#2
[Saúde]
Santana recuperou uma ideia do governo de Durão, viva Santana!
Então agora o senhor primeiro ministro não eleito quer indexar o preço das taxas moderadoras ao IRS, com o argumento da justiça fiscal. Diz ainda que as receitas do SNS correspondem só a 5% da despesa, que é preciso reverter isso, porque nada é de borla. Desta forma, quem mais tem mais pagará...
Mas há aqui uma coisinha que não cheira muito bem... é que, quem mais tem já paga mais nos impostos directos, vulgo no IRS. Isto em teoria, porque a fuga fiscal é uma relalidade que delapida o património do ministério de Bagão Félix, dizem-nos os nossos (des)governantes - mas será a declaração de IRS o fiel da balança para a diferenciação de preços.
O que está aqui em jogo é a diferenciação social. Estigmatizam-se os pobres e dão-se argumentos a quem tem possibilidades, para se afastar do SNS e se apróximar das seguradoras - não tivesse sido o Ministro Luis Filipe Pereira um alto quadro deste sector.
Sou completamente favorável à melhoria da qualidade e quantidade dos cuidados prestados, devendo @s utentes ter uma palavra de exigência. Mas, pagando em diferença, a exigência vai cair aqui, ou seja, quem mais paga vai sentir-se em direito de ter mais, de ser melhor atendido. Numa perspectiva de mercado, em que toda e qualquer instituição de saúde é cpncorrente e angariadora de clientes, isto vai levar à diferenciação de utentes consoante os rendimentos, those are the rules.
Dizem-nos ainda que caberá ao estado assegurar a equidade, isto é, caberá ao estado assegurar o refugo, garantir que existem hospitais para a plebe, para os cervos da gleba que não podem competir, que não têm status ou seguro. E não pdoemos esquecer que este serviço de saúde, qual reserva moral de um liberalismo de inspiração cristã, se verá debilitado nas suas capacidades orçamentais, uma vez que a saída dos mais abonados da esfera contributiva da segurança social irá truncar e ferir de morte a solidariedade social e intergeracional que, mal ou bem, caracterizam o Sistema até aqui existente.
Para lá de toda esta questão há ainda a conversa das receitas e das despesas do Serviço Nacional de Saúde. Fala-se sempre das contas da saúde com um espírito de merceeiro. Número de operações, numero de consultas, comprimidos engolidos, gastos, entradas, buracos financeiros e derrapagens, o ganho excessivo (??!!) dos profissionais do sector. Carissim@s: os ganhos de saúde não se avaliam ao fim de cada ano, têm de ser observados com distanciamento temporal. Porque é que ninguém fala dos das de vida, e da melhoria da qualidade da mesma, que a população ganhou com o SNS? e a capacidade produtiva, que lucro é que o SNS deu ao país? bem estar, diminuição da doença- logo dos gastos com tratamentos e recuperação...
estas são algumas evidencias que nunca são tidas em conta. porquê? porque mostram que a saúde, apesar de cara para as contas do estado, é um bem social gerador de bem estar, é uma conquista democrática e democratizante, mostram que a saúde enquanto direito universal e gratuito é uma mais valia para o país.
13.9.04
12.9.04
#1
[no arquivo]
Fim de Verão*
Final de tarde, esplanada deserta e calma,
silêncio pousando ao acaso sobre as mesas brancas,
a vaga silhueta da penumbra aproxima-se devagar.
Ao longe os primeiros barcos da noite
cruzam o crepúsculo, a luz extingue-se como
um fio de sangue percorrendo o horizonte.
Entre as mãos um plácido livro, um abismo.
Os dedos folheiam lentamente a minha alma,
rumores de portos emergem do meio das folhas.
Sonho-te então no ar quente deste final de tarde,
de um lado a outro da rebentação, o som
das redes batendo na superfície da água,
teu corpo cheio de música descendo na obscuridade.
Numa noite longamente transparente como esta,
sem sopro ou luz, com léguas de mar em volta,
e a vertiginosa música pulsando entre as marés.
Relembro agora, palavra por palavra, a frescura nítida
da tua pele, o sabor a sol colhido nos lábios em pleno Agosto.
Quando amanhã partir com as primeiras chuvas, quem apanhará
a dor que atravessa, de novo, teu distante coração?
Rui Manuel Amaral
* Publicado no DNJ de 12/10/1997
[no arquivo]
Fim de Verão*
Final de tarde, esplanada deserta e calma,
silêncio pousando ao acaso sobre as mesas brancas,
a vaga silhueta da penumbra aproxima-se devagar.
Ao longe os primeiros barcos da noite
cruzam o crepúsculo, a luz extingue-se como
um fio de sangue percorrendo o horizonte.
Entre as mãos um plácido livro, um abismo.
Os dedos folheiam lentamente a minha alma,
rumores de portos emergem do meio das folhas.
Sonho-te então no ar quente deste final de tarde,
de um lado a outro da rebentação, o som
das redes batendo na superfície da água,
teu corpo cheio de música descendo na obscuridade.
Numa noite longamente transparente como esta,
sem sopro ou luz, com léguas de mar em volta,
e a vertiginosa música pulsando entre as marés.
Relembro agora, palavra por palavra, a frescura nítida
da tua pele, o sabor a sol colhido nos lábios em pleno Agosto.
Quando amanhã partir com as primeiras chuvas, quem apanhará
a dor que atravessa, de novo, teu distante coração?
Rui Manuel Amaral
* Publicado no DNJ de 12/10/1997
10.9.04
#1
[bicho de conta]
Atravessar a manhã tentando abrir os olhos.
A discussão dos candidatos do ps na tsf ecoa-me na cabeça, vazia de conteudos... nem a fleuma poética do manuel alegre me consegue prender a atenção.
Respirar. sentir o ar a entrar e percorrer-me.
Pensar em cores, flores e lugares.
Não conseguir escolher um disco, desejar a música.
Hoje sinto-me como um grande bicho de conta.
[bicho de conta]
Atravessar a manhã tentando abrir os olhos.
A discussão dos candidatos do ps na tsf ecoa-me na cabeça, vazia de conteudos... nem a fleuma poética do manuel alegre me consegue prender a atenção.
Respirar. sentir o ar a entrar e percorrer-me.
Pensar em cores, flores e lugares.
Não conseguir escolher um disco, desejar a música.
Hoje sinto-me como um grande bicho de conta.
9.9.04
#2
[Dicionário]
Ressaca s. f. (do Cast. resaca). 1- Movimento de recuo da onda do mar, de uma corrente ou curso de água; refluxo da vaga. (...) 2- Forte refluxo das ondas ao chocarem num obstáculo. 3- O que é incosntante, versátil, volúvel; 4- (...)
In Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de Lisboa, Ed. Verbo, 2001
[Dicionário]
Ressaca s. f. (do Cast. resaca). 1- Movimento de recuo da onda do mar, de uma corrente ou curso de água; refluxo da vaga. (...) 2- Forte refluxo das ondas ao chocarem num obstáculo. 3- O que é incosntante, versátil, volúvel; 4- (...)
In Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de Lisboa, Ed. Verbo, 2001
#1
[saber perder, uma questão de método]
quantas vezes apostaste a tua vida?
apostei a minha vida mil vezes.
perdeste tudo?
sim, perdi sempre tudo.
José Luís Peixoto, in"a criança em ruínas"
[saber perder, uma questão de método]
quantas vezes apostaste a tua vida?
apostei a minha vida mil vezes.
perdeste tudo?
sim, perdi sempre tudo.
José Luís Peixoto, in"a criança em ruínas"
8.9.04
7.9.04
#4
[Egon Schiele]
Gosto do trabalho de Egon Schiele, do seu imaginário, da maneira como retratava as formas do corpo humano, a expressividade que conseguia dar às suas formas sensuais. Gosto do traço e do jogo de cores, do experimentalismo.

[Egon Schiele]
#2
[trânsito de ideias]

Mais um respiganço num blog do Porto. a imagem é do Tawzeeto, vem directamente do seu moleskine, passando pelo sous les pavés, la plage!
[trânsito de ideias]

Mais um respiganço num blog do Porto. a imagem é do Tawzeeto, vem directamente do seu moleskine, passando pelo sous les pavés, la plage!
#1
[Coisas de fotógrafos...]
Fotografei-te. Recortei a tua imagem do resto da paisagem. Fi-lo só para te poder guardar e abraçar por mais um pouco. Queria que a tua luz naquele papel ficasse para sempre. Queria a tua luz iluminar-me.Fugiste com a noite, desapareceste no pôr-do-Sol. Os teus cabelos pareciam queimar em desalinho enquanto corrias na direcção do vento.Agora é noite, já não há luz, nem papel.... só uma recordação estampada na Lua.
Belo momento de inspiração do meu amigo Anarquista Duvall. A foto vale bem a visita ao Brucsinha.
[Coisas de fotógrafos...]
Fotografei-te. Recortei a tua imagem do resto da paisagem. Fi-lo só para te poder guardar e abraçar por mais um pouco. Queria que a tua luz naquele papel ficasse para sempre. Queria a tua luz iluminar-me.Fugiste com a noite, desapareceste no pôr-do-Sol. Os teus cabelos pareciam queimar em desalinho enquanto corrias na direcção do vento.Agora é noite, já não há luz, nem papel.... só uma recordação estampada na Lua.
Belo momento de inspiração do meu amigo Anarquista Duvall. A foto vale bem a visita ao Brucsinha.
#3
[digging for fire...]
You rule. in 15 years, you won't be as known as you
are now, but most of the people that will know
you then will like you (or else I'll beat them
with a stick). You're nice to listen to.
What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla
[digging for fire...]
You rule. in 15 years, you won't be as known as you
are now, but most of the people that will know
you then will like you (or else I'll beat them
with a stick). You're nice to listen to.
What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla
6.9.04
#2
[Resta-nos sempre a poesia]
Só
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
(...)
Rui Malheiro e Tiago Leitão
para a voz e piano de Jorge Palma
[Resta-nos sempre a poesia]
Só
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
(...)
Rui Malheiro e Tiago Leitão
para a voz e piano de Jorge Palma
4.9.04
3.9.04
#1 [Paleariza]
Foi nas páginas do il manifesto que encontrei uma reportagem sobre um festival de folk grecânico que se realiza, anualmente, na Calábria profunda. Paleariza, nome rugoso, de difícil pronuncia.
Foi um caso de amor à primeira vista, uma fezada, uma certeza imediata - e é tão ter certezas de quando em vez... Depois de ler sobre a (épica) história desta iniciativa cultural, criado durante a década de noventa por um amante da tradição grecânica, tratei de pedir apoio a Lisboa: era preciso uma investigação na rede, para saber se ainda seria possivel colocar a música e a tradição calabresas no mapa da viagem.
A ideia estava lançada, o mais difícil foi mesmo vende-la à minha companheira de estrada, mas a minha exaltação com o acontecimento acabou por contagiá-la.
O festival é composto por concertos, palestras, passeios pedestres e outras actividades, que funcionam de forma descentralizada nas 7 comunas da zona sul da Calábria, prolongando-se por 21 dias. O nosso objectivo era o último concerto marcado no programa, a ter lugar em Bova superiore, uma pequena aldeia que, mero acaso, até vinha assinalada no meu mapa.
Partindo de Pompeia de manhãzinha, apanhámos um comboio descendente que vinha cheio até mais não. Encaixados no corredor, entre as mochilas, fomos dando uso ao tempo com historietas e deslumbramentos com a paisagem... na costa oeste a linha ferroviária está entalada entre o azul do mar e as suas compridas praias, e as montanhas que se encavalitam, umas nas outras, até perder de vista. Em Paola a geografia faz a curva, passamos a cavalgar pelo peito do pé, vendo, como pano de fundo, a miragem Siciliana a crescer.
Uma pausa para retemperar forças em Régio Calábria e eis que nos surge uma alternativa bastante forte ao folk: o campeonato nacional de braço de ferro, a realizar na mesma noite naquela cidade...
De comboio até Bova Marina, estação perdida na sola da bota. Aqui, tentámos descobrir como chegar oa destino final, a 12 kms de distância. Quando perguntávamos como chegar ao sitio, as pessoas olhavam-nos como quem diz... estes devem ter fugido de um manicómio qualquer!
Só teriamos autocarro na manhã seguinte. Seria tarde demais, era preciso fazer alguma coisa.
Nisto aparece um velho que, depois de conhecer a nossa ideia, decide empenhar-se em dar-nos uma ajudinha... mal sabiamos nós!!
Levou-nos para a estrada que, supostamente, era a única que ia para Bova. Tentou arranjar boleia junto dos amigos, mas o máximo que conseguiu foi umas ofertas de táxi a preços proibitivos... Esticámos o dedo. O trânsito era pouco. A certa altura o nosso amigo lembrou-se que afinal havia outra estrada para Bova, a um km dali, e qeu, por ser nova e moderna, era muito mais movimentada... foi nessa altura que se lembrou também que tinha de ir embora, deixando-nos ali à seca. Ricos amigos...
A nossa sorte foi ter aparecido um tipo que, não indo para Bova, decidiu levar-nos à estrada certa. Chegando ali, e por não ter nada para fazer, acabou por nos levar ao destino final.
Montanha acima, estrada de curvas largas, iamos deitando o olho ao mar, que se mostrava entre figueiras e figueiras da india (com os seus bastardini a abrir-me o apetite), oliveiras e plantações de citrinos.
A C. não parava de celebrar a grandiosidade e beleza de tudo, fazendo uso de um italiano macarrónico que vinha a compondo nesses dias. Eu limitava-me a disfrutar a sensação de sentir nascer em mim aquele sorriso, aquele sentimento de ser pequeno face a tudo, aquela vontade de ver, de correr as estradas e saber a cor de todas as horas do dia naquele lugar.
O nosso acompanhante só perguntava... "quem terá sido o cretino vos levou para a outra estrada?"... palavras para quê?
Ao virar de uma curva, nova surpresa: encavalitada no cimo de um monte, Bova superiore reinava na montanha. A minha fezada começava a ganhar corpo!
Nos próximos capitulos falar-se-á de um castelo normando, de uma noite estrelada e silenciosa, de um concerto cheio de cor e linguas estranhas, e das revelações de um domingo solarengo em que se tricotaram costumes.
Foi nas páginas do il manifesto que encontrei uma reportagem sobre um festival de folk grecânico que se realiza, anualmente, na Calábria profunda. Paleariza, nome rugoso, de difícil pronuncia.
Foi um caso de amor à primeira vista, uma fezada, uma certeza imediata - e é tão ter certezas de quando em vez... Depois de ler sobre a (épica) história desta iniciativa cultural, criado durante a década de noventa por um amante da tradição grecânica, tratei de pedir apoio a Lisboa: era preciso uma investigação na rede, para saber se ainda seria possivel colocar a música e a tradição calabresas no mapa da viagem.
A ideia estava lançada, o mais difícil foi mesmo vende-la à minha companheira de estrada, mas a minha exaltação com o acontecimento acabou por contagiá-la.
O festival é composto por concertos, palestras, passeios pedestres e outras actividades, que funcionam de forma descentralizada nas 7 comunas da zona sul da Calábria, prolongando-se por 21 dias. O nosso objectivo era o último concerto marcado no programa, a ter lugar em Bova superiore, uma pequena aldeia que, mero acaso, até vinha assinalada no meu mapa.
Partindo de Pompeia de manhãzinha, apanhámos um comboio descendente que vinha cheio até mais não. Encaixados no corredor, entre as mochilas, fomos dando uso ao tempo com historietas e deslumbramentos com a paisagem... na costa oeste a linha ferroviária está entalada entre o azul do mar e as suas compridas praias, e as montanhas que se encavalitam, umas nas outras, até perder de vista. Em Paola a geografia faz a curva, passamos a cavalgar pelo peito do pé, vendo, como pano de fundo, a miragem Siciliana a crescer.
Uma pausa para retemperar forças em Régio Calábria e eis que nos surge uma alternativa bastante forte ao folk: o campeonato nacional de braço de ferro, a realizar na mesma noite naquela cidade...
De comboio até Bova Marina, estação perdida na sola da bota. Aqui, tentámos descobrir como chegar oa destino final, a 12 kms de distância. Quando perguntávamos como chegar ao sitio, as pessoas olhavam-nos como quem diz... estes devem ter fugido de um manicómio qualquer!
Só teriamos autocarro na manhã seguinte. Seria tarde demais, era preciso fazer alguma coisa.
Nisto aparece um velho que, depois de conhecer a nossa ideia, decide empenhar-se em dar-nos uma ajudinha... mal sabiamos nós!!
Levou-nos para a estrada que, supostamente, era a única que ia para Bova. Tentou arranjar boleia junto dos amigos, mas o máximo que conseguiu foi umas ofertas de táxi a preços proibitivos... Esticámos o dedo. O trânsito era pouco. A certa altura o nosso amigo lembrou-se que afinal havia outra estrada para Bova, a um km dali, e qeu, por ser nova e moderna, era muito mais movimentada... foi nessa altura que se lembrou também que tinha de ir embora, deixando-nos ali à seca. Ricos amigos...
A nossa sorte foi ter aparecido um tipo que, não indo para Bova, decidiu levar-nos à estrada certa. Chegando ali, e por não ter nada para fazer, acabou por nos levar ao destino final.
Montanha acima, estrada de curvas largas, iamos deitando o olho ao mar, que se mostrava entre figueiras e figueiras da india (com os seus bastardini a abrir-me o apetite), oliveiras e plantações de citrinos.
A C. não parava de celebrar a grandiosidade e beleza de tudo, fazendo uso de um italiano macarrónico que vinha a compondo nesses dias. Eu limitava-me a disfrutar a sensação de sentir nascer em mim aquele sorriso, aquele sentimento de ser pequeno face a tudo, aquela vontade de ver, de correr as estradas e saber a cor de todas as horas do dia naquele lugar.
O nosso acompanhante só perguntava... "quem terá sido o cretino vos levou para a outra estrada?"... palavras para quê?
Ao virar de uma curva, nova surpresa: encavalitada no cimo de um monte, Bova superiore reinava na montanha. A minha fezada começava a ganhar corpo!
Nos próximos capitulos falar-se-á de um castelo normando, de uma noite estrelada e silenciosa, de um concerto cheio de cor e linguas estranhas, e das revelações de um domingo solarengo em que se tricotaram costumes.
2.9.04
1.9.04
#3
[escritas...]
"(...) Escrever é uma ousadia. Não tenho ambições literárias. Gosto de Ler as coisas que escrevo, mas não acho que isso chegue. Para escrever um livro, de romance ou de poesia, é preciso que seja imprescindível para nós. Não acho que tais coisas venham nos genes."
Daniel [barnabé] Oliveira,
A Capital, 22 Agosto 2004
[escritas...]
"(...) Escrever é uma ousadia. Não tenho ambições literárias. Gosto de Ler as coisas que escrevo, mas não acho que isso chegue. Para escrever um livro, de romance ou de poesia, é preciso que seja imprescindível para nós. Não acho que tais coisas venham nos genes."
Daniel [barnabé] Oliveira,
A Capital, 22 Agosto 2004
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