#3
got the wells, petrol is cheap...
U2, miami
4.9.03
#2
estou com energia para passar a noite a postar, desfiando casualidades.
a verdade é que estou de partida, vou de novo para a estrada. desta vez vou de férias a sério, de mochila às costas, sem telemóvel, sem destino muito fixo. tenho um encontro marcado numa estação de comboio na Suiça amanhã a determinada hora e depois logo se vê...
se der para postar postarei, se não der... até daqui a dez dias!
estou com energia para passar a noite a postar, desfiando casualidades.
a verdade é que estou de partida, vou de novo para a estrada. desta vez vou de férias a sério, de mochila às costas, sem telemóvel, sem destino muito fixo. tenho um encontro marcado numa estação de comboio na Suiça amanhã a determinada hora e depois logo se vê...
se der para postar postarei, se não der... até daqui a dez dias!
#1
Eduardo Galeano sempre de olho aberto, falá-nos de terrorismo...
« (...) Otra definición [de terrorismo]. No es del FBI, sino de la mano anónima que la escribió en un muro del barrio de San Telmo, en Buenos Aires, en estos tiempos de crisis atroz. Y no se refiere al terrorismo internacional, sino a los medios masivos de comunicación: "Nos mean y los diarios dicen: Llueve".»
para quem não percebe a última frase, cá vai a tradução: "mijam-nos [em cima] e os diários dizem: chove"
o resto do texto pode ser encontrado em a veces soy buena
Eduardo Galeano sempre de olho aberto, falá-nos de terrorismo...
« (...) Otra definición [de terrorismo]. No es del FBI, sino de la mano anónima que la escribió en un muro del barrio de San Telmo, en Buenos Aires, en estos tiempos de crisis atroz. Y no se refiere al terrorismo internacional, sino a los medios masivos de comunicación: "Nos mean y los diarios dicen: Llueve".»
para quem não percebe a última frase, cá vai a tradução: "mijam-nos [em cima] e os diários dizem: chove"
o resto do texto pode ser encontrado em a veces soy buena
#2
reabriu o Agito Bar, depois de umas férias que, apesar de merecidas, desesperaram as ostes de habituais frequentadores e frequentadoras...
para quem não conhece, está situado na rua da Rosa, 261, ao Bairro Alto. Além de copos e comes, há música, exposições temporárias, um ponto de bookcrossing e muita animação.
reabriu o Agito Bar, depois de umas férias que, apesar de merecidas, desesperaram as ostes de habituais frequentadores e frequentadoras...
para quem não conhece, está situado na rua da Rosa, 261, ao Bairro Alto. Além de copos e comes, há música, exposições temporárias, um ponto de bookcrossing e muita animação.
3.9.03
2.9.03
1.9.03
Chile, 11 de Setembro de 1973
Estimados Amigos e Companheiros:
Pedimos que se re-envie este email aos vossos contactos se cosiderarem
oportuno.
Os chilenos antifascistas residentes em Portugal estamos preparando para
o dia 11 de Setembro às 21,30 horas, um acto no teatro La Comuna de
Lisboa, para recordar a Salvador Allende, Victor Jara e tantos milhares de chilenos assassinados pelo fascismo de Pinochet.
Dirigimo-nos a vossa Organização para pedir o apoio e participação neste
acto solidário, sabemos que sempre temos contado com os portugueses
antifascistas motivo pelo qual queremos novamente recurrir ao vosso
apoio.
O acto a que fazermos referencia será amplio, tentando a participação de
todas as forças da Esquerda portuguesa.
Terá um espectáculo com a participação musical de Manuel Freire,
Francisco Naia, Francisco Fanhais e Julián del Valle. Participará também a
Escritora Sônia Ferreira que acaba de lançar o seu livro Mulheres de Desaparecidos
(editora Ela por Ela) que está dedicado às heroicas mulheres chilenas
que tem sofrido este problema.
Cobraremos uma entrada simbólica de 5 Euros que servirá para cubrir os gastos relativos a este acto.
Julián del Valle
Portugal, 25 de Agosto de 2003.-
31.8.03
#2
Não pude deixar de ver Ken Park.
Ao contrário do que alguma crítica alvitra, penso que esta não é uma fita vazia e (tão só) voyeuer, mas sim mais um forte contributo para a compreensão desse fenómeno paranormal que é a sociedade americana, onde a adolescência e a própria mente humana acabam por estar na berlinda.
Pode existir uma qualquer sensação de déja vu - muito se fala do American Beauty de Sam Mendes, a mim lembra-me y tu madre tambien de Alfonso Cuarón -, mas prevalece o ponto de vista de Larry Clark. A questão da pornografia, num tempo em que a pedofilia é o credo na boca de muita gente, acaba por se revelar uma falsa questão... as imagens de sexo, presentes em tantos outros filmes, são enquadradas no argumento, e ajudam a responder àquela que, presumo, seja a intenção do filme, perguntar a qualquer um ou a qualquer uma: hei, quem és tu?
Não pude deixar de ver Ken Park.
Ao contrário do que alguma crítica alvitra, penso que esta não é uma fita vazia e (tão só) voyeuer, mas sim mais um forte contributo para a compreensão desse fenómeno paranormal que é a sociedade americana, onde a adolescência e a própria mente humana acabam por estar na berlinda.
Pode existir uma qualquer sensação de déja vu - muito se fala do American Beauty de Sam Mendes, a mim lembra-me y tu madre tambien de Alfonso Cuarón -, mas prevalece o ponto de vista de Larry Clark. A questão da pornografia, num tempo em que a pedofilia é o credo na boca de muita gente, acaba por se revelar uma falsa questão... as imagens de sexo, presentes em tantos outros filmes, são enquadradas no argumento, e ajudam a responder àquela que, presumo, seja a intenção do filme, perguntar a qualquer um ou a qualquer uma: hei, quem és tu?
#1
"I Have a Dream..."
"Cem anos depois [da proclamação de emancipação dos escravos americanos], a vida de um negro ainda está tristemente subjugada às algemas da segregação e às correntes da discriminação. Cem anos depois, um negro vive numa solitária ilha de pobreza no meio de um vasto oceano de properidade material. Cem anos depois, um negro ainda definha nos cantos da sociedade americana e é um exilado na sua própria terra."
"Devemos sempre conduzir a nossa luta no elevado plano da dignidade e da disciplina. Não devemos permitir que o nosso protesto criativo degenere em violência. Repetidamente devemos ascender às majestosas alturas de confrontar a força física com a força espiritual."
"Não podemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, pesados com o cansaço de uma viagem, não possam ter abrigo nos móteis das autoestradas nem no hóteis das cidades. Não podemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade de um negro seja de um gueto pequeno para um maior. Não podemos estar satisfeitos enquanto um negro no Mississipi não pode votar e um negro em Nova Iorque acredita que não tem motivos para votar."
"Tenho um sonho de que um dia esta nação irá erguer-se e cumprir o verdadeiro sentido do seu mote: 'Consideramos estas verdades auto-evidentes: que todos os homens são criados iguais' [citação da declaração de independência dos EUA]. Tenho um sonho de que um dia nas colinas vermelhas da Georgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos esclavagistas poderão sentar-se juntos a uma mesa de fraternidade."
"Tenho um sonho de que os meus quatro filhos poderão um dia viver numa nação onde serão julgados não pela cor da sua pele mas pelo conteúdo do seu carácter."
"Quando deixarmos a liberdade soar, quando a deixarmos soar em cada aldeia e cada povoado, em cada estado e cada cidade, seremos capazes de adiantar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, serão capazes de juntar mãos e cantar as palavras do antigo espiritual negro, 'Finalmente livres! Finalmente livres! Obrigado Deus todo-poderoso, somos finalmente livres!'"
Martin Luther King Jr
in Jornal Público, Quinta-feira, 28 de Agosto de 2003, 40 anos depois da Marcha Cívica
"I Have a Dream..."
"Cem anos depois [da proclamação de emancipação dos escravos americanos], a vida de um negro ainda está tristemente subjugada às algemas da segregação e às correntes da discriminação. Cem anos depois, um negro vive numa solitária ilha de pobreza no meio de um vasto oceano de properidade material. Cem anos depois, um negro ainda definha nos cantos da sociedade americana e é um exilado na sua própria terra."
"Devemos sempre conduzir a nossa luta no elevado plano da dignidade e da disciplina. Não devemos permitir que o nosso protesto criativo degenere em violência. Repetidamente devemos ascender às majestosas alturas de confrontar a força física com a força espiritual."
"Não podemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, pesados com o cansaço de uma viagem, não possam ter abrigo nos móteis das autoestradas nem no hóteis das cidades. Não podemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade de um negro seja de um gueto pequeno para um maior. Não podemos estar satisfeitos enquanto um negro no Mississipi não pode votar e um negro em Nova Iorque acredita que não tem motivos para votar."
"Tenho um sonho de que um dia esta nação irá erguer-se e cumprir o verdadeiro sentido do seu mote: 'Consideramos estas verdades auto-evidentes: que todos os homens são criados iguais' [citação da declaração de independência dos EUA]. Tenho um sonho de que um dia nas colinas vermelhas da Georgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos esclavagistas poderão sentar-se juntos a uma mesa de fraternidade."
"Tenho um sonho de que os meus quatro filhos poderão um dia viver numa nação onde serão julgados não pela cor da sua pele mas pelo conteúdo do seu carácter."
"Quando deixarmos a liberdade soar, quando a deixarmos soar em cada aldeia e cada povoado, em cada estado e cada cidade, seremos capazes de adiantar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, serão capazes de juntar mãos e cantar as palavras do antigo espiritual negro, 'Finalmente livres! Finalmente livres! Obrigado Deus todo-poderoso, somos finalmente livres!'"
Martin Luther King Jr
in Jornal Público, Quinta-feira, 28 de Agosto de 2003, 40 anos depois da Marcha Cívica
30.8.03
Armário de Especiarias e Ervas Aromáticas
Cerofólio, manjerona
malagueta, benjoim
noz moscada, cardomomo
salsa, sândalo, alecrim
erva doce, piripiri
cravinho, canela em pau
gengibre, menta, tomilho
pimpinela, colorau
zimbro, funcho, açafrão
oregãos, coentros, caril
azedas, louro, estragão
Jorge de Sousa Braga, in O Poeta Nu
Cerofólio, manjerona
malagueta, benjoim
noz moscada, cardomomo
salsa, sândalo, alecrim
erva doce, piripiri
cravinho, canela em pau
gengibre, menta, tomilho
pimpinela, colorau
zimbro, funcho, açafrão
oregãos, coentros, caril
azedas, louro, estragão
Jorge de Sousa Braga, in O Poeta Nu
26.8.03
23.8.03
De eléctrico
(Num carro para Campolide. Dia Sexual)
Uma mulher de carne azul,
semeadora de luas e de transes,
atravessou o vidro
e veio, voadora,
sentar-se no meu colo
na nudez reclinada
dum desdém de espelhos.
(Mas que bom! ninguém suspeita
que levo uma mulher nua nos joelhos.)
José Gomes Ferreira
(Num carro para Campolide. Dia Sexual)
Uma mulher de carne azul,
semeadora de luas e de transes,
atravessou o vidro
e veio, voadora,
sentar-se no meu colo
na nudez reclinada
dum desdém de espelhos.
(Mas que bom! ninguém suspeita
que levo uma mulher nua nos joelhos.)
José Gomes Ferreira
20.8.03
#4
(...)
baby
o que mais importa
a poesia está morta
mas juro qua não fui eu
tudo à minha volta são reclames
desejos
vãos
e sóis
tudo à minha volta são reclames
desejos
vãos
e só
(...)
Zeca Baleiro, in Mundo dos Negócios
(...)
baby
o que mais importa
a poesia está morta
mas juro qua não fui eu
tudo à minha volta são reclames
desejos
vãos
e sóis
tudo à minha volta são reclames
desejos
vãos
e só
(...)
Zeca Baleiro, in Mundo dos Negócios
19.8.03
#2
NÃO
Não formar nenhuma ideia
do que somos ou seremos
mas entre as vozes que fogem
precisar o que dizemos.
Dormir sonos ante-céus
abismos que são infernos.
Dormir em paz. Dormir paz,
enfim a nota segura.
Lembrar pessoas e dias
que penetram no espaço
de eventos primaveris.
E dar as mãos aos espectros
beijá-los lendas, perfis.
Amar a sombra, a penumbra
correr janelas e véus.
Saber que nada é verdade.
Dizer amor ao deserto
abraçar quem nos ignora
dormir com quem não nos vê
mas precisar do calor
de quem nunca nos encontra.
Natércia Freire, in Antologia Poética
NÃO
Não formar nenhuma ideia
do que somos ou seremos
mas entre as vozes que fogem
precisar o que dizemos.
Dormir sonos ante-céus
abismos que são infernos.
Dormir em paz. Dormir paz,
enfim a nota segura.
Lembrar pessoas e dias
que penetram no espaço
de eventos primaveris.
E dar as mãos aos espectros
beijá-los lendas, perfis.
Amar a sombra, a penumbra
correr janelas e véus.
Saber que nada é verdade.
Dizer amor ao deserto
abraçar quem nos ignora
dormir com quem não nos vê
mas precisar do calor
de quem nunca nos encontra.
Natércia Freire, in Antologia Poética
#1
LISBOA INFESTA
OS ABAIXO-ASSINADOS SÃO CONTRA O SOM QUE É IMPOSTO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA A PARTIR DOS MAIS DE 100 ALTIFALANTES QUE ‘ORELHAM’ OS CANDEEIROS DA BAIXA LISBOETA DURANTE DOZE HORAS DO DIA.
Gostamos dos sons próprios de cada rua, de cada esquina e de cada momento.
Os abaixo-assinados são contra o ensombramento destes sons pela massa sonora contínua que escorre pelos altifalantes sobrepondo-se às conversas das pessoas na rua.
Porque gostamos da diferenciação dos usos que em cada espaço se vão gerando, não queremos a unificação do som, desta forma imposta, que tende a gerar a uniformização dos comportamentos retirando aos lugares e às pessoas a memória e o sabor da diferença.
Em consciência dos nossos direitos, sentimos a presença dos altifalantes como uma intervenção prepotente no espaço público.
NÃO QUEREMOS UMA CIDADE INSÍPIDA REDUZIDA A UM IMENSO ESPAÇO DE CONSUMO.
OS ABAIXO-ASSINADOS EXIGEM QUE OS ALTIFALANTES SEJAM DE IMEDIATO REMOVIDOS.
LISBOA INFESTA
OS ABAIXO-ASSINADOS SÃO CONTRA O SOM QUE É IMPOSTO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA A PARTIR DOS MAIS DE 100 ALTIFALANTES QUE ‘ORELHAM’ OS CANDEEIROS DA BAIXA LISBOETA DURANTE DOZE HORAS DO DIA.
Gostamos dos sons próprios de cada rua, de cada esquina e de cada momento.
Os abaixo-assinados são contra o ensombramento destes sons pela massa sonora contínua que escorre pelos altifalantes sobrepondo-se às conversas das pessoas na rua.
Porque gostamos da diferenciação dos usos que em cada espaço se vão gerando, não queremos a unificação do som, desta forma imposta, que tende a gerar a uniformização dos comportamentos retirando aos lugares e às pessoas a memória e o sabor da diferença.
Em consciência dos nossos direitos, sentimos a presença dos altifalantes como uma intervenção prepotente no espaço público.
NÃO QUEREMOS UMA CIDADE INSÍPIDA REDUZIDA A UM IMENSO ESPAÇO DE CONSUMO.
OS ABAIXO-ASSINADOS EXIGEM QUE OS ALTIFALANTES SEJAM DE IMEDIATO REMOVIDOS.
18.8.03
a história de Magiolo Gonçalves enoja-me... um desertor das ex-colónias reciclado em heroi anticomuna que tinha medalhinhas de fátima e rezava pais nossos por timor e pelo PS... lá dizia o Sérgio Godinho que o heroi é aquele que foge para a frente!
esta orgia de mitos é a parábola quase perfeita da democracia que se instalou neste país após o 25 de Novembro de 1975; só lá faltou o cónego de melo a rezar a missa ou alberto joão a anunciar o nome do dito cujo para uma rua, um aeroporto ou um programa humanitário.
esta orgia de mitos é a parábola quase perfeita da democracia que se instalou neste país após o 25 de Novembro de 1975; só lá faltou o cónego de melo a rezar a missa ou alberto joão a anunciar o nome do dito cujo para uma rua, um aeroporto ou um programa humanitário.
17.8.03
olá. encontrei a nova que se segue, deixo o alerta e espero que sirva a alguém.
Domingo, 17 Agosto, pelas 19h, vai acontecer uma vigília no alto do
Parque Eduardo VII, junto aos jacarandás que vão ser abatidos para o início
das obras de construção de um túnel no Marquês de Pombal. A Câmara
Municipal já se pronunciou hoje em termos vergonhosos contra esta acção
convocada por um grupo de cidadãos.
A vossa (nossa) presença seria útil!
Domingo, 17 Agosto, pelas 19h, vai acontecer uma vigília no alto do
Parque Eduardo VII, junto aos jacarandás que vão ser abatidos para o início
das obras de construção de um túnel no Marquês de Pombal. A Câmara
Municipal já se pronunciou hoje em termos vergonhosos contra esta acção
convocada por um grupo de cidadãos.
A vossa (nossa) presença seria útil!
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