15.4.04

#2
tentei novamente instalar o windows 98 neste máquina de calcular gigante que aqui tenho.
depois de mais este gigantesco falhanço so me resta uma de duas soluções:
1- fundar um clube de utilizadores de clássicos
2- passar-me o mais depressa possível para o linux

life's hard...
#1

Belleville Rendez-vous





um filme a não perder de vista, uma pincelada alegre a lembrar uma versão desenhada e colorida de tatti, uma lição imperdivel sobre máfia, avós, psicologia canina e fugas intempestivas.

14.4.04

#5

aprendi, finalmente, a gamar imagens noutras páginas...
agora é que ninguém me agarra.
#4


exemplo a seguir




imagem gamada no grão de areia
#3

o metrografismos associa-se ao barnabé nesta campanha

assinem e divulguem!

Petição: Zé Manel para o Iraque

José Manuel Fernandes, director do Público e brilhante sacristão do neoconservadorismo português, criticou hoje a retirada dos civis no Iraque, sob risco de se transmitir «sinais de fraqueza» perante a crescente resistência do povo iraquiano à ocupação imperialista.

A esquerda está atenta e lançou um movimento nacional para enviarmos JMF para o Iraque, servindo como escudo humano. Assinem a petição e divulguem-na. Parodiem o extremismo desta direita e combatam a ocupação. Se formos bem sucedidos, Pacheco Pereira está na calha.


#2

esta anda a latejar-me na cabeça desde que acordei:

hey bobbY marley
sing something god to me
this world goo crazy
it's an emergency!

manu chao

13.4.04

#1

pedaço do sublime:

nocturno em Mi bemol maior opus 9 nº2, Fréderic Chopin

todo o prazer, sem calorias
#2

se fosse um caracol, estaria, certamente, longe dos horrores da especulação imobiliária.
como a natureza não me fez gastropode - ou seja o meu estomago não serve para a locomoção e o meu ranho só dá para uns miseros pacotes de klinex p+or semana - tenho de me contentar com a sorte de não acabar entre oregãos, malaguetas e bejecas.
a luta continua, a casa é um direito.
ufff.
#1

Contra o Terror

Por MAHOMED YIOSSUF MOHAMED ADAMGY *
Público, 12 de Abril de 2004

"Quem matar uma pessoa, sem que esta tenha cometido homicídio ou semeado a corrupção na terra, será considerado como se tivesse morto todo o género humano: e quem a salvar será considerado como se tivesse salvo todo o género humano".

(Alcorão, 5:32).

A AL FURQÁN, na sua qualidade de humilde Voz Portuguesa do Islão, CONDENA veementemente os atentados terroristas de 11 de Março, em Madrid, como condena os assassinatos e os massacres de inocentes na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, no Burundi, na Thetchénia, etc., considerando-os actos de guerra contra humanidade. O terror e a guerra alimentam-se um do outro.

É lamentável termos que assistir a humanidade deixando valores divinos de lado para poder reunir mais poder ou riquezas em troca de vidas inocentes, invasões arbitrárias de países, humilhação de povos, colocação de ditaduras com o rótulo de democracias, etc.

Mesmo supondo que os autores sejam professos da Religião Islâmica, isso não pode e não deve significar que a culpa seja de todos os adeptos do Islão, assim como não podemos culpar todos os cristãos pelas Cruzadas que massacraram centenas de milhares de inocentes muçulmanos, judeus, inclusive próprios cristãos, nem condenar todos os judeus pelos massacres que todos os dias são praticados pelo Governo de Ariel Sharon contra os palestinianos.

Um ano depois do início da guerra contra o Iraque, a promessa de uma melhoria dos direitos humanos para os iraquianos está longe de se cumprir, conforme revelou a Amnistia Internacional nesta quinta-feira, num relatório que denuncia as "flagrantes violações" dos direitos humanos, e constatando que mais de 10.000 civis iraquianos morreram desde o início da guerra anglo-americana no Iraque, sobretudo devido a um uso excessivo da força por parte das tropas americanas ou em circunstâncias duvidosas"

Hoje sabe-se que os factos que serviram de justificação para a guerra, invasão e ocupação do Iraque junto da opinião pública internacional foram exagerados, ou mesmo inventados. E ao invés do que prometeram os senhores da guerra o Médio Oriente (e mesmo o mundo) não é hoje um lugar mais seguro. Com a agravante de ter não só aumentando a espiral da violência como, também, ter proporcionado a construção do Muro da Maior Vergonha de Israel.

Actualmente, a Europa está preocupada com as organizações que usam o terror sob a aparência do Islão, e esta preocupação não está mal colocada. É óbvio que aqueles que levam a cabo o terror e os seus apoiantes devem ser punidos de acordo com o critério judicial internacional, que tenha um peso e uma medida. Contudo, um ponto mais importante a considerar são as estratégias correctas que têm que ser prosseguidas, para encontrar soluções viáveis para estes problemas, no sentido de, finalmente, alcançar a tão almejada paz no mundo.

A Europa assumirá, seguramente, medidas mais dissuasivas para responder ao terror e tem o direito de o fazer. Contudo, tem que ficar explicitamente estabelecido que esta não é uma guerra contra o Islão e contra os Muçulmanos mas, pelo contrário, uma medida que serve os melhores interesses de Paz e do Islão. O "Confronto das Civilizações", como muito bem afirmou há dias o Sr. Presidente da República Portuguesa, deve, a todo o custo, ser evitado. Deve ser proporcionada ajuda para a expansão do "Verdadeiro Islão" - o qual é uma religião de amor, amizade, paz e fraternidade - e para a sua verdadeira compreensão pelas sociedades Islâmicas.

A solução para as facções radicais nos países Islâmicos não deve ser a "secularização forçada". Pelo contrário, uma tal política incitaria mais a reacções das massas e alimentaria o radicalismo. A solução é a disseminação do verdadeiro Islão e de um papel modelo de um Muçulmano que abraça os valores humanitários do Alcorão, tais como direitos humanos, democracia, liberdade, bons princípios morais, ciência e estética, e que oferece felicidade e glória à humanidade.

A fonte do terrorismo é a ignorância e o fanatismo, sendo que a solução é a educação. Aos círculos que simpatizam com o terror, deve ser dito que o terror está completamente contra o Islão, que o terror apenas prejudica o Islão, os Muçulmanos e a Humanidade de uma forma geral. Além disso, a estas pessoas deve ser proporcionada educação de modo a serem purificadas desta barbaridade. O apoio da Europa para uma tal política educativa produziria resultados muito positivos.

* Director da Revista Islâmica Portuguesa Al Furqán

12.4.04

#1

quiseste mudar o mundo a ferro e fogo, e agora tens de pedir permissão...

Sara para Giulia, in A Melhor Juventude

Aqui posto de Comando, transmito:
esta é uma observação que se adequa aos/às que caiem na cantiga de que abril é só evolução, e para ser fixada pel@s que acreditam n@ R.

8.4.04

#3

História

Fiz sempre de casa verso um caminho para longe
uma fuga, um pranto, uma despedida,
construí sempre,
com os dilacerantes materiais uma
dolorosa arte,
uma casa na penumbra,
nos vales esquecidos.
Ninguém me visita,
ninguém sobe a minha colina,
nestes dias de inverno,
neste país do medo onde uma magoada mãe
edificou o ninho nos altos ramos da tempestade.
Ninguém reconhece, nos traços leves de cada ruga,
as aterradoras inscrições de uma vida,
as lâminas doces que atravessaram os
pulsos do sonhador.

José Agostinho Baptista
#2
parece que a sofia está, pedacinho a pedacinho, a regressar à blogosfera.
porque esta é uma realidade feita de pedaços, resta-me saudar, por inteiro, esse regresso.
#1

fui dar uso ao cartão medeia.
pela quarta vez este ano senti o envolvente prazer do escuro do cinema, o silêncio da tela onde correm vidas e onde passam tempos irreais.
quando andava na faculdade era costume baldar-me às aulas à 6ª à tarde para ir às estreias do king. adorava ir lá e ter a sala só para mim, ou então encontrar estranhas personagens que, de uma forma ou de outra, me alimentavam o imaginário com as histórias que contavam ou pareciam contar.
também ia noutros dias da semana, a sala vazia e os filmes vindos de sabe-se lá onde sempre foram optima companhia. muitas vezes nem sabia ao que ia, o que deu direito a grandes surpresas, como por exemplo a vida sonahda dos anjos ou funny games, e a grandes desilusões (se bem que poucas), como o rio.
hoje fui ver a primeira parte de a melhor juventude, de Marco Tulia Giordana.
3 horas non stop, senza fermata, perdido na história de uma itália convulsa dos anos 60 e 70. a trama é ligeira, fácil de acompanhar. as referências são muitas e a fotografias é muito boa. o modo como a luz é filmada traz-me recordações exactas, faz-me divagar.
espero ansiosamente pela segunda parte, conto ve-la ainda esta semana.
fica o apontamento do público.

--XX--XX--XX

É a história de uma família italiana do fim dos anos 60 até aos nossos dias. No centro da história, dois irmãos: Nicola e Matteo. No início, partilham os mesmos sonhos, as mesmas esperanças, leituras, amizades. Até ao dia em que o encontro com uma jovem rapariga com problemas psíquicos ditará o destino de cada um e separará os seus caminhos: Nicola decide estudar psiquiatria e Matteo abandona os estudos e entra na polícia. Para além dos dois irmãos, a família é ainda composta por duas irmãs, Giovanna e Francesca, o pai e a mãe, os amigos, as companheiras, os filhos... Todos eles vão fazer reviver acontecimentos e lugares que tiveram um papel crucial na história de Itália: das cheias de Florença à luta contra a Máfia, dos grandes jogos de futebol contra a Coreia e a Alemanha às canções que marcaram gerações, da cidade de Turin dos anos 70 à Milão dos anos 80, dos movimentos estudantis ao terrorismo, da crise dos anos 90 à tentativa de inovação e construção de um país moderno. As personagens perseguem os seus sonhos atravessando a História: crescem, magoam-se, criam novas ilusões em que apostam todas as suas energias. "La Meglio Gioventù - A Melhor Juventude" - título de uma recolha de poemas de Pasolini mas também uma velha canção dos caçadores dos alpes italianos - é o fresco de uma geração que, apesar de todas as suas contradições, ingenuidade ou até mesmo violência deslocada, se esforçou por tornar o mundo em algo um pouco melhor. (O filme, com duração aproximada de seis horas, é exibido em duas partes.)

6.4.04

#3

Crucifixo

À noite
ela desfila com o catecismo
e contornos que apelam ao pecado
apetece tocar-lhe no crucifixo
e saltar do trapézio
para lugares genuínos

Firmino Bernarno, in Dn Jovem, 6/4/004
#2

dez anos depois

(...)
and i swear that i don't have a gun
no, i don't have a gun
no i don't have a gun
(...)

kurt Cobain, Nirvana, in nevermind
#1

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

(...)

Chico Buarque


4.4.04

#1

o cherne deveria saber: quem vai à guerra, dá e leva.
cá por mim não teriam existido razões para os gnr's terem apanhado este susto em nassiria.
regresso da gnr já!

2.4.04

#1
apesar de serem duas da manhã e de estar morto de cansaço (ainda não cheiro a podre), obriguei-me a vir ao blog e postar este esclarecimento:
o post de ontem, que anunciava o fim do blog, foi uma divagação de primeiro de abril.
a quem se mostrou preocupado com o (falso) anuncio da minha blogodesistência, os meus agradecimentos.
vou dormir.
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

1.4.04

#2

vou acabar com isto!
#1

depois da derrota de ontem de scolari e seus muchachos, sempre quero ver como é que o governo se vai desculpar da prevista pessima participação da seleção de futebol no euro 2004.... andam a prometer vitórias, mas nem a feijões a coisa resulta.
forca portugal!