#1
[like a movie]
1. Qual o último filme que viste no cinema?
ando com pouco tempo para cinema, apesar dos muitos filmes da minha vida.
o último filme que vi foi casa de los babys, uma viagem à pobreza do méxico e aos pequenos dramas de mulheres que procuram adoptar crianças em terra alheia.
2. Qual a tua sessão preferida?
final da tarde, 17 ou 19h
3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
Robin dos Bosques, o primeiro que vi na tela, cinema alvalade, 1984,
Indiana Jones e os salteadores da arca perdida, o que mais vezes revi.
A lista segue com algumas dezenas largas de titulos.
4.Para que filme gostarias de ser transportado/a?
Os diários de guevara, para poder ter o prazer de atravessar a américa do sul em cima da ponderosa... ou para uma história simples, para atravessar o norte da américa num cortador de relva... ou então para guantanamera, para atravessar cuba ao volante de um carro funerário.
5.E já agora, qual a personagem de filme que terias gostado de conhecer um dia?
hum... o pai do indiana jones.
6. Que actor (actriz)/ realizador/ produtor(a)/ argumentista gostarias de convidar para jantar?
o Ken Loach, o Moretti, a Copolla, a Scarlet Johanson, o Bonovox, a milla Jovovic, a Amelie Poulain, a Juliet Binoche, o Kusturica... grande banquete!!!
7. A quem vais passar o testemunho?
acho que não vou... :p
12.5.05
11.5.05
#3
[Erica]*
A Erica tem 6 anos e uns enormes olhos pretos, cheios de doçura e curiosidade. Tem a energia e a travessura que a idade lhe impõe. Corre, salta e, ao fim de alguns minutos, não resiste a tentar compreender o estranho que a observa e fala com a mãe.
A Erica, com a ingenuidade dos 6 anos, não percebe porque é que a sua casa, o barraco onde vivia, foi deitada ao chão. A Mãe, que nasceu no bairro onde moram, está desesperada. Grita, chora, faz um discurso sobre a igualdade entre raças e credos, sobre direitos humanos, sobre a importância de ela e todos os vizinhos terem direito a uma casa, porque quem vive debaixo da ponte é o sapo e a estrada serve para os carros...
A Erica olha a mãe e não percebe a intrincada (des)organização que os grandes dão ao mundo. Por ela, tod@s seriam amigos como os meninos e as meninas lá do infantário. Olha a mãe com o rosto carregado, e logo rasga o sorriso traquina. Não sabe onde é que os senhores da Câmara guardaram os seus brinquedos, a sua cama, as suas roupas. Um dia chegou, com a mãe, e o barraco, que era do avô, tinha deixado de existir. Era o palácio dos seus sonhos.
A Erica não sabe quem é e o que é o presidente da Câmara. Não faz ideia de que este se recusa a resposta à mãe e aos vizinhos, que usa uma desculpa burocrata para não se ver obrigado a realojar as pessoas que os serviços camarários estão a pôr na rua.
A Erica tem 6 anos, uns enormes olhos pretos e a inocência que a idade recomenda. Não sei se, um dia, vai ter memória e a noção clara de tudo o que lhe aconteceu por estes dias.
O meu desejo é que sim, que se lembre e que a memória faça dela uma lutadora esclarecida e destemida. Desejo também que a memória nunca seja suficientemente rude para apagar a doçura do seu olhar.

o palácio dos sonhos, agora desfeito
*malditos sejam os burocratas e as razões que os movem
[Erica]*
A Erica tem 6 anos e uns enormes olhos pretos, cheios de doçura e curiosidade. Tem a energia e a travessura que a idade lhe impõe. Corre, salta e, ao fim de alguns minutos, não resiste a tentar compreender o estranho que a observa e fala com a mãe.
A Erica, com a ingenuidade dos 6 anos, não percebe porque é que a sua casa, o barraco onde vivia, foi deitada ao chão. A Mãe, que nasceu no bairro onde moram, está desesperada. Grita, chora, faz um discurso sobre a igualdade entre raças e credos, sobre direitos humanos, sobre a importância de ela e todos os vizinhos terem direito a uma casa, porque quem vive debaixo da ponte é o sapo e a estrada serve para os carros...
A Erica olha a mãe e não percebe a intrincada (des)organização que os grandes dão ao mundo. Por ela, tod@s seriam amigos como os meninos e as meninas lá do infantário. Olha a mãe com o rosto carregado, e logo rasga o sorriso traquina. Não sabe onde é que os senhores da Câmara guardaram os seus brinquedos, a sua cama, as suas roupas. Um dia chegou, com a mãe, e o barraco, que era do avô, tinha deixado de existir. Era o palácio dos seus sonhos.
A Erica não sabe quem é e o que é o presidente da Câmara. Não faz ideia de que este se recusa a resposta à mãe e aos vizinhos, que usa uma desculpa burocrata para não se ver obrigado a realojar as pessoas que os serviços camarários estão a pôr na rua.
A Erica tem 6 anos, uns enormes olhos pretos e a inocência que a idade recomenda. Não sei se, um dia, vai ter memória e a noção clara de tudo o que lhe aconteceu por estes dias.
O meu desejo é que sim, que se lembre e que a memória faça dela uma lutadora esclarecida e destemida. Desejo também que a memória nunca seja suficientemente rude para apagar a doçura do seu olhar.

o palácio dos sonhos, agora desfeito
*malditos sejam os burocratas e as razões que os movem
#1
[a régua e esquadro*]
Sobre a Tarde
Cai a tarde
Como sempre
Como sempre
Diferente
Cai a tarde
De onde não se sabe
Pela Farme
Sobre a gente
Cai a tarde
Sem parar
Cai a tarde
E tudo parda
Cai a tarde
Meu amor rega as plantas
Cai a tarde
A tarde toda
Na velocidade da luz
Cai a tarde
Que é seu fim
Cai a tarde
Que é sem fim?
Cai a tarde
Em sua finalidade
Cai a tarde
Cai a tarde
Adriana Calcanhotto
*pelas tardes do teu olhar
[a régua e esquadro*]
Sobre a Tarde
Cai a tarde
Como sempre
Como sempre
Diferente
Cai a tarde
De onde não se sabe
Pela Farme
Sobre a gente
Cai a tarde
Sem parar
Cai a tarde
E tudo parda
Cai a tarde
Meu amor rega as plantas
Cai a tarde
A tarde toda
Na velocidade da luz
Cai a tarde
Que é seu fim
Cai a tarde
Que é sem fim?
Cai a tarde
Em sua finalidade
Cai a tarde
Cai a tarde
Adriana Calcanhotto
*pelas tardes do teu olhar
10.5.05
#1
[verdades quase verdadinhas]
A música está na minha vida. No entanto, cantar e ritmar não são o meu forte.
Esta é uma verdade quase verdadinha que sei, pelo menos, desde os 5 anos, quando a professora da pré disse ao meu pai que eu não era muito dado a cantar...
Já levo a coisa com humor e boa disposição, e ontem, após me confrontar com evidencia pela milésiama vez, só me lembrei de trautear...
Você com sua música esqueceu o principal
É que no peito dos desafinados,
No fundo do peito bate calado,
É que no peito dos desafinados também bate um coração.
[verdades quase verdadinhas]
A música está na minha vida. No entanto, cantar e ritmar não são o meu forte.
Esta é uma verdade quase verdadinha que sei, pelo menos, desde os 5 anos, quando a professora da pré disse ao meu pai que eu não era muito dado a cantar...
Já levo a coisa com humor e boa disposição, e ontem, após me confrontar com evidencia pela milésiama vez, só me lembrei de trautear...
Você com sua música esqueceu o principal
É que no peito dos desafinados,
No fundo do peito bate calado,
É que no peito dos desafinados também bate um coração.
9.5.05
5.5.05
#2
[ora, os amigos são para as ocasiões]
Sob a forte liderança do ministro Portas, as forças armadas portuguesas tomaram passos de profunda transformação parase criarem forças modernas e flexiveis que tiveram um importante papel na estabilização do Afeganistão e do Iraque
excerto da nota que justifica a distinção a Paulo Portas
in Público, 05 Maio 2005
[ora, os amigos são para as ocasiões]
Sob a forte liderança do ministro Portas, as forças armadas portuguesas tomaram passos de profunda transformação parase criarem forças modernas e flexiveis que tiveram um importante papel na estabilização do Afeganistão e do Iraque
excerto da nota que justifica a distinção a Paulo Portas
in Público, 05 Maio 2005
4.5.05
#1
[fare la portoghesa]
TAC "arrendado" foi objecto de inauguração em Macedo de Cavaleiros
A decisão de contratar um equipamento de TAC para o hospital de Macedo de Cavaleiros (a uma entidade privada) está a ser fortemente questionada por responsáveis autárquicos locais. No final do mês de Fevereiro, o ex-ministro da saúde, Luis Filipe Pereira, visitou o referido hospital transmontano, onde inaugurou uma Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais e um novo equipamento de TAC, supostamente adquirido para servir a população abrangida pelo Hospital de Macedo de Cavaleiros.
Segundo os deputados socialistas da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, este aparelho foi contratado a uma empresa que presta serviços ao hospital desde o início do mês de Fevereiro. Esta empresa, o Instituto de Radiologia de Bragança, criada no Registo Comercial de Viana do Castelo, é detida por três sócios, um deles João Carlos Alves Costa. De acordo com o Semanário Transmontano, este médico, que se responsabilizou pela formação necessária à futura utilização do equipamento de TAC, tem ligações ao Hospital de Macedo de Cavaleiros e à entidade de Ressonância Magnética do Nordeste, sociedade bragantina também detida por Telmo Moreno, ex-presidente da distrital de Bragança do PSD.
Segundo o presidente da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, Fernando Gomes, quem ganhará com este acordo será "o proprietário do aparelho, já que o hospital vai debitar o serviço e o utente é que terá de pagar".
Embora se desconheça as regras que regem este protocolo entre o Hospital de Macedo de Cavaleiros e a empresa privada em questão, quanto a valores e à duração de concessão do equipamento de TAC, está desde já instalada a controvérsia estre responsáveis autárquicos e de saúde locais,com base na legitimidade da contratação de um dispositivo de diagnóstico que poderia ser rentabilizado pelo próprio hospital.
In jornal Médico de Família, , 22-04-2005
[fare la portoghesa]
TAC "arrendado" foi objecto de inauguração em Macedo de Cavaleiros
A decisão de contratar um equipamento de TAC para o hospital de Macedo de Cavaleiros (a uma entidade privada) está a ser fortemente questionada por responsáveis autárquicos locais. No final do mês de Fevereiro, o ex-ministro da saúde, Luis Filipe Pereira, visitou o referido hospital transmontano, onde inaugurou uma Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais e um novo equipamento de TAC, supostamente adquirido para servir a população abrangida pelo Hospital de Macedo de Cavaleiros.
Segundo os deputados socialistas da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, este aparelho foi contratado a uma empresa que presta serviços ao hospital desde o início do mês de Fevereiro. Esta empresa, o Instituto de Radiologia de Bragança, criada no Registo Comercial de Viana do Castelo, é detida por três sócios, um deles João Carlos Alves Costa. De acordo com o Semanário Transmontano, este médico, que se responsabilizou pela formação necessária à futura utilização do equipamento de TAC, tem ligações ao Hospital de Macedo de Cavaleiros e à entidade de Ressonância Magnética do Nordeste, sociedade bragantina também detida por Telmo Moreno, ex-presidente da distrital de Bragança do PSD.
Segundo o presidente da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, Fernando Gomes, quem ganhará com este acordo será "o proprietário do aparelho, já que o hospital vai debitar o serviço e o utente é que terá de pagar".
Embora se desconheça as regras que regem este protocolo entre o Hospital de Macedo de Cavaleiros e a empresa privada em questão, quanto a valores e à duração de concessão do equipamento de TAC, está desde já instalada a controvérsia estre responsáveis autárquicos e de saúde locais,com base na legitimidade da contratação de um dispositivo de diagnóstico que poderia ser rentabilizado pelo próprio hospital.
In jornal Médico de Família, , 22-04-2005
3.5.05
#1
[mais alguma coisinha??]
Vou voltar a exercer advogacia, que é a minha profissão, vou dar umas aulas e vou trabalhar para um grupo financeiro na área internacional. Um ex-primeiro-ministro conhece muita gente, em África, na Europa, na América Latina.
Pedro Santana Lopes, sobre o seu futuro profissional, SIC, 2-5-2005
[mais alguma coisinha??]
Vou voltar a exercer advogacia, que é a minha profissão, vou dar umas aulas e vou trabalhar para um grupo financeiro na área internacional. Um ex-primeiro-ministro conhece muita gente, em África, na Europa, na América Latina.
Pedro Santana Lopes, sobre o seu futuro profissional, SIC, 2-5-2005
2.5.05
#3
[solidári@s]
[solidári@s]
JÁ CONVOCAM: Amnistia Internacional; Horus - associação gay, lésbica, bissexual e transsexual de Viseu; SOS Racismo; Associação ILGA-Portugal; Clube Safo; PortugalGay.PT; Associação Não Te Prives; Olho Vivo - associação para a defesa do património, ambiente e direitos humanos; @t. - associação para o estudo e a defesa do direito à identidade de género; Associação Opus Gay; Panteras Rosa - Frente de Combate à Homofobia; APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, AJP-Acção Justiça e Paz;
Porque em pleno século XXI cidadãos são agredidos pelo simples facto de serem identificados como homossexuais.
Para erradicar a homofobia da sociedade portuguesa, para colocar um termo à discriminação. Antes que seja tarde!
Ø Solidariedade para com os homossexuais e demais cidadãos agredidos.
Ø Exigir a instauração de um inquérito independente à forma como as forças de segurança do distrito de Viseu lidaram com a actuação de milícias populares anti-homossexuais e a ineficiência perante as queixas de violência física e verbal de que foram vítimas.
Ø Exigir medidas do Governo Português para erradicar a homofobia da sociedade portuguesa e a discriminação.
Pelos direitos humanos - dia 15 de Maio
em Viseu a tua presença é vital!
Há camionetas organizadas a partir de Lisboa, Porto e Coimbra para Viseu: Os lugares são limitados, inscreve-te já em panteras.rosas@sapo.pt ou através do nº 21 887 39 18 (4ª a sábado, das 18h às 23h).
#2
[da arte poética]
Pousar no corpo *
Pousar no corpo do tempo
entreter-me na pele da carícia
e, na mais suave depressão
respirar o silêncio dos lábios.
como a calma da manhã despida
seduz o limiar do dia
como o tempo detém
o resplandescer do silêncio
quero-te
David Erlich, in Dnj 26 de Abril 2005
* ou a arte da sesta, digo eu
[da arte poética]
Pousar no corpo *
Pousar no corpo do tempo
entreter-me na pele da carícia
e, na mais suave depressão
respirar o silêncio dos lábios.
como a calma da manhã despida
seduz o limiar do dia
como o tempo detém
o resplandescer do silêncio
quero-te
David Erlich, in Dnj 26 de Abril 2005
* ou a arte da sesta, digo eu
#1
[Ivo Ferreira]
Está a correr uma petição on-line pela libertação de Ivo Ferreira, preso no Dubai por fumar uns charritos. Não deixem de assinar e de divulgar.
[Ivo Ferreira]
Está a correr uma petição on-line pela libertação de Ivo Ferreira, preso no Dubai por fumar uns charritos. Não deixem de assinar e de divulgar.
1.5.05
#1
[e para acabar a noite...]
(...)
Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.
Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.
Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.
Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.
Ermelinda Duarte
[e para acabar a noite...]
(...)
Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.
Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.
Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.
Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.
Ermelinda Duarte
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