#1
[no fecho das urnas]
as urnas acabam de fechar, o consulado da direita está prestes a acabar... já cheira a papel queimado, os arquivos já estão a arder.
20.2.05
19.2.05
18.2.05
17.2.05
15.2.05
#1
[post de passagem]
algumas coisas que voces precisam de saber deste bloguista
1- ando a trabalhar que nem um doido, não tenho tempo para pensar.
2- não estou chocado nem de luto pela morte da ultima espectadora do primeiro ciclo de cinema experimental da cova da iria.
3- não festejei o dia d@s namorad@s.
4- adoro estes dias de sol
[post de passagem]
algumas coisas que voces precisam de saber deste bloguista
1- ando a trabalhar que nem um doido, não tenho tempo para pensar.
2- não estou chocado nem de luto pela morte da ultima espectadora do primeiro ciclo de cinema experimental da cova da iria.
3- não festejei o dia d@s namorad@s.
4- adoro estes dias de sol
10.2.05
#1
[Eu cá acho...]
que esta história do Cavaco acreditar na maioria absoluta do PS, não só é um boato, como tem em Santana e naquele brasuca intrujão que o acompanha os seus mentores.
E das duas três: ou o sr. Silva se define ou fica, cada vez mais, fora de jogo.
Isto porque, para Santana, nesta política de terra queimada, dá igual perder por cem ou por mil.
[Eu cá acho...]
que esta história do Cavaco acreditar na maioria absoluta do PS, não só é um boato, como tem em Santana e naquele brasuca intrujão que o acompanha os seus mentores.
E das duas três: ou o sr. Silva se define ou fica, cada vez mais, fora de jogo.
Isto porque, para Santana, nesta política de terra queimada, dá igual perder por cem ou por mil.
7.2.05
#1
[post de dizer...]
que há coisas que nunca são em excesso
Se eu pudesse iluminar por dentro as palavras de todos os dias
para te dizer, com a simplicidade do bater do coração,
que afinal ao pé de ti apenas sinto as mãos mais frias
e esta ternura dos olhos que se dão.
Nem asas, nem estrelas, nem flores sem chão
- mas o desejo de ser a noite que me guia
e baixinho ao bafo da tua respiração
contar-te todas as minhas covardias.
Ao pé de ti não me apetece ser herói
mas abrir-te mais o abismo que me dói
nos cardos deste sol de morte viva.
Ser como sou e ver-te como és:
dois bichos de suor com sombra aos pés.
Complicações de luas e saliva
José Gomes Ferreira
[post de dizer...]
que há coisas que nunca são em excesso
Se eu pudesse iluminar por dentro as palavras de todos os dias
para te dizer, com a simplicidade do bater do coração,
que afinal ao pé de ti apenas sinto as mãos mais frias
e esta ternura dos olhos que se dão.
Nem asas, nem estrelas, nem flores sem chão
- mas o desejo de ser a noite que me guia
e baixinho ao bafo da tua respiração
contar-te todas as minhas covardias.
Ao pé de ti não me apetece ser herói
mas abrir-te mais o abismo que me dói
nos cardos deste sol de morte viva.
Ser como sou e ver-te como és:
dois bichos de suor com sombra aos pés.
Complicações de luas e saliva
José Gomes Ferreira
5.2.05
4.2.05
A cena inicial é fantástica. um plano em movimento de dois estranhos que se filam entre uma multidão que avança... e abrem-se as portas para um filme perturbante, onde os (des)encontros são a tónica e onde se sublinha que a vida é feita de escolhas, assim as queiramos fazer.
ficam as palavras do cinecartaz do público
É a história de quatro estranhos - Anna, Dan, Alice e Larry -, dos seus encontros, atracções fatais e traições, num perigoso jogo de sedução de que ninguém sairá incólume. Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida que, após o seu divórcio, se envolve com Dan, que se torna seu amante mesmo depois de Anna se voltar a casar com Larry. Dan (Jude Law) é um aspirante a escritor que ganha a vida a escrever obituários. Alice (Natalie Portman) é uma jovem que encontra Dan e lhe conta que não tem família, só tem a roupa que traz vestida e que chegou a Londres fugida da América e de um namorado demasiado possessivo. Larry é um dermatologista que começa a jogar à defensiva depois de lhe partirem o coração, magoando todos à sua volta. "Perto de Mais" foi realizado por Mike Nichols, realizador da premiada série "Anjos na América", recentemente exibida na televisão portuguesa.
#2
[karma surrealista]
e é preciso correr é preciso ligar é preciso sorrir
é preciso suor
é preciso ser livre é preciso ser fácil é preciso a roda
o fogo de artifício
é preciso o demónio ainda corpolento
é preciso a rosa sob o cavalinho
é preciso o revólver de um só tiro na boca
é preciso o amor de repente de graça
é preciso a relva de bichos ignotos
e o lago é preciso digam que é preciso
é preciso comprar movimentar comércio
é preciso ter feira nas vértebras todas
é preciso o fato é preciso a vida
da mulher cadáver até de manhã
é preciso um risco na boca do pobre
para averiguar de como é que eles entram
é preciso a máquina a quatro mil vóltios
é preciso a ponte rolante no espaço
é preciso o porco é preciso a valsa
o estrídulo o roxo o palavrão de costas
é preciso uma vista para ver sem perfume
e outra menos vista para olhar em silêncio
é preciso o logro a infância depressa
o peso de um homem é demais aqui
é preciso a faca é preciso o touro
é preciso o miúdo despenhado no túnel
é preciso forças para a hemoptise
é preciso a mosca um por cento doméstica
é preciso o braço coberto de espuma
a luz o grito o grande olho gelado
E é preciso gente para a debandada
é preciso o raio a cabeça o trovão
a rua a memória a panóplia das árvores
é preciso a chuva para correres ainda
é preciso ainda que caias de borco
na cama no choro no rogo na treva
é precisa a treva para ficar um verme
roendo cidades de trapo sem pernas
Mário Cesariny
"Discurso sobre a reabilitação do real quotidiano"
Manual de prestidigitação, Assírio & Alvim, 1981.
[karma surrealista]
e é preciso correr é preciso ligar é preciso sorrir
é preciso suor
é preciso ser livre é preciso ser fácil é preciso a roda
o fogo de artifício
é preciso o demónio ainda corpolento
é preciso a rosa sob o cavalinho
é preciso o revólver de um só tiro na boca
é preciso o amor de repente de graça
é preciso a relva de bichos ignotos
e o lago é preciso digam que é preciso
é preciso comprar movimentar comércio
é preciso ter feira nas vértebras todas
é preciso o fato é preciso a vida
da mulher cadáver até de manhã
é preciso um risco na boca do pobre
para averiguar de como é que eles entram
é preciso a máquina a quatro mil vóltios
é preciso a ponte rolante no espaço
é preciso o porco é preciso a valsa
o estrídulo o roxo o palavrão de costas
é preciso uma vista para ver sem perfume
e outra menos vista para olhar em silêncio
é preciso o logro a infância depressa
o peso de um homem é demais aqui
é preciso a faca é preciso o touro
é preciso o miúdo despenhado no túnel
é preciso forças para a hemoptise
é preciso a mosca um por cento doméstica
é preciso o braço coberto de espuma
a luz o grito o grande olho gelado
E é preciso gente para a debandada
é preciso o raio a cabeça o trovão
a rua a memória a panóplia das árvores
é preciso a chuva para correres ainda
é preciso ainda que caias de borco
na cama no choro no rogo na treva
é precisa a treva para ficar um verme
roendo cidades de trapo sem pernas
Mário Cesariny
"Discurso sobre a reabilitação do real quotidiano"
Manual de prestidigitação, Assírio & Alvim, 1981.
3.2.05
#1
[para acrescentar às palavras ditas]
Tenho que fingir que a tua boca não foi assim tão dulcíssima e que afinal a tua respiração não era assim tão ciclónica. Tenho que me convencer que o que carrego no peito não são brasas. Acreditar que a tua língua já não me encerra nos sonhos.
E acima de tudo tenho que me amarrar, cada vez que me lembro que também tu derivas numa vida que julgas ser a certa.
(roubado aqui.)
[para acrescentar às palavras ditas]
Tenho que fingir que a tua boca não foi assim tão dulcíssima e que afinal a tua respiração não era assim tão ciclónica. Tenho que me convencer que o que carrego no peito não são brasas. Acreditar que a tua língua já não me encerra nos sonhos.
E acima de tudo tenho que me amarrar, cada vez que me lembro que também tu derivas numa vida que julgas ser a certa.
(roubado aqui.)
2.2.05
1.2.05
#1
[porque]
há palavras, pequenas, simples, casuais, repentinas, que mudam a disposição dos nossos dias.
Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
[porque]
há palavras, pequenas, simples, casuais, repentinas, que mudam a disposição dos nossos dias.
Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
31.1.05
28.1.05
#3
[procura-se]
post simples, desempoeirado, poetico, literário, aberto ao sonho, original, inteligente, apaixonado, apaixonante, com substância e cultura, arejado, viajado, letrado, dinâmico, aventureiro, bem disposto...
para compromisso sério e durador num blogue perto de si.
resposta endereçada ao contacto desta espelunca.
agradecido
a gerencia
[procura-se]
post simples, desempoeirado, poetico, literário, aberto ao sonho, original, inteligente, apaixonado, apaixonante, com substância e cultura, arejado, viajado, letrado, dinâmico, aventureiro, bem disposto...
para compromisso sério e durador num blogue perto de si.
resposta endereçada ao contacto desta espelunca.
agradecido
a gerencia
#1
[de fazer inveja]
Algumas razões que me levam a classificar Santana como um ditadorzeco sul americano em potência:
- a forma como chegou ao poder
- a evocação constante do pai fundador - este tem estátua no Areeiro e não se chama Simon.
- aquele ar grave e sério de quem moi um sentimento
- a postura de estadista solitário que enfrenta ventos e marés,
- a vitimização constante
- a sesta que não dormiu e os seguranças que despediu por um deles ter bufado essa obvia e caluniosa mentira
- Ter-se mudado de facto (e com todo o guarda fatos) para a residencia oficial, algo que já não se via desde a morte do único ditador a sério tivemos no último século.
- o kit de emergência requisitado ao INEM desde Julho e que o acompanaha diariamente - note-se que, no nosso país, existem apenas 3 daqueles equipamentos e que Sampaio, que tem alto risco cardiaco, só se faz acompanhar de um quando sai para fora do país...
- as gafes que mete, os disparates que diz, a incompetencia que demonstra, as ratoeiras onde constantemente se deixa cair.
- as ameaças às agencias de sondagens
- os inimigos velados que cultiva nas suas fileiras.
- o estilo informal que pratica em alguns circulos
- a cabeleira cuspidinha para trás - dizem que lhe dá charme...
- ...
São argumentos de fazer inveja a qualquer ditator sul americano, dos veraddeiros ou daqueles que, à imagem do real, Garcia Marquez satirizou...
[de fazer inveja]
Algumas razões que me levam a classificar Santana como um ditadorzeco sul americano em potência:
- a forma como chegou ao poder
- a evocação constante do pai fundador - este tem estátua no Areeiro e não se chama Simon.
- aquele ar grave e sério de quem moi um sentimento
- a postura de estadista solitário que enfrenta ventos e marés,
- a vitimização constante
- a sesta que não dormiu e os seguranças que despediu por um deles ter bufado essa obvia e caluniosa mentira
- Ter-se mudado de facto (e com todo o guarda fatos) para a residencia oficial, algo que já não se via desde a morte do único ditador a sério tivemos no último século.
- o kit de emergência requisitado ao INEM desde Julho e que o acompanaha diariamente - note-se que, no nosso país, existem apenas 3 daqueles equipamentos e que Sampaio, que tem alto risco cardiaco, só se faz acompanhar de um quando sai para fora do país...
- as gafes que mete, os disparates que diz, a incompetencia que demonstra, as ratoeiras onde constantemente se deixa cair.
- as ameaças às agencias de sondagens
- os inimigos velados que cultiva nas suas fileiras.
- o estilo informal que pratica em alguns circulos
- a cabeleira cuspidinha para trás - dizem que lhe dá charme...
- ...
São argumentos de fazer inveja a qualquer ditator sul americano, dos veraddeiros ou daqueles que, à imagem do real, Garcia Marquez satirizou...
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