#1
[Emir Kusturika & No Smoking Orchestra]
Foi demasiado bom.
sinto-me leve, leve...
18.1.05
17.1.05
#2
[Tão solidários que eles são...]
Se o puto tivesse vestida uma camisola às riscas, desprovida de significantes, seria apenas mais um sobrevivente.
Graças à camisola das Quinas, tornou-se alvo das atenções e solidariedade do rei Scolári e da tribo do futebol.
E assim se lavfa a consciência colectiva.
[Tão solidários que eles são...]
Se o puto tivesse vestida uma camisola às riscas, desprovida de significantes, seria apenas mais um sobrevivente.
Graças à camisola das Quinas, tornou-se alvo das atenções e solidariedade do rei Scolári e da tribo do futebol.
E assim se lavfa a consciência colectiva.
#1
[Se não combates o Bicho, ele acaba por te morder...]
Há trinta anos, procurando combater a precariedade e melhorar as condições de vida, centenas de homens e mulheres levantavam-se de madrugada e, antes de irem trabalhar, faziam, à porta das fábricas e nos locais de grande passagem, a venda militante de jornais como a Luta Popular, o Avante ou o Combate Operário.
Hoje, procurando combater a precariedade e melhorar as condições de vida, centenas de homens e mulheres levantam-se de madrugada e, antes de irem trabalhar, fazem biscates nos locais de grande passagem, distribuindo jornais como o Destak e o Metro.
[Se não combates o Bicho, ele acaba por te morder...]
Há trinta anos, procurando combater a precariedade e melhorar as condições de vida, centenas de homens e mulheres levantavam-se de madrugada e, antes de irem trabalhar, faziam, à porta das fábricas e nos locais de grande passagem, a venda militante de jornais como a Luta Popular, o Avante ou o Combate Operário.
Hoje, procurando combater a precariedade e melhorar as condições de vida, centenas de homens e mulheres levantam-se de madrugada e, antes de irem trabalhar, fazem biscates nos locais de grande passagem, distribuindo jornais como o Destak e o Metro.
14.1.05
#2
[pelas ruas de Lisboa]
chegou-me aos ouvidos a memória daquele que foi, seguramente, o primeiro grande disco da minha vida (no sentido de obra total), A OPERA DO MALANDRO.
quase 20 anos depois, cantei com alegria o que me lembrava desta...
Opera do covil
Ai, quem me dera ser cantor
Quem dera ser tenor
Quem sabe ter a voz
Igual aos rouxinóis
Igual ao trovador
Que canta os arrebóis
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
Deixa eu cantar tua beleza
Tu és a mais linda princesa
Aqui deste covil
Ai, quem me dera ser doutor
Formado em Salvador
Ter um diploma, anel
E voz de bacharel
Fazer em teu louvor
Discursos a granel
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
Tu és a dama mais formosa
E, ouso dizer a mais gostosa
Aqui deste covil
Ai, quem dera ser garçom
Ter um sapato bom
Quem sabe até talvez
Ser um garçom francês
Falar de champinhom
Falar de molho inglês
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
És tão graciosa e tão miúda
Tu és a dama mais tesuda
Aqui deste covil
Ai, quem me dera ser Gardel
Tenor e bacharel
Francês e rouxinol
Doutor em champinhom
Garçom em Salvador
E locutor de futebol
Pra te dizer febril
Bem-vinda
Tua beleza é quase um crime
Tu és a bunda mais sublime
Aqui deste covil
Chico Buarque
[pelas ruas de Lisboa]
chegou-me aos ouvidos a memória daquele que foi, seguramente, o primeiro grande disco da minha vida (no sentido de obra total), A OPERA DO MALANDRO.
quase 20 anos depois, cantei com alegria o que me lembrava desta...
Opera do covil
Ai, quem me dera ser cantor
Quem dera ser tenor
Quem sabe ter a voz
Igual aos rouxinóis
Igual ao trovador
Que canta os arrebóis
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
Deixa eu cantar tua beleza
Tu és a mais linda princesa
Aqui deste covil
Ai, quem me dera ser doutor
Formado em Salvador
Ter um diploma, anel
E voz de bacharel
Fazer em teu louvor
Discursos a granel
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
Tu és a dama mais formosa
E, ouso dizer a mais gostosa
Aqui deste covil
Ai, quem dera ser garçom
Ter um sapato bom
Quem sabe até talvez
Ser um garçom francês
Falar de champinhom
Falar de molho inglês
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
És tão graciosa e tão miúda
Tu és a dama mais tesuda
Aqui deste covil
Ai, quem me dera ser Gardel
Tenor e bacharel
Francês e rouxinol
Doutor em champinhom
Garçom em Salvador
E locutor de futebol
Pra te dizer febril
Bem-vinda
Tua beleza é quase um crime
Tu és a bunda mais sublime
Aqui deste covil
Chico Buarque
#1
[&]
Melinda & Melinda
[&]
Melinda & Melinda
O aparecimento inesperado de Melinda é o agente desencadeador de duas histórias que um grupo de amigos vai construindo à mesa do café. Dois cenários pintados, que não são mais que duas formas de ver a vida e o amor, situadas entre a tragédia e a comédia, lembrando sempre a subjectividade de quem as olha. Uma reflexão sobre o sentido da criação artistica.
Um filme de Woody Allen, sem o próprio mas com a sua indelével marca.
Fui ver e gostei... considero-me à beira da perdição intelectual.
13.1.05
#1
[farto de...]
convenções
conveniencias
conxavos
consilios
consensos
complexidades
covardias
coligações
contradições
convalescenças
estou farto das merdas que metemos (e nos metem) na cabeça, coisas que nos limitam a capacidade de decidir, de assumir as nossas escolhas, de enfrentar o mundo, doa a quem doer.
[farto de...]
convenções
conveniencias
conxavos
consilios
consensos
complexidades
covardias
coligações
contradições
convalescenças
estou farto das merdas que metemos (e nos metem) na cabeça, coisas que nos limitam a capacidade de decidir, de assumir as nossas escolhas, de enfrentar o mundo, doa a quem doer.
12.1.05
11.1.05
#1
[hoje, no poemário]
Escrevo-te a sentir tudo isto
e num instante de maior lucidez poderia ser o rio
as cabras escondendo o delicado tilintar dos guizos nos sais de prata da fotografia
poderia erguer-me como o castanheiro dos contos sussurrados junto ao fogo
e deambular trémulo com as aves
ou acompanhar a sulfúrica borboleta revelando-se na saliva dos lábios.
poderia imitar aquele pastor
ou confundir-me com o sonho de cidade que a pouco e pouco morde a sua imobilidade
habito neste país de água por engano
são-me necessárias imagens radiografias de ossos
rostos desfocados
mãos sobre corpos impressos no papel e nos espelhos
repara
nada mais possuo
a não ser este recado que hoje segue manchado de finos bagos de romã
repara
como o coração de papel amareleceu no esquecimento de te amar.
Al Berto,
(que faria hoje 57 anos)
[hoje, no poemário]
Escrevo-te a sentir tudo isto
e num instante de maior lucidez poderia ser o rio
as cabras escondendo o delicado tilintar dos guizos nos sais de prata da fotografia
poderia erguer-me como o castanheiro dos contos sussurrados junto ao fogo
e deambular trémulo com as aves
ou acompanhar a sulfúrica borboleta revelando-se na saliva dos lábios.
poderia imitar aquele pastor
ou confundir-me com o sonho de cidade que a pouco e pouco morde a sua imobilidade
habito neste país de água por engano
são-me necessárias imagens radiografias de ossos
rostos desfocados
mãos sobre corpos impressos no papel e nos espelhos
repara
nada mais possuo
a não ser este recado que hoje segue manchado de finos bagos de romã
repara
como o coração de papel amareleceu no esquecimento de te amar.
Al Berto,
(que faria hoje 57 anos)
7.1.05
#4
[Inês de Castro II]
Ausência
Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidadeaproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma cosia simples,
como dizer que a tua ausência me dói.
Nuno Júdice in
Pedro, lembrando Inês
[Inês de Castro II]
Ausência
Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidadeaproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma cosia simples,
como dizer que a tua ausência me dói.
Nuno Júdice in
Pedro, lembrando Inês
#1
[Inês de Castro, 650 anos depois]
Pedro, olhando Inês*
Sei que estás aí,
que me observas na distância,
procurando infimos sinais
que te digam
da minha luta incansável
para que retornes
nesse caminho já feito.
Sei que existes
para lá desta
possibilidade irreal
a que a vida nos condenou.
Existes tu
e o desejo de sermos apenas
um com o outro.
Sei
- não me perguntes,
não há como explicá-lo -
que este amor se estenderá
pelos tempos do tempo,
e que, apesar de decapitado,
ainda tem tudo para contar.
André, 7 de Janeiro 2005
* Titulo roubado a Nuno Júdice,
[Inês de Castro, 650 anos depois]
Pedro, olhando Inês*
Sei que estás aí,
que me observas na distância,
procurando infimos sinais
que te digam
da minha luta incansável
para que retornes
nesse caminho já feito.
Sei que existes
para lá desta
possibilidade irreal
a que a vida nos condenou.
Existes tu
e o desejo de sermos apenas
um com o outro.
Sei
- não me perguntes,
não há como explicá-lo -
que este amor se estenderá
pelos tempos do tempo,
e que, apesar de decapitado,
ainda tem tudo para contar.
André, 7 de Janeiro 2005
* Titulo roubado a Nuno Júdice,
6.1.05
#1
[dos desencontros]
Os desencontros servem para manter acesa uma luz. Não sei porquê, nem qual nem onde. Só sei que a esperança de estarmos errados acende o brilho no olhar. A correcção integral é a morte.Passamos os dias sentados num colo desencorajado. Envergonhados por amar mais que a conta. A revolução é silenciosa. Explana-se nos sonhos mas retira-se quando acordamos.Espero bem não ter razão. Ou então que alguém ma tire numa montanha grávida de emoções.
desencontrado no eter pela mão do João.
[dos desencontros]
Os desencontros servem para manter acesa uma luz. Não sei porquê, nem qual nem onde. Só sei que a esperança de estarmos errados acende o brilho no olhar. A correcção integral é a morte.Passamos os dias sentados num colo desencorajado. Envergonhados por amar mais que a conta. A revolução é silenciosa. Explana-se nos sonhos mas retira-se quando acordamos.Espero bem não ter razão. Ou então que alguém ma tire numa montanha grávida de emoções.
desencontrado no eter pela mão do João.
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