25.2.05

#1
[post com destino (in)certo]

poesia urbana

esta e outras novidades na minha galeria

24.2.05

#1
[post em descanso]

no words and no surprises

22.2.05

#1
[ainda as eleições]


e o manel ficou atrás do garcia outra vez... para quem queria forma governo com qualquer um, não está mal...

21.2.05

#1
[o primeiro dia]


Ontem foi um dia de grandes emoções. O investimento e a aposta de anos de trabalho - 6 para para tant@s, 10 para mim, 30 ou mais para muit@s-, foi posto à prova. com muito sucesso, por sinal.
Algo em mim parou quando, pela festa fora, Sérgio Godinho afinou o primeiro dia. Ao meu redor muita gente dizia que não voltaremos a ter uma noite assim, naquele momento, eu, que sou um optimista céptico, tive a certeza que voltaremos a festejar grandes vitórias. Porque somos gente de projecto, de ideia, de convicção e, sobretudo, somos gente decente. E não pude deixar de me lembrar das pessoas que marcaram este mês e meio de loucura que vivi. D@s amig@s que, no meu cansaço e na minha ausência, estando longe ou perto, olharam por mim e fizeram a ponte com uma certa normalidade; D@s companheir@s de estrada que, para lá de tudo, me incentivaram sempre e ensinaram tanta coisa a cada dia; da minha avó, da escritora, do professor, do enfermeiro, da palhaça e da controler financeiro favorit@s... e de ti.
Hoje acordei feliz e aliviado. com poucas palavras, em quase extase. Há uma nova esperança, apesar do risco que a maioria absoluta do socrates encerra em si. há a certeza de este ser o primeiro dia.

20.2.05

#1
[no fecho das urnas]


as urnas acabam de fechar, o consulado da direita está prestes a acabar... já cheira a papel queimado, os arquivos já estão a arder.

19.2.05

#1
[post anti stress]


depois de uma temporada a trabalhar freneticamente, hje tenho o primeiro dia de folga absoluta, sem preocupações de maior.
sinto-me como um telemóvel: A procurar rede

18.2.05

#1
[...]

está a acabar... o futuro começa agora.
no Metrografismos vota-se com a cabeça e com paixão.
A vermelho, seguramente.
Segunda feira será outro dia.

17.2.05

#1
[Genial]


Professora! Se de A a Z é ordem alfabética, então... de Z a A é ordem desalfabética!

original aqui

15.2.05

#1
[post de passagem]


algumas coisas que voces precisam de saber deste bloguista

1- ando a trabalhar que nem um doido, não tenho tempo para pensar.
2- não estou chocado nem de luto pela morte da ultima espectadora do primeiro ciclo de cinema experimental da cova da iria.
3- não festejei o dia d@s namorad@s.
4- adoro estes dias de sol

10.2.05

#2
[preciso]


de um poema e de uma canção daquelas que deixam marcas e entram directamente para a abanda sonora das nossas vidas.


#1
[Eu cá acho...]

que esta história do Cavaco acreditar na maioria absoluta do PS, não só é um boato, como tem em Santana e naquele brasuca intrujão que o acompanha os seus mentores.
E das duas três: ou o sr. Silva se define ou fica, cada vez mais, fora de jogo.
Isto porque, para Santana, nesta política de terra queimada, dá igual perder por cem ou por mil.

7.2.05

#2
[pés]


Os pés de Helena Almeida, com grão e luz, explorando o espaço.
Os pés de Vera Mantero gesticulando danças, no salão das alturas.
Os teus pés, junto dos meus, saltitando de nuvem em nuvem.
#1
[post de dizer...]


que há coisas que nunca são em excesso


Se eu pudesse iluminar por dentro as palavras de todos os dias
para te dizer, com a simplicidade do bater do coração,
que afinal ao pé de ti apenas sinto as mãos mais frias
e esta ternura dos olhos que se dão.

Nem asas, nem estrelas, nem flores sem chão
- mas o desejo de ser a noite que me guia
e baixinho ao bafo da tua respiração
contar-te todas as minhas covardias.

Ao pé de ti não me apetece ser herói
mas abrir-te mais o abismo que me dói
nos cardos deste sol de morte viva.

Ser como sou e ver-te como és:
dois bichos de suor com sombra aos pés.
Complicações de luas e saliva

José Gomes Ferreira

5.2.05

#1
[o artista]
é um bom artista, mas está cansado. Muito cansado.
precisa de dormir e de ser mimado.

4.2.05

#3
[da lanterna mágica]


PERTO DEMAIS

A cena inicial é fantástica. um plano em movimento de dois estranhos que se filam entre uma multidão que avança... e abrem-se as portas para um filme perturbante, onde os (des)encontros são a tónica e onde se sublinha que a vida é feita de escolhas, assim as queiramos fazer.



ficam as palavras do cinecartaz do público

É a história de quatro estranhos - Anna, Dan, Alice e Larry -, dos seus encontros, atracções fatais e traições, num perigoso jogo de sedução de que ninguém sairá incólume. Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida que, após o seu divórcio, se envolve com Dan, que se torna seu amante mesmo depois de Anna se voltar a casar com Larry. Dan (Jude Law) é um aspirante a escritor que ganha a vida a escrever obituários. Alice (Natalie Portman) é uma jovem que encontra Dan e lhe conta que não tem família, só tem a roupa que traz vestida e que chegou a Londres fugida da América e de um namorado demasiado possessivo. Larry é um dermatologista que começa a jogar à defensiva depois de lhe partirem o coração, magoando todos à sua volta. "Perto de Mais" foi realizado por Mike Nichols, realizador da premiada série "Anjos na América", recentemente exibida na televisão portuguesa.
#2
[karma surrealista]


e é preciso correr é preciso ligar é preciso sorrir
é preciso suor
é preciso ser livre é preciso ser fácil é preciso a roda
o fogo de artifício
é preciso o demónio ainda corpolento
é preciso a rosa sob o cavalinho
é preciso o revólver de um só tiro na boca
é preciso o amor de repente de graça
é preciso a relva de bichos ignotos
e o lago é preciso digam que é preciso
é preciso comprar movimentar comércio
é preciso ter feira nas vértebras todas
é preciso o fato é preciso a vida
da mulher cadáver até de manhã
é preciso um risco na boca do pobre
para averiguar de como é que eles entram
é preciso a máquina a quatro mil vóltios
é preciso a ponte rolante no espaço
é preciso o porco é preciso a valsa
o estrídulo o roxo o palavrão de costas
é preciso uma vista para ver sem perfume
e outra menos vista para olhar em silêncio
é preciso o logro a infância depressa
o peso de um homem é demais aqui
é preciso a faca é preciso o touro
é preciso o miúdo despenhado no túnel
é preciso forças para a hemoptise
é preciso a mosca um por cento doméstica
é preciso o braço coberto de espuma
a luz o grito o grande olho gelado


E é preciso gente para a debandada
é preciso o raio a cabeça o trovão
a rua a memória a panóplia das árvores
é preciso a chuva para correres ainda
é preciso ainda que caias de borco
na cama no choro no rogo na treva
é precisa a treva para ficar um verme
roendo cidades de trapo sem pernas

Mário Cesariny
"Discurso sobre a reabilitação do real quotidiano"
Manual de prestidigitação, Assírio & Alvim, 1981.
#1
[noticias da bola]

A FIFA está prestes a anunciar que os jogos de futebol em Portugal servirão de palco à introdução de um novo equipamento que irá melhorar as performances dos árbitros de futebol: a pulseira electrónica.

3.2.05

#1
[para acrescentar às palavras ditas]


Tenho que fingir que a tua boca não foi assim tão dulcíssima e que afinal a tua respiração não era assim tão ciclónica. Tenho que me convencer que o que carrego no peito não são brasas. Acreditar que a tua língua já não me encerra nos sonhos.

E acima de tudo tenho que me amarrar, cada vez que me lembro que também tu derivas numa vida que julgas ser a certa.

(roubado aqui.)

2.2.05

#1
[post de dizer]


que me sinto leve, aliviado.

1.2.05

#1
[porque]


há palavras, pequenas, simples, casuais, repentinas, que mudam a disposição dos nossos dias.

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill