9.6.05

#5
[vou ali e já volto...]

feira do livro
la famiglia
jazz
tapas e papas
trilhos
fotos
tenda
silêncio
estrada
preguiça
ar fresco
cerejas
...
#4
[resposta ao post #1]


Ai não pode não, que já tem dona e eu não deixo!!!!
#3
[alguém lhe dê guronsan...]

este ministro das finanças só pode ser um embaixador enviado por morpheu.
#2
[palavras para quê...]

Os deputados do PSD no Parlamento da Madeira aplaudiram hoje de pé as declarações de Alberto João Jardim, que no sábado passado afirmou estar a ser alvo de uma campanha liderada por "alguns bastardos" e "filhos da puta" do continente.
(...)

in Público, 9 de Junho de 2005
#1
[pela manhã]


enquanto comprava o jornal, uma rapariga chega ao quiosque e pede
- dê-me um português vermelho, por favor.
pela maneira como a senhora me olhou, por momentos temi que apontasse para mim e dissesse
- pode levar esse aí, o de cabelo comprido com ar ensonado...

7.6.05

#2
[pela calada]

no DR de hoje saiu o Decreto-Lei n.º 93/2005. que transforma os hospitais sociedades anónimas em entidades públicas empresariais.
é uma matéria da maior importância par ao futuro do SNS, apesar de, bem vistas as coisas, não passar de uma manobra de cosmética do governo de socrates.
Na substância, entre as SA's de Luis Filipe Pereira e as EPE's de Correia de Campos, a diferença é pouca.
O que me deixa inquieto é que, tendo sido esta uma promessa de Socrates para preservar o caracter público do SNS, chegamos quase às seis da tarde e ainda nenhum orgão de comunicação social se referiu à matéria... aqui há gato!
#1
[só pode]

A utopia é uma meta do possível

6.6.05

#1
[fiscal & tecnológico]


de choque em choque, quem se trama são sempre os mesmos...

"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Econo- mia e Gestão e presidente do Instituto dos Actuários Portugueses. O economista estima em cerca de 15% a perda de poder de compra sofrida pela classe média apenas entre 2001 e 2005. Uma erosão que deverá manter-se nos próximos anos, tendo em conta o agravamento do IVA e o anúncio de aumentos salariais médios de 2% para os funcionários públicos até 2009, abaixo da inflação prevista.
(...)


in DN, 6 Junho de 2005
#1
[Paira um espectro sobre a Europa...]


A primeira coisa a dizer sobre a proposta de constituição europeia, é que a considero antidemocrática, pois não serve o propósito de uma União feita pelos povos e para os povos.

De
facto, a UE que temos hoje é, tão só, um instrumento da ideia de livre mercado que lhe deu origem. Como tal, temos assistido, desde o momento inicial deste projecto- o tratado de Roma -, ao seu crescimento e estruturação assente em tratados cozinhados pelas lideranças dos países membros sem, na maioria das vezes, dar cavaco aos cidadãos e cidadãs.

Chegados ao momento de assinatura do tratado de Nice, os lideres europeus decidiram que o passo seguinte seria o da formalização do supra-estado europeu que se estava a desenhar e que sempre foi negado, permitindo assim, para lá da economia e do mercado, uma politica de defesa comuns e exigindo a submissão dos estados membros a um quadro legal impeditivo de grandes desvios à linha.

Formou-se então, a mando de Romano Prodi, uma comissão para escrever uma proposta de texto constitucional, substituindo-se desta forma uma assembleia constituinte, directamente eleita pelos povos, por um grupo de tecnocratas que trabalharam num silêncio quase clandestino. Esta é a primeira razão para justificar o défice democrático em questão.

A segunda razão da incapacidade democrática do projecto, prende-se com o facto de este, em nome do mercado e pelo mercado, se sobrepor à legislação dos estados membros, evitando no seu léxico referencias históricas a direitos adquiridos pelas populações no pós guerra, ou seja, evitando comprometer o estado europeu com um modelo social que, cada vez mais, é alvo dos ataques das classes dominantes. Expressões como direito ao emprego ou serviços públicos, por exemplo, são substituídas por eufemismos como direito a procurar trabalho e serviços de interesse geral, que podem significar a mesma coisa (não creio) ou outra coisa qualquer, ninguém sabe. Outras razões existem.

Para dar um ar democrático ao processo, o texto prevê a sua ratificação por cada um dos estados membros, o que serve de argumento para os tecnocratas defenderem a sua génese como a mais transparente de sempre… surgem desta forma os referendos ou a ratificação em parlamento nacional, como aconteceu na Alemanha. E aqui a coisa começou a correr mal, porque o que estava previsto era que esta ratificação fosse uma mera formalidade.

O Não francês
caiu como uma pedrada no charco. Boa parte dos políticos que governaram aquele país nas últimas décadas estavam do lado do sim. Do lado do não encontrámos, um PCF moribundo, que sabiamente se aliou à extrema-esquerda, aos verdes e a um grupo de trânsfugas do PSF, numa frente popular contra o neoliberalismo, por outra Europa possível e social. Desse lado estava também a besta da extrema-direita, com o seu discurso xenófobo e nacionalista, não se verificando confusão possível entre os protagonistas. Estava ainda uma grande maioria que, no dia 27 de Maio, disse NON.

Os comentadores políticos tentaram esconder as razões da derrota, dizendo que os franceses votaram assim pelas razões erradas, em protesto contra Chirac e Rafarin, principais responsáveis por uma politica anti-social em larga escala. Esqueceram-se foi de dizer que esta politica anti-social é fruto das directivas europeias, da abertura do mercado, da primazia do lucro sobre as pessoas, da ideia de que o estado só pode existir para regular os privados e não para distribuir riqueza e recursos com justiça. Para lá disso, dizer que as razões foram as erradas é passar um atestado de estupidez a uma grande maioria que tem, de facto, as suas razões.

Começámos então
a ouvir falar do célebre plano B, uma espécie de fuga para a frente para passar por cima dos votos, numa atitude muito próxima de uma caravana que tem de continuar a passar, apesar o ladrar dos cães… "Dá-se-lhes nova oportunidade para votar, talvez os coitados percebam que foi um erro…" Mas, se as pessoas dizem não, não será tempo de parar para pensar? Se tivesse ganho o sim alguém se iria preocupar em ouvir novemente o povo? Parece que, para auto denominadas as elites, nada disso interessa.

Dias depois
veio o não holandês, mais expressivo, causando menos choque, mas mostrando que o processo está mesmo atrapalhado. Num país onde 85% dos políticos estavam pelo sim, o povo diz não. Volta a falar-se do divórcio das populações com a politica… não terá sido a política a querer, desde o começo, divorciar-se das pessoas para tentar seguir em piloto automático?

A discussão está viciada
. Querem fazer-nos pensar que estas vitorias do não foram mais que expressão de uma rebeldia inusitada, un input errado num sistema que corre sem possibilidade de ser parado, que o futuro é naquela direcção, que esta gente se enganou e põe em risco a própria humanidade… no entanto, a coisa move-se, o descontentamento existe e, com ele, outras ideias de europa começam a ganhar peso.

Paira um espectro sobre a europa, o espectro da democracia. A que recusa o haraquiri e se revitaliza na luta popular, mostrando que esta e aquela não são meros acasos e que, contrariamente aos desejos mais intimos dos cratas, não se encontram derrotadas ou em vias de acabar.

3.6.05

#2
[sem tempo]

para escrever sobre o que penso dos referendos, fcia a promessa de um post menos minimal.
bom fim de semana.
#1
[dos amigos]

diz-se que é no cabo da roca que a terra acaba e o mar começa.
mas é em finisterra que nos sentimos, realmente, no fim e no começo de todas as coisas.

2.6.05




Numa ilha remota onde se instalou o luto um homem decreta que nunca mais haverá sexo nem filhos...
A ilha vai ficando deserta e ele decide enviar a sua filha, Adriana, para o continente "constituir família por métodos naturais".
Acompanharemos as aventuras de Adriana à procura de um homem que a faça procriar um filho e assim garantir a descendência na ilha.
#3
[e no entanto...]

11 era o número de vezes em que a palavra socialismo surgia na lei fundamental de 1976

in DN, 2 de junho 2005
#2
[já não lhes bastava o FMI]

CP vende antigos comboios da linha de Sintra à Argentina

in do DN, 2 de Junho de 2005
#1
[61,6]

NEE

31.5.05

#1
[da obesidade infantil]
Artigo 14

A publicidade especialmente dirigida a menores deve ter em conta a sua vulnerabilidade psicológica, abstendo-se, nomeadamente, de:
a) incitar directamente os menores, explorando a sua inexperiência ou credulidade, a adquirir um determinado bem ou serviço
b) incitar directamente os menores a persuadirem os seus pais ou terceiros a comprarem os produtos ou serviços em questão
c) …
d) explorar a confiança especial que os menores depositam nos seus pais tutores ou professores.

in Código da Publicidade, Decreto Lei 330/90, de 23 de Outubro

Não sei se a leitura que faço deste diploma é afectada pela minha miopia esquerdista, mas parece-me bem que este artigo daria para acabar com boa parte da publicidade à hora dos desenhos animados.

30.5.05

#2
[non]

Vive la France!
#1
[A má influência de Jardim...]

75% dos madeirenses com mais de 49 anos têm excesso de peso

título da edição da Madeira do DN de hoje


27.5.05

#1
[luz de presença]

o blogger anda desinspirado para a bloqguice.
mas bem disposto. muito.
ha actividade mais frequente por aqui
até já

25.5.05

#3
[do défice]
Afinal
Há alternativa ao aperto de cinto de Sócrates