24.6.04

#2
Bandiera Rossa


também o metrografismos põe a sua bandeira à janela

23.6.04

#1
tal como nos anos anteriores, o governo esperou pelo início do verão para anunciar mais uma das suas bombásticas medidas.
enquanto a malta anda distraida com a bola e com o princípio do verão, os gajos põe em marcha um plano para reforma da segurança social que vai desregular todo o sistema, cortando os laços de solidariedade inter-geracional e, pior que isso, vai levar a que os que têm muito deixem de contribuir para as segurança social dos que pouco ou nada podem ter.
tudo isto apresentado no jornal da :2 por um mui cristão bagão félix, com o seu ar beato de quem não vai passar fome... que náusea!

#2

Poooora pá!!! o Combo tá d(r)ead
#2
"(...) todas as fés no mundo se baseiam em invenções. É essa a definição de : aceitação daquilo que imaginamos ser verdade, daquilo que não podemos provar. Todas as religiões descrevem Deus através de metáforas, de alegorias, de exageros, desde os antigos Egípcios até às catequistas dos nossos dias. As metáforas são uma maneira de ajudar as nossas mentes a processar o improcessável. Os problemas surgem quando começamos a acreditar literalmente nas nossas próprias metáforas (...)"
Dan Brown, in o Código Da Vinci

22.6.04

#1

há palavras qeu nos beijam
como se tivessem boca
(...)
palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte
(...)
Alexandre O'Neill
#3
"(...) a história é sempre escrita pelos vencedores. Quando duas culturas se chocam, a que perde é obliterada, e a que venceescreve os livros de história... livros que exaltam a sua própria causa e menosprezam a do inimigo derrotado. COmo Napoleão certa vez disee, " o que é a história senão uma fábula em relação à qual todos estão de acordo?" - sorriu. - Mas, pela sus própria natureza, a história é sempre um relato unilateral."

Dan Brown, in O Código Da Vinci
#2

Berlusconi, esse grande artista

21.6.04

#1

desde que a descobri nas ruas de Sintra, numa noite de verão, que faço a mim mesmo a seguinte pergunta: haverá flor mais charmosa que a magnólia?
até hoje não conheci nenhuma que a batesse na beleza, na suavidade e textura das pétalas, na graciosidade da forma do botão inicial, na maneira protectora como vai desabrochando, na magia das pétalas enrugadas e secas, cor de chá e ainda com vestígios de perfume, que se espalham pelo chão depois da flor cumprir as suas funções de reprodução e de espantar distraídos...
a magnólia, que os botânicos consideram como a mais antiga das flores, é, num poema que ainda não escrevi, a metáfora perfeita para o amor.
#2
reparei agora que há quase uma ano que ando por aqui metrografar.
foi numa noite de pouco sono, após ter "bebido" o segundo concerto em 3 dias da Adriana Calcanhotto, que decidi criar este espaço, transformando-o, a pouco a pouco e sem intenção declarada, num prolongamento dos meus dias.
se, como disse um dia disse a Sónia, com o meu blog "se consegue, ao menos, ir sabendo alguma coisa de ti", esta tem sido também uma forma de, directa ou indirectamente, eu ir descobrindo mais algumas coisas de e em mim.
com este post não estou, de madeira nenhuma, a querer entrar em balanço trágico-melancólicos. no entranto, lembrei-me que seria interessante se @s habitués do metrografismos - @s que conheço e @s ilustres anónim@s -, partilhassem comigo (e com @s outr@s)as impressões que este espaço vos tem suscitado ao longo deste tempo.
mandem-me então, via e-mail, as vossas opiniões. serão postadas no dia 26.
#1
uma breve consulta à edição de 2004 do borda d'água dar-me-ia, com precisão a data do solestício de verão.
não tendo à mão tão sábio almanaque, uso a estratégia de sempre: declaro o dia de hoje, 21 de junho, como O dia do solestício, aquele em que a luz solar é maior, aquele em que começa o verão- mais nada!
é um dia de que gosto muito pois a ideia dos dias longos é algo que me agrada particularmente. é também um dia cheio de memórias que são, como diz a canção, ora amargas ora doces.

19.6.04

#2
DE CORTAR A RESPIRAÇÃO...

Não só a imagem e a cor desta fotografia são de cortar a respiração, mas também a memória do cheiro e do calor de uma tarde de Setembro em Fez.
Situada no centro do país, nas franjas da cordilheira do rift e antes do médio atlas se impôr, Fez foi uma das capitais imperiais de Marrocos, sendo um ponto de confluência de mercadores e viajantes vindos da montanha, do mar e do deserto, ou seja, um ponto de encontro fervilhante, onde o comércio floresceu e ainda hoje se mantem activo.
A cidadela (medina) de Fez é um enorme formigueiro de ruas estreitas e labirinticas, habitado por algumas centenas de milhar de pessoas, onde a cada porta corresponde, seguramente, uma casa comercial. aqui tudo se vende e tudo se compra, desde os tradicionais tapetes marroquis à contrafacção perfeita do sapato desportivo da moda em Paris.
Esta teia de ruas é cruzada por homens, mulheres, crianças e animais. não existindo muitos cães na cidade - os muçulmnanos não são propriamente apreciadores deste demoníaco animal -, podemos encontrar por alí, para lá dos animais que, depois de mortos, servirão de alimento a toda aquela gente, centenas de burros que servem para o transporte de todos os bens que vêm do exterior, das botijas de gás à Coca Cola.
Os burriqueiros são donos e senhores das ruas. avançam com os seus animais carregados e gritam em altos berros: BALAK; BALAK!!, que é como quem diz: saiam da frente!!! e o melhor é mesmo arranjar um recanto onde nos possamos meter.
Para lá dos bens de consumo, os burros transportam também toneladas de peles para os tintureiros. estes lavoram num espaço que, sendo maior do que um campo de futebol, está coberto de pequenos tanques, cada um com espaço para um ou dois homens, onde se procede à curtição e coloração da pele. os tanques destinados a esta última actividade são os que se podem observar nesta fotografia. distinguem-se dos restantes pela coloração das suas águas, que é conseguida com corantes naturais trazidos das montanhas em redor da cidade. depois de lavoradas, as peles são postas a secar nos terraços de toda a medina.
As tinturarias devem constituir um dos poucos espaços amplos dentro da medina, sendo rodeadas por casas de habitação e, claro está, de comércio, cujas varandas são alugadas por curtos periodos de tempo aos curiosos que queiram ter uma vista previligiada sobre o que ali se vai passando.
Os homens que alí trabalham devem, calculo eu, ter uma vida curta: passam os dias sob um sol abrasador, mergulhados em corantes e água suja - apresentando a sua pele originais tonalidades - e sujeitos a um cheiro de cortar a respiração, tão nauseabundo que só um consumo contínuo de haxixe lhes dá uma certa tolerância olfactiva. organizam-se em cooperativas e repartem entre si o dinheiro oferecidos pelos visitantes que se atrevem a descer àquelas profundezas mal cheirosas... são, seguramente, explorados em cada minuto do seu trabalho, mas apresentam-se sempre de coração aberto, com uma gentileza que lhes está escrita no olhar e que eu não sei transcrever.
#1
A terra vista do céu, uma exposição de 120 fotografias aéreas de diversos pontos do mundo. está plantada, até 30 de setembro, no terreiro do paço - ao ar livre.
podem encontrar mais informações sobre este e outros trabalhos do autor aqui.
valeu bem a pena parar por ali umas horas a apreciá-la, a recordar viagens passadas e a alimentar o bicho nómada que me roi... e sempre cantarolando o mote de Caetano:
Terra, terra,
Por mais distante
o errante navegante
Quem jamais te esqueceria


18.6.04

#2

Am i losing my head?
#1
LA FURA volta a at(r)acar

(...)
Hoy, La Fura presenta Naumon: un barco mercante que surcará las aguas del Mediterráneo durante el 2004 y en el que convivirán diferentes contenedores artísticos, educativos y culturales. Naumon es el más audaz proyecto de La Fura dels Baus, que en el 2004 cumple 25 años de historia. Lejos de acomodarse en su trayectoria artística consolidada, los directores de la Fura asumen nuevos retos. Enlazando con sus inicios nómadas siguiendo los pasos que marcaban el carro y la mula, La Fura dels Baus se embarca en un viaje iniciático, en esta ocasión, a bordo del mercante Naumon.
Naumon: un escenario nómada para cruzar la oscuridad y deleitarse en la luz.
Naumon: la travesía de la imaginación el peregrinaje del enigma, el juego de la creación, la música del viento.
Naumon: la búsqueda de los deseos, el goce de las utopías
Naumon: el buque de la memoria, la inmersión en los recuerdos, el aire de los presentimientos.
Naumon: el amor a las formas, la línea del horizonte, la espiral infinita, el vértigo, el círculo dorado, el punto que interroga.
Naumon: el bosque de los mitos y de los dioses.
Naumon: el cuerpo, la sangre, la entraña, el alma, la palabra.
Naumon: la sonrisa del océano, la amistad del mar, la tempestad, la calma.
Naumon: la nave de los locos, la balsa de los demasiado cuerdos, la esperanza de los náufragos.
Naumon: fuego en el agua, remolino, vuelo, danza.
Naumon: el territorio de las preguntas.
Naumon: el barco de los libres.
(...)



17.6.04

#2
uma sesta de 20 minutos depois do almoço deixa-me muito mais fresco. mãos à obra.

16.6.04

#1
lembrei-me deste texto depois de ter lido Il Matto, em 2004)
#3
se há coisa que me chateia, é ter milhares de coisas para fazer e não sentir animo para pegar em qualquer uma delas.
#2

Fui ver, em mais uma reposição do 222, o maravilhoso io non ho paura (não tenho medo).
para lá do envolvimento criado pela história e fotografia do filme - qeu foi rodado em pelicula -, este foi também um reencontro com a lingua italiana e com as imensas paisagens do sul. fica a crítica do publico.

*******

No idílico Verão de 1978, numa pequena aldeia italiana, um rapaz de dez anos, Michele, descobre um outro rapaz, Filippo, que está escondido num buraco, mantido em cativeiro. Os dois tornam-se amigos e Michele acaba por descobrir que os seus próprios pais e os outros adultos da aldeia são responsáveis pelo cativeiro de Filippo. O rapaz vai então aprender, na sua tentativa de libertar Filippo, o que custa a liberdade.
#1
um poema Anónimo, dedicado aos e às abstencionistas

Canção de bater no chão
Nasce o sol trabalhamos.
põe-se o sol descansamos.
Cavamos um poço, para beber,
Lavramos um campo, p'ra comer:
O imperador e o seu poder
- Queremos lá saber!

Séc III AC, China

15.6.04

#1

campanha pós eleitoral
diga ao manel que vale menos que o MRPP (o que é duplamente mau)