15.2.04

#1

Imagina que há uma guerra

Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém,
que nos encontramos todos
numa esquina ou
no jardim mais bonito desta cidade
para celebrar
uma guerra vazia,
para brindar aos mortos
que não morrerão
e às bombas frustadas

Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém
que a arrogância dos discursos
se redime nas espingardas caladas
e que em nosso nome
não se alimentará
um ódio que não é nosso


andré, escrito há um ano
#1

Em nosso nome não

apesar dos meses de organização, só esperavamos, no máximo dos máximos, 20 mil pessoas na rua.
quando cheguei ao largo do camões nem quis acreditar no que via: não havia espaço para mais um ovo! todas as ruas de acesso se enchiam com um massa humana gigantesca, colorida e alegre por estar alí à luz do sol. homens e mulheres, velhos e graudos, crianças, bebés, crentes e ateus, figuras públicas, ilustres anónim@s, estudantes, reformados, operários, doutores, bandeiras partidárias e sindicais, cartazes e faixas feitos de improviso por quem nunca experimentara o protesto, imaginação e esperança.
seriamos 50, 80, 100 mil? no mundo teremos sido uns trinta milhões a gritar em sintonia: Em nosso nome não!
um mês mais tarde, vimos, nas lajes, o cherne a lamber (mais uma vez) as botas a bush. Com medo do protesto, foram ao canto mais isolado da europa para assinar a guerra. nem assim se livraram de uma manif de 500 convictos pacifistas (eu estava lá, por acaso). a magoa d@s açorean@s é indescritivel...
Em nosso nome não!
não conseguimos parar a guerra, mas fizemos o mundo suspender a respiração enquanto via nascer, nas ruas, aquilo a que o new york times chamou a nova superpotência.
mostrámos aos senhores da guerra, aos bushs e aos sadans, aos tonys e aos bins, que entre o preto e o branco, existem as cores da tolerância, existem os sonhos de outro mundo, um mundo diferente, outro mundo possível. dissemos-lhes...
Em nosso nome não!
foi há um ano, em lisboa e no mundo.

13.2.04

#2
acrescentei algumas novidades ao template, não digam nada a ninguem!
bom fim de semana
#1

Out of time

Where's the love song to set us free
Too many people down
Everything turning the wrong way round
And I don't know what life would be
If we stop dreaming now
Lord knows we'd never clear the clouds

And you've been so busy lately that you haven't found the time
To open up your mind
And watch the world spinning gently out of time
Feel the sunshine on your face
It's on a computer now
Gone to the future way out in space

And you've been so busy lately that you haven't found the time
To open up your mind
And watch the world spinning gently out of time x 2

Tell me I'm not dreaming
But are we out of time
We're out of time
Out of time (x4)

Blur, think thank

12.2.04

#2

a prova de que há vida inteligente fora da terra



#1

torcicolo…
dói só de pensar.
ainda não descobri se é no trapézio ou no esternoclidomastóideo, mas o facto de ser à direita deve querer dizer alguma coisa.

11.2.04

#4

NATO happy to ignore explosions in Afghan opium output, says Russia

título retirado do jornal Britânico The Guardian, 9 Fevereiro 2003

e, no primeiro parágrafo da notícia, podemos ler:

«A Nato está a fechar os olhos ao florescente mercado do ópio no Afeganistão para assim garantir o apoio dos senhores da guerra, no sentido de manter a segurança no país, afirmou o ministro da defesa Russo.»

o resto do texto é uma resposta exemplar à pergunta: a quem serve a guerra?
#3

e que tal um jazz vindo directamente de new orleans?

WWOZ New Orleans Community Radio
Your Jazz and Heritage Station


esta é uma ideia roubada ao senhor carne.

#2

lá dizia o outrro: oh meux amigox... jejejejejeje

Ai o Sexo!...
Por JOAQUIM FIDALGO
Público, 11 de Fevereiro de 2004

A senhora secretária de Estado da Educação e militante do PP, de sua graça Mariana Cascais, é um espanto. Por exemplo, ela acha que a lei que preconiza, desde há 20 anos (!!!), a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas portuguesas está a ser cumprida. Deve ser a única pessoa a pensar tal, mas lá terá as suas razões. Ainda assim, admite que é necessário proceder a algumas mudanças e está a tratar disso. Por acaso, uns deputados do PSD - partido que faz coligação governamental com o PP - também estão a tratar disso, e por acaso com perspectivas muito diferentes das da senhora secretária de Estado da Educação...

Mas Mariana Cascais é uma verdadeira liberal, por pouco que pareça. A senhora disse, em entrevista ao "Diário de Notícias" do último domingo, esta coisa espantosa: "Se eu quisesse, não havia educação sexual." Tal e qual. Lendo a elucidativa conversa que teve com as jornalistas, percebe-se bem o sentido daquela afirmação. É algo do género "vocês estão para aí a sugerir que sou retrógrada e conservadora, que tenho umas ideias um pouco fechadas em relação à educação sexual nas escolas, mas não, eu até sou muito aberta, e a prova é que até vai haver alguma educação sexual nas escolas, sim, alguma, portanto não me acusem, até porque sou eu que mando e, se eu quisesse, nem sequer se falava dessas... ah... 'coisas' nas nossas escolas". Estão a ver como ela é aberta, moderna e "práfrentex"? Ela, que é "dona" da educação em Portugal; ela, que manda nas escolas a seu bel-prazer; ela, que podia perfeitamente, "se quisesse", riscar a educação sexual dos programas, mesmo havendo uma lei da República que a tornou obrigatória; ela, sim, vai generosamente permitir alguma abordagem dessas... ah... 'coisas' nas aulas!

Mas atenção, tem tudo de ser científico, neutro e prudente. Não se pode, por exemplo, ir para uma sala de aula mostrar como é que se coloca um preservativo, essa modernice que se faz em algumas escolas estrangeiras. Não, nós "temos uma mentalidade muito retrógrada", garante a senhora (que bem deve saber do que fala...). Para ela, talvez se possa falar do preservativo, mas pouquinho e como algo de excepcional, algo que só "os outros", os "que se portam menos bem", precisam de usar. Porque o importante é os meninos e as meninas aprenderem os valores da abstinência pré-matrimonial e da fidelidade conjugal a um só parceiro (e isto é que é ser neutro...). Mais nada! Se sabem para que serve um preservativo, e se até aprendem as técnicas do seu uso correcto, às tantas vão pôr-se todos para aí a utilizá-lo de manhã à noite... Sim, que a educação sexual é nisso que dá: num regabofe sem parança, numa promiscuidade a todo o transe, numa pouca-vergonha!

E eu que julgava que educação sexual era para os jovens estarem bem informados de tudo (mas informados mesmo, clara e concretamente) para depois poderem decidir, com liberdade responsável, como querem conduzir a sua vida, por exemplo sabendo os riscos que correm e sabendo também como evitá-los... Há-de ser giro ver a senhora secretária de Estado da Educação discutir estas matérias com os colegas sociais-democratas da coligação!
#1

Amigo, perdi o caminho. Eco: o caminho prossegue.
Há outro caminho? Eco : o caminho é só um.
Tenho de reconstruir o trilho? Eco: está perdido, desapareceu
Para trás, tenho de caminhar para trás! Eco: nenhum caminho vai lá ter, nenhum.
Então farei daqui o meu lugar, Eco: (a estrada continua)
Permanecerei imóvel e fixarei o meu rosto, Eco: (a estrada avança)
Ficarei aqui, ficarei para sempre. Eco: nenhum se por aqui, nenhum.
Não consigo encontrar o caminho Eco: o caminho prossegue.
Oh, os lugares porque passei! Eco: essa viagem acabou.
E o que virá por fim? Eco: A estrada prossegue.


Edwuin Muir

10.2.04

#1

Bruno Bozzetto, já ouviram falar?
entre outras coisas, é um ás a utilizar flash como meio de suporte na dificil explicação das ideossincrasias culturais italianas.

9.2.04

#4

uma dia destes, uma colega viu-me a tirar umas notas no meu caderninho e comentou:
- tens um moleskine!
- moles kê?
- moleskine, esse caderno na tua mão é um moleskine, é famoso em todo o mundo.
não liguei muito à história, para mim era só um caderno preto de que gosto muito porque me foi dado por uma amiga italiana com a recomendação de nele deixar esquiços das viagens.
moles... kê?
ontem descobri o mistério que o tal kê guarda.
afinal, o "caderninho preto", que até tem um papel fino demais para canetas de tinta e uma estrutura pouco recomendada a quem gosta de fazer up grades às memórias escritas, é um objecto de culto de viajantes, artistas e escritores - entre os quais luis sepulveda. parece que as suas dimensões reduzidas (tamanho de bolso), as suas folhas brancas, o elastico que o fecha e a sua discrição lhe deram estatuto de companheiro indispensável de quem anda por aí a vaguear.
tem piada a história, dá-me vontade de ir novamente em busca de outros ares.
#3

será que, nos casos de violação do segredo de justiça, os "movimentos de defesa da vida" também apoiam a gravidez levada até ao fim?
#2

«Se eu quisesse não havia educação sexual»

Mariana Cascais (Secretária de Estado da Educação), em entrevista ao dn de ontem


para que não haja enganos: a educação sexual é um favorzinho que esta amiga nos faz...

8.2.04

#1

finalmente encontrei um disco que, nos últimos 4 anos, tanto procurei. chama-se a janela, foi gravado (em parte) na cidade de lisboa e ganhou lugar no panteão das raridas. é o único albúm a solo conhecido de chris eckman, o vocalista dos the walkabouts.
vale bem a persistência
#2

hoje levantei-me cedo para realizar um sonho antigo: visitar a fundação Arpad Szenes- Vieira da Silva.
aproveitei a exposição das litografias que Henri Matisse fez para ilustrar as cartas portuguesas de Mariana Alcoforado, para me perder por dois espaços que se complemetam nas cores e perspectiva: o jardim da mãe de água, sorrindo para uma lisboa soalheira, e a colecção permanente da fundação.
o trabalho do artista francês vale pela simplicidade com retrata Soror Mariana Alcoforado (1640-1723) - que viveu no Convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja. Por volta de 1665 conhece o Marquês de Chamilly, que chega a Portugal integrando as tropas francesas que vêm ajudar nas campanhas da Restauração. Seduzida pelo Marquês, escreve-lhe cinco cartas quando este regressa a França.

pergunto-me como é que tenho conseguido andar a metrografar pelo mundo e nunca ter ido a um sitio tão perto de casa?
#1

uma nova pergunta é a melhor das respostas

7.2.04


Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

(...)

chico buarque, in tanto mar

6.2.04

fim de semana a chegar.
estou embriagado por uma mistura de cansaço e um desejo irreprimivel de sol.
até já

5.2.04

#3

recebi o mail que aqui passo a reproduzir.
vou pedir aos meus advogados uma análise atenta dos seus conteúdos.

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Viva Metrografista

Serve este mail para falar de comentários
Sempre que aqui venho deparo-me com a (para mim) incómoda situação de
ter de enviar um mail se quiser comunicar algo a VExa.
Para mais, a minha ideia fica entre VExa e a minha pessoa, com todo o
empobrecimento de ideias que isso acarreta para a humanidade.
Para mais ainda, é (como já disse algures) algo larilóide enviar mails
a gajos...
Ainda para mais, é egoísta ir mandar postas nos comentários dos outros
e não deixar q mandem no seu blog...
Não o apelido de fascizóide, pq os conteúdos do blog assim não o indiciam, mas a inexistência de comentários é em sim mesmo uma atitude fascista.
Você n usa um bigodinho minusculo, por acaso, não?
Fale c a sua irmã japonesa e democratize o blog!

Tenho dito

ginger ale

(aka padeira de Aljubarrota)