#3
Só pérolas!
é melhor esquecer a ideia das eleições antecipadas, porque o 24 horas - esse grande orgão de informação -, diz, na primeira página de hoje, que José Castelo Branco - chateux blanc, essa grande personalidade da vida portuguesa -, apoia a nomeação de Santana como PM.
8.7.04
#2
Promoção de verão na associação Abril em Maio
Livros baratos e muitas propostas para um tempo diferente
Promoção de verão na associação Abril em Maio
Livros baratos e muitas propostas para um tempo diferente
#1
tímida, sensual, poliglota, grandiosa, envolvente, emocionante, emocionada, dedicada, criativa, reinventada, emotiva, afinada, diversa, doce, melancólica, apaixonada, obsessiva, viciante, exasperada, musical, poética, exploradora, curiosa, nómada, deslumbrante, deslumbrada...
chama-se Lhasa de Sela e ontem deu um concerto memorável, no Fórum Lisboa.
tímida, sensual, poliglota, grandiosa, envolvente, emocionante, emocionada, dedicada, criativa, reinventada, emotiva, afinada, diversa, doce, melancólica, apaixonada, obsessiva, viciante, exasperada, musical, poética, exploradora, curiosa, nómada, deslumbrante, deslumbrada...
chama-se Lhasa de Sela e ontem deu um concerto memorável, no Fórum Lisboa.
7.7.04
#3
Centenas de pessoas no Rossio para exigir eleições antecipadas
título de notícia do publico online, sobre o protesto de ontem no rossio
francamente, não se percebe. é certo que a manif não tinha a alegria e o dinamismo das que fizemos em Belém, que a substituição das chaves e das marchas adaptadas pelos speakers da cgtp não foi boa política, que o discurso do da silva se arrastou e repetiu até à naúsea e que a humidade sindical não deu dinamismo à coisa... mas porra, estavam lá uns largos milhares de pessoas!!!
toda a notícia é facciosa, amanhã, se isto se mantiver no papel, lá terei de escrever uma cartinha ao director.
Centenas de pessoas no Rossio para exigir eleições antecipadas
título de notícia do publico online, sobre o protesto de ontem no rossio
francamente, não se percebe. é certo que a manif não tinha a alegria e o dinamismo das que fizemos em Belém, que a substituição das chaves e das marchas adaptadas pelos speakers da cgtp não foi boa política, que o discurso do da silva se arrastou e repetiu até à naúsea e que a humidade sindical não deu dinamismo à coisa... mas porra, estavam lá uns largos milhares de pessoas!!!
toda a notícia é facciosa, amanhã, se isto se mantiver no papel, lá terei de escrever uma cartinha ao director.
6.7.04
#1
A FORMA JUSTA
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos - se ninguém atraiçoasse - proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
- Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo.
Sophia de Mello Breyner Andresem
A FORMA JUSTA
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos - se ninguém atraiçoasse - proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
- Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo.
Sophia de Mello Breyner Andresem
5.7.04
#4
não digam a ninguém, mas a tradução desta edição, além de ser literal, não foi revista em condições. é tão má que até dá dó... por este andar a geração público não será rasca, mas sim iletrada.
acho que vou devolver o meu exemplar ao José Manuel Fernandes
.
acho que vou devolver o meu exemplar ao José Manuel Fernandes
.
4.7.04
#2
Em casa de bibliotecári@s e de amantes dos livros, por vezes aconte a alguns desses preciosos objectos serem desviados da prateleira habitual, ganhando um estatuto de volumes sagrados, que, graças à luz que em si transportam, ganham o o privilégio de acompanhar @ desviante para todo o lado e pela vida fora.
foi isso que aconteceu cá em casa aos dois primeiros volumes da Obra Poética de Sophia (edição do Circulo de Leitores). a anexação foi quase imediata e os livros, os mundos a que emprestam corpo, têm-me acompanhado de perto desde que, há uns dez anos, os encontrei na estante.
abri-los é sempre uma experiência, porque neles fui deixando, entre as páginas, pedaços dos dias. são marcas que assinalam poemas classificados, por motivos emotivos e/ou estéticos, como especiais. mas os objecto, em si, também têm valor: bilhets de cinema, um folheto de uma exposição de fotografias, flores e folhas secas...
não me lembro o que me levou a marcar as páginas 320/321 do primeiro volume com um bilhete de metro dos antigos (que custou 60 escudos), mas as palavras, como a sua autora, são ainda cheias de sentido:
NOITE
Sózinha estou entre paredes brancas
Pela janela azul entrou a noite
Com o seu rosto altíssimo de estrelas.
PASSAGEM
O êxtase do ar e a palavra vento
Povoam de ti meu pensamento.
Em casa de bibliotecári@s e de amantes dos livros, por vezes aconte a alguns desses preciosos objectos serem desviados da prateleira habitual, ganhando um estatuto de volumes sagrados, que, graças à luz que em si transportam, ganham o o privilégio de acompanhar @ desviante para todo o lado e pela vida fora.
foi isso que aconteceu cá em casa aos dois primeiros volumes da Obra Poética de Sophia (edição do Circulo de Leitores). a anexação foi quase imediata e os livros, os mundos a que emprestam corpo, têm-me acompanhado de perto desde que, há uns dez anos, os encontrei na estante.
abri-los é sempre uma experiência, porque neles fui deixando, entre as páginas, pedaços dos dias. são marcas que assinalam poemas classificados, por motivos emotivos e/ou estéticos, como especiais. mas os objecto, em si, também têm valor: bilhets de cinema, um folheto de uma exposição de fotografias, flores e folhas secas...
não me lembro o que me levou a marcar as páginas 320/321 do primeiro volume com um bilhete de metro dos antigos (que custou 60 escudos), mas as palavras, como a sua autora, são ainda cheias de sentido:
NOITE
Sózinha estou entre paredes brancas
Pela janela azul entrou a noite
Com o seu rosto altíssimo de estrelas.
PASSAGEM
O êxtase do ar e a palavra vento
Povoam de ti meu pensamento.
3.7.04
#1
PORQUE
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos são sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não..
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andressem
PORQUE
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos são sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não..
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andressem
1.7.04
30.6.04
29.6.04
28.6.04
#2
face à trapaça política, precisamos de responder com firmeza: ELEIÇÕES JÁ!
convoca tod@s para novo protesto em Belem, terça feira, 19h
****
o nosso país aproxima-se da maior trapaça política, um verdadeiro atentado à democracia e à inteligência do povo português.
depos de criticar violentamente a "fuga" de Guterres, Barroso prepara-se para fazer o mesmo, deixando, em jeito de "sucessão dinástica" (palavras de António Capucho), santana Lopes como Primeiro Ministro.
Apesar de esta ser uma saida legal para a crise levantada pela saida de Durão, é absolutamente intolerável que o novo primeiro ministro seja escolhido nos gabinetes do PSD... Manuela Ferreira Leite já considerou este processo um verdadeiro golpe de estado dentro do seu partido
não podemos esquecer que esta coligação - que se prepara para apoiar um novo governo - não foi eleita, fez-se por conveniencia após as eleições de 2002. para lá disto, sofreu uma estrondosa derrota nas eleições europeis, sinal do descontentamento popular com o rumo político que segue.
é verdade que não se vota para eleger um primeiro ministro, mas também é verdade que o nº1 da lista de um partido é a figura que se perfila, junto do eleitorado como candidato a... o que só agrava a situação, uma vez que, por ser presidente da CML, Santana Lopes não se candidatou às legislativas de 2002
Por fim, e não menos importante, é preciso lembrar que Santana Lopes é digno representande da Extrema Direita que durante o PREC, fez a defesa do antigamente... acredito que esteja mais moderado, mas sei muito bem que, com a sua tendencia populista, Santana irá formar com Paulo Portas um dos governos mais à direita deste país nos últimos 30 anos.
convoca tod@s para novo protesto em Belem, terça feira, 19h
****
o nosso país aproxima-se da maior trapaça política, um verdadeiro atentado à democracia e à inteligência do povo português.
depos de criticar violentamente a "fuga" de Guterres, Barroso prepara-se para fazer o mesmo, deixando, em jeito de "sucessão dinástica" (palavras de António Capucho), santana Lopes como Primeiro Ministro.
Apesar de esta ser uma saida legal para a crise levantada pela saida de Durão, é absolutamente intolerável que o novo primeiro ministro seja escolhido nos gabinetes do PSD... Manuela Ferreira Leite já considerou este processo um verdadeiro golpe de estado dentro do seu partido
não podemos esquecer que esta coligação - que se prepara para apoiar um novo governo - não foi eleita, fez-se por conveniencia após as eleições de 2002. para lá disto, sofreu uma estrondosa derrota nas eleições europeis, sinal do descontentamento popular com o rumo político que segue.
é verdade que não se vota para eleger um primeiro ministro, mas também é verdade que o nº1 da lista de um partido é a figura que se perfila, junto do eleitorado como candidato a... o que só agrava a situação, uma vez que, por ser presidente da CML, Santana Lopes não se candidatou às legislativas de 2002
Por fim, e não menos importante, é preciso lembrar que Santana Lopes é digno representande da Extrema Direita que durante o PREC, fez a defesa do antigamente... acredito que esteja mais moderado, mas sei muito bem que, com a sua tendencia populista, Santana irá formar com Paulo Portas um dos governos mais à direita deste país nos últimos 30 anos.
27.6.04
#1
não é segredo nenhum: não sou grande apoiante da seleção e esta onda da bandeirinha e do nacional pagodismo me enjoam um bocado largo. no entanto, esta imagem, respigada no barnabé, acaba por traduzir a dúvida que, no fundo, está por detrás desta minha negação dos futebois: será que há alguma coisa por detrás de tudo isto?
a resposta à minha dúvida virá da reacção do povo à grave situação política que se está a desenhar. do povo da esquerda, e também daquele que acreditou e confiou no cherne, e que vê agora o seu voto a ser posto de lado em nome da manutenção do poder.
hoje acordei com o SMS que convoca a manifestação de repudio pela antidemocrática troca de Durão por Santana (Domingo, 19h, Belém). tratei de a divulgar. lá estarei, ao fim da tarde, pelas eleições antecipadas.
não é segredo nenhum: não sou grande apoiante da seleção e esta onda da bandeirinha e do nacional pagodismo me enjoam um bocado largo. no entanto, esta imagem, respigada no barnabé, acaba por traduzir a dúvida que, no fundo, está por detrás desta minha negação dos futebois: será que há alguma coisa por detrás de tudo isto?
a resposta à minha dúvida virá da reacção do povo à grave situação política que se está a desenhar. do povo da esquerda, e também daquele que acreditou e confiou no cherne, e que vê agora o seu voto a ser posto de lado em nome da manutenção do poder.
hoje acordei com o SMS que convoca a manifestação de repudio pela antidemocrática troca de Durão por Santana (Domingo, 19h, Belém). tratei de a divulgar. lá estarei, ao fim da tarde, pelas eleições antecipadas.
24.6.04
23.6.04
#1
tal como nos anos anteriores, o governo esperou pelo início do verão para anunciar mais uma das suas bombásticas medidas.
enquanto a malta anda distraida com a bola e com o princípio do verão, os gajos põe em marcha um plano para reforma da segurança social que vai desregular todo o sistema, cortando os laços de solidariedade inter-geracional e, pior que isso, vai levar a que os que têm muito deixem de contribuir para as segurança social dos que pouco ou nada podem ter.
tudo isto apresentado no jornal da :2 por um mui cristão bagão félix, com o seu ar beato de quem não vai passar fome... que náusea!
tal como nos anos anteriores, o governo esperou pelo início do verão para anunciar mais uma das suas bombásticas medidas.
enquanto a malta anda distraida com a bola e com o princípio do verão, os gajos põe em marcha um plano para reforma da segurança social que vai desregular todo o sistema, cortando os laços de solidariedade inter-geracional e, pior que isso, vai levar a que os que têm muito deixem de contribuir para as segurança social dos que pouco ou nada podem ter.
tudo isto apresentado no jornal da :2 por um mui cristão bagão félix, com o seu ar beato de quem não vai passar fome... que náusea!
#2
"(...) todas as fés no mundo se baseiam em invenções. É essa a definição de fé: aceitação daquilo que imaginamos ser verdade, daquilo que não podemos provar. Todas as religiões descrevem Deus através de metáforas, de alegorias, de exageros, desde os antigos Egípcios até às catequistas dos nossos dias. As metáforas são uma maneira de ajudar as nossas mentes a processar o improcessável. Os problemas surgem quando começamos a acreditar literalmente nas nossas próprias metáforas (...)"
Dan Brown, in o Código Da Vinci
"(...) todas as fés no mundo se baseiam em invenções. É essa a definição de fé: aceitação daquilo que imaginamos ser verdade, daquilo que não podemos provar. Todas as religiões descrevem Deus através de metáforas, de alegorias, de exageros, desde os antigos Egípcios até às catequistas dos nossos dias. As metáforas são uma maneira de ajudar as nossas mentes a processar o improcessável. Os problemas surgem quando começamos a acreditar literalmente nas nossas próprias metáforas (...)"
Dan Brown, in o Código Da Vinci
22.6.04
#3
"(...) a história é sempre escrita pelos vencedores. Quando duas culturas se chocam, a que perde é obliterada, e a que venceescreve os livros de história... livros que exaltam a sua própria causa e menosprezam a do inimigo derrotado. COmo Napoleão certa vez disee, " o que é a história senão uma fábula em relação à qual todos estão de acordo?" - sorriu. - Mas, pela sus própria natureza, a história é sempre um relato unilateral."
Dan Brown, in O Código Da Vinci
"(...) a história é sempre escrita pelos vencedores. Quando duas culturas se chocam, a que perde é obliterada, e a que venceescreve os livros de história... livros que exaltam a sua própria causa e menosprezam a do inimigo derrotado. COmo Napoleão certa vez disee, " o que é a história senão uma fábula em relação à qual todos estão de acordo?" - sorriu. - Mas, pela sus própria natureza, a história é sempre um relato unilateral."
Dan Brown, in O Código Da Vinci
21.6.04
#1
desde que a descobri nas ruas de Sintra, numa noite de verão, que faço a mim mesmo a seguinte pergunta: haverá flor mais charmosa que a magnólia?
até hoje não conheci nenhuma que a batesse na beleza, na suavidade e textura das pétalas, na graciosidade da forma do botão inicial, na maneira protectora como vai desabrochando, na magia das pétalas enrugadas e secas, cor de chá e ainda com vestígios de perfume, que se espalham pelo chão depois da flor cumprir as suas funções de reprodução e de espantar distraídos...
a magnólia, que os botânicos consideram como a mais antiga das flores, é, num poema que ainda não escrevi, a metáfora perfeita para o amor.
desde que a descobri nas ruas de Sintra, numa noite de verão, que faço a mim mesmo a seguinte pergunta: haverá flor mais charmosa que a magnólia?
até hoje não conheci nenhuma que a batesse na beleza, na suavidade e textura das pétalas, na graciosidade da forma do botão inicial, na maneira protectora como vai desabrochando, na magia das pétalas enrugadas e secas, cor de chá e ainda com vestígios de perfume, que se espalham pelo chão depois da flor cumprir as suas funções de reprodução e de espantar distraídos...
a magnólia, que os botânicos consideram como a mais antiga das flores, é, num poema que ainda não escrevi, a metáfora perfeita para o amor.
#2
reparei agora que há quase uma ano que ando por aqui metrografar.
foi numa noite de pouco sono, após ter "bebido" o segundo concerto em 3 dias da Adriana Calcanhotto, que decidi criar este espaço, transformando-o, a pouco a pouco e sem intenção declarada, num prolongamento dos meus dias.
se, como disse um dia disse a Sónia, com o meu blog "se consegue, ao menos, ir sabendo alguma coisa de ti", esta tem sido também uma forma de, directa ou indirectamente, eu ir descobrindo mais algumas coisas de e em mim.
com este post não estou, de madeira nenhuma, a querer entrar em balanço trágico-melancólicos. no entranto, lembrei-me que seria interessante se @s habitués do metrografismos - @s que conheço e @s ilustres anónim@s -, partilhassem comigo (e com @s outr@s)as impressões que este espaço vos tem suscitado ao longo deste tempo.
mandem-me então, via e-mail, as vossas opiniões. serão postadas no dia 26.
reparei agora que há quase uma ano que ando por aqui metrografar.
foi numa noite de pouco sono, após ter "bebido" o segundo concerto em 3 dias da Adriana Calcanhotto, que decidi criar este espaço, transformando-o, a pouco a pouco e sem intenção declarada, num prolongamento dos meus dias.
se, como disse um dia disse a Sónia, com o meu blog "se consegue, ao menos, ir sabendo alguma coisa de ti", esta tem sido também uma forma de, directa ou indirectamente, eu ir descobrindo mais algumas coisas de e em mim.
com este post não estou, de madeira nenhuma, a querer entrar em balanço trágico-melancólicos. no entranto, lembrei-me que seria interessante se @s habitués do metrografismos - @s que conheço e @s ilustres anónim@s -, partilhassem comigo (e com @s outr@s)as impressões que este espaço vos tem suscitado ao longo deste tempo.
mandem-me então, via e-mail, as vossas opiniões. serão postadas no dia 26.
#1
uma breve consulta à edição de 2004 do borda d'água dar-me-ia, com precisão a data do solestício de verão.
não tendo à mão tão sábio almanaque, uso a estratégia de sempre: declaro o dia de hoje, 21 de junho, como O dia do solestício, aquele em que a luz solar é maior, aquele em que começa o verão- mais nada!
é um dia de que gosto muito pois a ideia dos dias longos é algo que me agrada particularmente. é também um dia cheio de memórias que são, como diz a canção, ora amargas ora doces.
uma breve consulta à edição de 2004 do borda d'água dar-me-ia, com precisão a data do solestício de verão.
não tendo à mão tão sábio almanaque, uso a estratégia de sempre: declaro o dia de hoje, 21 de junho, como O dia do solestício, aquele em que a luz solar é maior, aquele em que começa o verão- mais nada!
é um dia de que gosto muito pois a ideia dos dias longos é algo que me agrada particularmente. é também um dia cheio de memórias que são, como diz a canção, ora amargas ora doces.
19.6.04
#2
DE CORTAR A RESPIRAÇÃO...
Não só a imagem e a cor desta fotografia são de cortar a respiração, mas também a memória do cheiro e do calor de uma tarde de Setembro em Fez.
Situada no centro do país, nas franjas da cordilheira do rift e antes do médio atlas se impôr, Fez foi uma das capitais imperiais de Marrocos, sendo um ponto de confluência de mercadores e viajantes vindos da montanha, do mar e do deserto, ou seja, um ponto de encontro fervilhante, onde o comércio floresceu e ainda hoje se mantem activo.
A cidadela (medina) de Fez é um enorme formigueiro de ruas estreitas e labirinticas, habitado por algumas centenas de milhar de pessoas, onde a cada porta corresponde, seguramente, uma casa comercial. aqui tudo se vende e tudo se compra, desde os tradicionais tapetes marroquis à contrafacção perfeita do sapato desportivo da moda em Paris.
Esta teia de ruas é cruzada por homens, mulheres, crianças e animais. não existindo muitos cães na cidade - os muçulmnanos não são propriamente apreciadores deste demoníaco animal -, podemos encontrar por alí, para lá dos animais que, depois de mortos, servirão de alimento a toda aquela gente, centenas de burros que servem para o transporte de todos os bens que vêm do exterior, das botijas de gás à Coca Cola.
Os burriqueiros são donos e senhores das ruas. avançam com os seus animais carregados e gritam em altos berros: BALAK; BALAK!!, que é como quem diz: saiam da frente!!! e o melhor é mesmo arranjar um recanto onde nos possamos meter.
Para lá dos bens de consumo, os burros transportam também toneladas de peles para os tintureiros. estes lavoram num espaço que, sendo maior do que um campo de futebol, está coberto de pequenos tanques, cada um com espaço para um ou dois homens, onde se procede à curtição e coloração da pele. os tanques destinados a esta última actividade são os que se podem observar nesta fotografia. distinguem-se dos restantes pela coloração das suas águas, que é conseguida com corantes naturais trazidos das montanhas em redor da cidade. depois de lavoradas, as peles são postas a secar nos terraços de toda a medina.
As tinturarias devem constituir um dos poucos espaços amplos dentro da medina, sendo rodeadas por casas de habitação e, claro está, de comércio, cujas varandas são alugadas por curtos periodos de tempo aos curiosos que queiram ter uma vista previligiada sobre o que ali se vai passando.
Os homens que alí trabalham devem, calculo eu, ter uma vida curta: passam os dias sob um sol abrasador, mergulhados em corantes e água suja - apresentando a sua pele originais tonalidades - e sujeitos a um cheiro de cortar a respiração, tão nauseabundo que só um consumo contínuo de haxixe lhes dá uma certa tolerância olfactiva. organizam-se em cooperativas e repartem entre si o dinheiro oferecidos pelos visitantes que se atrevem a descer àquelas profundezas mal cheirosas... são, seguramente, explorados em cada minuto do seu trabalho, mas apresentam-se sempre de coração aberto, com uma gentileza que lhes está escrita no olhar e que eu não sei transcrever.
Não só a imagem e a cor desta fotografia são de cortar a respiração, mas também a memória do cheiro e do calor de uma tarde de Setembro em Fez.
Situada no centro do país, nas franjas da cordilheira do rift e antes do médio atlas se impôr, Fez foi uma das capitais imperiais de Marrocos, sendo um ponto de confluência de mercadores e viajantes vindos da montanha, do mar e do deserto, ou seja, um ponto de encontro fervilhante, onde o comércio floresceu e ainda hoje se mantem activo.
A cidadela (medina) de Fez é um enorme formigueiro de ruas estreitas e labirinticas, habitado por algumas centenas de milhar de pessoas, onde a cada porta corresponde, seguramente, uma casa comercial. aqui tudo se vende e tudo se compra, desde os tradicionais tapetes marroquis à contrafacção perfeita do sapato desportivo da moda em Paris.
Esta teia de ruas é cruzada por homens, mulheres, crianças e animais. não existindo muitos cães na cidade - os muçulmnanos não são propriamente apreciadores deste demoníaco animal -, podemos encontrar por alí, para lá dos animais que, depois de mortos, servirão de alimento a toda aquela gente, centenas de burros que servem para o transporte de todos os bens que vêm do exterior, das botijas de gás à Coca Cola.
Os burriqueiros são donos e senhores das ruas. avançam com os seus animais carregados e gritam em altos berros: BALAK; BALAK!!, que é como quem diz: saiam da frente!!! e o melhor é mesmo arranjar um recanto onde nos possamos meter.
Para lá dos bens de consumo, os burros transportam também toneladas de peles para os tintureiros. estes lavoram num espaço que, sendo maior do que um campo de futebol, está coberto de pequenos tanques, cada um com espaço para um ou dois homens, onde se procede à curtição e coloração da pele. os tanques destinados a esta última actividade são os que se podem observar nesta fotografia. distinguem-se dos restantes pela coloração das suas águas, que é conseguida com corantes naturais trazidos das montanhas em redor da cidade. depois de lavoradas, as peles são postas a secar nos terraços de toda a medina.
As tinturarias devem constituir um dos poucos espaços amplos dentro da medina, sendo rodeadas por casas de habitação e, claro está, de comércio, cujas varandas são alugadas por curtos periodos de tempo aos curiosos que queiram ter uma vista previligiada sobre o que ali se vai passando.
Os homens que alí trabalham devem, calculo eu, ter uma vida curta: passam os dias sob um sol abrasador, mergulhados em corantes e água suja - apresentando a sua pele originais tonalidades - e sujeitos a um cheiro de cortar a respiração, tão nauseabundo que só um consumo contínuo de haxixe lhes dá uma certa tolerância olfactiva. organizam-se em cooperativas e repartem entre si o dinheiro oferecidos pelos visitantes que se atrevem a descer àquelas profundezas mal cheirosas... são, seguramente, explorados em cada minuto do seu trabalho, mas apresentam-se sempre de coração aberto, com uma gentileza que lhes está escrita no olhar e que eu não sei transcrever.
#1
A terra vista do céu, uma exposição de 120 fotografias aéreas de diversos pontos do mundo. está plantada, até 30 de setembro, no terreiro do paço - ao ar livre.
podem encontrar mais informações sobre este e outros trabalhos do autor aqui.
valeu bem a pena parar por ali umas horas a apreciá-la, a recordar viagens passadas e a alimentar o bicho nómada que me roi... e sempre cantarolando o mote de Caetano:
Terra, terra,
Por mais distante
o errante navegante
Quem jamais te esqueceria
A terra vista do céu, uma exposição de 120 fotografias aéreas de diversos pontos do mundo. está plantada, até 30 de setembro, no terreiro do paço - ao ar livre.
podem encontrar mais informações sobre este e outros trabalhos do autor aqui.
valeu bem a pena parar por ali umas horas a apreciá-la, a recordar viagens passadas e a alimentar o bicho nómada que me roi... e sempre cantarolando o mote de Caetano:
Terra, terra,
Por mais distante
o errante navegante
Quem jamais te esqueceria
18.6.04
#1
LA FURA volta a at(r)acar
(...)
Hoy, La Fura presenta Naumon: un barco mercante que surcará las aguas del Mediterráneo durante el 2004 y en el que convivirán diferentes contenedores artísticos, educativos y culturales. Naumon es el más audaz proyecto de La Fura dels Baus, que en el 2004 cumple 25 años de historia. Lejos de acomodarse en su trayectoria artística consolidada, los directores de la Fura asumen nuevos retos. Enlazando con sus inicios nómadas siguiendo los pasos que marcaban el carro y la mula, La Fura dels Baus se embarca en un viaje iniciático, en esta ocasión, a bordo del mercante Naumon.
Naumon: un escenario nómada para cruzar la oscuridad y deleitarse en la luz.
Naumon: la travesía de la imaginación el peregrinaje del enigma, el juego de la creación, la música del viento.
Naumon: la búsqueda de los deseos, el goce de las utopías
Naumon: el buque de la memoria, la inmersión en los recuerdos, el aire de los presentimientos.
Naumon: el amor a las formas, la línea del horizonte, la espiral infinita, el vértigo, el círculo dorado, el punto que interroga.
Naumon: el bosque de los mitos y de los dioses.
Naumon: el cuerpo, la sangre, la entraña, el alma, la palabra.
Naumon: la sonrisa del océano, la amistad del mar, la tempestad, la calma.
Naumon: la nave de los locos, la balsa de los demasiado cuerdos, la esperanza de los náufragos.
Naumon: fuego en el agua, remolino, vuelo, danza.
Naumon: el territorio de las preguntas.
Naumon: el barco de los libres.
(...)
(...)
Hoy, La Fura presenta Naumon: un barco mercante que surcará las aguas del Mediterráneo durante el 2004 y en el que convivirán diferentes contenedores artísticos, educativos y culturales. Naumon es el más audaz proyecto de La Fura dels Baus, que en el 2004 cumple 25 años de historia. Lejos de acomodarse en su trayectoria artística consolidada, los directores de la Fura asumen nuevos retos. Enlazando con sus inicios nómadas siguiendo los pasos que marcaban el carro y la mula, La Fura dels Baus se embarca en un viaje iniciático, en esta ocasión, a bordo del mercante Naumon.
Naumon: un escenario nómada para cruzar la oscuridad y deleitarse en la luz.
Naumon: la travesía de la imaginación el peregrinaje del enigma, el juego de la creación, la música del viento.
Naumon: la búsqueda de los deseos, el goce de las utopías
Naumon: el buque de la memoria, la inmersión en los recuerdos, el aire de los presentimientos.
Naumon: el amor a las formas, la línea del horizonte, la espiral infinita, el vértigo, el círculo dorado, el punto que interroga.
Naumon: el bosque de los mitos y de los dioses.
Naumon: el cuerpo, la sangre, la entraña, el alma, la palabra.
Naumon: la sonrisa del océano, la amistad del mar, la tempestad, la calma.
Naumon: la nave de los locos, la balsa de los demasiado cuerdos, la esperanza de los náufragos.
Naumon: fuego en el agua, remolino, vuelo, danza.
Naumon: el territorio de las preguntas.
Naumon: el barco de los libres.
(...)
16.6.04
#2
Fui ver, em mais uma reposição do 222, o maravilhoso io non ho paura (não tenho medo).
para lá do envolvimento criado pela história e fotografia do filme - qeu foi rodado em pelicula -, este foi também um reencontro com a lingua italiana e com as imensas paisagens do sul. fica a crítica do publico.
*******
No idílico Verão de 1978, numa pequena aldeia italiana, um rapaz de dez anos, Michele, descobre um outro rapaz, Filippo, que está escondido num buraco, mantido em cativeiro. Os dois tornam-se amigos e Michele acaba por descobrir que os seus próprios pais e os outros adultos da aldeia são responsáveis pelo cativeiro de Filippo. O rapaz vai então aprender, na sua tentativa de libertar Filippo, o que custa a liberdade.
Fui ver, em mais uma reposição do 222, o maravilhoso io non ho paura (não tenho medo).
para lá do envolvimento criado pela história e fotografia do filme - qeu foi rodado em pelicula -, este foi também um reencontro com a lingua italiana e com as imensas paisagens do sul. fica a crítica do publico.
*******
No idílico Verão de 1978, numa pequena aldeia italiana, um rapaz de dez anos, Michele, descobre um outro rapaz, Filippo, que está escondido num buraco, mantido em cativeiro. Os dois tornam-se amigos e Michele acaba por descobrir que os seus próprios pais e os outros adultos da aldeia são responsáveis pelo cativeiro de Filippo. O rapaz vai então aprender, na sua tentativa de libertar Filippo, o que custa a liberdade.
14.6.04
13.6.04
#1
" (...)
alguém que acorde este país
que deite fogo aos alibís
(...)"
parece que a seleção grega de futebol deu ouvidos ao apelo do Zé Mário...
será que isto serviu para a malta se aperceber da esparrela em que caiu, ou vai tudo continuar a vendar os olhos com um trapo colorido e a queixar-se da baixa auto estima e do sr. scolari?
" (...)
alguém que acorde este país
que deite fogo aos alibís
(...)"
parece que a seleção grega de futebol deu ouvidos ao apelo do Zé Mário...
será que isto serviu para a malta se aperceber da esparrela em que caiu, ou vai tudo continuar a vendar os olhos com um trapo colorido e a queixar-se da baixa auto estima e do sr. scolari?
10.6.04
#4
essa tanga do dia de camões não me diz nada. é uma tradição que se mantem até aos dias de hoje, tendo sido uma história inventada, alimentada e explorada pelo fascismo para enaltecer um nacionalismo cinzento, um patriotismo serôdio.
não obstante, hoje é um dia como outro qualquer para as palavras do poeta.
Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto do suave pensamento
Me fez com que seus efeitos escrevesse.
Porém, temendo Amor que aviso desse,
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.
Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,
Verdades puras são, e não defeitos.
E sabei que, segundo o tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.
Luís de Camões
essa tanga do dia de camões não me diz nada. é uma tradição que se mantem até aos dias de hoje, tendo sido uma história inventada, alimentada e explorada pelo fascismo para enaltecer um nacionalismo cinzento, um patriotismo serôdio.
não obstante, hoje é um dia como outro qualquer para as palavras do poeta.
Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto do suave pensamento
Me fez com que seus efeitos escrevesse.
Porém, temendo Amor que aviso desse,
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.
Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,
Verdades puras são, e não defeitos.
E sabei que, segundo o tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.
Luís de Camões
9.6.04
#3
um dia surreal...
5 horas de sono mal dormido; o fim inesperado da campanha eleitoral; um calor de rachar; um taxista racista; uma escalada da calçada de S. Domingos um tanto ou quanto conturbada; alguns minutos do rodopio da urgência hospitalar (senti-me um agarrado na fila da metadona...); umas cerejas com um JP Simões sóbrio (??!!) que, com a voz grave de sempre, perorava acerca da revolução e da necessidade imperativa de um regresso ao essencial; a memória de Mario Viegas; o rossio coberto de relva sintética...
será que aconteceu mesmo, ou terei sonhado com tudo isto?
um dia surreal...
5 horas de sono mal dormido; o fim inesperado da campanha eleitoral; um calor de rachar; um taxista racista; uma escalada da calçada de S. Domingos um tanto ou quanto conturbada; alguns minutos do rodopio da urgência hospitalar (senti-me um agarrado na fila da metadona...); umas cerejas com um JP Simões sóbrio (??!!) que, com a voz grave de sempre, perorava acerca da revolução e da necessidade imperativa de um regresso ao essencial; a memória de Mario Viegas; o rossio coberto de relva sintética...
será que aconteceu mesmo, ou terei sonhado com tudo isto?
8.6.04
#2
O OBSCURANTISMO CONTINUA...
o Bloco denunciou, no barnabé o debate foi aceso.
depois de toda a polémica, este excremento, obviamente patrocinado pela direita mais reacionária e radical, continua a ser divulgado junto da população. para lá do exacrável conteúdo do dito panfleto (podem ver o resto nos aquivos do barnabé), este patrocinio torna-se mais obvio por ser notório que, por detrás desta campanha, aqui há muito dinheiro: o folheto foi distribuido, por exemplo, em todas as caixas de correio de alguns bairros periféricos da grande Lisboa - mesmo nas caixas que correspondem a casas vazias, que se identificam por estarem atafulhadas de papel, sinal inequivoco de que a distribuição é feita por equipas pagas.
FORKA PORTUGAL!
o Bloco denunciou, no barnabé o debate foi aceso.
depois de toda a polémica, este excremento, obviamente patrocinado pela direita mais reacionária e radical, continua a ser divulgado junto da população. para lá do exacrável conteúdo do dito panfleto (podem ver o resto nos aquivos do barnabé), este patrocinio torna-se mais obvio por ser notório que, por detrás desta campanha, aqui há muito dinheiro: o folheto foi distribuido, por exemplo, em todas as caixas de correio de alguns bairros periféricos da grande Lisboa - mesmo nas caixas que correspondem a casas vazias, que se identificam por estarem atafulhadas de papel, sinal inequivoco de que a distribuição é feita por equipas pagas.
FORKA PORTUGAL!
#1
tal como aconteceu com os seus restantes discos, bastou-me a audição de alguns acordes do primeiro tema para me apaixonar pelo mais recente trabalho de PJ Harvey.
é um disco muito coeso, mais complexo e dificil de assimilar do que aquilo que aparenta à primeira audição. ando pois a digeri-lo.
para já, as unicas coisas que me desagradam são o nome, que não tem nada a ver com nada, e a foto da capa do disco - a bela e fotogénica poly jean ficou completamente desfigurada neste instantâneo.
tal como aconteceu com os seus restantes discos, bastou-me a audição de alguns acordes do primeiro tema para me apaixonar pelo mais recente trabalho de PJ Harvey.
é um disco muito coeso, mais complexo e dificil de assimilar do que aquilo que aparenta à primeira audição. ando pois a digeri-lo.
para já, as unicas coisas que me desagradam são o nome, que não tem nada a ver com nada, e a foto da capa do disco - a bela e fotogénica poly jean ficou completamente desfigurada neste instantâneo.
7.6.04
#1
durão burloso disse, sobre a morte de Reagan, que todos os portugueses lhe têm uma divida de gratidão.
eu nego. a esse pistoleiro de série b, imitação mal conseguida de pato donald, não devo qualquer bom sentimento. são homens como este que tornam, a cada dia que passa, mais irrespirável o ar, que fazem deste mundo um lugar pior para nós e para @s vindour@s.
durão burloso disse, sobre a morte de Reagan, que todos os portugueses lhe têm uma divida de gratidão.
eu nego. a esse pistoleiro de série b, imitação mal conseguida de pato donald, não devo qualquer bom sentimento. são homens como este que tornam, a cada dia que passa, mais irrespirável o ar, que fazem deste mundo um lugar pior para nós e para @s vindour@s.
4.6.04
#2
TIANANMEN, 4 de Junho de 1989
Faz hoje 15 anos que assistimos estupefactos, pela TV, à brutalidade com que o Governo Chinês reprimiu milhões de pessoas que se concentravam na mais famosa praça de Beijing, exigindo, acima de tudo, liberdade.
A Revolução Socialista na China acabou cedo, pouco depois da longa marcha conduzida por mao. a pouco e pouco, recorrendo à repressão constante do povo, o vermelho da bandeira da grande China socialista transformou-se no sangue que as oligarquias corruptas e neo capitalistas asiáticas não se coibem de derramar em proveito próprio e em nome de um sonho que, todos os dias, vão enterrando mais um pouco.
1989 Foi o ano da grande viragem. vimos (e não esquecemos!)Tianamen e a queda do muro, dois momentos que simbolizaram o ruir de um sistema que se apresetava como perfeito, e a vitória de outro sistema que nunca o foi - já se sabia na altura e a história confirma-o todos os dias.
Há coisas que não têm emenda. o capitalismo é uma delas. o "socialismo", que dominou meio mundo durante boa parte do século XX, também não tinha. caiu de podre, abrindo espaço a uma crise na esquerda que começara com a chegada de Estaline ao poder e se tornara crescente desde a invasão da Hungria pelo exercito vermelho, nos fins da década de 50.
Mas as ideias de justiça, igualdade e liberdade que alimentam, desde sempre a luta de muitos homens e mulheres, permanecem, cada vez mais, actuais. na ressaca desta derrota anunciada, outras formas de ver o mundo ganharam espaço para crescer, ganhar corpo e florir, a luta contra o capitalismo selvagem pintou-se de outras cores. a mobilização mundial contra a guerra do Iraque, a luta dos indigenas de Chiapas, a luta d@s galeg@s contra o fuel do prestige, o crescente movimento dos forúns sociais que se alarga a todo o mundo ou as manifestações de hoje em Roma contra a visita de Bush são momentos visiveis e cruciais da luta emancipadora da humanidade a que alguns ousam chamar socialismo. e este socialismo, que não é uma meta a atingir mas sim uma construção forjada da luta e da partilha de todos os dias, só o poderá ser se mantiver este caracter de liberdade e permanente mudança.
Embora tenham outros contornos, os motivos que abriram espaço para a luta dos trabalhadores de chicago, à revolução de 1917, à grande marcha, ao maio de 68, ou da revoluçõa de Abril continuam a existir. uma pequena parte da humanidade continua a explorar a grande maioria, a servir-se dela em proveito próprio, explorando recursos de forma insane e desperdiçando "execedentes" enquanto a fome cresce. o desemprego e a precaridade no nosso país, as somas astronómicas de publicidade que a nike paga a tiger woods em contraste com a miséria qeu paga aos seus operários da tailandia, ou a dependencia do petroleo que o mercado insiste em amplair são alguns exemplos.
a democracia é uma farsa. exemplos são muitos, basta olhar para as mentiras de Aznar bush, blair e desse insignificante cherne. os homens e as mulheres que detinham o poder continuam a te-lo e a usá-lo como bem lhes apraz. Levantados do Chão, de saramago ilustra-o de forma exemplar.
Hoje, 15 anos mais tarde, é essencial lembrar para não esquecer, porque o que interessa no que foi é o que vai ser.
Faz hoje 15 anos que assistimos estupefactos, pela TV, à brutalidade com que o Governo Chinês reprimiu milhões de pessoas que se concentravam na mais famosa praça de Beijing, exigindo, acima de tudo, liberdade.
A Revolução Socialista na China acabou cedo, pouco depois da longa marcha conduzida por mao. a pouco e pouco, recorrendo à repressão constante do povo, o vermelho da bandeira da grande China socialista transformou-se no sangue que as oligarquias corruptas e neo capitalistas asiáticas não se coibem de derramar em proveito próprio e em nome de um sonho que, todos os dias, vão enterrando mais um pouco.
1989 Foi o ano da grande viragem. vimos (e não esquecemos!)Tianamen e a queda do muro, dois momentos que simbolizaram o ruir de um sistema que se apresetava como perfeito, e a vitória de outro sistema que nunca o foi - já se sabia na altura e a história confirma-o todos os dias.
Há coisas que não têm emenda. o capitalismo é uma delas. o "socialismo", que dominou meio mundo durante boa parte do século XX, também não tinha. caiu de podre, abrindo espaço a uma crise na esquerda que começara com a chegada de Estaline ao poder e se tornara crescente desde a invasão da Hungria pelo exercito vermelho, nos fins da década de 50.
Mas as ideias de justiça, igualdade e liberdade que alimentam, desde sempre a luta de muitos homens e mulheres, permanecem, cada vez mais, actuais. na ressaca desta derrota anunciada, outras formas de ver o mundo ganharam espaço para crescer, ganhar corpo e florir, a luta contra o capitalismo selvagem pintou-se de outras cores. a mobilização mundial contra a guerra do Iraque, a luta dos indigenas de Chiapas, a luta d@s galeg@s contra o fuel do prestige, o crescente movimento dos forúns sociais que se alarga a todo o mundo ou as manifestações de hoje em Roma contra a visita de Bush são momentos visiveis e cruciais da luta emancipadora da humanidade a que alguns ousam chamar socialismo. e este socialismo, que não é uma meta a atingir mas sim uma construção forjada da luta e da partilha de todos os dias, só o poderá ser se mantiver este caracter de liberdade e permanente mudança.
Embora tenham outros contornos, os motivos que abriram espaço para a luta dos trabalhadores de chicago, à revolução de 1917, à grande marcha, ao maio de 68, ou da revoluçõa de Abril continuam a existir. uma pequena parte da humanidade continua a explorar a grande maioria, a servir-se dela em proveito próprio, explorando recursos de forma insane e desperdiçando "execedentes" enquanto a fome cresce. o desemprego e a precaridade no nosso país, as somas astronómicas de publicidade que a nike paga a tiger woods em contraste com a miséria qeu paga aos seus operários da tailandia, ou a dependencia do petroleo que o mercado insiste em amplair são alguns exemplos.
a democracia é uma farsa. exemplos são muitos, basta olhar para as mentiras de Aznar bush, blair e desse insignificante cherne. os homens e as mulheres que detinham o poder continuam a te-lo e a usá-lo como bem lhes apraz. Levantados do Chão, de saramago ilustra-o de forma exemplar.
Hoje, 15 anos mais tarde, é essencial lembrar para não esquecer, porque o que interessa no que foi é o que vai ser.
3.6.04
2.6.04
#2
os meus anseios sintetizados em poucas palavras
original achado n'o quarto do pulha
quando sai a versão de 8x3m?
original achado n'o quarto do pulha
quando sai a versão de 8x3m?
1.6.04
#1
hotel de Seteais, Sintra
a manhã estava fresca e coberta pela tipica neblina de sintra. chegamos cedo e todo aquele relvado me encheu as medidas. o primeiro impulso foi desatar a correr e só parar no fim, perto das roseiras que o delimitam junto ao hotel. o verde a passar-me debaixo dos pés, o espaço a abrir-se à minha frente e o sol a abrir o dia, as árvores enormes e agitadas pela brisa. A manhã foi passada em corridas, atrás d@s outr@s e de uma qualquer bola.
haverá sensação mais parecida com a felicidade do que esta?
na hora do almoço o farnel, até aí muito bem guardado no cesto de vime rectangular que me aconpanhava diariamente. não havia colher para a gelatina!
durante a tarde, já com calor, um casamento lá ao fundo. as pernas já não chegavam para outra corrida, antes do regresso a casa.
foi há vinte anos (!!??). é a primeira de muitas (e variadas) recordações que tenho deste lugar que faz parte da minha vida.
fiquei com todo o filme desta excursão escolar gravado na memória e, quando penso em liberdade, ainda hoje me imagino a correr por aquele relvado fora.
hotel de Seteais, Sintra
a manhã estava fresca e coberta pela tipica neblina de sintra. chegamos cedo e todo aquele relvado me encheu as medidas. o primeiro impulso foi desatar a correr e só parar no fim, perto das roseiras que o delimitam junto ao hotel. o verde a passar-me debaixo dos pés, o espaço a abrir-se à minha frente e o sol a abrir o dia, as árvores enormes e agitadas pela brisa. A manhã foi passada em corridas, atrás d@s outr@s e de uma qualquer bola.
haverá sensação mais parecida com a felicidade do que esta?
na hora do almoço o farnel, até aí muito bem guardado no cesto de vime rectangular que me aconpanhava diariamente. não havia colher para a gelatina!
durante a tarde, já com calor, um casamento lá ao fundo. as pernas já não chegavam para outra corrida, antes do regresso a casa.
foi há vinte anos (!!??). é a primeira de muitas (e variadas) recordações que tenho deste lugar que faz parte da minha vida.
fiquei com todo o filme desta excursão escolar gravado na memória e, quando penso em liberdade, ainda hoje me imagino a correr por aquele relvado fora.
29.5.04
28.5.04
27.5.04
#2
e se não chegasse já o que vem no post anterior, o último paragráfo da notícia versa sobre outro grande motivo de orgulho nacional, a violência doméstica:
"(...) Finalmente, quanto à violência contra as mulheres, a Amnistia Internacional cita a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres para dizer que em cada mês morrem, em média, cinco mulheres vítimas de violência doméstica. "Apesar de a legislação de 1991 prever unidades de polícia especializadas no combate à violência doméstica, estas não tinham sido criadas até ao final de 2003", lamenta a Amnistia no relatório."
e se não chegasse já o que vem no post anterior, o último paragráfo da notícia versa sobre outro grande motivo de orgulho nacional, a violência doméstica:
"(...) Finalmente, quanto à violência contra as mulheres, a Amnistia Internacional cita a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres para dizer que em cada mês morrem, em média, cinco mulheres vítimas de violência doméstica. "Apesar de a legislação de 1991 prever unidades de polícia especializadas no combate à violência doméstica, estas não tinham sido criadas até ao final de 2003", lamenta a Amnistia no relatório."
#1
a polícia protege-nos, mas...
quem nos protege da polícia?
Relatório relativo a 2003
Amnistia Internacional denuncia violência policial e insegurança nas prisões em Portugal
Lusa, 26 de Maio de 2004
O relatório de 2003 da Amnistia Internacional denuncia o "uso desproporcionado" da força pela polícia portuguesa, a excessiva duração da prisão preventiva e a falta de segurança nas cadeias.
Portugal surge referenciado regularmente nos relatórios da Amnistia Internacional por maus tratos das autoridades policiais, sobrelotação e violência nas cadeias e casos de racismo.
No relatório deste ano, a Amnistia Internacional denuncia ainda "a lentidão do sistema judicial" e a insegurança nas prisões, quer por agressões auto-infligidas, quer por violência entre detidos. "Foram consideradas inadequadas as medidas tomadas para prevenir as agressões auto-infligidas e entre reclusos e para identificar detidos vulneráveis, indiciando de forma preocupante que as autoridades não estariam a proteger adequadamente o direito à vida da população prisional", afirma o relatório.
Em algumas cadeias portuguesas, prossegue o relatório, as condições sanitárias continuam abaixo das normas internacionais, sendo que, em Fevereiro de 2002, 17 por cento dos detidos ainda usavam baldes em vez de sanitas.
No que respeita à violência policial, "o uso das armas de fogo pelas forças policiais continuou a ser preocupante".
A Amnistia cita, para exemplificar, um reparo da Inspecção-Geral da Administração Interna, de Novembro passado, quando esta entidade chamou a atenção para seis disparos fatais efectuados pela polícia desde o início de 2003 e considerou que as autoridades policiais não estariam a garantir o uso de armas de fogo apenas em circunstâncias excepcionais.
A Amnistia Internacional assinala ainda que o comissário do Conselho da Europa para os Direitos Humanos criticou a "prática da suspensão de acções disciplinares, no decorrer da investigação criminal, e pelo seu arquivamento quando não eram feitas quaisquer acusações".
No que respeita ao racismo e discriminação, a Amnistia Internacional refere que foram tomadas medidas para integrar ciganos, mas diz que continuou a existir discriminação, particularmente na educação, habitação e acesso ao emprego e serviços sociais.
"Houve relatos de perseguições e tratamentos discriminatórios com ciganos, por parte de forças policiais. Houve, também, relatos de tentativas de intimidação de grupos ciganos por grupos de população local, levando-os a abandonar a área", diz a AI.
(...)
a polícia protege-nos, mas...
quem nos protege da polícia?
Relatório relativo a 2003
Amnistia Internacional denuncia violência policial e insegurança nas prisões em Portugal
Lusa, 26 de Maio de 2004
O relatório de 2003 da Amnistia Internacional denuncia o "uso desproporcionado" da força pela polícia portuguesa, a excessiva duração da prisão preventiva e a falta de segurança nas cadeias.
Portugal surge referenciado regularmente nos relatórios da Amnistia Internacional por maus tratos das autoridades policiais, sobrelotação e violência nas cadeias e casos de racismo.
No relatório deste ano, a Amnistia Internacional denuncia ainda "a lentidão do sistema judicial" e a insegurança nas prisões, quer por agressões auto-infligidas, quer por violência entre detidos. "Foram consideradas inadequadas as medidas tomadas para prevenir as agressões auto-infligidas e entre reclusos e para identificar detidos vulneráveis, indiciando de forma preocupante que as autoridades não estariam a proteger adequadamente o direito à vida da população prisional", afirma o relatório.
Em algumas cadeias portuguesas, prossegue o relatório, as condições sanitárias continuam abaixo das normas internacionais, sendo que, em Fevereiro de 2002, 17 por cento dos detidos ainda usavam baldes em vez de sanitas.
No que respeita à violência policial, "o uso das armas de fogo pelas forças policiais continuou a ser preocupante".
A Amnistia cita, para exemplificar, um reparo da Inspecção-Geral da Administração Interna, de Novembro passado, quando esta entidade chamou a atenção para seis disparos fatais efectuados pela polícia desde o início de 2003 e considerou que as autoridades policiais não estariam a garantir o uso de armas de fogo apenas em circunstâncias excepcionais.
A Amnistia Internacional assinala ainda que o comissário do Conselho da Europa para os Direitos Humanos criticou a "prática da suspensão de acções disciplinares, no decorrer da investigação criminal, e pelo seu arquivamento quando não eram feitas quaisquer acusações".
No que respeita ao racismo e discriminação, a Amnistia Internacional refere que foram tomadas medidas para integrar ciganos, mas diz que continuou a existir discriminação, particularmente na educação, habitação e acesso ao emprego e serviços sociais.
"Houve relatos de perseguições e tratamentos discriminatórios com ciganos, por parte de forças policiais. Houve, também, relatos de tentativas de intimidação de grupos ciganos por grupos de população local, levando-os a abandonar a área", diz a AI.
(...)
26.5.04
#1
Fui a uma conferência na gulbenkian e, em pleno auditório, o meu telemóvel desapareceu. não sei se foi perdido ou palmado por algum bem vestido ou alguma larápia disfarçada de tia, o que é certo é que ainda não apareceu.
não que faça muita questão em reaver essa pestinha feita de plástico e componentes electronicos, mas a agenda faz-me muita falta, tem números irrecuperáveis.
Se alguém o vir por aí, que o mande regressar a casa.
Fui a uma conferência na gulbenkian e, em pleno auditório, o meu telemóvel desapareceu. não sei se foi perdido ou palmado por algum bem vestido ou alguma larápia disfarçada de tia, o que é certo é que ainda não apareceu.
não que faça muita questão em reaver essa pestinha feita de plástico e componentes electronicos, mas a agenda faz-me muita falta, tem números irrecuperáveis.
Se alguém o vir por aí, que o mande regressar a casa.
25.5.04
#3
Esta noite, no seu discurso à nação - a partir da Escola de Guerra do Exército, em Carlisle - Bush falou da tortura levada a cabo pelas tropas da coligação na prisão de Abu Ghraib, Iraque, tendo enrolado diversas vezes a lingua ao tentar dizer o nome deste local.
eu cá não sou de intrigas, mas parece-me que a verdadeira explicação para a anunciada demolição daquela prisão reside nas dificuldades de pronuncia de george w...
Esta noite, no seu discurso à nação - a partir da Escola de Guerra do Exército, em Carlisle - Bush falou da tortura levada a cabo pelas tropas da coligação na prisão de Abu Ghraib, Iraque, tendo enrolado diversas vezes a lingua ao tentar dizer o nome deste local.
eu cá não sou de intrigas, mas parece-me que a verdadeira explicação para a anunciada demolição daquela prisão reside nas dificuldades de pronuncia de george w...
24.5.04
#1
where the streets have no name
I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
That hold me inside.
I wanna reach out
And touch the flame
Where the streets have no name.
I wanna feel sunlight on my face.
I see the dust-cloud
Disappear without a trace.
I wanna take shelter
From the poison rain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.
We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).
The city's a flood, and our love turns to rust.
We're beaten and blown by the wind
Trampled in dust.
I'll show you a place
High on a desert plain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.
We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).
U2, The Joshua Tree
where the streets have no name
I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
That hold me inside.
I wanna reach out
And touch the flame
Where the streets have no name.
I wanna feel sunlight on my face.
I see the dust-cloud
Disappear without a trace.
I wanna take shelter
From the poison rain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.
We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).
The city's a flood, and our love turns to rust.
We're beaten and blown by the wind
Trampled in dust.
I'll show you a place
High on a desert plain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.
We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).
U2, The Joshua Tree
23.5.04
#1
Nothing as it seems
don't feel like home, he's a little out...
and all these words elope, it's nothing like your poem
putting in, inputting in, don't feel like methadone
a scratching voice all alone, there's nothing like your baritone
it's nothing as it seems, the little that he needs, it's home
the little that he sees, is nothing he concedes, it's home
one uninvited chromosome, a blanket like the ozone
it's nothing as it seems, all that he needs, it's home
the little that he frees, is nothing he believes
saving up a sunny day, something maybe two tone
anything of his own, a chip off the cornerstone
who's kidding, rainy day
a one way ticket headstone
occupations overthrown, a whisper through a megaphone
it's nothing as it seems, the little that he needs, it's home
the little that he sees, is nothing he concedes, it's home
and all that he frees, a little bittersweet, it's home
it's nothing as it seems, the little that you see, it's home...
Pearl Jam in Binaural
Nothing as it seems
don't feel like home, he's a little out...
and all these words elope, it's nothing like your poem
putting in, inputting in, don't feel like methadone
a scratching voice all alone, there's nothing like your baritone
it's nothing as it seems, the little that he needs, it's home
the little that he sees, is nothing he concedes, it's home
one uninvited chromosome, a blanket like the ozone
it's nothing as it seems, all that he needs, it's home
the little that he frees, is nothing he believes
saving up a sunny day, something maybe two tone
anything of his own, a chip off the cornerstone
who's kidding, rainy day
a one way ticket headstone
occupations overthrown, a whisper through a megaphone
it's nothing as it seems, the little that he needs, it's home
the little that he sees, is nothing he concedes, it's home
and all that he frees, a little bittersweet, it's home
it's nothing as it seems, the little that you see, it's home...
Pearl Jam in Binaural
22.5.04
#1
esta foi a surpresa do dia, pela voz de Marisa Monte.
Bem Que Se Quis
Bem que se quis
depois de tudo ainda ser feliz
mas já nao há caminho pra voltar.
O que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?
Mas tanto faz,
ja me esqueci de te esquecer porque
o teu desejo é o meu melhor prazer
e o meu destino é querer sempre mais
a minha estrada corre pro teu mar
Agora vem pra perto vem
vem depressa vem sem fim dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu
vem meu amor vem pra mim,
me abraca devagar,
me beija e me faz esquecer.
Marisa Monte, in M
esta foi a surpresa do dia, pela voz de Marisa Monte.
Bem Que Se Quis
Bem que se quis
depois de tudo ainda ser feliz
mas já nao há caminho pra voltar.
O que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?
Mas tanto faz,
ja me esqueci de te esquecer porque
o teu desejo é o meu melhor prazer
e o meu destino é querer sempre mais
a minha estrada corre pro teu mar
Agora vem pra perto vem
vem depressa vem sem fim dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu
vem meu amor vem pra mim,
me abraca devagar,
me beija e me faz esquecer.
Marisa Monte, in M
21.5.04
20.5.04
19.5.04
18.5.04
17.5.04
#2
Tinha um colega de curso que, quando se via com um trabalho muito importante em mãos, começava sempre por fazer a capa do dito.
dizia o bom do Jorge que a estética e o trabalho criativo o inspiravam para a escrita (e dizia mais, mas isso não vem ao caso).
eu cá, tenho três coisas essenciais para preparar a redacção de um trabalho:
1- fermentar a ideia durante alguns dias de pura improdutividade.
2- desarrumar a secretária até ao ponto de só eu ser capaz de ali encontrar o que quer que seja.
3- arranjar um título momentaneamente perfeito para lhe dar.
depois de cumpridos estes três requisitos, a coisa fica fácil.
Tinha um colega de curso que, quando se via com um trabalho muito importante em mãos, começava sempre por fazer a capa do dito.
dizia o bom do Jorge que a estética e o trabalho criativo o inspiravam para a escrita (e dizia mais, mas isso não vem ao caso).
eu cá, tenho três coisas essenciais para preparar a redacção de um trabalho:
1- fermentar a ideia durante alguns dias de pura improdutividade.
2- desarrumar a secretária até ao ponto de só eu ser capaz de ali encontrar o que quer que seja.
3- arranjar um título momentaneamente perfeito para lhe dar.
depois de cumpridos estes três requisitos, a coisa fica fácil.
15.5.04
13.5.04
#3
será que isto se pode incluir na categoria das propostas fracturantes de que a ala mais à esquerda da nosso parlamento tanto gosta?...
CDS-PP quer acabar com o galheteiro em nome do azeite
Lusa, Público on-line, 13 de maio, 19:30
O CDS-PP entregou hoje na Assembleia da República um projecto que visa proteger a pureza do azeite e que, na prática, pretende acabar com o tradicional galheteiro nos estabelecimentos públicos.
Numa declaração no plenário da Assembleia da República, o deputado do PP Herculano Gonçalves manifestou a preocupação do partido com as notícias recentes que dão conta da utilização de diversas misturas, nomeadamente em restaurantes, que prejudicam a qualidade do azeite.
"Esta é, quer do ponto de vista da manutenção da qualidade do produto, quer do ponto de vista da manutenção da saúde pública, uma situação preocupante que urge resolver", afirmou Herculano Gonçalves.
Com este objectivo, o CDS-PP entregou hoje no Parlamento um projecto que determina normas para o acondicionamento do azeite e do óleo de bagaço de azeitona servido à mesa em restaurantes, hospitais, cantinas e estabelecimentos similares.
De acordo com o projecto, as embalagens a servir ao público neste tipo de estabelecimentos não podem exceder uma capacidade máxima de 0,5 litros e terão de estar dotadas de sistemas de inviolabilidade que assegurem a não alteração do respectivo produto.
"Entende-se que estas embalagens substituirão, com vantagem e segurança para o consumidor final, o tradicional galheteiro", considerou o deputado popular.
No caso de o projecto do CDS ser aprovado, os produtores terão seis meses para se adaptarem ao novo sistema. Terminado este prazo, as coimas para os infractores podem ir desde os 750 euros até um máximo de 44.890 euros
será que isto se pode incluir na categoria das propostas fracturantes de que a ala mais à esquerda da nosso parlamento tanto gosta?...
CDS-PP quer acabar com o galheteiro em nome do azeite
Lusa, Público on-line, 13 de maio, 19:30
O CDS-PP entregou hoje na Assembleia da República um projecto que visa proteger a pureza do azeite e que, na prática, pretende acabar com o tradicional galheteiro nos estabelecimentos públicos.
Numa declaração no plenário da Assembleia da República, o deputado do PP Herculano Gonçalves manifestou a preocupação do partido com as notícias recentes que dão conta da utilização de diversas misturas, nomeadamente em restaurantes, que prejudicam a qualidade do azeite.
"Esta é, quer do ponto de vista da manutenção da qualidade do produto, quer do ponto de vista da manutenção da saúde pública, uma situação preocupante que urge resolver", afirmou Herculano Gonçalves.
Com este objectivo, o CDS-PP entregou hoje no Parlamento um projecto que determina normas para o acondicionamento do azeite e do óleo de bagaço de azeitona servido à mesa em restaurantes, hospitais, cantinas e estabelecimentos similares.
De acordo com o projecto, as embalagens a servir ao público neste tipo de estabelecimentos não podem exceder uma capacidade máxima de 0,5 litros e terão de estar dotadas de sistemas de inviolabilidade que assegurem a não alteração do respectivo produto.
"Entende-se que estas embalagens substituirão, com vantagem e segurança para o consumidor final, o tradicional galheteiro", considerou o deputado popular.
No caso de o projecto do CDS ser aprovado, os produtores terão seis meses para se adaptarem ao novo sistema. Terminado este prazo, as coimas para os infractores podem ir desde os 750 euros até um máximo de 44.890 euros
#2
em tempo de celebração da 7ª arte no festival de Cannes, é preciso recordar que hoje se completam 87 anos de uma das primeiras sessões de cinema experimental levadas a cabo no nosso país.
O evento teve lugar lá para os lados da cova da iria, e foi presenciada por 3 espectadores que, além de estarem a mascar folhas alucinogénicas, não tinham pago bilhete.
espantados com a projecção, os meliantes juram a pés juntos ter visto uma luz e a imagem de uma virgem - embora não conste que a pelicula projectada tenha sido rodada num consultório de ginecologista (a arte poética de Jorge de Sousa Braga era então uma miragem).
não estando de todo excluida a teoria que defende o envolvimento de Manoel de Oliveira nesta primeira aparição (experimental) do cinema português - a descrição de uma oliveira que tremia muito pode ser indicio de tal), este momento, que marcou indelevelmente a jovem República Portuguesa, foi alvo de diversas interpretações, prevalecendo a teoria mistico-filosófica de que nossa senhora apareceu aos pastorinhos para lhes fazer algumas revelações.
a arte e a sua interepretação são e serão motivos de controversia.
em tempo de celebração da 7ª arte no festival de Cannes, é preciso recordar que hoje se completam 87 anos de uma das primeiras sessões de cinema experimental levadas a cabo no nosso país.
O evento teve lugar lá para os lados da cova da iria, e foi presenciada por 3 espectadores que, além de estarem a mascar folhas alucinogénicas, não tinham pago bilhete.
espantados com a projecção, os meliantes juram a pés juntos ter visto uma luz e a imagem de uma virgem - embora não conste que a pelicula projectada tenha sido rodada num consultório de ginecologista (a arte poética de Jorge de Sousa Braga era então uma miragem).
não estando de todo excluida a teoria que defende o envolvimento de Manoel de Oliveira nesta primeira aparição (experimental) do cinema português - a descrição de uma oliveira que tremia muito pode ser indicio de tal), este momento, que marcou indelevelmente a jovem República Portuguesa, foi alvo de diversas interpretações, prevalecendo a teoria mistico-filosófica de que nossa senhora apareceu aos pastorinhos para lhes fazer algumas revelações.
a arte e a sua interepretação são e serão motivos de controversia.
11.5.04
10.5.04
9.5.04
#1
tragam as camisas de forças
a avaliar pela notícia do Dn de hoje (que se reproduz parcialmente), a minha teoria da demência precoce do PSD ganha cada vez mais força: já não bastava darem atenção em demasia a paulo portas & sus muchachos, agora também lhes deu para elogiar o alberto joão, que, ainda por cima, está em plena deriva maoista.
O Congresso Nacional do PSD pode contar com a presença de Alberto João Jardim, que não resiste a participar num espectáculo com audiência assegurada. No dia de todos os elogios - Dias Loureiro confessou que gostaria que «o País, de norte a sul, fosse uma imensa Madeira» e José Luís Arnault apontou Jardim como «exemplo de ética e de dádiva à causa pública» - o líder madeirense foi a figura central do 1.º dia do Congresso regional do PSD/M e confirmou a sua participação, depois de ter assegurado que não iria àquele encontro dos sociais-democratas.
E foi neste clima, onde anunciou uma «Revolução Cultural» para a Madeira depois do sucesso da «Revolução Tranquila», que Jardim aproveitou as duas horas do discurso para antecipar a parte da intervenção que não repetirá quando subir à tribuna da reunião magna do partido de Durão Barroso dentro de quinze dias.(...)
tragam as camisas de forças
a avaliar pela notícia do Dn de hoje (que se reproduz parcialmente), a minha teoria da demência precoce do PSD ganha cada vez mais força: já não bastava darem atenção em demasia a paulo portas & sus muchachos, agora também lhes deu para elogiar o alberto joão, que, ainda por cima, está em plena deriva maoista.
O Congresso Nacional do PSD pode contar com a presença de Alberto João Jardim, que não resiste a participar num espectáculo com audiência assegurada. No dia de todos os elogios - Dias Loureiro confessou que gostaria que «o País, de norte a sul, fosse uma imensa Madeira» e José Luís Arnault apontou Jardim como «exemplo de ética e de dádiva à causa pública» - o líder madeirense foi a figura central do 1.º dia do Congresso regional do PSD/M e confirmou a sua participação, depois de ter assegurado que não iria àquele encontro dos sociais-democratas.
E foi neste clima, onde anunciou uma «Revolução Cultural» para a Madeira depois do sucesso da «Revolução Tranquila», que Jardim aproveitou as duas horas do discurso para antecipar a parte da intervenção que não repetirá quando subir à tribuna da reunião magna do partido de Durão Barroso dentro de quinze dias.(...)
8.5.04
#2
Nesta altura Kublai Kan imterrompia-o ou imaginava interrompê-lo, ou Marco Polo imaginava que era interrompido, com uma pergunta como: - caminhas sempre de cabeça virada para trás? - ou:- o que vês está sempre nas tuas costas? - ou melhor: - A tua viagem só se faz no passado?
Tudo para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou imaginarem que explicava ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de sí, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegando a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos.
(...)
- viajas para reviver o teu passado? - era agora a pergunta de Kan, que também podia ser formulada assim: - viajas para achar o teu futuro?
E a resposta de Marco - O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá.
Italo Calvino in As Cidades Invisíveis
Nesta altura Kublai Kan imterrompia-o ou imaginava interrompê-lo, ou Marco Polo imaginava que era interrompido, com uma pergunta como: - caminhas sempre de cabeça virada para trás? - ou:- o que vês está sempre nas tuas costas? - ou melhor: - A tua viagem só se faz no passado?
Tudo para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou imaginarem que explicava ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de sí, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegando a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos.
(...)
- viajas para reviver o teu passado? - era agora a pergunta de Kan, que também podia ser formulada assim: - viajas para achar o teu futuro?
E a resposta de Marco - O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá.
Italo Calvino in As Cidades Invisíveis
#1
o concerto de José Mário Branco no Coliseu foi, simplesmente, esmagador.
não sei se terei oportunidade de voltar a ver o Zé numa apresentação desta grandiosidade, mas tenho a certeza, e a noite de hoje confirmou-o mais uma vez, de que as suas sementes de música e inquietação estão bem lançadas.
ao poeta e ao homem agradeço esse enorme espetáculo que, por mais de uma vez, me soltou as lágrimas dos olhos.
o concerto de José Mário Branco no Coliseu foi, simplesmente, esmagador.
não sei se terei oportunidade de voltar a ver o Zé numa apresentação desta grandiosidade, mas tenho a certeza, e a noite de hoje confirmou-o mais uma vez, de que as suas sementes de música e inquietação estão bem lançadas.
ao poeta e ao homem agradeço esse enorme espetáculo que, por mais de uma vez, me soltou as lágrimas dos olhos.
7.5.04
#3
EVOLUÇÃO???
Quando o abismo fundo se configura como o cenário mais provável, restam-nos ainda os Surrealistas para dar cor à coisa.
"(...) Vem agora à memória do autor, não se sabe bem poruê, a frase inicial de um discurso: Reza assim:
A revolução não é um estado de coisas permanente e não podemos permitir-lhes que assim queira caminhar. A Corrente da Revolução desencadeada deve ser conduzida pelo canal da evolução.
Tudo nos levaria a crer que é uma frase recente, muito recente. Realmente, é de 6 de Julho.
6 de Julho de 1933 Adolf Hitler na Chancelaria do Reich, no seu discurso aos reichstatthalter nacionais e socialistas, todos perfilados e impecavelmente fardados. Ficariam conhecidos na generalidade por NAZIS. E foi o que se viu.
O Autor despede-se. Bastante chateado, como de costume, e razoavelmente atabafado. No entanto resolveu não desistir. Nunca desistir."
também esta passagem poderia ter sido escrito ontem, entre duas ou três divagações, mas foi trazida ao prelo em 1976, aquando do prefácio à segunda edição dos Contos do Gin-tónico, por Mário-Henrique Leiria.
EVOLUÇÃO???
Quando o abismo fundo se configura como o cenário mais provável, restam-nos ainda os Surrealistas para dar cor à coisa.
"(...) Vem agora à memória do autor, não se sabe bem poruê, a frase inicial de um discurso: Reza assim:
A revolução não é um estado de coisas permanente e não podemos permitir-lhes que assim queira caminhar. A Corrente da Revolução desencadeada deve ser conduzida pelo canal da evolução.
Tudo nos levaria a crer que é uma frase recente, muito recente. Realmente, é de 6 de Julho.
6 de Julho de 1933 Adolf Hitler na Chancelaria do Reich, no seu discurso aos reichstatthalter nacionais e socialistas, todos perfilados e impecavelmente fardados. Ficariam conhecidos na generalidade por NAZIS. E foi o que se viu.
O Autor despede-se. Bastante chateado, como de costume, e razoavelmente atabafado. No entanto resolveu não desistir. Nunca desistir."
também esta passagem poderia ter sido escrito ontem, entre duas ou três divagações, mas foi trazida ao prelo em 1976, aquando do prefácio à segunda edição dos Contos do Gin-tónico, por Mário-Henrique Leiria.
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