uns dias fora das redes do dia a dia, e não fico cansado de me espantar com as coisas raras que acontecem...
a que mais nauseou foi a história - que mais parece uma estória de mau gosto-, do navio chileno onde foram torturad@s centenas de homens e mulheres durante os anos de Pinochet. O dito navio, depois de ter vista a sua entrada recusada em alguns portos europeus, acabou por aportar em Ponta Delgada... temos um pais sem memória nenhuma e com muito pouca auto estima!
amnistia internacional entrou em acção, a denuncia foi feita para @s pouc@s que a quiseram ouvir.
depois da malfadada cimeira das Lajes, os Açores, terra maravilhosa e de tão boa gente, voltam a servir de abrigo para sombras negras deste mundo em que vivemos.
2.8.03
27.7.03
#2
mudei de casa, fiquei pior
mudei de emprego, foi um horror
mudei de musa, não resultou
aqui há gato, quem me tramou?
Gaiteiros de Lisboa, in Macareú
mudei de casa, fiquei pior
mudei de emprego, foi um horror
mudei de musa, não resultou
aqui há gato, quem me tramou?
Gaiteiros de Lisboa, in Macareú
#1
cá estou de novo, de passagem pelas teclas... já tinha saudades de bloggar um pouco!
andei pela Galiza, fui a Santiago de Compostela às comemorações do 25 de Julho, dia do santo e da patria Galega.
entre muita chuva, algum stress, muita alegria, boa queimada e melhor comida, matei saudades de amig@s e de uma cidade que, apesar de ter dezenas de padres por metro quadrado, me encanta.
nos entretantos, tive oportunidade de ir a uma grande manifestação da plataforma Nunca Mais, onde se relembrou o desastre, ainda presente, do Prestige, e aos concerto do FestiGal 03, dos quais destaco Paulo Lenine - uma deliciosa aparição na minha pesquisa musical - e os Gaiteiros de Lisboa - uma deliciosa, e sempre bem vinda, repetição.
dias cheios, dias em cheio.
cá estou de novo, de passagem pelas teclas... já tinha saudades de bloggar um pouco!
andei pela Galiza, fui a Santiago de Compostela às comemorações do 25 de Julho, dia do santo e da patria Galega.
entre muita chuva, algum stress, muita alegria, boa queimada e melhor comida, matei saudades de amig@s e de uma cidade que, apesar de ter dezenas de padres por metro quadrado, me encanta.
nos entretantos, tive oportunidade de ir a uma grande manifestação da plataforma Nunca Mais, onde se relembrou o desastre, ainda presente, do Prestige, e aos concerto do FestiGal 03, dos quais destaco Paulo Lenine - uma deliciosa aparição na minha pesquisa musical - e os Gaiteiros de Lisboa - uma deliciosa, e sempre bem vinda, repetição.
dias cheios, dias em cheio.
20.7.03
Vinha eu no metro pelo cair da tarde, quando, na Alameda, as carruagens foram subitamente ocupadas por centenas de noruegueses/as, tod@s de igual... parte de uma das equipas de ginástica que tomam conta de Lisboa nestes dias - não se fala muito deste campeonato de ginástica porque o futebol é que induca, já se vê!
Enquanto me deliciava com a alegria e a cor de um bando de atletas ensolarad@s, só me lembrava das invasões barbaras dos Gaiteiros de Lisboa.
Enquanto me deliciava com a alegria e a cor de um bando de atletas ensolarad@s, só me lembrava das invasões barbaras dos Gaiteiros de Lisboa.
19.7.03
16.7.03
15.7.03
13.7.03
Em tempo de poucas palavras resta-me sempre a Poesia.
A MEU FAVOR
A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.
Alexandre O'neill, in No Reino da Dinamarca
A MEU FAVOR
A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.
Alexandre O'neill, in No Reino da Dinamarca
11.7.03
Incendiar as naus
Incendiar as naus
para que não nos sigam
as sombras velhas
pela terra nova
para os que vão comigo
não pensem que é possivel
voltar a ser o que eram
no país perdido
para que pelas costas
só encontremos o mar
e pela frente o desconhecido
para que sobre o incêndio
caminhemos sem medo
aqui e agora
Homero Aridjis
Incendiar as naus
para que não nos sigam
as sombras velhas
pela terra nova
para os que vão comigo
não pensem que é possivel
voltar a ser o que eram
no país perdido
para que pelas costas
só encontremos o mar
e pela frente o desconhecido
para que sobre o incêndio
caminhemos sem medo
aqui e agora
Homero Aridjis
7.7.03
6.7.03
# 3
Fui à Aula Magna de Lx assistir ao Concerto Reafirmar as Cantigas do Maio, organizado pela Ass. José Afonso.
Se a Galega Uxia me encheu o peito de ar com a sua voz e alegria, os irmãos Samir e Wissam Jourban conseguiram, com os seus alaudes e as histórias do último cerco de Ramallah, cortar-me a respiração.
Espero que esta seja a força que faltava para As Cantigas regressarem ao formato de festival, sempre, e cada vez, com mais qualidade.
Fui à Aula Magna de Lx assistir ao Concerto Reafirmar as Cantigas do Maio, organizado pela Ass. José Afonso.
Se a Galega Uxia me encheu o peito de ar com a sua voz e alegria, os irmãos Samir e Wissam Jourban conseguiram, com os seus alaudes e as histórias do último cerco de Ramallah, cortar-me a respiração.
Espero que esta seja a força que faltava para As Cantigas regressarem ao formato de festival, sempre, e cada vez, com mais qualidade.
# 2
@s Galeg@s que conheci este ano em Lisboa regressam a casa após terem terminado o Erasmus... amig@s adoráveis, pessoas maravilhosas, lutadores/as incansáveis...
Juntos formámos a plataforma NUNCA MAIS de Lisboa, que desenvolveu, tal como lá, actividade solidária com o povo Galego na sua luta contra as marés negras e o esquecimento.
Vão fazer-nos falta.
@s Galeg@s que conheci este ano em Lisboa regressam a casa após terem terminado o Erasmus... amig@s adoráveis, pessoas maravilhosas, lutadores/as incansáveis...
Juntos formámos a plataforma NUNCA MAIS de Lisboa, que desenvolveu, tal como lá, actividade solidária com o povo Galego na sua luta contra as marés negras e o esquecimento.
Vão fazer-nos falta.
4.7.03
3.7.03
(...)
Se meto os pés para dentro, a partir de agora
Eu meto-os para fora
Se dizia o que penso, eu posso estar atento
E pensar para dentro
Se queres que seja duro, muito bem eu serei duro
Se queres que seja doce, serei doce, ai isso juro
Eu quero é ser o tal
E como o tal reconhecido
Assim, digo-te ao ouvido
Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego
(...) Sérgio Godinho
Se meto os pés para dentro, a partir de agora
Eu meto-os para fora
Se dizia o que penso, eu posso estar atento
E pensar para dentro
Se queres que seja duro, muito bem eu serei duro
Se queres que seja doce, serei doce, ai isso juro
Eu quero é ser o tal
E como o tal reconhecido
Assim, digo-te ao ouvido
Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego
(...) Sérgio Godinho
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