30.12.03

meus amigos, minhas amigas...
a partir deste momento o metrografismos fecha para balanço, prometendo regressar no ano que vem.
até lá!
#4

andava a dar uma volta na imprensa dos últimos dias e dei com um artigo no diário económico que me escapou na altura... um verdadeiro presente de natal fora de tempo!
deixo-vos o título, podem consultar o resto neste link:

Novo referendo ao aborto agrada à maioria
A sondagem do DE revela que 71,1% dos inquiridos deseja referendar novamente o aborto (...)

in Diário Económico, 24/12/2003


#3

já estou mais bem humorado... penso que o maior perigo já passou.
#2

aviso à navegação:
acordei com um mau humor do caraças, estou com uma birra de sono do tamanho de um comboio de longo curso.
#1

ela escreveu:
Olá André
Não são canções, são apenas poemas de um poeta mexicano - Jaime
Sabines.


apenas poemas?!!
eu li Jaime Sabines, tive uma revelação!
muito obrigado sofia.
fica um cheirinho, podem encontrar textos deste e de muitos mais autores numa página muy rica, dedicada a poetas hispanoamericanos



ESPERO CURARME DE TI

Espero curarme de ti en unos días. Debo dejar de fumarte, de beberte, de pensarte. Es posible. Siguiendo las prescripciones de la moral en turno. Me receto tiempo, abstinencia, soledad.

¿Te parece bien que te quiera nada más una semana? No es mucho, ni es poco, es bastante. En una semana se puede reunir todas las palabras de amor que se han pronunciado sobre la tierra y se les puede prender fuego. Te voy a calentar con esa hoguera del amor quemado. Y también el silencio. Porque las mejores palabras del amor están entre dos gentes que no se dicen nada.

Hay que quemar también ese otro lenguaje lateral y subversivo del que ama. (Tú sabes cómo te digo que te quiero cuando digo: "que calor hace", "dame agua", "¿sabes manejar?", "se te hizo de noche"...Entre las gentes, a un lado de tus gentes y las mías, te he dicho "ya es tarde", y tú sabías que decía "te quiero".)

Una semana más para reunir todo el amor del tiempo. Para dártelo. Para que hagas con él lo que tú quieras: guardarlo, acariciarlo, tirarlo a la basura. No sirve, es cierto. Sólo quiero una semana para entender las cosas. Porque esto es muy parecido a estar saliendo de un manicomio para entrar a un panteón.

Jaime Sabines, in yuria


29.12.03

#2

fui ver playtime - vida moderna.
é um filme de 67, dirigido por jacques tati - que também nos aparece no papel de sr. hulot, a personagem principal -, tendo sido, em homenagem ao seu autor, recentemente remasterizado e lançado no mercado do dvd e nas salas - não há nada como uma tela branca do tamanho de uma parede.
o meu sentimento sobre o filme é contraditório: a meio da exibição estava com vontade de me ir embora, mas, a partir de certa altura, comecei a gostar, e gostei tanto que o que ficara para trás passou a fazer sentido. penso que, pela primeira vez, me senti um bocadinho cinéfilo. sim, porque gostar de cinema e ir muito ao cinema não é bem o mesmo que ser um verdadeiro cinéfilo.
o único defeito que encontro é o facto de a legendagem ser muito má. apesar de existir uma intenção de jogar com rumores e diálogos que não são claros, existem comentários das personagens que, ao serem tratados como rumores, acabam por tornar mais ténue o fio condutor de toda a história.
fica a sinopse que o público apresenta na sua página electrónica.


Na era das "Economic Air Lines", umas turistas americanas efectuam uma viagem organizada. O programa é composto pela visita de uma capital por dia. Quando chegam a Paris, apercebem-se que o aeroporto é exactamente igual àquele de onde partiram de Roma, que as ruas são como as de Hamburgo e que os candeeiros de rua se parecem estranhamente aos de Nova Iorque.
Ao longo das 24 horas que dura a sua escala em Paris, as turistas conhecem alguns franceses - entre os quais o Sr. Hulot (Jacques Tati) - com quem estabelecem uma relação mais pessoal.
"Playtime", um ensaio sobre a vida moderna que ainda hoje continua extremamente actual, é a obra mais visionária e ambiciosa de Tati, o cineasta imortalizado pelo Sr. Hulot. Por ocasião dos 20 anos da sua morte, o Festival de Cannes prestou-lhe homenagem exibindo uma cópia cuidadosamente restaurada deste filme. A Atalanta Filmes associa-se à homenagem exibindo essa mesma cópia
#1

esta história de andar por aí numa viagem de princípio distante e fim indefinido acaba por me levar a experimentar coisas, a ouvir, a apreender formas de ver, a trocar com outros pequenas coisas que mudam a vida. é a tal história dos pequenos prazeres que, por serem pequenos, são os melhores.
música... há tanta música para ser ouvida, nem que estivesse a vida toda com os ouvidos colados à aparelhagem. durante estes anos tenho encontrando autores e cantautores, colecionando sons que outr@s me vão passando e que, por isso mesmo, ficam associados a determinados momentos, a pessoas, a recordações de aromas e sabores, a idiomas e a sonhos.
um desses casos foi o do cubano silvio rodriguez, que entrou na minha vida como que por acaso e nela ficou ancorado, com a sua guitarra, a voz grave e palavras sentidas de poeta comprometido que canta. foi com ele que aprendi, entre outras coisas, castelhano, ouvindo milhares de vezes uma cassete que me fora oferecida por uma amiga numa fria noite de cáceres, no bar as meigas - não sei se ela ainda conserva a fita do sérgio godinho que lhe dei em troca, mas a que ela me deu, por sinal roubada no bar, é alvo de grande estima. no ano seguinte, numa loja no país basco, comprei um cd, de nome silvio, que me tem acompanhado e que estou a ouvir agora, fascinado como poder que estas cancões têm em se reinventar.

(...)
Yo quiero seguir jugando a lo perdido,
yo quiero ser a la zurda más que diestro,
yo quiero hacer un congreso del unido,
yo quiero rezar a fondo un hijonuestro.
Dirán que pasó de moda la locura,
dirán que la gente es mala y no merece,
más yo seguiré soñando travesuras
(acaso multiplicar panes y peces).

Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
(...)

silvio rodriguez, el nécio, in silvio

28.12.03

#2

gosto da chuva no telhado, de ouvir os seus pingos grossos a ensaiarem uma melodia nocturna.
Chet Baker
Voce seria Chet Baker (1929-1988). Chet Baker foi o
expoente maximo do West Coast jazz, estilo
muito em voga nos anos 50. Trompetista e
cantor, o seu estilo intimista atraiu atencoes
que foram para alem da sua musica e, ate ao seu
tragico fim, despedacou coracoes.


Que Artista de Jazz Seria Voce?
brought to you by Quizilla

27.12.03

#1

há dias em que me sinto de acordo com as pessoas mais estranhas de que me possa lembrar. já estive de acordo com EPC, hoje calhou estar quase na totalidade de acordo com miguel sousa tavares.
há dias em que um homem se liberta, deixando vir ao papel aquilo que guarda com tanto primor. hoje mst soltou o esquerdista que tanto tenta esconder dentro de si. chegou a ir ao congresso do pp para exorcitar tal fantasma; tenta travestir este esquerdismo latente em bom conservadorismo - antítese do mau conservadorismo praticado e defendido por muit@s que aí andam e governam. mas tal intenção, na minha modesta opinião, saiu-lhe frustrada: miguel, dentro de ti há um camarada que se quer libertar e grita!


OS MALEFÍCIOS DO CONSERVADORISMO
Público, 26 de Dezembro de 2003

Quatro questões, que não são propriamente políticas a não ser no sentido lato, mas que passam pela política para serem resolvidas, regressaram recentemente à discussão pública. E em todas elas a discussão foi encerrada antes mesmo de ter começado ou foi liminarmente rejeitada a hipótese de alterar o "statu quo" em benefício de soluções alternativas e, porventura, mais corajosas. Em todas, o conservadorismo de pensamento, que se pretende ser antes um conjunto de "valores" caros à direita, determinou a orgulhosa inflexibilidade ideológica. Refiro-me à política de agravamento das multas e punições por excesso de velocidade no novo Código da Estrada que aí vem, na recusa das chamadas "salas de chuto" (assistidas ou não) nas prisões, a liberalização do consumo de drogas leves e a descriminalização do aborto (ou até mesmo a sua simples despenalização). A todas as sugestões de ensaiar uma via alternativa nestas matérias, a direita que governa respondeu: "Não, não, não e não."

Porquê tamanha teimosia e inflexibilidade? Consideremos a primeira possibilidade: estão contentes com os resultados das políticas até aqui seguidas. Impossível, os números não deixam qualquer hipótese de escamotear a realidade. Os mortos na estrada continuam em números assustadores, o consumo e apreensões de droga aumenta todos os anos, o número de presos por crimes ligados à droga constitui praticamente dois terços do universo prisional, metade deles preventivos e todos continuando a drogar-se dentro das prisões, sendo que muitos se iniciam ou atingem o ponto de não retorno precisamente lá dentro. Enfim, nenhuma estatística indica que o número de abortos clandestinos tenha diminuído desde que a questão foi pela última vez abordada; antes se suspeita do contrário, como o sugere a persistência dos anúncios publicitários diários na nossa imprensa às clínicas espanholas que tratam do assunto sem problemas legais nem riscos clínicos.

Ou seja, não é pela via dos resultados obtidos que os defensores do imobilismo podem sustentar as suas posições. Sem exagerar, é lícito concluir que os resultados, sim, demonstram o total falhanço destas políticas e, em tal dimensão, que é preciso uma profunda convicção ou uma profunda hipocrisia para continuar a defender que não há outras vias.

Sobre a mal chamada "prevenção rodoviária" não me vou alongar, visto que aqui escrevi sobre o assunto há duas semanas. Limito-me a repetir a conclusão de que a eleição do excesso de velocidade como causa quase única dos acidentes tem como resultado (e objectivo) primeiro aumentar a cobrança de receitas do Estado, como resultado segundo manter nas estradas os incapazes ou os assassinos do volante que, todavia, não excedam habitualmente os limites de velocidade, e como resultado terceiro dispensar as autoridades rodoviárias de se preocuparem com as outras causas de acidentes e outro tipo de vigilância, que dá mais trabalho e menos receitas.

A recusa, mesmo após recomendação do provedor de Justiça - na sequência de um longo estudo e de um relatório devastador - da introdução das "salas de chuto" nas prisões é um caso de hipocrisia quase difícil de enquadrar. Conhecemos a mortandade nas prisões devida a casos de sida, de "overdose", de droga adulterada ou de seringas infectadas; conhecemos os resultados positivos que esta medida tem dado em todos os países onde foi introduzida; e, finalmente, não podemos ignorar que, se a droga é assim tão fácil de se obter numa prisão do Estado, é porque há necessariamente um circuito montado para a levar dos fornecedores cá de fora aos consumidores lá dentro. E esse circuito só pode existir, funcionar e manter-se com a colaboração, o lucro ou a conivência de funcionários do próprio Estado. Assim sendo, a recusa liminar da ministra em simplesmente considerar o assunto assume a forma de um crime em si mesmo, que não encontra qualquer justificação nem em valores, nem em ideologias, nem sequer em sentimentos tão simples como a simples piedade para com aqueles que nem lá dentro conseguem escapar às malhas dos traficantes que lá os enfiaram.

A liberalização do consumo de drogas leves é um assunto já tão estafado que a discussão só se continua a justificar pela dimensão crescente da hecatombe que decorre à vista de todos. Por mim, obviamente que não me vejo a condenar à cadeia - e às drogas fortes - um simples consumidor de "erva". Aqui, a hipocrisia é simplesmente total: o que se tem feito para contornar a dificuldade "moral" da solução legalmente em vigor é uma despenalização oficiosa. Existe teoricamente a possibilidade de prisão, mas ela nunca é aplicadas pelos tribunais. Exactamente o que se recusa para o aborto... Quem aqui me segue há vários anos sabe que eu defendo não isso, ou não apenas isso, mas muito mais do que isso: uma espécie de nacionalização do tráfico de drogas duras. Defendo que o Estado comece a concorrer com o mercado e que venda ele também drogas duras, a preço de custo e sem adulteração. Com condições: que os compradores sejam portadores de documento emitido pelas autoridades que os reconheça dependentes; que a venda se faça sob vigilância médica e assistência psicológica e social em locais determinados para o efeito; e que, paralelamente, sejam agravadas as penas para o tráfico de droga clandestino. Já me responderam que é impensável que um Estado de bem possa vender drogas, mesmo sem lucro. Não sei porquê: não cobra lucros na venda de álcool e de cigarros, não favorece a fuga aos impostos no "off-shore" da Madeira, não fomenta a profusão de casinos, ganhando dinheiro com a ruína dos viciados em jogo? Quem é que define quando é que o Estado é uma pessoa de bem e quando é que deve poder estar dispensado de o ser? São os valores íntimos da ministra da Justiça? E porque não os meus?

Temos finalmente o suave milagre do aborto, que não existe enquanto for proibido, para sossego de algumas boas consciências. Já tudo foi dito sobre isso, demasiadas e cansativas vezes. Já todos conhecemos as posições de todos, que no essencial se resumem a duas: a dos que acham que a criminalização do aborto dos outros é um problema e um dever que lhes impõe a sua consciência, e a dos que acham que o aborto é uma questão da consciência de cada um, com a qual os outros não têm que ver. Pessoalmente, só lamento que a forma profundamente estúpida como a esquerda tem conduzido sempre esta questão, recorrendo aos mais imbecis argumentos do mais imbecil femininismo dos anos 60, tenha desembocado no fastio que levou tanta gente que era a favor da despenalização a abster-se e a conduzir à derrota no referendo de há uns anos atrás. De outro modo, a questão já estaria resolvida, sem termos de aturar mais os argumentos das piedosas senhoras e sacras meninas do outro lado.

São quatro exemplos de "mau" conservadorismo - porque também existe o bom, ao contrário do que sustentam placidamente algumas cartilhas de pensamento pronto-a-vestir. São quatro exemplos de como uma hipocrisia erigida em pseudovalor moral pode causar danos concretos, mortes incluídas, às vítimas desses valores. Em nome do Estado, em nome da moral cristã ou - pior e nunca dito - em nome, muitas vezes, de interesses de negócio instalados, por exemplo na lavagem de dinheiro da droga ou na pretensa recuperação dos drogados. Santíssima hipocrisia!


25.12.03

#1

frio como o caraças.
silêncio, não se ouve nem vê ninguém.
não há jornais nem posts que tragam novidades, alegrias ou tristezas, até a interner parece ter ficado cristalizada desde ontem ao meio dia.
não há sítio onde se possa beber um café ou estar um pouco a ler, tudo se parece, tudo sabe, tudo cheira à ressaca natalícia. nem a música da rádio colabora.
felizmente que só voltamos a ter natal daqui a um ano!

24.12.03

#3

um poema natalicio. não é dos que goste mais, mas vem a calhar.

CRISTO

teu nome é chorado
pelos que morrem de fome
e a tua verdade cantada
por quem os oprime.

debaixo das tuas barbas,
digladiam-se até à morte
filhos e pais que tiveste
derramando sangue sobre o azul
(qual ouro corrompido).

à sombra da tua cruz
protegem-se cegos,
tecendo os juízos
de quem não viu
e nada quer ver.

cristo,
tens dois mil e tal anos
estas velho
e foste carcomido.

andré

23.12.03

#2

o meu telemóvel está a ser bombardeado com mensagens natalícias!!!
socorro! alguém me tira deste pesadelo?
#1

roubei, na e-edição do dnjovem desta semana, um texto napolitano de rodrigo francisco.

Naples Revisited (2003)

hoje podem gritar à vontade, que não estou cá. Podem ligar, escrever, puxar-me pelo braço. Podem ameaçar-me de que se não é hoje então deixa de ser, porque estou-me marimbando para todos vós; não estou nem para a Raquel Loureiro. É que hoje optei por levantar-me às seis da tarde, e é domingo. Aqueci o resto do espaguete seco em cima do fogão, abri uma lata de pêssegos em calda (bebi a calda como se fosse sumo, a acompanhar o espaguete). Saí e cumprimentei a senhora a fumar na janela em frente. Desci à Via Roma. Como é domingo cruzo-me com magotes de gente que choca contra mim e segue sem pedir desculpa. Fico um pouco em frente à Intimissimi avaliando o fio dental de hoje no manequim giratório. Na Piazza Dante ainda não sei que chorarei ali como um menino na madrugada da partida. Na Piazza Dante desta vez não vou de braço dado com o Lello ou com a Olimpia, ou com a Sarah, e os scugnizzi jogam à bola, e os caffone encostam-se às vespas e falam de futebol, de óculos escuros, das apresentadoras da televisão.
De modo que hoje subo ao Gesú Nuovo e nem sequer me detenho nas bancas dos alfarrabistas à procura de uma pechincha roubada de uma biblioteca qualquer, de modo que hoje ignoro as belíssimas estudantes tomando café nas tímidas esplanadas, de modo que hoje levanto a gola do casaco e chego em passo apressado à Piazza Bellini.

Isto tudo
(só hoje)

para cumprimentar o Ciro com dois beijos e ele oferecer-me um café. Eu sei que vocês devem estar fartos de eu vos contar de eu cumprimentar o Ciro com dois beijos e ele oferecer-me um café. Já não podem ouvir falar de eu cumprimentar o Ciro com dois beijos e ele oferecer-me um café.

Pelo que hoje escusam de estar para aí armados em amigos, armados em distracção, armados em Lisboa, porque ele há dias
(cá por coisas)

em que um gajo precisa de acordar às seis da tarde de um domingo em Nápoles e tomar café na Piazza Bellini

(cumprimentar o Ciro com dois beijos e ele oferecer-me um café)

dias em que parece que estás casado há demasiado tempo com Lisboa, e que os cabelos desgrenhados dela acordando a teu lado se vão tornando levemente insuportáveis

dias em que Nápoles te dói com se fosse a cabeça ou um dente.

Ele há dias em que logo de manhã te cresce uma incontornável vontade de estar sozinho, percebes?





eu não sou de intrigas... mas há qualquer coisa no ar entre sushi e ginger blogoflirt?
repito: eu não sou de intrigas!

22.12.03

#4

do verdadeiro referendo sobre a IVG, aquele que um grupo de cidadãos e cidadãs - personalidades, sindicalistas, membros do movimento católico nos somos igreja, membros do BE, do PS e dos Renovadores Comunistas, activistas dos direitos dsas mulheres e das minorias -, quer pedir ao parlamento, digo que estou directamente envolvido no processo.
A ideia do referendo não será a que agrada a tod@s. há quem defenda que o direito de escolha e o direito à dignidade não se referenda e, por isso mesmo, não se deve entrar num novo processo. estou de acordo com a questão da legitimidade de referendar direitos, mas, face ao referendo de 98, penso não existir outra maneira de calar a direita e a padralhada ultraconservadoras que se julgam no direito decidir pel@s outr@s.
a recolha de assinaturas está a trazer a discussão para a rua, está a mexer com as pessoas, a confrontá-las... e há quem se sinta incomodad@ que isto esteja a acontecer, mesmo pessoas que acham que a lei tem de mudar.
Na rua existem @s que assinam sem muitas perguntas, @s que perguntam porque querem assinar, @s que não assinam determinadamente, @s que não querem assinar por juizo ético-moral e, diante de factos, acabam por dar razão e autografo. há ainda muita gente que se esconde atrás de uma neutralidade, de uma imparcialidade. num não ter opinião. a meu ver, isto é entregar o ouro ao bandido. foi pelos mesmos argumentos que muita gente ficou em casa em 98, foi esta a semente de apatia que se plantou no espírito de muita gente. quando não queremos ter opinião, ser neutrais, não nos preocuparmos em pensar e em confrontarmo-nos com nosco e com que nos rodeiam, acabamos, sem saber, por estar a tomar posição de algum lado.
lá diz a cançaõ de pedro abrunhosa que o conformismo
é sempre o poder de alguém
.
#3

o tiago mandou-me este e-mail, tem a sua piada.

Novo referendo sobre o aborto.

Ouve-se dizer que o país vai ser, de novo, referendado sobre o aborto. Ao que consegui apurar, a questão que será exposta aos cidadãos já está formulada e é aqui avançada em primeira mão. A saber: Qual a sua opinião sobre o aborto?

a) Tem sido um bom primeiro-ministro.
b) Tem sido um primeiro-ministro ineficaz.
c) Nem sequer tem sido primeiro-ministro
# 2

isto é frustrante.
o teste é palerma e o resultado palerma é.
pulp fiction não é, definitivamente, um dos meus filmes.
além disso, uma thurman a dizer-me que sou Inovador, imaginativo, inteligente. Da gosto conhecer-te!, só mesmo num filme...
Pulp Fiction
"Pulp Fiction"! Inovador, imaginativo,
inteligente. Da gosto conhecer-te!


Se fosses um filme, que filme serias?
brought to you by Quizilla

21.12.03

#1
hoje é um dos dias que mais gosto em todo o ano: apesar de começar o inverno, o solestício de dezembro, o dia mais pequeno em termos de luz solar, é por mim sentido como que o recomeçar de todos os ciclos.
daqui para a frente os dias vão começar a crescer suavemente, já posso imaginar as portas da primavera a abrir e a luz das tardes longas, o desejo de maresia e da melancolia do final de dia no meco parece-me mais real.

19.12.03

#2

estive, por motivos profissionais, na doca pesca. devo dizer que foi um experiência sociológica e antropológica do maximo interesse.
enquanto andei por itália, ouvi dizer que a doca estava para fechar, que os pescadores iriam ser despedidos e que, naquele lugar, iria ser construido um empreendimento urbanistico, tipo expo... tudo em nome da taça américa em vela.
mas, azar do destino, a competição lançou ancora em Valencia; parece que os ventos não a trouxeram até mar aberto, não a empurraram para este porto de abrigo das agruras atlanticas que é o tejo...
no entanto, nada alterou as ideias dos especuladores: o valor do dinheiro deixou de ter o disfarce da prova desportiva e do interesse nacional - qual versão aquática do euro 2004 -, mas os 30 hectares de terreno à  beira rio, num local paradisiaco, continuam a ser uma tentação a que não se resiste...
5 mil trabalhadores e trabalhadoras que irão ver o seu posto de trabalho ser substituido por um desenvolvimento aparentemente progressista... alguns serão reconvertidos. mas uma boa parte ficará em casa a lembrar o tempos de maré cheia e de redes esticadas.
além destes homens e destas mulheres de linguajar anguloso - e que, apesar das perspectivas, ainda ensaiam um sorriso- , há ainda outro factor a ter em conta... o desperdicio:
na doca pesca existem edifícos e equipamentos tecnológicos de ponta, com cerca de dois anos, que foram instalados com o dinheiro que a união europeia atribuiu durante as últimas décadas ao nosso paí­s...
estes fundos, destinados a combater assimetrias de desenvolvimento entre os paí­ses da união, serão canalizados agora para o entulho.
no local onde, diariamente, se processada e acondicionada parte da alimentação que, alguns dias depois, tod@s iremos ver no prato, irá surgir, em breve, um espaço de interesse comum, que fará ganhar dinheiro a muita gente e estará na origem da miséria e infelicidade de tant@s outr@s.
Foram estes homens e estas mulheres- @s que circulam e existem no subterraneo do desenvolvimento e do conforto comum- que, com a sua pele queimada e as suas roupas de lutar com o frio e com o mar, me contaram esta e outras histórias, que me falaram no seu linguajar, que me avivaram na memória a sua presença. foi também esta gente, que, sem que tenhamos consciencia, estão presente em cada momento dos nossos dias, me fez voltar ao sangue dos outros de simone de beauvoir ou a primo levi... se isto é um país...
#1

Garzón investiga si dos ex etarras "robaran" a ETA 150. 000 euros

a história vem no El Pais de hoje e é o exemplo acabado da histeria do juiz baltazar garzon em relacção à eta... a sua fixação neste grupo armado é tão grande que até procura de quem os anda a enganar...
não é que ele anda a investigar se será mesmo verdade que dois ex-operacionais bascos se quedaram, para beneficio próprio, com parte do imposto revolucionário - cerca de 150.000 euros - que se destinava ao financiamento daquele grupo.
será que o juiz vai exigir uma indeminização à eta por parte destes dois larápios?
ou será que lhes vai perdoar outros crimes, baseando-se no juizo popular de que ladrão que rouba a ladrão...

17.12.03

#1


Agente da PJ Recorda "Uma Mulher Deitada e Despida" no Consultório

título de noticia do publico, 17 dez 2003

este título, por si só, é o espelho de uma sociedade de faz de conta, velha e decrépita, escudada numa história balofa de 800 anos e presa a um moralismo oco e hipócrita, que fecha os olhos a uma realidade, que, em nome da vida (imagine-se!), condena as suas mulheres a uma vida indignina, ao julgamento e ao sofrimento.
esta frase, como tantas outras, leva-me a perguntar, ensaiando primo levi, se isto é um país.

16.12.03

#1

A edição de hoje do Blitz, traz, em anexo, o cd do Legendary tiger man.
um disco sólido, de boas guitarradas. destaca.se também ao preço decente.
depois da edição do último disco dos more republica massonica, sauda-se a repetição da iniciativa. espero que a coisa continue, em nome da divulgação da música que está longe das play list's-salvé henrique amaro e companhia!
por outro lado, penso que a tão famosa crise da industria discográfica só pode ser ultrapassada com a edição de discos a baixo preço... os tubarões do comércio musical têm, de uma vez por todas, de se convencer que as suas taxas de lucro são vergonhosas.

15.12.03

#2

afinal foi engano...
o dito jornalista trocou, por lapso, o nome dos criminosos, afinal quem foi preso, como já se sabia, foi sadam.
é preciso não perder a esperança.
#1

o pivot da SIC Noticias anunciou, no jornal das 15h, a captura e prisão de george w bush no iraque!
afinal ainda há esperança de um mundo mais justo.

14.12.03

#4

esta jeitosa aderiu à blogosfera e só o decobri agora!
mais vale tarde do que nunca!
#3

apesar do livro do José Luis Peixoto ainda não ter dado sinais de vida, já encontrei o caminho que havia perdido no início da semana, o da poesia.
e, para celebrar o reencontro:

Escrever
escrever- como se nada fosse importante-
o simples passar das horas
sentado na esplanada de um café
de uma provincia espanhola.
Escrever, como se estivesse escrito
que o ruído dessas chávenas no mármore
tivesse que passar o arroio límpido
de uns versos.
Escrever, como se nada fosse.

Juan Manuel Bonet, in la patria oscura
#2

ao saber da prisão de sadam hussein, 3 pensamentos floriram no meu espírito:
1º- será o verdadeiro ou será um dos de plástico? entre as patranhas do bigodes e os perus dos americanos nunca se sabe.
2º- deve ser o verdadeiro. na hora da verdade, e porque foram amigos por tanto tempo, os yankes saberiam reconhece-lo à primeira vista.
3º- Mxxxx ...! bush jr ficou mais perto de ganhar as eleições no ano que vem.
#1

"
(...)
De repente, os quatro bofias dispersos por entre a assistência saltam-me à vista como piolhos numa folha branca. E, no entanto, nada os distingue dos outros machos da assembleia. Chuis, vendedores e colarinhos brancos, o mesmo combate pela pulseirinha de ouro e pelo vinco na calça. O olhar é que é difrerente. Esses quatro olham para os outros, e os outros olham em frente, pateticamente, como se a promessa de um amanhã sem explosivos pudesse sair da tribuna sindical. Os bófias, esses, procuram um matador. Exibem o olhar «psi». As orelhas crescem-lhes a olhos vistos. São os espeleólogos da alma ambiente. Quem, na assistencia, se sentiu suficientemente na merda para querer mandar pelos ares a chafarica? É a única interrogação que eles têm dentro daquelas cabeças.
E bem podem continuar a interrogar-se durante muit tempo...
O assassino não está na sala! é uma certeza que se inscreve a letras de fogo no meu silêncio intersideral."

daniel pennac in o paraíso dos papões

13.12.03

#1

"(...) Aveva preparato una cena, sulla terrazza che guardava gli olivi, e i monumenti preziosi, miracoli di proporzioni esatte che dicevano che la mente umana é fatta a somiglianza di quella di DIo. Ma Sieglinde non riusci neppure a meterssi a tavola: gli disse, quasi soffocando ma guardando negli occhi, che lo desiderava. (...)"
Giovanni Bogani, in blu


a poesia deste texto está não tanto no que conta, mas na forma musical como se faz contar...

"(...) tinha preparado um jantar, na varanda que olhava as oliveiras, e os monumentos preciosos, milagres de proporções exactas que diziam que a mente humana é feita à semelhança da de Deus. Mas Sieglinde não chegou sequer a sentar-se à mesa: disse-lhe, quase sufocando mas olhando-o nos olhos, que o desejava. (...)"

12.12.03

#1

escrever na areia
o teu nome
molhado.
saber que dele
restará
apenas maresia.


andré, 11/12/2003

11.12.03

#2

Uma Parte do Peru pelo Todo
Por EDUARDO PRADO COELHO
Público, 11 de Dezembro de 2003

Os meios de comunicação social deram algum relevo ao facto de ter sido divulgada para todo o mundo a famosa fotografia em que Bush aparece de surpresa junto das tropas americanas e avança pelo refeitório com uma eufórica bandeja de peru nos braços. Soube-se que o soberbo peru não era de carne e osso, mas de plástico.

Na sua habitual crónica do "Diário de Notícias", Luís Delgado sentiu-se ofendido no zelo com que defende intransigentemente as posições americanas e lançou uma réplica indignada: é preciso haver mesmo falta de informações interessantes para que jornalistas de todo o mundo, unidos num estranho e insuportável sentimento antiamericano, e em manifesto conluio, ou pelo menos simpatia, com as forças terroristas, se ocupem do falso peru de Bush.

A estratégia argumentativa de Luís Delgado é curiosamente dupla. Tem uma primeira etapa de tipo epistemológico, que se resume na seguinte interrogação: como saber que o peru é falso? "Ele há pachorra para tudo. Será que o jornalista americano foi meter o dedo no peru? Tentou comer uma perna? Retirou um pedaço para análise posterior? Só mesmo quem não tem nada para dizer, ou escrever, ou comentar, é que se dedica ao peru, colocando-o na categoria merecedora de uma profunda análise política, simbólica, ritualista, do poder factual e mediático." Ponhamos de lado o facto de que Luís Delgado também se dedica ao caso do peru, porque ele poderá sempre argumentar que não é o peru que lhe interessa, mas sim os usos perversos do peru. Mas perguntemos que tem o peru de específico para escapar ao estatuto de objecto de "análise política, simbólica e ritualista". Será que um peru tem menos dignidade ontológica do que um cabrito ou uma lebre, ou mesmo um javali? É verdade que o nome não ajuda, e que aquele "u" final ganha uma dimensão grotesca. E também devemos reconhecer que o peru não é um animal particularmente astucioso ou inteligente. E daí? Não fazemos análises dos discursos de Bush, que tem uma relação com a linguagem particularmente atribulada?

A segunda etapa argumentativa é de tipo político: "Do Iraque chegam todos os dias notícias espectaculares, inquietantes, difíceis, intrincadas, mas nunca sobre um peru presidencial de plástico, ao matéria afim." Falar do peru, acha Luís Delgado, é "perder tempo". Contudo, penso que há uma componente retórica que Luís Delgado negligencia. Este peru não tem interesse em si mesmo, mas como realidade metonímica: é uma parte do peru pelo todo da intervenção norte-americana no Iraque. Por outras palavras, se o peru ganha tanto relevo é porque nele se consubstancia um estilo que a Administração americana promoveu: a realidade não basta em si mesma, é preciso produzi-la e encená-la.

Foi este o caso da mulher-soldado Jessica Lynch, transformada em heroína pelo Pentágono para poder fornecer um argumento para um filme. Tudo falso, como se veio a comprovar. E foi este o estatuto das famosas "armas de destruição maciça", que cada vez mais aparecem como um pretexto claramente encenado para convencer a opinião pública mundial. A questão está em sabermos até que ponto estes reincidentes falsificadores da realidade poderão ser os melhores defensores da verdade democrática.
#1

a minha intima e modesta opinião é, frequentemente, dissonante da análise que eduardo prado coelho (epc) vai fazendo dos dias que passam.
grosso modo, vejo o seu posicionamento à esquerda, recentemente alinhado com o PS, como um conforto intelectual, como uma forma de equilibrio e de gestão de emoções e de uma herança - palavra muito polémica na blogosfera lusa nos últimos tempos- não só cultural como familiar... é, por assim dizer, uma forma de alivio de consciência, com pouco comprometimento de facto...
este, chamemos-lhe, charme intelectual, acaba por ser mais um sinal que as diferenças históricas entre o pensamento de esquerda e direita não estão, como muitos tentam fazer querer, acabadas.
no entanto, é preciso admiti-lo, de quando em vez, epc acaba por acertar na mosca... e, desta vez, vai mais longe: acerta, por inteiro, no peru.

10.12.03

#5

de boa vontade viraria a cara à noticia que vai abrir os jornais das oito, daqui a cinco minutos - e sei qual é.

oooooh
STOP

with your feet in the air and your head on the ground
try this trick and spin it, yeah
your head will collapse
but there's nothing in it
and you'll ask yourself

where is my mind
where is my mind
where is my mind

way out in the water
see it swimmin'

Pixies, Surfer Rosa
#4

a última cena de fight club está fora do tempo. lembrei-me dela porque há momentos em que o melhor é virarmos as costas ao que está a acontecer no mundo, ao que parece ser uma impossibilidade cinematográfica.
depois de uma viagem atribulada por si e pelo mundo, a personagem vira as costas ao que, literalmete, andou a fazer.
enquanto os as guitarras e a voz de black francis dão o tom de where is my mind (os saudosos pixies...), as torres gémeas desabam depois de uma grande explosão... nada mau para um filme feito em 1998...

#3

finalmente acabei o trabalho que tinha em mãos!
é tempo de almoçar e passar ao próximo.
#2

descer a rua de S. Bento e perder-me nos azulezos, no sol que brilha. lá longe, confundem-se os azuis do horizonte e do Tejo. o céu sacudiu-se das nuvens e abre-se aos pássaros e ao fumo de uma ciadde que se aquece. o rio mantem-se calmo e expectante, isso de querer ser mar é tarefa de grandeza.

9.12.03

"Há poetas com que lutamos a vida inteira."


josé bento, in dn, 09/12/2003
#2

não tendo a textura, o odor e a escravidão do papel, resta-me a frieza do plasma, onde também navegam poemas


a escrava

ontem, quanto senti a noite, segurei os teus dedos.
a tua pele nua não pode ser igual à minha memória.
ontem à noite, imaginei que segurei os teus dedos.

os teus cabelos talvez possam ser beijados. os teus
lábios existem. ontem, ao ver-te, descobri que não
aprendi nada quando corri o mundo. o que é um olhar?

existe sempre ontem na memória que me enche de
sonhos. os teus dedos tocam-me dentro dos sonhos.
nos teus lábios, imagino beijos. perdi-me no mundo.

no mundo, há jardins e palácios onde nunca entrarás.
és demasiado bela para o mundo. não te conheço.
quando entras para me servir, não te conheço.

ontem, esqueci todas as respostas: os teus dedos,
a tua pele e a memória. os teus cabelos, os teus lábios
e os sonhos. ontem, deixei de saber o que é um olhar.


josé luis peixoto, in a casa, a escuridão




#1

fartei-me de procurar e nada, o meu livro de poemas do josé luis peixoto parece ter desaparecido.
bela forma de começar a semana, não encontro o caminho da poesia...

6.12.03

#4

hoje vou ouvir um concerto de José Mario Branco, um dos meus gurus. gosto tanto do seu trabalho que até vou ve-lo à festa da política operária, um grupo que se diz comunista, mas que, no fundo, vive há volta de si mesmo e pratica o sectarismo militante.
grande espanto é não encontrar qualquer página na net que seja dedicado à vida e obra desta pedra basilar da música portuguesa...
#2

parece que a nossa imprensa também deu atenção à história do peru de plástico. pode dizer-se que estamos perante uma mentira com penas e tudo!


Peru de Bush era decorativo
A TRAVESSA com peru, que George Bush segurou na sua visita-relâmpago ao Iraque e cuja foto se transformou num símbolo dessa viagem, era apenas uma peça decorativa. Dito de outra maneira: "The bird was perfect but not for dinner" ["A ave era perfeita mas não para comer"] .

in público, 06/12/2003
#3

tá um frio desgraçado... um tipo habitua-se a casas com aquecimento central e depois vem para casa e morre congelado! acho que o frio é tanto que até a transmissão de dados na net fica um bocado lenta...
a associação abril em maio prepara a abertura das suas portas para mais uma feira de inverno e, de caminho, também nos propõe um ciclo temático... a não perder.

5.12.03

#2

há especialistas em tudo... frangos, gestão de campos de golfe, plantação de batata em hipermercado, exploração de solários no sahara, de frigorificos no polo norte...
george bush, tão conhecido pela genialidade no comentário, por desencantar razões onde elas não existem, por ter uma visão muito própria (e desfocada)do mundo, acaba de abrir mais uma alinea na sua página pessoal do livro das surrealidades... consta que se tornou especialista em perus... de plástico.
é dificil de acreditar, mas o Wall Street Journal Europe de hoje (pág A3), jura que a famosa foto não passa de um embuste... de um embush!

esta noticia foi respigada no barnabé
#1

" Empresa de Nobre Guedes com Rádios em Situação Duvidosa"
in Público, 5/12/2003

consta que luis nobre guedes é dono de 5 estações de rádio no nosso pais, entre as quais a estação "alternativa" vox (aquela que se dizia amarela num pais cinzento)...
estaremos simplesmente perante um caso de concentração de média ou será esta uma tentativa de criar a versão tuga de berlusconi?
já te estou a ver luis... um dia, para fazeres leis à tua medida, vais fundir o pp com o ppd num só partido de governo, chamar-lhe-ás a nossa seleção!

4.12.03

#2

a lingua portuguesa...

"(...) foi com a falta de democracia que os estados unidos justificaram a intervenção no iraque (...)"

in spot do programa toda a verdade da sic-noticias.

ontem o daniel tentou semear em mim a tristeza... o seu blogo anda pelas 70 e tal mil visitas em 3 meses, enquanto que o contador do metrografismos só anda pelos 1100.
é preciso desmistificar a questão...
1- o metrografismos não é um blog de massas, apesar de se se pelar por uma pasta;
2- metrografismos tem ritmo próprio variando com o clima, entre o lento, o bucólico e o pessoal, ao sabor das imagens, com a luz dos dias e a fase da lua;
3- metrografismos pretende ser um exercicio de escrita e, eventualmente, de leitura;
4- ao ter poucos leitores a probabilidade do pacheco pereira metrografar é pouca, quase nula. ainda bem.

3.12.03

#3

diz-me a teresa:

o teu blog precisa urgentemente de um sistema de comentarios!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

a avaliar pelo que se passa no seu blog, penso que nao me atreveria... ;)
#2

não há pachorra!!!!!!!


"A primeira grande agressão à sexualidade humana, e o início da sua fragmentação, "é a contracepção". A afirmação de José Pedro Ramos Ascensão, presidente da associação Mais Família, pretende explicar uma das conclusões do congresso "A linguagem corporal do amor numa visão integral do homem". A iniciativa, que decorreu na Universidade Católica, foi promovida por diversos grupos católicos pró-vida. (...)"

in jornal publico, 2/12/2003


sobre esta e outras barbaridades, tenho a dizer que estes tipos e estas senhoras (tipas é feio):
1- têm um raciocínio medieval... em pleno século XXI... e procuram mete-lo na cabeça de alguns e algumas, atentando contra a liberdade de tod@s.
2- não devem ter ouvido falar nos elevados números de gravidez na adolescência
3- estão esquecidos que são precisas alternativas para evitar algo que tanto os horroriza, a IVG
4- que a SIDA (e outras dst's) existe... não devem ter visto os jornais e as tv's no passado dia 1...




#1

atravessar as ruas num ritmo diferente d@s que me rodeiam, olha-@s como se falassem uma lingua estranha, deter-me em pormenores, acariciar a luz branca que se estende pelas faces da cidade... o regresso guarda em si uma dose imensa de espanto, um sem número de surpresas, pequenos prazeres que, por serem pequenos, transformam os dias.