#3
"Gosto das pessoas que se perdem: se pudesse também eu me perderia"
Ena Lúcia Portela in cem garrafas numa parede
29.2.04
#2
Força Portugal
há coisas que me desconcertam...
há uns meses, uma série de gajos baldaram-se ao trabalho para ir à bola. a desculpa foi clara: trabalho político.
no entanto, se uma série de outros gajos decide levantar questões dificeis, perguntar, divergir e pôr em causa... os gajos da bola acusam logo, de dedo espetado: querem mexer com questões de consciência individual, querem fazer aproveitamento político.
Forca Portugal!
Força Portugal
há coisas que me desconcertam...
há uns meses, uma série de gajos baldaram-se ao trabalho para ir à bola. a desculpa foi clara: trabalho político.
no entanto, se uma série de outros gajos decide levantar questões dificeis, perguntar, divergir e pôr em causa... os gajos da bola acusam logo, de dedo espetado: querem mexer com questões de consciência individual, querem fazer aproveitamento político.
Forca Portugal!
27.2.04
#3
recebi, da parte de Mr Ginger, o mail abaixo transcrito. como este amigo é grande utilizador do sistema de comentários do metrografismos, penso que é justo dar-lhe algum direito de antena.
se derem uma volta pela tasca deste great vodka snifer, não percam os diferentes episódios da sua genial blogonovela, na qual eu próprio começo a ter um papel venezuelano.
--XX--XX--XX--
viva,
sei q este mail n serve para nada
mas mesmo assim devo escreve-lo
.....................................
caro andré metrografista,
a tua (excelente) participación na blogonovala n é + que una forma de
pressao para colocares comentarios no blog
presumo q n cedas a pressoes e/ou chantagens
(espero bem q n o faças. das-me muito jeito assim "casmurrito")
encontrei-te a parceira ideal, q tanbien morre de amores por ti
saudações bloguisticas
ginger ale (aka great vodka snifer)
:P
recebi, da parte de Mr Ginger, o mail abaixo transcrito. como este amigo é grande utilizador do sistema de comentários do metrografismos, penso que é justo dar-lhe algum direito de antena.
se derem uma volta pela tasca deste great vodka snifer, não percam os diferentes episódios da sua genial blogonovela, na qual eu próprio começo a ter um papel venezuelano.
--XX--XX--XX--
viva,
sei q este mail n serve para nada
mas mesmo assim devo escreve-lo
.....................................
caro andré metrografista,
a tua (excelente) participación na blogonovala n é + que una forma de
pressao para colocares comentarios no blog
presumo q n cedas a pressoes e/ou chantagens
(espero bem q n o faças. das-me muito jeito assim "casmurrito")
encontrei-te a parceira ideal, q tanbien morre de amores por ti
saudações bloguisticas
ginger ale (aka great vodka snifer)
:P
26.2.04
#2
porque há ideias que são cavalos desenfreados nos sonhos.
Horses
Horses in my dreams
Like waves, like the sea
They pull out of here
They pull, they are free
Rode a horse around the world
Along the tracks of a train
Broke the record, found the gold
Set myself free again
I have pulled myself clear
Horses in my dreams
Like waves, like the sea
On the tracks of a train
Set myself free again
I have pulled myself clear
PJ Harvey, in Storys from the City...
porque há ideias que são cavalos desenfreados nos sonhos.
Horses
Horses in my dreams
Like waves, like the sea
They pull out of here
They pull, they are free
Rode a horse around the world
Along the tracks of a train
Broke the record, found the gold
Set myself free again
I have pulled myself clear
Horses in my dreams
Like waves, like the sea
On the tracks of a train
Set myself free again
I have pulled myself clear
PJ Harvey, in Storys from the City...
#1
apesar de ser bastante brando com os privados, o autor deste texto traça, de uma forma sintética, o quadro geral da Saúde no nosso país...
sugiro leitura atenta a quem quer perceber o que se esconde por detrás do misterioso sorriso do Sr. Luis Filipe Pereira, ex administrador do grupo mello e actual ministro da saúde.
Um Alerta: Há Doença na Saúde
Por A. REIS MARQUES
público, 26 de Fevereiro de 2004
O Ministério da Saúde seguiu uma estratégia consonante com a política do Governo, cuja linha orientadora dominante é o definhamento do papel social do Estado e a sua substituição pela iniciativa privada. O Estado está a desenvencilhar-se progressivamente das suas obrigações sociais, com o cidadão indefeso perante o poder económico e as forças do mercado, ficando um espectro de devastação da organização, da cultura e da motivação dos profissionais dos vários sectores.
São as receitas neoliberais expandidas a nível global, com o endeusamento do mercado e a subordinação das pessoas e do seu bem-estar às leis que comandam a oferta e a procura.
Sabemos que está na moda o conceito de que nada no mundo moderno pode escapar às determinantes macroeconómicas. Este não é o nosso paradigma, estamos interessados em procurar alternativas.
A economia só é determinante porque pode influenciar o bem-estar do homem. A saúde é para todos um bem inestimável, por isso um direito social que deverá ser garantido sem discriminações a todos os cidadãos. É uma marca determinante de um projecto solidário da sociedade.
O resultado das alterações introduzidas recentemente na saúde está aí: o capital financeiro vai apanhar o grande volume de negócios que este sector representa, com o actual Governo a preparar o clima propício à privatização da maior parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para já, fez uma habilidade contabilística, tirando os défices da saúde do Orçamento do Estado, passando parte dos hospitais a SA (sociedades anónimas). Outros, os novos hospitais a construir, vão sê-lo em parceria com entidades privadas. Os hospitais SA já consumiram o capital social com que foram dotados e, a partir de 2004, vão ter necessidade de novos investimentos, sendo provável a cedência nessa altura de parte do seu capital a investidores privados. Assim, é previsível que grande parte do sector público vá para o privado.
As últimas notícias publicadas na comunicação social sobre os hospitais SA mostram que a sua contabilidade, a forma como estão a operar, os gestores escolhidos, o privilégio que dão a alguns doentes (os que têm seguros), a falta de material que se vai fazendo notar, os problemas ligados aos contratos de trabalho dos funcionários, a selecção adversa que vão praticando são indicadores do desnorte que vai no ministério.
Os actuais responsáveis ministeriais elaboraram também novas leis para a gestão dos hospitais e centros de saúde não SA e, passados quase dois anos, nada aconteceu quanto à eficiência e à eficácia destes serviços. Antes pelo contrário, tudo se conjuga para rapidamente os centros de saúde serem acoplados aos hospitais SA, garantindo-se assim um bolo conjunto de doentes aos futuros compradores destas redes de unidades. A grande novidade é a nomeação em profusão dos homens e mulheres dos partidos do Governo para muitos dos conselhos de administração, não apresentando a maioria deles qualquer currículo que os recomende ou a mínima experiência no sector. A sua falta de competência é na generalidade gritante, mas vem-se consumando a corrida aos "jobs for the family", já visível em todas as empresas públicas. A verdade é que rapidamente tudo vai desmoronar-se, como exemplarmente está a acontecer na Figueira da Foz e noutros SA.
Conhecemos a necessidade imperiosa de alterar as regras de funcionamento da nossa administração e em particular do SNS. Há muito a mudar para conseguirmos ganhos em saúde, mas temos a certeza de que, apesar disso, o sector da saúde é o que melhor funciona na nossa administração.
À cultura de serviço público que o molda, é necessário juntar modernos modelos de gestão das estruturas complexas que são hoje as unidades de saúde. Este ministro levantou a bandeira da empresarialização, dizendo com alguma demagogia que com esta metodologia conseguiria um atendimento de qualidade e geriria melhor os recursos. Mas gerir não é, no seu entendimento, estudar as necessidades em saúde e alocar recursos para atingir os objectivos ou rentabilizar os já instalados. Gerir, para o Governo, é reduzir os gastos de qualquer maneira, sem critérios, sem tentar avaliar as consequências. A gestão não está ao serviço das pessoas, mas ao serviço da economia, transformando-se rapidamente numa ideologia, sem valores, sem moral, sem ética.
Na saúde, é perigosa a adopção das leis do mercado como princípio fundamental na modernização e competitividade da prestação, até porque não configura um verdadeiro mercado e está em jogo um dos bens mais sagrados das pessoas.
O sector público tem de dispor da espinha dorsal do sistema (grandes hospitais e centros de saúde estratégicos) para facilmente poder corrigir as distorções e as discriminações. O SNS, que embora seja hoje um mal-amado, é um produto generoso e solidário de várias gerações, certidão de garantia da saúde para os portugueses, e que precisa de ser agilizado para cumprir o papel de motor das transformações e dos avanços científicos.
O Estado tem de ser o regulador e, sem poder de intervenção, a regulação fica prejudicada. Só com um sector público moderno e eficiente se pode fazer uma efectiva regulação. De outra forma, nada nos afiança a equidade tanto no acesso, como nos processos de diagnóstico e terapêutica utilizados, em suma, a qualidade da prestação.
A privatização não é por si uma solução; há bons e maus gestores privados, boas e más empresas privadas. A solução passa por fazer uma correcta análise das necessidades e dotação das administrações regionais com meios para as satisfazer, pela avaliação dos serviços, pela responsabilização dos directores dos serviços, pela criação de incentivos à produtividade e à qualidade. Passa também pela gestão conjugada das várias unidades de uma região, facilitando a referenciação, estudando possíveis complementaridades, aproveitando totalmente as competências e os recursos humanos, gerindo clinicamente os doentes, tendo em atenção as suas necessidades em saúde e pela optimização da relação custo/eficácia dos procedimentos.
A nossa visão do futuro próximo é pessimista, pela possível diminuição da qualidade, com a provável exclusão de muitos estratos populacionais dos cuidados mais sofisticados, com o progressivo definhar do serviço público e a sua substituição por unidades privadas. Sabemos que uma prestação social pode ser feita contratualmente por privados, mas a saúde é um bem em que a qualidade pode ser facilmente mascarada, e os beneficiários do serviço, quase sempre debilitados, não estão em condições para a avaliarem correctamente e, muito menos, reivindicarem melhores condições.
Não há entidade reguladora nem meios para ressarcir em tempo útil danos que a voragem da produtividade vai originar. Só os médicos assumindo a provedoria do doente o podem proteger das discriminações.
A iniciativa privada necessária deve subordinar-se a princípios éticos, pelo que a iniciativa dos profissionais, das IPSS, ou outras entidades com experiência no sector seriam de privilégio. Pretendemos que não se reproduzam em Portugal os erros de outros países. Temos de assumir que há custos sociais a suportar para a dignificação da condição humana.
Presidente do conselho regional do Centro da Ordem dos Médicos
apesar de ser bastante brando com os privados, o autor deste texto traça, de uma forma sintética, o quadro geral da Saúde no nosso país...
sugiro leitura atenta a quem quer perceber o que se esconde por detrás do misterioso sorriso do Sr. Luis Filipe Pereira, ex administrador do grupo mello e actual ministro da saúde.
Um Alerta: Há Doença na Saúde
Por A. REIS MARQUES
público, 26 de Fevereiro de 2004
O Ministério da Saúde seguiu uma estratégia consonante com a política do Governo, cuja linha orientadora dominante é o definhamento do papel social do Estado e a sua substituição pela iniciativa privada. O Estado está a desenvencilhar-se progressivamente das suas obrigações sociais, com o cidadão indefeso perante o poder económico e as forças do mercado, ficando um espectro de devastação da organização, da cultura e da motivação dos profissionais dos vários sectores.
São as receitas neoliberais expandidas a nível global, com o endeusamento do mercado e a subordinação das pessoas e do seu bem-estar às leis que comandam a oferta e a procura.
Sabemos que está na moda o conceito de que nada no mundo moderno pode escapar às determinantes macroeconómicas. Este não é o nosso paradigma, estamos interessados em procurar alternativas.
A economia só é determinante porque pode influenciar o bem-estar do homem. A saúde é para todos um bem inestimável, por isso um direito social que deverá ser garantido sem discriminações a todos os cidadãos. É uma marca determinante de um projecto solidário da sociedade.
O resultado das alterações introduzidas recentemente na saúde está aí: o capital financeiro vai apanhar o grande volume de negócios que este sector representa, com o actual Governo a preparar o clima propício à privatização da maior parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para já, fez uma habilidade contabilística, tirando os défices da saúde do Orçamento do Estado, passando parte dos hospitais a SA (sociedades anónimas). Outros, os novos hospitais a construir, vão sê-lo em parceria com entidades privadas. Os hospitais SA já consumiram o capital social com que foram dotados e, a partir de 2004, vão ter necessidade de novos investimentos, sendo provável a cedência nessa altura de parte do seu capital a investidores privados. Assim, é previsível que grande parte do sector público vá para o privado.
As últimas notícias publicadas na comunicação social sobre os hospitais SA mostram que a sua contabilidade, a forma como estão a operar, os gestores escolhidos, o privilégio que dão a alguns doentes (os que têm seguros), a falta de material que se vai fazendo notar, os problemas ligados aos contratos de trabalho dos funcionários, a selecção adversa que vão praticando são indicadores do desnorte que vai no ministério.
Os actuais responsáveis ministeriais elaboraram também novas leis para a gestão dos hospitais e centros de saúde não SA e, passados quase dois anos, nada aconteceu quanto à eficiência e à eficácia destes serviços. Antes pelo contrário, tudo se conjuga para rapidamente os centros de saúde serem acoplados aos hospitais SA, garantindo-se assim um bolo conjunto de doentes aos futuros compradores destas redes de unidades. A grande novidade é a nomeação em profusão dos homens e mulheres dos partidos do Governo para muitos dos conselhos de administração, não apresentando a maioria deles qualquer currículo que os recomende ou a mínima experiência no sector. A sua falta de competência é na generalidade gritante, mas vem-se consumando a corrida aos "jobs for the family", já visível em todas as empresas públicas. A verdade é que rapidamente tudo vai desmoronar-se, como exemplarmente está a acontecer na Figueira da Foz e noutros SA.
Conhecemos a necessidade imperiosa de alterar as regras de funcionamento da nossa administração e em particular do SNS. Há muito a mudar para conseguirmos ganhos em saúde, mas temos a certeza de que, apesar disso, o sector da saúde é o que melhor funciona na nossa administração.
À cultura de serviço público que o molda, é necessário juntar modernos modelos de gestão das estruturas complexas que são hoje as unidades de saúde. Este ministro levantou a bandeira da empresarialização, dizendo com alguma demagogia que com esta metodologia conseguiria um atendimento de qualidade e geriria melhor os recursos. Mas gerir não é, no seu entendimento, estudar as necessidades em saúde e alocar recursos para atingir os objectivos ou rentabilizar os já instalados. Gerir, para o Governo, é reduzir os gastos de qualquer maneira, sem critérios, sem tentar avaliar as consequências. A gestão não está ao serviço das pessoas, mas ao serviço da economia, transformando-se rapidamente numa ideologia, sem valores, sem moral, sem ética.
Na saúde, é perigosa a adopção das leis do mercado como princípio fundamental na modernização e competitividade da prestação, até porque não configura um verdadeiro mercado e está em jogo um dos bens mais sagrados das pessoas.
O sector público tem de dispor da espinha dorsal do sistema (grandes hospitais e centros de saúde estratégicos) para facilmente poder corrigir as distorções e as discriminações. O SNS, que embora seja hoje um mal-amado, é um produto generoso e solidário de várias gerações, certidão de garantia da saúde para os portugueses, e que precisa de ser agilizado para cumprir o papel de motor das transformações e dos avanços científicos.
O Estado tem de ser o regulador e, sem poder de intervenção, a regulação fica prejudicada. Só com um sector público moderno e eficiente se pode fazer uma efectiva regulação. De outra forma, nada nos afiança a equidade tanto no acesso, como nos processos de diagnóstico e terapêutica utilizados, em suma, a qualidade da prestação.
A privatização não é por si uma solução; há bons e maus gestores privados, boas e más empresas privadas. A solução passa por fazer uma correcta análise das necessidades e dotação das administrações regionais com meios para as satisfazer, pela avaliação dos serviços, pela responsabilização dos directores dos serviços, pela criação de incentivos à produtividade e à qualidade. Passa também pela gestão conjugada das várias unidades de uma região, facilitando a referenciação, estudando possíveis complementaridades, aproveitando totalmente as competências e os recursos humanos, gerindo clinicamente os doentes, tendo em atenção as suas necessidades em saúde e pela optimização da relação custo/eficácia dos procedimentos.
A nossa visão do futuro próximo é pessimista, pela possível diminuição da qualidade, com a provável exclusão de muitos estratos populacionais dos cuidados mais sofisticados, com o progressivo definhar do serviço público e a sua substituição por unidades privadas. Sabemos que uma prestação social pode ser feita contratualmente por privados, mas a saúde é um bem em que a qualidade pode ser facilmente mascarada, e os beneficiários do serviço, quase sempre debilitados, não estão em condições para a avaliarem correctamente e, muito menos, reivindicarem melhores condições.
Não há entidade reguladora nem meios para ressarcir em tempo útil danos que a voragem da produtividade vai originar. Só os médicos assumindo a provedoria do doente o podem proteger das discriminações.
A iniciativa privada necessária deve subordinar-se a princípios éticos, pelo que a iniciativa dos profissionais, das IPSS, ou outras entidades com experiência no sector seriam de privilégio. Pretendemos que não se reproduzam em Portugal os erros de outros países. Temos de assumir que há custos sociais a suportar para a dignificação da condição humana.
Presidente do conselho regional do Centro da Ordem dos Médicos
25.2.04
#1
eis um texto publicado no the Atlanta Journal e as consequências que gerou, um monumental engano...
-xx-xx-xx-xx-xx-xx-xx-
Companion Wanted:
SINGLE BLACK FEMALE seeks companionship, ethnicity unimportant. I am a very
good looking girl who LOVES to play. I love long walks in the woods, riding
in your pick-up truck, hunting, camping, fishing trips, and cozy winter
nights lying by the fire. Candlelight dinners will have me eating out of
your hands. I'll be at the front door when you get home from work, wearing
only what nature gave me. Kiss me and I'm yours. Call (404) 875-6429 and ask
for Daisy.
Over 15,000 men found themselves talking to the Atlanta Humane Society about
an 8-week-old Black Labrador Retriever.
eis um texto publicado no the Atlanta Journal e as consequências que gerou, um monumental engano...
-xx-xx-xx-xx-xx-xx-xx-
Companion Wanted:
SINGLE BLACK FEMALE seeks companionship, ethnicity unimportant. I am a very
good looking girl who LOVES to play. I love long walks in the woods, riding
in your pick-up truck, hunting, camping, fishing trips, and cozy winter
nights lying by the fire. Candlelight dinners will have me eating out of
your hands. I'll be at the front door when you get home from work, wearing
only what nature gave me. Kiss me and I'm yours. Call (404) 875-6429 and ask
for Daisy.
Over 15,000 men found themselves talking to the Atlanta Humane Society about
an 8-week-old Black Labrador Retriever.
24.2.04
#2
a relação que tenho com os poemas de florbela espanca é comparável à que tenho com o Martini - bebi muito de ambos e ambos me deixaram cataplético, dediquei-lhes noites e mágoas... até que. sem dar conta, enjoei e a sua memória passou a trazer-me um misto de nausea e doce recordação.
lembrei-me disto enquanto tentava escrever um post sobre os últimos dias. a palavra alentejo faz-me sempre lembrar as palavras retorcidas da poetisa (sem gelo nem limão), uma inconstância tremenda, sentimentos em ebulição, estradas a derreter, o desejo de água fresca, a sensação de ser o princípio e o fim das coisas.
não consegui encontrar um poema seu que me desse a imagem dos dias que passaram, já que a chuva era tanta.
estou de volta, com o surrealismo revoltado contra a aspereza dos dias.
a relação que tenho com os poemas de florbela espanca é comparável à que tenho com o Martini - bebi muito de ambos e ambos me deixaram cataplético, dediquei-lhes noites e mágoas... até que. sem dar conta, enjoei e a sua memória passou a trazer-me um misto de nausea e doce recordação.
lembrei-me disto enquanto tentava escrever um post sobre os últimos dias. a palavra alentejo faz-me sempre lembrar as palavras retorcidas da poetisa (sem gelo nem limão), uma inconstância tremenda, sentimentos em ebulição, estradas a derreter, o desejo de água fresca, a sensação de ser o princípio e o fim das coisas.
não consegui encontrar um poema seu que me desse a imagem dos dias que passaram, já que a chuva era tanta.
estou de volta, com o surrealismo revoltado contra a aspereza dos dias.
21.2.04
20.2.04
#1
arrepia-me a recordação da adriana calcanhoto a cantar noite.
o coliseu rendeu-se à simplicidade da sua imensidão.
foi em junho. gostei tanto que tive de voltar, duas noites depois.
no final do segundo espectáculo, incendiado pela voz, pelo jogo de luz e pela sede dos dias, aventurei-me pela blogosfera e postei os metrografismos.
arrepia-me a recordação da adriana calcanhoto a cantar noite.
o coliseu rendeu-se à simplicidade da sua imensidão.
foi em junho. gostei tanto que tive de voltar, duas noites depois.
no final do segundo espectáculo, incendiado pela voz, pelo jogo de luz e pela sede dos dias, aventurei-me pela blogosfera e postei os metrografismos.
19.2.04
#1
a capa da Visão de hoje traz escarrapachado um belo exemplo de educação para a saúde, que deveria ser levado em conta por muito boa gente, em nome de um mundo melhor.
leiam com atenção: o sexo faz bem à saúde.
a quem duvidar desta medicina alternativa eu recomendo: não neguem à partida uma ciencia que desconhecem.
a capa da Visão de hoje traz escarrapachado um belo exemplo de educação para a saúde, que deveria ser levado em conta por muito boa gente, em nome de um mundo melhor.
leiam com atenção: o sexo faz bem à saúde.
a quem duvidar desta medicina alternativa eu recomendo: não neguem à partida uma ciencia que desconhecem.
18.2.04
17.2.04
#3
acabou o julgamento de aveiro, essa vergonha para a democracia e para a consciência.
apesar da absolvição de tod@s @s arguid@s, fica a ofensa, a humilhação e a avaliação moral a que foram submetid@s aqueles homens e, sobretudo, aquelas mulheres. dúvido que o tempo seja suficiente para sarar uma ferida que, em nome da justiça, se abriu ainda mais.
já é tempo de se assumir esta realidade, de implementar medidas que diminuam a opção pelo aborto e de permitir que quem por ele opta o possa fazer em dignidade.
é também tempo de quebrar o tabu da sexualidade, de olhar com outros olhos os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, de acabar com este moralismo hipócrita.
acabou o julgamento de aveiro, essa vergonha para a democracia e para a consciência.
apesar da absolvição de tod@s @s arguid@s, fica a ofensa, a humilhação e a avaliação moral a que foram submetid@s aqueles homens e, sobretudo, aquelas mulheres. dúvido que o tempo seja suficiente para sarar uma ferida que, em nome da justiça, se abriu ainda mais.
já é tempo de se assumir esta realidade, de implementar medidas que diminuam a opção pelo aborto e de permitir que quem por ele opta o possa fazer em dignidade.
é também tempo de quebrar o tabu da sexualidade, de olhar com outros olhos os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, de acabar com este moralismo hipócrita.
16.2.04
#1
não é todos os dias que se recebe um elogio de uma simpática...
Senhor Metrografista,
mais uma voz que se junta ao coro de protestos por não ter comentários
no seu blog.
Só mesmo o LINDÍSSIMO poema "Imagina que há uma guerra" para me fazer
enviar-te um comentário via mail.
Adorei - em beleza e simplicidade, achei mesmo...
Um beijinho,
C
não é todos os dias que se recebe um elogio de uma simpática...
Senhor Metrografista,
mais uma voz que se junta ao coro de protestos por não ter comentários
no seu blog.
Só mesmo o LINDÍSSIMO poema "Imagina que há uma guerra" para me fazer
enviar-te um comentário via mail.
Adorei - em beleza e simplicidade, achei mesmo...
Um beijinho,
C
15.2.04
#1
Imagina que há uma guerra
Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém,
que nos encontramos todos
numa esquina ou
no jardim mais bonito desta cidade
para celebrar
uma guerra vazia,
para brindar aos mortos
que não morrerão
e às bombas frustadas
Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém
que a arrogância dos discursos
se redime nas espingardas caladas
e que em nosso nome
não se alimentará
um ódio que não é nosso
andré, escrito há um ano
Imagina que há uma guerra
Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém,
que nos encontramos todos
numa esquina ou
no jardim mais bonito desta cidade
para celebrar
uma guerra vazia,
para brindar aos mortos
que não morrerão
e às bombas frustadas
Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém
que a arrogância dos discursos
se redime nas espingardas caladas
e que em nosso nome
não se alimentará
um ódio que não é nosso
andré, escrito há um ano
#1
Em nosso nome não
apesar dos meses de organização, só esperavamos, no máximo dos máximos, 20 mil pessoas na rua.
quando cheguei ao largo do camões nem quis acreditar no que via: não havia espaço para mais um ovo! todas as ruas de acesso se enchiam com um massa humana gigantesca, colorida e alegre por estar alí à luz do sol. homens e mulheres, velhos e graudos, crianças, bebés, crentes e ateus, figuras públicas, ilustres anónim@s, estudantes, reformados, operários, doutores, bandeiras partidárias e sindicais, cartazes e faixas feitos de improviso por quem nunca experimentara o protesto, imaginação e esperança.
seriamos 50, 80, 100 mil? no mundo teremos sido uns trinta milhões a gritar em sintonia: Em nosso nome não!
um mês mais tarde, vimos, nas lajes, o cherne a lamber (mais uma vez) as botas a bush. Com medo do protesto, foram ao canto mais isolado da europa para assinar a guerra. nem assim se livraram de uma manif de 500 convictos pacifistas (eu estava lá, por acaso). a magoa d@s açorean@s é indescritivel...
Em nosso nome não!
não conseguimos parar a guerra, mas fizemos o mundo suspender a respiração enquanto via nascer, nas ruas, aquilo a que o new york times chamou a nova superpotência.
mostrámos aos senhores da guerra, aos bushs e aos sadans, aos tonys e aos bins, que entre o preto e o branco, existem as cores da tolerância, existem os sonhos de outro mundo, um mundo diferente, outro mundo possível. dissemos-lhes...
Em nosso nome não!
foi há um ano, em lisboa e no mundo.
Em nosso nome não
apesar dos meses de organização, só esperavamos, no máximo dos máximos, 20 mil pessoas na rua.
quando cheguei ao largo do camões nem quis acreditar no que via: não havia espaço para mais um ovo! todas as ruas de acesso se enchiam com um massa humana gigantesca, colorida e alegre por estar alí à luz do sol. homens e mulheres, velhos e graudos, crianças, bebés, crentes e ateus, figuras públicas, ilustres anónim@s, estudantes, reformados, operários, doutores, bandeiras partidárias e sindicais, cartazes e faixas feitos de improviso por quem nunca experimentara o protesto, imaginação e esperança.
seriamos 50, 80, 100 mil? no mundo teremos sido uns trinta milhões a gritar em sintonia: Em nosso nome não!
um mês mais tarde, vimos, nas lajes, o cherne a lamber (mais uma vez) as botas a bush. Com medo do protesto, foram ao canto mais isolado da europa para assinar a guerra. nem assim se livraram de uma manif de 500 convictos pacifistas (eu estava lá, por acaso). a magoa d@s açorean@s é indescritivel...
Em nosso nome não!
não conseguimos parar a guerra, mas fizemos o mundo suspender a respiração enquanto via nascer, nas ruas, aquilo a que o new york times chamou a nova superpotência.
mostrámos aos senhores da guerra, aos bushs e aos sadans, aos tonys e aos bins, que entre o preto e o branco, existem as cores da tolerância, existem os sonhos de outro mundo, um mundo diferente, outro mundo possível. dissemos-lhes...
Em nosso nome não!
foi há um ano, em lisboa e no mundo.
13.2.04
#1
Out of time
Where's the love song to set us free
Too many people down
Everything turning the wrong way round
And I don't know what life would be
If we stop dreaming now
Lord knows we'd never clear the clouds
And you've been so busy lately that you haven't found the time
To open up your mind
And watch the world spinning gently out of time
Feel the sunshine on your face
It's on a computer now
Gone to the future way out in space
And you've been so busy lately that you haven't found the time
To open up your mind
And watch the world spinning gently out of time x 2
Tell me I'm not dreaming
But are we out of time
We're out of time
Out of time (x4)
Blur, think thank
Out of time
Where's the love song to set us free
Too many people down
Everything turning the wrong way round
And I don't know what life would be
If we stop dreaming now
Lord knows we'd never clear the clouds
And you've been so busy lately that you haven't found the time
To open up your mind
And watch the world spinning gently out of time
Feel the sunshine on your face
It's on a computer now
Gone to the future way out in space
And you've been so busy lately that you haven't found the time
To open up your mind
And watch the world spinning gently out of time x 2
Tell me I'm not dreaming
But are we out of time
We're out of time
Out of time (x4)
Blur, think thank
12.2.04
11.2.04
#4
NATO happy to ignore explosions in Afghan opium output, says Russia
título retirado do jornal Britânico The Guardian, 9 Fevereiro 2003
e, no primeiro parágrafo da notícia, podemos ler:
«A Nato está a fechar os olhos ao florescente mercado do ópio no Afeganistão para assim garantir o apoio dos senhores da guerra, no sentido de manter a segurança no país, afirmou o ministro da defesa Russo.»
o resto do texto é uma resposta exemplar à pergunta: a quem serve a guerra?
NATO happy to ignore explosions in Afghan opium output, says Russia
título retirado do jornal Britânico The Guardian, 9 Fevereiro 2003
e, no primeiro parágrafo da notícia, podemos ler:
«A Nato está a fechar os olhos ao florescente mercado do ópio no Afeganistão para assim garantir o apoio dos senhores da guerra, no sentido de manter a segurança no país, afirmou o ministro da defesa Russo.»
o resto do texto é uma resposta exemplar à pergunta: a quem serve a guerra?
#3
e que tal um jazz vindo directamente de new orleans?
WWOZ New Orleans Community Radio
Your Jazz and Heritage Station
esta é uma ideia roubada ao senhor carne.
e que tal um jazz vindo directamente de new orleans?
WWOZ New Orleans Community Radio
Your Jazz and Heritage Station
esta é uma ideia roubada ao senhor carne.
#2
lá dizia o outrro: oh meux amigox... jejejejejeje
Ai o Sexo!...
Por JOAQUIM FIDALGO
Público, 11 de Fevereiro de 2004
A senhora secretária de Estado da Educação e militante do PP, de sua graça Mariana Cascais, é um espanto. Por exemplo, ela acha que a lei que preconiza, desde há 20 anos (!!!), a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas portuguesas está a ser cumprida. Deve ser a única pessoa a pensar tal, mas lá terá as suas razões. Ainda assim, admite que é necessário proceder a algumas mudanças e está a tratar disso. Por acaso, uns deputados do PSD - partido que faz coligação governamental com o PP - também estão a tratar disso, e por acaso com perspectivas muito diferentes das da senhora secretária de Estado da Educação...
Mas Mariana Cascais é uma verdadeira liberal, por pouco que pareça. A senhora disse, em entrevista ao "Diário de Notícias" do último domingo, esta coisa espantosa: "Se eu quisesse, não havia educação sexual." Tal e qual. Lendo a elucidativa conversa que teve com as jornalistas, percebe-se bem o sentido daquela afirmação. É algo do género "vocês estão para aí a sugerir que sou retrógrada e conservadora, que tenho umas ideias um pouco fechadas em relação à educação sexual nas escolas, mas não, eu até sou muito aberta, e a prova é que até vai haver alguma educação sexual nas escolas, sim, alguma, portanto não me acusem, até porque sou eu que mando e, se eu quisesse, nem sequer se falava dessas... ah... 'coisas' nas nossas escolas". Estão a ver como ela é aberta, moderna e "práfrentex"? Ela, que é "dona" da educação em Portugal; ela, que manda nas escolas a seu bel-prazer; ela, que podia perfeitamente, "se quisesse", riscar a educação sexual dos programas, mesmo havendo uma lei da República que a tornou obrigatória; ela, sim, vai generosamente permitir alguma abordagem dessas... ah... 'coisas' nas aulas!
Mas atenção, tem tudo de ser científico, neutro e prudente. Não se pode, por exemplo, ir para uma sala de aula mostrar como é que se coloca um preservativo, essa modernice que se faz em algumas escolas estrangeiras. Não, nós "temos uma mentalidade muito retrógrada", garante a senhora (que bem deve saber do que fala...). Para ela, talvez se possa falar do preservativo, mas pouquinho e como algo de excepcional, algo que só "os outros", os "que se portam menos bem", precisam de usar. Porque o importante é os meninos e as meninas aprenderem os valores da abstinência pré-matrimonial e da fidelidade conjugal a um só parceiro (e isto é que é ser neutro...). Mais nada! Se sabem para que serve um preservativo, e se até aprendem as técnicas do seu uso correcto, às tantas vão pôr-se todos para aí a utilizá-lo de manhã à noite... Sim, que a educação sexual é nisso que dá: num regabofe sem parança, numa promiscuidade a todo o transe, numa pouca-vergonha!
E eu que julgava que educação sexual era para os jovens estarem bem informados de tudo (mas informados mesmo, clara e concretamente) para depois poderem decidir, com liberdade responsável, como querem conduzir a sua vida, por exemplo sabendo os riscos que correm e sabendo também como evitá-los... Há-de ser giro ver a senhora secretária de Estado da Educação discutir estas matérias com os colegas sociais-democratas da coligação!
lá dizia o outrro: oh meux amigox... jejejejejeje
Ai o Sexo!...
Por JOAQUIM FIDALGO
Público, 11 de Fevereiro de 2004
A senhora secretária de Estado da Educação e militante do PP, de sua graça Mariana Cascais, é um espanto. Por exemplo, ela acha que a lei que preconiza, desde há 20 anos (!!!), a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas portuguesas está a ser cumprida. Deve ser a única pessoa a pensar tal, mas lá terá as suas razões. Ainda assim, admite que é necessário proceder a algumas mudanças e está a tratar disso. Por acaso, uns deputados do PSD - partido que faz coligação governamental com o PP - também estão a tratar disso, e por acaso com perspectivas muito diferentes das da senhora secretária de Estado da Educação...
Mas Mariana Cascais é uma verdadeira liberal, por pouco que pareça. A senhora disse, em entrevista ao "Diário de Notícias" do último domingo, esta coisa espantosa: "Se eu quisesse, não havia educação sexual." Tal e qual. Lendo a elucidativa conversa que teve com as jornalistas, percebe-se bem o sentido daquela afirmação. É algo do género "vocês estão para aí a sugerir que sou retrógrada e conservadora, que tenho umas ideias um pouco fechadas em relação à educação sexual nas escolas, mas não, eu até sou muito aberta, e a prova é que até vai haver alguma educação sexual nas escolas, sim, alguma, portanto não me acusem, até porque sou eu que mando e, se eu quisesse, nem sequer se falava dessas... ah... 'coisas' nas nossas escolas". Estão a ver como ela é aberta, moderna e "práfrentex"? Ela, que é "dona" da educação em Portugal; ela, que manda nas escolas a seu bel-prazer; ela, que podia perfeitamente, "se quisesse", riscar a educação sexual dos programas, mesmo havendo uma lei da República que a tornou obrigatória; ela, sim, vai generosamente permitir alguma abordagem dessas... ah... 'coisas' nas aulas!
Mas atenção, tem tudo de ser científico, neutro e prudente. Não se pode, por exemplo, ir para uma sala de aula mostrar como é que se coloca um preservativo, essa modernice que se faz em algumas escolas estrangeiras. Não, nós "temos uma mentalidade muito retrógrada", garante a senhora (que bem deve saber do que fala...). Para ela, talvez se possa falar do preservativo, mas pouquinho e como algo de excepcional, algo que só "os outros", os "que se portam menos bem", precisam de usar. Porque o importante é os meninos e as meninas aprenderem os valores da abstinência pré-matrimonial e da fidelidade conjugal a um só parceiro (e isto é que é ser neutro...). Mais nada! Se sabem para que serve um preservativo, e se até aprendem as técnicas do seu uso correcto, às tantas vão pôr-se todos para aí a utilizá-lo de manhã à noite... Sim, que a educação sexual é nisso que dá: num regabofe sem parança, numa promiscuidade a todo o transe, numa pouca-vergonha!
E eu que julgava que educação sexual era para os jovens estarem bem informados de tudo (mas informados mesmo, clara e concretamente) para depois poderem decidir, com liberdade responsável, como querem conduzir a sua vida, por exemplo sabendo os riscos que correm e sabendo também como evitá-los... Há-de ser giro ver a senhora secretária de Estado da Educação discutir estas matérias com os colegas sociais-democratas da coligação!
#1
Amigo, perdi o caminho. Eco: o caminho prossegue.
Há outro caminho? Eco : o caminho é só um.
Tenho de reconstruir o trilho? Eco: está perdido, desapareceu
Para trás, tenho de caminhar para trás! Eco: nenhum caminho vai lá ter, nenhum.
Então farei daqui o meu lugar, Eco: (a estrada continua)
Permanecerei imóvel e fixarei o meu rosto, Eco: (a estrada avança)
Ficarei aqui, ficarei para sempre. Eco: nenhum se por aqui, nenhum.
Não consigo encontrar o caminho Eco: o caminho prossegue.
Oh, os lugares porque passei! Eco: essa viagem acabou.
E o que virá por fim? Eco: A estrada prossegue.
Edwuin Muir
Amigo, perdi o caminho. Eco: o caminho prossegue.
Há outro caminho? Eco : o caminho é só um.
Tenho de reconstruir o trilho? Eco: está perdido, desapareceu
Para trás, tenho de caminhar para trás! Eco: nenhum caminho vai lá ter, nenhum.
Então farei daqui o meu lugar, Eco: (a estrada continua)
Permanecerei imóvel e fixarei o meu rosto, Eco: (a estrada avança)
Ficarei aqui, ficarei para sempre. Eco: nenhum se por aqui, nenhum.
Não consigo encontrar o caminho Eco: o caminho prossegue.
Oh, os lugares porque passei! Eco: essa viagem acabou.
E o que virá por fim? Eco: A estrada prossegue.
Edwuin Muir
10.2.04
#1
Bruno Bozzetto, já ouviram falar?
entre outras coisas, é um ás a utilizar flash como meio de suporte na dificil explicação das ideossincrasias culturais italianas.
Bruno Bozzetto, já ouviram falar?
entre outras coisas, é um ás a utilizar flash como meio de suporte na dificil explicação das ideossincrasias culturais italianas.
9.2.04
#4
uma dia destes, uma colega viu-me a tirar umas notas no meu caderninho e comentou:
- tens um moleskine!
- moles kê?
- moleskine, esse caderno na tua mão é um moleskine, é famoso em todo o mundo.
não liguei muito à história, para mim era só um caderno preto de que gosto muito porque me foi dado por uma amiga italiana com a recomendação de nele deixar esquiços das viagens.
moles... kê?
ontem descobri o mistério que o tal kê guarda.
afinal, o "caderninho preto", que até tem um papel fino demais para canetas de tinta e uma estrutura pouco recomendada a quem gosta de fazer up grades às memórias escritas, é um objecto de culto de viajantes, artistas e escritores - entre os quais luis sepulveda. parece que as suas dimensões reduzidas (tamanho de bolso), as suas folhas brancas, o elastico que o fecha e a sua discrição lhe deram estatuto de companheiro indispensável de quem anda por aí a vaguear.
tem piada a história, dá-me vontade de ir novamente em busca de outros ares.
uma dia destes, uma colega viu-me a tirar umas notas no meu caderninho e comentou:
- tens um moleskine!
- moles kê?
- moleskine, esse caderno na tua mão é um moleskine, é famoso em todo o mundo.
não liguei muito à história, para mim era só um caderno preto de que gosto muito porque me foi dado por uma amiga italiana com a recomendação de nele deixar esquiços das viagens.
moles... kê?
ontem descobri o mistério que o tal kê guarda.
afinal, o "caderninho preto", que até tem um papel fino demais para canetas de tinta e uma estrutura pouco recomendada a quem gosta de fazer up grades às memórias escritas, é um objecto de culto de viajantes, artistas e escritores - entre os quais luis sepulveda. parece que as suas dimensões reduzidas (tamanho de bolso), as suas folhas brancas, o elastico que o fecha e a sua discrição lhe deram estatuto de companheiro indispensável de quem anda por aí a vaguear.
tem piada a história, dá-me vontade de ir novamente em busca de outros ares.
#2
«Se eu quisesse não havia educação sexual»
Mariana Cascais (Secretária de Estado da Educação), em entrevista ao dn de ontem
para que não haja enganos: a educação sexual é um favorzinho que esta amiga nos faz...
«Se eu quisesse não havia educação sexual»
Mariana Cascais (Secretária de Estado da Educação), em entrevista ao dn de ontem
para que não haja enganos: a educação sexual é um favorzinho que esta amiga nos faz...
8.2.04
#1
finalmente encontrei um disco que, nos últimos 4 anos, tanto procurei. chama-se a janela, foi gravado (em parte) na cidade de lisboa e ganhou lugar no panteão das raridas. é o único albúm a solo conhecido de chris eckman, o vocalista dos the walkabouts.
vale bem a persistência
finalmente encontrei um disco que, nos últimos 4 anos, tanto procurei. chama-se a janela, foi gravado (em parte) na cidade de lisboa e ganhou lugar no panteão das raridas. é o único albúm a solo conhecido de chris eckman, o vocalista dos the walkabouts.
vale bem a persistência
#2
hoje levantei-me cedo para realizar um sonho antigo: visitar a fundação Arpad Szenes- Vieira da Silva.
aproveitei a exposição das litografias que Henri Matisse fez para ilustrar as cartas portuguesas de Mariana Alcoforado, para me perder por dois espaços que se complemetam nas cores e perspectiva: o jardim da mãe de água, sorrindo para uma lisboa soalheira, e a colecção permanente da fundação.
o trabalho do artista francês vale pela simplicidade com retrata Soror Mariana Alcoforado (1640-1723) - que viveu no Convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja. Por volta de 1665 conhece o Marquês de Chamilly, que chega a Portugal integrando as tropas francesas que vêm ajudar nas campanhas da Restauração. Seduzida pelo Marquês, escreve-lhe cinco cartas quando este regressa a França.
pergunto-me como é que tenho conseguido andar a metrografar pelo mundo e nunca ter ido a um sitio tão perto de casa?
hoje levantei-me cedo para realizar um sonho antigo: visitar a fundação Arpad Szenes- Vieira da Silva.
aproveitei a exposição das litografias que Henri Matisse fez para ilustrar as cartas portuguesas de Mariana Alcoforado, para me perder por dois espaços que se complemetam nas cores e perspectiva: o jardim da mãe de água, sorrindo para uma lisboa soalheira, e a colecção permanente da fundação.
o trabalho do artista francês vale pela simplicidade com retrata Soror Mariana Alcoforado (1640-1723) - que viveu no Convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja. Por volta de 1665 conhece o Marquês de Chamilly, que chega a Portugal integrando as tropas francesas que vêm ajudar nas campanhas da Restauração. Seduzida pelo Marquês, escreve-lhe cinco cartas quando este regressa a França.
pergunto-me como é que tenho conseguido andar a metrografar pelo mundo e nunca ter ido a um sitio tão perto de casa?
7.2.04
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
(...)
chico buarque, in tanto mar
6.2.04
5.2.04
#3
recebi o mail que aqui passo a reproduzir.
vou pedir aos meus advogados uma análise atenta dos seus conteúdos.
--XX--XX--XX--
Viva Metrografista
Serve este mail para falar de comentários
Sempre que aqui venho deparo-me com a (para mim) incómoda situação de
ter de enviar um mail se quiser comunicar algo a VExa.
Para mais, a minha ideia fica entre VExa e a minha pessoa, com todo o
empobrecimento de ideias que isso acarreta para a humanidade.
Para mais ainda, é (como já disse algures) algo larilóide enviar mails
a gajos...
Ainda para mais, é egoísta ir mandar postas nos comentários dos outros
e não deixar q mandem no seu blog...
Não o apelido de fascizóide, pq os conteúdos do blog assim não o indiciam, mas a inexistência de comentários é em sim mesmo uma atitude fascista.
Você n usa um bigodinho minusculo, por acaso, não?
Fale c a sua irmã japonesa e democratize o blog!
Tenho dito
ginger ale
(aka padeira de Aljubarrota)
recebi o mail que aqui passo a reproduzir.
vou pedir aos meus advogados uma análise atenta dos seus conteúdos.
--XX--XX--XX--
Viva Metrografista
Serve este mail para falar de comentários
Sempre que aqui venho deparo-me com a (para mim) incómoda situação de
ter de enviar um mail se quiser comunicar algo a VExa.
Para mais, a minha ideia fica entre VExa e a minha pessoa, com todo o
empobrecimento de ideias que isso acarreta para a humanidade.
Para mais ainda, é (como já disse algures) algo larilóide enviar mails
a gajos...
Ainda para mais, é egoísta ir mandar postas nos comentários dos outros
e não deixar q mandem no seu blog...
Não o apelido de fascizóide, pq os conteúdos do blog assim não o indiciam, mas a inexistência de comentários é em sim mesmo uma atitude fascista.
Você n usa um bigodinho minusculo, por acaso, não?
Fale c a sua irmã japonesa e democratize o blog!
Tenho dito
ginger ale
(aka padeira de Aljubarrota)
#2
o povo americano está chocado com meio top less que a garota jackson fez na final do superball.
para lá do pormenor da estrela de xerife, não vi mais nada de chocante naquelas imagens... mas as sensiveis almas dos sobrinhos do tio sam ficaram muito constrangidos, talvez com a curvatura e a delicadeza da pele clara da intimidade de janet.
por causa disto, a entrega dos gramys será transmitida com alguns minutos de atraso... não vá aparecer outra estrela de xerife ou um novo michael moore a gritar: shame on you mister bush!
dá-me ideia que esta gente anda com a atenção focada nos motivos errados.
o povo americano está chocado com meio top less que a garota jackson fez na final do superball.
para lá do pormenor da estrela de xerife, não vi mais nada de chocante naquelas imagens... mas as sensiveis almas dos sobrinhos do tio sam ficaram muito constrangidos, talvez com a curvatura e a delicadeza da pele clara da intimidade de janet.
por causa disto, a entrega dos gramys será transmitida com alguns minutos de atraso... não vá aparecer outra estrela de xerife ou um novo michael moore a gritar: shame on you mister bush!
dá-me ideia que esta gente anda com a atenção focada nos motivos errados.
4.2.04
#1
a C trouxe-me de volta a dEUS.
ouvi, numa espécie de redenção, parte da banda sonora da minha vida.
theme from thurnpike (in a bar under the sea, 1997), por exemplo, traz consigo a memória de um carro de janelas abertas a cruzar um entardecer alentejano.
palavras dos senhores:
He went to the bottom, put his soul on fire
New Jersey Turnpike riding on a wet night
Maybe he got the rhyme
Maybe he got the eyes
Maybe he got the time counterclockwise
Yeah...
He said... He said...
New Jersey Turnpike riding on a wet night
Maybe he got the song
Maybe he got the size
Maybe he got it wrong counterclockwise
Yeah...
He said: "No more loud music"
a C trouxe-me de volta a dEUS.
ouvi, numa espécie de redenção, parte da banda sonora da minha vida.
theme from thurnpike (in a bar under the sea, 1997), por exemplo, traz consigo a memória de um carro de janelas abertas a cruzar um entardecer alentejano.
palavras dos senhores:
He went to the bottom, put his soul on fire
New Jersey Turnpike riding on a wet night
Maybe he got the rhyme
Maybe he got the eyes
Maybe he got the time counterclockwise
Yeah...
He said... He said...
New Jersey Turnpike riding on a wet night
Maybe he got the song
Maybe he got the size
Maybe he got it wrong counterclockwise
Yeah...
He said: "No more loud music"
3.2.04
#2
conta Luis spulveda que, de cada vez que um facho morre ou é metralhado nas ruas de santiago do chile, ele abre a melhor garrafa de vinho que encontra e bebe pela memória d@s que cairam nas garras de pinochet. uma noite chegou mesmo a faze-lo com água, à falta de bebida mais requintada.
lembrei-me desta história ao saber da morte de kaulza de arriaga, um facho sanguinário da nossa ditadura. é com satisfação que ergo a minha taça, estes podem cair que nem tordos em dia de caça, não fazem cá falta.
conta Luis spulveda que, de cada vez que um facho morre ou é metralhado nas ruas de santiago do chile, ele abre a melhor garrafa de vinho que encontra e bebe pela memória d@s que cairam nas garras de pinochet. uma noite chegou mesmo a faze-lo com água, à falta de bebida mais requintada.
lembrei-me desta história ao saber da morte de kaulza de arriaga, um facho sanguinário da nossa ditadura. é com satisfação que ergo a minha taça, estes podem cair que nem tordos em dia de caça, não fazem cá falta.
#1
"preciso da sua ajuda"
"diga como"
(...)
"quero ajuda para escrever um livro"
"quanto menos ajuda dos outros melhor"
Morel reflecte por instantes
"estou muito acabado"
"é assim mesmo que se escreve"
"eu quero ter certeza de que vou ser publicado"
"essa certeza não pode ter"
(...)
"adianta escrever, se ninguém vai ler?"
"adianta sempre."
Ruben Fonseca in O caso Morel
"preciso da sua ajuda"
"diga como"
(...)
"quero ajuda para escrever um livro"
"quanto menos ajuda dos outros melhor"
Morel reflecte por instantes
"estou muito acabado"
"é assim mesmo que se escreve"
"eu quero ter certeza de que vou ser publicado"
"essa certeza não pode ter"
(...)
"adianta escrever, se ninguém vai ler?"
"adianta sempre."
Ruben Fonseca in O caso Morel
2.2.04
#2
portugal tem meio milhão de casas vagas.
cerca de 29 mil familias vivem em condições sub-humanas.
informação retirada do público de hoje
afinal parece que a construção civil e a especulação imobiliária mandam mesmo neste país!
face à barbaridade dos números, há uma velha frase, tão famosas no PREC, que me vem à ideia:
tanta gente sem casa, tanta casa sem gente
portugal tem meio milhão de casas vagas.
cerca de 29 mil familias vivem em condições sub-humanas.
informação retirada do público de hoje
afinal parece que a construção civil e a especulação imobiliária mandam mesmo neste país!
face à barbaridade dos números, há uma velha frase, tão famosas no PREC, que me vem à ideia:
tanta gente sem casa, tanta casa sem gente
#1
fui ver, entre 239 pipoqueiros de sábado à tarde, lost in translaton, de Sofia Copolla.
o titulo da versão portuguesa - o amor é um lugar estranho - não é muito feliz, mas, tal como adivinhava, este é um filme de doce solidão, tendo a realizadora conseguido criar o ambiente de inquietante graciosidade que já ensaiara em as virgens suicídas.
dois seres perdidos na tradução dos dias encontram-se em tóquio. por entre signos e manifestações pós-modernas, acabam por tecer entre eles uma fina rede de cumplicidades e fazer, cada um pela sua bússola, um pouco do trilho da vida em conjunto.
há sempre alguém, nos sítios mais improváveis, que está em sintonia connosco, Copolla mostra-o de uma forma simples.
fui ver, entre 239 pipoqueiros de sábado à tarde, lost in translaton, de Sofia Copolla.
o titulo da versão portuguesa - o amor é um lugar estranho - não é muito feliz, mas, tal como adivinhava, este é um filme de doce solidão, tendo a realizadora conseguido criar o ambiente de inquietante graciosidade que já ensaiara em as virgens suicídas.
dois seres perdidos na tradução dos dias encontram-se em tóquio. por entre signos e manifestações pós-modernas, acabam por tecer entre eles uma fina rede de cumplicidades e fazer, cada um pela sua bússola, um pouco do trilho da vida em conjunto.
há sempre alguém, nos sítios mais improváveis, que está em sintonia connosco, Copolla mostra-o de uma forma simples.
30.1.04
#2
uma história de Racismo
manhã de sexta feira, subúrbio cinzento, frio e chuva.
entro na estação de comboio ao som de uma gritaria imensa.
no cais de Sintra um revisor discute em altos berros com um individuo que, ao que parece, vinha no comboio sem bilhete. os gritos ecoam na estação.
o cais de lisboa está repleto de gente silenciosa que assiste impavida e silênciosa à questão.
não sei o que se passou ali, não vi onde a conversa começara, quem tinha razão.
mas vi onde acabou, e sei que, nesse momento, o revisor da cp perdeu de vez toda a razão que provavelmete teria:
depois de já terem enveredado pela ofensa mutua, viraram as costas um ao outro e foram em direcções opostas, cada um deles a gritar as suas razões.
e as razões do revisor foram sublinhadas com um categórico preto de merda e um taxativo volta para a tua terra!
o cais de lisboa silêncioso, baixando os olhos, enterrando a vergonha nas notícias da morte de Feher ou apaudindo em secreto prazer.
preto de merda...
o silêncio sepulcral...
não me contive: chamei-lhe racista, lembrei-lhe que tem responsabilidades pelo farda que estava a usar, que tinha de ser imparcial.
toda a gente a ouvir, o silêncio cortante.
respondeu-me, na sua fúria, que eu tinha bilhete e o outro não.
pois... e isso é justificação para abrir a cartilha do preconceito, reduzindo outra pessoa à cor da sua pele?
o cais de lisboa manteve-se silêncioso, os olhos em baixo, a vergonha enterrada nas notícias da morte de Feher, os secretos aplausos de prazer.
fiquei com pena de não apresentar queixa contra o revisor por acto racista no cumprimento das funções. não ter bilhete pune-se com multa, não com impropérios. mas senti-me leve, ganhei o dia.
uma história de Racismo
manhã de sexta feira, subúrbio cinzento, frio e chuva.
entro na estação de comboio ao som de uma gritaria imensa.
no cais de Sintra um revisor discute em altos berros com um individuo que, ao que parece, vinha no comboio sem bilhete. os gritos ecoam na estação.
o cais de lisboa está repleto de gente silenciosa que assiste impavida e silênciosa à questão.
não sei o que se passou ali, não vi onde a conversa começara, quem tinha razão.
mas vi onde acabou, e sei que, nesse momento, o revisor da cp perdeu de vez toda a razão que provavelmete teria:
depois de já terem enveredado pela ofensa mutua, viraram as costas um ao outro e foram em direcções opostas, cada um deles a gritar as suas razões.
e as razões do revisor foram sublinhadas com um categórico preto de merda e um taxativo volta para a tua terra!
o cais de lisboa silêncioso, baixando os olhos, enterrando a vergonha nas notícias da morte de Feher ou apaudindo em secreto prazer.
preto de merda...
o silêncio sepulcral...
não me contive: chamei-lhe racista, lembrei-lhe que tem responsabilidades pelo farda que estava a usar, que tinha de ser imparcial.
toda a gente a ouvir, o silêncio cortante.
respondeu-me, na sua fúria, que eu tinha bilhete e o outro não.
pois... e isso é justificação para abrir a cartilha do preconceito, reduzindo outra pessoa à cor da sua pele?
o cais de lisboa manteve-se silêncioso, os olhos em baixo, a vergonha enterrada nas notícias da morte de Feher, os secretos aplausos de prazer.
fiquei com pena de não apresentar queixa contra o revisor por acto racista no cumprimento das funções. não ter bilhete pune-se com multa, não com impropérios. mas senti-me leve, ganhei o dia.
#1
dizem por aí que a auto estima dos portugueses anda pelas ruas da amargura...
bom... devo dizer que
- o meu salário não aumentou nos últimos dois anos - as migalhas que me deram foram devoradas pela infglação
- tenho uma indisposição de figado quando penso na escumalha que nos governa,
- vivo em casa dos meus pais porque o mercado de arrendamento é um sorvedor e não me apetece ficar amarrado 30 anos a um banco.
- o nosso país é um atraso no que respeita de intervenção social
- a nossa vida cultural é feita de grandes acontecimentos que, no fundo, são ocos
- o nosso país é, em si, um crime ambiental
- o mundo parece uma bola achatada que roda ao contrário,
mas, apesar de tudo isto e muito mais, a minha auto estima não está em baixo! como dizia, um dia destes, a Clara Ferreira Alves no Expresso, essa história de auto estima em baixo é uma treta para americanos parvos.
dizem por aí que a auto estima dos portugueses anda pelas ruas da amargura...
bom... devo dizer que
- o meu salário não aumentou nos últimos dois anos - as migalhas que me deram foram devoradas pela infglação
- tenho uma indisposição de figado quando penso na escumalha que nos governa,
- vivo em casa dos meus pais porque o mercado de arrendamento é um sorvedor e não me apetece ficar amarrado 30 anos a um banco.
- o nosso país é um atraso no que respeita de intervenção social
- a nossa vida cultural é feita de grandes acontecimentos que, no fundo, são ocos
- o nosso país é, em si, um crime ambiental
- o mundo parece uma bola achatada que roda ao contrário,
mas, apesar de tudo isto e muito mais, a minha auto estima não está em baixo! como dizia, um dia destes, a Clara Ferreira Alves no Expresso, essa história de auto estima em baixo é uma treta para americanos parvos.
28.1.04
27.1.04
#1
A plataforma que levou a cabo a petição para um novo referendo sobre a lei do aborto já tem 113.694 assinaturas contabilizadas, e ainda não acabou a contagem.
amanhã será o dia da entrega na assembleia da república, será que a direita vai insistir em manter-se miope, presa ao conservadorismo atroz, a promessas eleitorais que não fazem (e nunca fizeram) sentido?
A plataforma que levou a cabo a petição para um novo referendo sobre a lei do aborto já tem 113.694 assinaturas contabilizadas, e ainda não acabou a contagem.
amanhã será o dia da entrega na assembleia da república, será que a direita vai insistir em manter-se miope, presa ao conservadorismo atroz, a promessas eleitorais que não fazem (e nunca fizeram) sentido?
25.1.04
#1
não me interessa se são pretas, brancas, azuis, anãs, corcundas, pitosgas, coxas, gordas, magras, vegetarianas, carnivoras, asiáticas, europeias, africanas, americanas, de outro continente ou mesmo marcianas. não me importo com a existência ou não de diferenças no corpo, na personalidade, na natureza... se são homens com mulheres, mulheres com homens, mulheres com mulheres, homens com homens o outra hipótese qualquer.
recuso-me a ver as coisas dessa perspectiva redutora.
acredito que as pessoas se podem amar, que devem sentir e construir o amor como e com quem bem entenderem.
digam o que disserem, acredito no direito à diferença e bato-me por ele.
Deixo-vos o apelo das Panteras Rosa, uma associação que combate a homofobia. a história que denunciam é uma vergonha para a democracia.
---x---
Um tecto para Liliana!
- protestos retomam a partir de 2ª feira, todas as manhãs na Praça do Município
- CML inicia tentativas de intimidação
Após o interregno do fim de semana, já a partir de segunda-feira, a associação Panteras Rosas -Associação de Combate à Homofobia - vai voltar a marcar presença todos os dias frente aos Paços do Concelho, entre as 8h e as 12h, em protesto contra a discriminação de que está a ser vítima um casal de lésbicas injustamente excluído do processo de realojamento do seu bairro e colocado na situação de "sem abrigo".
Apesar do impedimento legal de manifestação naquele local (a CML tem garantido forte e intrusiva presença policial), todos os dias por volta das 12h, as Panteras Rosas irão desenvolver acções e formas de manifestação criativas no local e não deixarão de marcar presença na Praça do Município até que, pelo menos, o caso tenha o único final feliz possível: a correcção da injustiça de que o casal está a ser vítima, com a atribuição de um tecto pelo município.
- Ao invés de sugerir que as vítimas voltem para o lar dos agressores;
- ao invés de pressionar tanto a nossa associação quanto o casal - como tem feito nos últimos dias através de expedientes nada éticos - para que cessem os protestos;
- ao invés de utilizar terceiros para nos comunicar a falsa pretensão da CML em reunir connosco para procurar uma solução, pressupondo isso o "acalmar", da nossa parte, dos protestos e da exposição mediática do caso;
- ao invés de insultar e desrespeitar quem já vive situação desesperada;
- ao invés de mobilizar a polícia municipal e funcionários camarários dia e noite para esquadrinharem o Bairro da Cruz Vermelha do Lumiar à procura do casal (como tem vindo a acontecer desde as 23h de sexta-feira, com objectivos que não descortinamos);
a CML deve perceber que a atribuição de um tecto é única atitude humana a tomar, e que tem que reconhecer e considerar, no processo em causa, a discriminação homofóbica e a violência doméstica continuada de que o casal foi vítima devido à sua orientação sexual. Ou não terão os poderes públicos responsabilidades pedagógicas no combate às discriminações?
As Panteras Rosas recordam à CML que para encontrar Liliana, basta usar o seu número de telefone, que a Câmara sempre possuiu, dignando-se a responder aos seus pedidos de audiência sucessivos de há ano e meio para cá, ou responder ainda ao pedido de audiência recebido há semanas da nossa associação pelo Gabinete da vereadora da Habitação, e que mantemos válido, por considerarmos ainda que qualquer solução para este caso terá sempre que ser encontrada em conjunto com o município.
Para encontrar Liliana é desnecessário, recordamos, mobilizar tantos recursos humanos da autarquia em horas extraordinárias e durante o fim de semana. Tal esforço de busca terá por fim tudo menos uma conversa civilizada, parecendo-nos antes uma inaceitável tentativa de intimidação do casal. Não precisamos de capangas, precisamos de diálogo!
As Panteras Rosas apelam a toda a sociedade civil, aos associativismos e movimentos sociais para que compareçam na Praça do Município, e também para que pressionem a CML a permitir que este casal veja reconhecido o seu direito constitucional à Habitação e o seu direito à livre orientação sexual.
Pelas Panteras Rosas,
Sérgio Vitorino
NEM MENOS, NEM MAIS, DIREITOS IGUAIS!
não me interessa se são pretas, brancas, azuis, anãs, corcundas, pitosgas, coxas, gordas, magras, vegetarianas, carnivoras, asiáticas, europeias, africanas, americanas, de outro continente ou mesmo marcianas. não me importo com a existência ou não de diferenças no corpo, na personalidade, na natureza... se são homens com mulheres, mulheres com homens, mulheres com mulheres, homens com homens o outra hipótese qualquer.
recuso-me a ver as coisas dessa perspectiva redutora.
acredito que as pessoas se podem amar, que devem sentir e construir o amor como e com quem bem entenderem.
digam o que disserem, acredito no direito à diferença e bato-me por ele.
Deixo-vos o apelo das Panteras Rosa, uma associação que combate a homofobia. a história que denunciam é uma vergonha para a democracia.
---x---
Um tecto para Liliana!
- protestos retomam a partir de 2ª feira, todas as manhãs na Praça do Município
- CML inicia tentativas de intimidação
Após o interregno do fim de semana, já a partir de segunda-feira, a associação Panteras Rosas -Associação de Combate à Homofobia - vai voltar a marcar presença todos os dias frente aos Paços do Concelho, entre as 8h e as 12h, em protesto contra a discriminação de que está a ser vítima um casal de lésbicas injustamente excluído do processo de realojamento do seu bairro e colocado na situação de "sem abrigo".
Apesar do impedimento legal de manifestação naquele local (a CML tem garantido forte e intrusiva presença policial), todos os dias por volta das 12h, as Panteras Rosas irão desenvolver acções e formas de manifestação criativas no local e não deixarão de marcar presença na Praça do Município até que, pelo menos, o caso tenha o único final feliz possível: a correcção da injustiça de que o casal está a ser vítima, com a atribuição de um tecto pelo município.
- Ao invés de sugerir que as vítimas voltem para o lar dos agressores;
- ao invés de pressionar tanto a nossa associação quanto o casal - como tem feito nos últimos dias através de expedientes nada éticos - para que cessem os protestos;
- ao invés de utilizar terceiros para nos comunicar a falsa pretensão da CML em reunir connosco para procurar uma solução, pressupondo isso o "acalmar", da nossa parte, dos protestos e da exposição mediática do caso;
- ao invés de insultar e desrespeitar quem já vive situação desesperada;
- ao invés de mobilizar a polícia municipal e funcionários camarários dia e noite para esquadrinharem o Bairro da Cruz Vermelha do Lumiar à procura do casal (como tem vindo a acontecer desde as 23h de sexta-feira, com objectivos que não descortinamos);
a CML deve perceber que a atribuição de um tecto é única atitude humana a tomar, e que tem que reconhecer e considerar, no processo em causa, a discriminação homofóbica e a violência doméstica continuada de que o casal foi vítima devido à sua orientação sexual. Ou não terão os poderes públicos responsabilidades pedagógicas no combate às discriminações?
As Panteras Rosas recordam à CML que para encontrar Liliana, basta usar o seu número de telefone, que a Câmara sempre possuiu, dignando-se a responder aos seus pedidos de audiência sucessivos de há ano e meio para cá, ou responder ainda ao pedido de audiência recebido há semanas da nossa associação pelo Gabinete da vereadora da Habitação, e que mantemos válido, por considerarmos ainda que qualquer solução para este caso terá sempre que ser encontrada em conjunto com o município.
Para encontrar Liliana é desnecessário, recordamos, mobilizar tantos recursos humanos da autarquia em horas extraordinárias e durante o fim de semana. Tal esforço de busca terá por fim tudo menos uma conversa civilizada, parecendo-nos antes uma inaceitável tentativa de intimidação do casal. Não precisamos de capangas, precisamos de diálogo!
As Panteras Rosas apelam a toda a sociedade civil, aos associativismos e movimentos sociais para que compareçam na Praça do Município, e também para que pressionem a CML a permitir que este casal veja reconhecido o seu direito constitucional à Habitação e o seu direito à livre orientação sexual.
Pelas Panteras Rosas,
Sérgio Vitorino
NEM MENOS, NEM MAIS, DIREITOS IGUAIS!
22.1.04
à minha amiga cientista (que não sei se é leitora assidua).
dedico-te, com um brilhozinho nos olhos, estas velhinhas palavras de resistência, porque resistir é uma arte.
Que Força É Essa?
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr'ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Não me digas que não me compreendes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compreendes
Que força é essa...
Sérgio Godinho
dedico-te, com um brilhozinho nos olhos, estas velhinhas palavras de resistência, porque resistir é uma arte.
Que Força É Essa?
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr'ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Não me digas que não me compreendes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compreendes
Que força é essa...
Sérgio Godinho
21.1.04
#1
parece que antónio guterres foi, enquanto presidente da internacional socialista, a mombai, ao forúm social mundial, tendo feito uma crítica aberta ao neoliberalismo.
cmo o tipo anda muito esquecido... então e a terceira via? então e o pacto de convergência da união europeia? então e o apoio que o seu governo deu à guerra contra a juguslávia em 99? então e o facto da IS por ele presidida ter governado a europa na década de noventa e ter sido a grande impulsionadora, ao lado das multinacionais, do neoliberalismo que marca o inicio do séc XXI...
antónio guterres devia, em vez de andar por ai a fazer figura de parvo, ter vergonha na cara e ficar em casa a contar as suas óstias e os sues pecados.
parece que antónio guterres foi, enquanto presidente da internacional socialista, a mombai, ao forúm social mundial, tendo feito uma crítica aberta ao neoliberalismo.
cmo o tipo anda muito esquecido... então e a terceira via? então e o pacto de convergência da união europeia? então e o apoio que o seu governo deu à guerra contra a juguslávia em 99? então e o facto da IS por ele presidida ter governado a europa na década de noventa e ter sido a grande impulsionadora, ao lado das multinacionais, do neoliberalismo que marca o inicio do séc XXI...
antónio guterres devia, em vez de andar por ai a fazer figura de parvo, ter vergonha na cara e ficar em casa a contar as suas óstias e os sues pecados.
20.1.04
#2
A guerra e as suas justificações...
o canal de televisão americano abc apresentou, há dias, em estilo de spot promocional, um video filmado a 9 de Janeiro, de dentro de um helicoptero americano, onde se podia ver e ouvir como os tripulantes abatiam cirurgicamente 3 iraquianos, um deles ferido.
os diálogos pareciam tirados de um filme do rambo, o cenário até parecia um jogo de computador, mas estava-se, tão só, perante a realidade da guerra, e em prime time!
seria esta mais uma estratégia para aumentar a auto estima dos sobrinhos do tio sam, ou estarão as autoridades americanas à procura de novos recrutas para defender aquilo a que chamam paz e democracia?
A guerra e as suas justificações...
o canal de televisão americano abc apresentou, há dias, em estilo de spot promocional, um video filmado a 9 de Janeiro, de dentro de um helicoptero americano, onde se podia ver e ouvir como os tripulantes abatiam cirurgicamente 3 iraquianos, um deles ferido.
os diálogos pareciam tirados de um filme do rambo, o cenário até parecia um jogo de computador, mas estava-se, tão só, perante a realidade da guerra, e em prime time!
seria esta mais uma estratégia para aumentar a auto estima dos sobrinhos do tio sam, ou estarão as autoridades americanas à procura de novos recrutas para defender aquilo a que chamam paz e democracia?
#1
Portugal prepara sinalização de estradas para o Euro 2004, seguem alguns exemplos:
Sete Rios: Seven Rivers
Largo do Rato: Mouse Square
Pontinha: Little Point
Ajuda: Help!
Olivais: Olive Fields
Marvila: Sea Village
Campo Grande: Big Field
Campo Pequeno: Small Field
Buraca: Big Hole
Arco do Cego: Blind Arch
Linda-a-Velha: Beautifull The Old Lady
Miraflores: Look The Flowers
Queluz: What a Light!
Mata de Monsanto: The blowjob
Cais do Sodré: Bitches and green wine
Ilha da Madeira: Albert John Condominium
Faro: Marafado
Algarve: United Kingdom land
Porto: Little Chicken of the Coast
Berlengas: Vomidrinho
Casal Ventoso: Windy Couple
Amoreiras: Taveira's Movie
Portugal prepara sinalização de estradas para o Euro 2004, seguem alguns exemplos:
Sete Rios: Seven Rivers
Largo do Rato: Mouse Square
Pontinha: Little Point
Ajuda: Help!
Olivais: Olive Fields
Marvila: Sea Village
Campo Grande: Big Field
Campo Pequeno: Small Field
Buraca: Big Hole
Arco do Cego: Blind Arch
Linda-a-Velha: Beautifull The Old Lady
Miraflores: Look The Flowers
Queluz: What a Light!
Mata de Monsanto: The blowjob
Cais do Sodré: Bitches and green wine
Ilha da Madeira: Albert John Condominium
Faro: Marafado
Algarve: United Kingdom land
Porto: Little Chicken of the Coast
Berlengas: Vomidrinho
Casal Ventoso: Windy Couple
Amoreiras: Taveira's Movie
19.1.04
#1
O apelo foi-me enviado pela SOS Racismo, mas existem muitas mais organizações empenhadas na inicicativa de abaixo, tomem lá nota:
PELA LEGALIZAÇÃO DOS/AS IMIGRANTES
CONCENTRAÇÃO PARA O DIA 31 DE JANEIRO, ÀS 15 HORAS NO LARGO LUIS DE CAMÕES (Lisboa), em simultâneo com outras manifestações levadas a efeito por toda a Europa nesse dia em que se assinala a “Jornada Europeia pela Legalização de todos os Imigrantes”, no âmbito do protesto convocado pela Assembleia de Movimentos Sociais do Fórum Social Europeu realizado em Paris.
O apelo foi-me enviado pela SOS Racismo, mas existem muitas mais organizações empenhadas na inicicativa de abaixo, tomem lá nota:
PELA LEGALIZAÇÃO DOS/AS IMIGRANTES
CONCENTRAÇÃO PARA O DIA 31 DE JANEIRO, ÀS 15 HORAS NO LARGO LUIS DE CAMÕES (Lisboa), em simultâneo com outras manifestações levadas a efeito por toda a Europa nesse dia em que se assinala a “Jornada Europeia pela Legalização de todos os Imigrantes”, no âmbito do protesto convocado pela Assembleia de Movimentos Sociais do Fórum Social Europeu realizado em Paris.
18.1.04
16.1.04
#2
recebi um mail que reproduzo.
faz-me lembrar uma história de uma amiga que, depois de receber um mail deste tipo, ligou para o oceanário para saber se já tinham encontrado o pinguim que fugira...
--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x
MUITO CUIIIDAADDOOOOOOOOO
Não costumo acreditar neste tipo de avisos e muito menos costumo
reencaminhá-los, mas achei que era importante alertar-te, até pela
credibilidade da pessoa de quem recebi o texto,
Tem muito cuidado ao parar nos semáforos onde ficam aqueles malabaristas com
fogo. Enquanto o condutor está a assistir ao show, outro malabarista vem por
trás e atira um cocktail molotov para dentro do carro! O condutor, assustado
e com o carro em chamas, sai a correr desesperado. Nesse momento, surge um
terceiro malabarista, que vem pela direita e atira um chimpanzé domesticado
para dentro do carro, vestindo um fato com isolante térmico. Este chimpanzé,
treinado na cidade do Cairo (Egito) e alimentado com damascos gigantes da
Nova Guiné, rouba o auto-rádio e tudo o que houver dentro do automóvel.
Enquanto isso, dois falcões peruanos de caça fazem vôos rasantes sobre a
cabeça do condutor, distraindo a sua atenção para o que está a acontecer
dentro do carro! Quando o chimpanzé abandona o carro, eles fogem numa
trotinete motorizada verde musgo, fazendo uma pirâmide humana e cantando
"Afinal Havia Outra" da Ágata, rumo a outro semáforo.
O marido da prima da vizinha da cunhada da tia de um amigo meu, passou por
isso, então resolvi dar o alerta.
recebi um mail que reproduzo.
faz-me lembrar uma história de uma amiga que, depois de receber um mail deste tipo, ligou para o oceanário para saber se já tinham encontrado o pinguim que fugira...
--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x
MUITO CUIIIDAADDOOOOOOOOO
Não costumo acreditar neste tipo de avisos e muito menos costumo
reencaminhá-los, mas achei que era importante alertar-te, até pela
credibilidade da pessoa de quem recebi o texto,
Tem muito cuidado ao parar nos semáforos onde ficam aqueles malabaristas com
fogo. Enquanto o condutor está a assistir ao show, outro malabarista vem por
trás e atira um cocktail molotov para dentro do carro! O condutor, assustado
e com o carro em chamas, sai a correr desesperado. Nesse momento, surge um
terceiro malabarista, que vem pela direita e atira um chimpanzé domesticado
para dentro do carro, vestindo um fato com isolante térmico. Este chimpanzé,
treinado na cidade do Cairo (Egito) e alimentado com damascos gigantes da
Nova Guiné, rouba o auto-rádio e tudo o que houver dentro do automóvel.
Enquanto isso, dois falcões peruanos de caça fazem vôos rasantes sobre a
cabeça do condutor, distraindo a sua atenção para o que está a acontecer
dentro do carro! Quando o chimpanzé abandona o carro, eles fogem numa
trotinete motorizada verde musgo, fazendo uma pirâmide humana e cantando
"Afinal Havia Outra" da Ágata, rumo a outro semáforo.
O marido da prima da vizinha da cunhada da tia de um amigo meu, passou por
isso, então resolvi dar o alerta.
14.1.04
#1
santana lopes escreveu um livro sobre a sua intervenção na cultura, que foi publicamnte apresentado com a chancela de agustina bessa luis.
ou terá sido:
agustina bessa luis escreveu um livro para santana lopes, que foi publicamente apresentado com a chancela da cultura.
qualquer uma das hipoteses é assustadora.
no entanto, uma coisa se destaca: parece que o rapaz, que em tempos militou na extrema direita do m.i.r.n., arranjou primeira dama.
santana lopes escreveu um livro sobre a sua intervenção na cultura, que foi publicamnte apresentado com a chancela de agustina bessa luis.
ou terá sido:
agustina bessa luis escreveu um livro para santana lopes, que foi publicamente apresentado com a chancela da cultura.
qualquer uma das hipoteses é assustadora.
no entanto, uma coisa se destaca: parece que o rapaz, que em tempos militou na extrema direita do m.i.r.n., arranjou primeira dama.
13.1.04
#2
o Blitz volta a atacar!
desta vez disponibilizam, a preço decente, o disco dos sloppy Joe, colectivo de vila do conde com alguns anos de estrada, que nunca conseguiu contornar os esquemas do mercado editorial e, por isso, ainda não tinha dado à luz o seu flic flac circus.
Esta banda, auto-situado entre a última e a próxima revolução, traz-nos um som alegre, com traços que vão desde a pop à electrónica, bebendo e fumando influências nos 80's e na música jamaicana.
parece que o jornal vai disponibilizar mais onze grandes discos (um por mês) durante este ano, salvé!
o Blitz volta a atacar!
desta vez disponibilizam, a preço decente, o disco dos sloppy Joe, colectivo de vila do conde com alguns anos de estrada, que nunca conseguiu contornar os esquemas do mercado editorial e, por isso, ainda não tinha dado à luz o seu flic flac circus.
Esta banda, auto-situado entre a última e a próxima revolução, traz-nos um som alegre, com traços que vão desde a pop à electrónica, bebendo e fumando influências nos 80's e na música jamaicana.
parece que o jornal vai disponibilizar mais onze grandes discos (um por mês) durante este ano, salvé!
#1
Uma viagem fora do tempo
vinha a pé para o trabalho, a curtir topominia de lisboa. gosto muito de andar a pé.
vi-o passar e não resisti. entrei e vim por aí fora a curtir o sacolejar da cabine de madeira, a fúria da guarda freio - TRIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMM - alimentada pela falta de civismo dos condutores, cortada pela voz de Dido, vinda de uma telefonia fanhosa. as ruas ganham outras dimensões, a velocidade é vertiginosa na descida, a luz torna-se mais oblíqua. as casas conversam entre si, exibem-se ao senhor amarelo que passa. entrar no electrico deixa-me, invariavelmente, bem disposto. as velhotas a surfar para manter o equilibrio, os putos a irem para a escola, os turistas embasbacados com a metamorfose que os carris proporcionam...
uma viagem fora do tempo, vertigem epidermica, manhã ganha... não há dúvida de que o carro electrico, especialmente o 28, é um dos maiores tesouros desta cidade.
Uma viagem fora do tempo
vinha a pé para o trabalho, a curtir topominia de lisboa. gosto muito de andar a pé.
vi-o passar e não resisti. entrei e vim por aí fora a curtir o sacolejar da cabine de madeira, a fúria da guarda freio - TRIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMM - alimentada pela falta de civismo dos condutores, cortada pela voz de Dido, vinda de uma telefonia fanhosa. as ruas ganham outras dimensões, a velocidade é vertiginosa na descida, a luz torna-se mais oblíqua. as casas conversam entre si, exibem-se ao senhor amarelo que passa. entrar no electrico deixa-me, invariavelmente, bem disposto. as velhotas a surfar para manter o equilibrio, os putos a irem para a escola, os turistas embasbacados com a metamorfose que os carris proporcionam...
uma viagem fora do tempo, vertigem epidermica, manhã ganha... não há dúvida de que o carro electrico, especialmente o 28, é um dos maiores tesouros desta cidade.
12.1.04
#3
porque, de quando em vez, a poesia nos salva, deixo um poema de António Ramos Rosa, como que a agradecer à Isabel (que julgo não ter um link) pelo presente.
O dia é indiferente à minha construção
Ele continuará a ser o mesmo após a minha morte
Como não existem deuses e Deus se existe é como se não existisse
só me resta o espaço para celebrar o nascimento
dessa figura branca nunca actual mas eminente
de que sinto a brisa da sua boca verde
O mundo não é um berço cálido e seguro
nem uma clara estrada através de uma floresta
Diante de nós ou sobre nós está sempre a sombra irrevogável
que nos impede de pertencermos à plenitude do dia
A nossa vocação é construir e nós construímos na areia do tempo
e em cada dia temos de levantar uma coluna de argila
que o universo ignora e que se desmorona ao fim do dia
O sonho do poema é um movimento entre as árvores
os seus enlaces de água o lume do seu hálito
os ramos de um rio uma nesga azul
e que o mundo respire por por ele como se ele fosse a respiração possível
António Ramos Rosa, Deambulações Oblíquas
porque, de quando em vez, a poesia nos salva, deixo um poema de António Ramos Rosa, como que a agradecer à Isabel (que julgo não ter um link) pelo presente.
O dia é indiferente à minha construção
Ele continuará a ser o mesmo após a minha morte
Como não existem deuses e Deus se existe é como se não existisse
só me resta o espaço para celebrar o nascimento
dessa figura branca nunca actual mas eminente
de que sinto a brisa da sua boca verde
O mundo não é um berço cálido e seguro
nem uma clara estrada através de uma floresta
Diante de nós ou sobre nós está sempre a sombra irrevogável
que nos impede de pertencermos à plenitude do dia
A nossa vocação é construir e nós construímos na areia do tempo
e em cada dia temos de levantar uma coluna de argila
que o universo ignora e que se desmorona ao fim do dia
O sonho do poema é um movimento entre as árvores
os seus enlaces de água o lume do seu hálito
os ramos de um rio uma nesga azul
e que o mundo respire por por ele como se ele fosse a respiração possível
António Ramos Rosa, Deambulações Oblíquas
#2
Maria Rita... um lugar comum?
não conhecia, estava desconfiado... filha de celebridade cantante não saberá, necessariamente, cantar - aliás, dá-se muita importancia a esse facto
ouvi uma entrevista na Antena 1 (o serviço público a dar cartas) e gostei. ouvi a música e rendi-me. a única coisa de que tive pena foi não ter arranjado bilhetes para o concero.
Encontros e Despedidas
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
É assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida ....
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
Milton Nascimento / Fernando Brant
Maria Rita... um lugar comum?
não conhecia, estava desconfiado... filha de celebridade cantante não saberá, necessariamente, cantar - aliás, dá-se muita importancia a esse facto
ouvi uma entrevista na Antena 1 (o serviço público a dar cartas) e gostei. ouvi a música e rendi-me. a única coisa de que tive pena foi não ter arranjado bilhetes para o concero.
Encontros e Despedidas
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
É assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida ....
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
Milton Nascimento / Fernando Brant
#1
Eles andam aí!
um texto sobre a privatização do Serviço Nacional de Saúde, uma cruzada impulsionado pelo ex assessor do grupo mello e actual ministro da saúde, luis filipe pereira.
John Q. no Centro Hospitalar do Alto Minho
Por EDUARDO JORGE MADUREIRA
Público (local/minho), 12 de Janeiro de 2004
John Q. Archibald é um trabalhador esforçado e honesto que ama profundamente a família. Por isso, fica transtornado quando sabe que Michael, o filho, que vai parar ao hospital por causa de um desmaio num jogo de baseball, precisa de realizar urgentemente um transplante de coração. Mas este homem, que é capaz de fazer tudo para salvar a vida do filho, fica a saber que o seguro de saúde, que sempre lhe levou uma boa parte do seu reduzido ordenado, não contempla o que agora precisa. Uma alínea tramada ou outra razão obscura qualquer permite que a seguradora se escape de pagar a operação do filho. E o dinheiro todo que John Q. tem e o que conseguirá juntar vendendo bens e recolhendo o que os colegas lhe derem também para pouco serve.
O desespero vai-se apoderando de John Q., que começa a perceber que o sistema de saúde não é feito para cuidar de gente sem recursos. Alguém lhe explica, com uma argumentação sólida do ponto de vista económico, que um hospital não é um lugar para a prática da caridade, um hospital vende serviços a utentes. Para a direcção do hospital está, portanto, fora de causa oferecer um socorro. Até este momento, tudo é comum nesta história americana. Uma situação destas pode realmente ocorrer a qualquer pessoa com menos dinheiro. Inabitual é o passo que a seguir dá John Q., a personagem que Denzel Washington interpreta no filme "John Q. - Um Acto de Coragem", realizado por Nick Cassavetes e estreado em Portugal em 2002.
Quando verifica que todas as portas de uma solução se fecharam, John Q. resolve trancar mais algumas. Entra no serviço de urgência do hospital, bloqueia os acessos e toma como reféns todos os que ali se encontram, incluindo os que ali estavam à espera de cuidados médicos. Para contracenar com o protagonista e, claro, para fazer subir a adrenalina, chegam depois Robert Duvall, no papel de um veterano polícia especialista em negociações com sequestradores, e Ray Liotta, que interpreta um impaciente chefe de polícia. Há evidentemente situações que só ocorrem nos filmes. Mas a expulsão de um número cada vez maior de pessoas para as margens dos sistemas de saúde não é, em muitos países "civilizados", uma ficção.
Há percursos que se sabe como começam e não se sabe como acabam. Mas há inícios que prenunciam maus fins. É o caso do caminho que o Centro Hospitalar do Alto Minho quer seguir, celebrando protocolos de investimento com companhias de seguros, tendo como contrapartidas condições de atendimento preferenciais para os seus clientes. É através de pequenos passos - como os que se dão quando se preferem uns em detrimento de outros (e preferir uns significa sempre preterir outros) - que avança a discriminação das pessoas. Entra-se por aqui e nada garante que, na história real do serviço nacional de saúde, num episódio mais à frente, não haja não se sabe quantos John's Q. medrosos e incapazes de qualquer outra reacção que não seja ir dar conta do caso à TVI. Num país decente, o Estado não enfia a saúde dos cidadãos em máquinas de fazer dinheiro. É por isso que, ao contrário do que diz o ministro da Saúde, este não é "um caminho" a seguir.
Eles andam aí!
um texto sobre a privatização do Serviço Nacional de Saúde, uma cruzada impulsionado pelo ex assessor do grupo mello e actual ministro da saúde, luis filipe pereira.
John Q. no Centro Hospitalar do Alto Minho
Por EDUARDO JORGE MADUREIRA
Público (local/minho), 12 de Janeiro de 2004
John Q. Archibald é um trabalhador esforçado e honesto que ama profundamente a família. Por isso, fica transtornado quando sabe que Michael, o filho, que vai parar ao hospital por causa de um desmaio num jogo de baseball, precisa de realizar urgentemente um transplante de coração. Mas este homem, que é capaz de fazer tudo para salvar a vida do filho, fica a saber que o seguro de saúde, que sempre lhe levou uma boa parte do seu reduzido ordenado, não contempla o que agora precisa. Uma alínea tramada ou outra razão obscura qualquer permite que a seguradora se escape de pagar a operação do filho. E o dinheiro todo que John Q. tem e o que conseguirá juntar vendendo bens e recolhendo o que os colegas lhe derem também para pouco serve.
O desespero vai-se apoderando de John Q., que começa a perceber que o sistema de saúde não é feito para cuidar de gente sem recursos. Alguém lhe explica, com uma argumentação sólida do ponto de vista económico, que um hospital não é um lugar para a prática da caridade, um hospital vende serviços a utentes. Para a direcção do hospital está, portanto, fora de causa oferecer um socorro. Até este momento, tudo é comum nesta história americana. Uma situação destas pode realmente ocorrer a qualquer pessoa com menos dinheiro. Inabitual é o passo que a seguir dá John Q., a personagem que Denzel Washington interpreta no filme "John Q. - Um Acto de Coragem", realizado por Nick Cassavetes e estreado em Portugal em 2002.
Quando verifica que todas as portas de uma solução se fecharam, John Q. resolve trancar mais algumas. Entra no serviço de urgência do hospital, bloqueia os acessos e toma como reféns todos os que ali se encontram, incluindo os que ali estavam à espera de cuidados médicos. Para contracenar com o protagonista e, claro, para fazer subir a adrenalina, chegam depois Robert Duvall, no papel de um veterano polícia especialista em negociações com sequestradores, e Ray Liotta, que interpreta um impaciente chefe de polícia. Há evidentemente situações que só ocorrem nos filmes. Mas a expulsão de um número cada vez maior de pessoas para as margens dos sistemas de saúde não é, em muitos países "civilizados", uma ficção.
Há percursos que se sabe como começam e não se sabe como acabam. Mas há inícios que prenunciam maus fins. É o caso do caminho que o Centro Hospitalar do Alto Minho quer seguir, celebrando protocolos de investimento com companhias de seguros, tendo como contrapartidas condições de atendimento preferenciais para os seus clientes. É através de pequenos passos - como os que se dão quando se preferem uns em detrimento de outros (e preferir uns significa sempre preterir outros) - que avança a discriminação das pessoas. Entra-se por aqui e nada garante que, na história real do serviço nacional de saúde, num episódio mais à frente, não haja não se sabe quantos John's Q. medrosos e incapazes de qualquer outra reacção que não seja ir dar conta do caso à TVI. Num país decente, o Estado não enfia a saúde dos cidadãos em máquinas de fazer dinheiro. É por isso que, ao contrário do que diz o ministro da Saúde, este não é "um caminho" a seguir.
11.1.04
post em memória do poeta Al berto, que faria hoje 56 anos
dizem que a paixão o conheceu , talvez por isso tenha feito a sua vida procurando a paciência o amor o abandono das palavras, o silêncio e a difícil arte da melancolia.
era frequente perder-se na largueza de todos os rios, onde por vezes uma gaivota pousava nas águas: tratava logo de imaginá-la de outras cores, noutros mares, com outras asas que não as do pássaro.
de tanto acenar ao destino, acabou por descobrir que, com um gesto, tudo vem ao chamamento e que
as mãos pressentem a leveza rubra do lume , isto quando ainda mal sabia reconhecer os teus própios erros .
navegou sempre, orientando-se pelas pernas cruzadas da cassiopeia. sempre que lhe sugeriam a mudança do rumo, justificava a persistência sem deslumbramentos, dizendo possuo a doença dos espaços incomensuráveis e os secretos poços dos nómadas...
com ele temos a ideia de que mais nada se move em cima do papel , só a escrita pausada, a respiração metafórica da vontade.
encontrei-o num inverno. era uma dessas noites que assobiam lá fora e ele estava ali, já morto e imortal... chegara sem se anunciar, com um livro roxo debaixo de um braço e uma pose onírica. perguntei-lhe, a medo: Al berto?!!
o homem levantou-se indiferente à revelação da alba, titubeou, tossiu e disse, antes de voltar a partir: A escrita é a minha primeira morada de silêncio .
dizem que a paixão o conheceu , talvez por isso tenha feito a sua vida procurando a paciência o amor o abandono das palavras, o silêncio e a difícil arte da melancolia.
era frequente perder-se na largueza de todos os rios, onde por vezes uma gaivota pousava nas águas: tratava logo de imaginá-la de outras cores, noutros mares, com outras asas que não as do pássaro.
de tanto acenar ao destino, acabou por descobrir que, com um gesto, tudo vem ao chamamento e que
as mãos pressentem a leveza rubra do lume , isto quando ainda mal sabia reconhecer os teus própios erros .
navegou sempre, orientando-se pelas pernas cruzadas da cassiopeia. sempre que lhe sugeriam a mudança do rumo, justificava a persistência sem deslumbramentos, dizendo possuo a doença dos espaços incomensuráveis e os secretos poços dos nómadas...
com ele temos a ideia de que mais nada se move em cima do papel , só a escrita pausada, a respiração metafórica da vontade.
encontrei-o num inverno. era uma dessas noites que assobiam lá fora e ele estava ali, já morto e imortal... chegara sem se anunciar, com um livro roxo debaixo de um braço e uma pose onírica. perguntei-lhe, a medo: Al berto?!!
o homem levantou-se indiferente à revelação da alba, titubeou, tossiu e disse, antes de voltar a partir: A escrita é a minha primeira morada de silêncio .
10.1.04
#2
a notícia de onde retirei os fragmentos abaixo postados parece mentira... mas é pura realidade.
ao ler tudo isto veio-me à cabeça o voluntariato compulsivo de alexandre o'neil
V.C.
Em regime de voluntariato compulsivo
é mais fácil viver: tu acabas por ter
de fazer não o que não queres,
mas o que queres fazer.
(Um país ameaça com voluntários outro.
E os voluntários? estarão eles alistados?)
E assim resolvem para ti (e por ti) a antinomia
prazer-dever.
Em regime de voluntariato compulsivo
é que eu tenho (poque quero!) de viver.
a notícia de onde retirei os fragmentos abaixo postados parece mentira... mas é pura realidade.
ao ler tudo isto veio-me à cabeça o voluntariato compulsivo de alexandre o'neil
V.C.
Em regime de voluntariato compulsivo
é mais fácil viver: tu acabas por ter
de fazer não o que não queres,
mas o que queres fazer.
(Um país ameaça com voluntários outro.
E os voluntários? estarão eles alistados?)
E assim resolvem para ti (e por ti) a antinomia
prazer-dever.
Em regime de voluntariato compulsivo
é que eu tenho (poque quero!) de viver.
#1
Mais de 150 auxiliares de saúde e administrativos do Hospital de São João (HSJ), no Porto, estão a trabalhar em regime de voluntariado, sem receberem qualquer retribuição, depois de terem sido convidados pela administração a assinar um documento em que aceitam sujeitar-se a estas condições durante um mês com a promessa de um futuro contrato a termo. A administração do HSJ, contesta a versão e argumenta que são os próprios trabalhadores que "propõe o estágio voluntário" e que "nada lhes é prometido".
(...)
Serafim Rebelo, vogal na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, (...) não vê nenhuma ilegalidade na situação. "Não se pode proibir a boa vontade das pessoas, nem o facto de elas serem solidárias", advoga Rebelo, ao repetir a versão do hospital.
in jornal Público, 9 de Janeior de 2004
Mais de 150 auxiliares de saúde e administrativos do Hospital de São João (HSJ), no Porto, estão a trabalhar em regime de voluntariado, sem receberem qualquer retribuição, depois de terem sido convidados pela administração a assinar um documento em que aceitam sujeitar-se a estas condições durante um mês com a promessa de um futuro contrato a termo. A administração do HSJ, contesta a versão e argumenta que são os próprios trabalhadores que "propõe o estágio voluntário" e que "nada lhes é prometido".
(...)
Serafim Rebelo, vogal na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, (...) não vê nenhuma ilegalidade na situação. "Não se pode proibir a boa vontade das pessoas, nem o facto de elas serem solidárias", advoga Rebelo, ao repetir a versão do hospital.
in jornal Público, 9 de Janeior de 2004
9.1.04
7.1.04
#1
fui ver na américa, de Jim Sheridan.
não sendo genial, vale a pena ir ver este filme, onde, através de uma história familiar com pinceladas de drama, nos é contada uma versão irlandesa do sonho americano.
fica o texto do público.
Realizado por Jim Sheridan ("O Meu Pé Esquerdo", "Em Nome do Pai"), a partir de um argumento semi-autobiográfico escrito pelo realizador e pelas duas filhas Naomi e Kirsten Sheridan, "Na América" conta a história de uma família irlandesa em busca do sonho americano. Johnny e Sarah (Paddy Considine e Samantha Morton) chegam a Nova Iorque com as duas filhas pequenas e o seu dia-a-dia torna-se uma luta constante para encontrar emprego, sobreviver e tentar ignorar o sítio horrível em que vivem. Mas enquanto que para eles tudo parece um pesadelo, as pequenas Christy e Ariel (Sarah Bolger e Emma Bolger) olham para a América como um sítio mágico em que tudo pode acontecer.
fui ver na américa, de Jim Sheridan.
não sendo genial, vale a pena ir ver este filme, onde, através de uma história familiar com pinceladas de drama, nos é contada uma versão irlandesa do sonho americano.
fica o texto do público.
Realizado por Jim Sheridan ("O Meu Pé Esquerdo", "Em Nome do Pai"), a partir de um argumento semi-autobiográfico escrito pelo realizador e pelas duas filhas Naomi e Kirsten Sheridan, "Na América" conta a história de uma família irlandesa em busca do sonho americano. Johnny e Sarah (Paddy Considine e Samantha Morton) chegam a Nova Iorque com as duas filhas pequenas e o seu dia-a-dia torna-se uma luta constante para encontrar emprego, sobreviver e tentar ignorar o sítio horrível em que vivem. Mas enquanto que para eles tudo parece um pesadelo, as pequenas Christy e Ariel (Sarah Bolger e Emma Bolger) olham para a América como um sítio mágico em que tudo pode acontecer.
6.1.04
#1
mais um texto de rodrigo francisco, repescado no dnj
Os dez maiores monstros da história
Não pá, vou para o trabalho. Na Mercedes, na secção das peças. Vou no terceiro contracto. É pá, não sei. Não sei, estou eu e mais dois, um de nós deve ficar, os outros não sei. E tu? Mas és actor? Pois, também deve ser fixe. Não pá, não costumo ir: eu gosto é de cinema. Vou ali ao Fórum Almada, agora já não é preciso ir a Lisboa, às vezes vamos ao Vasco da Gama, ao fim de semana. Com a minha namorada. Não, esse não vimos. Vimos aquele do Tarantino mas a minha namorada achou que era porrada a mais. Não, esse também não vi. Também não. O livro muito menos. Gosto pá, até gosto: às vezes vou à Fnac e compro qualquer coisa. Literatura também: um pouco de tudo. Olha, o último que trouxe chamava-se Os Dez Maiores Monstros da História. É sobre os gajos que mais merda fizeram ao longo da vida. Olha, por exemplo: o Hitler, um Ivan qualquer coisa, um serial killer americano. (Risos) Não pá, o Bush não vinha (Risos). Mas a sério pá, gostava de ir ver isso, não sei é onde é que fica. Eu sei que não é caro, mas nós vamos mais ao cinema. Ah arranjas?, então vamos. Dá-me o teu número que hoje ligo-te a dizer qualquer coisa. Nove seis é uma óptima escolha; a minha namorada tinha nove três mas eu convenci-a a mudar. Ligo pá, a sério. Olha, saio aqui; um abraço.
(O resto do caminho com a cabeça encostada ao vidro da janela do comboio a pensar na conversa com o meu antigo amigo de infância suburbana que já quase não me reconhecia. A pensar em como nem por um segundo se apercebeu de que o sugava até ao tutano para o transformar em prosa. O resto do caminho com pena dele, quase até às lágrimas, achanado-me um
filho da puta, filho da puta, filho da puta
derivado a esta mania fodida de avaliar a felicidade dos outros).
mais um texto de rodrigo francisco, repescado no dnj
Os dez maiores monstros da história
Não pá, vou para o trabalho. Na Mercedes, na secção das peças. Vou no terceiro contracto. É pá, não sei. Não sei, estou eu e mais dois, um de nós deve ficar, os outros não sei. E tu? Mas és actor? Pois, também deve ser fixe. Não pá, não costumo ir: eu gosto é de cinema. Vou ali ao Fórum Almada, agora já não é preciso ir a Lisboa, às vezes vamos ao Vasco da Gama, ao fim de semana. Com a minha namorada. Não, esse não vimos. Vimos aquele do Tarantino mas a minha namorada achou que era porrada a mais. Não, esse também não vi. Também não. O livro muito menos. Gosto pá, até gosto: às vezes vou à Fnac e compro qualquer coisa. Literatura também: um pouco de tudo. Olha, o último que trouxe chamava-se Os Dez Maiores Monstros da História. É sobre os gajos que mais merda fizeram ao longo da vida. Olha, por exemplo: o Hitler, um Ivan qualquer coisa, um serial killer americano. (Risos) Não pá, o Bush não vinha (Risos). Mas a sério pá, gostava de ir ver isso, não sei é onde é que fica. Eu sei que não é caro, mas nós vamos mais ao cinema. Ah arranjas?, então vamos. Dá-me o teu número que hoje ligo-te a dizer qualquer coisa. Nove seis é uma óptima escolha; a minha namorada tinha nove três mas eu convenci-a a mudar. Ligo pá, a sério. Olha, saio aqui; um abraço.
(O resto do caminho com a cabeça encostada ao vidro da janela do comboio a pensar na conversa com o meu antigo amigo de infância suburbana que já quase não me reconhecia. A pensar em como nem por um segundo se apercebeu de que o sugava até ao tutano para o transformar em prosa. O resto do caminho com pena dele, quase até às lágrimas, achanado-me um
filho da puta, filho da puta, filho da puta
derivado a esta mania fodida de avaliar a felicidade dos outros).
5.1.04
#2
ao que parece, continuamos a ser um país de grandes amigos... não admira portanto que também se metam algumas cunhas e se façam leis por medida.
"O inspector-geral do Grupo PT, Luís Todo-Bom, é a escolha de Luís Filipe Pereira para o cargo de presidente da comissão de avaliação das propostas dos concorrentes privados para a construção e gestão do Hospital de Loures, apurou o Diário Económico. A informação foi confirmada pelo próprio, que assegura que a principal motivação para aceitar o convite do ministro da Saúde é a «grande e longa amizade» que os une.
Em declarações ao DE, Luís Todo-Bom afirma que nem sequer está a par de todos os contornos da sua nova actividade, que vai acumular com o cargo de inspector-geral na Portugal Telecom. «Confio nos meus amigos, e quando eles precisam eu não fujo», justifica. (...)"
Diário Económico, 31/12/2003
ao que parece, continuamos a ser um país de grandes amigos... não admira portanto que também se metam algumas cunhas e se façam leis por medida.
"O inspector-geral do Grupo PT, Luís Todo-Bom, é a escolha de Luís Filipe Pereira para o cargo de presidente da comissão de avaliação das propostas dos concorrentes privados para a construção e gestão do Hospital de Loures, apurou o Diário Económico. A informação foi confirmada pelo próprio, que assegura que a principal motivação para aceitar o convite do ministro da Saúde é a «grande e longa amizade» que os une.
Em declarações ao DE, Luís Todo-Bom afirma que nem sequer está a par de todos os contornos da sua nova actividade, que vai acumular com o cargo de inspector-geral na Portugal Telecom. «Confio nos meus amigos, e quando eles precisam eu não fujo», justifica. (...)"
Diário Económico, 31/12/2003
#1
3 semanas para fazer uma constituição... é obra!
os analistas dizem que a nova constituição aprovada ontem pelos afegãos -seguramente que os americanos a terão aprovado primeiro - marca uma profunda ruptura com as leis do deposto regime taliban.
tendo o problema destes rapazes sido, essencialmente, o da interpretação radical da religião mussulmana, que levou - com a complacencia dos que agora os combatem - a todos os excessos conhecidos (e aos desconhecidos), penso que estes princípios não trarão grande novidade ou mesmo segurança... senão vejamos:
- O Afeganistão é uma República Islâmica sendo o islão a sua "religião sagrada";
- Seguidores de outras religiões são livres de realizar cerimónias religiosas de acordo com a lei;
- Nenhuma lei deve ser contrária às crenças e práticas do islão;
- Homens e mulheres têm direitos e deveres iguais perante a lei;
- O Afeganistão terá um sistema presidencial de governo;
- O Presidente é responsável perante a nação e a câmara baixa, ou Wolesi Jirga;
- O Presidente será directamente eleito pelo povo afegão com dois vice-presidentes, que são nomeados candidatos presidenciais durante a campanha eleitoral;
- A Assembleia Nacional consistirá de duas câmaras, a Wolesi Jirga ou "câmara do povo" e a Maeshrano Jirga ou "câmara dos anciãos";
- A Wolesi Jirga será directamente eleita pelo povo afegão;
- A Wolesi Jirga terá autoridade para impugnar ministros;
- O Presidente escolherá os ministros e o governador do Banco Central, com a aprovação da Wolesi Jirga ;
- Os ministros não deverão ter passaportes estrangeiros mas a Wolesi Jirga votará sobre a nomeação de ministros com dupla nacionalidade;
- O antigo rei Mohammad Zahir Shah conservará o título "Pai da Nação" durante a sua vida;
- Pashto e Dari são as línguas oficiais; outras línguas minoritárias serão consideradas oficiais nas áreas em que são faladas.
3 semanas para fazer uma constituição... é obra!
os analistas dizem que a nova constituição aprovada ontem pelos afegãos -seguramente que os americanos a terão aprovado primeiro - marca uma profunda ruptura com as leis do deposto regime taliban.
tendo o problema destes rapazes sido, essencialmente, o da interpretação radical da religião mussulmana, que levou - com a complacencia dos que agora os combatem - a todos os excessos conhecidos (e aos desconhecidos), penso que estes princípios não trarão grande novidade ou mesmo segurança... senão vejamos:
- O Afeganistão é uma República Islâmica sendo o islão a sua "religião sagrada";
- Seguidores de outras religiões são livres de realizar cerimónias religiosas de acordo com a lei;
- Nenhuma lei deve ser contrária às crenças e práticas do islão;
- Homens e mulheres têm direitos e deveres iguais perante a lei;
- O Afeganistão terá um sistema presidencial de governo;
- O Presidente é responsável perante a nação e a câmara baixa, ou Wolesi Jirga;
- O Presidente será directamente eleito pelo povo afegão com dois vice-presidentes, que são nomeados candidatos presidenciais durante a campanha eleitoral;
- A Assembleia Nacional consistirá de duas câmaras, a Wolesi Jirga ou "câmara do povo" e a Maeshrano Jirga ou "câmara dos anciãos";
- A Wolesi Jirga será directamente eleita pelo povo afegão;
- A Wolesi Jirga terá autoridade para impugnar ministros;
- O Presidente escolherá os ministros e o governador do Banco Central, com a aprovação da Wolesi Jirga ;
- Os ministros não deverão ter passaportes estrangeiros mas a Wolesi Jirga votará sobre a nomeação de ministros com dupla nacionalidade;
- O antigo rei Mohammad Zahir Shah conservará o título "Pai da Nação" durante a sua vida;
- Pashto e Dari são as línguas oficiais; outras línguas minoritárias serão consideradas oficiais nas áreas em que são faladas.
4.1.04
#3
-um post de hoje (para variar...)-
Não sonhem
(o computador)
não sonhem
piquem o ponto. escrevinhem, trabalhem, labutem, mourejem, esfalfem-se
não sonhem
a electrónica sonhará por vós
não façam amor
o electrcoito fá-lo-á por vós
piquem o ponto. escrevinhem, trabalhem, labutem, mourejem, esfalfem-se
não repousem.
o trabalho repousa por vós.
Jacques Prévert in choses et autres
-um post de hoje (para variar...)-
Não sonhem
(o computador)
não sonhem
piquem o ponto. escrevinhem, trabalhem, labutem, mourejem, esfalfem-se
não sonhem
a electrónica sonhará por vós
não façam amor
o electrcoito fá-lo-á por vós
piquem o ponto. escrevinhem, trabalhem, labutem, mourejem, esfalfem-se
não repousem.
o trabalho repousa por vós.
Jacques Prévert in choses et autres
#1
-um post de ontem-
por vezes acontece. é raro, mas acontece encontrar, em qualquer lugar - especialmente neste comboio -, uma mulher sozinha que, recostada e embrenhada nos seus pensamentos, sorri.
não é um sorrios qualquer: é de satistfação profunda, de quem abriu a porta de um mistério, pintou uma parede, deu passos num caminho interior há muito abandonado ou esquecido. um sorriso que ilumina a imobilidade, que ofusca o cinzentismo do suburbio e o sol da tarde, que antecipa a primavera. um sorrios que lembra uma paixão e que me faz sentir contente por ela.
por vezes acontece... como é belo o sorriso distraído de uma mulher apaixonada.
-um post de ontem-
por vezes acontece. é raro, mas acontece encontrar, em qualquer lugar - especialmente neste comboio -, uma mulher sozinha que, recostada e embrenhada nos seus pensamentos, sorri.
não é um sorrios qualquer: é de satistfação profunda, de quem abriu a porta de um mistério, pintou uma parede, deu passos num caminho interior há muito abandonado ou esquecido. um sorriso que ilumina a imobilidade, que ofusca o cinzentismo do suburbio e o sol da tarde, que antecipa a primavera. um sorrios que lembra uma paixão e que me faz sentir contente por ela.
por vezes acontece... como é belo o sorriso distraído de uma mulher apaixonada.
2.1.04
#2
já agora, para que se clarifiquem posições (outra expressão dubia...):
cabala: interpretação alegórica do velho testamento, entre os antigos judeus; espécie de ocultismo; [fig] maquinação; intriga; conluio (do hebreu qabbalah, «tradição», referindo-se à tradição esotérica, pelo fr cabale «intriga»).
in Dicionário da Língua Portuguesa, 8º edição, porto editora, 1998
já agora, para que se clarifiquem posições (outra expressão dubia...):
cabala: interpretação alegórica do velho testamento, entre os antigos judeus; espécie de ocultismo; [fig] maquinação; intriga; conluio (do hebreu qabbalah, «tradição», referindo-se à tradição esotérica, pelo fr cabale «intriga»).
in Dicionário da Língua Portuguesa, 8º edição, porto editora, 1998
#1
hoje adelino granja veio atacar uma das duas intituições nacionais que ainda estava longe da pedofilia: a direita.
depois das declarações que toda a gente anda a dar a esse orgão oficial do segredo de justiça chamada correio da manhã, começo mesmo a achar que existe uma cabala.
até agora não acreditava muito, sempre achei normal que os gajos esquisitos estivessem todos juntos nesse loby massónico que se chama ps, mas agora já não digo nada...
ou melhor, até digo: se não fosse a madeira estar livre desta praga o que seria da nossa patria bem amada e mal parida?
hoje adelino granja veio atacar uma das duas intituições nacionais que ainda estava longe da pedofilia: a direita.
depois das declarações que toda a gente anda a dar a esse orgão oficial do segredo de justiça chamada correio da manhã, começo mesmo a achar que existe uma cabala.
até agora não acreditava muito, sempre achei normal que os gajos esquisitos estivessem todos juntos nesse loby massónico que se chama ps, mas agora já não digo nada...
ou melhor, até digo: se não fosse a madeira estar livre desta praga o que seria da nossa patria bem amada e mal parida?
1.1.04
#1
aqui estamos comandante...
passam dez anos do aparecimento público do Exercíto Zapatista de Libertação Nacional, em chiapas, méxico. depois de uma década, a luta segue e continua mais do que actual.
"(...) Esse é o problema: a mundialização quis juntar peças que não encaixam. Por esta razão, e por outras que não posso desenvolver neste texto, é que é necessário edificar um mundo novo; um mundo que possa conter muitos mundos, que possa conter todos os mundos."
subcomandante Marcos in a 4ª guerra mundial já começou
aqui estamos comandante...
passam dez anos do aparecimento público do Exercíto Zapatista de Libertação Nacional, em chiapas, méxico. depois de uma década, a luta segue e continua mais do que actual.
"(...) Esse é o problema: a mundialização quis juntar peças que não encaixam. Por esta razão, e por outras que não posso desenvolver neste texto, é que é necessário edificar um mundo novo; um mundo que possa conter muitos mundos, que possa conter todos os mundos."
subcomandante Marcos in a 4ª guerra mundial já começou
30.12.03
#4
andava a dar uma volta na imprensa dos últimos dias e dei com um artigo no diário económico que me escapou na altura... um verdadeiro presente de natal fora de tempo!
deixo-vos o título, podem consultar o resto neste link:
Novo referendo ao aborto agrada à maioria
A sondagem do DE revela que 71,1% dos inquiridos deseja referendar novamente o aborto (...)
in Diário Económico, 24/12/2003
andava a dar uma volta na imprensa dos últimos dias e dei com um artigo no diário económico que me escapou na altura... um verdadeiro presente de natal fora de tempo!
deixo-vos o título, podem consultar o resto neste link:
Novo referendo ao aborto agrada à maioria
A sondagem do DE revela que 71,1% dos inquiridos deseja referendar novamente o aborto (...)
in Diário Económico, 24/12/2003
#1
ela escreveu:
Olá André
Não são canções, são apenas poemas de um poeta mexicano - Jaime
Sabines.
Lê
apenas poemas?!!
eu li Jaime Sabines, tive uma revelação!
muito obrigado sofia.
fica um cheirinho, podem encontrar textos deste e de muitos mais autores numa página muy rica, dedicada a poetas hispanoamericanos
ESPERO CURARME DE TI
Espero curarme de ti en unos días. Debo dejar de fumarte, de beberte, de pensarte. Es posible. Siguiendo las prescripciones de la moral en turno. Me receto tiempo, abstinencia, soledad.
¿Te parece bien que te quiera nada más una semana? No es mucho, ni es poco, es bastante. En una semana se puede reunir todas las palabras de amor que se han pronunciado sobre la tierra y se les puede prender fuego. Te voy a calentar con esa hoguera del amor quemado. Y también el silencio. Porque las mejores palabras del amor están entre dos gentes que no se dicen nada.
Hay que quemar también ese otro lenguaje lateral y subversivo del que ama. (Tú sabes cómo te digo que te quiero cuando digo: "que calor hace", "dame agua", "¿sabes manejar?", "se te hizo de noche"...Entre las gentes, a un lado de tus gentes y las mías, te he dicho "ya es tarde", y tú sabías que decía "te quiero".)
Una semana más para reunir todo el amor del tiempo. Para dártelo. Para que hagas con él lo que tú quieras: guardarlo, acariciarlo, tirarlo a la basura. No sirve, es cierto. Sólo quiero una semana para entender las cosas. Porque esto es muy parecido a estar saliendo de un manicomio para entrar a un panteón.
Jaime Sabines, in yuria
ela escreveu:
Olá André
Não são canções, são apenas poemas de um poeta mexicano - Jaime
Sabines.
Lê
apenas poemas?!!
eu li Jaime Sabines, tive uma revelação!
muito obrigado sofia.
fica um cheirinho, podem encontrar textos deste e de muitos mais autores numa página muy rica, dedicada a poetas hispanoamericanos
ESPERO CURARME DE TI
Espero curarme de ti en unos días. Debo dejar de fumarte, de beberte, de pensarte. Es posible. Siguiendo las prescripciones de la moral en turno. Me receto tiempo, abstinencia, soledad.
¿Te parece bien que te quiera nada más una semana? No es mucho, ni es poco, es bastante. En una semana se puede reunir todas las palabras de amor que se han pronunciado sobre la tierra y se les puede prender fuego. Te voy a calentar con esa hoguera del amor quemado. Y también el silencio. Porque las mejores palabras del amor están entre dos gentes que no se dicen nada.
Hay que quemar también ese otro lenguaje lateral y subversivo del que ama. (Tú sabes cómo te digo que te quiero cuando digo: "que calor hace", "dame agua", "¿sabes manejar?", "se te hizo de noche"...Entre las gentes, a un lado de tus gentes y las mías, te he dicho "ya es tarde", y tú sabías que decía "te quiero".)
Una semana más para reunir todo el amor del tiempo. Para dártelo. Para que hagas con él lo que tú quieras: guardarlo, acariciarlo, tirarlo a la basura. No sirve, es cierto. Sólo quiero una semana para entender las cosas. Porque esto es muy parecido a estar saliendo de un manicomio para entrar a un panteón.
Jaime Sabines, in yuria
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