2.6.04

#2
os meus anseios sintetizados em poucas palavras

original achado n'o quarto do pulha
quando sai a versão de 8x3m?
#1

a não perder: Lost in Supermarket, um original dos Clash, recriado por Emir kusturica e a sua No Smoking Band.

1.6.04

#1

hotel de Seteais, Sintra
a manhã estava fresca e coberta pela tipica neblina de sintra. chegamos cedo e todo aquele relvado me encheu as medidas. o primeiro impulso foi desatar a correr e só parar no fim, perto das roseiras que o delimitam junto ao hotel. o verde a passar-me debaixo dos pés, o espaço a abrir-se à minha frente e o sol a abrir o dia, as árvores enormes e agitadas pela brisa. A manhã foi passada em corridas, atrás d@s outr@s e de uma qualquer bola.
haverá sensação mais parecida com a felicidade do que esta?
na hora do almoço o farnel, até aí muito bem guardado no cesto de vime rectangular que me aconpanhava diariamente. não havia colher para a gelatina!
durante a tarde, já com calor, um casamento lá ao fundo. as pernas já não chegavam para outra corrida, antes do regresso a casa.
foi há vinte anos (!!??). é a primeira de muitas (e variadas) recordações que tenho deste lugar que faz parte da minha vida.
fiquei com todo o filme desta excursão escolar gravado na memória e, quando penso em liberdade, ainda hoje me imagino a correr por aquele relvado fora.

#1
postar ou não postar?
eis uma questão interessante, mas é já tão tarde e estou tão cansado que não vou perder tempo a pensar nela.

29.5.04

#1


Prisioneiro em Fez

O deserto não me deixa dormir
Escrevo à luz da querosene
mais uma mensagem desesperada
-talvez nas montanhas a sul de Chauén-
Em vão
Eis-me aqui prisioneiro
de mim mesmo com a única saída bloqueada:
o coração

Jorge de Sousa Braga
O Poeta Nu

28.5.04

#2
momento de grande inspiração, repigado por aí

n'Os Dias Silenciosos II
(O silêncio
- cortado -
fica.
O impulso
nascendo.)

C.
#1

PALESTINA, 2004

há 15 anos, em Berlim, a humanidade aprendeu que até os muros mais improváveis acabam por cair. lembro-me como se fosse hoje e acredito que este também cairá

27.5.04

#2

e se não chegasse já o que vem no post anterior, o último paragráfo da notícia versa sobre outro grande motivo de orgulho nacional, a violência doméstica:

"(...) Finalmente, quanto à violência contra as mulheres, a Amnistia Internacional cita a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres para dizer que em cada mês morrem, em média, cinco mulheres vítimas de violência doméstica. "Apesar de a legislação de 1991 prever unidades de polícia especializadas no combate à violência doméstica, estas não tinham sido criadas até ao final de 2003", lamenta a Amnistia no relatório."
#1

a polícia protege-nos, mas...
quem nos protege da polícia?


Relatório relativo a 2003
Amnistia Internacional denuncia violência policial e insegurança nas prisões em Portugal

Lusa, 26 de Maio de 2004

O relatório de 2003 da Amnistia Internacional denuncia o "uso desproporcionado" da força pela polícia portuguesa, a excessiva duração da prisão preventiva e a falta de segurança nas cadeias.

Portugal surge referenciado regularmente nos relatórios da Amnistia Internacional por maus tratos das autoridades policiais, sobrelotação e violência nas cadeias e casos de racismo.

No relatório deste ano, a Amnistia Internacional denuncia ainda "a lentidão do sistema judicial" e a insegurança nas prisões, quer por agressões auto-infligidas, quer por violência entre detidos. "Foram consideradas inadequadas as medidas tomadas para prevenir as agressões auto-infligidas e entre reclusos e para identificar detidos vulneráveis, indiciando de forma preocupante que as autoridades não estariam a proteger adequadamente o direito à vida da população prisional", afirma o relatório.

Em algumas cadeias portuguesas, prossegue o relatório, as condições sanitárias continuam abaixo das normas internacionais, sendo que, em Fevereiro de 2002, 17 por cento dos detidos ainda usavam baldes em vez de sanitas.

No que respeita à violência policial, "o uso das armas de fogo pelas forças policiais continuou a ser preocupante".

A Amnistia cita, para exemplificar, um reparo da Inspecção-Geral da Administração Interna, de Novembro passado, quando esta entidade chamou a atenção para seis disparos fatais efectuados pela polícia desde o início de 2003 e considerou que as autoridades policiais não estariam a garantir o uso de armas de fogo apenas em circunstâncias excepcionais.

A Amnistia Internacional assinala ainda que o comissário do Conselho da Europa para os Direitos Humanos criticou a "prática da suspensão de acções disciplinares, no decorrer da investigação criminal, e pelo seu arquivamento quando não eram feitas quaisquer acusações".

No que respeita ao racismo e discriminação, a Amnistia Internacional refere que foram tomadas medidas para integrar ciganos, mas diz que continuou a existir discriminação, particularmente na educação, habitação e acesso ao emprego e serviços sociais.

"Houve relatos de perseguições e tratamentos discriminatórios com ciganos, por parte de forças policiais. Houve, também, relatos de tentativas de intimidação de grupos ciganos por grupos de população local, levando-os a abandonar a área", diz a AI.
(...)

26.5.04

#2
impressões de culinária
um testo na panela ou o lume baixo para a água não levantar fervura são boas estratégias. no entanto qualquer pessoa precisa, de vez em quando, de deixar o tacho transbordar, porque, para aprender a cozinhar, é preciso não ter medo de sujar o fogão.
#1
Fui a uma conferência na gulbenkian e, em pleno auditório, o meu telemóvel desapareceu. não sei se foi perdido ou palmado por algum bem vestido ou alguma larápia disfarçada de tia, o que é certo é que ainda não apareceu.
não que faça muita questão em reaver essa pestinha feita de plástico e componentes electronicos, mas a agenda faz-me muita falta, tem números irrecuperáveis.
Se alguém o vir por aí, que o mande regressar a casa.

25.5.04

#4

AGORA


Agora
que o verão se intromete
pela noite longa
volto a escrever
nestas cartas quentes
os melros solitários

Agora
Que das papoilas azuis
se revoltou a memória
Abandono o sedentarismo
Das palavras
E volto a morrer em mim

André
#3

Esta noite, no seu discurso à nação - a partir da Escola de Guerra do Exército, em Carlisle - Bush falou da tortura levada a cabo pelas tropas da coligação na prisão de Abu Ghraib, Iraque, tendo enrolado diversas vezes a lingua ao tentar dizer o nome deste local.
eu cá não sou de intrigas, mas parece-me que a verdadeira explicação para a anunciada demolição daquela prisão reside nas dificuldades de pronuncia de george w...
#2
já repararam na seleção musical dos DJ's do Metro de Lisboa? tem momentos absoluta genialidade.
é lindo ouvir ney matogrosso ou sex pistols às 9 da manhã!

24.5.04

#1

estou para aqui há um quarto de hora a tentar entrar no metrografismos e nada.
desisto. vou dormir antes que me passe de vez.
e espero bem que amanhã me devolvam o blog, senão temos chatice da séria.
#1

estou para aqui há um quarto de hora a tentar entrar no metrografismos e nada.
desisto. vou dormir antes que me passe de vez.
e espero bem que amanhã me devolvam o blog, senão temos chatice da séria.
#1

estou cheio de sono.
desesperado de sono.
#1

where the streets have no name

I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
That hold me inside.
I wanna reach out
And touch the flame
Where the streets have no name.

I wanna feel sunlight on my face.
I see the dust-cloud
Disappear without a trace.
I wanna take shelter
From the poison rain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.

We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).

The city's a flood, and our love turns to rust.
We're beaten and blown by the wind
Trampled in dust.
I'll show you a place
High on a desert plain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.

We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).

U2, The Joshua Tree

23.5.04

#1

Nothing as it seems

don't feel like home, he's a little out...
and all these words elope, it's nothing like your poem
putting in, inputting in, don't feel like methadone
a scratching voice all alone, there's nothing like your baritone
it's nothing as it seems, the little that he needs, it's home
the little that he sees, is nothing he concedes, it's home
one uninvited chromosome, a blanket like the ozone
it's nothing as it seems, all that he needs, it's home
the little that he frees, is nothing he believes
saving up a sunny day, something maybe two tone
anything of his own, a chip off the cornerstone
who's kidding, rainy day
a one way ticket headstone
occupations overthrown, a whisper through a megaphone
it's nothing as it seems, the little that he needs, it's home
the little that he sees, is nothing he concedes, it's home
and all that he frees, a little bittersweet, it's home
it's nothing as it seems, the little that you see, it's home...

Pearl Jam in Binaural

22.5.04

#1
esta foi a surpresa do dia, pela voz de Marisa Monte.

Bem Que Se Quis
Bem que se quis
depois de tudo ainda ser feliz
mas já nao há caminho pra voltar.
O que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?

Mas tanto faz,
ja me esqueci de te esquecer porque
o teu desejo é o meu melhor prazer
e o meu destino é querer sempre mais
a minha estrada corre pro teu mar

Agora vem pra perto vem
vem depressa vem sem fim dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu
vem meu amor vem pra mim,
me abraca devagar,
me beija e me faz esquecer.

Marisa Monte, in M