3#
[evidencia]
apesar ds comboios raramente chegarem a horas, este pais consegue ser a sétima potencia industrial do mundo.
dà que pensar...
12.8.04
#2
[a espora]
Se olharem para o mapa de itàlia, podem constatar que na Puglia, mesmo na zona do tornozelo, existe uma pequena peninsula que, pela sua forma e localizaçao, pode ser considerada a espora desta bota. é onde estou agora.
das janelas do comboio ve-se terreno fertil, so de olhar a cor consegui imaginar tomate (pomodoro) e beringelas (melanzane) a crescer. hà também o maciço de calcàrio, onde se situa o parque natural do gargano, rico em vegetaçao tipicamente mediterranica (pleonasmo...) e onde existem grutas para todos os gostos. A costa é também rica em beleza geologica, tendo prais de areia branca e agua azul esverdeada... dificil encarar tudo isto.
Hà aqui uma mistura curiosa de gente... @s locais, pescadores e agricultores - muitos convertidos ao turismo -, e @s outr@s... uma turba imensa de italianos que nesta altura do campeonato nao quer saber se o Berlusca manda ou o Prodi desmanda... querem sol, boa comida, paz e jornais de bola. Assim como uma espécie de Tapada das Merces em calçao de banho, estao a topar?
A propsito de bola, o nosso pais anda na boca desta gente... nao porque o Cherne seja muito popular por aqui ou os nossos feitos culturais se destaquem, mas sim porque um tal de Trapalhoni è mister do Benfica... dio mio!
[a espora]
Se olharem para o mapa de itàlia, podem constatar que na Puglia, mesmo na zona do tornozelo, existe uma pequena peninsula que, pela sua forma e localizaçao, pode ser considerada a espora desta bota. é onde estou agora.
das janelas do comboio ve-se terreno fertil, so de olhar a cor consegui imaginar tomate (pomodoro) e beringelas (melanzane) a crescer. hà também o maciço de calcàrio, onde se situa o parque natural do gargano, rico em vegetaçao tipicamente mediterranica (pleonasmo...) e onde existem grutas para todos os gostos. A costa é também rica em beleza geologica, tendo prais de areia branca e agua azul esverdeada... dificil encarar tudo isto.
Hà aqui uma mistura curiosa de gente... @s locais, pescadores e agricultores - muitos convertidos ao turismo -, e @s outr@s... uma turba imensa de italianos que nesta altura do campeonato nao quer saber se o Berlusca manda ou o Prodi desmanda... querem sol, boa comida, paz e jornais de bola. Assim como uma espécie de Tapada das Merces em calçao de banho, estao a topar?
A propsito de bola, o nosso pais anda na boca desta gente... nao porque o Cherne seja muito popular por aqui ou os nossos feitos culturais se destaquem, mas sim porque um tal de Trapalhoni è mister do Benfica... dio mio!
9.8.04
#1
[baci]
Perugia nao é feita so de beijos de chocolate e avela - e a bem dizer ainda nao os vi. a Umbria repousa a seus pés e, ao longe, tem-se uma longinqua visao da reconstruida Assis, terra de um tipo que gostava de animais (ha gostos para tudo).
a viagem segue bota a baixo, e com ela as tempestades de verao: a de ontem foi a 4a, e, se a estatistica nao jogar a meu favor, ainda me faltarao umas 5 até voltar para casa... começa a nao haver pachorra para tanta agua e trovao!
[baci]
Perugia nao é feita so de beijos de chocolate e avela - e a bem dizer ainda nao os vi. a Umbria repousa a seus pés e, ao longe, tem-se uma longinqua visao da reconstruida Assis, terra de um tipo que gostava de animais (ha gostos para tudo).
a viagem segue bota a baixo, e com ela as tempestades de verao: a de ontem foi a 4a, e, se a estatistica nao jogar a meu favor, ainda me faltarao umas 5 até voltar para casa... começa a nao haver pachorra para tanta agua e trovao!
7.8.04
2.8.04
#1 [BOTAS]
de novo em florença, de passagem para reencontrar as esquinas e o seu substrato.
a viagem começou por 10 dias de intenso trabalho e partilha no meio da natureza, na serra da estrela e no meio dos pirineus aragoneses, numa aldeia gerida por um colectivo da CGT, confederaçao sindical libertària. um pedaço de paraiso, a pedir reflexao e descanso. dez dias sem mundo, mas a pensar no mundo. num deles lembrei-me do novo mote para o metro.
depois de uma viagem repartida com 40 italian@s muito doid@s, estou de regresso à bota, preparando-me para percorre-la e saborear-lhe o relevo.
até jà!
[a promessa de postal para qume me mandar morada mantem-se : andre_blog@yahoo.com.br]
de novo em florença, de passagem para reencontrar as esquinas e o seu substrato.
a viagem começou por 10 dias de intenso trabalho e partilha no meio da natureza, na serra da estrela e no meio dos pirineus aragoneses, numa aldeia gerida por um colectivo da CGT, confederaçao sindical libertària. um pedaço de paraiso, a pedir reflexao e descanso. dez dias sem mundo, mas a pensar no mundo. num deles lembrei-me do novo mote para o metro.
depois de uma viagem repartida com 40 italian@s muito doid@s, estou de regresso à bota, preparando-me para percorre-la e saborear-lhe o relevo.
até jà!
[a promessa de postal para qume me mandar morada mantem-se : andre_blog@yahoo.com.br]
22.7.04
#1
[post antes de ir fazer o jantar, e a pensar já na partida]
"(...) Há alguns anos (...) veio-me à ideia meter-me num navio e ver a parte aquática do mundo. É uma maneira que eu tenho de afugentar a melancolia e regularizar a circulação. Sempre que na minha boca se desenha uma esgar carrancudo; sempre que me vai na alma um Novembro húmido e cinzento, sempre que dou comigo a deter-me involuntariamente em frente das agências funerárias ou a engrossar o séquito de todos os funerais com que me deparo; e, especialmente, sempre que me sinto invadido por um estado de espírito de tal maneira mórbido, que só os sólidos principios morais me impedem de descer à rua com a ideia deliberada de arrancar metodicamente os chapéus a todos os transeundes, nessa altura dou-me conta que está na hora de me fazer ao mar, quanto antes. (...) Embora não se dêem conta, tal como eu, quase todos os homens acalentam, mais tarde ou mais cedo, este desejo de mar.(...)"
Herman Melville, nas primeiras linhas de "Moby Dick"
[gosto muito de vocês, mas vou-me embora, por la carretera, com a mochila às costas e sem destino concreto. vou arejar as ideias, apanhar sol e falar outras linguas. se for caso disso digam coisas para o e-mail... quem me mandar morada recebe um postal de volta]
[post antes de ir fazer o jantar, e a pensar já na partida]
"(...) Há alguns anos (...) veio-me à ideia meter-me num navio e ver a parte aquática do mundo. É uma maneira que eu tenho de afugentar a melancolia e regularizar a circulação. Sempre que na minha boca se desenha uma esgar carrancudo; sempre que me vai na alma um Novembro húmido e cinzento, sempre que dou comigo a deter-me involuntariamente em frente das agências funerárias ou a engrossar o séquito de todos os funerais com que me deparo; e, especialmente, sempre que me sinto invadido por um estado de espírito de tal maneira mórbido, que só os sólidos principios morais me impedem de descer à rua com a ideia deliberada de arrancar metodicamente os chapéus a todos os transeundes, nessa altura dou-me conta que está na hora de me fazer ao mar, quanto antes. (...) Embora não se dêem conta, tal como eu, quase todos os homens acalentam, mais tarde ou mais cedo, este desejo de mar.(...)"
Herman Melville, nas primeiras linhas de "Moby Dick"
[gosto muito de vocês, mas vou-me embora, por la carretera, com a mochila às costas e sem destino concreto. vou arejar as ideias, apanhar sol e falar outras linguas. se for caso disso digam coisas para o e-mail... quem me mandar morada recebe um postal de volta]
21.7.04
20.7.04
19.7.04
#2
Tenho de ter paciência para não me perder dentro de mim.Vivo me perdendo de vista.Preciso de paciência porque sou vários caminhos,inclusive o fatal beco-sem-saída.Sou um homem que escolheu o silêncio grande.
Clarice Lispector,in Um Sopro de Vida
de um momento para o outro esta mulher entrou na minha vida.
cruzei-me com ela por acaso, mas, a pouco e pouco, passei a encontra-la com inusitada recorrencia: citações em sitios diversos, livros nos escaparates, poemas perdidos, uma biografia... não pedi nem procurei, simplesmente apareceu, chegou sem dizer ao que vinha e está-se a instalar com incisão própria das paixões.
ao principio não liguei, depois ignorei e desdenhei. agora estou prestes a abvrandar a resistência e entrar a fundo na leitura. Desconfio que ela vai ser uma das minhas companhias de verão.
16.7.04
#2
sintomas
blogomania,
blogofrustação,
blogorejeição,
blogodependência,
blogodeserção,
blogodesatenção,
blogo-euforia,
blogodisforia,
blogocompulsão,
blogogramática,
blogosemântica,
blogo-estética,
blogodistância,
blogodesistência,
blogocansaço.
este post foi respigado nas torneiras de freud, é da autoria de (do/da ??) Ale
sintomas
blogomania,
blogofrustação,
blogorejeição,
blogodependência,
blogodeserção,
blogodesatenção,
blogo-euforia,
blogodisforia,
blogocompulsão,
blogogramática,
blogosemântica,
blogo-estética,
blogodistância,
blogodesistência,
blogocansaço.
este post foi respigado nas torneiras de freud, é da autoria de (do/da ??) Ale
15.7.04
14.7.04
#1
Que Há-de Ser de Nós?
Já viajámos de ilhas em ilhas
já mordemos fruta ao relento
repartindo esperanças e mágoas
por tudo o que é vento
Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p´la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?
Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez trocar de morada
dissipar-se-á como tudo em nada?
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós
Já avivámos brasas molhadas
no caudal da lágrima vã
e flutuando, a lua nos trouxe
à luz da manhã
Reencontrámos lágrimas e riso
demos tempo ao tempo veloz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós
Que há-de ser da mais longa carta
que se abriu, peito alvoroçado
devolver-se-á: «endereço errado?»
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós
Já enchemos praças e ruas
já invocámos dias mais justos
e as estátuas foram de carne
e de vidro os bustos
Já cantámos tantos presságios
pondo o fogo e a chuva na voz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?
Que há-de ser da longa batalha
que nos fez partir à aventura?
que será, que foi
quanto é, quanto dura?
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós
Sérgio Godinho,in Coincidências
Que Há-de Ser de Nós?
Já viajámos de ilhas em ilhas
já mordemos fruta ao relento
repartindo esperanças e mágoas
por tudo o que é vento
Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p´la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?
Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez trocar de morada
dissipar-se-á como tudo em nada?
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós
Já avivámos brasas molhadas
no caudal da lágrima vã
e flutuando, a lua nos trouxe
à luz da manhã
Reencontrámos lágrimas e riso
demos tempo ao tempo veloz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós
Que há-de ser da mais longa carta
que se abriu, peito alvoroçado
devolver-se-á: «endereço errado?»
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós
Já enchemos praças e ruas
já invocámos dias mais justos
e as estátuas foram de carne
e de vidro os bustos
Já cantámos tantos presságios
pondo o fogo e a chuva na voz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?
Que há-de ser da longa batalha
que nos fez partir à aventura?
que será, que foi
quanto é, quanto dura?
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós
Sérgio Godinho,in Coincidências
#1
Silêncio
O silêncio e o mutismo têm um significado muito diferente. O silêncio é um prelúdio de abertura à revelação, o mutismo é o fechar-se à revelação, seja por recusa de a receber ou de a transmitir, seja por punição de a ter misturado com a confusão dos gestos e das paixões. O silêncio abre uma passagem, o mutismo impede-a. Segundo as tradições, antes da criação havia o silêncio; e haverá de novo silêncio no fim dos tempos. O silêncio envolve os grandes acontecimentos, o mutismo oculta-os; um dá às coisas grandeza e majestade; o outro despreza-as e degrada-as. Um marca o progresso, o outro uma regressão. O Silêncio, dizem as regras monásticas, é uma grande cerimónio(...).
in Dicionário dos Símbolos, Editorial Teorema
Silêncio
O silêncio e o mutismo têm um significado muito diferente. O silêncio é um prelúdio de abertura à revelação, o mutismo é o fechar-se à revelação, seja por recusa de a receber ou de a transmitir, seja por punição de a ter misturado com a confusão dos gestos e das paixões. O silêncio abre uma passagem, o mutismo impede-a. Segundo as tradições, antes da criação havia o silêncio; e haverá de novo silêncio no fim dos tempos. O silêncio envolve os grandes acontecimentos, o mutismo oculta-os; um dá às coisas grandeza e majestade; o outro despreza-as e degrada-as. Um marca o progresso, o outro uma regressão. O Silêncio, dizem as regras monásticas, é uma grande cerimónio(...).
in Dicionário dos Símbolos, Editorial Teorema
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