#4
vou de novo para a estrada, volto daqui a uma semana com novas e frescas.
27.7.03
#2
mudei de casa, fiquei pior
mudei de emprego, foi um horror
mudei de musa, não resultou
aqui há gato, quem me tramou?
Gaiteiros de Lisboa, in Macareú
mudei de casa, fiquei pior
mudei de emprego, foi um horror
mudei de musa, não resultou
aqui há gato, quem me tramou?
Gaiteiros de Lisboa, in Macareú
#1
cá estou de novo, de passagem pelas teclas... já tinha saudades de bloggar um pouco!
andei pela Galiza, fui a Santiago de Compostela às comemorações do 25 de Julho, dia do santo e da patria Galega.
entre muita chuva, algum stress, muita alegria, boa queimada e melhor comida, matei saudades de amig@s e de uma cidade que, apesar de ter dezenas de padres por metro quadrado, me encanta.
nos entretantos, tive oportunidade de ir a uma grande manifestação da plataforma Nunca Mais, onde se relembrou o desastre, ainda presente, do Prestige, e aos concerto do FestiGal 03, dos quais destaco Paulo Lenine - uma deliciosa aparição na minha pesquisa musical - e os Gaiteiros de Lisboa - uma deliciosa, e sempre bem vinda, repetição.
dias cheios, dias em cheio.
cá estou de novo, de passagem pelas teclas... já tinha saudades de bloggar um pouco!
andei pela Galiza, fui a Santiago de Compostela às comemorações do 25 de Julho, dia do santo e da patria Galega.
entre muita chuva, algum stress, muita alegria, boa queimada e melhor comida, matei saudades de amig@s e de uma cidade que, apesar de ter dezenas de padres por metro quadrado, me encanta.
nos entretantos, tive oportunidade de ir a uma grande manifestação da plataforma Nunca Mais, onde se relembrou o desastre, ainda presente, do Prestige, e aos concerto do FestiGal 03, dos quais destaco Paulo Lenine - uma deliciosa aparição na minha pesquisa musical - e os Gaiteiros de Lisboa - uma deliciosa, e sempre bem vinda, repetição.
dias cheios, dias em cheio.
20.7.03
Vinha eu no metro pelo cair da tarde, quando, na Alameda, as carruagens foram subitamente ocupadas por centenas de noruegueses/as, tod@s de igual... parte de uma das equipas de ginástica que tomam conta de Lisboa nestes dias - não se fala muito deste campeonato de ginástica porque o futebol é que induca, já se vê!
Enquanto me deliciava com a alegria e a cor de um bando de atletas ensolarad@s, só me lembrava das invasões barbaras dos Gaiteiros de Lisboa.
Enquanto me deliciava com a alegria e a cor de um bando de atletas ensolarad@s, só me lembrava das invasões barbaras dos Gaiteiros de Lisboa.
19.7.03
16.7.03
15.7.03
13.7.03
Em tempo de poucas palavras resta-me sempre a Poesia.
A MEU FAVOR
A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.
Alexandre O'neill, in No Reino da Dinamarca
A MEU FAVOR
A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.
Alexandre O'neill, in No Reino da Dinamarca
11.7.03
Incendiar as naus
Incendiar as naus
para que não nos sigam
as sombras velhas
pela terra nova
para os que vão comigo
não pensem que é possivel
voltar a ser o que eram
no país perdido
para que pelas costas
só encontremos o mar
e pela frente o desconhecido
para que sobre o incêndio
caminhemos sem medo
aqui e agora
Homero Aridjis
Incendiar as naus
para que não nos sigam
as sombras velhas
pela terra nova
para os que vão comigo
não pensem que é possivel
voltar a ser o que eram
no país perdido
para que pelas costas
só encontremos o mar
e pela frente o desconhecido
para que sobre o incêndio
caminhemos sem medo
aqui e agora
Homero Aridjis
7.7.03
6.7.03
# 3
Fui à Aula Magna de Lx assistir ao Concerto Reafirmar as Cantigas do Maio, organizado pela Ass. José Afonso.
Se a Galega Uxia me encheu o peito de ar com a sua voz e alegria, os irmãos Samir e Wissam Jourban conseguiram, com os seus alaudes e as histórias do último cerco de Ramallah, cortar-me a respiração.
Espero que esta seja a força que faltava para As Cantigas regressarem ao formato de festival, sempre, e cada vez, com mais qualidade.
Fui à Aula Magna de Lx assistir ao Concerto Reafirmar as Cantigas do Maio, organizado pela Ass. José Afonso.
Se a Galega Uxia me encheu o peito de ar com a sua voz e alegria, os irmãos Samir e Wissam Jourban conseguiram, com os seus alaudes e as histórias do último cerco de Ramallah, cortar-me a respiração.
Espero que esta seja a força que faltava para As Cantigas regressarem ao formato de festival, sempre, e cada vez, com mais qualidade.
# 2
@s Galeg@s que conheci este ano em Lisboa regressam a casa após terem terminado o Erasmus... amig@s adoráveis, pessoas maravilhosas, lutadores/as incansáveis...
Juntos formámos a plataforma NUNCA MAIS de Lisboa, que desenvolveu, tal como lá, actividade solidária com o povo Galego na sua luta contra as marés negras e o esquecimento.
Vão fazer-nos falta.
@s Galeg@s que conheci este ano em Lisboa regressam a casa após terem terminado o Erasmus... amig@s adoráveis, pessoas maravilhosas, lutadores/as incansáveis...
Juntos formámos a plataforma NUNCA MAIS de Lisboa, que desenvolveu, tal como lá, actividade solidária com o povo Galego na sua luta contra as marés negras e o esquecimento.
Vão fazer-nos falta.
4.7.03
3.7.03
(...)
Se meto os pés para dentro, a partir de agora
Eu meto-os para fora
Se dizia o que penso, eu posso estar atento
E pensar para dentro
Se queres que seja duro, muito bem eu serei duro
Se queres que seja doce, serei doce, ai isso juro
Eu quero é ser o tal
E como o tal reconhecido
Assim, digo-te ao ouvido
Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego
(...) Sérgio Godinho
Se meto os pés para dentro, a partir de agora
Eu meto-os para fora
Se dizia o que penso, eu posso estar atento
E pensar para dentro
Se queres que seja duro, muito bem eu serei duro
Se queres que seja doce, serei doce, ai isso juro
Eu quero é ser o tal
E como o tal reconhecido
Assim, digo-te ao ouvido
Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego
(...) Sérgio Godinho
2.7.03
1.7.03
30.6.03
nestes dias em que o meu ritmo circadiano anda às voltas consigo mesmo, só me vem à cabeça a canção dos REM...
I see today with a newsprint fray
my night is colored headache grey
don't wake me with so much.
daysleeper.
I cried the other night
I can't even say why
fluorescent flat caffeine lights
its furious balancing
I see today with a newsprint fray
my night is colored headache grey
don't wake me with so much.
daysleeper.
I cried the other night
I can't even say why
fluorescent flat caffeine lights
its furious balancing
29.6.03
“ Os tremores de terra, dizem os cientistas, são fenómenos frequentes. Falando de todo o globo, registam-se uns quinze mil sismos por década. A estabilidade é que é rara. O anormal, o extremo, o operático, o extravagante: eis a regra. A vida normal é uma coisa que não existe. E, no entanto, é dela que precisamos, da casa que construímos para nos defendermos do lobo mau da mudança. E se, no fim de contas, o lobo é a realidade, a casa é a nossa melhor defesa contra a tempestade: chamemos-lhe civilização. Construímos as nossas casas de palha ou de tijolo não só contra a vulpina instabilidade dos tempos mas também contra a nossa natureza predatória; contra o lobo que temos dentro de nós.
Este é um modo de ver. Uma casa também pode ser uma prisão. Os grandes lobos (perguntem a Mowgli, a Romulo e Remo, a Kevin Costner, não temos de acreditar sempre nos 3 porquinhos) não são obrigatoriamente maus. (...)”
Salman Rushdie, In “O chão que ela pisa ”
Este é um modo de ver. Uma casa também pode ser uma prisão. Os grandes lobos (perguntem a Mowgli, a Romulo e Remo, a Kevin Costner, não temos de acreditar sempre nos 3 porquinhos) não são obrigatoriamente maus. (...)”
Salman Rushdie, In “O chão que ela pisa ”
28.6.03
"Parecera o começo da felicidade, e às vezes, passados mais de trinta anos, ela ainda se sente chocada ao dar-se conta de que foi felicidade, de que toda a experiência se encontra num beijo e num passeio, na previsão de um jantar e de um livro. O jantar foi, entretanto, esquecido; a Lessing foi há muito ofuscada por outros escritores, e até o sexo, depois de ela e Richard terem chegado a esse ponto, foi ardente, mas embaraçoso, insatisfatório, mais aprazivel do que apaixonado. O que continua a viver, intacto, na memória de Clarissa, decorridads mais de três décadas, é um beijo no crepúsculo, num retalho de erva seca, e um passeio à volta de uma lagoa, enquanto zumbiam mosquitos no ar que escurecia. Ainda permanece nessa perfeição singular, e é perfeição, em parte, porque pareceu, na altura, prometer tão claramente mais. Ela agora sabe: esse foi o momento, exactamente esse. Não houve nenhum outro."
Michel Cunniigham, in As Horas
Michel Cunniigham, in As Horas
27.6.03
26.6.03
Metrografismos
1
A solidão é
um copo de plástico
amarelo-vazio e
três notas festivas
num acordeão
melancólico
2
Semioptica do desejo:
letras vermelhas em
constelação repetitiva,
modelando a comunicação
na noite dos túneis
3
Cidade que rodopia
nas próprias entranhas
Não olhar de frente
os estranhos
é regra para que
não se faça luz
sobre o que somos
4
clic
um poema
sem métrica
uma imagem de nada
que se faz no metro
André
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