29.5.04

#1


Prisioneiro em Fez

O deserto não me deixa dormir
Escrevo à luz da querosene
mais uma mensagem desesperada
-talvez nas montanhas a sul de Chauén-
Em vão
Eis-me aqui prisioneiro
de mim mesmo com a única saída bloqueada:
o coração

Jorge de Sousa Braga
O Poeta Nu

28.5.04

#2
momento de grande inspiração, repigado por aí

n'Os Dias Silenciosos II
(O silêncio
- cortado -
fica.
O impulso
nascendo.)

C.
#1

PALESTINA, 2004

há 15 anos, em Berlim, a humanidade aprendeu que até os muros mais improváveis acabam por cair. lembro-me como se fosse hoje e acredito que este também cairá

27.5.04

#2

e se não chegasse já o que vem no post anterior, o último paragráfo da notícia versa sobre outro grande motivo de orgulho nacional, a violência doméstica:

"(...) Finalmente, quanto à violência contra as mulheres, a Amnistia Internacional cita a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres para dizer que em cada mês morrem, em média, cinco mulheres vítimas de violência doméstica. "Apesar de a legislação de 1991 prever unidades de polícia especializadas no combate à violência doméstica, estas não tinham sido criadas até ao final de 2003", lamenta a Amnistia no relatório."
#1

a polícia protege-nos, mas...
quem nos protege da polícia?


Relatório relativo a 2003
Amnistia Internacional denuncia violência policial e insegurança nas prisões em Portugal

Lusa, 26 de Maio de 2004

O relatório de 2003 da Amnistia Internacional denuncia o "uso desproporcionado" da força pela polícia portuguesa, a excessiva duração da prisão preventiva e a falta de segurança nas cadeias.

Portugal surge referenciado regularmente nos relatórios da Amnistia Internacional por maus tratos das autoridades policiais, sobrelotação e violência nas cadeias e casos de racismo.

No relatório deste ano, a Amnistia Internacional denuncia ainda "a lentidão do sistema judicial" e a insegurança nas prisões, quer por agressões auto-infligidas, quer por violência entre detidos. "Foram consideradas inadequadas as medidas tomadas para prevenir as agressões auto-infligidas e entre reclusos e para identificar detidos vulneráveis, indiciando de forma preocupante que as autoridades não estariam a proteger adequadamente o direito à vida da população prisional", afirma o relatório.

Em algumas cadeias portuguesas, prossegue o relatório, as condições sanitárias continuam abaixo das normas internacionais, sendo que, em Fevereiro de 2002, 17 por cento dos detidos ainda usavam baldes em vez de sanitas.

No que respeita à violência policial, "o uso das armas de fogo pelas forças policiais continuou a ser preocupante".

A Amnistia cita, para exemplificar, um reparo da Inspecção-Geral da Administração Interna, de Novembro passado, quando esta entidade chamou a atenção para seis disparos fatais efectuados pela polícia desde o início de 2003 e considerou que as autoridades policiais não estariam a garantir o uso de armas de fogo apenas em circunstâncias excepcionais.

A Amnistia Internacional assinala ainda que o comissário do Conselho da Europa para os Direitos Humanos criticou a "prática da suspensão de acções disciplinares, no decorrer da investigação criminal, e pelo seu arquivamento quando não eram feitas quaisquer acusações".

No que respeita ao racismo e discriminação, a Amnistia Internacional refere que foram tomadas medidas para integrar ciganos, mas diz que continuou a existir discriminação, particularmente na educação, habitação e acesso ao emprego e serviços sociais.

"Houve relatos de perseguições e tratamentos discriminatórios com ciganos, por parte de forças policiais. Houve, também, relatos de tentativas de intimidação de grupos ciganos por grupos de população local, levando-os a abandonar a área", diz a AI.
(...)

26.5.04

#2
impressões de culinária
um testo na panela ou o lume baixo para a água não levantar fervura são boas estratégias. no entanto qualquer pessoa precisa, de vez em quando, de deixar o tacho transbordar, porque, para aprender a cozinhar, é preciso não ter medo de sujar o fogão.
#1
Fui a uma conferência na gulbenkian e, em pleno auditório, o meu telemóvel desapareceu. não sei se foi perdido ou palmado por algum bem vestido ou alguma larápia disfarçada de tia, o que é certo é que ainda não apareceu.
não que faça muita questão em reaver essa pestinha feita de plástico e componentes electronicos, mas a agenda faz-me muita falta, tem números irrecuperáveis.
Se alguém o vir por aí, que o mande regressar a casa.

25.5.04

#4

AGORA


Agora
que o verão se intromete
pela noite longa
volto a escrever
nestas cartas quentes
os melros solitários

Agora
Que das papoilas azuis
se revoltou a memória
Abandono o sedentarismo
Das palavras
E volto a morrer em mim

André
#3

Esta noite, no seu discurso à nação - a partir da Escola de Guerra do Exército, em Carlisle - Bush falou da tortura levada a cabo pelas tropas da coligação na prisão de Abu Ghraib, Iraque, tendo enrolado diversas vezes a lingua ao tentar dizer o nome deste local.
eu cá não sou de intrigas, mas parece-me que a verdadeira explicação para a anunciada demolição daquela prisão reside nas dificuldades de pronuncia de george w...
#2
já repararam na seleção musical dos DJ's do Metro de Lisboa? tem momentos absoluta genialidade.
é lindo ouvir ney matogrosso ou sex pistols às 9 da manhã!

24.5.04

#1

estou para aqui há um quarto de hora a tentar entrar no metrografismos e nada.
desisto. vou dormir antes que me passe de vez.
e espero bem que amanhã me devolvam o blog, senão temos chatice da séria.
#1

estou para aqui há um quarto de hora a tentar entrar no metrografismos e nada.
desisto. vou dormir antes que me passe de vez.
e espero bem que amanhã me devolvam o blog, senão temos chatice da séria.
#1

estou cheio de sono.
desesperado de sono.
#1

where the streets have no name

I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
That hold me inside.
I wanna reach out
And touch the flame
Where the streets have no name.

I wanna feel sunlight on my face.
I see the dust-cloud
Disappear without a trace.
I wanna take shelter
From the poison rain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.

We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).

The city's a flood, and our love turns to rust.
We're beaten and blown by the wind
Trampled in dust.
I'll show you a place
High on a desert plain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.

We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).

U2, The Joshua Tree

23.5.04

#1

Nothing as it seems

don't feel like home, he's a little out...
and all these words elope, it's nothing like your poem
putting in, inputting in, don't feel like methadone
a scratching voice all alone, there's nothing like your baritone
it's nothing as it seems, the little that he needs, it's home
the little that he sees, is nothing he concedes, it's home
one uninvited chromosome, a blanket like the ozone
it's nothing as it seems, all that he needs, it's home
the little that he frees, is nothing he believes
saving up a sunny day, something maybe two tone
anything of his own, a chip off the cornerstone
who's kidding, rainy day
a one way ticket headstone
occupations overthrown, a whisper through a megaphone
it's nothing as it seems, the little that he needs, it's home
the little that he sees, is nothing he concedes, it's home
and all that he frees, a little bittersweet, it's home
it's nothing as it seems, the little that you see, it's home...

Pearl Jam in Binaural

22.5.04

#1
esta foi a surpresa do dia, pela voz de Marisa Monte.

Bem Que Se Quis
Bem que se quis
depois de tudo ainda ser feliz
mas já nao há caminho pra voltar.
O que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?

Mas tanto faz,
ja me esqueci de te esquecer porque
o teu desejo é o meu melhor prazer
e o meu destino é querer sempre mais
a minha estrada corre pro teu mar

Agora vem pra perto vem
vem depressa vem sem fim dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu
vem meu amor vem pra mim,
me abraca devagar,
me beija e me faz esquecer.

Marisa Monte, in M

21.5.04

#1

há um ano atrás, um amigo dizia-me que é feliz quem pode fazer escolhas.
lembrei-me desta conversa há poucos minutos atrás, depois de me fazerem, por telefone, a proposta de ir trabalhar 6 meses nos antipodas.
não sei se é karma, mas cá estou eu de novo, entre mais duas escolhas por fazer.

20.5.04

#3

exemplo acabado de anticlimax:
uma mulher bonita a ler a maria.
#2
será que este tipo também foi à mais famosa casa de elvas?

"(...)é com a juventude que se começa a fazer a festa(...)"

José Luis Arnaut, hoje, em intervenção na AR sobre o Euro 2004
#1
TIMOR Venceu ...


PALESTINA VENCERÁ.

19.5.04

#4
apesar de só hoje ter descoberto que o conceito existe, sou surfista de sofá há já muito tempo.
#3

urgente é escrever
um complexo dicionário.
só assim saberei
o alcance e extensão,
toda a largura,
das palavras.

André, Maio 2004
#2
parece que a ressaca sempre chegou.
Silêncio.

18.5.04

#1
conhecem os felizes da fé?
#4
cheguei a casa com uma vontade imensa de uma dose de Ornatos Violeta, espero não ficar de ressaca.
#3
ai! gostava de saber que raio de polarização é que me foi invertida, que ando por aí a dar choque a tudo e tod@s.
#2

musica do dia:
Strawberry fields forever
the Beatles
#1

ontem à noite fui ao cine 222 ver A Estação, um filme próprio para quem gosta de comboios.

17.5.04

#2

Tinha um colega de curso que, quando se via com um trabalho muito importante em mãos, começava sempre por fazer a capa do dito.
dizia o bom do Jorge que a estética e o trabalho criativo o inspiravam para a escrita (e dizia mais, mas isso não vem ao caso).
eu cá, tenho três coisas essenciais para preparar a redacção de um trabalho:
1- fermentar a ideia durante alguns dias de pura improdutividade.
2- desarrumar a secretária até ao ponto de só eu ser capaz de ali encontrar o que quer que seja.
3- arranjar um título momentaneamente perfeito para lhe dar.
depois de cumpridos estes três requisitos, a coisa fica fácil.
#1
abriu a época das sandálias.
De hoje em diante, e até fins de setembro, este será o calçado oficial do metrografismos. a opção, em casos muitos específicos, serão as botas de montanha e a pata descalça.

15.5.04

#1

o porto é uma cidade de encantos mil.

13.5.04

#3

será que isto se pode incluir na categoria das propostas fracturantes de que a ala mais à esquerda da nosso parlamento tanto gosta?...

CDS-PP quer acabar com o galheteiro em nome do azeite
Lusa, Público on-line, 13 de maio, 19:30

O CDS-PP entregou hoje na Assembleia da República um projecto que visa proteger a pureza do azeite e que, na prática, pretende acabar com o tradicional galheteiro nos estabelecimentos públicos.

Numa declaração no plenário da Assembleia da República, o deputado do PP Herculano Gonçalves manifestou a preocupação do partido com as notícias recentes que dão conta da utilização de diversas misturas, nomeadamente em restaurantes, que prejudicam a qualidade do azeite.

"Esta é, quer do ponto de vista da manutenção da qualidade do produto, quer do ponto de vista da manutenção da saúde pública, uma situação preocupante que urge resolver", afirmou Herculano Gonçalves.

Com este objectivo, o CDS-PP entregou hoje no Parlamento um projecto que determina normas para o acondicionamento do azeite e do óleo de bagaço de azeitona servido à mesa em restaurantes, hospitais, cantinas e estabelecimentos similares.

De acordo com o projecto, as embalagens a servir ao público neste tipo de estabelecimentos não podem exceder uma capacidade máxima de 0,5 litros e terão de estar dotadas de sistemas de inviolabilidade que assegurem a não alteração do respectivo produto.

"Entende-se que estas embalagens substituirão, com vantagem e segurança para o consumidor final, o tradicional galheteiro", considerou o deputado popular.

No caso de o projecto do CDS ser aprovado, os produtores terão seis meses para se adaptarem ao novo sistema. Terminado este prazo, as coimas para os infractores podem ir desde os 750 euros até um máximo de 44.890 euros
#2
em tempo de celebração da 7ª arte no festival de Cannes, é preciso recordar que hoje se completam 87 anos de uma das primeiras sessões de cinema experimental levadas a cabo no nosso país.
O evento teve lugar lá para os lados da cova da iria, e foi presenciada por 3 espectadores que, além de estarem a mascar folhas alucinogénicas, não tinham pago bilhete.
espantados com a projecção, os meliantes juram a pés juntos ter visto uma luz e a imagem de uma virgem - embora não conste que a pelicula projectada tenha sido rodada num consultório de ginecologista (a arte poética de Jorge de Sousa Braga era então uma miragem).
não estando de todo excluida a teoria que defende o envolvimento de Manoel de Oliveira nesta primeira aparição (experimental) do cinema português - a descrição de uma oliveira que tremia muito pode ser indicio de tal), este momento, que marcou indelevelmente a jovem República Portuguesa, foi alvo de diversas interpretações, prevalecendo a teoria mistico-filosófica de que nossa senhora apareceu aos pastorinhos para lhes fazer algumas revelações.
a arte e a sua interepretação são e serão motivos de controversia.

#1
vida de cão é chegar a casa tarde e a más horas e descobrir que não se tem a chave no bolso.

11.5.04

#2
jantar sem stress, com boa música, algum sol e um bom copo de vinho do dão, preferencialmente de 1999.
keep dreaming...

10.5.04

#1

um terrorista é um tipo com bombas mas sem aviões.

jacques vervés,
advogado francês que até defenderia bush, se este se desse como culpado

9.5.04

#1

tragam as camisas de forças

a avaliar pela notícia do Dn de hoje (que se reproduz parcialmente), a minha teoria da demência precoce do PSD ganha cada vez mais força: já não bastava darem atenção em demasia a paulo portas & sus muchachos, agora também lhes deu para elogiar o alberto joão, que, ainda por cima, está em plena deriva maoista.

O Congresso Nacional do PSD pode contar com a presença de Alberto João Jardim, que não resiste a participar num espectáculo com audiência assegurada. No dia de todos os elogios - Dias Loureiro confessou que gostaria que «o País, de norte a sul, fosse uma imensa Madeira» e José Luís Arnault apontou Jardim como «exemplo de ética e de dádiva à causa pública» - o líder madeirense foi a figura central do 1.º dia do Congresso regional do PSD/M e confirmou a sua participação, depois de ter assegurado que não iria àquele encontro dos sociais-democratas.

E foi neste clima, onde anunciou uma «Revolução Cultural» para a Madeira depois do sucesso da «Revolução Tranquila», que Jardim aproveitou as duas horas do discurso para antecipar a parte da intervenção que não repetirá quando subir à tribuna da reunião magna do partido de Durão Barroso dentro de quinze dias.
(...)

8.5.04

#2

Nesta altura Kublai Kan imterrompia-o ou imaginava interrompê-lo, ou Marco Polo imaginava que era interrompido, com uma pergunta como: - caminhas sempre de cabeça virada para trás? - ou:- o que vês está sempre nas tuas costas? - ou melhor: - A tua viagem só se faz no passado?
Tudo para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou imaginarem que explicava ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de sí, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegando a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos.
(...)
- viajas para reviver o teu passado? - era agora a pergunta de Kan, que também podia ser formulada assim: - viajas para achar o teu futuro?
E a resposta de Marco - O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá.

Italo Calvino in As Cidades Invisíveis
#1
o concerto de José Mário Branco no Coliseu foi, simplesmente, esmagador.
não sei se terei oportunidade de voltar a ver o Zé numa apresentação desta grandiosidade, mas tenho a certeza, e a noite de hoje confirmou-o mais uma vez, de que as suas sementes de música e inquietação estão bem lançadas.
ao poeta e ao homem agradeço esse enorme espetáculo que, por mais de uma vez, me soltou as lágrimas dos olhos.

7.5.04

#5

(...)
poder,
quem o tem
tem ascendente!
poder,
quem o tem faz-se
valente
bem usado, mal usado
o poder é prepotente!
(...)
José Mário Branco, um heroi in Resistir é Vencer
#4

A lucidez é isto: não tenho medo da morte. tenho nedo de perder a razão
capa do Dna de hoje, sobre frase de Maria Filomena Mónica.

será que alguém tem a lucidez de a avisar que já perdeu a razão há já muito tempo?
#3

EVOLUÇÃO???
Quando o abismo fundo se configura como o cenário mais provável, restam-nos ainda os Surrealistas para dar cor à coisa.

"(...) Vem agora à memória do autor, não se sabe bem poruê, a frase inicial de um discurso: Reza assim:
A revolução não é um estado de coisas permanente e não podemos permitir-lhes que assim queira caminhar. A Corrente da Revolução desencadeada deve ser conduzida pelo canal da evolução.
Tudo nos levaria a crer que é uma frase recente, muito recente. Realmente, é de 6 de Julho.
6 de Julho de 1933 Adolf Hitler na Chancelaria do Reich, no seu discurso aos reichstatthalter nacionais e socialistas, todos perfilados e impecavelmente fardados. Ficariam conhecidos na generalidade por NAZIS. E foi o que se viu.
O Autor despede-se. Bastante chateado, como de costume, e razoavelmente atabafado. No entanto resolveu não desistir. Nunca desistir."

também esta passagem poderia ter sido escrito ontem, entre duas ou três divagações, mas foi trazida ao prelo em 1976, aquando do prefácio à segunda edição dos Contos do Gin-tónico, por Mário-Henrique Leiria.
#2

- o PSD fez ontem trinta anos.
- coitado... tão novo e já tão demente.

6.5.04

#1
O amor é um lugar estranho

não, não me enganei no titulo do filme. depois de ver esta magnifica abordagem à biografia de Sylvia Plath e Ted Hughes, fiquei com a sensação de que o disparatado titulo do outro filme podia descrever melhor o vazio que este causou
#1

depois do cinzentismo,
uma nesga de sol
que se insurge,
pintando
nas faces poentes
de cada casa
os teus olhos

André, Maio 2004

5.5.04

#1
recebi a mensagem que passo a divulgar
devolvam-me o sol!!!
Ass: Vera (prima)

4.5.04

#3

Mas eu não sei rezar!!!
#2
a teresa, ex-sushi com cólera (quem lá está agora é um pirata maldoso), condena-me a esta penitência:

10 Pai Nosso(s)

100 Avé Maria(s)

pelo poema de hoje

3.5.04

#1
Reinventar, à exaustão
as linhas do teu corpo.
nele traçar
com os dedos frios
silenciosas nascentes.

André, Maio 2004
#2

a cooperativa Mó de Vida está a preparar a celebração do dia internacional do comércio justo, a 8 de Maio. é também neste dia que o espaço da mó (no pragal) celebra 1 ano de actividade, motivos de sobra para festejar!
fica o link, para quem estiver interessado em conhecer o espaço e as actividades desta associação. valem bem a pena!
#1

a Associação Abril em Maio continua em grande produção, preparando-se para inaugurar mais uma edição, a décima, da sua Feira de Maio.
este evento configura-se como uma feira alternativa onde se vendem produtos diversos, se apresentam multiplas actividades culturais e se partilham muitas ideias.
para quem é adepto de eventos do main stream, não conhece a Associação e o seu lindo espaço de funcionamento (uma antiga biseladora, situada nos Anjos), esta é uma oportunidade a não perder.
fica a apresentação da feira e o link para o programa.


10ª FEIRA DE MAIO

13 a 17 de Maio, Regueirão dos Anjos

BOLA AO CENTRO

Como todos os anos, a Abril em Maio realiza uma Feira de Maio, cinco dias de Feira com livros, discos, vídeos nem sempre fáceis de encontrar, objectos feitos a mão por quem sabe e lhe apetece, biológicos e caseiros (do rabanete à aguardente passando pelos queijos e doces), reciclados (papéis, cadernos e blocos), segunda mão de tudo um pouco, etc. ,etc.

A Feira de Maio realiza-se este ano entre 13 e 17 de Maio e chama-se “Bola ao centro”.

Como todos os anos, durante a Feira, há colóquios, espectáculos, música, oficinas, este ano sobretudo à volta do Futebol e da Cidade.

Participa nestas actividades gente de varias áreas – da política às artes: Francisco Martins Rodrigues, Jorge Silva Melo, Eduarda Dionísio, Nuno Pacheco, Fernando Catroga, Eugénio Alves, João Mesquita, A. Ribeiro Cardoso, Pitum (Keil do Amaral), Marc Perelman, Patrick Vassort, Vítor Silva Tavares, José Paiva, António Marques, Margarida Guia, Thomas Bakk, Jean-Pierre Garnier, Helena Roseta, Vitor Matias Ferreira, André Ruivo, Alain Corbel, o grupo de jazz “Combo”, o grupo de teatro “Estaca Zero”, Bárbara Assis Pacheco, Sofia Areal, Cátia Salgueiro, Maria Rogel del Hoyo, Sofia Verdon, Regina Guimarães, Ghyslaine Fritz, entre outros.

Muitos já participaram noutras actividades da Abril em Maio, que faz agora 10 anos, nomeadamente os colaboradores já habituais que vêm de França (Marc Perelman, Jean-Pierre Garnier, Margarida Guia).

PROGRAMA

1.5.04

#4

e por falar nas relações entre as autarquias e o ramo imobiliário, fiquem sabendo que 50% da facturação da Camara de Sintra no ano de 2003 veio directamente dos impostos sobre o imobiliário.
fernando seara, o presidente-careca-benfiquista, diz que esta % está a diminuir, mas, com este esquema de funcionamento, nunca poderá deixar de haver especulação imobiliária, porque, para os executivos municipais enrascados,esta é uma verdadeira fonte que não esgota.
#3

oh por favor... como podem dizer uma coisa destas??????
só falta acrescentar que a estação de metro da falagueira, construida ao pé da zona, também foi prevista nesta maquinação... e que as lagrimas do Sr. Joaquim Raposo, esse homem tão honesto, são cristalinas como as dos crocodilos.


Câmara da Amadora Projectou Urbanizar Terrenos da Bombardier
Por CATARINA SERRA LOPES, Publico, 01 de Maio de 2004

Os terrenos da Bombardier, indústria metalomecânica pesada, localizada na Venda Nova, no concelho da Amadora, que encerrou as instalações e despediu mais de 300 empregados no passado mês de Março, estarão destinados para a construção de uma urbanização desde Julho de 2002.

A acusação foi suscitada quinta-feira à noite na Assembleia Municipal da Amadora por elementos da plataforma de luta contra o prolongamento da Circular Regional Interior de Lisboa. De acordo com as declarações de membros desta força local, a Câmara da Amadora terá encomendado há dois anos um estudo de urbanização para a zona da Venda Nova e da Falagueira, no qual aparece o espaço actualmente ocupado pela Bombardier, sem a indústria mas com prédios de habitação no seu lugar.

O alegado estudo, da autoria do arquitecto Bruno Soares e com data de Julho de 2002, vem contrariar as declarações do primeiro-ministro, Durão Barroso, que ainda recentemente garantiu publicamente que os terrenos da Bombardier nunca deixariam de ser destinados à indústria e que não seria permitida qualquer alteração do Plano Director Municipal da Amadora. Na assembleia municipal, o presidente do município, o socialista Joaquim Raposo, foi confrontado sobre a existência do referido estudo de urbanização e as suas implicações.

Em tom de acusação, um dos elementos da plataforma levou a assistência a crer que a falência da Bombardier terá sido um processo pensado com anos de antecedência, "visto ser mais rentável construir habitação naquele terreno do que ter ali a fábrica a funcionar a construir comboios". Joaquim Raposo manteve-se, por seu lado, imperturbável, não respondendo às acusações feitas, nem prestando quaisquer explicações acerca deste assunto. Uma postura que manteve mesmo após a sessão da assembleia, escusando-se a comentar a questão.

Os responsáveis pela Bombardier, por seu lado, mostraram-se totalmente surpresos com a existência do alegado estudo de urbanização e afiançaram não ter conhecimento de qualquer projecto de urbanização para a zona. "O único conhecimento que existe é de um protocolo que a autarquia nos apresentou há uns anos e pelo qual pretendiam que cedêssemos uns terrenos da fábrica para construção de uns arruamentos", esclareceu uma fonte oficial da empresa contactada pelo PÚBLICO. "Mas não assinámos nem esse protocolo, nem nenhum. Aliás, a fábrica irá continuar em funcionamento com 100 trabalhadoras nestas mesmas instalações. Não estamos a pensar ceder o terreno seja para que fim for", rematou o porta-voz da Bombardier.
#2

Apesar da aparente segurança do maestro luis filipe pereira, o barco da saúde está memos a ir ao fundo. e os ratos já começaram a saltar borda fora...

Responsável pela Unidade de Missão dos Hospitais SA Demite-se
Público, 1 de Maio, 2004

O encarregado da unidade de missão para os hospitais SA, José Mendes Ribeiro, pediu ontem a demissão ao ministro da Saúde. Segundo soube o PÚBLICO, as razões prendem-se com divergências quanto à chefia do novo Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).

Este sistema, apresentado publicamente na terça-feira por Luís Filipe Pereira, foi desenvolvido pela equipa de Mendes Ribeiro, que coordena e tutela toda a actividade relacionada com a gestão e funcionamento dos hospitais-empresa, uma das grandes bandeiras deste ministério.

Ontem à tarde, o encarregado da unidade de missão conversou com o ministro, tendo defendido que a sua equipa deveria ficar responsável pela chefia do SIGIC. Luís Filipe Pereira terá discordado e mostrou-se irredutível na decisão de não entregar o SIGIC, que será aplicado não só os 30 hospitais SA no âmbito da unidade de missão, mas a todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde. O ministro defendeu que o sistema deverá ficar sobre a sua tutela directa.
(...)
#1

nas primeiras horas de Maio, fica a minha saudação às trabalhadoras e trabalhadores que estão, como eu, contra qualquer tipo de exploração da mulher e do homem por outr@s.