#1
um terrorista é um tipo com bombas mas sem aviões.
jacques vervés,
advogado francês que até defenderia bush, se este se desse como culpado
10.5.04
9.5.04
#1
tragam as camisas de forças
a avaliar pela notícia do Dn de hoje (que se reproduz parcialmente), a minha teoria da demência precoce do PSD ganha cada vez mais força: já não bastava darem atenção em demasia a paulo portas & sus muchachos, agora também lhes deu para elogiar o alberto joão, que, ainda por cima, está em plena deriva maoista.
O Congresso Nacional do PSD pode contar com a presença de Alberto João Jardim, que não resiste a participar num espectáculo com audiência assegurada. No dia de todos os elogios - Dias Loureiro confessou que gostaria que «o País, de norte a sul, fosse uma imensa Madeira» e José Luís Arnault apontou Jardim como «exemplo de ética e de dádiva à causa pública» - o líder madeirense foi a figura central do 1.º dia do Congresso regional do PSD/M e confirmou a sua participação, depois de ter assegurado que não iria àquele encontro dos sociais-democratas.
E foi neste clima, onde anunciou uma «Revolução Cultural» para a Madeira depois do sucesso da «Revolução Tranquila», que Jardim aproveitou as duas horas do discurso para antecipar a parte da intervenção que não repetirá quando subir à tribuna da reunião magna do partido de Durão Barroso dentro de quinze dias.(...)
tragam as camisas de forças
a avaliar pela notícia do Dn de hoje (que se reproduz parcialmente), a minha teoria da demência precoce do PSD ganha cada vez mais força: já não bastava darem atenção em demasia a paulo portas & sus muchachos, agora também lhes deu para elogiar o alberto joão, que, ainda por cima, está em plena deriva maoista.
O Congresso Nacional do PSD pode contar com a presença de Alberto João Jardim, que não resiste a participar num espectáculo com audiência assegurada. No dia de todos os elogios - Dias Loureiro confessou que gostaria que «o País, de norte a sul, fosse uma imensa Madeira» e José Luís Arnault apontou Jardim como «exemplo de ética e de dádiva à causa pública» - o líder madeirense foi a figura central do 1.º dia do Congresso regional do PSD/M e confirmou a sua participação, depois de ter assegurado que não iria àquele encontro dos sociais-democratas.
E foi neste clima, onde anunciou uma «Revolução Cultural» para a Madeira depois do sucesso da «Revolução Tranquila», que Jardim aproveitou as duas horas do discurso para antecipar a parte da intervenção que não repetirá quando subir à tribuna da reunião magna do partido de Durão Barroso dentro de quinze dias.(...)
8.5.04
#2
Nesta altura Kublai Kan imterrompia-o ou imaginava interrompê-lo, ou Marco Polo imaginava que era interrompido, com uma pergunta como: - caminhas sempre de cabeça virada para trás? - ou:- o que vês está sempre nas tuas costas? - ou melhor: - A tua viagem só se faz no passado?
Tudo para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou imaginarem que explicava ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de sí, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegando a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos.
(...)
- viajas para reviver o teu passado? - era agora a pergunta de Kan, que também podia ser formulada assim: - viajas para achar o teu futuro?
E a resposta de Marco - O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá.
Italo Calvino in As Cidades Invisíveis
Nesta altura Kublai Kan imterrompia-o ou imaginava interrompê-lo, ou Marco Polo imaginava que era interrompido, com uma pergunta como: - caminhas sempre de cabeça virada para trás? - ou:- o que vês está sempre nas tuas costas? - ou melhor: - A tua viagem só se faz no passado?
Tudo para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou imaginarem que explicava ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de sí, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegando a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos.
(...)
- viajas para reviver o teu passado? - era agora a pergunta de Kan, que também podia ser formulada assim: - viajas para achar o teu futuro?
E a resposta de Marco - O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá.
Italo Calvino in As Cidades Invisíveis
#1
o concerto de José Mário Branco no Coliseu foi, simplesmente, esmagador.
não sei se terei oportunidade de voltar a ver o Zé numa apresentação desta grandiosidade, mas tenho a certeza, e a noite de hoje confirmou-o mais uma vez, de que as suas sementes de música e inquietação estão bem lançadas.
ao poeta e ao homem agradeço esse enorme espetáculo que, por mais de uma vez, me soltou as lágrimas dos olhos.
o concerto de José Mário Branco no Coliseu foi, simplesmente, esmagador.
não sei se terei oportunidade de voltar a ver o Zé numa apresentação desta grandiosidade, mas tenho a certeza, e a noite de hoje confirmou-o mais uma vez, de que as suas sementes de música e inquietação estão bem lançadas.
ao poeta e ao homem agradeço esse enorme espetáculo que, por mais de uma vez, me soltou as lágrimas dos olhos.
7.5.04
#3
EVOLUÇÃO???
Quando o abismo fundo se configura como o cenário mais provável, restam-nos ainda os Surrealistas para dar cor à coisa.
"(...) Vem agora à memória do autor, não se sabe bem poruê, a frase inicial de um discurso: Reza assim:
A revolução não é um estado de coisas permanente e não podemos permitir-lhes que assim queira caminhar. A Corrente da Revolução desencadeada deve ser conduzida pelo canal da evolução.
Tudo nos levaria a crer que é uma frase recente, muito recente. Realmente, é de 6 de Julho.
6 de Julho de 1933 Adolf Hitler na Chancelaria do Reich, no seu discurso aos reichstatthalter nacionais e socialistas, todos perfilados e impecavelmente fardados. Ficariam conhecidos na generalidade por NAZIS. E foi o que se viu.
O Autor despede-se. Bastante chateado, como de costume, e razoavelmente atabafado. No entanto resolveu não desistir. Nunca desistir."
também esta passagem poderia ter sido escrito ontem, entre duas ou três divagações, mas foi trazida ao prelo em 1976, aquando do prefácio à segunda edição dos Contos do Gin-tónico, por Mário-Henrique Leiria.
EVOLUÇÃO???
Quando o abismo fundo se configura como o cenário mais provável, restam-nos ainda os Surrealistas para dar cor à coisa.
"(...) Vem agora à memória do autor, não se sabe bem poruê, a frase inicial de um discurso: Reza assim:
A revolução não é um estado de coisas permanente e não podemos permitir-lhes que assim queira caminhar. A Corrente da Revolução desencadeada deve ser conduzida pelo canal da evolução.
Tudo nos levaria a crer que é uma frase recente, muito recente. Realmente, é de 6 de Julho.
6 de Julho de 1933 Adolf Hitler na Chancelaria do Reich, no seu discurso aos reichstatthalter nacionais e socialistas, todos perfilados e impecavelmente fardados. Ficariam conhecidos na generalidade por NAZIS. E foi o que se viu.
O Autor despede-se. Bastante chateado, como de costume, e razoavelmente atabafado. No entanto resolveu não desistir. Nunca desistir."
também esta passagem poderia ter sido escrito ontem, entre duas ou três divagações, mas foi trazida ao prelo em 1976, aquando do prefácio à segunda edição dos Contos do Gin-tónico, por Mário-Henrique Leiria.
6.5.04
4.5.04
3.5.04
#2
a cooperativa Mó de Vida está a preparar a celebração do dia internacional do comércio justo, a 8 de Maio. é também neste dia que o espaço da mó (no pragal) celebra 1 ano de actividade, motivos de sobra para festejar!
fica o link, para quem estiver interessado em conhecer o espaço e as actividades desta associação. valem bem a pena!
a cooperativa Mó de Vida está a preparar a celebração do dia internacional do comércio justo, a 8 de Maio. é também neste dia que o espaço da mó (no pragal) celebra 1 ano de actividade, motivos de sobra para festejar!
fica o link, para quem estiver interessado em conhecer o espaço e as actividades desta associação. valem bem a pena!
#1
a Associação Abril em Maio continua em grande produção, preparando-se para inaugurar mais uma edição, a décima, da sua Feira de Maio.
este evento configura-se como uma feira alternativa onde se vendem produtos diversos, se apresentam multiplas actividades culturais e se partilham muitas ideias.
para quem é adepto de eventos do main stream, não conhece a Associação e o seu lindo espaço de funcionamento (uma antiga biseladora, situada nos Anjos), esta é uma oportunidade a não perder.
fica a apresentação da feira e o link para o programa.
10ª FEIRA DE MAIO
13 a 17 de Maio, Regueirão dos Anjos
BOLA AO CENTRO
Como todos os anos, a Abril em Maio realiza uma Feira de Maio, cinco dias de Feira com livros, discos, vídeos nem sempre fáceis de encontrar, objectos feitos a mão por quem sabe e lhe apetece, biológicos e caseiros (do rabanete à aguardente passando pelos queijos e doces), reciclados (papéis, cadernos e blocos), segunda mão de tudo um pouco, etc. ,etc.
A Feira de Maio realiza-se este ano entre 13 e 17 de Maio e chama-se “Bola ao centro”.
Como todos os anos, durante a Feira, há colóquios, espectáculos, música, oficinas, este ano sobretudo à volta do Futebol e da Cidade.
Participa nestas actividades gente de varias áreas – da política às artes: Francisco Martins Rodrigues, Jorge Silva Melo, Eduarda Dionísio, Nuno Pacheco, Fernando Catroga, Eugénio Alves, João Mesquita, A. Ribeiro Cardoso, Pitum (Keil do Amaral), Marc Perelman, Patrick Vassort, Vítor Silva Tavares, José Paiva, António Marques, Margarida Guia, Thomas Bakk, Jean-Pierre Garnier, Helena Roseta, Vitor Matias Ferreira, André Ruivo, Alain Corbel, o grupo de jazz “Combo”, o grupo de teatro “Estaca Zero”, Bárbara Assis Pacheco, Sofia Areal, Cátia Salgueiro, Maria Rogel del Hoyo, Sofia Verdon, Regina Guimarães, Ghyslaine Fritz, entre outros.
Muitos já participaram noutras actividades da Abril em Maio, que faz agora 10 anos, nomeadamente os colaboradores já habituais que vêm de França (Marc Perelman, Jean-Pierre Garnier, Margarida Guia).
PROGRAMA
a Associação Abril em Maio continua em grande produção, preparando-se para inaugurar mais uma edição, a décima, da sua Feira de Maio.
este evento configura-se como uma feira alternativa onde se vendem produtos diversos, se apresentam multiplas actividades culturais e se partilham muitas ideias.
para quem é adepto de eventos do main stream, não conhece a Associação e o seu lindo espaço de funcionamento (uma antiga biseladora, situada nos Anjos), esta é uma oportunidade a não perder.
fica a apresentação da feira e o link para o programa.
13 a 17 de Maio, Regueirão dos Anjos
BOLA AO CENTRO
Como todos os anos, a Abril em Maio realiza uma Feira de Maio, cinco dias de Feira com livros, discos, vídeos nem sempre fáceis de encontrar, objectos feitos a mão por quem sabe e lhe apetece, biológicos e caseiros (do rabanete à aguardente passando pelos queijos e doces), reciclados (papéis, cadernos e blocos), segunda mão de tudo um pouco, etc. ,etc.
A Feira de Maio realiza-se este ano entre 13 e 17 de Maio e chama-se “Bola ao centro”.
Como todos os anos, durante a Feira, há colóquios, espectáculos, música, oficinas, este ano sobretudo à volta do Futebol e da Cidade.
Participa nestas actividades gente de varias áreas – da política às artes: Francisco Martins Rodrigues, Jorge Silva Melo, Eduarda Dionísio, Nuno Pacheco, Fernando Catroga, Eugénio Alves, João Mesquita, A. Ribeiro Cardoso, Pitum (Keil do Amaral), Marc Perelman, Patrick Vassort, Vítor Silva Tavares, José Paiva, António Marques, Margarida Guia, Thomas Bakk, Jean-Pierre Garnier, Helena Roseta, Vitor Matias Ferreira, André Ruivo, Alain Corbel, o grupo de jazz “Combo”, o grupo de teatro “Estaca Zero”, Bárbara Assis Pacheco, Sofia Areal, Cátia Salgueiro, Maria Rogel del Hoyo, Sofia Verdon, Regina Guimarães, Ghyslaine Fritz, entre outros.
Muitos já participaram noutras actividades da Abril em Maio, que faz agora 10 anos, nomeadamente os colaboradores já habituais que vêm de França (Marc Perelman, Jean-Pierre Garnier, Margarida Guia).
PROGRAMA
1.5.04
#4
e por falar nas relações entre as autarquias e o ramo imobiliário, fiquem sabendo que 50% da facturação da Camara de Sintra no ano de 2003 veio directamente dos impostos sobre o imobiliário.
fernando seara, o presidente-careca-benfiquista, diz que esta % está a diminuir, mas, com este esquema de funcionamento, nunca poderá deixar de haver especulação imobiliária, porque, para os executivos municipais enrascados,esta é uma verdadeira fonte que não esgota.
e por falar nas relações entre as autarquias e o ramo imobiliário, fiquem sabendo que 50% da facturação da Camara de Sintra no ano de 2003 veio directamente dos impostos sobre o imobiliário.
fernando seara, o presidente-careca-benfiquista, diz que esta % está a diminuir, mas, com este esquema de funcionamento, nunca poderá deixar de haver especulação imobiliária, porque, para os executivos municipais enrascados,esta é uma verdadeira fonte que não esgota.
#3
oh por favor... como podem dizer uma coisa destas??????
só falta acrescentar que a estação de metro da falagueira, construida ao pé da zona, também foi prevista nesta maquinação... e que as lagrimas do Sr. Joaquim Raposo, esse homem tão honesto, são cristalinas como as dos crocodilos.
Câmara da Amadora Projectou Urbanizar Terrenos da Bombardier
Por CATARINA SERRA LOPES, Publico, 01 de Maio de 2004
Os terrenos da Bombardier, indústria metalomecânica pesada, localizada na Venda Nova, no concelho da Amadora, que encerrou as instalações e despediu mais de 300 empregados no passado mês de Março, estarão destinados para a construção de uma urbanização desde Julho de 2002.
A acusação foi suscitada quinta-feira à noite na Assembleia Municipal da Amadora por elementos da plataforma de luta contra o prolongamento da Circular Regional Interior de Lisboa. De acordo com as declarações de membros desta força local, a Câmara da Amadora terá encomendado há dois anos um estudo de urbanização para a zona da Venda Nova e da Falagueira, no qual aparece o espaço actualmente ocupado pela Bombardier, sem a indústria mas com prédios de habitação no seu lugar.
O alegado estudo, da autoria do arquitecto Bruno Soares e com data de Julho de 2002, vem contrariar as declarações do primeiro-ministro, Durão Barroso, que ainda recentemente garantiu publicamente que os terrenos da Bombardier nunca deixariam de ser destinados à indústria e que não seria permitida qualquer alteração do Plano Director Municipal da Amadora. Na assembleia municipal, o presidente do município, o socialista Joaquim Raposo, foi confrontado sobre a existência do referido estudo de urbanização e as suas implicações.
Em tom de acusação, um dos elementos da plataforma levou a assistência a crer que a falência da Bombardier terá sido um processo pensado com anos de antecedência, "visto ser mais rentável construir habitação naquele terreno do que ter ali a fábrica a funcionar a construir comboios". Joaquim Raposo manteve-se, por seu lado, imperturbável, não respondendo às acusações feitas, nem prestando quaisquer explicações acerca deste assunto. Uma postura que manteve mesmo após a sessão da assembleia, escusando-se a comentar a questão.
Os responsáveis pela Bombardier, por seu lado, mostraram-se totalmente surpresos com a existência do alegado estudo de urbanização e afiançaram não ter conhecimento de qualquer projecto de urbanização para a zona. "O único conhecimento que existe é de um protocolo que a autarquia nos apresentou há uns anos e pelo qual pretendiam que cedêssemos uns terrenos da fábrica para construção de uns arruamentos", esclareceu uma fonte oficial da empresa contactada pelo PÚBLICO. "Mas não assinámos nem esse protocolo, nem nenhum. Aliás, a fábrica irá continuar em funcionamento com 100 trabalhadoras nestas mesmas instalações. Não estamos a pensar ceder o terreno seja para que fim for", rematou o porta-voz da Bombardier.
oh por favor... como podem dizer uma coisa destas??????
só falta acrescentar que a estação de metro da falagueira, construida ao pé da zona, também foi prevista nesta maquinação... e que as lagrimas do Sr. Joaquim Raposo, esse homem tão honesto, são cristalinas como as dos crocodilos.
Câmara da Amadora Projectou Urbanizar Terrenos da Bombardier
Por CATARINA SERRA LOPES, Publico, 01 de Maio de 2004
Os terrenos da Bombardier, indústria metalomecânica pesada, localizada na Venda Nova, no concelho da Amadora, que encerrou as instalações e despediu mais de 300 empregados no passado mês de Março, estarão destinados para a construção de uma urbanização desde Julho de 2002.
A acusação foi suscitada quinta-feira à noite na Assembleia Municipal da Amadora por elementos da plataforma de luta contra o prolongamento da Circular Regional Interior de Lisboa. De acordo com as declarações de membros desta força local, a Câmara da Amadora terá encomendado há dois anos um estudo de urbanização para a zona da Venda Nova e da Falagueira, no qual aparece o espaço actualmente ocupado pela Bombardier, sem a indústria mas com prédios de habitação no seu lugar.
O alegado estudo, da autoria do arquitecto Bruno Soares e com data de Julho de 2002, vem contrariar as declarações do primeiro-ministro, Durão Barroso, que ainda recentemente garantiu publicamente que os terrenos da Bombardier nunca deixariam de ser destinados à indústria e que não seria permitida qualquer alteração do Plano Director Municipal da Amadora. Na assembleia municipal, o presidente do município, o socialista Joaquim Raposo, foi confrontado sobre a existência do referido estudo de urbanização e as suas implicações.
Em tom de acusação, um dos elementos da plataforma levou a assistência a crer que a falência da Bombardier terá sido um processo pensado com anos de antecedência, "visto ser mais rentável construir habitação naquele terreno do que ter ali a fábrica a funcionar a construir comboios". Joaquim Raposo manteve-se, por seu lado, imperturbável, não respondendo às acusações feitas, nem prestando quaisquer explicações acerca deste assunto. Uma postura que manteve mesmo após a sessão da assembleia, escusando-se a comentar a questão.
Os responsáveis pela Bombardier, por seu lado, mostraram-se totalmente surpresos com a existência do alegado estudo de urbanização e afiançaram não ter conhecimento de qualquer projecto de urbanização para a zona. "O único conhecimento que existe é de um protocolo que a autarquia nos apresentou há uns anos e pelo qual pretendiam que cedêssemos uns terrenos da fábrica para construção de uns arruamentos", esclareceu uma fonte oficial da empresa contactada pelo PÚBLICO. "Mas não assinámos nem esse protocolo, nem nenhum. Aliás, a fábrica irá continuar em funcionamento com 100 trabalhadoras nestas mesmas instalações. Não estamos a pensar ceder o terreno seja para que fim for", rematou o porta-voz da Bombardier.
#2
Apesar da aparente segurança do maestro luis filipe pereira, o barco da saúde está memos a ir ao fundo. e os ratos já começaram a saltar borda fora...
Responsável pela Unidade de Missão dos Hospitais SA Demite-se
Público, 1 de Maio, 2004
O encarregado da unidade de missão para os hospitais SA, José Mendes Ribeiro, pediu ontem a demissão ao ministro da Saúde. Segundo soube o PÚBLICO, as razões prendem-se com divergências quanto à chefia do novo Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).
Este sistema, apresentado publicamente na terça-feira por Luís Filipe Pereira, foi desenvolvido pela equipa de Mendes Ribeiro, que coordena e tutela toda a actividade relacionada com a gestão e funcionamento dos hospitais-empresa, uma das grandes bandeiras deste ministério.
Ontem à tarde, o encarregado da unidade de missão conversou com o ministro, tendo defendido que a sua equipa deveria ficar responsável pela chefia do SIGIC. Luís Filipe Pereira terá discordado e mostrou-se irredutível na decisão de não entregar o SIGIC, que será aplicado não só os 30 hospitais SA no âmbito da unidade de missão, mas a todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde. O ministro defendeu que o sistema deverá ficar sobre a sua tutela directa.
(...)
Apesar da aparente segurança do maestro luis filipe pereira, o barco da saúde está memos a ir ao fundo. e os ratos já começaram a saltar borda fora...
Responsável pela Unidade de Missão dos Hospitais SA Demite-se
Público, 1 de Maio, 2004
O encarregado da unidade de missão para os hospitais SA, José Mendes Ribeiro, pediu ontem a demissão ao ministro da Saúde. Segundo soube o PÚBLICO, as razões prendem-se com divergências quanto à chefia do novo Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).
Este sistema, apresentado publicamente na terça-feira por Luís Filipe Pereira, foi desenvolvido pela equipa de Mendes Ribeiro, que coordena e tutela toda a actividade relacionada com a gestão e funcionamento dos hospitais-empresa, uma das grandes bandeiras deste ministério.
Ontem à tarde, o encarregado da unidade de missão conversou com o ministro, tendo defendido que a sua equipa deveria ficar responsável pela chefia do SIGIC. Luís Filipe Pereira terá discordado e mostrou-se irredutível na decisão de não entregar o SIGIC, que será aplicado não só os 30 hospitais SA no âmbito da unidade de missão, mas a todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde. O ministro defendeu que o sistema deverá ficar sobre a sua tutela directa.
(...)
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