/todo ou cada quadro abrangesse uma mundividência surreal, ilusória. Em 1961, René Bertholo realiza os primeiros desenhos e monotipias de acumulação e espalhamento de imagens, associando figuras reconhecidas e abstractas, o que constitui uma contribuição singular no contexto da nova figuração. Uma delas integrou, em 2000, a exposição retrospectiva Making Choices que o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque dedicou ao período 1920-1960 com obras da sua colecção. Participará depois noutras colectivas que marcaram a década de 60, como Mythologies Quotidiennes, no Museu de Arte Moderna de Paris. Os seus objectos com movimento, os "modelos reduzidos", nascem a partir de 1966, interrompendo a pintura sobre tela.
É, no entanto, uma poética do fragmento a sobrevoar toda a obra de René Bertholo - não alheia à influência da banda desenhada -, que joga com perspectivas e ângulos inusuais. Nela se integra também o interesse pelo funcionamento dos objectos, que transportam imagens de paisagens, pelo movimento, pela oscilação entre o real e o artificial, a "verdade" e o onírico. Dividida por diferentes períodos, o tempo anterior à partida para Munique, a permanência parisiense e a produção algarvia, a sua criação tem muito de caligráfico, um quadro saindo de outro quadro "Resolvi começar a falar de mim próprio sem palavras e, no fundo, a minha pintura é isso."
Não pode, aliás, isolar-se o seu trabalho de uma reflexão sobre a passagem do tempo, da ideia de escrita automática, da pintura de sinais e pequenas figuras, da vocação sígnica. Nem tão-pouco pode falar-se de René Bertholo sem lembrar o gosto do artista pelos pequenos engenhos electrónicos - a exemplo de Leonardo -, produtores de som e de luz, algo com muito de artesanal e simultaneamente usando o ruído da vida quotidiana.
Em René Bertholo havia uma certa malícia, a encenação de quem se debruça sobre a realidade com o riso dos lúcidos, brincando com as imagens como uma criança grande. No fundo, lidava com coisas da natureza, mas animando-as. Na aparente desordem, o artista ordenava com minúcia na variação dos elementos repetitivos e, de forma límpida, auto-interrogava-se. Era um intuitivo, consciente de que o rigor é o único condutor da intuição. Pintava de olhos abertos.
14.6.05
9.6.05
7.6.05
#2
[pela calada]
no DR de hoje saiu o Decreto-Lei n.º 93/2005. que transforma os hospitais sociedades anónimas em entidades públicas empresariais.
é uma matéria da maior importância par ao futuro do SNS, apesar de, bem vistas as coisas, não passar de uma manobra de cosmética do governo de socrates.
Na substância, entre as SA's de Luis Filipe Pereira e as EPE's de Correia de Campos, a diferença é pouca.
O que me deixa inquieto é que, tendo sido esta uma promessa de Socrates para preservar o caracter público do SNS, chegamos quase às seis da tarde e ainda nenhum orgão de comunicação social se referiu à matéria... aqui há gato!
[pela calada]
no DR de hoje saiu o Decreto-Lei n.º 93/2005. que transforma os hospitais sociedades anónimas em entidades públicas empresariais.
é uma matéria da maior importância par ao futuro do SNS, apesar de, bem vistas as coisas, não passar de uma manobra de cosmética do governo de socrates.
Na substância, entre as SA's de Luis Filipe Pereira e as EPE's de Correia de Campos, a diferença é pouca.
O que me deixa inquieto é que, tendo sido esta uma promessa de Socrates para preservar o caracter público do SNS, chegamos quase às seis da tarde e ainda nenhum orgão de comunicação social se referiu à matéria... aqui há gato!
6.6.05
#1
[fiscal & tecnológico]
de choque em choque, quem se trama são sempre os mesmos...
"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Econo- mia e Gestão e presidente do Instituto dos Actuários Portugueses. O economista estima em cerca de 15% a perda de poder de compra sofrida pela classe média apenas entre 2001 e 2005. Uma erosão que deverá manter-se nos próximos anos, tendo em conta o agravamento do IVA e o anúncio de aumentos salariais médios de 2% para os funcionários públicos até 2009, abaixo da inflação prevista.
(...)
in DN, 6 Junho de 2005
[fiscal & tecnológico]
de choque em choque, quem se trama são sempre os mesmos...
"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Econo- mia e Gestão e presidente do Instituto dos Actuários Portugueses. O economista estima em cerca de 15% a perda de poder de compra sofrida pela classe média apenas entre 2001 e 2005. Uma erosão que deverá manter-se nos próximos anos, tendo em conta o agravamento do IVA e o anúncio de aumentos salariais médios de 2% para os funcionários públicos até 2009, abaixo da inflação prevista.
(...)
in DN, 6 Junho de 2005
#1
[Paira um espectro sobre a Europa...]
A primeira coisa a dizer sobre a proposta de constituição europeia, é que a considero antidemocrática, pois não serve o propósito de uma União feita pelos povos e para os povos.
De facto, a UE que temos hoje é, tão só, um instrumento da ideia de livre mercado que lhe deu origem. Como tal, temos assistido, desde o momento inicial deste projecto- o tratado de Roma -, ao seu crescimento e estruturação assente em tratados cozinhados pelas lideranças dos países membros sem, na maioria das vezes, dar cavaco aos cidadãos e cidadãs.
Chegados ao momento de assinatura do tratado de Nice, os lideres europeus decidiram que o passo seguinte seria o da formalização do supra-estado europeu que se estava a desenhar e que sempre foi negado, permitindo assim, para lá da economia e do mercado, uma politica de defesa comuns e exigindo a submissão dos estados membros a um quadro legal impeditivo de grandes desvios à linha.
Formou-se então, a mando de Romano Prodi, uma comissão para escrever uma proposta de texto constitucional, substituindo-se desta forma uma assembleia constituinte, directamente eleita pelos povos, por um grupo de tecnocratas que trabalharam num silêncio quase clandestino. Esta é a primeira razão para justificar o défice democrático em questão.
A segunda razão da incapacidade democrática do projecto, prende-se com o facto de este, em nome do mercado e pelo mercado, se sobrepor à legislação dos estados membros, evitando no seu léxico referencias históricas a direitos adquiridos pelas populações no pós guerra, ou seja, evitando comprometer o estado europeu com um modelo social que, cada vez mais, é alvo dos ataques das classes dominantes. Expressões como direito ao emprego ou serviços públicos, por exemplo, são substituídas por eufemismos como direito a procurar trabalho e serviços de interesse geral, que podem significar a mesma coisa (não creio) ou outra coisa qualquer, ninguém sabe. Outras razões existem.
Para dar um ar democrático ao processo, o texto prevê a sua ratificação por cada um dos estados membros, o que serve de argumento para os tecnocratas defenderem a sua génese como a mais transparente de sempre… surgem desta forma os referendos ou a ratificação em parlamento nacional, como aconteceu na Alemanha. E aqui a coisa começou a correr mal, porque o que estava previsto era que esta ratificação fosse uma mera formalidade.
O Não francês caiu como uma pedrada no charco. Boa parte dos políticos que governaram aquele país nas últimas décadas estavam do lado do sim. Do lado do não encontrámos, um PCF moribundo, que sabiamente se aliou à extrema-esquerda, aos verdes e a um grupo de trânsfugas do PSF, numa frente popular contra o neoliberalismo, por outra Europa possível e social. Desse lado estava também a besta da extrema-direita, com o seu discurso xenófobo e nacionalista, não se verificando confusão possível entre os protagonistas. Estava ainda uma grande maioria que, no dia 27 de Maio, disse NON.
Os comentadores políticos tentaram esconder as razões da derrota, dizendo que os franceses votaram assim pelas razões erradas, em protesto contra Chirac e Rafarin, principais responsáveis por uma politica anti-social em larga escala. Esqueceram-se foi de dizer que esta politica anti-social é fruto das directivas europeias, da abertura do mercado, da primazia do lucro sobre as pessoas, da ideia de que o estado só pode existir para regular os privados e não para distribuir riqueza e recursos com justiça. Para lá disso, dizer que as razões foram as erradas é passar um atestado de estupidez a uma grande maioria que tem, de facto, as suas razões.
Começámos então a ouvir falar do célebre plano B, uma espécie de fuga para a frente para passar por cima dos votos, numa atitude muito próxima de uma caravana que tem de continuar a passar, apesar o ladrar dos cães… "Dá-se-lhes nova oportunidade para votar, talvez os coitados percebam que foi um erro…" Mas, se as pessoas dizem não, não será tempo de parar para pensar? Se tivesse ganho o sim alguém se iria preocupar em ouvir novemente o povo? Parece que, para auto denominadas as elites, nada disso interessa.
Dias depois veio o não holandês, mais expressivo, causando menos choque, mas mostrando que o processo está mesmo atrapalhado. Num país onde 85% dos políticos estavam pelo sim, o povo diz não. Volta a falar-se do divórcio das populações com a politica… não terá sido a política a querer, desde o começo, divorciar-se das pessoas para tentar seguir em piloto automático?
A discussão está viciada. Querem fazer-nos pensar que estas vitorias do não foram mais que expressão de uma rebeldia inusitada, un input errado num sistema que corre sem possibilidade de ser parado, que o futuro é naquela direcção, que esta gente se enganou e põe em risco a própria humanidade… no entanto, a coisa move-se, o descontentamento existe e, com ele, outras ideias de europa começam a ganhar peso.
Paira um espectro sobre a europa, o espectro da democracia. A que recusa o haraquiri e se revitaliza na luta popular, mostrando que esta e aquela não são meros acasos e que, contrariamente aos desejos mais intimos dos cratas, não se encontram derrotadas ou em vias de acabar.
[Paira um espectro sobre a Europa...]
A primeira coisa a dizer sobre a proposta de constituição europeia, é que a considero antidemocrática, pois não serve o propósito de uma União feita pelos povos e para os povos.
De facto, a UE que temos hoje é, tão só, um instrumento da ideia de livre mercado que lhe deu origem. Como tal, temos assistido, desde o momento inicial deste projecto- o tratado de Roma -, ao seu crescimento e estruturação assente em tratados cozinhados pelas lideranças dos países membros sem, na maioria das vezes, dar cavaco aos cidadãos e cidadãs.
Chegados ao momento de assinatura do tratado de Nice, os lideres europeus decidiram que o passo seguinte seria o da formalização do supra-estado europeu que se estava a desenhar e que sempre foi negado, permitindo assim, para lá da economia e do mercado, uma politica de defesa comuns e exigindo a submissão dos estados membros a um quadro legal impeditivo de grandes desvios à linha.
Formou-se então, a mando de Romano Prodi, uma comissão para escrever uma proposta de texto constitucional, substituindo-se desta forma uma assembleia constituinte, directamente eleita pelos povos, por um grupo de tecnocratas que trabalharam num silêncio quase clandestino. Esta é a primeira razão para justificar o défice democrático em questão.
A segunda razão da incapacidade democrática do projecto, prende-se com o facto de este, em nome do mercado e pelo mercado, se sobrepor à legislação dos estados membros, evitando no seu léxico referencias históricas a direitos adquiridos pelas populações no pós guerra, ou seja, evitando comprometer o estado europeu com um modelo social que, cada vez mais, é alvo dos ataques das classes dominantes. Expressões como direito ao emprego ou serviços públicos, por exemplo, são substituídas por eufemismos como direito a procurar trabalho e serviços de interesse geral, que podem significar a mesma coisa (não creio) ou outra coisa qualquer, ninguém sabe. Outras razões existem.
Para dar um ar democrático ao processo, o texto prevê a sua ratificação por cada um dos estados membros, o que serve de argumento para os tecnocratas defenderem a sua génese como a mais transparente de sempre… surgem desta forma os referendos ou a ratificação em parlamento nacional, como aconteceu na Alemanha. E aqui a coisa começou a correr mal, porque o que estava previsto era que esta ratificação fosse uma mera formalidade.
O Não francês caiu como uma pedrada no charco. Boa parte dos políticos que governaram aquele país nas últimas décadas estavam do lado do sim. Do lado do não encontrámos, um PCF moribundo, que sabiamente se aliou à extrema-esquerda, aos verdes e a um grupo de trânsfugas do PSF, numa frente popular contra o neoliberalismo, por outra Europa possível e social. Desse lado estava também a besta da extrema-direita, com o seu discurso xenófobo e nacionalista, não se verificando confusão possível entre os protagonistas. Estava ainda uma grande maioria que, no dia 27 de Maio, disse NON.
Os comentadores políticos tentaram esconder as razões da derrota, dizendo que os franceses votaram assim pelas razões erradas, em protesto contra Chirac e Rafarin, principais responsáveis por uma politica anti-social em larga escala. Esqueceram-se foi de dizer que esta politica anti-social é fruto das directivas europeias, da abertura do mercado, da primazia do lucro sobre as pessoas, da ideia de que o estado só pode existir para regular os privados e não para distribuir riqueza e recursos com justiça. Para lá disso, dizer que as razões foram as erradas é passar um atestado de estupidez a uma grande maioria que tem, de facto, as suas razões.
Começámos então a ouvir falar do célebre plano B, uma espécie de fuga para a frente para passar por cima dos votos, numa atitude muito próxima de uma caravana que tem de continuar a passar, apesar o ladrar dos cães… "Dá-se-lhes nova oportunidade para votar, talvez os coitados percebam que foi um erro…" Mas, se as pessoas dizem não, não será tempo de parar para pensar? Se tivesse ganho o sim alguém se iria preocupar em ouvir novemente o povo? Parece que, para auto denominadas as elites, nada disso interessa.
Dias depois veio o não holandês, mais expressivo, causando menos choque, mas mostrando que o processo está mesmo atrapalhado. Num país onde 85% dos políticos estavam pelo sim, o povo diz não. Volta a falar-se do divórcio das populações com a politica… não terá sido a política a querer, desde o começo, divorciar-se das pessoas para tentar seguir em piloto automático?
A discussão está viciada. Querem fazer-nos pensar que estas vitorias do não foram mais que expressão de uma rebeldia inusitada, un input errado num sistema que corre sem possibilidade de ser parado, que o futuro é naquela direcção, que esta gente se enganou e põe em risco a própria humanidade… no entanto, a coisa move-se, o descontentamento existe e, com ele, outras ideias de europa começam a ganhar peso.
Paira um espectro sobre a europa, o espectro da democracia. A que recusa o haraquiri e se revitaliza na luta popular, mostrando que esta e aquela não são meros acasos e que, contrariamente aos desejos mais intimos dos cratas, não se encontram derrotadas ou em vias de acabar.
3.6.05
#1
[dos amigos]
diz-se que é no cabo da roca que a terra acaba e o mar começa.
mas é em finisterra que nos sentimos, realmente, no fim e no começo de todas as coisas.
[dos amigos]
diz-se que é no cabo da roca que a terra acaba e o mar começa.
mas é em finisterra que nos sentimos, realmente, no fim e no começo de todas as coisas.
2.6.05

Numa ilha remota onde se instalou o luto um homem decreta que nunca mais haverá sexo nem filhos...
A ilha vai ficando deserta e ele decide enviar a sua filha, Adriana, para o continente "constituir família por métodos naturais".
Acompanharemos as aventuras de Adriana à procura de um homem que a faça procriar um filho e assim garantir a descendência na ilha.
Acompanharemos as aventuras de Adriana à procura de um homem que a faça procriar um filho e assim garantir a descendência na ilha.
31.5.05
#1
[da obesidade infantil]
[da obesidade infantil]
Artigo 14
A publicidade especialmente dirigida a menores deve ter em conta a sua vulnerabilidade psicológica, abstendo-se, nomeadamente, de:
a) incitar directamente os menores, explorando a sua inexperiência ou credulidade, a adquirir um determinado bem ou serviço
b) incitar directamente os menores a persuadirem os seus pais ou terceiros a comprarem os produtos ou serviços em questão
c) …
d) explorar a confiança especial que os menores depositam nos seus pais tutores ou professores.
in Código da Publicidade, Decreto Lei 330/90, de 23 de Outubro
Não sei se a leitura que faço deste diploma é afectada pela minha miopia esquerdista, mas parece-me bem que este artigo daria para acabar com boa parte da publicidade à hora dos desenhos animados.
30.5.05
27.5.05
25.5.05
#1
[Não, No, Non, Nein]
15 razões para reprovar a Constituição Europeia Europeia
(traduzido de Rebelión, Jesús Bartolomé):

foto daqui
15 contra-argumentos que constatam que com este tratado constitucional perdemos todos os europeus, porque:
[Não, No, Non, Nein]
15 razões para reprovar a Constituição Europeia Europeia
(traduzido de Rebelión, Jesús Bartolomé):

foto daqui
15 contra-argumentos que constatam que com este tratado constitucional perdemos todos os europeus, porque:
1. Não se trata de uma autêntica constituição surgida através de uma assembleia constituinte eleita por sufrágio universal directo; pelo contrário, estamos perante um tratado internacional multilateral, como reflexa a sua adopção, ratificação e revisão por parte dos Estados membros e não dos seus cidadãos.
2. A Carta de Direitos Fundamentais não amplia o âmbito de aplicação do direito na UE nem cria novas competências (Art. II-111), pelo que se resume a uma declaração de princípios sem consequências práticas.
3. Os autênticos valores e objectivos da UE estão reflectidos na utilização da palavra "competividade" 27 vezes, enquanto que a "Economia Social de Mercado" aparece apenas uma vez, com o atributo de "altamente competitiva" (Art. I-3). Objectivos como a "paz" e o "desenvolvimento sustentável" não são posteriormente concretizados.
4. O único mecanismo real de democracia participativa explicita é a iniciativa de legislatura popular que é muito limitada, já que não obriga a Comissão Europeia a apresentar a proposta, e está reduzida às áreas de competência da Comissão (fundamentalmente política comercial, monetária e mercado interior); para além destes constrangimentos, estas iniciativas só poderão ir avante com a mobilização de pelo menos 1 milhão de cidadãos provenientes de um número significativo de estados membros.
5. Consolida a poder de decisão da soberania estatal na UE, já que apenas uma instituição, o parlamento Europeu, é eleito directamente por sufrágio universal dos Europeus.
6. Permite à UE recorrer à guerra preventiva e aposta no militarismo ao criar uma agência para a aquisição e investigação militar e obrigar os estados membros a incrementar os seus gastos militares (Art. I-41)
7. As políticas de coesão Económica, Social e territorial continuam a ter por base fundos mínimos (o orçamento da UE o não ultrapassa 1,27 % do PIB comunitário), ao mesmo tempo que a harmonização entre estados é cada vez mais difícil, e é interdita a convergência legal em termos de condições de trabalho, segurança social e luta contra a exclusão social.
8. O parlamento Europeu continua sem ter autonomia ou iniciativa legislativa, mantendo-se como orgão consultivo.
9. Nega a cidadania Europeia aos residentes extra-comunitários, negando-lhes por acréscimo uma série de direitos.
10. Aprofunda as divergências entre estados membros, ao estabelecer a possibilidade de uma série de cooperações reforçadas, o que implica apostar na consolidação de uma Europa a várias velocidades.
11. Mantém a unanimidade paralizante relativamente à adopção de políticas fiscais e sociais, assim como leis contra todo o tipo de descriminação (Art. III-124). Pelo contrário, alarga a maioria qualificada para temas económicos como a liberalização dos serviços, com os previsíveis efeitos sociais negativos.
12. Não estabelece uma verdadeira divisão de poderes, já que (por exemplo) a comissão Europeia mantém o monopólio da iniciativa legislativa ao mesmo tempo que se vê reforçado o seu poder executivo na UE.
13. Os parlamentos nacionais continuam sem nenhum poder de decisão relativamente às decisões da UE.
14. O papel das regiões, cidades e municípios continua a ser meramente consultivo.
15. Esmaga-se o tratado constitucional, ao exigir a unanimidade dos 25 estados membros da UE para a ratificação da sua reforma (Art. IV-443), institucionalizando a lógica da diplomacia internacional em detrimento de qualquer processo constituinte.
2. A Carta de Direitos Fundamentais não amplia o âmbito de aplicação do direito na UE nem cria novas competências (Art. II-111), pelo que se resume a uma declaração de princípios sem consequências práticas.
3. Os autênticos valores e objectivos da UE estão reflectidos na utilização da palavra "competividade" 27 vezes, enquanto que a "Economia Social de Mercado" aparece apenas uma vez, com o atributo de "altamente competitiva" (Art. I-3). Objectivos como a "paz" e o "desenvolvimento sustentável" não são posteriormente concretizados.
4. O único mecanismo real de democracia participativa explicita é a iniciativa de legislatura popular que é muito limitada, já que não obriga a Comissão Europeia a apresentar a proposta, e está reduzida às áreas de competência da Comissão (fundamentalmente política comercial, monetária e mercado interior); para além destes constrangimentos, estas iniciativas só poderão ir avante com a mobilização de pelo menos 1 milhão de cidadãos provenientes de um número significativo de estados membros.
5. Consolida a poder de decisão da soberania estatal na UE, já que apenas uma instituição, o parlamento Europeu, é eleito directamente por sufrágio universal dos Europeus.
6. Permite à UE recorrer à guerra preventiva e aposta no militarismo ao criar uma agência para a aquisição e investigação militar e obrigar os estados membros a incrementar os seus gastos militares (Art. I-41)
7. As políticas de coesão Económica, Social e territorial continuam a ter por base fundos mínimos (o orçamento da UE o não ultrapassa 1,27 % do PIB comunitário), ao mesmo tempo que a harmonização entre estados é cada vez mais difícil, e é interdita a convergência legal em termos de condições de trabalho, segurança social e luta contra a exclusão social.
8. O parlamento Europeu continua sem ter autonomia ou iniciativa legislativa, mantendo-se como orgão consultivo.
9. Nega a cidadania Europeia aos residentes extra-comunitários, negando-lhes por acréscimo uma série de direitos.
10. Aprofunda as divergências entre estados membros, ao estabelecer a possibilidade de uma série de cooperações reforçadas, o que implica apostar na consolidação de uma Europa a várias velocidades.
11. Mantém a unanimidade paralizante relativamente à adopção de políticas fiscais e sociais, assim como leis contra todo o tipo de descriminação (Art. III-124). Pelo contrário, alarga a maioria qualificada para temas económicos como a liberalização dos serviços, com os previsíveis efeitos sociais negativos.
12. Não estabelece uma verdadeira divisão de poderes, já que (por exemplo) a comissão Europeia mantém o monopólio da iniciativa legislativa ao mesmo tempo que se vê reforçado o seu poder executivo na UE.
13. Os parlamentos nacionais continuam sem nenhum poder de decisão relativamente às decisões da UE.
14. O papel das regiões, cidades e municípios continua a ser meramente consultivo.
15. Esmaga-se o tratado constitucional, ao exigir a unanimidade dos 25 estados membros da UE para a ratificação da sua reforma (Art. IV-443), institucionalizando a lógica da diplomacia internacional em detrimento de qualquer processo constituinte.
24.5.05
#1
[do défice]
(...) Em 2003 a despesa pública total correspondia em Portugal a 47,6% do PIB, um valor próximo da média da união dos quinze (48,3%). Contudo, registavam-se diferenças significativas entre Estados, desde a suécia, onde o Estado consome 57,6% da ruiqueza gerada anualmente, à Irlanda, onde se queda pelos 34,4%. Estas Diferenças mostram que não existe um só caminho a percorrer e que há opções políticas de fundo - isto é, de modelo de sociedade - que mesmo no seio da União Europeia são significativas. (...)
José Manuel Fernandes, no editorial do Público de hoje
JMF constata aqui o óbvio.
No desenvolver das ideias, confirmamos que a sua solução, o seu modelo, passam por uma solução mais irlandesa, isto é, pelo emagrecimento do estado, pelo fim do estado. Gabo-lhe a restia de coerencia... afinal, o marxismo, que JMF defendia há 30 anos, tem também ele como meta o fim do estado.
Mas, o mais importante que podemos retirar desta nota é que os sound bytes lançados pela imprensa, pela generalidade dos comentadores e pelos grupos patronais são, no amago, falaciosos. Vejamos então:
1- O investimento publico não é excessivo. Está é mal gerido e pode, inclusivamente, ser aumentado sem que daí venha mal ao país.
2- Não há necessidade de cortar a direito nos funcionários públicos, até porque a taxa de emprego no sector do estado está ligeiramente abaixo da média da união, isto segundo dados do final de 2004. É preciso requalificar funções e melhorar saberes, utilizando essa mais valia como sinergia para a mudança. Pode apostar-se na aposentação de algumas faixas mas envelhecidas, implicando isso o revitalizar dos quadros e não o encerramento de lugares.
3- O modelo de desenvolvimento em que portugal está atolado não é o único possível no quadro da União Europeia. O outro, o da chamada social democracia nórdica, não será muito melhor, mas parece que faz do estado, isto é, do interesse colectivo, a plataforma do desenvolvimento social. No fundo, o nosso modelo de desenvolvimento já provou nada conseguir a não ser endividamentos, aumento das desigualdades sociais, perda de oportunidades e bons negócios para alguns (muito poucos).
Em resumo, é o modelo que está errado. Mas isso não há quem queira ver.
São as regras do neoliberalismo a ditar as suas sentenças.
[do défice]
(...) Em 2003 a despesa pública total correspondia em Portugal a 47,6% do PIB, um valor próximo da média da união dos quinze (48,3%). Contudo, registavam-se diferenças significativas entre Estados, desde a suécia, onde o Estado consome 57,6% da ruiqueza gerada anualmente, à Irlanda, onde se queda pelos 34,4%. Estas Diferenças mostram que não existe um só caminho a percorrer e que há opções políticas de fundo - isto é, de modelo de sociedade - que mesmo no seio da União Europeia são significativas. (...)
José Manuel Fernandes, no editorial do Público de hoje
JMF constata aqui o óbvio.
No desenvolver das ideias, confirmamos que a sua solução, o seu modelo, passam por uma solução mais irlandesa, isto é, pelo emagrecimento do estado, pelo fim do estado. Gabo-lhe a restia de coerencia... afinal, o marxismo, que JMF defendia há 30 anos, tem também ele como meta o fim do estado.
Mas, o mais importante que podemos retirar desta nota é que os sound bytes lançados pela imprensa, pela generalidade dos comentadores e pelos grupos patronais são, no amago, falaciosos. Vejamos então:
1- O investimento publico não é excessivo. Está é mal gerido e pode, inclusivamente, ser aumentado sem que daí venha mal ao país.
2- Não há necessidade de cortar a direito nos funcionários públicos, até porque a taxa de emprego no sector do estado está ligeiramente abaixo da média da união, isto segundo dados do final de 2004. É preciso requalificar funções e melhorar saberes, utilizando essa mais valia como sinergia para a mudança. Pode apostar-se na aposentação de algumas faixas mas envelhecidas, implicando isso o revitalizar dos quadros e não o encerramento de lugares.
3- O modelo de desenvolvimento em que portugal está atolado não é o único possível no quadro da União Europeia. O outro, o da chamada social democracia nórdica, não será muito melhor, mas parece que faz do estado, isto é, do interesse colectivo, a plataforma do desenvolvimento social. No fundo, o nosso modelo de desenvolvimento já provou nada conseguir a não ser endividamentos, aumento das desigualdades sociais, perda de oportunidades e bons negócios para alguns (muito poucos).
Em resumo, é o modelo que está errado. Mas isso não há quem queira ver.
São as regras do neoliberalismo a ditar as suas sentenças.
#1
[com uma vontade irreprimivel]
de ouvir Elvis Costello a dizer... Hail to the taxis/They go where I go
[com uma vontade irreprimivel]
de ouvir Elvis Costello a dizer... Hail to the taxis/They go where I go
23.5.05
#2
[agora a sério]
tamos lixados com estes números e com os tecnocratas que, pelo interesse nacional, continuam obsecados com tudo isto.
31 anos de Abril, com o Socialismo escarrapachado na constituição, milhões de contos e euros esbanjados à custa dos contribuintes europeus e chegamos à beira destre abismo... oportunidades perdidas, é o que é.
O Soares, o Cavaco, o Guterres, o Durão, o Santana e o Sócrates, mais os respectivos ministros e a assessores, é que deveriam pagar tudo isto até ao último tostão, por terem escolhido o pragmatismo e a real politik, condenado Portugal à modernização conservadora em que estamos metidos...
mas a malta está contente e descontraida... tudo se desenrasca... mais a mais, o Benfica é campeão!
raça de gente!
[agora a sério]
tamos lixados com estes números e com os tecnocratas que, pelo interesse nacional, continuam obsecados com tudo isto.
31 anos de Abril, com o Socialismo escarrapachado na constituição, milhões de contos e euros esbanjados à custa dos contribuintes europeus e chegamos à beira destre abismo... oportunidades perdidas, é o que é.
O Soares, o Cavaco, o Guterres, o Durão, o Santana e o Sócrates, mais os respectivos ministros e a assessores, é que deveriam pagar tudo isto até ao último tostão, por terem escolhido o pragmatismo e a real politik, condenado Portugal à modernização conservadora em que estamos metidos...
mas a malta está contente e descontraida... tudo se desenrasca... mais a mais, o Benfica é campeão!
raça de gente!
Subscrever:
Mensagens (Atom)









Há alternativa ao aperto de cinto de Sócrates