30.6.05

#2
[as hordas monárquicas aproximam-se...]

Nuno da Câmara Pereira foi eleito presidente do PPM a 5 de Junho, com 61 votos a favor e 31 contra. Os congressistas não chegavam aos cem mas, à falta de ficheiros do partido, não havia forma de comprovar a sua inscrição. "Não se sabia se todos eram militantes e houve muitos militantes que nem souberam que havia congresso", relata Ferreira do Amaral.
Câmara Pereira reconhece que "os ficheiros andam dispersos", por isso não sabe quantos são e quem são os militantes do PPM. Ao DN, explica que lançou um processo de refiliação e já tem "perfeitamente situados" 500 militantes. Mas acredita que, no total, serão "entre 5 mil e 10 mil".

in Dn, 30 de Junho, 2005
#1
[...]
no panic
no panic
no panic
no panic
no panic

29.6.05

#1
[o mentirão]


ERA UMA VEZ UM ARRASTÃO
Um vídeo de Diana Andringa

Dez de Junho, praia de Carcavelos.
Muitos jovens juntam-se ao sol. Há tensão e insultos. Depois chegará a polícia. Às 20h, as televisões apresentam ao país “o arrastão”, um crime massivo, centenas de assaltantes negros, em pleno Dia de Portugal. O noticiário torna-se narrativa apaixonada de um país de insegurança e “gangs”, terror e vigilância. A maré engole o desmentido policial da primeira versão dos incidentes e vários testemunhos sobre uma inventona. “Era uma vez um arrastão” passa em revista um crime que nunca existiu, a atitude dos media perante uma história explosiva e as consequências políticas e sociais de uma notícia falsa. Antes que esta nova crise de pânico passe ao arquivo morto, é necessário inscrevê-la na história da manipulação de massas em Portugal.

Apresentação pública
Quinta-feira, 30 de Junho, 21:30h
Videoteca Municipal de Lisboa,
Largo do Calvário (Alcântara)

A apresentação será seguida de debate com a presença de:
Miguel Gaspar (jornalista, DN)
Rui Pena Pires (sociólogo, ISCTE)
José Rebelo (jornalista, sociólogo, ISCTE)
Mário Mesquita (jornalista, professor universitário)*
Nuno Guedes (jornalista, A Capital)*

* a confirmar

28.6.05

#2
[um mundo assim governado é um mundo condenado]

"países do G8 são os responsáveis pela venda de 80% das armas mundiais e continuam a vendê-las, oprimindo as pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo", disse Barbara Stocking, directora da Oxfam - que, juntamente, com a Amnistia Internacional e a Rede Internacional de Acção contra Armas Ligeiras lançaram a CCA. (...) O relatório da CCA põe em causa os países do G8 ao dar exemplos concretos para cada um deles. Por exemplo, para a Alemanha, as organizações não governamentais denunciam a utilização de motores alemães nos veículos militares da junta birmanesa. Já o Canadá é acusado de exportar blindados ligeiros e helicópteros para a Arábia Saudita e armas ligeiras para as Filipinas. Os EUA "apoiaram militarmente países acusados de violar os direitos humanos", como o Paquistão, o Nepal ou Israel. Bombas, granadas, munições e minas são exportadas pela França para países aos quais a União Europeia impõe embargos, como a Birmânia ou o Sudão, revela ainda o relatório. "

in DN, 23 de Junho 2005
#1
[Fraga nunca mais]

um dos últimos franquistas da primeira geração foi , finalmente, afastado do poder.
não faz falta nenhuma, nem ao mundo nem à Galiza.

26.6.05

#1
[...]

O tempo passa

23.6.05

#2
[para a Roménia?]

Carmona quer deslocalizar hospitais do centro de Lisboa

Título do Público de hoje
#1
[devem ser coisas dos bastardos do contenente]

Dívida pública da Madeira duplica em dois anos

título do público de hoje

22.6.05

#2
[podem chamar-me cão...]

mas preciso de desabafar.
isto não anda nem desanda...
estou cheio de coisas para fazer. não tenho parado, não tenho tempo nem pachorra para escrever. Mas há luz ao fundo do meu túnel...
vou a Edimburgo na semana que vem...
à Galiza no fim do mês...
acampar quatro dias na serra da estrela, à sombra, na beira de um rio
ao Douro Internacional, de burro, no inicio de Agosto
e ao intercéltico de Sendim...

auf auf
beu beu
ao ao
bau bau
#1
[dificil ciência]
a de gerir a sensação de estar a mais com o desconforto de me sentir a menos.

20.6.05

#1
[esclarecimento]

...Antes de iniciarem a curta marcha até ao Rossio, os manifestantes - "não só skinheads, deve haver apenas 30 ou 40 no meio de 300 pessoas", dizia Mário Machado* - fizeram um minuto de silêncio "pelos portugueses mortos na África do Sul e pelos portugueses que sofrem na linha de Sintra e que têm medo de sair de casa".

in
DN, 19 de Junho de 2005

Sou português, ou seja sou resultado de uma enorme mistura de genes. Ssou rafeiro como tod@s nós, e tenho prazer em ser assim, tão degenerado. Conheço portugueses e portuguesas de todas as cores e credos. A eles e elas, a tod@s @s meus irmãos da raça humana só desejo o melhor, só desejo que possam ter os mesmos direitos que eu, num país onde tod@s cabem.
A minha pele é daquela cor que se convencionou como branca, apesar de ser beje e até já estar um tanto ou quanto morena do sol de verão. No entanto, sou de todas as cores: branco como os suecos, preto como os senegaleses, azul como os berberes, amarelo como os chineses, dourado os são tomenses, verde como os marcianos e vermelho como os comunistas e os indios norte americanos.
Moro na linha de Sintra, sempre morei. E não preciso de minutos de silêncio de gente como este filho da puta assassino que aqui em cima é citado.


*esteve envolvido no espancamento até à morte de Alcino Monteiro, por ser negro, no dia dez de junho de 1995. Ontem, na publica, entre outras barbaridades, louvava hitler e afirmava textualmente não pagar impostos...

16.6.05

#1
[caput]

sem saber como, perdi o disco rigido do meu portátil.
com ele, perdi parte significativa da minha vida...

15.6.05

#4
[a força do povo]

A Jornalista: conheceu pessoalmente Alvaro Cunhal?
O anónimo: Conmheci sim senhora! Privatizei com ele muitas vezes na reforma agraria...
#3
[da luta social]

Um conjunto de sindicalistas ligados à função pública esta a organizar uma petição à AR para que esta não aprove as alterações anunciadas pelo Governo ao Estatuto de Aposentação da Administração Pública e revogue a Lei n.º 1/2004, de 15 de Janeiro, recolocando o direito à aposentação com 36 anos de serviço, independentemente da idade, com direito à pensão completa, desde que não haja prejuízos para o serviço e abranja todos os trabalhadores da administração pública.

Podem encontrar aqui mais informação e o formulário da petição (para impressão)

Pede-se colaboração na divulgação desta iniciativa, bem como na recolha de assinaturas .
#2
[no dn de hoje]

Quando o criador resolve falar de si sem usar palavras

Ana Marques Gastão

Com Lourdes Castro, René Bertholo foi fundador da revista e do grupo cosmopolita KWY, criados nos finais dos anos 50, em Paris, por meio dos quais os artistas manifestaram a sua irreverência e revolta para com a arte e a política que se faziam em Portugal. Juntaram-se--lhe João Vieira, Costa Pinheiro, José Escada, Gonçalo Duarte, Christo e Jan Voss. O criador de Qui Chasse Qui morreu na sexta-feira, vítima de cancro. Contava 70 anos.

A KWY (as letras que não existiam no alfabeto português) não foi apenas uma publicação experimental em serigrafia, com forte componente poética e, mais tarde, ensaística, que marcou o Portugal desse tempo, nela impôs-se a capacidade inventiva de René Bertholo. A revista (que deu mão a pintores e poetas, já não falando das presenças tutelares de Vieira e Arpad) surge por circunstâncias várias, entre as quais o reconhecimento da impossibilidade de viver da pintura em Portugal. Desde o primeiro número (publicaram-se 12 até 1963) foram, entre outros, princípios do grupo a liberdade criativa, a afirmação da diferença estética, o pluralismo perante a arte do tempo, a solidariedade não coactiva entre artistas-editores e colaboradores, a inventividade coabitando com o divertimento, o jogo.

De formas diferentes, a "lição" do grupo, assumido pela revista, passou para os artistas que nele participaram como Bertholo. Com um longo e coerente percurso estético, iniciado pela investigação na área das técnicas de expressão directa, o artista vem a assumir, sobretudo a partir dos anos 60, uma linguagem neofigurativa na suavidade da sua expressão lírica.

René Bertholo, cuja formação ocorreu na António Arroio, tendo frequentado a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, foi ainda um dos animadores da galeria Pórtico com Lourdes Castro, José Escada, Costa Pinheiro e Teresa de Sousa. Aí, e em mostras várias, afirmou-se uma geração de artistas que maioritariamente optaria pelo exílio.

Aliado a uma herança que remonta a Klee, até pela acumulação de imagens do quotidiano na composição compartimentada, são conhecidas ainda as construções mecânicas de modelos reduzidos de René Bertholo, bem como a sua imagética da infância. Penetrando no território da efabulação, a sua arte dir-se-ia, também, jogo entre a memória e a narrativa misteriosa, o acaso e a confusão, o caos e a harmonia, a cintilação e o ritmo "As coisas são interessantes na medida em que possam ajudar a sonhar de olhos abertos" - disse um dia.

Tudo como se a imagem agisse na dicotomia pormenor/todo ou cada quadro abrangesse uma mundividência surreal, ilusória. Em 1961, René Bertholo realiza os primeiros desenhos e monotipias de acumulação e espalhamento de imagens, associando figuras reconhecidas e abstractas, o que constitui uma contribuição singular no contexto da nova figuração. Uma delas integrou, em 2000, a exposição retrospectiva Making Choices que o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque dedicou ao período 1920-1960 com obras da sua colecção. Participará depois noutras colectivas que marcaram a década de 60, como Mythologies Quotidiennes, no Museu de Arte Moderna de Paris. Os seus objectos com movimento, os "modelos reduzidos", nascem a partir de 1966, interrompendo a pintura sobre tela.

É, no entanto, uma poética do fragmento a sobrevoar toda a obra de René Bertholo - não alheia à influência da banda desenhada -, que joga com perspectivas e ângulos inusuais. Nela se integra também o interesse pelo funcionamento dos objectos, que transportam imagens de paisagens, pelo movimento, pela oscilação entre o real e o artificial, a "verdade" e o onírico. Dividida por diferentes períodos, o tempo anterior à partida para Munique, a permanência parisiense e a produção algarvia, a sua criação tem muito de caligráfico, um quadro saindo de outro quadro "Resolvi começar a falar de mim próprio sem palavras e, no fundo, a minha pintura é isso."

Não pode, aliás, isolar-se o seu trabalho de uma reflexão sobre a passagem do tempo, da ideia de escrita automática, da pintura de sinais e pequenas figuras, da vocação sígnica. Nem tão-pouco pode falar-se de René Bertholo sem lembrar o gosto do artista pelos pequenos engenhos electrónicos - a exemplo de Leonardo -, produtores de som e de luz, algo com muito de artesanal e simultaneamente usando o ruído da vida quotidiana.

Em René Bertholo havia uma certa malícia, a encenação de quem se debruça sobre a realidade com o riso dos lúcidos, brincando com as imagens como uma criança grande. No fundo, lidava com coisas da natureza, mas animando-as. Na aparente desordem, o artista ordenava com minúcia na variação dos elementos repetitivos e, de forma límpida, auto-interrogava-se. Era um intuitivo, consciente de que o rigor é o único condutor da intuição. Pintava de olhos abertos.
#1
[obituário IV*]

Ká Wamos Yndo, meu amigo


"Indiferença"
René Bertholo, 2003


* deste poucos falam, mas também pintou a macaca

14.6.05

#3
[obituário III*]

XIV
tenho o nome de uma flor
quando me chamas.
quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei

Eugénio de Andrade


*morre o poeta, a poesia é já eterna
#2
[obittuário II*]

olhe que não
olhe que não...


* pena é que tenhas deixado abril por fazer
#1
[obituário I*]

...nós seremos a muralha d'aço


* a história, escrita pelos que pensam ter-te derrotado, ainda te dará razão

9.6.05

#5
[vou ali e já volto...]

feira do livro
la famiglia
jazz
tapas e papas
trilhos
fotos
tenda
silêncio
estrada
preguiça
ar fresco
cerejas
...
#4
[resposta ao post #1]


Ai não pode não, que já tem dona e eu não deixo!!!!
#3
[alguém lhe dê guronsan...]

este ministro das finanças só pode ser um embaixador enviado por morpheu.
#2
[palavras para quê...]

Os deputados do PSD no Parlamento da Madeira aplaudiram hoje de pé as declarações de Alberto João Jardim, que no sábado passado afirmou estar a ser alvo de uma campanha liderada por "alguns bastardos" e "filhos da puta" do continente.
(...)

in Público, 9 de Junho de 2005
#1
[pela manhã]


enquanto comprava o jornal, uma rapariga chega ao quiosque e pede
- dê-me um português vermelho, por favor.
pela maneira como a senhora me olhou, por momentos temi que apontasse para mim e dissesse
- pode levar esse aí, o de cabelo comprido com ar ensonado...

7.6.05

#2
[pela calada]

no DR de hoje saiu o Decreto-Lei n.º 93/2005. que transforma os hospitais sociedades anónimas em entidades públicas empresariais.
é uma matéria da maior importância par ao futuro do SNS, apesar de, bem vistas as coisas, não passar de uma manobra de cosmética do governo de socrates.
Na substância, entre as SA's de Luis Filipe Pereira e as EPE's de Correia de Campos, a diferença é pouca.
O que me deixa inquieto é que, tendo sido esta uma promessa de Socrates para preservar o caracter público do SNS, chegamos quase às seis da tarde e ainda nenhum orgão de comunicação social se referiu à matéria... aqui há gato!
#1
[só pode]

A utopia é uma meta do possível

6.6.05

#1
[fiscal & tecnológico]


de choque em choque, quem se trama são sempre os mesmos...

"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Econo- mia e Gestão e presidente do Instituto dos Actuários Portugueses. O economista estima em cerca de 15% a perda de poder de compra sofrida pela classe média apenas entre 2001 e 2005. Uma erosão que deverá manter-se nos próximos anos, tendo em conta o agravamento do IVA e o anúncio de aumentos salariais médios de 2% para os funcionários públicos até 2009, abaixo da inflação prevista.
(...)


in DN, 6 Junho de 2005
#1
[Paira um espectro sobre a Europa...]


A primeira coisa a dizer sobre a proposta de constituição europeia, é que a considero antidemocrática, pois não serve o propósito de uma União feita pelos povos e para os povos.

De
facto, a UE que temos hoje é, tão só, um instrumento da ideia de livre mercado que lhe deu origem. Como tal, temos assistido, desde o momento inicial deste projecto- o tratado de Roma -, ao seu crescimento e estruturação assente em tratados cozinhados pelas lideranças dos países membros sem, na maioria das vezes, dar cavaco aos cidadãos e cidadãs.

Chegados ao momento de assinatura do tratado de Nice, os lideres europeus decidiram que o passo seguinte seria o da formalização do supra-estado europeu que se estava a desenhar e que sempre foi negado, permitindo assim, para lá da economia e do mercado, uma politica de defesa comuns e exigindo a submissão dos estados membros a um quadro legal impeditivo de grandes desvios à linha.

Formou-se então, a mando de Romano Prodi, uma comissão para escrever uma proposta de texto constitucional, substituindo-se desta forma uma assembleia constituinte, directamente eleita pelos povos, por um grupo de tecnocratas que trabalharam num silêncio quase clandestino. Esta é a primeira razão para justificar o défice democrático em questão.

A segunda razão da incapacidade democrática do projecto, prende-se com o facto de este, em nome do mercado e pelo mercado, se sobrepor à legislação dos estados membros, evitando no seu léxico referencias históricas a direitos adquiridos pelas populações no pós guerra, ou seja, evitando comprometer o estado europeu com um modelo social que, cada vez mais, é alvo dos ataques das classes dominantes. Expressões como direito ao emprego ou serviços públicos, por exemplo, são substituídas por eufemismos como direito a procurar trabalho e serviços de interesse geral, que podem significar a mesma coisa (não creio) ou outra coisa qualquer, ninguém sabe. Outras razões existem.

Para dar um ar democrático ao processo, o texto prevê a sua ratificação por cada um dos estados membros, o que serve de argumento para os tecnocratas defenderem a sua génese como a mais transparente de sempre… surgem desta forma os referendos ou a ratificação em parlamento nacional, como aconteceu na Alemanha. E aqui a coisa começou a correr mal, porque o que estava previsto era que esta ratificação fosse uma mera formalidade.

O Não francês
caiu como uma pedrada no charco. Boa parte dos políticos que governaram aquele país nas últimas décadas estavam do lado do sim. Do lado do não encontrámos, um PCF moribundo, que sabiamente se aliou à extrema-esquerda, aos verdes e a um grupo de trânsfugas do PSF, numa frente popular contra o neoliberalismo, por outra Europa possível e social. Desse lado estava também a besta da extrema-direita, com o seu discurso xenófobo e nacionalista, não se verificando confusão possível entre os protagonistas. Estava ainda uma grande maioria que, no dia 27 de Maio, disse NON.

Os comentadores políticos tentaram esconder as razões da derrota, dizendo que os franceses votaram assim pelas razões erradas, em protesto contra Chirac e Rafarin, principais responsáveis por uma politica anti-social em larga escala. Esqueceram-se foi de dizer que esta politica anti-social é fruto das directivas europeias, da abertura do mercado, da primazia do lucro sobre as pessoas, da ideia de que o estado só pode existir para regular os privados e não para distribuir riqueza e recursos com justiça. Para lá disso, dizer que as razões foram as erradas é passar um atestado de estupidez a uma grande maioria que tem, de facto, as suas razões.

Começámos então
a ouvir falar do célebre plano B, uma espécie de fuga para a frente para passar por cima dos votos, numa atitude muito próxima de uma caravana que tem de continuar a passar, apesar o ladrar dos cães… "Dá-se-lhes nova oportunidade para votar, talvez os coitados percebam que foi um erro…" Mas, se as pessoas dizem não, não será tempo de parar para pensar? Se tivesse ganho o sim alguém se iria preocupar em ouvir novemente o povo? Parece que, para auto denominadas as elites, nada disso interessa.

Dias depois
veio o não holandês, mais expressivo, causando menos choque, mas mostrando que o processo está mesmo atrapalhado. Num país onde 85% dos políticos estavam pelo sim, o povo diz não. Volta a falar-se do divórcio das populações com a politica… não terá sido a política a querer, desde o começo, divorciar-se das pessoas para tentar seguir em piloto automático?

A discussão está viciada
. Querem fazer-nos pensar que estas vitorias do não foram mais que expressão de uma rebeldia inusitada, un input errado num sistema que corre sem possibilidade de ser parado, que o futuro é naquela direcção, que esta gente se enganou e põe em risco a própria humanidade… no entanto, a coisa move-se, o descontentamento existe e, com ele, outras ideias de europa começam a ganhar peso.

Paira um espectro sobre a europa, o espectro da democracia. A que recusa o haraquiri e se revitaliza na luta popular, mostrando que esta e aquela não são meros acasos e que, contrariamente aos desejos mais intimos dos cratas, não se encontram derrotadas ou em vias de acabar.

3.6.05

#2
[sem tempo]

para escrever sobre o que penso dos referendos, fcia a promessa de um post menos minimal.
bom fim de semana.
#1
[dos amigos]

diz-se que é no cabo da roca que a terra acaba e o mar começa.
mas é em finisterra que nos sentimos, realmente, no fim e no começo de todas as coisas.

2.6.05




Numa ilha remota onde se instalou o luto um homem decreta que nunca mais haverá sexo nem filhos...
A ilha vai ficando deserta e ele decide enviar a sua filha, Adriana, para o continente "constituir família por métodos naturais".
Acompanharemos as aventuras de Adriana à procura de um homem que a faça procriar um filho e assim garantir a descendência na ilha.
#3
[e no entanto...]

11 era o número de vezes em que a palavra socialismo surgia na lei fundamental de 1976

in DN, 2 de junho 2005
#2
[já não lhes bastava o FMI]

CP vende antigos comboios da linha de Sintra à Argentina

in do DN, 2 de Junho de 2005
#1
[61,6]

NEE

31.5.05

#1
[da obesidade infantil]
Artigo 14

A publicidade especialmente dirigida a menores deve ter em conta a sua vulnerabilidade psicológica, abstendo-se, nomeadamente, de:
a) incitar directamente os menores, explorando a sua inexperiência ou credulidade, a adquirir um determinado bem ou serviço
b) incitar directamente os menores a persuadirem os seus pais ou terceiros a comprarem os produtos ou serviços em questão
c) …
d) explorar a confiança especial que os menores depositam nos seus pais tutores ou professores.

in Código da Publicidade, Decreto Lei 330/90, de 23 de Outubro

Não sei se a leitura que faço deste diploma é afectada pela minha miopia esquerdista, mas parece-me bem que este artigo daria para acabar com boa parte da publicidade à hora dos desenhos animados.

30.5.05

#2
[non]

Vive la France!
#1
[A má influência de Jardim...]

75% dos madeirenses com mais de 49 anos têm excesso de peso

título da edição da Madeira do DN de hoje


27.5.05

#1
[luz de presença]

o blogger anda desinspirado para a bloqguice.
mas bem disposto. muito.
ha actividade mais frequente por aqui
até já

25.5.05

#3
[do défice]
Afinal
Há alternativa ao aperto de cinto de Sócrates
#2
[ritz]

Para assinar e divulgar, uma petição online pela recuperação do velhinho Ritz Club, lugar de noites mágicas, cheias de música e calor.
#1
[Não, No, Non, Nein]

15 razões para reprovar a Constituição Europeia Europeia

(traduzido de Rebelión, Jesús Bartolomé):


nos vies
foto daqui

15 contra-argumentos que constatam que com este tratado constitucional perdemos todos os europeus, porque:

1. Não se trata de uma autêntica constituição surgida através de uma assembleia constituinte eleita por sufrágio universal directo; pelo contrário, estamos perante um tratado internacional multilateral, como reflexa a sua adopção, ratificação e revisão por parte dos Estados membros e não dos seus cidadãos.

2. A Carta de Direitos Fundamentais não amplia o âmbito de aplicação do direito na UE nem cria novas competências (Art. II-111), pelo que se resume a uma declaração de princípios sem consequências práticas.

3. Os autênticos valores e objectivos da UE estão reflectidos na utilização da palavra "competividade" 27 vezes, enquanto que a "Economia Social de Mercado" aparece apenas uma vez, com o atributo de "altamente competitiva" (Art. I-3). Objectivos como a "paz" e o "desenvolvimento sustentável" não são posteriormente concretizados.

4. O único mecanismo real de democracia participativa explicita é a iniciativa de legislatura popular que é muito limitada, já que não obriga a Comissão Europeia a apresentar a proposta, e está reduzida às áreas de competência da Comissão (fundamentalmente política comercial, monetária e mercado interior); para além destes constrangimentos, estas iniciativas só poderão ir avante com a mobilização de pelo menos 1 milhão de cidadãos provenientes de um número significativo de estados membros.

5. Consolida a poder de decisão da soberania estatal na UE, já que apenas uma instituição, o parlamento Europeu, é eleito directamente por sufrágio universal dos Europeus.

6. Permite à UE recorrer à guerra preventiva e aposta no militarismo ao criar uma agência para a aquisição e investigação militar e obrigar os estados membros a incrementar os seus gastos militares (Art. I-41)

7. As políticas de coesão Económica, Social e territorial continuam a ter por base fundos mínimos (o orçamento da UE o não ultrapassa 1,27 % do PIB comunitário), ao mesmo tempo que a harmonização entre estados é cada vez mais difícil, e é interdita a convergência legal em termos de condições de trabalho, segurança social e luta contra a exclusão social.

8. O parlamento Europeu continua sem ter autonomia ou iniciativa legislativa, mantendo-se como orgão consultivo.

9. Nega a cidadania Europeia aos residentes extra-comunitários, negando-lhes por acréscimo uma série de direitos.

10. Aprofunda as divergências entre estados membros, ao estabelecer a possibilidade de uma série de cooperações reforçadas, o que implica apostar na consolidação de uma Europa a várias velocidades.

11. Mantém a unanimidade paralizante relativamente à adopção de políticas fiscais e sociais, assim como leis contra todo o tipo de descriminação (Art. III-124). Pelo contrário, alarga a maioria qualificada para temas económicos como a liberalização dos serviços, com os previsíveis efeitos sociais negativos.

12. Não estabelece uma verdadeira divisão de poderes, já que (por exemplo) a comissão Europeia mantém o monopólio da iniciativa legislativa ao mesmo tempo que se vê reforçado o seu poder executivo na UE.

13. Os parlamentos nacionais continuam sem nenhum poder de decisão relativamente às decisões da UE.

14. O papel das regiões, cidades e municípios continua a ser meramente consultivo.

15. Esmaga-se o tratado constitucional, ao exigir a unanimidade dos 25 estados membros da UE para a ratificação da sua reforma (Art. IV-443), institucionalizando a lógica da diplomacia internacional em detrimento de qualquer processo constituinte.

24.5.05

#1
[do défice]

(...) Em 2003 a despesa pública total correspondia em Portugal a 47,6% do PIB, um valor próximo da média da união dos quinze (48,3%). Contudo, registavam-se diferenças significativas entre Estados, desde a suécia, onde o Estado consome 57,6% da ruiqueza gerada anualmente, à Irlanda, onde se queda pelos 34,4%. Estas Diferenças mostram que não existe um só caminho a percorrer e que há opções políticas de fundo - isto é, de modelo de sociedade - que mesmo no seio da União Europeia são significativas. (...)

José Manuel Fernandes, no editorial do Público de hoje


JMF constata aqui o óbvio.
No desenvolver das ideias, confirmamos que a sua solução, o seu modelo, passam por uma solução mais irlandesa, isto é, pelo emagrecimento do estado, pelo fim do estado. Gabo-lhe a restia de coerencia... afinal, o marxismo, que JMF defendia há 30 anos, tem também ele como meta o fim do estado.
Mas, o mais importante que podemos retirar desta nota é que os sound bytes lançados pela imprensa, pela generalidade dos comentadores e pelos grupos patronais são, no amago, falaciosos. Vejamos então:
1- O investimento publico não é excessivo. Está é mal gerido e pode, inclusivamente, ser aumentado sem que daí venha mal ao país.
2- Não há necessidade de cortar a direito nos funcionários públicos, até porque a taxa de emprego no sector do estado está ligeiramente abaixo da média da união, isto segundo dados do final de 2004. É preciso requalificar funções e melhorar saberes, utilizando essa mais valia como sinergia para a mudança. Pode apostar-se na aposentação de algumas faixas mas envelhecidas, implicando isso o revitalizar dos quadros e não o encerramento de lugares.
3- O modelo de desenvolvimento em que portugal está atolado não é o único possível no quadro da União Europeia. O outro, o da chamada social democracia nórdica, não será muito melhor, mas parece que faz do estado, isto é, do interesse colectivo, a plataforma do desenvolvimento social. No fundo, o nosso modelo de desenvolvimento já provou nada conseguir a não ser endividamentos, aumento das desigualdades sociais, perda de oportunidades e bons negócios para alguns (muito poucos).

Em resumo, é o modelo que está errado. Mas isso não há quem queira ver.
São as regras do neoliberalismo a ditar as suas sentenças.
#1
[com uma vontade irreprimivel]

de ouvir Elvis Costello a dizer... Hail to the taxis/They go where I go

23.5.05

#2
[agora a sério]

tamos lixados com estes números e com os tecnocratas que, pelo interesse nacional, continuam obsecados com tudo isto.
31 anos de Abril, com o Socialismo escarrapachado na constituição, milhões de contos e euros esbanjados à custa dos contribuintes europeus e chegamos à beira destre abismo... oportunidades perdidas, é o que é.
O Soares, o Cavaco, o Guterres, o Durão, o Santana e o Sócrates, mais os respectivos ministros e a assessores, é que deveriam pagar tudo isto até ao último tostão, por terem escolhido o pragmatismo e a real politik, condenado Portugal à modernização conservadora em que estamos metidos...
mas a malta está contente e descontraida... tudo se desenrasca... mais a mais, o Benfica é campeão!
raça de gente!
#1
[6,...]*

está tão crescidinho o Deficit... quem o viu e quem o vê...
este composto vitaminico de neoliberalismo e populismo está-lhe a fazer bem.


*na ressaca do campeonato

20.5.05

#2
[avistados]

pelos lados da D. Carlos, os primeiros roxos dos jacarandás.
A primavera segue dentro de momentos, pedimos desculpa por esta interrupção.
#1
[terá sido engano?]

os títulos da página 10 do público de hoje mais parecem ser do inimigo público...

Governo equaciona aumento de impostos

CDS assume responsabilidade no défice

Cavaco teme desemprego

18.5.05

#2
[pescadinha de rabo na boca...]

Depois de uma sondagem onde uma larga maioria dos cidadãos do estado espanhol se declarava a favor da abertura de negociações entre o Governo do Estado Espanhol e a ETA (El Pais, 16 de Maio), as cortes de Madrid aprovaram ontem uma resolução de cujo preambulo se pode retirar a seguinte passagem:
se se apresentarem as condições apropriadas para pôr fim à violência pelo diálogo - com base numa clara vontade de acabar e em atitudes inequivocas que possam levar a essa convicção -, aprovamos um processo de diálogo entre as instituições competentes do Estado e os que decidam abandonar a violência
ou seja
A sociedade espanhola quer negociações que ponham fim ao conflito basco.
A ETA quer negociar com o Estado Espanhol para encontrar uma solução para o Pais Basco, fazendo depender desta negociação o abandono da luta armada.
O governo do Estado Espanhol quer o abandono da luta armada antes de se sentar à mesa com a ETA.
vão chegar a algum lado?
#1
[falta saber o tamanaho do quase...]

esta obra tem sido quase exemplar

Pedro Santana Lopes, sobre o túnel do Marquês
in Público, 18 de Maio 2005

16.5.05

#1
[uma imagem vale mais que mil palavras]



roubado aqui

15.5.05

#1
[e o benfica até ganhou...]

Just a perfect day,
Drink Sangria in the park,
And then later, when it gets dark,
We go home.
Just a perfect day,
Feed animals in the zoo
Then later, a movie, too,
And then home.

Oh it's such a perfect day,
I'm glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

Just a perfect day,
Problems all left alone,
Weekenders on our own.
It's such fun.
Just a perfect day,
You made me forget myself.
I thought I was someone else,
Someone good.

Oh it's such a perfect day,
I'm glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow...


Lou Reed

13.5.05

#1
[posso recomendá-los ao firme e hirto...]


Miterrand Assombra referendo francês

título do Público de hoje

12.5.05

#3
[como dizia a outra...]

a lingua inglesa fica sempre bem
#2
[eis um roteiro]
do mundo vegetariano de lisboa...
de fazer crescer água na boca!
#1
[like a movie]

1. Qual o último filme que viste no cinema?
ando com pouco tempo para cinema, apesar dos muitos filmes da minha vida.
o último filme que vi foi casa de los babys, uma viagem à pobreza do méxico e aos pequenos dramas de mulheres que procuram adoptar crianças em terra alheia.

2. Qual a tua sessão preferida?
final da tarde, 17 ou 19h

3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
Robin dos Bosques, o primeiro que vi na tela, cinema alvalade, 1984,
Indiana Jones e os salteadores da arca perdida, o que mais vezes revi.
A lista segue com algumas dezenas largas de titulos.

4.Para que filme gostarias de ser transportado/a?
Os diários de guevara, para poder ter o prazer de atravessar a américa do sul em cima da ponderosa... ou para uma história simples, para atravessar o norte da américa num cortador de relva... ou então para guantanamera, para atravessar cuba ao volante de um carro funerário.

5.E já agora, qual a personagem de filme que terias gostado de conhecer um dia?
hum... o pai do indiana jones.

6. Que actor (actriz)/ realizador/ produtor(a)/ argumentista gostarias de convidar para jantar?
o Ken Loach, o Moretti, a Copolla, a Scarlet Johanson, o Bonovox, a milla Jovovic, a Amelie Poulain, a Juliet Binoche, o Kusturica... grande banquete!!!

7. A quem vais passar o testemunho?
acho que não vou... :p

11.5.05

#3
[Erica]*

A Erica tem 6 anos e uns enormes olhos pretos, cheios de doçura e curiosidade. Tem a energia e a travessura que a idade lhe impõe. Corre, salta e, ao fim de alguns minutos, não resiste a tentar compreender o estranho que a observa e fala com a mãe.
A Erica, com a ingenuidade dos 6 anos, não percebe porque é que a sua casa, o barraco onde vivia, foi deitada ao chão. A Mãe, que nasceu no bairro onde moram, está desesperada. Grita, chora, faz um discurso sobre a igualdade entre raças e credos, sobre direitos humanos, sobre a importância de ela e todos os vizinhos terem direito a uma casa, porque quem vive debaixo da ponte é o sapo e a estrada serve para os carros...
A Erica olha a mãe e não percebe a intrincada (des)organização que os grandes dão ao mundo. Por ela, tod@s seriam amigos como os meninos e as meninas lá do infantário. Olha a mãe com o rosto carregado, e logo rasga o sorriso traquina. Não sabe onde é que os senhores da Câmara guardaram os seus brinquedos, a sua cama, as suas roupas. Um dia chegou, com a mãe, e o barraco, que era do avô, tinha deixado de existir. Era o palácio dos seus sonhos.
A Erica não sabe quem é e o que é o presidente da Câmara. Não faz ideia de que este se recusa a resposta à mãe e aos vizinhos, que usa uma desculpa burocrata para não se ver obrigado a realojar as pessoas que os serviços camarários estão a pôr na rua.
A Erica tem 6 anos, uns enormes olhos pretos e a inocência que a idade recomenda. Não sei se, um dia, vai ter memória e a noção clara de tudo o que lhe aconteceu por estes dias.
O meu desejo é que sim, que se lembre e que a memória faça dela uma lutadora esclarecida e destemida. Desejo também que a memória nunca seja suficientemente rude para apagar a doçura do seu olhar.



o palácio dos sonhos, agora desfeito


*malditos sejam os burocratas e as razões que os movem

#2
[lindo, lindo]

é ver a Annabelle the sheep a dançar a heroin dos velvet underground.*



*com o alto patrocinio do realplayer
#1
[a régua e esquadro*]

Sobre a Tarde

Cai a tarde
Como sempre
Como sempre
Diferente
Cai a tarde
De onde não se sabe
Pela Farme
Sobre a gente
Cai a tarde
Sem parar
Cai a tarde
E tudo parda
Cai a tarde
Meu amor rega as plantas
Cai a tarde
A tarde toda
Na velocidade da luz
Cai a tarde
Que é seu fim
Cai a tarde
Que é sem fim?
Cai a tarde
Em sua finalidade
Cai a tarde
Cai a tarde

Adriana Calcanhotto


*pelas tardes do teu olhar

10.5.05

#2
[ai se descubro...]

a identidade de quem se lembrou de autorizar a presença de um tarado com um martelo pneumatico bem por baixo do meu gabinete...
#1
[verdades quase verdadinhas]

A música está na minha vida. No entanto, cantar e ritmar não são o meu forte.
Esta é uma verdade quase verdadinha que sei, pelo menos, desde os 5 anos, quando a professora da pré disse ao meu pai que eu não era muito dado a cantar...
Já levo a coisa com humor e boa disposição, e ontem, após me confrontar com evidencia pela milésiama vez, só me lembrei de trautear...

Você com sua música esqueceu o principal
É que no peito dos desafinados,
No fundo do peito bate calado,
É que no peito dos desafinados também bate um coração.

9.5.05

#1
[post a correr]

sem tempo para postar, estou vivo e recomendo-me stop
encontrei-me com a poesia stop
aguardam-se desenvolvimentos stop

saudações stop

5.5.05

#3
[dos antepassados]

Descoberto dinossauro que estava a tornar-se vegetariano

título do Público, 05 de Maio 2005
#2
[ora, os amigos são para as ocasiões]

Sob a forte liderança do ministro Portas, as forças armadas portuguesas tomaram passos de profunda transformação parase criarem forças modernas e flexiveis que tiveram um importante papel na estabilização do Afeganistão e do Iraque

excerto da nota que justifica a distinção a Paulo Portas
in
Público, 05 Maio 2005


#1
[e então?????]

Rumsfeld distingue Paulo Portas por méritos de ministério que não era da sua tutela

Título do Público, 5 de Maio de 2005

4.5.05

#1
[fare la portoghesa]

TAC "arrendado" foi objecto de inauguração em Macedo de Cavaleiros

A decisão de contratar um equipamento de TAC para o hospital de Macedo de Cavaleiros (a uma entidade privada) está a ser fortemente questionada por responsáveis autárquicos locais. No final do mês de Fevereiro, o ex-ministro da saúde, Luis Filipe Pereira, visitou o referido hospital transmontano, onde inaugurou uma Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais e um novo equipamento de TAC, supostamente adquirido para servir a população abrangida pelo Hospital de Macedo de Cavaleiros.
Segundo os deputados socialistas da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, este aparelho foi contratado a uma empresa que presta serviços ao hospital desde o início do mês de Fevereiro. Esta empresa, o Instituto de Radiologia de Bragança, criada no Registo Comercial de Viana do Castelo, é detida por três sócios, um deles João Carlos Alves Costa. De acordo com o Semanário Transmontano, este médico, que se responsabilizou pela formação necessária à futura utilização do equipamento de TAC, tem ligações ao Hospital de Macedo de Cavaleiros e à entidade de Ressonância Magnética do Nordeste, sociedade bragantina também detida por Telmo Moreno, ex-presidente da distrital de Bragança do PSD.
Segundo o presidente da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, Fernando Gomes, quem ganhará com este acordo será "o proprietário do aparelho, já que o hospital vai debitar o serviço e o utente é que terá de pagar".
Embora se desconheça as regras que regem este protocolo entre o Hospital de Macedo de Cavaleiros e a empresa privada em questão, quanto a valores e à duração de concessão do equipamento de TAC, está desde já instalada a controvérsia estre responsáveis autárquicos e de saúde locais,com base na legitimidade da contratação de um dispositivo de diagnóstico que poderia ser rentabilizado pelo próprio hospital.

In jornal Médico de Família, , 22-04-2005

3.5.05

#3
[da filosofia*]

- então e já leu alguma coisa de Sócrates?
- bem... li os 3 tomos do programa de governo. E bastou-me... Achei a sua escrita pouco concreta, há por alí uma espécie de pragmatismo frustrado que não me agarrou a leitura.
-...


* isto não é um gag ao lopes, mas podia ser.
#2
[ecg]



relatório
Onda P com alterações ligeiras na curvatura
Complexo QRS bem definido
Espaço QT com dimensão ligeiramente alterada
Ondas T e U com diferencial pouco acentuado

diagnóstico
Paixão ou estado amoroso avançado
#1
[mais alguma coisinha??]


Vou voltar a exercer advogacia, que é a minha profissão, vou dar umas aulas e vou trabalhar para um grupo financeiro na área internacional. Um ex-primeiro-ministro conhece muita gente, em África, na Europa, na América Latina.

Pedro Santana Lopes, sobre o seu futuro profissional, SIC, 2-5-2005

2.5.05

#3
[solidári@s]

CONCENTRAÇÃO DE PROTESTO
Dia 15 de Maio - 15 horas - Viseu (Praça do Rossio)

JÁ CONVOCAM: Amnistia Internacional; Horus - associação gay, lésbica, bissexual e transsexual de Viseu; SOS Racismo; Associação ILGA-Portugal; Clube Safo; PortugalGay.PT; Associação Não Te Prives; Olho Vivo - associação para a defesa do património, ambiente e direitos humanos; @t. - associação para o estudo e a defesa do direito à identidade de género; Associação Opus Gay; Panteras Rosa - Frente de Combate à Homofobia; APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, AJP-Acção Justiça e Paz;

Porque em pleno século XXI cidadãos são agredidos pelo simples facto de serem identificados como homossexuais.
Para erradicar a homofobia da sociedade portuguesa, para colocar um termo à discriminação. Antes que seja tarde!

Ø Solidariedade para com os homossexuais e demais cidadãos agredidos.
Ø Exigir a instauração de um inquérito independente à forma como as forças de segurança do distrito de Viseu lidaram com a actuação de milícias populares anti-homossexuais e a ineficiência perante as queixas de violência física e verbal de que foram vítimas.
Ø Exigir medidas do Governo Português para erradicar a homofobia da sociedade portuguesa e a discriminação.

Pelos direitos humanos - dia 15 de Maio
em Viseu a tua presença é vital!

Há camionetas organizadas a partir de Lisboa, Porto e Coimbra para Viseu: Os lugares são limitados, inscreve-te já em panteras.rosas@sapo.pt ou através do nº 21 887 39 18 (4ª a sábado, das 18h às 23h).
#2
[da arte poética]

Pousar no corpo *


Pousar no corpo do tempo
entreter-me na pele da carícia
e, na mais suave depressão
respirar o silêncio dos lábios.

como a calma da manhã despida
seduz o limiar do dia

como o tempo detém
o resplandescer do silêncio

quero-te

David Erlich, in Dnj 26 de Abril 2005


* ou a arte da sesta, digo eu
#1
[Ivo Ferreira]

Está a correr uma petição on-line pela libertação de Ivo Ferreira, preso no Dubai por fumar uns charritos. Não deixem de assinar e de divulgar.

1.5.05

#1
[e para acabar a noite...]
(...)
Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

Ermelinda Duarte

29.4.05

#2 [...]

uma semana de 4 dias que pareceram 8...
vou dormir a sesta.
#1
[sempre ouvi dizer que]

a curiosidade matou o gato

27.4.05

#2
[o país dos favores]

Quando questionado, pela deputada Ana Drago, sobre a ausencia de um serviço de doenças infecto- contagiosas no caderno de encargos da parceria publico privada para a construção e gestão do novo hospital de Cascais, o actual Ministro da Saúde afirmou, sobre o processo lançado pelo seu antecessor:

(…) Infelizmente o problema não é tão simples como isso, o problema tem outras perversões implícitas, que estão muito para além mesmo da nossa capacidade de percepção. Mas, provavelmente, alguém estava interessado em que o Hospital de Cascais não tivesse infecciologia, não eram só os privados que vão concorrer a ele, eram provavelmente outros privados que estão interessados em que haja infecciologia concentrada noutros sítios. (…)

Correia de Campos, à comissão de saúde e toxicodependencia da AR, 26 de abril de 2005

Curioso é que Luis Filipe Pereira - que veio do grupo Mello para o governo e para lá voltou depois da derrota da direita -, sempre negou a existencia de interesses privados a presidir aos assuntos da saúde...

e esta heim??
#1
[o beijo]


foi leiloado uma das impressões originais do mais famoso beijo captado pela objectiva de Robert Doisneau.
apesar de ter ficado impressionado pelos 155 mil euros que um suiço pagou por ele, dei comigo a pensar que há beijos sem preço, apenas com muito valor.

26.4.05

#1
[pela avenida]


Flower Power

restará poder das flores
na república dos favores?

24.4.05

#1
[...]

diz-nos a soph, e com alguma razão

"É estranho...
...mas de facto, há coisas que mudam. Inevitavelmente. Por muito que se diga não."


detenho-me nas palavras. sintetizam o meu sentir do mundo.

21.4.05

#1
[prece*]

nunca te esqueças que foste tu...

quem escolheu esta via
quem fechou a porta
quem não quis agarrar a oportunidade
quem queimou a hipotese
quem contrariou o sentimento
quem negou o desejo.
quem não apostou no incerto.
quem evitou o obvio.
quem...

a vidinha segue dentro de momentos, num tempo novo.
Mais pobre, certamente.


* para outra noite de quase lua cheia

20.4.05

#3
[A força do PC...]

No momento em que toda a discussão na AR leva ao referendo como último reduto para a despenalização da IVG, o pcp e os verdes acabam por votar ao lado do pp contra a realização do mesmo.
Chamar-lhe cegueira politica é pouco...
#2
[...]

nice advice
#1
[das indecisões]

Jorge Sampaio não quer marcar um novo referendo sobre a despenalização da IVG.
ou é porque no verão é verão ou porque no outono é outono e temos o outro referendo para fazer e as autárquicas.
Há ainda a pressão do psd para que o referendo não aconteça e a posição dubia do ps, que diz que quer e acrescenta de seguida ai meu deus que vem aí.
E no inverno serão as presidenciais... Ora, a probabilidade de que o novo presidente seja de direita é grande, sobretudo pela ausencia quase crónica de candidat@s fortes à esquerda, o que vai tornar ainda mais complicada a alteração desta lei vergonhosa.

Raça de gente que prefere a diletância às atitudes dificeis, que não ousa arriscar no improvável, que prefere ficar benzito a curto prazo com a sua consciência , nem que para isso tenha de meter todos os esqueletos no armário, pensando te-los bem seguros e hipotecando desta forma o futuro - o seu e o dos outros.

19.4.05

#4
[das esperas]

Cinquenta e três anos, sete meses e onze dias foi o tempo que Florentino Ariza esperou por Fermina Daza.

O problema é que a vida não é um romance, e a paciência eterna reside apenas na imaginação grandiosa de gente como Garcia Marquez.
#3
[bento 16]

Ratzinger mudou de nome, mas mantém-se o seu perfil reaccionário e o branqueamento que tentou fazer da relação do vaticano com os nazis.
esperemos que dure 30 anos, para não termos de levar com outra estopada destas tão cedo.
#2
[fumo branco]

há fumo branco sobre a capela sistina.
Apenas se sabe que o papa não será uma mulher...*


*uma coprodução com Oliveirosa inc
#1
[no silêncio...]

maintenant qu'est ce que je fais...

18.4.05

#1
[infusões*]

nem sempre se sente quando a Saudade vem,
calma e serena,
como quando se levanta a madrugada.


*sem saber o que escrever, refugio-me nas palavras de uma nova/velha conhecida.

13.4.05

#4
[os verdes]

O Deputado Francisco Madeira Lopes acaba de fazer uma declaração política na AR envergando uma camisola com o dizer: OS verdes na primeira fila pelo desenvolvimento sustentável.
Não é inocente esta atitude desse mui distinto representante da classe dos cabeludos, barbudos & caixas de óculos... após as eleições de 20 de Fevereiro, o PEV foi afastado da primeira fila do plenário da AR, onde estão simbolicamente sentados elementos de todos os grupos parlamentares.
É preciso dizer com toda a frontalidade que Os Verdes deveriam trocar o seu girassol pela melancia, uma vez que são verdes por fora e vermelhos por dentro. Os Verdes são uma invenção do PCP e devem toda a sua projecção à relacção mutualista que têm com aquele partido. tendo sido fundados por elementos saidos do pcp, nunca foram a eleições sózinhos, pelo que ninguém sabe da sua real expressão, do seu real impacto. Na CDU ambos ganham: o PEV deputad@s e o PC um aliado a quem dispensa as preocupações do ambiente e que lhe dá uma capa de pluralidade unitária ... e assim lá se vão sacando alguns votos de quem pensa verde ou de quem nunca votaria no pc se este fosse sózinho às eleições.
A polémica está instalada. O Bloco ganhou mais um lugar devido ao seu crescimento, o PC, que manteve os 3 que tinha, não quis ceder um lugar ao seu parceiro de coligação (com amigos destes...) e o Ps, partido maioritário, não quis passar 1 cadeira para a direita, abrindo espaço ao PEV.
O PEV, lá da segunda fila, vai protestando como pode. E, apesar do seu carácter virtual, eu até simpatizo com o protesto... afinal eles são pequeninos e também uma espécie protegida (pelo pc, é certo), merecendo por isso um pouco mais de respeito.
#3
[em cadeia]

a Lia pergunta, eu respondo...

1-Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
ser livro para queimar? um bastante inutil, tipo da susana tamaro ou do paulo coelho

2.Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
já aconteceu foi perguntar-me se uma certa personagem por quem estou apanhadinho não será ficção...

3. Qual foi o último livro que compraste?
foram 5, a saber:
da comuna de paris ao maio de 68, de Ernest Mandel
Questões sobre o modo de Vida, de Leon Trotsky
Trincheiras, de de Viale Moutinho
Arte da Fuga, de Daniel Sampaio
Um ensaio sobre jazz de que não me lembro nome e autor

4. Qual o último livro que leste?
ao mesmo tempo e na mesma sintonia emocional, os últimso livros que li foram O Grande Gatsby de Scott Fitztgerald e as 5 semanas em balão de Julles Verne

5. Que livros estás a ler?
A arte da fuga de Daniel Sampaio, as Trincheiras de Viale Moutinho e uma catrefada de livros de poesia- alguém dizia que estes se lêem como as listas telefónicas: de vez em quando e ao acaso

6. Cinco livros que levarias para uma ilha deserta.
Alguns bem grandes que nunca li e estão na lista, a saber:
Quixote, de Cervantes
Ulysses, de Joyce
A Biblia, varios autores
O Capital, de Karl Marx
Poesia reunida de Nuno Júdice - a sophia é em 2 volumes....

7. Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
À Still, à Carina e à C, três leitoras aplicadas de quem gostaria de saber as respostas
#2
[na distância]

Gosto de quando me invades as noites e te esgueiras entre as letras do meu livro, te insinuas nas memórias da minha música, te tornas presente no calor que me aquece, quando me ajeitas os lençois e me dás a volta aos sonhos.
Gosto quando surges de forma inesperada e te assenhoras de tudo o que é importante.
#1
[deveria era fechar às 9 da noite...]

Acha que o metro deveria funcionar até mais tarde?

Não concordo, porque quanto mais tarde o metro fechar mais malta andará na rua a fazer asneira.

Conceição Barata, 73 anos, reformada
in Público Local/Lisboa, 13 de Abril 2005

11.4.05

#1 [das flores]


Z
ma


8.4.05

#3
[firme & hirto]

Ontem conheci pessoalmente o famoso Alexandrino Firme e Hirto, um verdadeiro homem dos sete oficios na área da parapsicologia, bruxaria, embustes vários, show business e comunicação de massas.
Durante 15 minutos, e após ter apresentado o seu curriculum vitae, o homem tentou convencer um grupo de 10 pessoas sobre as suas capacidades de lidar com a mente humana, sobre a objectividade do subjectivo e sobre a pobreza interior que cada um de nós em si contém... a conversa acabou quando esta ilustre figura parou para atender o telemóvel, que polifonicava o cacarejar de um galo.
Esta é daquelas cenas que só vista, pois contada é mesmo muito dificil de acreditar nela. É por estas e por outras que às vezes dou comigo a pensar que tenho um certo jeito para encontar gente doida.
#2
[António]

Vitorino & Borges
ou o Sebastianismo versão bloco central
#1
[é disto que o meu povo gosta!!!!]

1- congresso do psd
2- funeral de Karol W
3- casamento de Carlos e Camila Papa-bolas
4- Rio ave/Benfica

este fim de semana, numa TV perto de si.

7.4.05

#5
[dá que pensar...]

Dizia ontem o Helder Macedo à Ana Sousa Dias:

se se está com medo de fazer alguma coisa então é porque se tem mesmo de a fazer ...
#4
[dos livros]

Estamos sempre à procura do livro que é necessário ler a seguir

Saul Bellow
#3
[algures no purgatório]

KV: finalmente alguém te põe os olhos em cima ò Renie... por dEUS, nunca chegas a horas a lado nenhum.
R: Rainier, Karol, já te disse que é Rainier... desculpa lá, mas a coisa estava complicada de resolver com a minha familia. As miúdas estão por aí?
KV: a santinha espera placidamente por ti, bem ao seu estilo - é uma mulher dos diabos, vais ver. A Terry estava muito agitada, com tanta fome e vontade de se mexer que acabei por lhe dar a benção e ela foi andado para a festa do Ronald
R: Ronald...?
KV: opá, aquele tipo que foi actor, não sei se estás a ver... trouxeste o protector e os óculos escuros? Olha que aquilo lá em baixo não está para brincadeiras...
R: ups.... será que a Gracinha vai estar nessa festa? como lhe explico que estou com a Lúci?
KV: Não te preocupes, a Grace Kelly anda de volta do Marlon Brando...
R: bolas...
KV: deixa lá isso... life's like. Temos é de aproveitar o descanso que a reforma nos dá. E vamos embora antes que o S. Pedro perceba que me estou a escapar da assepsia divina.
R: bora!
...
#2
[só não vê quem não quer]

(...)
ao nível da redução de riscos, há bairros onde não faz nenhum sentido ainda não existirem salas de injecção assistida. Porque elas já existem, improvisadas em barracos fechados, sem luz nem arejamento. E onde, por exemplo, a transmissão de tuberculose se faz maravilhosamente. Por isso é que doenças como a tuberculose, o HIV e a hepatite C têm indices epidemidémicos. A redução de riscos não consegue chegar lá.
(...)

Marta Pinto, co-autora de um estudo da universidade de psicologia do porto sobre a implementação e funcionamento das politicas de redução de riscos na área da toxicodependencia.
Público, 7 de Abril, 2005