#2
Fui ver, em mais uma reposição do 222, o maravilhoso io non ho paura (não tenho medo).
para lá do envolvimento criado pela história e fotografia do filme - qeu foi rodado em pelicula -, este foi também um reencontro com a lingua italiana e com as imensas paisagens do sul. fica a crítica do publico.
*******
No idílico Verão de 1978, numa pequena aldeia italiana, um rapaz de dez anos, Michele, descobre um outro rapaz, Filippo, que está escondido num buraco, mantido em cativeiro. Os dois tornam-se amigos e Michele acaba por descobrir que os seus próprios pais e os outros adultos da aldeia são responsáveis pelo cativeiro de Filippo. O rapaz vai então aprender, na sua tentativa de libertar Filippo, o que custa a liberdade.
16.6.04
14.6.04
13.6.04
#1
" (...)
alguém que acorde este país
que deite fogo aos alibís
(...)"
parece que a seleção grega de futebol deu ouvidos ao apelo do Zé Mário...
será que isto serviu para a malta se aperceber da esparrela em que caiu, ou vai tudo continuar a vendar os olhos com um trapo colorido e a queixar-se da baixa auto estima e do sr. scolari?
" (...)
alguém que acorde este país
que deite fogo aos alibís
(...)"
parece que a seleção grega de futebol deu ouvidos ao apelo do Zé Mário...
será que isto serviu para a malta se aperceber da esparrela em que caiu, ou vai tudo continuar a vendar os olhos com um trapo colorido e a queixar-se da baixa auto estima e do sr. scolari?
10.6.04
#4
essa tanga do dia de camões não me diz nada. é uma tradição que se mantem até aos dias de hoje, tendo sido uma história inventada, alimentada e explorada pelo fascismo para enaltecer um nacionalismo cinzento, um patriotismo serôdio.
não obstante, hoje é um dia como outro qualquer para as palavras do poeta.
Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto do suave pensamento
Me fez com que seus efeitos escrevesse.
Porém, temendo Amor que aviso desse,
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.
Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,
Verdades puras são, e não defeitos.
E sabei que, segundo o tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.
Luís de Camões
essa tanga do dia de camões não me diz nada. é uma tradição que se mantem até aos dias de hoje, tendo sido uma história inventada, alimentada e explorada pelo fascismo para enaltecer um nacionalismo cinzento, um patriotismo serôdio.
não obstante, hoje é um dia como outro qualquer para as palavras do poeta.
Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto do suave pensamento
Me fez com que seus efeitos escrevesse.
Porém, temendo Amor que aviso desse,
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.
Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,
Verdades puras são, e não defeitos.
E sabei que, segundo o tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.
Luís de Camões
9.6.04
#3
um dia surreal...
5 horas de sono mal dormido; o fim inesperado da campanha eleitoral; um calor de rachar; um taxista racista; uma escalada da calçada de S. Domingos um tanto ou quanto conturbada; alguns minutos do rodopio da urgência hospitalar (senti-me um agarrado na fila da metadona...); umas cerejas com um JP Simões sóbrio (??!!) que, com a voz grave de sempre, perorava acerca da revolução e da necessidade imperativa de um regresso ao essencial; a memória de Mario Viegas; o rossio coberto de relva sintética...
será que aconteceu mesmo, ou terei sonhado com tudo isto?
um dia surreal...
5 horas de sono mal dormido; o fim inesperado da campanha eleitoral; um calor de rachar; um taxista racista; uma escalada da calçada de S. Domingos um tanto ou quanto conturbada; alguns minutos do rodopio da urgência hospitalar (senti-me um agarrado na fila da metadona...); umas cerejas com um JP Simões sóbrio (??!!) que, com a voz grave de sempre, perorava acerca da revolução e da necessidade imperativa de um regresso ao essencial; a memória de Mario Viegas; o rossio coberto de relva sintética...
será que aconteceu mesmo, ou terei sonhado com tudo isto?
8.6.04
#2
O OBSCURANTISMO CONTINUA...
o Bloco denunciou, no barnabé o debate foi aceso.
depois de toda a polémica, este excremento, obviamente patrocinado pela direita mais reacionária e radical, continua a ser divulgado junto da população. para lá do exacrável conteúdo do dito panfleto (podem ver o resto nos aquivos do barnabé), este patrocinio torna-se mais obvio por ser notório que, por detrás desta campanha, aqui há muito dinheiro: o folheto foi distribuido, por exemplo, em todas as caixas de correio de alguns bairros periféricos da grande Lisboa - mesmo nas caixas que correspondem a casas vazias, que se identificam por estarem atafulhadas de papel, sinal inequivoco de que a distribuição é feita por equipas pagas.
FORKA PORTUGAL!
o Bloco denunciou, no barnabé o debate foi aceso.
depois de toda a polémica, este excremento, obviamente patrocinado pela direita mais reacionária e radical, continua a ser divulgado junto da população. para lá do exacrável conteúdo do dito panfleto (podem ver o resto nos aquivos do barnabé), este patrocinio torna-se mais obvio por ser notório que, por detrás desta campanha, aqui há muito dinheiro: o folheto foi distribuido, por exemplo, em todas as caixas de correio de alguns bairros periféricos da grande Lisboa - mesmo nas caixas que correspondem a casas vazias, que se identificam por estarem atafulhadas de papel, sinal inequivoco de que a distribuição é feita por equipas pagas.
FORKA PORTUGAL!
#1
tal como aconteceu com os seus restantes discos, bastou-me a audição de alguns acordes do primeiro tema para me apaixonar pelo mais recente trabalho de PJ Harvey.
é um disco muito coeso, mais complexo e dificil de assimilar do que aquilo que aparenta à primeira audição. ando pois a digeri-lo.
para já, as unicas coisas que me desagradam são o nome, que não tem nada a ver com nada, e a foto da capa do disco - a bela e fotogénica poly jean ficou completamente desfigurada neste instantâneo.
tal como aconteceu com os seus restantes discos, bastou-me a audição de alguns acordes do primeiro tema para me apaixonar pelo mais recente trabalho de PJ Harvey.
é um disco muito coeso, mais complexo e dificil de assimilar do que aquilo que aparenta à primeira audição. ando pois a digeri-lo.
para já, as unicas coisas que me desagradam são o nome, que não tem nada a ver com nada, e a foto da capa do disco - a bela e fotogénica poly jean ficou completamente desfigurada neste instantâneo.
7.6.04
#1
durão burloso disse, sobre a morte de Reagan, que todos os portugueses lhe têm uma divida de gratidão.
eu nego. a esse pistoleiro de série b, imitação mal conseguida de pato donald, não devo qualquer bom sentimento. são homens como este que tornam, a cada dia que passa, mais irrespirável o ar, que fazem deste mundo um lugar pior para nós e para @s vindour@s.
durão burloso disse, sobre a morte de Reagan, que todos os portugueses lhe têm uma divida de gratidão.
eu nego. a esse pistoleiro de série b, imitação mal conseguida de pato donald, não devo qualquer bom sentimento. são homens como este que tornam, a cada dia que passa, mais irrespirável o ar, que fazem deste mundo um lugar pior para nós e para @s vindour@s.
4.6.04
#2
TIANANMEN, 4 de Junho de 1989
Faz hoje 15 anos que assistimos estupefactos, pela TV, à brutalidade com que o Governo Chinês reprimiu milhões de pessoas que se concentravam na mais famosa praça de Beijing, exigindo, acima de tudo, liberdade.
A Revolução Socialista na China acabou cedo, pouco depois da longa marcha conduzida por mao. a pouco e pouco, recorrendo à repressão constante do povo, o vermelho da bandeira da grande China socialista transformou-se no sangue que as oligarquias corruptas e neo capitalistas asiáticas não se coibem de derramar em proveito próprio e em nome de um sonho que, todos os dias, vão enterrando mais um pouco.
1989 Foi o ano da grande viragem. vimos (e não esquecemos!)Tianamen e a queda do muro, dois momentos que simbolizaram o ruir de um sistema que se apresetava como perfeito, e a vitória de outro sistema que nunca o foi - já se sabia na altura e a história confirma-o todos os dias.
Há coisas que não têm emenda. o capitalismo é uma delas. o "socialismo", que dominou meio mundo durante boa parte do século XX, também não tinha. caiu de podre, abrindo espaço a uma crise na esquerda que começara com a chegada de Estaline ao poder e se tornara crescente desde a invasão da Hungria pelo exercito vermelho, nos fins da década de 50.
Mas as ideias de justiça, igualdade e liberdade que alimentam, desde sempre a luta de muitos homens e mulheres, permanecem, cada vez mais, actuais. na ressaca desta derrota anunciada, outras formas de ver o mundo ganharam espaço para crescer, ganhar corpo e florir, a luta contra o capitalismo selvagem pintou-se de outras cores. a mobilização mundial contra a guerra do Iraque, a luta dos indigenas de Chiapas, a luta d@s galeg@s contra o fuel do prestige, o crescente movimento dos forúns sociais que se alarga a todo o mundo ou as manifestações de hoje em Roma contra a visita de Bush são momentos visiveis e cruciais da luta emancipadora da humanidade a que alguns ousam chamar socialismo. e este socialismo, que não é uma meta a atingir mas sim uma construção forjada da luta e da partilha de todos os dias, só o poderá ser se mantiver este caracter de liberdade e permanente mudança.
Embora tenham outros contornos, os motivos que abriram espaço para a luta dos trabalhadores de chicago, à revolução de 1917, à grande marcha, ao maio de 68, ou da revoluçõa de Abril continuam a existir. uma pequena parte da humanidade continua a explorar a grande maioria, a servir-se dela em proveito próprio, explorando recursos de forma insane e desperdiçando "execedentes" enquanto a fome cresce. o desemprego e a precaridade no nosso país, as somas astronómicas de publicidade que a nike paga a tiger woods em contraste com a miséria qeu paga aos seus operários da tailandia, ou a dependencia do petroleo que o mercado insiste em amplair são alguns exemplos.
a democracia é uma farsa. exemplos são muitos, basta olhar para as mentiras de Aznar bush, blair e desse insignificante cherne. os homens e as mulheres que detinham o poder continuam a te-lo e a usá-lo como bem lhes apraz. Levantados do Chão, de saramago ilustra-o de forma exemplar.
Hoje, 15 anos mais tarde, é essencial lembrar para não esquecer, porque o que interessa no que foi é o que vai ser.
Faz hoje 15 anos que assistimos estupefactos, pela TV, à brutalidade com que o Governo Chinês reprimiu milhões de pessoas que se concentravam na mais famosa praça de Beijing, exigindo, acima de tudo, liberdade.
A Revolução Socialista na China acabou cedo, pouco depois da longa marcha conduzida por mao. a pouco e pouco, recorrendo à repressão constante do povo, o vermelho da bandeira da grande China socialista transformou-se no sangue que as oligarquias corruptas e neo capitalistas asiáticas não se coibem de derramar em proveito próprio e em nome de um sonho que, todos os dias, vão enterrando mais um pouco.
1989 Foi o ano da grande viragem. vimos (e não esquecemos!)Tianamen e a queda do muro, dois momentos que simbolizaram o ruir de um sistema que se apresetava como perfeito, e a vitória de outro sistema que nunca o foi - já se sabia na altura e a história confirma-o todos os dias.
Há coisas que não têm emenda. o capitalismo é uma delas. o "socialismo", que dominou meio mundo durante boa parte do século XX, também não tinha. caiu de podre, abrindo espaço a uma crise na esquerda que começara com a chegada de Estaline ao poder e se tornara crescente desde a invasão da Hungria pelo exercito vermelho, nos fins da década de 50.
Mas as ideias de justiça, igualdade e liberdade que alimentam, desde sempre a luta de muitos homens e mulheres, permanecem, cada vez mais, actuais. na ressaca desta derrota anunciada, outras formas de ver o mundo ganharam espaço para crescer, ganhar corpo e florir, a luta contra o capitalismo selvagem pintou-se de outras cores. a mobilização mundial contra a guerra do Iraque, a luta dos indigenas de Chiapas, a luta d@s galeg@s contra o fuel do prestige, o crescente movimento dos forúns sociais que se alarga a todo o mundo ou as manifestações de hoje em Roma contra a visita de Bush são momentos visiveis e cruciais da luta emancipadora da humanidade a que alguns ousam chamar socialismo. e este socialismo, que não é uma meta a atingir mas sim uma construção forjada da luta e da partilha de todos os dias, só o poderá ser se mantiver este caracter de liberdade e permanente mudança.
Embora tenham outros contornos, os motivos que abriram espaço para a luta dos trabalhadores de chicago, à revolução de 1917, à grande marcha, ao maio de 68, ou da revoluçõa de Abril continuam a existir. uma pequena parte da humanidade continua a explorar a grande maioria, a servir-se dela em proveito próprio, explorando recursos de forma insane e desperdiçando "execedentes" enquanto a fome cresce. o desemprego e a precaridade no nosso país, as somas astronómicas de publicidade que a nike paga a tiger woods em contraste com a miséria qeu paga aos seus operários da tailandia, ou a dependencia do petroleo que o mercado insiste em amplair são alguns exemplos.
a democracia é uma farsa. exemplos são muitos, basta olhar para as mentiras de Aznar bush, blair e desse insignificante cherne. os homens e as mulheres que detinham o poder continuam a te-lo e a usá-lo como bem lhes apraz. Levantados do Chão, de saramago ilustra-o de forma exemplar.
Hoje, 15 anos mais tarde, é essencial lembrar para não esquecer, porque o que interessa no que foi é o que vai ser.
3.6.04
2.6.04
#2
os meus anseios sintetizados em poucas palavras
original achado n'o quarto do pulha
quando sai a versão de 8x3m?
original achado n'o quarto do pulha
quando sai a versão de 8x3m?
1.6.04
#1
hotel de Seteais, Sintra
a manhã estava fresca e coberta pela tipica neblina de sintra. chegamos cedo e todo aquele relvado me encheu as medidas. o primeiro impulso foi desatar a correr e só parar no fim, perto das roseiras que o delimitam junto ao hotel. o verde a passar-me debaixo dos pés, o espaço a abrir-se à minha frente e o sol a abrir o dia, as árvores enormes e agitadas pela brisa. A manhã foi passada em corridas, atrás d@s outr@s e de uma qualquer bola.
haverá sensação mais parecida com a felicidade do que esta?
na hora do almoço o farnel, até aí muito bem guardado no cesto de vime rectangular que me aconpanhava diariamente. não havia colher para a gelatina!
durante a tarde, já com calor, um casamento lá ao fundo. as pernas já não chegavam para outra corrida, antes do regresso a casa.
foi há vinte anos (!!??). é a primeira de muitas (e variadas) recordações que tenho deste lugar que faz parte da minha vida.
fiquei com todo o filme desta excursão escolar gravado na memória e, quando penso em liberdade, ainda hoje me imagino a correr por aquele relvado fora.
hotel de Seteais, Sintra
a manhã estava fresca e coberta pela tipica neblina de sintra. chegamos cedo e todo aquele relvado me encheu as medidas. o primeiro impulso foi desatar a correr e só parar no fim, perto das roseiras que o delimitam junto ao hotel. o verde a passar-me debaixo dos pés, o espaço a abrir-se à minha frente e o sol a abrir o dia, as árvores enormes e agitadas pela brisa. A manhã foi passada em corridas, atrás d@s outr@s e de uma qualquer bola.
haverá sensação mais parecida com a felicidade do que esta?
na hora do almoço o farnel, até aí muito bem guardado no cesto de vime rectangular que me aconpanhava diariamente. não havia colher para a gelatina!
durante a tarde, já com calor, um casamento lá ao fundo. as pernas já não chegavam para outra corrida, antes do regresso a casa.
foi há vinte anos (!!??). é a primeira de muitas (e variadas) recordações que tenho deste lugar que faz parte da minha vida.
fiquei com todo o filme desta excursão escolar gravado na memória e, quando penso em liberdade, ainda hoje me imagino a correr por aquele relvado fora.
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